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domingo, 30 de novembro de 2014

Inauguração da XXI Feira do Livro de Alpiarça

 29 de Novembro de 2014


«CMA»

Reunião da Câmara Municipal de Alpiarça de 28-11-2014 em Video

XX Congresso Nacional do PS!

Mesmo depois de muitas horas de trabalho mantemos a alegria de quem sempre defendeu a liderança de António Costa! Conseguimos!!!




De: Miguel Sá Pereira

Aldeia Avieira da Barreira da Bica

Por: Lurdes Véstia

     
         Mulheres Avieiras da Azinhaga, Golegã, de regresso a casa depois da venda do peixe

A Barreira da Bica, na foz do rio Alviela, encontra-se a cerca de dois quilómetros de Vale de Figueira, no concelho de Santarém, local onde se estabeleceu, durante décadas, uma colónia de pescadores Avieiros.
Ao local chamaram Barreira da Bica, pelo facto de existir, como hoje ainda existe, uma fonte de água pura vinda da encosta. A aldeia chegou a ser constituída por 28 barracas, adega, um forno comunitário (ainda existente) e os galinheiros que apenas guardavam os coelhos, visto que as galinhas viviam em plena liberdade. Por variados factores, como a poluição do rio Alviela, foi-se dando o abandono da aldeia até à desertificação total. A aldeia foi morrendo, sem gente, com as casas abandonadas, e com os barcos e apetrechos ao abandono no areal.
“Elizabete da Bica”
Elizabete nasceu em 1932, em Salvaterra de Magos, quando os seus pais, andavam na pesca do sável, mas foi em Vale de Figueira (Barreira da Bica) que foi registada. "Vivíamos numa casa de madeira com estacas ao pé do rio Alviela".
Uma pescadora que bem cedo conheceu a dureza do trabalho no campo, desperdiçando a infância para ajudar a família de nove irmãos. Aos 21 anos casou com J. C., que também trabalhava no campo, e decidiram abandonar o trabalho na terra que não lhes pertencia e ir ao chamamento do Tejo, seguindo o exemplo dos pais.
Passaram muitas dificuldades "Foi uma vida muito dura". "No verão, dentro do barco, era um calor insuportável. No inverno, um frio de gelar".
Engravidou um mês depois de casar e até dar à luz, continuou a viver dentro do barco no rio. Depois do parto, passou um mês em terra com o bebé nos braços, para criar. Quando o filho completou 6 anos de idade, Elizabete e J. decidiram mudar de vida e assentar em terra. O menino tinha que ir para a escola e o barco tornava-se cada vez mais pequeno e inóspito para servir de lar. Além disso, a saúde de Elizabete exigia cuidados acrescidos pois havia contraído uma doença pulmonar.
Construíram, com as suas próprias mãos, uma barraca de madeira na aldeia Avieira da Barreira da Bica, à beira Tejo, com o pouco dinheiro que conseguiram amealhar na dura vivência de pescadores.
Tiveram mais um filho, que em bebé revelava uma saúde débil. O casal não abandonou o barco. Continuou a dedicar-se à pesca e entregar-se á cansativa faina do dia-a-dia. Uma tempestade destruiu-lhes a barraca onde viviam e tiveram que construir outra.
Mais tarde, depois dos filhos criados, J. decidiu comprar um pedaço de terreno e construiu uma casa em Vale de Figueira. A vida melhorou significativamente e Elizabete não mais deixou a sua casa. Passados anos J. C. morreu afogado no Tejo ao tentar salvar das águas o velho barco, num dia de fortes chuvadas.
A história de Elizabete
A narração de “Elizabete da Bica” foi marcada por momentos de alguma confusão no discurso, no entanto as memórias foram surgindo e a história revelou-se plena de significações. Percebe-se que a história de vida de Elizabete se confunde com a de tantas outras mulheres que vão substituindo o papel de filha pelo de mãe e mais tarde pelo de avó. A história de Elizabete fala de uma mulher com fortes vínculos ao lado feminino da família, herdando dele o seu papel de cuidadora e zeladora das maleitas e mal-estar da família: (...) a nha mãe e a nha avó é que ensinavam isso tudo à gente (…) Já não consigo arrebanhar... depois rezava-se um Padre Nosso e uma Avé Maria... a nha avó sabia muito bem rezar. Ela era da Vieira, elas iam à missa e sabiam a dótrina. Ela sabia todas as rezas e sabia todas as coisas... Sabia o pé retorcido, o cóbrão... mas isso ainda eu faço também...”
Já no seu papel de avó, Elizabete, conta a história de uma mulher envelhecida partindo da comparação e consideração entre o passado e o presente: (…) Já tenho dito a uma neta que aí tenho, com 12 anos, “na tua idade eu já estava farta de trabalhar, em casa e tudo” . A nha mãe ia fazer a venda dela e eu fazia tudo em casa. Eu e outra irmã minha”.
O dia-a-dia narrado por Elizabete resultou na construção de três fortes grupos temáticos: as relações familiares, as práticas religiosas e o papel da mulher dentro da comunidade.
Relações familiares: Elizabete socorreu-se de vários personagens da família para falar de si. Elizabete fala da morte para designar as relações de parentesco com a pessoa morta e para se relacionar com ela: “Não conheci os mês avós porque o pai da nha mãe morreu afogado no mar e o pai do mê pai...quando o mê avô morreu a nha avó ficou grávida do mê pai. Nem ele conheceu o pai. A nha mãe era C. e o mê pai M. Eu sou prima carnal do mê marido. O mê sogro chamava-se A. C. e a nha sogra era E. F., ela não sabia o nome porque ficou sem mãe de pequenina e toda a gente a chamava de E. P. Mas ela na era E. P., era E. F. A nha mãe deixou uma irmã na Vieira. Na Vieira ainda lá há família. A família do mê pai era B”.
LV: B. há também em Alpiarça, no Patacão...
E: É tudo da nha família...
Ou ainda: (…) os pescadores de antigamente eram todos da Vieira... pois!... o mê avô morreu afogado lá no mar... foram treze de uma vez que morreram e o mê avô coitado nunca mais apareceu. Ópois a nha avó veio cá para o Tejo. Elas faziam uma safra lá no mar da Vieira e depois quando estava melhor cá vinham pra cá. Ópois acabaram por ficar, ficou cá ela e pronto! ficou cá muita gente. A nha avó ficou viúva com cinco filhos e ópois casou outra vez com outro homem... pronto! E era assim...”
Outro aspecto observado foi a comparação que é feita, durante o decurso da narração, entre os personagens da família e os demais: “O mê pai gostava muito de trabalhar e a nha mãe. Foi fome, mas a gente nunca passámos fome. Lá ao pé da gente havia muita gente que passava fome. Porque o mê pai e a nha mãe iam vender o peixe a Alcanhões, outra vez a Alpiarça, era onde calhava. E quando a nha mãe vinha, já tínhamos almoçado. Ê arranjava uns peixes, a gente tínhamos sempre uns roibaquinhos, arranjava aquilo de caldeirada, outras vezes sopas e batatas. Pronto!, a gente comíamos e criámos bem. Os mês irmãos era tudo gente grande, eu é que era mais baixa. Nunca passámos fome. Porque o mê pai era muito corajoso, mas havia daqueles que não se tiravam ali de pé de casa... pois! Eu sei!”
Este método de falar de si através das relações familiares evidencia a construção da sua identidade dentro destas relações. Ora semelhança ora diferença, Elizabete vai-se colocando como mãe, filha, irmã e neta dependendo das relações que mantinha com os personagens que com ela conviviam. 
No quadro das relações interpessoais Elizabete falou ainda na sua história deviolência doméstica, na falta de respeito nas relações entre homem e mulher, situação que era sentida e consentida em muitos lares Avieiros.
LV: Mas quem mandava lá em casa?
E: Dentro do barco eles respeitavam a gente e até gritávamos ordes…mas em casa…olhe lá… antes se uma mulher fosse a buscar o home à taberna, ia a levar porrada até casa….era uma ofensa muito grande!!!
LV: Eram as mulheres sempre que vendiam o peixe? Eram elas que geriam o dinheiro em casa ou eram os homens?
E: Eram elas. Eram as mulheres.
LV: E quando os homens precisavam de dinheiro para qualquer coisa?
E: Eles pediam às mulheres, pra fazer a barba...
E depois:
LV: Mas havia muita violência doméstica?
E: Ora…havia aquelas que levavam todos os dias !!! O mê hóme deu-me muitas vezes e às vezes até me dizia “Ó Elizabete amanhã levas mais!!! Porque sempre que te bato no outro dia matas mais uma galinha” ...Era assim…felizmente já não é.
Ao falar sobre a violência doméstica, sentida por tantas mulheres Avieiras, Elizabete espelha a divisão entre géneros, no qual o homem é reconhecido como tendo mais poder social do que a mulher que consegue aumentar o espaço para gerir as suas tarefas sociais mas não mudar a sua identidade.
A mulher Avieira revela-se-nos assim como indefesa, aceitadora das agressões, resignada e votada ao silêncio.
Práticas religiosas: Durante toda a narrativa Elizabete deixou bem clara a importância das práticas religiosas entre a comunidade Avieira. As crenças/ritos revelam aqui, positiva ou negativamente, a integração social, a influência dos laços familiares, os valores vigentes, a relação comunitária, entre outras. Na origem destas expressões populares pode-se, de facto, descobrir a consciência dos limites humanos perante forças transcendentes e a necessidade de dar sentido, apoio e organização à vida humana, sobretudo em alturas de perigo ou nos momentos cruciais da vida. Espelham, portanto, os anseios, os sofrimentos e as esperanças dos pescadores Avieiros.
 LV: Nessa altura não frequentavam muito a igreja, como é que era?
E: Na, na frequentávamos.
LV: Vocês nunca iam à missa?
E: Nunca íamos lá. Chegaram a ir lá fazer missas campais, na sei se já era casada ou se ainda era solteira. Até lá iam padres que andavam ainda no Seminário fazer missas campais. Iam lá ao pá da barraca do mê compadre Albertino fazer as missas campais.
LV: Tirando as missas campais, nem por mortes, nem por casamentos, nem por nascimentos os padres lá iam...Todos eram baptizados?
E: Todos.
LV: O senhor padre costumava vir aqui?
E: Na, vinha a gente lá.
A actividade piscatória e a ajuda divina: A actividade piscatória é o ser e o ter destas comunidades e o seu fruto dependia quer do esforço de cada um quer também da vontade dos “deuses”. O dia-a-dia era marcado por actos e atitudes que remetiam, muitas vezes, para o transcendental. Num universo povoado de medos e angústias, as forças malfazejas assumiam um papel importante.
Para enfrentar os temporais e as trovoadas recorriam a “receitas” verbais. Estes ritos evocam, comummente, acontecimentos sobrenaturais ligados à origem do mundo ou da própria religião.
Isto nos demonstra Elizabete:
LV: Vocês conheciam algumas daquelas rezas, a Santa Bárbara ou a S. Gerónimo?
E: Cantava muito isso...a nha avó é que ensinava isso tudo à gente...
Santa Bárbara se alevantou
Seu pé direito calçou...
Nosso Senhor (ou Nossa Senhora) encontrou...
Onde vais Santa Bárbara?
Vou espalhar a trovoada...
Santa Bárbara bendita
No céu está escrita...

Durante a entrevista e pelas palavras de Elizabete, ou até nos silêncios, sente-se que, em alguns momentos da sua vida, sentiu cansaço pelos diversos papéis sociais a que esteve obrigada. Este cansaço deveu-se sobretudo à dupla jornada de trabalho que Elizabete executava, pois para além das vulgares actividades domésticas, ela assumia o trabalho fora de casa e principalmente o trabalho nocturno da actividade

Trabalhos de limpeza da estrada do Campo entre Alpiarça e a Tapada (Almeirim).

Serviços do Município de Alpiarça



«CMA»

Perfil de António Costa. Vem aí o maior puzzle da vida de Babush



Babush no dialecto concani (de Goa) é menino em português, mas no vocabulário da família do novo líder do PS quer dizer António, António Costa. O menino tem 53 anos, assume hoje a liderança do PS e já é o candidato do partido a primeiro-ministro, mas ao tio materno continua a "não dar jeito" chamar-lhe António, mesmo quando estão em público. A relação entre os dois é tão próxima que adoptaram uma estratégia e ao "camarada-tio" que ouve ao seu sobrinho Jorge Santos responde agora "camarada-sobrinho". Com conotação política, pois, que a política é o incontornável nome do meio de toda a família, tanto da parte do pai como da mãe de António Costa.
Nasceu em Julho de 1961 em Lisboa. Entrou na adolescência em plena infância da democracia. Filho do escritor, publicitário e comunista preso várias vezes pela PIDE Orlando da Costa e de Maria Antónia Palla, jornalista, opositora ao regime, feminista e socialista (afastou-se do partido em 2006). Este contexto podia ter dado num percurso político muito diferente para António Costa? Dificilmente.
"Nasci de esquerda." A afirmação saiu-lhe numa entrevista publicada em 2009 no "Jornal de Negócios", mas a verdade é que o novo secretário-geral do PS foi sempre mais moderado que os pais, ou até o tio. "Eu era muito mais radical do que ele e um dia, na casa dos meus pais, tomei uma posição radical de esquerda numa discussão com a minha mãe a seguir ao 25 de Abril. Ele achou que eu tinha faltado ao respeito à avó e cortou relações comigo. Por escrito!" O episódio é contado, entre risos, por Jorge Santos ao i.
António teria entre os 15 e os 16 anos quando escreveu uma carta ao tio - que descreveu como "uma figura muito importante" na sua formação - indignado com a atitude. Jorge Santos levou--o a sério e respondeu com igual formalismo, por carta. A zanga passou depressa. Hoje em dia as fúrias de António Costa são mais audíveis. E não são raras no trabalho. Se o interlocutor não for útil na resolução do problema, o enfado transparece na cara do socialista. Costa é impaciente quando as coisas não correm ao ritmo que quer, grita, enfurece-se muito, e depois passa. Não é de pedir desculpa depois destes momentos e a paz com o alvo da sua ira reconquista-a de forma indirecta, com um elogio sobre outra coisa qualquer, por exemplo.Advogado, tropa e professor "Tenacidade, capacidade de trabalho e rigor." São as três características que Vera Jardim encontra no lado profissional de António Costa. Viu, com Jorge Sampaio, o jovem licenciado tornar-se advogado. Mal saiu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Costa estagiou no escritório em que os dois socialistas eram sócios do seu "camarada-tio".
Foi no final da década de 80, numa altura em que dava aulas na faculdade (Constitucional). Vera Jardim lembra que a dada altura António ainda acumulou a tropa, já que só cumpriu o serviço militar no final na licenciatura, tinha 27 anos. Depois da recruta, em Tavira, foi colocado na secção de Justiça do quartel-general da região de Lisboa, em São Sebastião. O escritório era próximo, na Duque d'Ávila, e "havia facilidade em deslocar-se", conta Vera Jardim que lamenta a saída de Costa: "Teria feito uma grande carreira de advogado. "Como estagiário era pau para toda a obra, apesar de ser o direito público que mais lhe agradava. "No estágio fazia-se de tudo, na altura o trabalho na especialidade não começava tão cedo", diz Vera Jardim que recorda o caso que "marcou mais" o agora líder do PS. Vuvu Grace, uma jovem zairense, e a sua filha Benedicte de seis anos chegam a Lisboa para visitarem o marido e pai. Ficam retidas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no aeroporto por falta de bilhete de regresso. A defesa de Vuvu foi assumida por Vera Jardim e António Costa, com o Ministério Público a defender o repatriamento.
O PS tratou de trazer para a ribalta mediática o caso que os dois advogados ganharam.A meio dos anos 90, Jorge Sampaio ainda tentou convencer Costa a manter a actividade profissional no escritório, mas o bichinho da política puxava por ele e António precisava de mais tempo para lhe dedicar. Por essa altura deu-se a escalada política: era deputado na Assembleia da República (entrou em 1991), vereador na Câmara de Loures (eleito em 1993) e membro da direcção do PS (desde 1986). Em 1995 chegou a secretário de Estado, passando da mão de Sampaio para a de António Guterres com quem chegou a ministro, primeiro dos Assuntos Parlamentares e depois da Justiça. Foi eurodeputado por uns meses, eleito em Junho de 2004, e em Março de 2005 foi chamado por Sócrates para ministro da Administração Interna. Saiu em 2007 para Lisboa, até hoje.
O PS
Em 1975, com 14 anos, Babush diz aos pais que vai inscrever-se no Partido Socialista. O secretário coordenador da Juventude Socialista era Alberto Arons de Carvalho, um jornalista, tal como Maria Antónia Palla. É a mãe de António que lhe conta a novidade e Arons lembra-se de o ter acompanhado na sua entrada. "Estava lá quando ele chegou" à sede da Jota, em São Pedro de Alcântara, para se inscrever. Entrou cedo na arena política, mas isso não espantou a família."Tinha discussões homéricas com o pai", militante comunista, recorda Jorge Santos. "Sempre com enorme respeito mútuo. Mas não eram discussões de pai para filho, eram de comunista para socialista", detalha. Durante toda a infância, na casa dos avós maternos, classe média alta, havia um jantar semanal sempre marcado por acesos debates. "Foi criado neste ambiente de confrontação, mas entre pessoas que eram muito unidas", diz o tio que nunca estranhou o percurso político do "camarada-sobrinho": "O caldo de cultura dele foi de uma família republicana, oposicionista ao regime."No bairro Cresceu em Lisboa, sempre na zona do Bairro Alto, onde vivia com a mãe. Os pais separaram-se logo no seu primeiro ano de vida e António Costa até já admitiu, em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, "ter tido a sorte de terem estado separados. Deu-me a oportunidade de ter cada um deles em exclusivo". O pai, que morreu no início de 2006, Costa descreveu-o como "reservado e afável". E a mãe? "É a extroversão em pessoa."Há uma semana, quando venceu as directas do partido, um dos primeiros abraços foi para Maria Antónia Palla. A cumplicidade cimentou-se sobretudo nos nove anos (entre os quatro e os 13 de António) em que viveram apenas os dois, mas são espíritos bem diferentes.
O socialista é reservado e até se descreve como um "tímido" que se "horroriza" em meter conversa com desconhecidos, em campanha por exemplo. Tem dezenas delas no currículo, mesmo na primeira linha, mas mantém este desconforto.Com a mãe já não debate política há anos. Foi tenso o ano de 2006, em que António era número dois de José Sócrates no governo que acabou com a Caixa dos Jornalistas. Maria Antónia era a presidente e travou uma luta contra o ministro da tutela, Vieira da Silva. Perdeu e saiu da Caixa em 2007, rompendo com o PS. Sem saber manteve-se militante, mas gostava mais de ter votado no filho na condição de simpatizante nas primárias de Setembro. "No fundo, no fundo, votaria sempre no António", disse em Outubro numa entrevista ao i onde deixou a porta aberta a dar uma nova oportunidade ao PS: "A partir de agora veremos." Não foi uma mãe exigente, cobradora de estudos e regras. Os tempos, e também o contexto dos pais de António Costa, eram de uma linha pedagógica de maior liberdade e responsabilidade individual. Maria Antónia era sobretudo a mãe que espicaçava a curiosidade e o espírito crítico do filho, sugerindo livros, música, levando-o a exposições e sobretudo a viagens. Antes do 25 de Abril, aos 12 anos, foram a Milão e, chegados ao hotel ao fim da tarde, deram conta de uma manifestação solidária com Salvador Allende (derrubado por Pinochet) e foram.Em casa de família ou amigos, Babush cruzou-se sempre com a elite intelectual e cultural da época. Encontrava Sampaio, António Arnaut, Vera Jardim na casa do tio, e através da mãe convivia com Isabel do Carmo, figuras ligada às artes, como José Ernesto Sousa ou Marcelino Vespeira. E também jornalistas, colegas de Maria Antónia, como Rogério Petinga, Alfredo Cunha, Augusto Abelaria. Depois de sair do Jardim Infantil Luso-suíço, António Costa fez o ciclo preparatório numa secção da escola Francisco Arruda que abriu no Conservatório Nacional, tinha um modelo de ensino avançado para a época. Com o 25 de Abril a secção sai do Conservatório e a sua directora, a pintora Isabel Laginhas, é saneada.
Nas ruas corria a Revolução e na escola correu "a justa luta do Conservatório", como ficou conhecido na família de António Costa aquele que foi o seu primeiro acto politizado, tinha entre os 12 e os 13 anos. Os alunos ocuparam o Conservatório, houve chuva de pedras, intervenção do COPCON e decidiram chumbar esse ano. Um ano depois, o "Caso República" opôs comunistas e socialistas na redacção do jornal "República". A esquerda deixou de estar do mesmo lado, na cabeça de António. "Essa ruptura que aconteceu na esquerda portuguesa entrou com muita força na minha vida", disse na entrevista já citada.primeiras revoltas Não era brilhante, mas nunca foi mau aluno. Era disciplinado e sobretudo autónomo. Vivia protegido num universo que se fazia entre a redacção do "Século Ilustrado", onde trabalhava a mãe (e onde António Costa chegou a ter uma coluna de crítica de televisão aos 10 anos), a casa dos avós maternos e a casa da mãe onde uma empregada (que ficou com a família 40 anos) apoiava Maria Antónia. Tudo na mesma zona de Lisboa. Nas deslocações em trabalho que levavam mais tempo, a jornalista deixava António com a sua mãe. Era também na casa dos avós que ficava sempre uma semana no Verão, com as duas primas, na viagem anual que o tio Jorge fazia a Paris. "As minhas filhas gozam. Dizem que o Babush é o filho que eu nunca tive."
Jorge Santos é reformado do Banco de Portugal, onde foi consultor jurídico e acompanhou, ao nível técnico, a adesão de Portugal à CEE e, mais tarde, os trabalhos de adopção da moeda única. Diz, orgulhoso, que é dos poucos que António Costa nunca deixa sem resposta e, por vezes, é chamado até a fazer ponte de informação entre a irmã e o sobrinho."O que o tira do sério - e isto acho que herdou de mim - é que não tem paciência quando uma solução é evidente e tudo emperra para lá chegar." A avaliação do tio é confirmada pelos que com ele trabalham. Miguel Alves foi adjunto de Costa no Ministério da Administração Interna e, depois, na Câmara de Lisboa. "Percebi que com ele não bastava a primeira resposta, porque ele interpela a partir daí. Um diálogo de trabalho com o António Costa é como um jogo de xadrez, temos de pensar logo na jogada seguinte", descreve o socialista que é hoje presidente da Câmara de Caminha.
É visto como alguém que se prepara bem para qualquer reunião ou encontro. E apesar das fúrias nas situações mais triviais, "nos momentos de grandes decisões está normalmente calmo", diz Miguel Alves. Aí torna-se impossível perceber o que lhe vai na cabeça, apesar de, na preparação da decisão, ouvir muita gente. Foi assim no início de 2013, na primeira crise com a liderança de Seguro. Só já quase na hora H é que disse aos mais próximos que avançava contra o líder e já durante um reunião da Comissão Política do PS reponderou e recuou. Sozinho.Só no primeiro ano do ciclo preparatório é que a mãe o inscreveu na escola, daí em diante fê-lo sempre por si. Também era sozinho que, quando era pequeno, fazia a mala para ir passar os fins- -de-semana a casa do pai. Orlando da Costa foi uma presença constante da vida do filho, sendo visita assídua da casa da ex-mulher onde até passou o seu último Natal. Aos 17 anos levou António pela primeira vez a Goa, com a nova mulher e o outro filho, o jornalista Ricardo Costa. Foram passar o Natal.
A origem brâmane (a casta mais alta da Índia) não é assunto de relevo para António, o seu contexto é marcadamente português. Prova disso é que para essa viagem com o pai, a mãe até lhe sugeriu que levasse um livro do prémio Nobel indiano Rabindranath Tagore para se ambientar. António preferiu levar "Os Maias".Casou aos 27, saído da casa da mãe. Conheceu a mulher, Fernanda Tadeu, no liceu Passos Manuel, mas só namoraram mais tarde. No tempo da faculdade, Costa era descrito pelos colegas como "romântico e apaixonado/Mas não sabia bem por qual" (ver ao lado). Está casado há 27 anos, tem dois filhos (Pedro e Catarina).
Dizem que gosta de roupa, sobretudo sapatos, gosta de jogar ténis, cozinha, visita frequente o mercado de Alvalade para a preparação das empreitadas gastronómicas. Tem uma fixação: puzzles. De milhares de peças. Está a par da novidades nas lojas da especialidade, encomenda o que está para sair. Sempre complicados. O mais complexo de todos vai começá-lo hoje na FIL de Lisboa.
«Jornal i»

Desemprego nacional vai cair mais que o previsto

O desemprego vai descer mais do que se previa há um mês, diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No estudo sobre as perspetivas económicas dos países mais ricos (Economic Outlook),  a OCDE reafirma em traços gerais o diagnóstico que fez sobre Portugal no final de Outubro, aquando da apresentação do relatório específico sobre Portugal, mas considera que há margem para o desemprego descer mais do que o esperado.
De acordo com as novas projeções, a taxa de desemprego vai descer de 13,7% da população ativa este ano para 12,8% no próximo e 12,4% em 2016. Há um mês, as previsões eram 14,1%, 13,3% e 13%, respetivamente.
O Governo, no OE/2015, espera 13,4% de desemprego no ano que vem.
A OCDE mantém o ritmo da retoma, com a economia a avançar 1,3% no ano que vem e 1,5% em 2016, dinâmica que será suportada pelas exportações líquidas ao contrário do que sucederá este ano, em que as trocas comerciais até prejudicaram o PIB. O consumo público será a única variável do PIB em contração, mas menos do que se estimava há um mês: cairá 0,8% em 2015 em vez de 1%.

No entanto, a OCDE repete uma série de avisos. Diz que o desemprego, embora desça, continua em níveis "elevados, colocando travando aumentos de salários e de preços". A retoma será "lenta".
«DV»

sábado, 29 de novembro de 2014

Os favores políticos

Por: António Centeio/JA

Lembro-me muito bem de quando a “Construtora do Lena, Lda.” veio para Alpiarça iniciar as obras da “Rede de Esgotos”.
E lembro-me de que nem camionetas tinha para transportar a terra que saía das valas. Valeu-lhe  a disponibilidade dos transportes de muitos alpiarcenses, que a troco dos respectivos custos, disponibilizavam  os seus veículos para levar a terra, onde até nem faltaram  carroças. O que era preciso era a terra sair de onde estava a ser retirada.
As mais diversas máquinas também eram poucas e as existentes pouco lhes faltava para caír aos bocados.

Alpiarça estava a crescer e a começar a ter outras condições. 
 A “Rede de Esgotos” era uma delas.

Aos poucos a “Construtora do Lena, Lda.”  tornava  Alpiarça mais moderna  enquanto ao mesmo tempo a própria empresa, que na época  parecia uma “empresa de vão de escada” também crescia  e modernizava-se como aumentava o seu “parque de viaturas” com excelentes camionetas de grande tonelagem para além da qualidade da sua prestação de serviço.
Não passaram muitos anos para que a “Construtora do Lena, Lda” deixasse de ser uma empresa de província para passar a ser a “Construtora do Lena, SA” transformando-se depois no enorme “Grupo Lena” que pouco lhe faltou para fazer parte do “capital social” de tudo que fosse empresa.

As 'luvas' da Corrupção

Pensava eu que este crescimento brusco e “sólido” era fruto de trabalho e de muita dedicação da empresa leiriense e de quem nela trabalhava.
Na minha frente, tenho um semanário (Sol) que em “letras garrafais” anuncia o seguinte:

Boa parte dos 20 milhões de Sócrates serão ‘luvas’ pagas pelo grup0o Lena, do qual o amigo (de Sócrates) era administrador.”;
No período em que Sócrates foi primeiro-ministro, o grupo Lena passou de empresa regional a ponteado da construção civil, chegando à Venezuela.”;
Os contratos do grupo Lena cm o Estado português ascenderam a muitos milhões, e incluíram Parque Escolar, PPP rodoviárias e TCV…”.

Lendo o restante “conteúdo” no interior do semanário referente às “ LUVAS DA CORRUPÇÃO” para com o então primeiro-ministro José Sócrates só posso concluir que este país esteve entregue a uma “cambada de bandidos e de corruptos”.
Agora compreendo como empresas tipo “Lena” e outras cresceram tão facilmente para actualmente estarem a desmoronar-se como um” baralho de cartas”.

Só me resta saber é quantos milhões  ganhou o “Grupo Lena”,   e outros, para poder  dar como   “luvas” 20 milhões de euros  a um primeiro-ministro?

ÚLTIMA REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA

REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA REALIZADA NO DIA 28 DE NOVEMBRO DE 2014, NO AUDITÓRIO DOS PAÇOS DO CONCELHO


Estiveram presentes os seguintes membros do executivo: Mário Pereira, Presidente; Carlos Pereira, João Arraiolos, Pedro Gaspar e Francisco Cunha, Vereadores.

PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA

O Presidente da Câmara e os Vereadores intervieram sobre assuntos de interesse municipal.
Acta n.º 10/2014 - dia 23/05/2014 – Revogação da deliberação tomada na reunião de Câmara do dia 31 de Outubro de 2014 e aprovação de nova redacção.
Deliberação: Aprovado por maioria, com abstenções dos Vereadores Pedro Gaspar e Francisco Cunha.
O Vereador Francisco Cunha e o Sr Presidente fizeram declaração de voto.
Acta n.º 13/2014 - dia 11/07/2014
Deliberação: Aprovado por maioria, com abstenção do Vereador Francisco Cunha.
Os Vereadores Pedro Gaspar e Francisco Cunha fizeram declaração de voto.
O Vereador Pedro Gaspar ausentou-se da reunião por motivos justificados.
ORDEM DE TRABALHOS
FORAM TOMADAS AS SEGUINTES DELIBERAÇÕES:
Ponto 1 - Resolução Aprovada pelo Comité Executivo FSESP
Requerente: STAL
Conhecimento: Tomou-se conhecimento.
Ponto 2 - Proposta de Aceitação de Donativo em Géneros Alimentares que a firma SUMOL+COMPAL disponibilizou para iniciativas da Câmara Municipal
Município de Alpiarça - Proposta n.º 32/2014 Vereador João Pedro Arraiolos
Ratificação: Aprovado por unanimidade
Ponto 3 - Parecer Prévio Vinculativo para Renovação de Contrato de Aquisição de Serviços Jurídicos na Modalidade de Avença e Respectiva Autorização para Assumir o Compromisso Plurianual – Renovação de Contrato na modalidade de avença
Município de Alpiarça – Sr. Presidente da Câmara
Deliberação: Aprovado por maioria, com voto contra do Vereador Francisco Cunha, com declaração de voto.
Ponto 4 - Proposta n.º 30/2014/VJPA - Rendas em atraso - Rua Maestro Virgilio Fortunato Wenceslau, Bloco B, n.º 6 – Habitação Social 46 fogos.
Deliberação: Aprovado por unanimidade, com declaração de voto do Vereador Francisco Cunha.
Ponto 5 - Proposta n.º 31/2014/VJPA - Rendas em atraso - Rua Maestro Virgilio Fortunato Wenceslau Bloco C n.º 3 – Habitação Social 46 fogos.
Deliberação: Aprovado por unanimidade, com declaração de voto do Vereador Francisco Cunha.
Ponto 6 - Proposta n.º 33/2014/VJPA - Rendas em atraso - Av.ª Casa do Povo,
Bloco A n.º 6 – Habitação Social 46 fogos.
Deliberação: Aprovado por unanimidade, com declaração de voto do Vereador Francisco Cunha.
Ponto 7 - Proposta n.º 35/2014/VJPA - Rendas em atraso - Rua Maestro Virgilio Fortunato Wenceslau, Bloco B n.º 3 – Habitação Social 46 fogos.
Deliberação: Aprovado por unanimidade, com declaração de voto do Vereador Francisco Cunha.
Ponto 8 – Licença especial de Ruído, para um evento com bandas musicais ao vivo, realizado no Bar “Tem que Ser” na Rua Óscar Monteiro Torres, em Alpiarça, compreendido nos dias 21 e 22 de Novembro de 2014 , conforme deliberação tomada em reunião do dia 14 de Novembro 2014, ou seja; prolongamento do horário de funcionamento, com encerramento às 3h, às 6ª feiras e sábados, não havendo música a partir das 2h.
Requerente: Maria de Fátima Rodrigues
Ratificação: Aprovado por maioria, com abstenção do Vereador Francisco Cunha, com declaração de voto do mesmo.
Ponto 9 – Autorização da Contratação de um empréstimo de curto prazo para o ano de 2015 em modalidade conta corrente até ao montante de 200.000,00€.
Remeter à Assembleia Municipal
Município de Alpiarça – Sr. Presidente da Câmara
Deliberação: Aprovado por unanimidade. Remeter à Assembleia Municipal.




BOMBEIROS COM NOVOS EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL


Investimento de 171 mil euros da CIMLT



Em cerimónia realizada na Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) foi entregue, na passada quinta-feira, a primeira parte de um conjunto de equipamentos de protecção individual para combate a incêndios florestais às 16 corporações de bombeiros dos concelhos que fazem parte da CIMLT. Estiveram presentes os Presidentes de Câmara, Presidentes de Associações Humanitárias, Comandantes, o Presidente da FBDS, o Vice-presidente da LBP e o Comandante Operacional Distrital (CODIS).
Trata-se de um investimento de 171 mil euros, comparticipados em 85 por cento por fundos comunitários. O restante foi pago em partes iguais pela CIMLT e pelo Ministério da Administração Interna. Esta acção foi elogiada pelas estruturas dos bombeiros já que esta é das poucas comunidades intermunicipais que conseguiram até ao momento concretizar o processo.
O vice-presidente da Liga de Bombeiros Portugueses e comandante dos Bombeiros de Constância, Adelino Gomes, referiu que tanto a CIMLT como a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo são um exemplo no país, já que nos restantes casos os concursos para a aquisição dos equipamentos ou estão com problemas ou nem sequer ainda foram abertos. E fez votos para que estas parcerias entre as comunidades e os bombeiros continuem e sejam alargadas a outras áreas.
Foram entregues aos bombeiros capacetes florestais, luvas e capuzes de protecção (cogulas). Os bombeiros vão ainda receber botas e fatos de protecção.
«CMA»

Assembleia de Freguesia de Alpiarça

Convocatória

Em conformidade com os art.ºs 7º, 9º e 12º do Regimento da Assembleia de Freguesia de Alpiarça, convoco uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia para o próximo dia 5 (cinco) de Dezembro de 2014, sexta-feira, pelas 21:15 horas, no edifício sede da Junta de Freguesia, na Rua Maria Luísa Falcão, 30.

Ordem de Trabalhos:

Ponto Um – Apresentação escrita da presidente da Junta de Freguesia acerca da actividade da Junta e da sua situação financeira, nos termos da al. f) do nº 1 do artigo 2º do Regimento da Assembleia de Freguesia de Alpiarça;

Ponto Dois – Discussão e votação da proposta de Regulamento de Licenciamento de Atividades Diversas;

Ponto três – Discussão e votação da proposta de regulamento para atribuição de Subsídios a Entidades legalmente existentes na Freguesia que prossigam fins de interesse público;

Ponto quatro – Discussão e votação das Grandes Opções do Plano, Orçamento e Quadro de Pessoal para o ano de 2015;

Ponto cinco – Discussão e votação da proposta de Regulamento e Tabela de Taxas para o ano de 2015;


     Alpiarça, 20 de Novembro de 2014
   O Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de Alpiarça
  (Ricardo Manuel Arranzeiro Hipólito)


Há 11.563 casais com ambos os elementos no desemprego

Os casais inscritos nos Centros de Emprego em que ambos os elementos se encontram desempregados totalizavam em outubro 11.563. O número revela uma quebra homóloga e mensal.
Os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional indicam que o universo de casais desempregados está a cair de forma consecutiva desde março deste ano, em termos homólogos, mas não são avançadas explicações para esta redução.
Face a setembro, encontram-se inscritos nos Centros de Emprego menos 176 casais no desemprego. Na comparação homóloga há uma quebra de quase mil casos (957), ou seja, são menos 7,6%.
Os casais em que ambos os elementos se encontram desempregados e com filhos menores a cargo recebem um subsídio de desemprego majorado em 10% que acaba por anular o corte da mesma ordem de grandeza que é aplicado a esta prestação social ao fim dos primeiros seis meses de concessão.
Esta majoração é também atribuída às famílias monoparentais no desemprego, mas os dados do IEFP não permitem saber quantos beneficiários recebem este adicional de 10%.
A queda do universos de casais com ambos os elementos no desemprego estará associada à redução da taxa de desemprego, mas pode também ser influenciada pelo facto de as pessoas deixarem de estar inscritas nos Centros de Emprego à medida que vão esgotando prazo de concessão do subsídio.

As mais recentes estatísticas da Segurança Social, mostram que em outubro recebiam esta prestação substitutiva dos rendimentos de trabalho 308.583 pessoas, sendo este o universo de beneficiários do subsídio de desemprego mais baixo desde março de 2009.
«Lusa»

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Exposição "Funerais em retrospetiva" no Auditório da Casa dos Patudos


A Associação de Agentes Funerários do Centro, é uma associação empresarial ligada ao ramo funerário de abrangência nacional e com sede em Leiria. Conta com cerca de 300 empresas funerárias associadas.
Tem desenvolvido várias atividades para dignificar o sector e desmitificar a temática da morte. Desde a sua criação realizou já vários seminários e várias ações de formação e esclarecimento.
Lançou também no passado mês de Junho a revista “Elegia” com temas de interesse não só para os agentes funerários como para o público em geral.
Agora vai  apresentar mais um projeto pioneiro.
Trata-se da primeira exposição sobre a temática da morte/funerais no nosso país. Denomina-se “Funerais em Retrospetiva”  e decorrerá entre os dias 5 e 8 de dezembro no Auditório da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça e conta com o apoio do Município de Alpiarça.
A cerimónia de abertura será no dia 5 de dezembro pelas 11h



XXI Feira do Livro de Alpiarça

XXI Feira do Livro de Alpiarç

Inauguração, amanhã,  pelas 15h30 



Dia 29 (Sábado) - Dia do autor alpiarcense João Céu e Silva
15h30 - Inauguração da XXI Feira do Livro de Alpiarça
  Com a presença de João Céu e Silva
16h30 - “Sábados a Contar”
  Sessão de contos com Ana Sofia Paiva
17h30 - Lançamento do livro"Serviço de Apoio a Crianças e Jovens"
  De Diogo Véstia
  Edição AIDIA - Cadernos Culturais
18h30 - Apresentação do livro "Os Avieiros"
  De João Serrano
  Edição AIDIA - Cadernos Culturais
21h00 - “Ceia de Contos”
  Contos com Ana Sofia Paiva

Canção dedicada ao Clube Desportivo "Águias" de Alpiarça

Canção dedicada ao Clube Desportivo "Águias" de Alpiarça

Colocação de uma ante porta na Escola Básica 1 JI de Alpiarça

Na Escola Básica 1 JI de Alpiarça, para dar mais conforto aos meninos quando circulam das suas salas para as instalações sanitárias, procedeu-se à colocação de uma ante porta na ligação daqueles locais.



«JFA»

XXI FEIRA DO LIVRO DE ALPIARÇA

XXI FEIRA DO LIVRO DE ALPIARÇA


de 29 de Novembro a 8 de Dezembro de 2014
Pavilhão dos Águias
Lançamento do livro "Serviço de apoio a crianças e jovens", de Diogo Véstia 
Edição AIDIA - Cadernos Culturais
Sábado, 29 de Novembro, às 17.30 h

Os difamadores dos Comunistas de Alpiarça devem ser chamados a apresentarem provas do que dizem

Por: Ferreira Vital
A minha posição a respeito do que se está passar nas difamações sobre os actuais eleitos em todas a éticas é a seguinte: Sobre os desenvolvimentos em torno de José Sócrates
Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, sobre os desenvolvimentos em torno de José Sócrates:
A nossa posição de fundo e de princípio sobre os desenvolvimentos em torno de José Sócrates – mesmo tendo em consideração quem foi e quem é – é a da necessidade do apuramento de toda a verdade, do funcionamento da investigação e da justiça, e sem apressar julgamentos ou condenações precipitadas.
Consideramos que ninguém está acima da lei, mas com uma grande serenidade, na exigência da verdade e do seu apuramento, recusamos fazer qualquer comentário que tenha uma componente de julgamento prévio.
É importante fazer a prova, fazer a averiguação e a investigação, fazer o apuramento da verdade porque, seja quem for, um ex-governante, um ex-Primeiro Ministro, um ex-dirigente de um partido, ninguém está acima da lei e nesse sentido, independentemente do impacto que possa ter, esperamos por esse apuramento da verdade. Naturalmente, o eventual julgamento e condenação será feito em conformidade com o resultado desse apuramento das responsabilidades.
Nos últimos tempos a sociedade portuguesa foi confrontada com sucessivos casos de corrupção: a implosão do BES/GES, com todo o apuramento da verdade que é preciso fazer, com todas as consequências que isso tem no plano ético, político, económico e financeiro; a situação dos “vistos dourados” em que são envolvidos altos responsáveis da estrutura do Estado. Trata-se de casos profundamente inquietantes, inseparáveis do poder económico e financeiro e da captura do poder político pelos interesses destes, à revelia do que é o desígnio constitucional. O que verificamos é que os governos são meros executantes, paus mandados, feitores da concretização dessa captura, que leva a situações de corrupção já com um nível sistémico e não como acontecimentos esporádicos. Posição assumida também por mim.
PS. É preciso e urgente que todos os difamadores dos Comunistas de Alpiarça sejam chamados a apresentarem provas do que dizem.
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"Os portugueses não podem esperar que a Europa resolva"

Jacob Soll acabou de lançar um livro sobre a história da contabilidade e, em entrevista ao jornal Público, comentou a realidade portuguesa, na sequência da queda do Banco Espírito Santo (BES). O norte-americano acredita que existirão outros casos como o português e sublinha que a responsabilidade também é dos cidadãos.


“Portugal tem de ser tornar num país com maior responsabilização financeira. Sou pró-Europa (…) mas as instituições europeias não respondem aos cidadãos. (…) Os portugueses não podem esperar que seja a Europa a resolver os seus problemas”, afirmou Jacob Soll, historiador da contabilidade, em entrevista ao jornal Público.
O norte-americano, que acabou de publicar um livro sobre a história da contabilidade, acredita que falta “participação cívica” por parte dos cidadãos e é urgente uma “cultura de responsabilização e transparência sobre a informação pública”, isto é, a responsabilidade não cabe apenas às instituições.
Os cidadãos, uma imprensa económica forte, que em conjunto sejam capazes de exercer pressão pública sobre os partidos políticos, são de extrema importância para que se coloquem em funcionamento regras de regulação. “É possível. Basta haver vontade pública e uma sociedade com uma cultura de literacia financeira”, sustentou.
Soll garante, quando questionado sobre a queda do Banco Espírito Santo (BES) em Portugal, que outros lhe hão de seguir o exemplo na Europa. “Escrutinar o banco não era apenas uma responsabilidade portuguesa, era também europeia. Se calhar até era mais da Europa do que de Portugal. O banco faliu. E outros hão de falir. Os testes de stress à banca foram uma decisão inteligente, mas ainda há zonas cinzentas”, referiu.
O que é que os cidadãos podem fazer? “Exigir que se ‘abram os livros’, é o que nos diz a história. ‘Queremos ver os livros’”, esclarece o historiador, fazendo referência à altura em que as pessoas eram ensinadas na escola a registar as contas todos os dias à noite, sendo periodicamente alvo de auditoria.
«NM»

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Inconcebível a denúncia do senhor vereador Pedro Gaspar


A  INSENSATA TOMADA DE POSIÇÃO DO VEREADOR PEDRO GASPAR



Não sou de apadrinhar lutas políticas (politiquices) sejam quais forem as forças em confronto, mas esta situação ultrapassa tudo o que me atreveria a imaginar, e por isso não resisto a dar a minha (reforço, a minha) opinião.
Gosto e percebo alguma coisa de cavalos e sou frequentador assíduo desta Reserva, em Alpiarça. E, por estas duas razões, acho inconcebível a denúncia do senhor vereador Pedro Gaspar
Não corresponde, em nada, à realidade, não tem qualquer rigor e é, por isso, um atentado, quer à dignidade e profissionalismo de quem lá trabalha (muito e bem, digo eu) quer à divulgação deste espaço que, nos últimos tempos, tem melhorado a olhos vistos, tornando-se um espaço de eleição para muitos residentes e forasteiros.

Pessoa íntegra como é o senhor vereador Pedro Gaspar, espero sinceramente que depressa venha corrigir a sua insensata tomada de posição, sob pena de qualquer pessoa minimamente conhecedora vir publicamente repor a verdade e ridicularizar as afirmações que fez.
Este magnífico espaço de Alpiarça e as pessoas que muito têm contribuído para o seu desenvolvimento merecem-no.
Até porque os políticos passam,mas tudo o resto fica, para fruição  de todos que o queiram. 
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