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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mário Santiago deixa bem claro que neste “conflito de interesses” não alinha em “compadrios”

É o que se pode deduzir da afirmação, quando no início da sessão o presidente da AM questionou os «deputados João Osório e Celestino Brasileiro se não iam apresentar suspensão de mandato uma vez que desempenham funções no Gabinete de Apoio à Presidência (GAP) da câmara municipal».

Ao fazer a pergunta o presidente da AM passou a mensagem que de maneira alguma “alinha” nestes “truques” de acumulação de cargos porque pode «gerar promiscuidade» e uma total falta de transparência, mesmo que seja legal.

Acima de tudo a transparência, e esta deixa muito a desejar

Mário Santiago, não precisa da CDU ou do PCP para nada. Como tal deixou o recado a quem de direito para que entenda que o Presidente da Assembleia Municipal, gosta das coisas bem claras, mas acima de tudo da «transparência» condenando veemente o oportunismo que parece pairar por estas bandas.

Se a bancada da CDU pensa em demover Mário Santiago então desengane-se porque o «verniz acabou de estalar»  e os comunistas tem que “gramar” afincadamente este opositor que foi colocado nas listas por eles próprios.

JOÃO OSORIO E CELESTINO BRASILEIRO

O “CERNE” DA QUESTÃO

 
 
 
 
 
 
Leia mais em:


Se soubesse o que sabe hoje, e tendo em conta a rigidez da força política pela qual se candidatou, talvez Mário Santiago tivesse preferido ficar em casa


Durante a última sessão da Assembleia Municipal de Alpiarça foi notória a falta de entendimento entre a bancada da CDU e o presidente daquele órgão. Mário Santiago concorreu ao cargo como independente pelas listas da CDU e ainda não passaram dois anos e já está em rota de colisão com os comunistas.

Acumulação de funções de dois deputados municipais comunistas, que pertencem simultaneamente ao gabinete de apoio ao presidente da câmara, na origem da polémica


A última sessão da Assembleia Municipal (AM) de Alpiarça realizada sexta-feira, 24 de Junho, mostrou que a CDU e o presidente da AM, Mário Santiago - independente eleito pelas listas dessa força política - estão de costas voltadas. No início da sessão o presidente da AM questionou os deputados João Osório e Celestino Brasileiro se não iam apresentar suspensão de mandato uma vez que desempenham funções no Gabinete de Apoio à Presidência (GAP) da câmara municipal, mostrando claramente que não foi informado antecipadamente das decisões tomadas pelos seus colegas de partido.
Em causa está o facto de, no início do mandato, em Novembro de 2009, a CDU ter decidido que não seria de “bom tom” que quem desempenhasse funções no GAP também fosse membro da assembleia, que tem uma missão fiscalizadora do executivo camarário. Por esse motivo tanto João Osório como Vitória Brito, números dois e três nas listas da CDU, respectivamente, que foram chamados para chefe de gabinete e secretária do presidente, não ocuparam os seus lugares na bancada no início do mandato.
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=502&id=75738&idSeccao=8204&Action=noticia

GOVERNO CORTA SUBSÍDIO DE NATAL EM 50%

Passos Coelho anunciou hoje a criação de uma taxa especial sobre o IRS a ser aplicada só em 2011 para acelerar a descida do défice.
"O governo está a preparar a adopção, com carácter extraordinário, de uma contribuição especial que incidirá a todos os rendimentos sujeitos a IRS", anunciou hoje o primeiro-ministro no Parlamento, explicando que a taxa será equivalente a 50% do subsídio de Natal. A medida vigorará apenas em 2011 para rendimentos acima do salário mínimo e será explicada em detalhe nas próximas duas semanas.
«JN»

Três em cada dez portugueses dispostos a procurar emprego noutro país

Cerca de três em cada dez portugueses mostram-se dispostos a procurar melhor emprego noutro país, tendências que se acentuam junto dos mais jovens e com formação superior, segundo um estudo hoje divulgado.

De acordo com o estudo realizado pela empresa de estudo de mercados internacional (GfK) que abrangeu 29 países, 43 por cento da população portuguesa ativa está à procura de outro emprego e três em cada dez equaciona emigrar.

Destes, 54 por cento tem entre os 30 e os 39 anos e 42 por cento tem formação superior.

Quanto à disponibilidade para mudar de país, a pergunta que foi colocada em 17 dos 29 países, mais de um quarto dos trabalhadores portugueses inquiridos (27 por cento) está disposto a emigrar para conseguir um emprego melhor.

De acordo com o estudo, esta percentagem é mais acentuada junto dos jovens trabalhadores, entre os 18 e os 30 anos (40 por cento).

Além desta predisposição para mudar de país em busca de melhores condições, é também claro que os portugueses já começam a ponderar outras mudanças: face às atuais condições económicas, 25 por cento coloca a hipótese de vir a mudar de carreira.

“Os nossos resultados indicam um risco de ‘fuga de cérebros’ no próximo ano, o que originará problemas significativos para as empresas e para os países que procuram recuperar da recessão”, explicou o diretor-geral da GFK Portugal, António Gomes.

Segundo António Gomes, tanto entre trabalhadores manuais como não manuais, verifica-se que um quarto do seu número está disposto a mudar de país por questões de emprego, e que esse número aumenta entre os trabalhadores com mais qualificações.

“Um terço dos empregados na área de I&D está também disposto a mudar de país – precisamente os postos de trabalho que muitos países identificam como cruciais para a sua recuperação”, frisou.

De acordo com o estudo, Portugal apresenta tendências similares às dos restantes países, sobretudo no que refere à questão da emigração para encontrar situações de emprego mais satisfatórias.

A média de respostas indica ainda que os trabalhadores jovens e com qualificações são os que parecem mais propensos a mudar de país.

Quarenta e um por cento dos trabalhadores com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos afirmam que estão dispostos a mudar para conseguirem um emprego melhor, sendo esse número de um em três para os detentores de curso universitário (32 por cento) e de quase um em quatro para possuidores de doutoramento (37 por cento).

No grupo dos trabalhadores com nível de instrução equivalente ao secundário apenas 22 por cento pondera a hipótese de mudar.

O número de portugueses activamente à procura de outro emprego é superior à média dos restantes países, sendo apenas superado pelas respostas da população norte americana e colombiana.

No entanto, quando se fala em mudar de carreira, a percentagem fica muito aquém da média dos restantes países, ocupando o fim da lista e sendo apenas superada pelos resultados do México e Colômbia, onde os trabalhadores revelam pouca flexibilidade neste parâmetro.

O GfK International Employee Engagement Survey inclui as opiniões de 30,556 adultos empregados em 29 países.

Em Portugal, este estudo foi realizado durante os dias 11 e 22 de fevereiro, a uma amostra de 547 indivíduos.
«Lusa»

Administração da Companhia das Lezírias lamenta eventual privatização de empresa que dá lucro

O presidente da administração da Companhia das Lezírias considerou que "será pena" a privatização de uma empresa que deu um lucro de mais de meio milhão de euros em 2010.
Num momento em que Portugal se comprometeu com uma série de privatizações devido à crise financeira, António de Sousa admite que "será pena" a venda a privados da Companhia das Lezírias (CL), uma ideia sempre na "ordem do dia" quando há mudanças de Governo.
Frisando que essa será sempre uma decisão de ordem política, fora da ação da equipa gestora da empresa, António de Sousa salientou que a CL "responde a duas grandes vertentes, a da proteção ambiental e da sustentabilidade social, sustentadas na rendibilidade económica e financeira".
No dia em que a empresa assinalou os 175 anos de existência, o administrador considerou a firma uma "empresa de sucesso, pois não é qualquer uma que sobrevive tanto tempo num mercado cada vez mais adverso", apresentando resultados positivos há mais de uma década
Em 2010, a empresa apresentou um resultado líquido de 510.355 euros, quase duplicando os 271.843 euros do ano anterior, frisou o administrador.
A Companhia das Lezírias tem a maior parte dos seus mais de 18.000 hectares inseridos na Reserva Natural do Estuário do Tejo e na Zona de Proteção Especial, sendo, por isso, "mais que uma empresa, uma instituição, não só pela dimensão, mas pela história e identidade", referiu.
António de Sousa enumerou as várias unidades de negócio da CL, nomeadamente os 8.500 hectares de floresta certificada, 6.700 dos quais de montado de sobro, ou o investimento na produção de arroz, com o aumento este ano da área em mais 300 hectares (num total de 1.400 hectares), recordando que Portugal é o maior consumidor per capita de arroz na Europa, o que torna esta cultura "atrativa e rentável".
Optando pelo regime biológico, a CL tem um efetivo de 3.800 cabeças de bovinos, tendo apostado num produto inovador, a produção de carne naturalmente enriquecida em ómega 3.
A vinha e o olival, com a produção de azeite e vinhos a ser distinguida com vários prémios nacionais e internacionais, e ainda a produção equina, a atravessar um momento difícil mas constituindo uma "área tradicional, nobre" da CL, são outras áreas de negócios.
António de Sousa referiu ainda a aposta numa área "nicho", o turismo e a cinegética, aproveitando o facto de se situar a cerca de 30 quilómetros do maior centro urbano do país, sublinhando os projetos em curso de criação de rotas equestres.
"Queremos melhorar a rendibilidade e melhores resultados líquidos, sem esquecer as preocupações de natureza ambiental e social", afirmou.
O contexto financeiro atual obrigará a uma gestão "mais rigorosa", sendo necessário ponderar sobre o avanço ou não de investimentos como o Bioparque, adiantou.
As comemorações dos 175 anos da CL iniciaram-se a meio da tarde com uma visita guiada e exibição da Escola Portuguesa de Arte Equestre, seguindo-se, à noite, um espetáculo multimédia organizado pela John Deere, que escolheu este local para o encontro que reúne mais de 6.000 agentes comerciais de todo o Mundo para apresentação das inovações da marca.
«Sic»
http://www.facebook.com/antoniocenteio

Nas Finanças e na Economia, os funcionários ficaram sem emails, sem contactos e sem informação nos computadores

Na semana que antecedeu a tomada de posse do novo governo, entre 13 e 17 de Junho, os funcionários dos gabinetes dos ministérios das Finanças e da Economia ficaram sem informação nos computadores com que trabalhavam, os emails profissionais deixaram de ter histórico ou lista de contactos e os discos rígidos foram limpos. "Foi como começar de novo, apesar de já trabalhar aqui há anos e de ir continuar a trabalhar aqui", disse ao i um funcionário de um gabinete do Ministério das Finanças. A ordem, tendo em conta testemunhos ouvidos pelo i, era a de não deixar qualquer informação nos computadores profissionais. "Um dia apareceu um técnico, perguntou-me se tinha guardado a informação de que precisava e fez uma limpeza total ao disco rígido, até instalou novamente o sistema operativo", explicou.
Esta operação de limpeza foi executada pelo Ceger, organismo responsável pela gestão da rede informática do governo (RiNG) e que está na dependência da presidência do Conselho de Ministros. Os emails profissionais dos funcionários estão armazenados na RiNG, que foi esvaziada de informação.
É através da RiNG que circula toda a informação interministerial, em circuito restrito. Em 2005, por exemplo, esta rede interligava 22 edifícios dos diferentes ministérios e a informação era centralizada num servidor que se localiza na Rua Miguel Lupi, na Lapa, em Lisboa. Também em 2005, ano dos últimos dados que o i obteve, tinham acesso à RiNG 1236 pessoas: 53 membros do governo, 53 chefes de gabinete, 238 adjuntos, 255 assessores, 222 secretárias pessoais, 341 profissionais de apoio e outros 74 funcionários. Em 2005, eram 1534 as caixas de correio incorporadas na rede, com uma média de 10 mil mensagens de correio enviadas por semana e 15 mil mensagens de correio recebidas em idêntico período. Tudo indica que a dimensão restrita de acesso à rede se manteve.
Através da RiNG, os funcionários dos gabinetes ministeriais podem fazer uma gestão documental do trabalho em curso, têm acesso ao seu email profissional, à agenda do Conselho de Ministros, aos processos legislativos (diplomas) que estão a decorrer e podem fazer chamadas de voz, através da internet, entre ministérios. Toda a informação da RiNG, à excepção da agenda do Conselho de Ministros, foi limpa, apurou o i.
Nas Finanças, há ainda relatos de recolha física de computadores por parte do Ceger, apesar de o material informático pertencer a outro organismo do estado - a DGITA - Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros.
A Economia teve mais sorte do que as Finanças. Foram mantidos os computadores, mas os gabinetes ficaram sem internet e sem acesso aos emails durante alguns dias, o que impossibilitou todo o gabinete dirigido por Álvaro Santos Pereira de comunicar oficialmente com o exterior.
«JN»

A partir de amanhã os trabalhadores independentes terão de entregar os seus recibos verdes através da Internet

Como entregar os recibos verdes na Internet sem erros
O objectivo da medida, anunciada pelo Governo anterior, é apertar o combate à fraude e evasão fiscais. Desta forma, o Fisco fica com todos os registos do trabalhador e da entidade pagadora.
1 - Quem está obrigado a entregar o recibo verde electrónico?
Os trabalhadores independentes e que já eram obrigados a enviar a sua declaração de IRS e de IVA pela Internet. Na prática, são os contribuintes a recibos verdes que tenham um volume de negócios superior a 10 mil euros e que entreguem IVA ao Estado. Profissões como médicos ou arquitectos deverão estar nesta situação.
2 - E quem é que não tem ainda de o fazer?
Os contribuintes que não estejam na situação anterior. Por exemplo, um trabalhador independente com rendimentos inferiores a 10 mil euros, incluído no regime simplificado e que não pague IVA.
3 - Quem não está obrigado, pode continuar a entregar os recibos em papel?
Sim, se assim o entender. Mas poderá também entregar através da Internet. Basta para isso pedir uma senha de acesso, caso ainda não a tenha.
4 - O contribuinte pode ‘gastar' a caderneta de recibos que já tem?
Não. As cadernetas de recibos verdes deixam de existir e já não podem ser compradas nos Serviços de Finanças. Segundo a linha de apoio ao contribuinte da Direcção-Geral dos Impostos, os contribuintes que prefiram continuar a entregar os recibos em formato papel, podem comprar o original e o duplicado nas repartições de Finanças.
5 - Quanto custam os recibos a partir de agora?
Os recibos verdes terão de ser comprados avulso, até um máximo de 50, com o custo de 0,10 euros cada um. Pela Internet não tem qualquer custo associado.
6 - Os contribuintes podem alternar a entrega dos recibos em papel ou pela Internet?
Não. Não é permitido, durante o mesmo ano a que respeitam os rendimentos, utilizar ambos os regimes, ou seja, emitir recibos electrónicos no Portal das Finanças e recibos em papel adquiridos nos Serviços de Finanças.
7 - Depois de preenchido, o recibo tem de ser impresso?
Não há necessidade. De acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) não é necessário imprimir o recibo verde electrónico, já que fica disponível na Internet, no Portal das Finanças. Os recibos ficam disponíveis para consulta no Portal das Finanças durante o período de cinco anos.
8 - E tem de ser enviado algum ficheiro para a entidade pagadora?
Não. O recibo fica disponível também para a entidade pagadora dos serviços no Portal das Finanças.
9 - Não há possibilidade de impressão?
Se o contribuinte quiser pode imprimir o documento. Mas nesse caso deverá assinar o recibo antes de o entregar ao adquirente. Se não optar pela impressão, não há necessidade de qualquer assinatura.
10 - E no caso dos recibos passados em avanço em suporte papel?
Os contribuintes que passaram recibos verdes com antecedência, isto é, que em Junho passaram os recibos referentes aos meses de Julho e Agosto por exemplo, deverão anulá-los. A Deco explica que o melhor a fazer nestes casos - embora não devesse ser feito - é o contribuinte pedir o original de volta, agrafá-lo ao duplicado e escrever Anulado. De seguida, deverá passar um recibo que respeite as novas regras.
11 - E o acto isolado?
Os contribuintes que não tenham actividade aberta como trabalhador independente podem exerceram uma actividade desta natureza durante o ano. Para isso podem recorrer ao acto isolado, não tendo de abrir actividade como trabalhador independente para esse efeito. Actualmente têm de preencher uma declaração em triplicado: uma que fica com o próprio contribuinte, outra que fica com a entidade pagadora e uma terceira que tem de ser entregue nas Finanças. A partir de agora, esta declaração pode também ser feita pela Internet.
«JN»

Portugueses com poder de compra 20% mais baixo que espanhóis

Na zona euro só Eslováquia e Estónia são mais pobres que Portugal em termos de paridade de poder de compra.
O poder de compra dos portugueses em 2010 voltou a ficar longe da média dos 27 países membros da União Europeia. Segundo um relatório do Eurostat hoje divulgado, o poder de compra nacional correspondeu a 81% da média europeia no ano passado. Em 2009 o valor tinha sido de 78%.
Portugal aparece assim junto a países como a Malta e a República Checa. Aliás, na zona euro só Eslováquia e Estónia são inferiores a Portugal em termos de PIB per capita expresso em paridade de poder de compra.
Os dados mostram que o poder de compra dos portugueses é inferior em 20% ao dos espanhóis e mais baixo em 8% que o dos gregos.
Luxemburgo (283%), Holanda (134%) e Dinamarca (125%) são os países mais ricos à luz deste critério. No outro extremo estão Bulgária (43%), Roménia (45%) e Letónia (52%).
«DE»

O Executivo da CDU desde que tomou posse já pagou mais de um milhão de euros em vários contratos (Compras, Prestações de Serviços, aluguer de material, etc.,etc.)



Demonstração dos contratos cujos valores foram pagos pelo Executivo da CDU *

**** Manutenção e conservação do sistema de iluminação do Centro de Exposições de Alpiarça (Largo da Feira) no valor de 8.945,42 Euros, tendo sido o contrato feito com a empresa Elpor-Comércio e Indústrias Eléctricas, S.A.
**** Estudo de consultoria” à empresa “Think – Consultoria e Apoio a Gestão, Lda”, cujo contrato foi celebrado em 17 deste mês com um custo de 10.000,00 Euros com o prazo de execução de 56 dias.
**** Prestação de serviços de promotor cultural em regime de avença, pelo prazo de 12 meses, com início após a assinatura do contrato, renovável por iguais períodos, caso o contrato não seja denunciado a todo o tempo com a antecedência de 60 dias por qualquer das partes no valor de 14.592,84 euros;
**** Empreitada Centro Escolar de Alpiarça - Arranjos Exteriores (José Manuel da Silva Fidalgo feito em 13-04-2011 ) no valor de 85.413,95 euros;
**** Aquisição de retro-escavadora usada (Socriter-Sociedade Ribatejana de terraplanagens, Lda feito em 06-04-2011) no valor de 30.100,00 euros;
**** Prestação de Serviços de Vigilância Diária Humana na Casa Museu dos Patudos, no período compreendido entre as 18h00 e as 09h00 do dia seguinte, pelo período de um ano, renovável por igual período, com início após a assinatura do contrato.( Lexsegur-Segurança Privada, Formação e Prestação de Serviços, Lda feito em 26-11-2010) no valor de 73.474,50 euros;
**** Prestação de Serviços de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, pelo período de dois anos a contar da data da assinatura do contrato (GSO-Gabinete de Saúde Ocupacional e Qualidade, Lda em: 07-03-2011) no valor de 11.931,26 euros;
**** Fornecimento Contínuo de Mercearias, Frescos e fruta de 1ª Qualidade para a Cantina da Escola E.B.1 de Alpiarça e Cantina da C.M.A (Maria Cândida Paulino da Cunha da Silva em 15-11-2010) no valor de 63.876,28 euros;
**** Reorganização de Serviços na Câmara Municipal de Alpiarça e respectivo regulamento, em conformidade com os princípios e prazos estabelecidos no Decreto-Lei 305/2009 de Outubro de 2009 (Pocalentejo-Apoio Contabilistico Fiscal e Informático no Âmbito do Pocal, Lda EM 15-09-2010) no valor de 5.890,00 euros;
**** Empreitada-Requalificação do Largo Vasco da Gama-Redes de Infra-Estruturas Eléctricas e de telecomunicações (Tecnitejo-Sociedade de Construção do Ribatejo, SA em 06-09-2010) no valor de 8.614,21 euros;
**** Prestação de Serviços Artísticos (Musicais)-com a realização de quatro espectáculos musicais a realizar nos dias 11-16-17 e 19 de Setembro de 2010, pela XXVIII Alpiagra-Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça, a serem realizados pelas 22.00 horas e 22.30 horas com duração nunca inferior a 60 minutos cada.Dia 11 de Setembro de 2010 - Revista só rirDia 16 de Setembro de 2010 - Tara PerdidaDia 17 de Setembro de 2010 - Tributo aos BeatlesDia 19 de Setembro de 2010 – Vitorino (Ritmo do Universo - Unipessoal, Lda em 06-09-2010) no valor de 29.950,00 euros;
**** Serviços de Aluguer, montagem e desmontagem de 5 stands artesanato/produtos regionais 2.20 Mt x 0.70 Mt, 65 stands de interior 3 mt x 3 mt, 4 bares de exterior 4.5 mt x 3 mt, 2 stands de exterior 4.5 mt x 3 mt, 8 tasquinhas de exterior 4.5 mt x 3 mt e 8 pias lava-mãos a serem instalados no recinto de feiras durante a XXVIII Alpiagra-Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça, com montagem a 6 e 7 de Setembro e desmontagem a 21 de Setembro de 2010 (Modelstand-Concepção e Montagem de exposições, Lda em 03-09-2010) no valor de 12.715,00 euros;
**** Fornecimento contínuo de carne de 1ª qualidade para a Cantina da Escola EB1 de Alpiarça e Cantina da Câmara Municipal de Alpiarça ( O Novo Chouriço-Sociedade de Produção e Comercialização de Carnes, Lda em 16-08-2010) no valor de 37.228,10 euros;
**** Aquisição e Licenciamento de quatro Software de CAD Autocad LT 2011 para utilização e validação de informações e projectos, recebidos e criados, do gabinete técnico de obras particulares e loteamentos, assim como do gabinete técnico (CPCIS-Companhia Portuguesa de Computadores, Informática e Sistemas, SA em 15-07-2010) no valor de: 6.389,60 euros;
****Prestação de serviços de assessoria no âmbito da apresentação e sistematização do quadro normativo do SIADAP, do acompanhamento e monitorização do planeamento do processo de avaliação de 2010 e planificação, sistematização e monitorização do processo decorrente da não aplicação efectiva, no período de 2008 e 2009, da legislação de avaliação do desempenho neste Município (Soulpertners, Assessoria Estratégica e de Gestão, Lda em 14-07-2010) no valor de  12.000,00 euros;
**** Prestação de Serviços de assessoria jurídica com periodicidade diária, nas instalações do Município, em regime de avença, de forma independente e não subordinada, no escrupuloso respeito pelas regras éticas e deontológicas a que está sujeita a profissão e nas condições e com os limites estipulados (Ana Sofia Salgado da Silva Bastos Fonseca em 06-07-2010) no valor de  6.000,00 euros;
**** Aquisição de 13 quadros interactivos e equipamento acessório para a Escola E.B.1 de Alpiarça, 1 quadro interactivo e equipamento acessório para a Escola E.B.1 do Casalinho e 2 quadros interactivos e equipamento acessório para a Escola E.B.1 do Frade de Baixo (Endu-Energias Educativas, Lda em 08-06-2010) no valor de  23.920,00 euros;
**** Prestação de Serviços de Advocacia, em regime de avença (Francisco Madeira Lopes em 22-04-2010) no valor de 20.000,00 euros;
**** Fiscalização, Gestão e Coordenação de Empreitada - Construção do Centro Escolar de Alpiarça (AGP-Ambiente, Gestão e Projectos, Lda em 29-01-2010) no valor de 27.120,00 euros;
**** Aquisição de serviços para limpeza e desobstrução de 1500 metros da Vala de Alpiarça (Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia em 13-01-2010) no valor de 24.570,00 euros
**** Fornecimento de lancil de passeio, lancil guia, pavimento pavê Uni de cor cinza e cúpulas concêntricas ( Mobilidade Territorial) - 18 Cúpulas concêntricas 600 x 1000, 1600 metros lineares de lancil de passeio 250x120x150x1000, 1720 metros lineares de lancil guia 200x80x1000 e 3180 metros quadrados de pavimento pavê cinza, para a Rua Norton de Matos na localidade do Frade de Cima, 900 metro lineares de lancil de passeio 250x120x150x1000, 910 metros lineares de lancil de guia 200x80x1000 e 1800 metros quadrados de pavimento pavê uni cinza, para a Rua de São Martinho na localidade do Frade de Cima (Litoprel - Pré-Fabricados, Lda em: 11-01-2010) no valor de 27.298,80 euros:
**** Aquisição de Serviços de Desenvolvimento das Actividades de Enriquecimento Curricular para as Escolas do Primeiro Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Alpiarça - Ano Lectivo 2009/2010 (Inforinfantil-Informática para Crianças, Lda em 11-01-2010) no valor de 74.807,00;
****Fornecimento de 1450 toneladas de tout-venant de 1ª qualidade para a rua de São Martinho no Frade de Cima e 2150 toneladas de tout-venant de 1ª qualidade para a rua Norton de Matos no Frade de Cima (Secil Britas, SA em 06-01-2010) no valor de 19.800,00 euros;
**** Aquisição de cimento CEM II/B/L 32.5 N Sacas de 35 Kg - Mobilidade Territorial - Rua Norton de Matos ( 5.286 sacas) e Rua de São Martinho ( 2.857 sacas), ambas na localidade do Frade de Cima (TMC-Materiais de Construção, Lda em 04-01-2010) no valor de 26.953,33 euros;
**** Execução de pavimento com massas quentes de desgaste incluindo uma camada de enchimento nas zonas dos encontros da ponte, com uma camada de cerca de 8 cm de espessura e uma camada de acabamento com cerca de 5 cm de espessura numa extensão de cerca de 70 metros de comprimento e cerca de 6.50 metros de largura na faixa de rodagem (M.Santos Silva, Lda em: 28-10-2009) no valor de 12.410,00 euros;
**** Requalificação do Largo Vasco da Gama em Alpiarça (Tecnitejo-Sociedade de Construção do Ribatejo, SA em: 03-11-2009) no valor de 97.070,91 euros;
**** Seleção de plataforma electrónica para contratação em regime de ASP - Application Service Provider - e dos respectivos serviços associados (Construlink - Tecnologias de Informação, SA em 02-12-2009) no valor de 13.500,00 euros;
**** Prestação de Serviços na Produção, Implementação e montagem de materiais de comunicação visual exterior-Levantamento Técnico dos locais de implementação, Identificação dos requisitos necessários para correcta aptidão aos objectivos, bem como a definição dos materiais necessários para a implementação de acordo com o objectivo, projecto técnico, termo de responsabilidade e respectiva memória descritiva, fabrico e instalação de todos os materiais, controlo do projecto e de qualidade..( Itsready Ibérica, Criação Publicitária, S.A. em 10-12-20) no valor de 13.400,00 euros;
****Assentamento de Emissário de Águas Pluviais na Zona Industrial de Alpiarça (Quinagre - Construções, S.A. em 11-12-2009) no valor de 51.273,35 euros;
****Movimento Geral de terras, execução de aterros, corte e abate de árvores, remoção de gradeamento, execução de rampa de acesso a deficientes, pintura de muros e portão, fornecimento e montagem de projectores, fornecimento e montagem de ar condicionado (Tecnitejo - Sociedade de Construções do Ribatejo, S.A. em 17-12-2009) no valor de 9.347,74 euros;
**** Iluminações de Natal e Ano Novo 2009/2010 a instalar nas Ruas de Alpiarça, Casalinho, Frade de Baixo, Frade de Cima e Gouxaria (Reflexos Festivos, Lda em 22-12-2009) no valor de 11.000,00 euros
****Aquisição de uma ambulância de transporte múltiplo - Tipo A2/ABTM (Santagri-Comércio e Reparação de Veículos Automóveis, Máquinas Agrícolas e Industriais, Lda em: 08-10-20) no valor de 35.785,00 euros
**** Prestação de Serviços Técnicos para elaboração de relatório de suporte á fundamentação económico financeiro da Ttorm (Sociedade de Gestão de Projectos Internacionais, INTERSISMET, S.A. em: 08-10-2009) no valor de 15.000,00 euros;
**** Prestação de Serviços de Acompanhamento, Gestão, Coordenação e Fiscalização da Empreitada da Casa Museu dos Patudos Coordenador - 135 Horas Arquitecto - 90 Horas Engenheiro Civil (Fiscal) - 450 Horas Engenheiro Elet/Mecânico - 18 Horas Medidor e Topógrafo - 36 Horas (AGP-Ambiente, Gestão e Projectos, Lda em 23-09-2009) no valor de 20.340,00 euros.

** Nestes valores não estão incluídos as comparticipações para as diversas entidades das quais a autarquia faz parte e tem de pagar os respectivos encargos.
** Também não englobem valores mais baixos dos que os mencionados.
** Não estão englobados outros valores de baixo valor
Fonte: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/GenSearch.aspx

FMI espera progressos no envolvimento dos privados no resgate à Grécia

John Lipsky, director interino do FMI, disse que espera que existam "progressos reais" nas negociações sobre o resgate à Grécia. 

"No coração do programa de ajuda à Grécia estão ajustamentos políticos. Se não forem aprovados, então o programa fica sem alicerces", acrescentou, citado pela Reuters.
O director interino do FMI disse também que o principal problema da Irlanda, Portugal e Grécia é a falta de competitividade.
"O endividamento é um problema, o défice é um problema, mas são problemas que reflectem um problema subjacente... Se os países não forem capazes de recuperar a sua competitividade, não irão prosperar", alertou.
Lipsky notou ainda que o Fundo e os seus parceiros europeus estão dispostos a ajudar os países mais problemáticos da zona euro se estes se esforçarem para merecer essa ajuda.
"Desde que esses países estejam dispostos a fazer estes esforços, nós, em conjunto com os parceiros europeus, vamos certificar-nos de que as suas necessidades de financiamento são asseguradas", assegurou.
Na mesma intervenção, Lipsky considerou que a correcção das contas públicas da Grécia é possível e que "é uma questão de vontade política" fazê-lo.
"Não é assim tão difícil perceber como corrigir [as contas públicas da Grécia]... É uma questão de vontade política", disse.
«E»


Sónia Sanfona: «Houve “amiguismo” na atribuição de subsídios»



Luís Ferreira (foto) está completamente de acordo em relação à futura extinção dos Governos Civis. O vereador, na qualidade de comentador do programa «Destaques do Concelho», da Hertz, disse mesmo que não compreende a posição «de alguns camaradas», não hesitando em tecer duras críticas à actuação de Sónia Sanfona, Governadora demissionária, relativamente à política de atribuição de subsídios a associações/clubes desportivos. Tal como a Hertz fez referência na última semana, o Governo Civil de Santarém «esqueceu-se» do concelho de Tomar na lista de colectividades distinguidas com verbas monetárias.
Dezasseis associações foram premiadas, seis das quais da capital de distrito, para além de clubes como Atlético Ouriense e Águias de Alpiarça, emblemas com ligações afectivas à própria Sónia Sanfona. E foi neste particular que Luís Ferreira direccionou duras críticas, inserindo estas atribuições numa «lógica de "amiguismo"». Nesta perspectiva, ficou a concordância com a extinção dos Governos Civis: «Fui durante quatro anos e meio adjunto de um Governador. Como tal estou à vontade para dizer que não percebo porque é que alguns camaradas meus estão a fazer disto uma grande confusão. Na primeira vez que colaborei, digamos assim, com um Governo Civil estávamos em 1998. Na altura, o Governador era Carlos Cunha, que também desempenhou funções de presidente da Câmara Municipal de Alcanena. Recordo-me que numa reunião, a primeira coisa que ele nos disse foi que estávamos ali a prazo pois o objectivo claro do Governo era de extinguir, assim que possível, os Governos Civis. Mas já se passaram treze anos... Isto não lembra ao diabo! Entretanto, em 2002, foi retirado um conjunto de competências, nomeadamente em matéria de polícias e licenciamentos. Actualmente, o Governo Civil, além da coordenação do dispositivo da Protecção Civil e de algumas matérias muito concretas em relação à segurança rodoviária, recebe e aplica multas de trânsito e faz emissão de passaportes. Para além disso, distribuía subsídios, no último ano e meio, de forma completamente descabida e prejudicial em relação a alguns concelhos, nomeadamente Tomar, conforme a Hertz tem noticiado. Houve, claramente, uma lógica de "amiguismo" em vez de sobriedade republicana. É uma pedra que fica no sapato da senhora Governadora
http://www.radiohertz.pt/?pagina=noticias&id=6245

“O Euro é necessário”, defende campanha de empresários

Directores-gerais da Siemens, Daimler, Allianz, Thyssen-Krup, Lafarge, Areva, Vivendi, Total, Deutsche Bank e Air France lembram a importância da estabilidade da moeda única, considerando que o “seu fracasso seria um retrocesso fatal para a Europa”.
Os empresário de 46 grandes empresas alemãs e francesas lançaram  uma campanha a favor da moeda única europeia, intitulada “O Euro é necessário”, com anúncios de página inteira em vários jornais de ambos os países.
“Estamos preocupados com o futuro do euro e da União Económica e Monetária”, dizem os empresários na sua mensagem, em que sublinham também a importância da estabilidade da moeda única em relação ao dólar e no que respeita ao crescimento e ao emprego.
Os empresários franco-alemães, cujas firmas têm em conjunto um volume de vendas de 1,5 biliões de euros e empregam cinco milhões de funcionários, apelam também para o reforço das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da União Europeia para “excluir futuramente” crises como a actual. Simultaneamente, consideram que propostas como a exclusão de países membros do euro ou a divisão da comunidade numa união monetária do norte e uma união monetária do sul “seria o caminho errado”.
Tais “sugestões populistas não estão à altura da gravidade da situação”, advertem os directores-gerais da Siemens, Daimler, Allianz, Thyssen-Krup, Lafarge, Areva, Vivendi, Total, Deutsche Bank e Air France, nomeadamente, no anúncio de jornal.
No entanto, “é necessário que os Estados-membros coordenem mais estreitamente as suas políticas económicas e orçamentais e falem para o exterior a uma só voz”, advertem os mesmos industriais.
“Não há uma verdadeira alternativa ao euro, o seu fracasso seria um retrocesso fatal para a Europa, e queremos convencer disso os nossos concidadãos”, concluem na missiva.
«RR»

quarta-feira, 29 de junho de 2011

FRANCISCO ASSIS ALMOÇOU COM AUTARCAS SOCIALISTAS DO DISTRITO DE SANTARÉM


O candidato a Secretário-Geral do Partido Socialista Francisco Assis participou hoje, dia 29 de Junho, num almoço com autarcas e ex-autarcas socialistas do distrito de Santarém.
O almoço, em Almeirim, no restaurante Toucinho, contou com a presença da presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, do presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Miguel Pombeiro, da presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, do presidente da Câmara de Almeirim, Sousa Gomes e do presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes.
Neste almoço estiveram ainda presentes Silvino Sequeira (ex-presidente da Câmara de Rio Maior), Veiga Valtez (presidente da Câmara da Golegã), Carlos Nazaré (ex-presidente da Câmara de Rio Maior), Nelson Carvalho (ex-presidente da Câmara de Abrantes) e Vanda Nunes (ex-presidente da Câmara de Alpiarça).
http://assis_gondomar.blogs.sapo.pt/

Tiago Leite nomeado Chefe de Gabinete



Tiago Marques Leite, 40 anos de idade, casado, quatro filhos, licenciado, foi o candidato do CDS-PP a Presidente da Câmara Municipal de Santarém nas autárquicas de 2009 e terceiro da lista de deputados à Assembleia da República nas últimas eleições legislativas.
Foi, esta semana, nomeado Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Administração Interna, Dr. Filipe Lobo d’ Ávila.
Tiago Leite, homem de confiança na última legislatura do então Deputado, Filipe Lobo d’ Ávila, para os assuntos relacionados com o Distrito de Santarém, ocupa outras responsabilidades dentro da estrutura do CDS-PP, sendo Presidente da Comissão Política Concelhia de Alpiarça, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital de Santarém e membro da Comissão Política Nacional.
A nomeação do novo Chefe de Gabinete acaba por ser um prémio pelo mérito e pelo rigor que sempre pautou a sua vida, quer pelos seus conhecimentos e exemplo profissional, quer pela prática e pela coerência com os princípios e valores da condição humana.

Opinião de um leitor sobre o tema: "CONCORDA QUE A CAMARA MUNICIPAL (AO CONTRÁRIO DO QUE SE DIZ) NÃO TENHA DIRIGENTES, MAS APENAS VEREADORES?"

Como tenho pensar próprio não concordo com uma coisa nem com outra.
Para mim haveria um presidente de câmara que seria eleito por maioria (2ª volta se necessário) e que durante o mandato teria plenos poderes para implementar o seu programa.
Nunca percebi o que é isso de vereadores com pelouro do desporto, do urbanismo, da cultura.
Mas quem são os vereadores, e, alguns o que percebem do pelouro que lhes é atribuído ?
Outros, ficam com 2 ou 3 pelouros mas privilegiam unicamente aquele onde se sentem à vontade.
Por isso a resposta é não à questão na globalidade.
A Câmara, e aqui não estou a particularizar, tem de ter no seu staff técnicos financeiros, de desporto, de cultura, de urbanismo...das mais variadas áreas.
Independentemente de quem é o presidente não tem de haver política partidária.
Um técnico tem simplesmente de desempenhar a sua profissão com o máximo rigor, atingir os objectivos traçados, ou justificar os não atingidos.
Os serviços camarários não podem ficar paralisados de 4 em 4 anos com a entrada de políticos aprendizes.
Um técnico financeiro por ser da CDU não pode dizer que 2+2 são 5, ou se for do PS dizer que são 3.
Um técnico de desporto por ser de um partido não tem de dizer que o triatlo é feito às arrecuas.
É tempo de profissionalizar as Câmaras, da partidarite ocupar apenas uma pequena fatia da gestão, e de passarmos ao MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM DEVE!
A fiscalização pode e deve ser feita por rigorosas auditorias externas, e se houver indícios de gestão danosa, corrupção, compadrio, o presidente ou os funcionários devem ser severamente punidos, incluindo PRISÃO e penhora de bens pessoais.
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Marcas pedem acesso 'equilibrado' às prateleiras dos supermercados


A Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) defende a revisão da legislação relativa às práticas comerciais e reclama um acesso «equilibrado» às prateleiras dos hipermercados que permita ultrapassar as desvantagens face às marcas da distribuição.

«Na fileira agro-alimentar há um peso excessivo da distribuição na questão negocial o que cria alguns constrangimentos à indústria. A legislação defende mais o cliente [grande distribuição] do que os fornecedores e permite que o posicionamento da distribuição seja salvaguardado por essa via legal», afirmou o director-geral da FIPA, em entrevista à Lusa.

Um dos principais problemas prende-se com o «equilíbrio» no acesso aos lineares dos hipermercados.

«Os produtos das nossas empresas não estão propriamente em vantagem face a produtos de marca da distribuição. Não estamos contra esses produtos, mas queremos acima de tudo um acesso equilibrado à prateleira».

Pedro Queiroz admite que a indústria tem «pouca margem de manobra face ao peso e à concentração» das grandes cadeias de distribuição (Sonae e Jerónimo Martins valem 50 por cento do mercado) e defende uma fiscalização mais apertada no que toca às relações entre a grande distribuição e os seus fornecedores.

«Não há uma fiscalização efectiva sobre o cumprimento da lei. Em Portugal, não se criou um regulador forte para estas matérias, tem de ficar definido claramente quem tem competência para actuar a este nível», adiantou.

A indústria quer também «maior protecção a nível contratual» relativamente aos prazos de pagamento.

«Há pagamentos que estão a ultrapassar os 90 dias, a própria redacção contratual acaba por permitir essa margem», vincou o director-geral da FIPA.

Outra reivindicação passa por discriminar nas facturas a percentagem que os industriais pagam à Sociedade Ponto Verde pelas embalagens que são colocadas no mercado (“fee”).

A não discriminação deste valor significa que este é considerado para efeitos de IVA, o que corresponde a uma dupla tributação, e como parte da margem da indústria, o que não corresponde à realidade, esclareceu Pedro Queiroz.
«Sol»

Câmara vai gastar quase Nove mil euros na manutenção e conservação do Centro de Exposições

O Município de Alpiarça fez a aquisição de diverso material eléctrico para manutenção e conservação do sistema de iluminação do Centro de Exposições de Alpiarça (Largo da Feira) no valor de 8.945,42 Euros, tendo sido o contrato feito com a empresa Elpor-Comércio e Indústrias Eléctricas, S.A.

A Câmara adjudicou um "estudo de consultoria" que vai custar dez mil euros

A Câmara adjudicou uma prestação de serviços de estudo de consultoria” à empresa “Think – Consultoria e Apoio a Gestão, Lda”, cujo contrato foi celebrado em 17 deste mês com um custo de 10.000,00 Euros com o prazo de execução de 56 dias.
O serviço a prestar é serviços de estudo e consultoria – Quinta dos Patudos.

ALVES REDOL - Publicado no BADALADAS de 17 JUNHO 2011




NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO
ALVES REDOL, ESCRITOR DO POVO

Designação apropriada para um homem que escreveu no meio do povo e para o povo, num tempo em que se trabalhava por salários de miséria e não havia protecção social. Que os mais velhos ainda hoje recordam como “o tempo da fome”.
Alves Redol nasceu em Vila Franca de Xira em 1911 e viveu na carne a dureza daqueles tempos. Ainda experimentou o sonho de fazer vida em África mas logo regressou. Desiludido mas disposto a enfrentar o salazarismo que se afirmava contra as liberdades e a democracia. Homem decidido, sentiu o apelo da escrita como arma de denúncia e de libertação. Adere ao Partido Comunista e envolve-se no MUD – Movimento de Unidade Democrática. Firme, ideologicamente coerente, traça o seu caminho literário na senda do chamado neo-realismo com uma obra fundadora, fulgurante, publicada em 1939, GAIBÉUS, onde retrata o inaudito sofrimento do trabalho nos arrozais do Ribatejo, em pleno verão, pelos ranchos de camponeses vindos das Beiras.
Redol criou o seu próprio método de escrita: ia viver para o meio das gentes que retratava, ouvindo, observando, na partilha total das dificuldades. Foi assim que escreveu AVIEIROS, esses nómadas do Tejo que habitavam nos seus barcos varinos ou em barracas de madeira nas margens do grande rio. Ou UMA FENDA NA MURALHA, sobre os pescadores da Nazaré. Ou ainda o ciclo de romances sobre o Douro, em que descreve a faina duríssima nos socalcos da vinha.
Homem da borda d’água, será no cenário do latifúndio ribatejano que Alves Redol erguerá a sua obra-prima literária, BARRANCO DE CEGOS, publicada em 1961. Aí aplica todos os seus recursos para descrever a queda de um mundo aparentemente imutável e a ascensão de novos personagens num tempo de violentas mudanças.
Redol deixou uma obra que vale a pena revisitar, tanto pela realidade social que descreve como pela belíssima prosa em que se exprime.
* * *

O que resta da aldeia avieira do Patacão (Margem esquerda do Tejo, concelho de Alpiarça)

                                              
Barco avieiro no Tejo


Nos anos 60 do século XX a praia da terra onde nasci – Alpiarça – era nos areais do Tejo, junto à aldeia avieira do Patacão. Por cinco escudos alugávamos um barco a remos para uma tarde de sol e água. Não sabíamos ainda que as famílias que ali viviam eram descendentes dos pescadores da praia de Vieira de Leiria, emigrados no início do século XX de uma costa desabrigada para um rio largo, rico em sável, fataças e sabogas. Sabemos hoje que este fenómeno de migração interna deu origem a uma população com características específicas, os Avieiros, “nómadas do rio”, dispersos por aldeias na margem do Tejo e do Sado. Hoje pouco mais resta que ruínas e abandono. Por isso se constituiu há alguns anos um movimento tendente a propor a Cultura Avieira como Património Nacional. E nos dias 17 e 18 deste mês de Junho decorrerá em Santarém o 2º Congresso da Cultura Avieira, com a finalidade de sublinhar o valor turístico-cultural deste original património histórico e sociológico.
                                                                                       * * *
por Méon
Retrato de Alves Redol
de Ary dos Santos
Porém se por alguém não foi ninguém
cantou e disse flor canção amigo
a si o deve. A si e mais a quem
floriu cresceu cantou lutou consigo.

Homem que vive só não vive bem
morto que morre só é negativo
morrer é separar-se de ninguém
e contudo com todos ficar vivo.

Nado-vivo da morte. É isso. É isso.
Uma espécie de forno de bigorna
de corpo imorredoiro que transforma
em fusão o metal do compromisso:
Forjar o conteúdo pela forma:
marrar até morrer. E dar por isso.

                                                                                    * * *
VIVER COM OS AVIEIROS
Alves Redol foi cronista do povo trabalhador, dos assalariados agrícolas e pescadores, de cuja existência sofrida jurou dar testemunho. Fiel ao seu método de trabalho, Alves Redol meteu-se a viver algumas semanas com os pescadores do Tejo numa aldeia avieira, a Palhota, donde resultou o belíssimo romance AVIEIROS. Explicou no prólogo:
«Mas voltemos à minha experiência espontânea, logo depois premeditada. Muitos chamavam recolha, talvez impropriamente, a esta busca de contacto humano; outros apoucaram o processo, impropriamente também. Na verdade, não se recolhem os materiais da vida; vivem-se. Ou inventam-se. Mas escolhem-se as vivências ou as invenções quando um escritor sabe para que vive. E como lhe importa viver.»
Quem for hoje à Palhota, lá encontrará uma lápide evocativa desta vivência de Redol, sinal de gratidão dos habitantes da aldeia para com o homem que perpetuou na escrita a memória de um duro quotidiano de luta pela sobrevivência.

Casa onde viveu Alves Redol, na aldeia avieira da Palhota (margem direita, concelho do Cartaxo)
Lápide comemorativa, dedicada a Alves Redol* * *
Trexo de "AVIEIROS"
FOLHAS DE OUTONO NO TEJO
Ela sentara-se no banco de remar e partira antes dos outros. Quase ao fim da tarde, o Tejo pusera-se mais calmo; parecia que o saveiro navegava por cima de um vidro colorido que a proa cortava de mansinho, deixando-o em estilhaços que se recompunham com os restos do sol. (…)
Mal entraram no túnel das árvores que enchem as duas margens, apareceu um vento áspero, a sacudir tudo; até assobiava nos troncos e nos ramos. E corria tanto, e assobiava tanto, espantado, quem o espantara? que as folhas começaram a cair aos cachos, fugindo algumas, juntando-se depois, num torvelinho, indo e regressando num corropio, que Olinda Carramilo parou de remar e ficou queda no banco, meio tonta, como o Tóino, que já bebera mais de meio garrafão de vinho e ainda não parara de cantar.
E num repente, quando o vento garanhão fugiu para a Lezíria à procura das éguas, as folhas que revoluteavam como pintassilgos tontos caíram de chapuz sobre a vala da Casa Branca e deixaram tudo alagado das cores do Outono, um nadinha triste, mas tão sorrateiro, que o Tóino da Vala não se moveu no fundo do barco. Amarelas, doiradas, vermelhas, quase de fogo, ardidas e ainda ardentes, verdes, cúpricas, verde-cré, verde-montanha, verde-gaio, verde-negro, ocres, castanho-queimado, e vermelhas, acesas, fogaréus a arder, as folhas do arvoredo da vala tombaram, de repente, sobre o corpo do pescador vagabundo e vestiram-no a esmo de todas as cores que havia nesse mês.
Deslumbrada, Olinda Carramilo ergueu os olhos para aquela chuva fantástica que também lhe escorria pelos ombros e engrinaldava a cabeça.
Depois tudo se quedou num grande silêncio, como se as árvores ficassem a ver o que delas fugira com o vento.
(in: AVIEIROS, A. Redol; Livros de Bolso Europa-América, nº 214, p. 117))

Pescadores avieiros no Tejo, anos 60 do séc. XX
http://lugaronde.blogspot.com/2011/06/alves-redol-publicado-no-badaladas-de.html

O "protector civil" de cada concelho é o Comandante dos Bombeiros


Há uns anos quando uma jornalista disse que algumas vírgulas na lei podiam render milhões toda a gente se insurgiu contra ela.
Penso que este cargo está consignado por lei e foi criado, tal como muitos, no (des)governo anterior.
O que a CMA fez foi preencher o lugar de acordo com a lei em vigor.
O que é discutível não é o nomeado, nem a legitimidade da câmara para o nomear.
O que deve ser discutido, é se se justifica existirem estas estruturas redundantes e plasmadas na lei.
Já aqui há dias disse que para mim a Protecção Civil deveria ser extinta de IMEDIATONão lhe reconheço qualquer utilidade a não ser para preencher lugares com boys afectos ao regime.
Quanto a mim, o "protector civil" de cada concelho é o Comandante dos Bombeiros.
O responsável distrital deve ser eleito para um mandato de 4 anos por todas as corporações de bombeiros,e eleito como coordenador o comandante mais reconhecido entre os seus pares.
Não me parece que haja catástrofes todos os dias e que um comandante de bombeiros não possa acumular funções.
Os vários comandos distritais devem estar à disposição e sob a tutela do Ministro da Administração Interna.
Para que é precisa uma estrutura CARÍSSIMA num pais depauperado?
Será para que um grande número de oficiais reformados do exército tenham rendimentos duplos?
Quanto muito, admito que o Ministro tenha um ou dois consultores de segurança no seu staff, e de preferência gente jovem e que este seja o único emprego.
Não preciso de gente que em 360 dias no ano, e sob informações do Instituto de Meteorologia venha por tudo e por nada lançar alertas amarelos e laranjas porque no dia seguinte a temperatura sobe aos 38 ou 40º.
Dispenso! Sei ler, e estou atento às notícias dos media.
Será tão difícil gerir este País com racionalidade, respeito pelo erário público e pelos seus contribuintes?
De um comentarista
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Haja CORAGEM de acabar com estas MORDOMIAS, autênticos SORVEDOUROS DE DINHEIRO!!!



 Pelo que sei a Câmara de Alpiarça não é muito diferente das outras em termos de Gabinete de Apoio.
"A gente que nos (des)governou nos últimos 6 anos criou uma rede tentacular onde "obrigava" a meter os seus boys".
Com efeito, não contentes que um presidente de câmara pudesse ter um Adjunto e um Secretário, o Eng.º Guterres (veja-se a coincidência, apenas meses depois do Dr. Rosa do Céu ser eleito presidente de câmara) resolveu de uma assentada na altura criar o cargo de Chefe de Gabinete (para os presidentes da câmara) e permitir que cada vereador pudesse ter uma secretário(a).
Então nos 308 municípios portugueses, para além dos "boys" que já por lá pululavam acrescentaram-se mais 308 CHEFES-DE-GABINETE e mais uns milhares de secretários (1 por vereador).
Não contentes com isso e como achavam que os presidentes e vereadores eram mal pagos e entenderam que cartões de crédito, ajudas de custo e almoços e jantaradas pagas à factura (pelas câmaras) eram insuficientes AINDA resolveram dar mais 30% e 20% de vencimento aos presidentes e vereadores, respectivamente, a titulo de DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO a que naturalmente acresce na maioria das câmaras o carrinho de alta cilindrada, o motorista, o portátil e o telemóvel.
Pelo que acima foi dito podemos (com alguma dificuldade é certo) fazer uma fraca ideia dos milhões que se gastam neste paupérrimo país com "boyada" em câmaras, governos civis, ministérios, empresas publicas, para-públicas, institutos etc e tal.
Haja CORAGEM de acabar com estas MORDOMIAS, autênticos SORVEDOUROS DE DINHEIRO!!!
Por Cultus

terça-feira, 28 de junho de 2011

Então o Comandante dos Bombeiros de Alpiarça não tem competência suficiente para em caso de catástrofe coordenar os serviços de protecção?

A gente que nos (des)governou nos últimos 6 anos criou uma rede tentacular onde "obrigava" a meter os seus boys.
Foram inúmeros os organismos e estruturas criados que sob a capa de qualquer coisa serviram para assaltar o erário público.
Não me admira este cargo redundante e que só serve para criar confusão.
Então o Comandante dos Bombeiros de Alpiarça não tem competência suficiente para em caso de catástrofe coordenar os serviços de protecção?
Estes cargos "de grande necessidade" são comparáveis ao projecto contra a pobreza, e a outros abertos para acoitar a "boyada".
A lei de que por cada funcionário público que entrava tinham de sair 3 (salvo erro) foi assim vergonhosamente subvertida.
É o que o povo costuma dizer: "entrar pela porta do cavalo".
Depois, vieram com a treta que eram razões de crise internacional, dos mercados, etc.
Ainda há dias o Jornal I noticiou que essas razões conjunturais influíam apenas 1,3% na derrapagem das contas do Estado.
Foram milhares de boys que foram ocupar administrações, organismos, associações, fundações que (alguns/muitos) o único "merito" que tinham era o cartão partidário.
Foram despesas de ostentação e de propaganda política (viaturas,festas,catering, viagens, concertos,publicidade,informática e meios audiovisuais, etc) que num estado responsável não teriam acontecido.
O anterior governo fazia-me lembrar na série Robin dos Bosques, o xerife de Nottingham, que TUDO roubava ao povo para que a nobreza vivesse à grande e à francesa.
Esperemos que no futuro apareçam os Robin Wood para lutar contra a tirania de toda a classe política.
Para já, sabemos que por agora estarão os mesmos de sempre para pagar.
De um comentarista
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Palestra: "A Linguagem Musical"

Atitudes Nobres…

Por: Carina João - Deputada
do PSD

Escrevo estas linhas quando termina a eleição para o cargo de Presidente da Assembleia da Republica, e após a tomada de posse do novo Governo do país.

Partilho convosco este estado de atitudes que se viram e são espelho de realidades e posturas que rareiam muitas vezes em política.

Fernando Nobre após ter visto o seu nome chumbado 2 vezes para 2ª figura da hierarquia do Estado, teve a nobreza de retirar o seu nome de cima da mesa. Retirou a candidatura e vai ficar deputado. Recordando o passado, o PSD sempre viabilizou a eleição do nome proposto pelo partido mais votado. Desta vez isso não aconteceu com o nome que o PSD propôs de inicio. Triste exemplo e rasteiro comportamento democrático das forças da oposição, em especial do maior partido da oposição. Eis as diferenças.

Aquando deste chumbo encontrava-me junto a Fernando Nobre e os deputados que o abordavam vinham dar-lhe os cumprimentos e manifestavam o lamento do que estava a acontecer. Fernando Nobre relativizou com uma pequena história que me fez perceber a sua nobreza de atitude. Disse ele: “no meu percurso de vida vi muitos homens adultos em estados terminais de vida, onde muitas vezes a única palavra que os ouvia pronunciar era “mãe”…temos que relativizar os problemas, porque os há bem mais graves…”

Foi com este espírito que poupou o PSD a um embaraço, ao ter colocado o seu lugar fora da corrida. Há valores mais altos que se levantam em determinadas situações.

Já bem depois disso, esta tarde, pela 1ª vez na história da democracia portuguesa, elegemos uma mulher para presidir ao cargo de Presidente da AR. Assunção Esteves é a nova presidente este órgão de soberania.

Foi um momento simbólico da eleição do cargo, como também acrescido de uma carga de significados que devem orgulhar todos os cidadãos.

No seu discurso de tomada de posse enobreceu o parlamento e o papel da mulher na vida pública. Falou de responsabilidade política do parlamento virada para a sociedade, e teve uma ilustrativa metáfora daquilo que quis dizer ao chamar a esta casa “o mapa do povo”.

Pedro Passos Coelho surpreende-nos com as suas escolhas. Pelo carácter das pessoas, pelo seu valor acrescentado à democracia e acima de tudo pela nobreza das suas atitudes.

Também na sua tomada de posse como 1º ministro, Passos Coelho anunciou um novo ciclo de atitudes, propondo um pacto de confiança, abertura e responsabilidade para com o país. Deu o primeiro exemplo dessa nova etapa ao anunciar já nesta tomada de posse, que não irá nomear novos governadores civis para o cargo, uma vez que sempre se manifestou contra a sua manutenção. A liderança vem sempre com o exemplo.

Uma frase simbólica marcou o final, quando repetiu a ideia também de Cavaco Silva, ao dizer que “Portugal não pode falhar e eu sei que Portugal não falhará”.

Faltam certezas nesta época de tanta turbulência política, há todo um novo caminho a percorrer e um país num dos mais problemáticos momentos da sua história democrática. Mas há sinais muito importantes para restabelecer essa confiança e esperança para o futuro e para as gerações mais novas.

Certamente contaremos com gente que mais do que uma lufada de ar fresco, trás uma lufada de ar puro. Com grandiosidade nas palavras, com a responsabilidade das decisões difíceis, mas acima de tudo com nobreza de atitudes.