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quarta-feira, 4 de março de 2015

Acabar com os chumbos poupa 600 milhões de euros por ano

Para atingir uma taxa de abandono escolar de 10% em 2020, David Justino diz que é preciso "reduzir a maior fonte de ineficiência: a retenção de estudantes". O presidente do Conselho Nacional de Educação, que esteve presente no Lisbon Summit, conferência organizada  pela revista The Economist em Cascais, sublinhou que 13% dos estudantes portugueses ficam retidos todos os anos.
"35% dos alunos portugueses com 15 anos já tiveram pelo menos uma retenção", o que é uma das "taxas mais altas da OCDE". "Mudar esta cultura pode significar uma despesa pública mais eficiente", uma vez que permite uma poupança de cerca de "600 milhões de euros".
Numa análise à evolução do orçamento do Ministério da Educação desde 2009, David Justino afirmou que este diminui 1,5 mil milhões de euros, atingido sobretudo à custa de "cortes salariais nos professores e pessoal escolar" (mil milhões de euros), enquanto que os restantes 500 milhões foram poupados à custa de "ganhos de eficiência e menos investimento".
A reforma escolar que foi feita desde o nível primário até ao secundário não teve sequência no Ensino Superior, lamenta Justino. "As instituições de ensino superior públicas e privadas ofereciam mais de 5.000 cursos. É óbvio que a oferta é sobredimensionada e fragmentada", criticou.
Sobre a avaliação de professores, Justino disse que o modelo que foi está em vigor não é positivo. "A qualidade da educação depende fortemente da qualidade dos professores. O modelo actual não garante a qualidade dos professores e não recompensa os mais competentes", rematou.
«JN»

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