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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

De Massimo Esposito - As Transparecias de Constância

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Fórum Movimento Associativo de Alpiarça

«CMA»

Há quem afirme que a História se repete só que muitas vezes os protagonistas dos acontecimentos invertem os seus papéis.


Piscinas Municipais de Alpiarça
É preciso não esquecer uma funcionária que sempre deu o seu melhor como animadora cultural e desportiva (no primeiro mandato PS foi amplamente elogiada pela então vereadora do pelouro) e que depois, assim que a Dr.ª Vanda entrou foi desterrada para as piscinas.
Também era bom saber-se que um dia um miúdo defecou na piscina da câmara, a zona foi limpa e foi aumentada a quantidade de tratamento para impedir a propagação dos coliformes fecais, por via disso passadas umas horas alguns miúdos que foram para a piscina começaram a aparecer com os olhos vermelhos (menos de meia dúzia)e foram ao hospital levar uns pingos nos olhos, mas não ficaram com problemas gastrointestinais caso a água não tivesse sido tratada.
Este caso da defecação na piscina e tratamento da água aconteceu já depois do director das piscinas ter saído, mas queriam a cabeça a cabeça do homem, era preciso ter uma pega para o mandar à fava.
Felizmente, antecipou-se e pediu transferência para Santarém e hoje até está noutra câmara.
Como vêem a História repete-se só que muitas vezes os protagonistas dos acontecimentos invertem os seus papéis e há coisas que nunca se vai saber como aconteceram, ou porque não foram investigadas ou porque se calaram ou porque fizeram como o "Bibi" mudaram o depoimento...
De um comentarista
Saiba mais em: em A NOITE DAS FACAS LONGAS

A NOITE DAS FACAS LONGAS



Pouco me interessa saber se houve ou não “saneamentos políticos” na Câmara. O que sei, como todos sabem, é que um ex-encarregado após a tomada de posse dos actuais eleitos se transferiu com «armas a bagagens» para a Câmara Municipal do Cartaxo, como sei – todos sabem - que o antigo motorista de Rosa do Céu hoje é um singelo, mas competente, funcionário da autarquia mas que não exerce o cargo que lhe estava atribuído.
 Sei também - como todos sabem - que recentemente um ex-encarregado-geral foi “destacado” para “governar” o Parque de Campismo e a Reserva Natural” quando todos sabemos em que estado se encontra estas instalações camarárias para levar como conselho a seguinte “nota”  de um comentarista (?) em que afirma: «o encarregado tem tempo de repensar o seu modo de actuar e ainda vai a tempo de se emendar, Alpiarça e a autarquia precisam dele e ele sabe muito e pode transmitir os seus ensinamentos, assim o queira fazer de boa vontade...» - "A figura do “Encarregado Geral” na Câmara passou a ser uma “figura obsoleta” porque o assessor João Osório auxilia os vereadores na coordenação dos serviços externos"».
Mas também sei – todos sabem – que o ex-presidente Rosa do Céu não fez acontecer o que tem acontecido no burgo alpiarcense mesmo que o acusem de “ditador ou outros “nobres títulos” menos “santo”.
Sei – todos sabem –  que houve um funcionário com responsabilidades politicas e com um cargo relevante - hoje assessor do executivo da CDU  que se antecipou aos acontecimentos  com «armas a bagagens» para um outro organismo e fim de estar «longe e distante» de quem pensava vir a ser vitima de quem então tomou posse como “governante”  e sei também – como todos sabem – que o motorista então ao serviço presidencial nada lhe aconteceu nem perseguição alguma teve para pouco tempo depois se aposentar já que tinha «tempo de serviço suficiente»: Nem sequer deixou de ter ou não ter a graça da possível oportunidade de «ser colocado na prateleira».
Também sei - como todos sabemos - que houve outro funcionário por questões diferentes que foi dispensado dos seus préstimos por causa da «trapalhada dos sites pornográficos» como da salgalhada que ainda hoje estou ou estamos por saber como aconteceu porque nem tudo foi bem claro ou transparente.
 Transparente e claro foi o funcionário ter sido aposentado  como uma série de processos judicias “às costas” mas que hoje, felizmente, já se encontra a trabalhar no local de onde nunca teria saído.
Há em todo este “imbróglio” uma enorme parecença mas com contendas e situações diferentes e bens distintas.
Podemos é por simpatia política ou termos que «agradar a alguém» fazer ver aos menos crentes que «dantes ainda era pior».
Com tudo isto que aconteceu recentemente como aquilo que poderá acontecer, não considero que sejam «saneamentos políticos» mas nada me impede como nada me proíbe que não o possa pensar já que os indícios e os actos não são os mais correctos, a meu ver, claro!
Se fossem exactos poderia então dizer com todas as letras que estávamos na “Noite das Facas Longas” onde se levou a efeito um pequeno «ajuste de contas» com aqueles que viveram à custa das “ sombras do passado!
Supostamente não será como eu penso.
São apenas coincidências!
 Ainda bem!
«Há quem afirme que a História se repete só que muitas vezes os protagonistas dos acontecimentos invertem os seus papéis». ("A figura do “Encarregado Geral” na Câmara passou a ser uma “figura obsoleta” porque o assessor João Osório auxilia os vereadores na coordenação dos serviços externos")

Cadernos de Etnografia e Folclore

Lino Mendes
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Ser ou não ser de folclore, eis a questão, e tudo seria mais fácil se houvesse a tal Educação para a Cultura da Tradição. Creio no entanto que quem leu o artigo anterior ficou com uma ideia sobre o assunto, ficou a conhecer as características que o definem. E sabendo isso com convicção, mais fácil se torna constituir ou reformular um grupo .
O progresso é o maior inimigo do tradicional, e é com a chegada do mesmo que a cultura local se começa a desvirtuar, a sofrer influências universais quando até aí as transformações (a aculturação) eram reflexo, natural, da maneira de ser e de estar de cada um dos povos em que por força das migrações entrava.
É assim que uma “moda” não é propriedade exclusiva de uma localidade, e se a encontramos em diversos sítios ela é marcada quer na coreografia e por vezes na melodia, pelas diferenças.O corridinho não é do Algarve, o Fandango não é do Ribatejo, as Saias não são do Alentejo, porque estando embora lá centralizadas acontecem também noutras regiões mas de formas diferente. Em Folclore, como diz o Inspector Lopes Pires, não pode inventar-se.Há que respeitar a “ recolha”, o ensaiador não pode “criar”.
Não tenho números concretos, mas a maioria de grupos que de folclore se intitulam, de facto não o são. E alguns sinais negativos dado serem de expressão nacional , notam-se, como se costuma dizer ,à vista desarmada. Havendo depois os específicos de cada região ,que marcam as diferenças que caracterizam cada uma das mesmas, por vezes até de localidade para localidade.
Entretanto…
Situemos um grupo no início do século XX, mesmo até uns anos depois do mesmo. E se esse grupo deve ser o “retrato”possível “das gentes de antanho, está errado que usem saias pelo joelho, que usem relógios de pulso, que usem pinturas e cabelo à moderna, que vistam de igual pois o povo não se fardava, que andem com medalhas penduradas no fato, que usem óculos de sol e pulseiras de pano, e algo mais e não só , como entrar a bailar no estrado e à saída dizer adeus com o lenço ou com o chapéu.. Mas depois existe todo um trabalho de pormenor que tem a ver com os usos costumes , com as tradições específicas da terra ou região em causa, desde os bailes às fainas, dos ritos à gastronomia, das festas aos jogos tradicionais, de toda a vivência de um povo onde o progresso ainda não tinha chegado, onde as transformações aconteciam “sem assinatura”.
E se digo que um grupo deve ser o “retrato possível”é porque estou entre os que consideram que o puro e o genuíno não são possíveis.






Tentar como alguns fazem, colar os sucessos desportivos do Águias ao trabalho da Câmara só pode ser visto como uma má-fé

Por aqui também se vê e ao contrário do que alguns comunistas querem mostrar que lá por os corpos sociais do Águias serem da CDU, o «rabo» nada tem a ver com as calças e a diferença de atitude de uns e outros é enorme.
Tentar como alguns fazem, colar os sucessos desportivos do Águias ao trabalho da Câmara só pode ser visto como uma má-fé.
Temos que elogiar o trabalho das pessoas que estão à frente do Águias, mesmo sendo comunistas. Não podemos é mete-los todos no mesmo saco até porque as capacidades de uns e outros é completamente diferente.
Fazer o que o Águias fez nestes últimos anos, só foi possível graças ao empenho dos seus directores que nunca misturaram politica com a gestão associativa. Embora não vá à bola com alguns deles, até por divergências ideológicas e politicas, tenho que reconhecer que aquilo que tem sido feito, foi do melhor que tem sido feito nos mandatos do Águias desde a década de 70 para cá.
Mas deixem de associar o bom trabalho à política que nada tem a ver uma coisa com outra.
De um comentarista

Saiba mais em:

Mais de 45% dos desempregados sem subsídio

Em Dezembro, 246 mil desempregados inscritos nos centros de emprego não tinham apoio social, um valor recorde.
O número de desempregados sem subsídio continua a aumentar e, em Dezembro, atingiu novamente um valor recorde. No final do ano passado, havia 246.622 pessoas sem emprego e sem direito a esta prestação, representando quase metade do total de desempregados inscritos nos centros de emprego (45,5%). Um ano antes o número de desempregados que não recebia qualquer apoio não chegava a um terço.
A justificação para a queda da taxa de cobertura do subsídio do desemprego, que se situava em Dezembro nos 54,5%, estará associada ao elevado número de desempregados de longa duração, que entretanto esgotaram o prazo do subsídio, e ao número de precários, que não chegam a ter descontos suficientes para a Segurança Social para terem direito ao subsídio. Este aumento também estará relacionado com o fim de algumas medidas anti-crise.
«DE»

A VELHA E A NOVA MAIORIA

Supor que haverá mudança benéfica para Portugal através daqueles que têm toda a responsabilidade na decadência dos valores... não apenas errado, mas na minha opinião patético.
Enriquecimento ilícito, é crime…obviamente que terá de ser fortemente penalizado....
A Corrupção, não pode ficar apenas associada a este crime…pois é uma das mais corrosivas, referências actuais da sociedade portuguesa.
A Corrupção financeira, a Corrupção da influência (a Cunha), a Promiscuidade política/empresarial/financeira, assentam numa base negativa, que se expressa na “carreira política”.
A Carreira política tem como princípios de sucesso, a ausência de ética e do conceito de servidor público.
Não há Gestor público (sempre muito elogiados) que não tenha feito a “Carreira Política” .
Não há sucesso na Carreira política, para quem não esteja disponível, para servir a Promiscuidade e a Corrupção.
Nunca a mudança poderá surgir através dos actuais partidos políticos que assentam a sua militância na oferta de privilégios, alcançados através de serviços prestados no esquecimento dos valores éticos essenciais, numa dramática sequência que levou à decadência não apenas da sociedade, mas também do próprio regime e sistema político.
Por: José Andrade

Miguel Arraiolos mostrou que sendo um especialista em triatlo

Oeiras recebeu, este fim-de-semana o X Terra Duatlo do Jamor – Sportlife, competição que marcou a abertura do calendário nacional 2011, de Duatlos e Triatlos.
A prova, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, decorreu nos trilhos das matas do Centro Desportivo Nacional do Jamor e foi composta por cinco quilómetros de corrida inicial, 17 quilómetros de BTT e mais 2, 5 quilómetros de corrida.
Individualmente, Patrícia Serafim e Miguel Arraiolos foram os grandes vencedores. Colectivamente, a vitória pertenceu ao Clube Olímpico de Oeiras no sector feminino enquanto, em masculinos, o triunfo foi para o Águias de Alpiarça.
Dos cerca de 650 atletas em competição foram Miguel Arraiolos (Águias de Alpiarça) e Lino Barruncho (Olímpico de Oeiras) os primeiros destacar-se. O duo entrou no Parque de Transição com alguma vantagem sobre os perseguidores directos.
No sector feminino, Maria Areosa e Ana Teresa Machado (ambas do Olímpico de Oeiras) entraram na primeira transição na frente do pelotão, mas com uma vantagem curta sobre Patrícia Serafim, vencedora em 2010.
No segmento de BTT, Miguel Arraiolos mostrou que sendo um especialista em triatlo, inicia a época com um bom nível competitivo. Impôs o ritmo e liderou ao longo de todo o segmento, desenhado nas matas do Jamor.
Lino Barruncho sofreu uma queda que de alguma maneira o limitou mas chegou ao parque praticamente ao mesmo tempo de Arraiolos. No sector feminino, Patrícia Serafim voltou a impor-se, anulando a desvantagem que trazia da corrida e passou para a liderança, para não mais a perder.
No segmento de corrida final, Miguel Arraiolos voltou a distanciar-se de Marco Sousa para vencer isolado o Duatlo do Jamor. Lino Barruncho também recuperou no segmento final até ao segundo lugar. Enquanto que Custódio António, com uma boa corrida, terminou no terceiro
Nas senhoras, Patrícia Serafim conseguiu manter a vantagem que levava sobre Maria Areosa e triunfou pelo segundo ano consecutivo no Duatlo do jamor. A algarvia Irina Coelho ocupou o terceiro lugar do pódio.
«http://www.desportonalinha.com/?action=article&id_article=7443»

domingo, 30 de janeiro de 2011

O ESTADO (DE RASTOS) DA JUSTIÇA

Por: Anabela Melão *

O estado da Justiça em Portugal está, de há muito e não como muitos pretendem fazer crer, uma lástima.

Nuno Rogeiro vem chamar a atenção de que há lugares próprios, num Estado de direito, para se julgar a mentira da verdade, ou a verdade da mentira: os tribunais. E não, como se constata, “a intoxicação da “opinião pública” e a tentativa de usar os cidadãos, a sua massa, ou grupos determinados, para pressionar a Justiça nas suas várias instâncias, do julgamento ao recurso.”

Fala-nos do caso de Carlos Castro, que passou cheio de “especulação e romance negro, muitas vezes com intenções determinadas de desculpa e ataque.” Igualmente, assim aconteceu nos já frequentes “incidentes em torno da “verdade” de um réu condenado em primeira instância, no caso dito “Casa Pia”. Os acusados foram longamente ouvidos por magistrados de instrução, juristas de formação, antes do julgamento. Não em segredo, numa cela húmida e escura, sob a ameaça de tortura de verdugos boçais, mas com garantias (há quem chegue a dizê-las excessivas), e na presença de múltiplos advogados. Houve acareações, todo o tipo de requerimentos, e possibilidades inúmeras de contraditório, impugnação, contestação, contra-interrogatório, desmontagem de falsidades, argumentos falaciosos ou armadilhas. Qualquer causídico que ouvisse um depoente - testemunha, arrependido ou réu - vir dizer, depois deste enredo processual paquidérmico, tão custoso para o erário público (e para a paciência de todos), que afinal inventou, mentiu ou foi forçado a mentir, devia sentir-se ofendido e insultado, ou agir com frieza e distância. Não se compreende o entusiasmo e o elogio, incompreensível mesmo numa sociedade que fosse tribal e primária.”

Nesta semana, um novo procurador assumiu o inquérito a suspeitas de corrupção no negócio dos submarinos, no pressuposto (público) de que as procuradoras que deixaram investigação terão posto em causa a imagem da justiça, como alega o instrutor do processo disciplinar. Correm os processos disciplinares das procuradores Auristela Pereira e Carla Dias, que, ao que afirma o inspector do Ministério Público que conduziu o inquérito, terão violado os seus deveres ao porem em causa a imagem global e a imparcialidade da justiça, com base numa relação amorosa mantida entre Carla Dias e o presidente da Inteli, que foi perito durante três meses na investigação à compra dos submergíveis e indicou os peritos no processo das contrapartidas.

Confesso que desde que, por alturas do meu divórcio, foi dado como aceite que a sentença era ditada pelo alcance monetário do “meu falecido” até uns anos passados num tribunal, estou desiludida com a (in)justiça. E não se vêem melhoras, antes pelo contrário. Os juízes assumiram um protagonismo negativo na praça pública, mais parecendo actores – e até às vezes jornalistas – do cenário judiciário. Seria bom que se revessem as regras de acesso à carreira de juiz que exige cinco anos de prática. Quem é que, de entre os melhores alunos, seja de que faculdade for, ao fim de cinco anos, arrisca uma carreira em ascensão, para começar do 0, num sistema que, entretanto, já descobriu não ser propriamente a “Alice no País das Maravilhas”? Restam pois os “desempregados” ou “mal sucedidos” na carreira da advocacia ou os desconhecedores do funcionamento da máquina judiciária. E é por aqui, precisamente, pela base, ou seja, pelas regras de acesso, que tudo deve ser revisto. “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, mas algum dia tem de ser o primeiro a marcar outro rumo.

* Chairman da REGIS LABORE, International Consulting.

Ser socialista compensa...para os que chegaram primeiro

Por: Ramiro Marques
Acabo de me cruzar com uma amiga de infância, 56 anos de idade, professora como eu, com a diferença de que está aposentada há quatro anos e com pensão por inteiro. Não tendo sofrido corte na pensão, ao contrário dos colegas no activo, a minha amiga, Teresa, ganha mais quase 10% do que os colegas de profissão que não tiveram a sorte de se poderem aposentar com 32 anos de serviço, aos 52 anos de idade. E não puderam porque, tal como eu, não são professores do 1º ciclo do ensino básico nem de educação pré-escolar. Só esses puderam beneficiar desse regime de excepção.
A Teresa é socialista e tem todas as razões para o ser. Vejamos. Fiz umas contas por alto sobre quanto a Teresa recebeu do estado durante os 32 anos em que foi professora do 1º ciclo do ensino básico e os trinta anos que lhe sobram de vida a receber uma pensão de 3 mil euros brutos, durante 14 meses por ano. Por alto, a Teresa recebe do Estado Socialista cerca de 500 mil euros e paga em contribuições, impostos, ADSE e Caixa Geral de Aposentação cerca de 250 mil euros.
A Teresa teve um lucro de 100%. Não admira que seja socialista. Pena que um investimento tão lucrativo só seja acessível aos que chegaram primeiro.
O filho da Teresa, pelo contrário, apesar de ter um mestrado em Química, 33 anos de idade, ainda vive em casa dos pais, está desempregado, não tem médico de família nem ADSE e ainda não começou a descontar para a reforma pelo que é quase certo vir a ter direito, na velhice, apenas a uma pensão de sobrevivência.
É realmente pena que a Matemática exista e seja uma ciência exacta. Se fosse possível enganar a Matemática, o socialismo seria um regime perfeito. Assim, é apenas uma ilusão que sai muito cara a quem chega tarde.
O filho da Teresa chegou tarde.
Percebem agora onde é que José Sócrates vai buscar os 30% de votos?

Cadernos de Etnografia e Folclore

Por: Lino Mendes
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Antes de mais quero dizer que sou um simples estudioso das “tradições”, tentando um conhecimento de base abrangente, e de maneira específica as as de Montargil que estudei durante trinta e cinco anos, de maneira a que hoje tenha um trabalho não genuíno e não puro— não acreditem em quem disser que o tem—mas suficientemente representativo para ser uma referência a preservar no tempo.
Entretanto, ninguém pode gostar e respeitar o que não conhece, tampouco conhecer o que não lhe foi ensinado. No entanto, a verdade é que não há, nem nunca houve no nosso país, uma “Educação para a Cultura da Tradição isto é, nunca a Escola ensinou(transmitiu) aos seus alunos os valores que a definem e caracterizam, tampouco sobre a a importância da “cultura tradicional”.Não surpreende por isso que figuras prestigiosas do país mostrem um total desconhecimento da matéria, e que num universo de mais de dois mil grupos, que de folclore se intitulam sem que o sejam, apenas umas três a quatro centenas tenham representatividade ou para isso trabalham.
Mas ,o que é afinal o folclore?
-Definido em todos os dicionários e reconhecido pela UNESCO, podemos dizer que o mesmo deve “ser entendido como expressão da cultura tradicional, entendendo-se como tal os comportamentos ,usos, vivências e valores que qualquer grupo social, relevante culturalmente, utilizou durante o tempo suficiente para impor a marca local, independentemente da sua origem e natureza.”
E um “grupo de folclore” o que deve ser ?
Digamos que o “retrato” possível das gentes do antigamente. E aqui entenda-se antigamente como o tempo em que os usos e costumes ainda não sofriam influências universais ,em que mesmo as alterações resultantes do encontro com outras gentes, aconteciam naturalmente. Era a chamada aculturação.
Mas, pode ainda perguntar-se,como saber que determinado acto é folclore?
O Inspector Lopes Pires tem uma maneira muito interessante de o explicar, indicando quatro condicionantes:
1)-Ser popular( ser do gosto do povo…-ser da sua predilecção):
2)-Ter autor desconhecido;
3)-Ser tradicional(passar de geração em geração por via oral);
4)ser universal( pertencer a uma comunidade cultural significativa e não apenas a uma família ou pessoa).
Temos assim que ser ou não ser de folclore é uma questão pertinente e sobre a qual i9mporta reflectir.
Ser ou não ser de folclore, é pois uma questão pertinente e sobre a qual importa reflectir”




Ainda sobre o Imposto para o Audio-Visual…

Há uns tempos publicou o Jornal Alpiarcense, alguns artigos de opinião sobre a taxa aplicada para o audio-visual cobrada na factura da energia eléctrica pela EDP.
Foi frisado também na altura que esta taxa só era devida caso o contador ultrapasse 400KW/h ao fim de um ano.
Também foi referido que a EDP muitas vezes, em vez de isentar o cliente, "esquece" o consumo desse ano, continuando a cobrar essa taxa.
Foi ainda afirmado que, ao fim de um ano pagando a taxa e ficando isento, a EDP diz que esse dinheiro pago pelo cliente já não será devolvido.
Isto é, o cliente paga um ano e nessa altura chegando à conclusão que não deveria ter pago, ninguém o vai ressarcir do dinheiro que entretanto desembolsou.
Reiteramos aqui essas afirmações.
Alguém também questionava o que ganharia a EDP com isto?
Para os interessados aqui vai:

"DESPACHO CONJUNTO N.º 306/2004 DE 20 DE MAIO

Considerando a necessidade de estabelecer o quantitativo a reter pelas empresas distribuidoras de electricidade, desde a entrada em vigor da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto, a título de compensação pelos encargos resultantes da contribuição para o áudio-visual;
Considerando o princípio da actualização da contribuição prevista na lei:
No uso das competências conferidas pelo n.º 3 do artigo 5.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto, determina-se o seguinte:
1) O valor da compensação pelos encargos de liquidação da contribuição para o áudio-visual a reter pelas empresas distribuidoras de electricidade é de Euro 0,06 por factura cobrada;
2) O valor a que se refere o número anterior será actualizado anualmente na percentagem em que o for a contribuição para o áudio-visual, nos termos do n.º 2 do artigo 4.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto;
3) O presente despacho produz efeitos a partir da data da entrada em vigor da contribuição para o áudio-visual.
20 de Janeiro de 2004. - A Ministra de Estado e das Finanças, Maria Manuela Dias Ferreira Leite.
- O Ministro da Presidência, Nuno Albuquerque Morais Sarmento.
- O Ministro da Economia, Carlos
Manuel Tavares da Silva."
Por: M. Ramos

O encarregado pode fazer um bom trabalho no "Parque de Campismo" assim lhe dêem meios

Parece-me que os “post’s” e comentários sobre o que aconteceu com o Mário Raimundo partem de premissas erradas, porque nem o cargo de encarregado-geral foi extinto, nem o Mário Raimundo foi destituído do cargo de encarregado-geral, nem lhe baixaram um tostão de vencimento.
Nem sei mesmo se o Mário Raimundo não estará melhor assim como está. Para já tem a seu cargo a direcção da Reserva do Cavalo do Sorraia e Recuperação do Parque de Campismo.
O Mário Raimundo não é parvo nenhum e pode ali fazer um bom trabalho assim lhe dêem meios. Penso que comparar o caso do Mário Raimundo com o de Manuel Colhe para além de falso é misturar alhos com bugalhos.
O Mário Raimundo nunca andou metido em políticas ao contrário de outro encarregado que foi assessorar um vereador socialista para a Câmara do Cartaxo.
Desejo as maiores felicidades ao Mário Raimundo e que ele seja capaz de fazer um bom trabalho onde está agora. Os executivos vão e vêm e os funcionários ficam.
Um abraço amigo ao MR e aconselho-o a que ele não entre em guerras inúteis, aconselhado por pessoas que não sabem resolver os problemas deles mas estão sempre prontos a aconselhar os outros, muitas vezes para o pior.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A Blogosfera e as redes sociais

Porque os políticos da “nossa praça” que não acreditam (excepto nas campanhas eleitorais autárquicas, como foi o caso da última levada a efeito em Alpiarça em que usaram e abusaram, para agora nos desconhecerem) muito na blogosfera e muitos menos nas redes sociais não quero deixar de lhes dedicar o artigo que se segue, publicado hoje no jornal “O Público”

Para os “políticos da nossa praça” ai vai:

 
 
A revolução é do Twitter, do Facebook e da Al-Jazira


«Ao derrube do Presidente Ben Ali já se chamou "revolução Facebook", "revolta Twitter" e até "a primeira revolução WikiLeaks". As redes sociais ajudaram. A WikiLeaks terá tido um pequeno papel, com telegramas a mostrarem que não eram só os tunisinos que viam a família Ben Ali como uma máfia - os norte-americanos também. Mas a "velha" Al-Jazira teve um papel fundamental, difundindo para as massas aquilo que os ciberactivistas publicavam na Web. Tal como acontece agora no Egipto
“Os protestos que abalam o mundo árabe têm apenas uma tendência a uni-los: a Al-Jazira, o canal por satélite com sede no Qatar cuja cobertura agressiva ajudou a impulsionar as emoções dos revoltosos, de uma capital à outra”, escreve esta sexta-feira o diário “The New York Times”.
"O Facebook é fantástico e nunca esqueceremos o que a Al-Jazira fez", escreveu no site da BBC Zouhair Ben Jemaa, um consultor reformado de Tunes. O que desencadeou os protestos foi a imolação pelo fogo do jovem Mohamed Bouazizi. E foram os tunisinos, internautas ou não, quem recusou sair da rua, mesmo quando a polícia disparava a matar. Os partidos da oposição, pouco representativos, e o sindicato único, estiveram com eles. As redes sociais foram "a caixa de ressonância" da sua contestação, descreveu Pierre Haski, no site rue89.
Mais do que televisionada, a "revolução na Tunísia foi twittada". A ideia no título do artigo de Firas Alatraqchi, professor de Jornalismo no Cairo, é repetida por muitos. "O Twitter e o Facebook já eram o meio de contornar a censura. Mas isso ganhou uma amplitude inesperada. A informação multiplicou-se. E o extraordinário é que pessoas que não eram militantes entraram na dança, substituindo a sua foto de perfil no Facebook pela bandeira de luto ou ensanguentada. São coisas dessas que dão esperança aos que se estão a manifestar", disse à AFP a historiadora Leyla Dakhli, especialista em media árabes.
A Tunísia é o mais internauta dos países do Magrebe. Mais de 34 por cento dos 10 milhões de tunisinos estão online e, destes, quase dois milhões usam o Facebook – os ciberactivistas tunisinos aprenderam precisamente com os egípcios, os primeiros árabes a usarem o Twitter e o Facebook para fazer oposição a Hosni Mubarak.
Na Tunísia, o oposto da moeda é que o regime se especializou na censura, desenvolvendo uma firewall eficaz e identificando e prendendo bloggers. Os Repórteres Sem Fronteiras consideram o país como um dos dez inimigos da Internet.
Claro que, com tanta eficácia do lado do regime, também os activistas se tornam peritos em contornar a censura, utilizando proxies, que permitem esconder a origem de uma ligação. Sites como o Nawaat.org, que existe desde 2004, profissionalizaram-se, e para publicar os telegramas da WikiLeaks, por exemplo, desenvolveram "um sistema quase à prova de censura, a não ser que fechassem o Google e a Internet na Tunísia", explicou ao "Le Monde" um dos administradores. Aquilo que Mubarak terá conseguido fazer no Egipto.
Sem redes sociais, dificilmente o suicídio-protesto do jovem vendedor ambulante tunisino teria tido tanto impacto. Face ao silêncio dos media tradicionais, houve bloggers a viajar pelo país a filmar polícias a disparar contra manifestantes e a divulgar esses vídeos no YouTube e no Dailymotion, enquanto usavam o Twitter para dar conta de mais um protesto, de mais um morto. Outros organizavam essa informação no Facebook.



Uma nova narrativa árabe

Tunisinos a viver em Portugal disseram ao PÚBLICO que acompanhavam os acontecimentos via Facebook e Twitter, mas explicaram que os tunisinos com que falavam no seu país sabiam menos do que eles. E é aí que entra a Al-Jazira. "Sem os novos media sociais, as imagens extraordinárias dos manifestantes poderiam nunca ter furado a manta de repressão - mas foi a difusão desses vídeos na Al-Jazira, mesmo depois de o seu escritório ter sido encerrado, que levou essas imagens ao público árabe e a muitos tunisinos que, de outra forma, poderiam não ter percebido o que estava a acontecer no seu país", escreve Mark Lynch na "Foreign Policy".
A Al-Jazira aprendeu a incorporar o que é produzido nos media sociais. É assim que consegue trabalhar nos países em que vai sendo proibida. Lynch chama a esta conjugação de esforços "a última fase da revolução mediática no mundo árabe", uma revolução que contorna a censura e constrói uma nova narrativa.
De certa forma, este é o momento da Al-Jazira. Pelo papel que desempenha e pelo papel que teve na criação desta narrativa de raiva popular contra governos autoritários apoiados pelos Estados Unidos, assim como contra Israel. “A noção de que há uma luta comum no mundo árabe é algo que a Al-Jazira ajudou a criar”, disse Lynch ao “New York Times”. “Eles não provocaram estes acontecimentos, mas é quase impossível imaginar isto tudo a acontecer sem a Al-Jazira»
Saiba mais em:
http://www.publico.pt/Mundo/a-revolucao-e-do-twitter-do-facebook-e-da-aljazira_1477585?all=1

Acabar com o cargo de encarregado-geral foi pura politiquice

Esta decisão de acabar com o cargo de encarregado-geral foi pura politiquice ou ignorada já que a pessoa em questão foi pura e simplesmente desprezada.
Uma coisa é riscar-se uma pessoa pela sua incompetência e outra é riscar-se uma pessoa por não sermos hábeis a lidar com o feitio da mesma.
O que aconteceu foi pura e simplesmente favorecer os camaradas em prejuízo do mesmo.
Um comentarista fala ainda no executivo do Vereador Pais, quando Vereador, por acaso sabe que essa pessoa, o encarregado agora destituído, chegou a ser distinguido pelo trabalho realizado?
Se calhar não sabe.
Agora tudo flui!
Sabe porquê?
Porque ninguém se opõe, uns porque são calados e outros porque nada percebem do que fazem.
Boicotes á Alpiagra?
Estranho uma pessoa passar toda a vida a lutar em prol de uma terra de nome Alpiarça e levar tamanho “chuto” no traseiro.
Saiba mais lendo os vários comentários em:   A figura do “Encarregado Geral” na Câmara passou a...

Querem que num ano se faça o que se destruiu em doze?

Como eu ainda sou do tempo em que um litro de gasóleo custava dois escudos, lembro-me perfeitamente do parque de campismo no tempo da CDU.
Bem arranjado, bem organizado, uma recepção eficaz, um excelente restaurante e um óptimo bar, todos muito e bem frequentados. Bom era um espaço agradável e que atraía pessoas mesmo sem serem campistas.
Depois o PS ganha as eleições e foi daí para cá um fartote a destruir o que outros criaram.
Ao fim de doze anos deixaram aquele parque numa lástima em todos os aspectos.
 E agora querem que num ano se faça o que se destruiu em doze
Tenham calma que o parque irá ter o seu projecto e concerteza voltará a ser um espaço de referência para a nossa terra.
Mas como os camaradas (do PS) ou amigos deixaram a câmara noutra lástima, não é num ano que se consegue fazer tudo.
Só para lembrar que este mandato tem quatro anos, como todos os outros.
De um comentarista

"Há margem para baixar os preços dos combustíveis"

Em declarações ao Económico, o secretário-geral da DECO afirma haver falta de vontade política para mexer no dossier dos combustíveis.
A Associação de Defesa dos Consumidores defende que "o Governo devia atribuir a responsabilidade do mercado [dos combustíveis] a uma entidade nacional como a ERSE, por exemplo".
"O mercado devia ser acompanhado na lógica de elaboração/composição do preço. Aqui é que poderia haver uma intervenção estatal que tentasse esmagar os lucros das empresas que operam no sector criando uma lógica de interesse nacional tal como já acontece no gás e na electricidade", explica Jorge Morgado, secretário-geral da DECO.
Isto porque "tem havido falta de transparência na elaboração dos preços", diz o mesmo responsável, acrescentando que "actualmente, a lógica que impera é a do lucro das empresas" e dado o impacto que os preços dos combustíveis têm no bolso dos consumidores, "tem de haver uma atitude regulatória por parte do Estado".
Segundo o mesmo responsável, a DECO "já fez esta proposta ao Governo várias vezes" mas "tem de haver vontade política" para que se concretizem.
Para o secretário-geral da Associação, "a regulação não será o remédio para todos os males", mas um factor "mais justo" para a defesa do consumidor. E neste sentido, "o poder político tem de intervir e comprimir os preços antes de impostos porque há margem para baixar os preços".
A fixação de um limite de preços para os combustíveis, diz o mesmo responsável, "não é favorável" porque iria "traduzir-se numa situação de aumento da despesa do país, para além de que quem iria pagar a diferença seria o contribuinte e não o automobilista, ou seja, todos pagariam mesmo sem andar de carro, o que não é justo", acrescenta.
No entanto, lembra Jorge Morgado, nada disto é novo: "Quando foi da liberalização do mercado, a DECO alertou que a situação poderia ser dramática e que iria imperar a lógica do lucro num mercado que não é concorrencial". Mas "o Governo não fez o trabalho de casa na altura".
Agora, "que todos temos consciência que os preços vão continuar a subir, têm de se adoptar medidas para contrariar a tendência", conclui.
«DE»

Promulgado diploma que põe fim à Área de Projecto e Estudo Acompanhado

Ramiro Marques
Cavaco Silva promulgou o diploma do Governo que altera a matriz curricular do ensino básico e secundário. Entre as alterações, já incorporadas na Lei do Orçamento para 2011, está a extinção da Área de Projecto, quer no 2º e 3º CEB quer no 12º ano, e alterações substanciais ao Estudo Acompanhado que passa apenas a ser oferecido em casos especiais.
O diploma do Governo mereceu parecer negativo do Conselho Nacional da Educação. Fontes do Governo afirmam que foram incorporadas no diploma algumas recomendações.
Com a entrada em vigor da nova estrutura curricular, prevista para Setembro de 2011, e a aprovação do Despacho de organização do trabalho nas escolas, que aponta para reduções substanciais no crédito horário das escolas e a incorporação na componente não lectiva das horas antes atribuídas aos cargos e projectos, admite-se a existência de milhares de horários zero a partir de Setembro de 2011.
Falta saber se, para além do fim dos pares pedagógicos na disciplina de EVT, o ME acaba também com o desdobramento das turmas nas aulas de Biologia e Química.
Certo é o corte substancial nas horas atribuídas aos planos tecnológicos das escolas.
A Fenprof diz que estas medidas vão lançar mais de 30 mil docentes no desemprego e acusa o Governo de fugir à negociação com os sindicatos



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cadernos de Etnografia e Folclore

Por: Lino Mendes
( 01)

POVO que não respeite, preservando e divulgando as suas “memórias”, não existe como tal. E no nosso país ressalvando a acção altamente meritória de uns tantos grupos, de umas tantas pessoas, o desconhecimento do que são a etnografia e o folclore, atinge as raias da ignorância. No entanto, algumas mensagens nos foram legadas por credenciados investigadores, mas completamente ignoradas.

“Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou”(JORGE DIAS);entretanto, e referindo-se à utilidade dos textos, temas e formas populares, uma riqueza que se estava a perder ou descaracterizar( 1976) M.VIEGAS GUERREIRO lançava o apelo de um “Acudamos a tudo enquanto é tempo!”

Certo que o Estado Novo tudo manipulava para que as representações etnográficas [?] no estrangeiro dessem a imagem que lhe interessava. Mas de qualquer modo em 1967 já se sentia um movimento lutando para que a cultura tradicional não fosse alienada tendo por isso havido mais que tempo para que “os valores da nossa identidade”estivessem na Escola a par da Língua. Mas, qual quê, e pese embora a Sociedade de Língua Portuguesa que tal só se admite a analfabetos e pessoas de pouca cultura, ainda hoje figuras gradas da nossa praça intelectual criaram para “folclore” o sinónimo de coisa de somenos. Que interessa isso, não passa de folclore.! E, meus amigos, o povo transforma deturpando ,conceitos que nunca foram pensados.

Apenas alguns exemplos de degradação cultural.

1)-Director de orquestra que muito admiro com tal e num programa televisivo de que era júri, perguntava a um concorrente que pertencia a um grupo de cante alentejano se já tinham cantado Lopes Graça. O quê…nem sequer o Milho Rei?

Lamentavelmente desconhecia que um “grupo de folclore” não canta “música de autor”

2)um acreditado cronista regional, professor de profissão, contestava o facto de um “grupo de folclore” ter voltado a determinada terra, sem que tenha alterado uma única coreografia .Ao mesmo tempo que uma senhora cronista lamentava o mau gosto dos grupos alentejanos, ao trajarem de escuro não seguindo o bom gosto das minhotas Desconheciam simplesmente que em folclore não se inventa, simplesmente se recolhe o mais representativo possível e preserva. Mantendo uma referência no tempo.



Sónia Sanfona vista pela “positiva” e “negativa”

Sónia Sanfona, Governadora
Civil de Santarém
Foto: GI/GCS
Pela positiva: «PO distrito de Santarém registou menos 28 mortes em acidentes de viação em 2010, contrariando a tendência nacional. A segurança rodoviária tem sido prioridade da acção da governadora civil que promoveu um fórum sobre segurança e prevenção rodoviária, onde se atribui este decréscimo da mortalidade às acções de prevenção com as forças de segurança do distrito» o que valeu a Sónia Sanfona “uma estrela” pelo “O Ribatejo”. Pela negativa e segundo  “O Mirante”. Diz este semanário que no «início da palestra promovida no dia 20 de Janeiro pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo, foi retardado em 50 minutos devido ao atraso da governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona. Com o auditório bem composto, o atraso da política socialista causou algum desconforto e algumas “bocas” em surdina na plateia. Como a daquele espectador mais impaciente que dizia: “Extingam-se os governos civis e estas vergonhas já não acontecem”». Era remédio santo” (http://www.omirante.pt/)

Campeonato Regional de Triatlo Técnico este sábado em Ponta Delgada

A Associação de Atletismo de S. Miguel organizará no próximo sábado dia 29 de Janeiro pelas 15H00, na Pista de Atletismo do Complexo Desportivo das Laranjeiras, o Campeonato Regional de Triatlo Técnico.
Esta prova está integrada no calendário Regional das Associações de Atletismo e contará com a presença de 40 atletas das selecções de S. Miguel, Terceira, Faial e Pico.
A competição tem por objectivo apurar os Campeões Regionais de Triatlo Técnico de Infantis, Iniciados e Juvenis, e seleccionar os atletas que representarão a Selecção Açores no Campeonato Nacional de Triatlo Técnico, que decorrerá no dia 5 de Fevereiro em Alpiarça.
http://www.radioatlantida.net/

Salários milionários em tempos de crise: quanto ganham os gestores?

No dia em que os cortes nos salários dos gestores públicos estiveram em debate nunca é demais lembrar quanto ganhavam em 2009 alguns dos homens mais bem pagos do país a trabalharem em empresas do Estado. Algumas empresas registaram prejuízos no balanço.
Assim, a TAP, empresa emblemática do sector público, surge à cabeça entre salários, prémios e regalias. O presidente Fernando Pinto ganhou 637 mil euros anuais, o que representa uma remuneração mensal de 45 mil euros.
Segue-se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que, no sector empresarial do Estado, é a empresa que mais lucros gera. O presidente do banco público levou para casa 560 mil euros ao fim do ano, ou seja, 40 mil euros por mês.
Já o vice-presidente Francisco Bandeira ganhou um pouco menos, 558 mil euros, o que representa 39 mil euros ao fim de cada mês.
À frente dos CTT, Estanislau Costa auferiu a quantia de 300 mil euros anuais - 21 mil euros por mês.
Na Parpública, empresa que gere as participações financeiras do Estado, João Plácido Pires ganhou 249 mil euros, ou seja, 18 mil ao fim de cada mês.
E na mais mediática de todas, na RTP, o presidente Guilherme Costa ganhou 254 mil euros, o que dá 18 mil por mês. E isto no ano em que a televisão do Estado teve prejuízos de 14 milhões de euros e registo de uma dívida acumulada à volta de 800 milhões.

“Alpiarça, uma referência patrimonial rica”

Vanda Luciano-Arqueóloga

Alpiarça, não é só conhecida pelo Republicano José Relvas, a nossa terra é conhecida por muito mais que isso.
Terra rica em património mostrou desde cedo o seu potencial, o pior é que só alguns académicos sabem sua importância. Isto porque há quem acredite que a salvaguarda do património se faz, calando as vozes que teimam em passar ás gerações vindouras esse conhecimento. Porque acreditam que os jovens irão destruir os sítios, pensando encontrar tesouros. Eu sou mais optimista e acredito que se não sensibilizarmos os nossos “alpiarçolhos” do património que temos, ele perder-se-á a longo prazo. A minha grande eterna luta vem nesse sentido.
Alpiarça é conhecida pelos académicos desde o Paleolítico, até ao Séc. XX, pelas mais diversas razões. No paleolítico é conhecida pelos terraços quaternários e pela imensidão de seixo talhado para o uso do homem paleolítico, no período do Bronze Final pelas urnas funerárias e a designada “cultura de Alpiarça”, no Período Romano pela associação com Móron, um aquartelamento Romano de Décimo Júnio Bruto. Estes são uns exemplos do que temos por aí. Enfim, a imensidão do património cultural, arqueológico e histórico, é como um “diamante em bruto” que precisa ser lapidado, aperfeiçoado.
Alpiarça pode viver do Turismo, do seu património e a custo zero, eu tenho uma série de ideias a esse respeito, enquanto arqueóloga, enquanto “alpiarçolha”, enquanto interessada na educação patrimonial (como mestranda). A escola devia ser o “veículo” de transmissão de conhecimento e criação de identidade dos residentes e naturais de Alpiarça e devia ser inserido em contexto de ensino e formação a questão patrimonial e cultural.
A carta arqueológica da nossa terra e as novas prospecções, bem como a preservação dos sítios deviam ser desde logo as primeiras coisas a serem feitas. Tem sido um orgulho enquanto aluna do Mestrado em Património Público, Arte e Museologia pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, falar do que me é tão querido e precioso, a minha herança cultural, que vou sem dúvida deixar á minha prol.

A figura do “Encarregado Geral” na Câmara passou a ser uma “figura obsoleta” porque o assessor João Osório auxilia os vereadores na coordenação dos serviços externos

Regina Ferreira, Vereadora do PS
A reestruturação que alterou recentemente o “quadro de pessoal da autarquia”, neste caso os encarregados, foi feita em sequência com o previsto na lei mas a Vereadora do PS, Regina Ferreira, quis saber detalhadamente os motivos que terão levado às alterações no que diz respeito aos cargos como fez questão de saber se a Câmara já realizou alguma avaliação de desempenho que sustente estas mudanças, as dos encarregados, porque não basta apenas fazer reestruturações mas também saber os resultados.

Ficou a saber que as «alterações visam o melhoramento da qualidade dos serviços prestados à população no seguimento da avaliação que o próprio Executivo fez após um ano de mandato» e segundo o presidente «justificava uma maior responsabilização dos vários elementos de cada sector em detrimento da coordenação focada na figura do encarregado geral».

Para o Presidente não faz «sentido a existência dessa figura (encarregado) uma vez que a coordenação desses serviços deverá ser feita a partir do vereador do respectivo pelouro, sendo cada um dos encarregados responsável pelo seu sector» acrescentando ainda que com esta nova introdução não houve «alterações no quadro de pessoal, simplesmente se procedeu a alguns ajustes funcionais».

E para não restarem duvidas, o Vereador Mário Peixinho também esclareceu Regina Ferreira que «João Osório (Assessor), o auxilia muitas vezes na coordenação dos serviços externos, mantendo-o em contacto directo com os encarregados, pelo que a figura do Encarregado Geral se tornou obsoleta

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ausência de princípios e ausência de vergonha...assim se expressou o Regime.

Por: José Andrade
As eleições presidenciais vieram ditar que a Abstenção foi superior a 53% do eleitorado.
Apenas cerca de 40% dos eleitores, votaram expressamente nos candidatos à Presidência da República. Uma minoria do eleitorado, que ainda acredita ou se resigna ao actual regime.
Inverteu-se totalmente o sentido da democracia…foi uma minoria que impõe um Presidente, a uma maioria, que não foi motivada para essa eleição.
A democracia foi rejeitada, porque a actual Constituição aceita como válida uma eleição nestas circunstâncias, ou seja, aceitará também uma eleição com muito menores níveis de participação…aceita toda e qualquer ditadura.
O perdedor, clama em tom esfusiante a vitória. Ele obteve 23% dos votos e considera-se com suficiente legitimidade para o exercício do seu cargo, como mais alto signatário da Nação.
Espantosa derrota, que é vitoriada…um registo fúnebre, que foi entendido como sinal de debilidade e que logo ocasionou, os que entenderam esta incrível fraqueza, a produzir a desculpa inverosímil.
Anuncia-se num Jornal diário, que o número de abstencionistas forçados é da ordem de 1.250.000 eleitores. Ou seja representa cerca de 7% do eleitorado.
A todos estes, de acordo com o que se diz e não foi desmentido oficialmente, foi negado o direito de votar.
Não se repetem as eleições, porque se considera, que esse número de direitos sonegados, não iria afectar a eleição do vencedor.
É incrível mas é verdade.
Nega-se o resultado oficial, nega-se o desprezo pela maioria dos portugueses, por conveniência de propaganda e simultaneamente valida-se a negação de direitos, a muitos outros.
Dois delitos numa só eleição…a negação da democracia, a negação de direitos individuais.
Regime sem princípios e sem vergonha.
Mas um regime é feito por homens e quem aceita ser eleito nestas circunstâncias não merece outra consideração, que aquela que o regime deu de si próprio.



Abastecimento de Água – Alpiarça / F. Almeirim / Frade de Cima

Num investimento de cerca de 1.700.000 euros, já está concluída a 1.ª fase da empreitada de execução do subsistema de abastecimento de água de Alpiarça, Fazendas de Almeirim e Frade de Cima.
Esta obra insere-se no Sistema Intermunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento da Lezíria do Tejo.
«CMA»


Secção Defesa Pessoal


É já no próximo dia 04FEV11 (Sexta Feira), às 20H30 que se inicia o Curso de Defesa Pessoal para Mulheres que irá decorrer nas instalações do Club Desportivo "Os Águias" em Alpiarça.

Esta iniciativa é da responsabilidade da Secção de Defesa Pessoal do Clube e decorrerá nos meses de Fevereiro e Março, sempre às sextas feiras das 20H30 às 22H00.

As inscrições estão abertas até dia 31 de Janeiro.

Alpiarça integra LT- Sociedade Reabilitação Urbana da Lezíria do Tejo

Sociedade de Reabilitação Urbana da Lezíria do Tejo aumenta capital e passa a ser participada por nove Municípios.

Para além de Santarém e Coruche, os dois primeiros municípios fundadores da LT, Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), EM, decorreu na passada 4.ª feira, 25 de Janeiro, na sede da CIMLT (Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo) a assinatura de aumento de capital por parte dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Cartaxo, Chamusca, Golegã e Rio Maior, permitiu que o capital da SRU, passasse dos cerca de 190 mil para mais de 460 mil Euros.
Esta Sociedade de Reabilitação é pioneira no País, porque abarca vários Municípios.
A SRU foi criada pela CIMLT em 2009 sendo inicialmente a LT, Sociedade de Reabilitação Urbana, EM, constituída apenas pelos municípios de Coruche e Santarém, porque só estes dois municípios possuíam um Centro Histórico e uma Área de Reabilitação Urbana aprovados. A CIMLT entretanto procedeu à delimitação das áreas de reabilitação urbana dos restantes Municípios, o que veio permitir a entrada de mais sete municípios, associados da CIMLT, passando a sociedade a contar agora com nove municípios.
O objectivo principal da LT, Sociedade de Reabilitação Urbana, EM, é economizar ao nível dos custos operacionais e ainda promover a criação de uma massa crítica para o fomento da atractividade das operações de reabilitação.
São Competências Principais da SRU:
Licenciar e autorizar operações urbanísticas;
Expropriar os bens imóveis e os direitos a eles inerentes, destinados à reabilitação urbana, bem como constituir servidões administrativas para os mesmos fins;
Proceder a operações de realojamento;
Elaborar estudos e projectos relativos à urbanização ou reabilitação urbana das áreas indicadas;
Seleccionar os investidores com base em critérios preanunciados de entre os quais se destacam: a idoneidade, a capacidade financeira, a capacidade técnica, a qualidade dos projectos de reabilitação, preços e prazos;
Celebrar todos os contratos com as entidades adjudicatárias seleccionadas;
Acompanhar a execução dos projectos e fiscalizar as obras de reabilitação urbana;
Verificar os custos de reabilitação e a certificação dos empreiteiros, criando bolsas de materiais que permitam intervenções a baixos custos;
Definir um plano de reabilitação do espaço público com a valorização das infra-estruturas de proximidade e o apoio à reabilitação privada;
Definir, na área de intervenção, o nível de condições sócio-económicas dos residentes para o desenvolvimento potencial de políticas de subsidiação tarifária;
Adquirir e alienar imóveis no âmbito do programa geral de reabilitação urbana e de gestão de solos;
Propor aos organismos competentes os regimes fiscais e parafiscais especiais, assim como a elaboração de planos e regulamentos.
«CMA»

Passam-se os dias, as semanas, os meses, e não se vê nada feito pelo Executivo

Está a chegar ao fim mais uma semana, e mais uma semana que não há: “Estátua”, que não há “Net no Centro Cívico”, que não há “Ecoturismo”. ....
Agora esta do “Canil” na zona industrial não lembra a ninguém. Com tanto sitio para colocarem os cães, é numa zona industrial sem qualquer condições que querem colocar os animais?
É um “marasmo” que não acaba.
Alguém faça alguma coisa que estou a ficar desesperada com gente tão paradinha. Mudem as pessoas, Mudem a mentalidade, mas Mudem qualquer coisa que assim nem o pai morre nem a gente almoça.

Milhares de pessoas já nem dinheiro têm para pagar água, luz e telefone

As famílias portuguesas têm cada vez mais dificuldades em fazer frente às despesas mensais. Há milhares de pessoas que já nem dinheiro têm para pagar a água, a luz ou o telefone. Em apenas um ano, foram abertos 291 mil processos por parte das empresas para a cobrança de dívidas.
Os dados remontam ainda aos meses entre Abril de 2009 e Junho de 2010, pelo que este ano o cenário pode agravar-se ainda mais, com o aperto fiscal previsto no Orçamento do Estado e que começa a ser sentido já a partir deste mês.
Só as 31 empresas que mais acções instauraram em 2009 foram responsáveis por 104.204 processos que estão a correr nos tribunais, segundo os dados da Comissão para a Eficácia da Execução (CPEE), citados pelo «Jornal de Notícias».
Entre elas estão bancos, seguradoras, instituições de crédito ao consumo e prestadores de serviços públicos essenciais. Em causa estão, na sua maioria, dívidas abaixo dos 500 euros.
«DE»

Ministério da Educação vai analisar encerramento das escolas?


Vanda Luciano,
Antropóloga


Considero preocupante e chocante, o estado em que está a educação. Antigamente, havia “educação”, coisa que as gerações vindouras e mais recentes têm vindo a perder. Muitas vezes culpa de uma sociedade apressada, que quer tudo para ontem e não tem tempo para dedicar e ensinar os mais jovens. È, no entanto, nossa obrigação enquanto pais, cidadãos, professores, políticos zelarmos pelos contribuintes do futuro. Então e se nós formos analisar os cortes que estão a fazer cegamente?
Ameaçam fechar escolas, não arranjam soluções e em vez disso, criam-se mais problemas, mais desemprego. Enfim, ainda me lembro de uma promessa eleitoral que dizia que iam potenciar creches, jardins-escola e mais escolas. Criaram-se mega-agrupamentos, esqueceram-se os mais pequenos, e fica tudo exactamente na mesma.
Todavia, pondera-se encerrar os privados, e vamos colocar os nossos filhos, onde? Os avós trabalham até aguentarem, pois as reformas são de miséria, nós ou trabalhamos ou não comemos, enfim isto é o efeito “bola de neve”. Caminhamos para o abismo?
Pergunto eu, aos nossos representantes: “o que andam a fazer á educação?”. O que andam a fazer aos contribuintes do futuro? Porque nos oneram desta maneira?
Não se admite tamanha pacatez face aos desenvolvimentos das questões da educação, nunca se viu tamanha descrença no sistema, nos professores.
Em conclusão, espero que tomem as rédeas deste ministério, que criem ideias sustentáveis, que sejam inovadores, que se esforcem, porque tudo começa com a educação. Não fechem escolas. Arranjem soluções de outro tipo, cortem nos vossos vencimentos principescos, pagos por nós e invistam no ensino, aqui fica a dica!
NR: Com a publicação deste artigo, Vanda Luciano começa a colaborar periodicamente com JA

Cães vadios em vez de estarem preso no “Canil Municipal” andaram a passear no interior Centro Escolar”

Luis Garrotes, Vereador do PS

Luís Garrotes, Vereador do PS não entende – parte da população também não e muito menos os lesados dos últimos acontecimentos – como certas situações continuam por resolver por mais que sejam debatidas.
É o caso do barulho e desordens constantes no “Centro Cívico”, é a anarquia no estacionamento e velocidade de viaturas no interior do concelho para agora até os cães vadios a passearem no interior do Centro Escolar e «não terem sido expulsos pelo pessoal».
O Vereador debateu em local próprio, na Câmara, a «questão dos cães abandonados para contrapor a versão que o Vereador Mário Peixinho apresentara quanto à informação que lhe fizeram chegar de que existiam vários cães na escola e que nem sempre esse convívio era pacífico, o que assustaria algumas crianças e preocuparia alguns pais».
Pacificamente chegou à conclusão do sucedido porque a presença de cães na Escola B. 2, 3/S, só pode ter acontecido após a «entrada através de algum buraco na vedação junto do Centro Escolar que está a ser construído nesse recinto».
Pelo menos também ficou a saber: se o Canil Municipal tivesse condições e funcionasse da melhor forma os cães não andariam com esta liberdade e muito menos no Centro Escolar.
Mário Peixinho, gostaria de «instalar num terreno da Zona Industrial um ecocentro e as infra-estruturas do canil. Infelizmente esse hectare e meio de terreno é da empresa TEXSA, pelo que não será possível concretizar esta ideia» para tudo continuar na mesma, isto é: os cães continuarem por aí.
Ficou Garrotes mais esclarecido mas sem conseguir que resolvam os vários problemas que teimam em persistir.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As autoridades (GNR) tem sido alertadas sucessivamente para esta situação, no entanto pouco ou nada fazem

Na Rua Silvestre Bernardo Lima, frente aos nºs 48, 50, 54, existe um pequeno parque de estacionamento que foi construído para facilitar o acesso dos clientes aos estabelecimentos lá existentes.
O sinal de trânsito que lá está colocado, permite o estacionamento durante 30 minutos, no entanto é prática habitual, os carros permanecerem lá durante várias horas, prejudicando assim os comerciantes locais.
As autoridades (GNR) tem sido alertadas sucessivamente para esta situação, no entanto pouco ou nada fazem, alegam que não têm meios disponíveis para controlar os tais 30 minutos.
No momento que escrevo este artigo, está estacionado uma viatura (ver foto) pelo 4º dia consecutivo (dia e noite).
Ontem tive o cuidado de avisar a GNR para o facto, não fosse tratar-se de carro roubado. Parece que não, o carro lá continua.
Entretanto foi-me informado que a viatura parece ser propriedade de pessoa importante (ex-autarca) cá do nosso burgo.
Será por isso que a GNR não tomou qualquer posição, nomeadamente mandar proceder ao reboque da viatura?

Falcoaria elevada a Património Mundial

Capoulas Santos, Eurodeputado
do PS e colaborador deste jornal
Foi no Parlamento Europeu (PE) em Estrasburgo esta Quinta-Feira que teve lugar o primeiro de uma série de eventos internacionais a realizar em vários países durante 2011 para celebrar a elevação da falcoaria a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
“Esta classificação pela UNESCO vem reconhecer como acto cultural um método de caça ancestral, sustentável, que apenas confirma que a caça e os caçadores podem e devem contribuir para a preservação das espécies e a defesa do ambiente”, declarou Capoulas Santos, na qualidade de Vice-Presidente do Intergrupo Caça Sustentável, Biodiversidade, Actividades Rurais e Floresta, no âmbito do qual foi promovida esta iniciativa.
O evento contou com a participação de destacadas figuras, entre as quais, a Presidente do Intergrupo, Véronique Mathieu, a Vice-Presidente do PE, Rodi Kratsa-Tsagaropoulou, o Presidente do Partido Popular Europeu, Joseph Daul, o Presidente da Associação Internacional de Falcoaria (IAF), Philippe Justeau, o Presidente da Federação das Associações de Caça e Conservação da União Europeia (FACE), Gilbert de Turckheim e o Presidente do Comité da UNESCO para o Património Intangível da Humanidade 08/09, Awadh Saleh.

“Planos Municipais de Segurança Rodoviária são prioridade”


O Fórum de Segurança e Prevenção Rodoviária promovido pelo Governo Civil de Santarém, e realizado no seu Salão Nobre no dia 24 de Janeiro de 2011, concluiu pela máxima importância e urgência, na aprovação dos “Planos Municipais de Segurança Rodoviária”, cujos critérios de elaboração foram já divulgadas pelo governo.
Segundo a Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, “estes planos deverão ser implementados o mais rapidamente possível, sobre o território e os constrangimentos que são conhecidos. Os planos rodoviários deverão ser harmonizados entre municípios pela intervenção das comunidades intermunicipais, por forma a corresponderem às necessidades concretas do “concelho”, mas assentes em critérios globais. Pretende-se com isso facilitar o acesso a comparticipações financeiras com maior viabilidade para os municípios. Por outro lado a harmonia entre planos permitirá que no atravessamento do território do distrito não sejam notadas diferenças entre concelhos na política de Segurança e Prevenção Rodoviária”, afirmou.
No Forum foi ainda discutida a acessibilidade e a mobilidade reduzida de alguns e de todos os cidadãos.
Na reflexão foi reafirmada a disponibilidade do Governo Civil, em se constituir como parceiro de todas estas entidades que participam no desidrato comum da prevenção da sinistralidade rodoviária, com os dados disponíveis das forças de segurança.
Um dos instrumentos que pode contribuir para o avançar destes planos municipais é o Sistema de Georeferênciação do Governo Civil que disponibiliza um conjunto de informação fundamental para a execução dos mesmos.
O Fórum foi composto por dois painéis de discussão, “Segurança nas Estradas” e “Prevenção & Mobilidade”, tendo participado diversos oradores: Paulo Marques, Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, TC Pereira Leal do Comando Operacional Nacional da GNR, Comissário João Pinheiro da Divisão de Transito de Lisboa – Direcção Nacional da PSP, Alcindo Cordeiro, Director Regional das Estradas de Portugal, António Torres, Administrador Delegado da CIMLT – Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo, Fernanda Asseiceira, Presidente da Câmara de Alcanena e Ernesto Carvalhinho, especialista em Acessibilidades.
Os painéis foram moderados pelo Chefe de Gabinete da Governadora Civil, Carlos catalão e pelo Adjunto Nuno Antão.
A Governadora Civil abriu o Fórum e no final apresentou as conclusões.
Por motivos de última hora na agenda do Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, não foi possível a sua presença no encerramento.
«GI/GCS»

Vereadora Regina Ferreira desconhecia protocolo assinado pela Câmara

Regina Ferreira, Vereadora do PS
A Vereadora do PS, Regina Ferreira por desconhecer o conteúdo do protocolo que a Câmara assinou com a empresa TEXSA solicitou o acesso ao mesmo mas não foi esclarecida no momento e como desejava.
Interpolando o presidente da autarquia ficou a saber que Mário Pereira tomou nota para que seja «enviada cópia do documento» a fim da Vereadora Regina Ferreira fique informada e tome conhecimento do conteúdo, não com a antecipação que desejava mas em conformidade com o despacho do autarca.
A TEXSA é uma empresa especialista no mercado de impermeabilização e pioneira na fabricação de mantas asfálticas

Mais de 60 escolas com contrato fechadas pelos pais dos alunos

Ramiro Marques
É disto que o Governo, o ME, os sindicatos e os partidos políticos da esquerda parlamentar têm medo: luta a sério, nas ruas, não pastoreada pelos de sempre que, no aconchego dos gabinetes, se encontram a salvo da crise.
Mais de sessenta escolas com contrato de associação fecham hoje as portas. São os pais, em solidariedade com os professores ameaçados de despedimento e redução de salários, que lideram os protestos.
Fazem aquilo que os pais e os professores das escolas estatais não são capazes de fazer porque têm medo e estão domesticados.
A ministra da educação ameaça com a transferência forçada dos alunos para outros colégios ou para as escolas do Estado. Em desespero, o Governo substitui-se aos pais dos alunos e ameaça colocar o aparelho repressivo ao serviço da estratégia totalitária que vem asfixiando a escassa liberdade de escolha das escolas existente em Portugal.
Depois de o Governo ter domesticado os professores das escolas estatais, colocando uns contra os outros e premiando, com uma ADD vergonhosa, os ousados, os descarados e os medíocres, volta-se agora para as escolas privadas mais vulneráveis: as que exercem serviço público e servem alunos de menores rendimentos.
O objectivo é claro: domesticadas as escolas estatais, é a vez de vigiar, punir e controlar as escolas particulares que ousam ter projectos educativos não tutelados pela burocracia iluminada que capturou o Ministério da Educação.
É por isto que a luta dos pais dos alunos dos colégios com contrato é um combate decisivo pela liberdade. Quem não compreende esse combate, coloca-se ao lado dos inimigos da liberdade.

O desaire da ex-candidata Sónia Sanfona e os médicos cubanos

Sónia Sanfona, ex-candidata do PS a Presidente da
Câmara Municipal de Alpiarça 
O leitor e comentarista, diz e bem, que os «dois médicos» (cubanos) só vieram «para Alpiarça porque uma candidata deputada (Sónia Sanfona) queria ganhar as eleições».

Na verdade assim foi, porque mais nenhum candidato foi capaz de fazer e muito menos utilizou outros meios para que Alpiarça tivesse mais médicos, que na altura, das eleições autárquicas, bem necessários eram para que houvesse uma melhore prestação de saúde.
É para dizer: com a derrota da candidata socialista quem ficou a ganhar foram os alpiarcenses nomeadamente os utentes do Centro de Saúde, que com o azar da actual governadora foram beneficiados e de que maneira.
Se tivermos em conta que só em Salvaterra de Magos existem 7000 mil utentes sem «médico de família» continuando a faltar «18 a 20 médicos para garantirem um atendimento regular na área de acção da ACES Lezíria (Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria)» Alpiarça e os alpiarcense foram e continuam a ser uns privilegiados mesmo que o objectivo (trazer os médicos) de Sónia Sanfona fosse convencer os eleitores que a sua iniciativa se destinava a beneficiar toda a população.
Se conseguiu, o que na altura quase era impossível, esta concretização muito mais conseguiria levar a efeito se ganhasse as eleições.
Para azar de Sónia Sanfona a sua “mensagem” não passou e muito menos foi compreendida.
Perdeu as eleições mas os alpiarcenses “ganharam” dois médicos e a população continuam a ter assistência médica, por enquanto….
Saiba mais em: Faltam 20 médicos no “ACES/Lezíria” excepto em Alpiarça onde o problema está resolvido




Despedir passa a custar no máximo 12 meses de salário

Novo tecto para as indemnizações só afecta novos contratos de trabalho. Na prática, significa que só daqui a 18 anos produz efeitos.
O Governo vai reduzir o valor das indemnizações a pagar em caso de despedimento dos actuais 30 dias por cada ano de trabalho para 20 dias. Além disso, o valor da compensação, que até agora não tinha qualquer limite, passa a ter um tecto máximo de 12 meses de salário.
A proposta do Governo, que foi ontem apresentada aos parceiros sociais na concertação social, é válida apenas para os novos contratos de trabalho, sejam eles contratos permanentes ou a prazo.
Quanto aos contratos a prazo por cada mês de trabalho, a pessoa que for despedida terá direito apenas a 1,66 dias de trabalho, quando actualmente recebe dois ou três dias por cada ano (ver texto ao lado). Recorde-se que o patronato defendia mesmo o fim das compensações nos contratos a termoÉ ainda fixado um limite ao valor das indemnizações, que não poderá exceder 12 meses de salário base mais diuturnidades (benefício por antiguidade no posto de trabalho). Por exemplo, um funcionário com 20 anos de casa tem actualmente direito a uma indemnização correspondente a 20 meses de salário. Com a proposta do Governo, passará então a existir um limite de 12 meses no pagamento desta compensação. Este era, aliás, o tecto proposto pelas confederações patronais.
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