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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Exposição de trabalhos dos alunos do Pintor Massimo Esposito

Os alunos da Escola de Pintura Il Pittore Italiano de Abrantes, Mação e Sertã vão expor na Biblioteca Municipal António Botto, de 2 a 13 de Dezembro.
A exposição chama-se “Recriação de uma obra de arte” e é fruto de um dos projectos dos alunos do Laboratório do Pintor Massimo Esposito, levado a cabo durante o ano de 2010. Os alunos após escolherem uma obra de arte da sua preferência, foram desafiados a recriá-la, e a abordá-la segundo um “novo olhar”, na sua globalidade ou apenas num pormenor.
A mostra pode ser vista de segunda a sexta-feira, no horário das 09 às 19h30

Os melhores vinhos de 2010

Depois das centenas de provas realizadas ao longo do ano, o crítico da VISÃO Gourmet apresenta uma escolha dos melhores de 2010. 50 vinhos portugueses para recordar
Ao longo deste ano de 2010, provei várias centenas de vinhos portugueses e estrangeiros. As amostras enviadas pelos produtores, as aquisições de vinhos, a visita ao Salão de Vinhos, na Bolsa de Paris (onde havia vinhos portugueses) e ao Salão de Vinho, no Louvre, além de sucessivas visitas de trabalho ao Douro e à região do Champagne, proporcionaram-me uma ampla visão do que se passa no mundo do vinho cá e lá fora.
Do que dei conta ao leitor durante estes meses de 2010 nas crónicas semanais publicadas na VISÃO Sete, fiz esta seleção de 51 vinhos portugueses para recordar, recuperando em alguns casos a respetiva nota crítica. Proponho-vos, pois, uma incursão vitivinícola por diversas regiões do nosso país, através de três espumantes, 20 vinhos brancos, quatro rosés, 20 vinhos tintos e quatro Portos.
Espumantes
•O melhor espumante: Vértice Douro Espumante Reserva Bruto 2006 ***** (Excecional)
•A melhor compra: Ares da Raia Vinho Verde Espumante Bruto 2007 ***** (Excecional)
•Ares da Raia Vinho Verde Espumante Bruto 2007 ***** (Excecional).
A surpresa do ano 2010, vinda da Provam, de Monção. Espumante branco elaborado com Alvarinho e Trajadura.
•Vértice Douro Espumante Reserva Bruto 2006 ***** (Excecional)
Mantém-se em forma, tal como a colheita anterior, a de 2004.
•Quinta dos Abibes Espumante Bairrada Arinto & Baga Extra Bruto 2008 **** (Muito Bom). Duas castas tradicionais portuguesas, a tinta Baga, rainha da Bairrada, vinificada em branco e o Arinto, cujo solar é em Bucelas, deram corpo a este espumante. Frescura intensa nos sabores sublinhados pela espuma fina e sedosa.
Vinhos Brancos
•O melhor vinho branco: Alvarinho Soalheiro 2009 ***** (Excecional)
•A melhor compra: Evel Douro 2009***** (Excecional)•Alvarinho Soalheiro 2009 ***** (Excecional).
É claramente neste século XXI o melhor Alvarinho entre os que se produzem no território vinhateiro de Melgaço e Monção. Um vinho branco de classe mundial há várias colheitas, por mérito do seu produtor João António Cerdeira. De uma frescura admirável este branco, nascido na margem portuguesa do rio Minho, revela a grandeza da casta.
•Quinta do Vallado Moscatel Galego 2009 ***** (Excecional).
Um bem sucedido aproveitamento enológico de uma variedade tradicional do Douro, o Moscatel Galego branco.
•Evel Douro 2009 ***** (Excecional).
O melhor Evel branco dos últimos anos em que a casta Moscatel Galego desempenha papel relevante. Frutado e fresco, um belo exemplo da modernidade dos vinhos brancos do Douro.
•Quinta do Cidrô Sauvignon Blanc 2009***** (Excecional).
Este vinho varietal da casta Sauvignon plantada na Quinta do Cidrô, na margem esquerda do rio Douro, frente à foz do Tua, é de uma luxúria aromática a que correspondem os sabores da casta.
•Grandes Quintas Douro 2009 ****/***** (Muito Bom/Excecional) Um vinho do Douro Superior elaborado pela Casa da Arrochella a partir de uvas das castas Malvasia Fina, Síria e Gouveio. Um branco seco e agradável.
•Quinta da Romaneira Branco Douro 2009 ***** (Excecional)
Um branco de eleição, muito equilibrado e harmonioso resultante do lote de Malvasia Fina (70%) e Gouveio (30%).
•Duas Quintas Douro 2009 ***** (Excecional)
O melhor vinho branco dos últimos anos com a chancela da Ramos Pinto. Castas: Viosinho, Rabigato e Arinto, trio perfeito para a harmonia e frescura que nele encontramos.
•Bons Ares Regional Duriense 2009 ***** (Excecional)
Um branco moderno cada vez mais bem afinado vindima após vindima. O Sauvignon Blanc associado a castas brancas tradicionais do Douro sobressai com muita delicadeza de aromas e sabores frutados.
•Valle Pradinhos Branco 2009****/***** (Muito Bom/Excecional) Três castas compõem este vinho, duas da Alsácia, o Riesling e o Gewurztraminer, a par da transmontana Malvasia Fina. Na colheita deste ano, sobressai o Gewurztraminer tanto nos aromas como no sabor. É um branco de Trás-os-Montes muito agradável com uma grande riqueza aromática (lichias e maracujá) e sabores correspondentes.
•Julia Kemper Dão 2008 ****/*****(Muito Bom/Excecional)
Um dos melhores vinhos brancos do Dão pela sua originalidade e caráter, proporcionando na boca a sensação de uma intensa e prolongada frescura.
•Pedro & Inês Dão 2008 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Um vinho muito elegante e harmonioso elaborado com duas castas brancas de qualidade confirmada no Dão: Encruzado e Bical. Um branco bem estruturado, com sabores a frutos secos e pós-boca intenso e prolongado.
•Luís Pato Maria Gomes Regional Beiras 2009 **** (Muito Bom) Equilibrado e agradável.
•Vale d' Algares Guarda Rios Regional Tejo 2009 ***** (Excecional) As castas Chardonnay, Sauvignon, Alvarinho e Arinto proporcionaram-nos este excelente vinho branco ribatejano, agora designado Regional Tejo.
•Ermelinda Palmela 2009 ***** (Excecional)
Um vinho com grande consistência vindima após vindima. Elegante e bem balanceado.
•Fontanário de Pegões Palmela 2009 ***** (Excecional)
Como já antes considerei, é o melhor Fernão Pires da atualidade, ainda por cima a preço de saldo.
•Coleção Domingos Soares Franco Verdelho 2009 ***** (Excecional) Colheita após colheita, este Verdelho nascido na Península de Setúbal sai cada vez melhor e constitui um excelente exemplo de uma casta portuguesa um tanto esquecida pelos vitivinicultores nacionais.
•Herdade do Esporão Duas Castas Verdelho / Viosinho Regional Alentejano 2009 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Um branco muito delicado e subtil de uma modernidade indiscutível elaborado com duas castas portuguesas de eleição: o Verdelho e o Viosinho.
•Chaminé Regional Alentejano 2009 ***** (Excecional)
Um branco moderno e elegante confecionado com Antão Vaz, Verdelho e Viognier. Melhor que a colheita de 2008.
•Dona Maria Regional Alentejano 2009 ***** (Excecional)
Tal como na colheita anterior, mantém-se excecional. Um grande vinho branco.
•João Portugal Ramos Vila Santa Reserva 2009 ***** (Excecional)
As castas Antão Vaz, Arinto e Verdelho, cujas uvas fermentaram em barricas de carvalho francês, trouxeram-nos este branco alentejano de grande qualidade e delicadeza.
Vinhos Rosés
•O melhor vinho rosé: Quinta da Falorca Touriga Nacional Dão Rosé 2009 ***** (Excecional)
•A melhor compra: Quinta do Carqueijal Rosé Douro 2009 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
•Quinta do Carqueijal Rosé Douro 2009 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
A Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz enformam este rosé cor de morango de grande qualidade.
•Quinta da Falorca Touriga Nacional Dão Rosé 2009 ***** (Excecional)
É fantástico pela cor de framboesa, pelos aromas frutados, pelos sabores intensos e persistentes a morangos, framboesas, a uvas bem saborosas e equilibradas na sua maturação e acidez.
•José Maria da Fonseca Coleção Privada DSF Moscatel Roxo 2009 ***** (Excecional)
Domingos Soares Franco fez este rosé a partir da casta rara Moscatel Roxo. A sua excecionalidade deve-se à singularidade da proposta na sua cor salmão, em que predominam os aromas à casta e sabores de frescura intensa e prolongada.
•Quinta da Malhadinha Nova Rosé de Peceguina Regional Alentejano 2009 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
De cor de morango, este rosé exprime-se com uma grande variedade de aromas (a morangos e framboesas) e sabores frutados intensos.
Vinhos Tintos
•O melhor vinho tinto: Quinta do Noval Douro 2008 ***** (Excecional)
•A melhor compra: Ramos Pinto Duas Quintas Douro 2008 ***** (Excecional)
•Duorum Douro Colheita 2008 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Esta colheita surge bastante melhor que a sua congénere anterior. As castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz deram corpo e alma a este tinto soberbo que estagiou seis meses em cascos de carvalho.
•Vale do Tua Douro 2008 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Um tinto para durar. Precisa de garrafa e vai atingir a excecionalidade.
•Crasto Douro 2008 **** (Muito Bom)
Tal como a colheita de 2007 este Crasto atinge um nível superior de qualidade.
•Quinta do Noval Douro 2008 ***** (Excecional)
Provavelmente um dos três melhores vinhos tintos (entre portugueses e estrangeiros) que bebi durante este ano de 2010. Vai ser difícil à Noval manter no futuro este nível grandioso de qualidade. É um tinto perfeito, superior à colheita excecional de 2007.
•Quinta do Noval Touriga Nacional 2008 ***** (Excecional)
Partilho a opinião e proveito de que os melhores vinhos tintos resultam do lote de várias castas. Mas esta Touriga Nacional com a chancela da Noval atinge sozinha uma qualidade ímpar. Um grande tinto de uma grande casta portuguesa.
•Chryseia Douro 2008 ***** (Excecional)
Um tinto muito elegante, sem perder estrutura e caráter que lhe transmitem as castas Touriga Nacional e Touriga Franca. A nota saliente é mesmo a sua elegância.
•Post-Scriptum Douro 2008 ***** (Excecional)
Houve colheitas em que gostei mais do Post-Scriptum do que do Chryseia (o que será uma heresia para os enólogos profissionais). Nesta colheita percebe-se a diferença de estilo dos vinhos (mais feminino o Chryseia; mais másculo o Post-Scriptum, permitam-me esta linguagem sexista...).
•Quinta da Romaneira Tinto Douro Reserva 2008 ***** (Excecional)Um vinho que homenageia a memória do Visconde de Vila Maior e os elogios que ele teceu à Romaneira no seu Douro Ilustrado, publicado no final do sec. XIX.
•Quinta da Leda Douro 2007 ***** (Excecional)
A arte da enologia de Luís Sottomayor está aqui superiormente expressa.
•Ramos Pinto Duas Quintas Douro 2008 ***** (Excecional)
Tal como sucedeu com a colheita anterior, este tinto apresentou-se com excecional qualidade. A Tinta Roriz, a Touriga Nacional e a Touriga Franca asseguram a estrutura de um grande vinho tinto a preço civilizado.
•Evel Douro Grande Reserva 2007 ***** (Excecional)
Um vinho tinto de grande porte, superior às colheitas anteriores, quando então era denominado Grande Escolha.
•Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Douro Reserva 2007 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Um tinto de elevadíssima qualidade que nos dá a dimensão da grandeza do Douro. A Tinta Roriz, a Tinta Amarela, a Touriga Franca e a Touriga Nacional encorparam este vinho violáceo na cor, com aromas intensos e sabores correspondentes a uvas bem amadurecidas.
•Grandes Quintas Douro 2007 ***** (Excecional)
Um símbolo maior do terroir do Douro Superior pela sua cor de púrpura, pelos seus aromas intensos a uvas bem amadurecidas, pelo seu sabor vinoso longo e persistente. Beba-o de preferência enquanto jovem.
•Dão K. Dão Kemper Julia Kemper Dão 2008 **** (Muito Bom)
Este tinto precisa ainda de garrafa, para afinar e atingir, provavelmente, a excecionalidade. Concentrado sem perder elegância, estruturado como os grandes tintos do Dão pode ser apreciado desde já.
•Casa Cadaval Trincadeira Vinhas Velhas Ribatejo DOC 2007 ***** (Excecional)
Se a colheita anterior se alcandorava à excecionalidade, esta não lhe fica atrás. E revela uma característica rara: uma grande elegância. Acresce a sua riqueza aromática, boa concentração, uma harmonia plena nos seus 13% vol. álcool.
•Casa Cadaval Padre Pedro Reserva Regional Tejo 2007 ***** (Excecional)
A Touriga Nacional entrou em 50% no lote final, associada à Trincadeira (30%), e ao Alicante Bouschet e Merlot (cada uma destas castas com 10%.) Este tinto encorpado, frutado e vinoso é sobretudo muito equilibrado. Um grande tinto em qualquer parte do mundo vitivinícola.
•Casa Ermelinda Freitas Touriga Franca Regional Península de Setúbal 2008 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Com a evolução em garrafa vai atingir a excecionalidade. É um tinto muito elegante e surpreendente.
•Cem Reis Regional Alentejano Syrah Reserva 2007 ***** (Excecional)
São apenas 10 mil garrafas assinadas pelo viticultor Philip Mollet e pelo enólogo António Maçanita. Estamos perante um tinto varietal da casta Syrah de invulgar estrutura, com potencial de envelhecimento, mas que se saboreia muito bem desde já.
•Encostas de Estremoz Regional Alentejano Reserva 2007 ****/***** (Muito Bom/Excecional)
Um tinto que vai ficar excecional com o estágio em garrafa vinificado com uvas das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Alicante Bouschet.
•Herdade do Esporão AB 2007 ***** (Excecional)
Um tinto soberbo pela sua cor de amoras maduras, concentração e estrutura, com sabores intensos a uvas bem amadurecidas desta casta. Excelente.
Portos
•O melhor vinho do Porto: Quinta do Noval Porto Vintage 2008 ***** (Excecional)
•A melhor compra: Fonseca Terra Prima Porto Reserva ***** (Excecional)
•Quinta do Noval Porto Vintage 2008 ***** (Excecional)
É difícil encontrar Portos Vintage desta envergadura. É mais regular encontrá-los na Quinta do Noval. Quase perfeito, embora prefira o de 2007.
•Fonseca Quinta do Panascal Porto Vintage 2008 ***** (Excecional) O melhor Quinta do Panascal desde que a Fonseca adquiriu esta propriedade no vale do Távora. Tão bonito como a quinta debruçada sobre o afluente do Douro.
•Fonseca Terra Prima Porto Reserva ***** (Excecional)
Em prova cega eu diria estar perante um Porto LBV, tendo em conta a sua concentração, a sua cor violeta, os aromas e sabores a amoras maduras, a sua complexidade e vigor. A casa Fonseca considera-o um Ruby Reserva, o que eleva para bem alto a categoria dos Portos Rubies. É uma grande estreia de um vinho nascido da viticultura biológica, elaborado também com aguardente vínica de agricultura biológica.
«Revista Visão»

E se o ME fosse substituído por uma ERE?


Por: Ramiro Marques

A pergunta não é meramente retórica. Nos EUA, o Ministério da Educação (Departament of Education) foi criado apenas no final da década de 70 pela Administração Carter. E são conhecidos os estudos que mostram a existência de uma relação entre a criação e expansão dos poderes do Department of Education e a erosão dos resultados escolares dos alunos norte-americanos.
Os períodos de maior crescimento económicos dos EUA coincidiram com fases anteriores à existência do Department of Education, ausência de padrões de desempenho nacionais e de regulamentos e normas federais para a Educação.
Durante centenas de anos, as escolas norte-americanas, bem como as escolas dos países da Escandinávia - que atingiram taxas de escolarização básica de 100% no início do século XX - , não precisaram de ministério da educação, de leis de bases do sistema educativo nem de normas e padrões nacionais de tipo curricular ou pedagógico.
Durante séculos, esses países cresceram e desenvolveram-se com redes de escolas autónomas, criadas, geridas e financiadas pelas comunidades locais sem interferência das burocracias centrais ou regionais.
As melhores escolas do Mundo - veja-se os casos do colégios internacionais em Portugal ou em qualquer outro país - não aceitam a dependência administrativa ou pedagógica dos ministérios da educação e perseguem um ideário pedagógico próprio, sem ajuda financeira do Estado e com orçamentos suportados apenas pelos alunos. Dessa forma, garantem independência e autonomia nos objectivos e procedimentos.

INVESTIMENTO DE 1,7 MILHÕES DE EUROS CRIA RESERVAS DE ABASTECIMENTO EM ALMEIRIM E ALPIARÇA

Na área do abastecimento de água, estão em fase de conclusão as obras nos sistemas de abastecimento de Alpiarça e Fazendas de Almeirim/Frade de Cima. A intervenção custou 1,7 milhões de euros e incluiu os novos reservatórios de Alpiarça, Casalinho, Fazendas de Almeirim e Paço dos Negros; os sistemas elevatórios e cerca de 20 km de conduta adutora.
A ÁGUAS DO RIBATEJO prevê que esta obra fique pronta até ao final de Dezembro, com excepção do reservatório de Paço dos Negros cuja conclusão está dependente do desvio de uma linha de energia eléctrica por parte da EDP, prevendo-se a conclusão da obra dois meses após a concretização do desvio.
Com estas intervenções será possível garantir uma melhoria significativa na qualidade dos sistemas de abastecimento de água de Almeirim e Alpiarça. O número de roturas será reduzido e a capacidade de reserva dos depósitos aumenta de forma significativa garantindo o abastecimento quando existem avarias ou anomalias no sistema.
As obras em fase de finalização nos municípios de Almeirim e Alpiarça inserem-se num plano de investimento de 131 milhões de euros que a ÁGUAS DO RIBATEJO prevê realizar nos sete municípios accionistas da empresa após a entrada de Torres Novas onde irão ser investidos 30 milhões de Euros.
As intervenções em curso empregam mais de duas centenas de trabalhadores e estão a dar um contributo importante para o desenvolvimento económico das localidades onde decorrem os trabalhos.

A Comunicação nos Municípios Portugueses

No passado dia 23 de Novembro realizou-se no Salão Nobre do Centro de Negócios da Cidade de Ourém o Seminário Comunicação Pública e Networking Autárquico.
Não é novidade afirmar que a internet revolucionou a forma como comunicamos.
A partilha e pesquisa de informação são cada vez mais exigentes e à velocidade de milésimos de segundo sabemos o que se passa no outro lado do mundo.
Um dos actuais fenómenos foi o facto de assistirmos ao aparecimento de repórteres e comentadores nas redes sociais e se o mundo não estiver atento ao que dizem, os “amigos”, fazem o favor de passar a mensagem e desta forma “alastrar” imagens, opiniões e comentários.
Durante o seminário Comunicação Pública e Networking Autárquico, foram debatidas as oportunidades e desafios dos Municípios, na vertente de comunicação, tendo sido inclusive, no decorrer do mesmo, apresentado o resultado do Estudo “A Comunicação nos Municípios Portugueses” que revelou que na amostra analisada 100% dos Municípios possui página da Internet, que 97% continua a investir em publicidade nos Jornais Locais e que 96% dos municípios já está presente no Facebook.
O Seminário teve uma forte participação com 25 municípios representados e com a presença de oradores de referência na área do Vinho, nomeadamente João Geirinhas, André Ribeirinho e Maria João de Almeida.
O acolhimento foi da responsabilidade do Município de Ourém que no final presenteou os participantes com uma prova de Vinho Medieval de Ourém e algumas iguarias locais.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ÁGUAS DO RIBATEJO investe mais de quatro milhões de Euros em Almeirim e Alpiarça


ETAR e sistemas de saneamento e abastecimento de água entram em funcionamento em Janeiro de 2011
As obras dos sistemas de abastecimento de água e saneamento nos municípios de Almeirim e Alpiarça, avaliadas em mais de quatro milhões de Euros estão praticamente concluídas e os novos equipamentos e infra-estruturas entram em funcionamento no início de 2011.
O anúncio foi feito pelo director-geral da empresa, José António Moura de Campos num seminário realizado no dia 26 de Novembro em Almeirim. O responsável da empresa falava perante dezenas de alunos das Universidades Seniores de Almeirim e Alpiarça num encontro que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira e do vereador José Carlos Silva do município almeirinense.
A nova ETAR Almeirim/Alpiarça está equipada com os mais modernos sistemas de tratamento de águas residuais. A obra realizada pela empresa Oliveiras SA, nos últimos nove meses, inclui as estações elevatórias de Alpiarça e Casal dos Gagos; Fazendas de Almeirim, Frade de Cima e Frade de Baixo e o emissário e sistema elevatório da Zona Industrial de Alpiarça. A intervenção global custou cerca de 3 milhões de euros e está programada para servir uma população de 25732 habitantes nos concelhos de Almeirim e Alpiarça.
Com a entrada em funcionamento da ETAR, os “esgotos” deixam de ser lançados para as linhas de água sem tratamento com uma melhoria significativa do ambiente e da qualidade de vida das populações.

"Águias" realizou festa de encerramento da época de Triatlo

No dia 27 de Novembro a Secção de Triatlo do Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça reuniu os triatletas, técnicos, seccionistas, familiares e alguns convidados para marcarem o final de época, apresentarem os sucessos desportivos alcançados e destacarem também momentos de partilha, convívio e amizade que se gerou ao longo da época desportiva 2010 entre toda a família do triatlo.
De entre os convidados tiveram presentes o presidente da Câmara o Vereador do Desporto, a Presidente da Junta de Freguesia como parceiros e apoiantes do projecto Triatlo em Alpiarça.
Uma especial presença na festa, foram os “padrinhos” da equipa Carlos Arsénio jornalista desportivo e Marco Chagas ex ciclista do Clube.
Todos contemplaram a equipa com breves palavras carregadas de muito apoio ao trabalho que se tem vindo a desenvolver e votos de sucesso para o futuro.
No final um pequeno lanche, da responsabilidade de todas as famílias envolvidas, promoveu um convívio entre todos.

Luta política, pura e dura, contra o Governo socialista


Por: Ramiro Marques

É óbvio que as greves gerais ou sectoriais não resolvem nenhum problema dos professores e podem agravar a credibilidade do país e os níveis de confiança dos nossos credores. Criar a ideia aos credores internacionais de que o País é ingovernável é o pior que os portugueses podem fazer.
Um dia depois da greve geral, o Parlamento aprovou uma proposta do Governo que cria excepções nas empresas públicas ao regime dos cortes salariais.
Na prática, a probabilidade de serem apenas os funcionários públicos no activo a sofrerem cortes salariais que podem atingir os 10% é muito grande. Todos os professores do quadro são "apanhados" pelos cortes salariais. As excepções vão generalizar-se a todo o universo das empresas públicas e municipais, aumentando a probabilidade de ocorrência de mais cortes na função pública.
O mais provável é que o Governo volte a cortar salários, em 2011, apenas aos funcionários públicos no activo, incluindo professores.
As greves de funcionários públicos, incluindo professores, não assustam o Governo. Ajudam o Governo a desviar as atenções dos outros portugueses dos verdadeiros culpados da situação a que o País chegou. O Governo pode até contabilizar apoios noutros sectores profissionais ao apontar o alvo apenas aos funcionários públicos. Enquanto comem aqueles, passo eu pelos pingos da chuva, é a sensação que muitos portugueses têm ao saberem que os professores vão ter cortes salariais que rondam os 7%.
A única luta eficaz, no actual momento que o País atravessa, é a luta política, pura e dura, contra o Governo socialista, através de manifestações multiplicadas por todas capitais de distrito, vigílias na 5 de Outubro, concentrações de protesto em todos os locais onde os membros do Governo apareçam e combate político e ideológico nos blogues e redes sociais contra o Governo e o socialismo.
Mas a luta política dirigida contra os cortes salariais selectivos e discriminatórios, o excesso de burocracia, reuniões e relatórios e a avaliação de desempenho não deve esquecer os professores e os portugueses em geral que a única saída para a crise é a economia começar a crescer a bom ritmo. Só um crescimento do PIB superior a 3% cria emprego.
Para que isso aconteça o Estado tem de reduzir despesas, privatizar as empresas públicas despesistas e deficitárias e os portugueses têm de trabalhar mais e durante mais tempo. Os níveis de protecção social aos instalados têm de diminuir, as leis do trabalho têm de ser mais flexíveis, a lei das rendas tem de se ajustar ao mercado e a produtividade e competitividade da economia têm de crescer.
Países como a Alemanha, Suécia, Holanda, Polónia, República Checa e Eslovénia apontam o caminho a seguir: redução da despesa pública, Estado mais pequeno, Governo limitado, menos socialismo e mais liberdade.

A EMIGRAÇÃO DOS PORTUGUESES – NECESSARIAMENTE UM DRAMA?


Por: Anabela Melão
 
Todos conhecemos alguém que sai do País para trabalhar. No último ano, saíram do País 697 962 portugueses para trabalhar, o que equivale ao dobro dos 454 191 estrangeiros que cá vivem, e o que significa que se está perante uma terceira vaga da emigração, com níveis próximos dos anos 60 e 70, a que acresce que esta pode ainda ter efeitos mais graves e perduráveis para a economia nacional, já que, desta vez, inclui uma fuga de cérebros, o que, a par da baixa natalidade, alguns classificam de bomba-relógio para a sustentabilidade da Segurança Social. Ao certo, só com os Censos de 2011 se saberá. Os países de destino são a Suíça, a Espanha, o Reino Unido, o Luxemburgo e Angola. Sublinhe-se, contudo, que, contrariamente à emigração dos anos 60-70, esta é de carácter mais temporário. Os que saem para Espanha, por exemplo, chegam a ir e vir todas as semanas ou de 15 em 15 dias. E os que saem para Angola, têm deslocações com ida e volta, e, nos primeiros anos, concede-se-lhes apenas um visto de três meses.
Relativamente à fuga de cérebros, 1 em cada 13 portugueses com curso superior emigrou em 2000, considerando um total de 90 mil emigrantes, no mesmo ano, segundo o Observatório da Emigração. Um número elevado mas não desenquadrado face ao fenómeno europeu de mobilidade, com a Eslováquia a chegar aos 14% e a Irlanda aos 23%. Há, ainda que incluir nestes dados o número de portugueses que concluí a formação superior nos países de destino, que representam 20 %. Segundo os autores de “Portugal: Atlas das Migrações Internacionais”, publicado pela Gulbenkian, os principais destinos, em termos absolutos, são os EUA, o Canadá, a Alemanha e a França, e, em termos relativos, o Reino Unido, a Bélgica, a Holanda, a Suécia e a Itália. "À excepção da França [apenas 4% são licenciados], em todos os países referidos a percentagem de emigrantes portugueses com formação superior situava-se entre um mínimo de 20% (EUA) e um máximo de 40% (Reino Unido)".
É obvio que a actual conjuntura de crise, que, ao contrário do que muitos afirmam, não é de agora, de que decorrem os números crescentes do desemprego constituem um indicador preocupante.
Têm-se feito da questão um bicho papão. É verdade que a crise empurra dramaticamente a grande maioria dos emigrantes para fora, mas também convém não esquecer que os paradigmas de cultura se alteraram e que a mobilidade, pelo menos a que ocorre dentro do espaço Schegen, está mais facilitada. Mas também é verdade que as classes mais jovens encaram a sua saída – concretamente ao nível dos mais qualificados – como uma hipótese de interagirem com novas culturas e de valorização curricular. O incómodo de sair é, em muitos casos, atenuado pelo domínio das línguas do país de destino e até compensado com a multiculturalidade adquirida. Sem prejuízo de se reconhecer que, para outros, é a única solução, para uns, será a melhor solução.
As mentalidades mudaram e até, eu própria, à beira dos cinquenta anos, não vejo, agora, qualquer drama em aceitar uma oferta de emprego fora de portas. O que é curioso porque sou uma matriarca responsável pela sustentação de um projecto empresarial com um irmão quinze anos mais novo, que, igualmente, se dispõe a ir para onde os negócios o aconselharem, e que assumo o acompanhamento dos meus pais, na faixa dos setenta, que manifestam toda a disponibilidade em me acompanhar, se isso fosse necessário. Até as minhas filhas, a mais velha advogada na área do direito público de uma conceituada firma de advogados e a outra à beira de entrar na faculdade, uma já independente e a outra, em custódia partilhada com o pai, nada vêm de trágico na ideia de viverem e trabalharem fora do País. E, há uns bons anos, quando as oportunidades surgiram afastei-as sem hesitar. A Europa, como os países lusófonos, estão hoje no nosso horizonte territorial de vida, porque as nossas perspectivas sociais e culturais se alteraram.
A ideia enraizada dos nossos pais de que, quase tudo, era para toda a vida, desvaneceu-se, senão mesmo, faleceu. Começando na casa, no emprego e na família. Não há, julgo eu, que exorbitar as causas do fenómeno. Talvez haja mais, isso sim, que nos preocuparmos com as suas consequências. Como o fazem outros países que sofrem do mesmo. Como sempre, preferencialmente, apelando à razão sem nos deixarmos tolher pelo coração. Porque, basicamente, também o mundo da abrangência no espaço dos próprios afectos se alterou. E, com as novas tecnologias, a nostalgia e o distanciamento decorrente da distância minimizaram-se. Como dizia um amigo meu: - “falo mais agora com a minha filha (em Angola) e acompanho mais a vida dela e dos meus netos do que quando morava ao fim da minha rua.”
Tornámo-nos cidadãos do Mundo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Fernando Lopes-Graça

Fernando Lopes-Graça, nasceu em Tomar, a 17 de Dezembro de 1906 e faleceu na Parede, Cascais, a 27 de Novembro de 1994), compositor, pianista, regente e musicógrafo é considerado um dos principais compositores portugueses do século XX. Com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos "arranjos" dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina. Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais). Em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor o maior pianista português de todos os tempos: Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt).Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano “A Acção”. Em 1931, conclui o Curso Superior de Composição com a mais alta classificação, concorrendo de seguida a professor do Conservatório, em piano e solfejo, o que lhe viria a ser vedado devido à sua oposição ao regime político, sendo inclusivamente preso e desterrado para Alpiarça. Leccionaria na Academia de Música de Coimbra, vindo a colaborar na Revista Presença, um dos esteios da poesia em Portugal. Em 1937 ganha uma bolsa de estudo para Paris, a qual contudo lhe seria igualmente recusada por motivos políticos. Não obstante, decide partir para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin. É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, bem como as canções.

Desemprego jovem atinge os 23,4%


Por: Ramiro Marques

O Estado Social (ista) criou dois tipos de portugueses: os mais velhos, regra geral bem instalados na vida, gozando da protecção do Estado, com empregos para toda a vida, e as novas gerações, com vidas marcadas pelo desemprego, precariedade e baixos salários.
As gerações mais sacrificadas são as que têm maiores habilitações e qualificações. Leis laborais excessivamente protectoras dos instalados são hostis à criação de emprego e ao investimento.
Resultado: 23,4% dos jovens estão desempregados. Desses, mais de 60 mil são licenciados e mestres
Não fosse a emigração em massa de jovens licenciados e mestres e a situação seria ainda pior.
Para Portugal, isto é uma tragédia: saem os melhores, os mais jovens e mais qualificados. Ficam os moles, os menos qualificados e os instalados.
Portugal envelhece e acomoda-se ao empobrecimento.
Isto é a tragédia em directo promovida, há mais de 15 anos, pelo Estado Social

1.º Congresso Distrital do PSD em Alpiarça

A Concelhia do PSD de Alpiarça, vai levar a efeito  a apresentação pública   do seu 1º Congresso Distrital do Partido Social Democrata.
Esta conferência irá realizar-se no dia 29 de Novembro de 2010, pelas 21 horas no ginásio auxiliar do clube desportivo do ”AGUIAS DE ALPIARÇA”.
As áreas temáticas em discussão serão as seguintes:
1º) Estado, (Regionalização; Poder Local; Governo Civil; Obras Públicas; etc.);
2º) Economia, (Agricultura, Turismo; Ambiente, etc.);

3º) Social, (Educação, Sustentabilidade Social; Saúde, Trabalho e Emprego, etc.);
4º) Novos desafios, (Ordenamento do Território, Cultura e Média; Juventude; Desporto; etc.)
Este Congresso vai contar com a presença de: Isaura Morais, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior; Jorge Nogueira, Liliana Pinto e o advogado Ramiro Matos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Apresentação do livro “Miasmas”


A apresentação de Miasmas terá lugar este Domingo, dia 28 de Novembro, pelas 16h, no Clube Desportivo "Os Águias", no contexto da Feira do Livro de Alpiarça, e estará a cargo da Prof. Doutora Fernanda Gil Costa, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Imediatamente a seguir à apresentação decorrerá um Encontro de Poetas, organizado pela Cosmorama, com a participação dos poetas Jorge Milícias, José Rui Teixeira e Fernando de Castro
"Miasmas! é de autoria do alpiacense João Moita

Depois de uma década de despesismo, dez anos de austeridade e empobrecimento


Por: Ramiro Marques

Passei hoje algumas horas a ver os noticiários da BBC, CNN, Sky e Fox News. A BBC e a CNN dedicaram ampla atenção à situação financeira na Irlanda e em Portugal. O assunto da greve geral em Portugal foi recorrente ao longo dos noticiários da BBC.
Os analistas internacionais são unânimes em duas coisas: Portugal vai ter de ser resgatado pelo FMI e pelo FEEF, tal como foi a Grécia e está a ser a Irlanda; vem aí uma década de sucessivos pacotes de austeridade e empobrecimento dos portugueses.
Falta saber, no entanto, se o empobrecimento vai tocar a todos os portugueses, tornando as medidas de austeridade menos penosas para cada um e mais aceitáveis para todos ou se os sacrificados serão apenas os professores, médicos e magistrados no activo, como está neste momento vergonhosamente a acontecer.
É que, se os cortes salariais não forem distribuídos por todos os portugueses, incluindo os aposentados com pensões elevadas, o pacote de austeridade não terá resultados palpáveis na redução do défice e da dívida pública.
Estou certo de que os portugueses serão capazes de aceitar cortes salariais e redução das prestações sociais caso verifiquem que não há excepções na distribuição dos sacrifícios.
Não é isso que está a acontecer. A aprovação, ontem, pelo Parlamento, de uma proposta que isenta de cortes salariais algumas empresas públicas, entre elas a CGD, é uma vergonha nacional e uma afronta inaceitável. E é a prova de que Portugal não consegue sair do atoleiro com a actual classe política, inteiramente corrupta e afastada da realidade.
Temo, por isso, que, por culpa da elite política, despesista, corrupta e incompetente, os planos de austeridade e o empobrecimento de alguns sectores da população portuguesa, sejam em vão e que, daqui a meia dúzia de anos, estejamos ainda a culpar os bancos e os credores internacionais pelos problemas que nós criámos e não sabemos resolver.



Ganhos eleitorais

Pior do que o défice das contas públicas ou o défice da balança comercial é o défice de esperança de que sofre a generalidade dos portugueses, que os leva a não ter esperança no futuro e a aceitar as asneiras dos políticos como uma fatalidade nacional.
Os portugueses aceitam um OE brutal e se for feito um inquérito à população é muito provável que uma boa parte deles esteja convencida de que para o ano sofrerão novo corte no seu rendimento. Os funcionários públicos sabem depois de um corte nos vencimentos seguir-se-á outro, os trabalhadores do sector privado receiam com razão de que a impossibilidade de ajustamentos cambiais levará a reduções salariais, se não forem decididas por acordos colectivos serão aceites perante a chantagem do encerramento das empresas.
Olham para a classe política e assistem a debates e jogos de poder que mais parece um jogo de matraquilhos, o país afunda-se na bancarrota e os partidos estão mais empenhados em ganhos eleitorais do que na resolução dos problemas. As propostas umas vezes são manhosas, outras são pouco realistas, a bola passa de uns para outros sem que ninguém explique os sacrifícios que vão ser-lhes exigidos, uns ignoram a realidade e resumem tudo a uma política, outros dizem-lhes que foi uma fatalidade inesperada.
Aceitam aumentos de impostos e cortes nos vencimentos sabendo que todo esse dinheiro corresponde ao que o país enterrou num banco inventado para enriquecer um grupo de amigos, um deles até pertencia ao Conselho de Estado e está algures, não se sabe bem onde. Roubaram mais de 4.000 milhões de euros ao país e os juízes estão mais preocupados com as despesas dos ministros.
O Presidente da República vai bocejando e gerindo a crise de forma a que o OE não lhe estrague os planos da apresentação oficial da candidatura, candidatura que revela tanta consideração pelos seus eleitores que até foi divulgada por recado num programa televisivo.
Teremos rendimentos para cumprir com os compromissos que assumimos, teremos emprego para o ano, teremos emprego no próximo mês, os cursos que os nossos filhos tiram nas escolas vão servir de alguma coisa, teremos pensão quando nos reformarmos? Não temos resposta para as mais elementares da nossa vida enquanto cidadãos, e a única certeza que Sócrates nos garante é que teremos TGV. Bardamerda para o TGV, porque para emigrarmos para Espanha não precisamos de ir tão depressa, dantes íamos a pé e atravessava-se a fronteira a salto.
Esta falta de esperança corrói-nos a alma enquanto povo, destrói-nos os valores, tira-nos a confiança na democracia, leva-nos a desistir enquanto nação e ao salve-se quem puder individual. Não há solidariedade nacional, os ricos escondem o dinheiro em off-shores, a burguesia política assobia para o ar, a classe média verga-se perante os impostos e a ausência de desenvolvimento funciona como um supremo tribunal que confirma a sua condenação à miséria eterna.
Por: P.J.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PAC com menos burocrática

Por: Capoulas Santos *
“Não compreendo como é possível que tenham tratamentos burocráticos e controlos diferenciados medidas que podem ser integradas num único sistema de pagamento, como sejam os pagamentos directos, as medidas agro-ambientais ou as indemnizações compensatórias das zonas com desvantagens naturais”, afirmou Capoulas Santos perante o Comissário Europeu da Agricultura no debate da passada Terça-Feira, 22 de Novembro, no Parlamento Europeu reunido em sessão plenária em Estrasburgo.

Chamando a atenção de que é preciso simplificar a vida aos agricultores, Capoulas Santos referiu-se à necessidade de tornar a PAC menos burocrática como um objectivo que está ainda muito longe de ser alcançado, e defendeu que “simplificação não pode ser entendida como qualquer abertura ao facilitismo ou ausência de rigor em termos de controlo ou fiscalização de ajudas públicas. Nenhum pretexto pode ser invocado para contornar essa elementar exigência de transparência.”

Em resposta, o Comissário Europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, reafirmando o objectivo de simplificação na medida do possível para garantir o uso adequado dos fundos públicos, mencionou ainda a sua decisão de criar um grupo de trabalho técnico entre a Comissão Europeia e os Estados-Membros, no contexto da elaboração das propostas legislativas para o futuro da PAC, com vista precisamente a garantir que estas não representarão maiores encargos burocráticos.

* Colaborador do Jornal Alpiarcense

O que os autarcas e a maçonaria tem em comum? Tudo e nada.

Os autarcas e a maçonaria em pouco diferem, ou talvez não?
Tudo, se formos do partido e se dissermos “sim” a tudo” e que nunca os possamos criticar e, muito menos dizer mal deles na “Praça Pública”, mas sim “dizendo que são maiores e os melhores”.
Nada, se: formos do lado oposto (entenda-se de outras ideias politicas) porque aqui é que o “caldo se entorna”. Nunca nos dizem “não” a nada mas complicam-nos a vida de uma forma tão difícil que só temos duas hipóteses:
Alinhamos nos seus ideais ou desistimos daquilo que queremos ou precisamos
Uma terceira possibilidade viável mas nem sempre realizável, é: pura e simplesmente somos ignorados.
E porquê?
Porque temos que comungar dos seus ideais e não estar na linha do adversário, caso contrário seremos sempre olhados de lado como se um “ateu” fossem.
Como somos de uma linha maçónica daquela que quem detêm poder, tudo o que queiramos saber ou obter começa a ser difícil de conseguir.
A conversa fiada de que: «depois de eleito, tratarei todos os cidadãos por igual» mais não é do que uma treta como treta costuma ser aquelas que os políticos nos impigem quando menos esperamos.
Menos esperamos, é: quando pedimos algumas palavras e durante meses continuamos à espera da «resposta» porque caminhamos por atalhos diferentes.
A mesmas coisa que: maçónicamente pertença a um templo de “Jeovás” e pretenda os préstimos serviços de um “Católico”.
Bem posso esperar sentado.
Razão tinha uma leitora (comentarista) quando disse: «para arranjarem o meu «largo» (Vasco da Gama) tenho que ir à “Manifestação do Partido”?».
Que esperem sentados.
Vem esta lenga-lenga, a propósito do: meu “chefe ter-me incumbido de obter uma mensagem de um político do burgo sobre as comemorações do “25 de Abril de 2010” que na altura se iriam festejar cá no sítio e, ainda hoje estou à espera da mesma.
A diferença é que continuo de pé e não sentado como talvez fosse (ou continua a ser) seu desejo

DRE custam 5 milhões de euros só em despesas de funcionamento


Por: Ramiro Marques

A extinção das cinco direcções regionais da educação representaria uma redução anual de cinco milhões de euros em despesas de funcionamento, sem contar com o que se pouparia em salários.
As cinco direcções regionais de educação gastam cinco milhões de euros apenas em telecomunicações, material de escritório, rendas, despesas de manutenção, limpeza, combustível e electricidade.
Não é possível saber quanto se pouparia em salários porque as despesas com vencimentos de pessoal estão integradas no orçamento da Secretaria Geral do Ministério da Educação.
O Ministério da Educação tem duas direcções gerais: a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e a Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação.
A bem dizer, a primeira não serve para nada. Não se admite que, num país democrático e pluralista, exista uma direcção geral para dar orientações pedagógicas às escolas.
A DGRHE é a única direcção geral com justificação. É por ela que passam os concursos nacionais de recrutamento de professores e todo o processo de gestão das carreiras do pessoal docente.
As poucas competências das direcções regionais da educação podem ser transferidas para os directores que passariam a lidar directamente com a DGRHE para a resolução de problemas com a gestão de pessoal docente.
A extinção da DGIDC e das DRE poderia gerar uma redução da despesa pública na ordem das muitas dezenas de milhões de euros.
Com o País na bancarrota e à espera de ser resgatado pelo FMI e pelo FEEF essa redução na despesa não é nada desprezível.
Os portugueses têm de perceber que quanto mais serviços e estruturas do Estado houver menos dinheiro haverá nos bolsos dos portugueses.
Os polacos, suecos, dinamarqueses, holandeses, checos e eslovenos já perceberam isso há algum tempo e é por isso que as economias desses países estão a crescer mais de 3% ao ano.
Ao contrário do que os socialistas querem fazer crer, a Europa não está em crise. Quem está em crise é Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. E a economia mundial está a crescer mais de 5% ao ano com a Índia, África e a China a crescerem 10% ao ano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Crise oferece Natal menos iluminado nas cidades e vilas da região

A  Câmara de Alpiarça vai mais longe, não oferecendo os cabazes de Natal aos funcionários e não realizando o espectáculo tradicional de fogo-de-artifício. A iluminação vai ser menos ostensiva, reduzindo-se às entradas da vila dos lados de Almeirim, Santarém e Chamusca e dos lugares de Casalinho, Frade de Cima, Frade de Baixo e Gouxaria. Segundo o vereador Carlos Jorge Pereira (CDU), prevê-se gastar cerca de dois mil euros em iluminação de Natal, ao contrário dos 11 mil euros que a câmara gastou em 2009. “Com os cortes anunciados do Governo às autarquias e com a dívida da câmara temos que poupar em tudo o que podemos poupar”, acentua.
Saiba mais em:
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=471&id=69998&idSeccao=7546&Action=noticia

Sónia Sanfona vai estar hoje presente na Casa Museu dos Patudos para assistir à assinatura de um protocolo


Será assinado hoje pelas 16 horas em Alpiarça, no Pólo Enoturístico da Casa Museu dos Patudos, um protocolo entre o Governo Civil de Santarém e a RUTIS - Associação das Redes de Universidades da Terceira Idade da Região para sensibilização e formação no âmbito da Prevenção e Segurança Rodoviária. O acto será integrado no Encontro distrital da RUTIS, que ali decorre ao longo do dia com diversas actividades. A Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona estará presente.
«GI/GCS»

Presidente da Nersant defende redução dos salários


O presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant, José Eduardo Carvalho, defendeu hoje a redução nominal de salários como um dos mecanismos para o aumento de liquidez das empresas.

Falando no âmbito do 4º Fórum Empreendedorismo da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, o dirigente da Nersant e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), defendeu também a redução a descida da taxa social única (TSU) e criação de mecanismos de consolidação dos passivos fiscal e bancários das empresas.

“No passado, não achava que fosse necessário baixar os salários, mas com a deterioração da economia acho que, infelizmente, não vamos passar sem isso”, afirmou José Eduardo Carvalho.

O dirigente empresarial acrescentou ainda que, se tivesse havido já a descida da TSU, juntamente com o aumento do IVA, “teria permitido a redução dos custos operacionais das empresas sem ser necessário baixar os salários”.

Para o presidente da Nersant, a percentagem de redução dos salários deveria ser definida de acordo com cada sector, assim como a questão do salário mínimo nacional.

José Eduardo Carvalho seria também necessário fazer a consolidação do passivo fiscal e bancários das empresas. “Empresas viáveis e com dívidas ao fisco e Segurança Social entre 2008 e 2010 deviam poder fazer a consolidação dos seus passivos através do sistema de garantia mútua”, propôs ainda o dirigente empresarial.

A legislação laboral também foi alvo das críticas de José Eduardo Carvalho, que contestou a rigidez dos horários e os custos dos despedimentos. “A rigidez da legislação laboral enviesou a relação entre sectores de bens transacionáveis e não transacionáveis porque as empresas do sector dos bens transacionáveis têm que incorporar custos da rigidez laboral nos bens que vendem para o estrangeiro e competir com outras empresas de países mais flexíveis”, afirmou.

Também as associações empresariais não escaparam à análise de José Eduardo Carvalho, que as acusa de “estarem de cócoras perante o Governo” e “de não encararem estes assuntos com frontalidade”.

“Faço parte de uma geração que levou o país à insolvência e vivemos um momento de crise de representatividade no mundo empresarial”, afirmou o dirigente da AIP, lançando um repto: “quem não está disposto a encarar estes assuntos vá para casa”.
«O Ribatejo»

Exigimos custos sem extras

Em 2011, a factura da electricidade irá pesar mais no orçamento dos con¬sumidores. Face ao clima de crise e às fortes medidas de austeridade do Go¬verno, qualquer acréscimo num serviço público essencial é difícil de suportar pelas famílias.
Em Outubro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs um aumento, em média, de 3,8 por cento. Na factura de electricidade, a parcela dos “Custos de Interesse Geral” resulta de opções políticas e medidas legis¬lativas. O seu crescimento tem sido constante e exponencial. Prevê-se, em 2011, algo como 2,5 mil milhões de euros, um aumento de mais de 30% face a 2010. Trata-se de custos acrescidos, alguns sem relação directa com a pro¬dução e distribuição de energia eléctrica. É indispensável e urgente repensar a política de taxas e sobrecustos que recai nas nossas facturas.
A DECO alerta há muito para a situação e exige medidas para uma adequada sustentabilidade do sector eléctrico e protecção dos interesses dos consu¬midores.
 Na factura dos consumidores, em 2010, 31% traduzem os custos de pro¬dução de energia e 27% o uso das redes que conduzem a electricidade até nossas casas. A componente mais pesada, os “Custos de Interesse Geral” (42%), inclui verbas, entre outras, como o fomento às renováveis, rendas aos municípios e a amortização do défice tarifário. Há ainda a acrescentar os Cus¬tos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual e os Contratos de Aquisição de Energia.
Segundo a DECO, o Governo deveria aplicar medidas para restabelecer um equilíbrio mais justo na formação do preço a pagar por 6 milhões de consu¬midores. É possível, de forma progressiva, reduzir em várias áreas: energias renováveis, custos para a manutenção do equilíbrio contratual, renda dos municípios, contratos de aquisição de energia eléctrica, renda dos terrenos e garantia de potência, entre outros. A DECO simulou o impacto de uma dimi¬nuição de 10% nas rubricas dos custos de interesse geral e concluiu que, em vez de depararmos com a proposta de aumento para 2011, tal levaria a uma redução nos preços próxima de 5 por cento.
Se nada for feito, as más perspectivas serão agravadas, em 2012, com au¬mentos insuportáveis do ponto de vista social, muito provavelmente superio¬res a 10 por cento.

Façam greves, protestem, reivindiquem, mas deixem-me trabalhar

Deixem-me trabalhar
O direito à greve, está contemplado na Constituição Portuguesa. Todos temos direitos, mas, e não menos importante, todos temos deveres.
Não é a primeira vez, e com certeza não será a última, que, e a propósito de greves, fico verdadeiramente indignado.
Calculo o caminho que vou entrar, mas não me esquivo de dizer bem alto o que penso.
O direito à greve, está contemplado na nossa Constituição. É um direito legitimo e, embora quase sempre seja pouco eficaz, proporciona aos trabalhadores uma forma de reivindicarem os seus direitos.
É verdade que, dizem os entendidos, antes de partirem para a greve, haverá porventura outras formas de luta mais convincentes e mais eficazes, mas é inquestionável, a greve pode e é feita com toda a legitimidade.
A minha indignação, surge a favor dos que não tencionam ou, pura e simplesmente, não querem aderir à greve.
Os motivos podem ser diversos, por exemplo, não concordar com a reivindicação em curso, não concordar com os métodos e forma de luta, ou, e ainda mais habitual, ao contrário de dirigentes sindicais, um dia de greve, pode ser oneroso no orçamento e salário de um trabalhador.
Desta forma, e aqui é que reside a minha indignação, não é leal, justo e aceitável, impedir trabalhadores de trabalharem por não aderirem à greve. Tanto direito assiste a um trabalhador de fazer greve, como assiste a outro de querer trabalhar.
Bloquear e impedir colegas de trabalharem, só porque não alinham na luta em curso é indigno e, com todas as letras, merece da minha parte, haverá mais gente com certeza, o total repúdio e indignação.
Quem acha, que a coberto de um direito Constitucional, pode impedir a Liberdade de escolha do outro, procede mal e deve por isso ser chamado à razão.
Façam greves, protestem, reivindiquem, mas deixem-me trabalhar.

«http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?mode=thread&fokey=ae.stories/7398&va=264187&p=stories&op=view»

Limpeza e Inventariação de Peças do Museu Etnográfico


Estão a decorrer os trabalhos de limpeza e tratamentos específicos das peças e objectos que fazem parte do espólio do antigo Museu Etnográfico, que se encontravam amontoadas numa adega do Município.
Este trabalho está a ser realizado em parceria com a Associação de Amigos da Casa Museu dos Patudos, que, após o restauro das peças pelos funcionários ao serviço da autarquia, procederá à sua inventariação e catalogação.
È intenção da Câmara Municipal, eventualmente em colaboração com outras entidades, procurar um local adequado para a constituição do Museu Municipal/Etnográfico.
«CMA»

XVIII Feira do Livro de Alpiarça

Sábado, dia 27 de Novembro, pelas 16h00, inauguração da XVIII Feira do Livro com a presença da escritora Patrícia Reis, autora do livro "Diário do Micas - Mistério na primeira República".

17h00 - Lançamento do projecto "Alpiarça aLer+" Com a presença da Dr.ª Filomena Cravo e Dr.ª Ana Bela Martins, coordenadoras nacionais do Plano Nacional de Leitura.

18h00 - Sábados a Contar - "História da República" Sessão de Contos para toda a família

Pela Biblioteca Municipal de Alpiarça

21h00 - Apresentação do livro "Câmara de reflexão"

Com a presença de José Carlos Ramalho (RTP) e Rui do Ó (SIC)

«CMA»

Greve afectou mais função pública no distrito

Feito balanço final da greve geral no distrito, constata-se que foi essencialmente na função pública, e sobretudo em algumas autarquias do sul da região e os hospitais, que se verificou uma maior adesão.
Segundo os sindicatos, as autarquias de Coruche (PS), Alpiarça (CDU), Benavente (CDU) e Rio Maior (PSD) foram aquelas onde se registou uma maior adesão dos funcionários públicos, havendo serviços municipais que não chegaram sequer a funcionar durante todo o dia.
Também o Hospital de Santarém admite que o bloco operatório e as consultas externas foram serviços bastantes afectados. Mas o administrador salientou ao nosso jornal que, “como se tratava de uma greve já há muito programada” o hospital organizou-se de forma a cumprir os serviços mínimos, sobretudo nas urgências, que funcionaram sem problemas.
A nível das empresas privadas, a CGTP referenciou uma maior adesão nalgumas fábricas de multinacionais, como os casos da Mitsubishi do Tramagal (Abrantes), que teve a produção quase parada, a João de Deus&Filhos (Benavente) com uma adesão a rondar os 80 a 90 por cento, e ainda a Robert Bosch (Abrantes) onde a adesão terá também sido “muito elevada”, segundo os sindicatos.
A Nersant contrapõe estes dados e, no levantamento que fez durante do dia da greve a mais de 70 empresas da região, regista apenas uma – a JJM Esperança (Asseisseira, Tomar) – com uma adesão superior a 50 por cento. A associação empresarial identifica apenas mais cinco empresas com adesões entre 20 a 50%: Mitsubishi Fuso Truck (Abrantes), Postejo (Benavente), Olimar (Alcanena), Companhia Nacional Fiação e Tecidos (Torres Novas) e Metalúrgica Costa Nova (Torres Novas). José Eduardo Carvalha frisa que estas são empresas “com histórico” de greves, sublinhando a ideia de que “esta foi essencialmente uma greve da função pública”, no caso do distrito de Santarém.
No sector dos transportes, fonte da direcção financeira da Rodoviária do Tejo, referiu que a direcção operacional de Torres Novas – que inclui os concelhos de Torres Novas, Abrantes e Chamusca – foi onde se registou a maior adesão à greve (cerca de 70 por cento), com 75 funcionários a não comparecerem ao serviço, num universo de 107 trabalhadores. Na direcção operacional de Santarém -que inclui os concelhos de Santarém, Almeirim, Rio Maior e Alcoentre – a adesão foi de 29 por cento. Segundo Orlando Ferreira, administrador executivo da empresa, no concelho de Santarém “houve várias carreiras urbanas a circular quase sem passageiros” e “os primeiros serviços de expressos para Lisboa saíram da estação com dois ou três passageiros
«O Ribatejo»

DIA INTERNACIONAL DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA


Por: Anabela Melão

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher. Julgo que todos reconhecemos que esta é uma causa de cada um e de todos. Independentemente de ser física e/ou sexual, psicológica, por meio de coação, constrangimento, ameaça, de subtil ou explícita. Independentemente de condições sociais, étnicas, estéticas ou etárias. A violência contra a mulher assenta na própria condição feminina, e é mais ou menos bem suportada e tolerada pela construção de valores e papéis sociais que, ao longo da história, vêm submetendo as mulheres a relações desiguais, interferindo negativamente no desenvolvimento da sua autonomia e na conquista da sua emancipação.
A última das causas que congregou a comunidade mundial foi a da iraniana Sakineh Mohammadi Ashitianí, condenada à lapidação até à morte por adultério e cumplicidade no homicídio do marido. Parece que a sua vida está, literalmente, por um fio, embora, já hoje, um alto funcionário do regime de Teerão tenha afirmado que está a ser estudada a possibilidade de comutação da pena, recordando que a sua execução ficou em suspenso devido à campanha realizada por países ocidentais e organizações de direitos humanos contra a concretização da sentença, sem esquecer o papel determinante do Conselho de Direitos Humanos do Irão. Hoje, também, uma notícia sobre a situação das mulheres nos Emirados Árabes Unidos, dá conta da aprovação recente de um parecer, emitido pelo Supremo Tribunal, que reconhece ao homem o direito de “disciplinar” (leia-se agredir) mulher e filhos, desde que não deixe marcas físicas visíveis. Uma “legalização” que ocorreu depois do julgamento de um caso de violência doméstica cometido por um cidadão de Sharjah, que agrediu a estalo e pontapé a mulher, deixando-lhe ferimentos na cara e na boca, e a filha, com ferimentos na mão e no joelho. E, segundo o tribunal, os ferimentos nas duas mulheres relevam, apenas, porque provam que o pai abusou do seu direito na sharia, sobretudo, relativamente à filha, de 23 anos, que já seria velha demais para receber uma punição do pai, dado que, de acordo com a sharia, a puberdade determina o estado de adulta. Felizmente, a decisão do Supremo Tribunal suscitou a indignação das entidades que lutam por uma maior abertura e modernização do país, afirmando que a aplicação da sharia mancha a imagem dos Emirados Árabes Unidos, até porque a sua população é maioritariamente estrangeira.
É tempo - está-se sempre a tempo - de se agitarem as consciências e de se trabalhar para conseguir a mobilização geral da comunidade, nacional e internacional, contra a violência sobre as mulheres.
Trata-se de uma situação assumidamente chocante e em que todos os meios servem para se combater este flagelo. Amanhã, não é, pois, dia de celebrar, é, sim, dia de se chorar, porque, ainda, há muito em que se reforçar a luta pelo fim desta maleita social, pela formação e pela informação. O conceito da sentença dos Emirados Árabes Unidos, de que “disciplinar” vale, desde que não haja marcas visíveis, é, por acção e omissão, “permitido” em muitos estados democráticos, sabendo-se que há casos em que essa é uma recomendação dada por alguns advogados aos seus “ilustres” clientes. E falo por experiência própria.
Mas, se as marcas físicas exteriorizam os maus tratos, não esqueçamos, peço-vos o encarecido favor, que as marcas da alma nunca se apagam e delas quase nunca se recupera. E, quando perguntam, a quem já a sofreu na pele, porque não arrisca e porque não se “deixa levar” e tenta ser feliz, a resposta é pragmática: não se trata de não arriscar, ainda que pela primeira vez, a felicidade, mas de não arriscar, mais nenhuma vez, a infelicidade. Porque é bom que só uma vez chegue para se dizer “basta”!



Apoios aos Centros Sociais do Concelho

«Apoiar a Fundação José Relvas e a ARPICA/”Cantinho do Idoso” no trabalho assistencial à infância, aos idosos e a cidadãos portadores de deficiência, com especial relevância em eventual projectos de construção de novos espaços de creches, lares ou centros de dia» são uma necessidade básica e que requer um constante apoio.
É a Fundação José Relvas e a ARPICA os centros, também os únicos, que merecem todo o apoio por parte das entidades institucionais, devendo haver uma inter-colaboração entre estas duas entidades de formas a que haja melhores condições para os seus utentes e não a divisão entre as mesmas como destrinça na quantidade de apoio, ore beneficiando uma para prejudicar outra, ficando o cidadão às vezes com dúvidas naquilo que é feito como aconteceu recentemente com o projecto da pobreza atribuído à Fundação José Relvas para depois ser entregue à ARPICA.
E, porque não criar dependências nos lugares quem também tem os seus idosos e necessitam de apoio?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

95% dos Bombeiros Municipais aderiram à greve e os de Alpiarça também

O Corpo de Bombeiros Municipais de Faro aderiu a 95% à Greve Geral, nos turnos das 00h00 às 8h00 e das 8h00 em diante, revelou a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais
De acordo com os dados da ANBP, os corpos de bombeiros municipais de Loulé, Tavira e Olhão registaram uma taxa de adesão à greve de 65%, o mesmo número registado nos Bombeiros Profissionais das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Algarve.
No geral, os bombeiros profissionais de todo o país e da Região Autónoma da Madeira aderiram à Greve Geral, tendo-se registado adesões entre os 60% e os 100% (Sapadores de Coimbra e municipais de Viana do Castelo, Figueira da Foz e Alpiarça).
«www.barlavento.pt»

Almeirim acolhe o 1º Fórum de Participação do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo

Que Tejo quer no futuro?
A ARH do Tejo, I.P. - Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P, vai promover um conjunto de Fóruns destinados a mobilizar todos os interessados a participarem na elaboração do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.
A água tem um papel essencial. Dela depende a vida e proporciona desenvolvimento de actividades económicas, bem estar e lazer.
O 1º Fórum de Participação Pública realiza-se em Almeirim, no dia 25 de Novembro, pelas 18 horas, no Complexo Desportivo dos Bombeiros Voluntários.
Não deixe os outros decidirem por si! Venha dar a sua opinião e apresentar as suas ideias. Coloque as suas dúvidas e receba respostas... claras como a água!
Participe neste Fórum e divulgue-o junto dos seus amigos, familiares, conhecidos e colegas de trabalho.
A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia.
Para mais informações, consulte www.planotejo.arhtejo.pt

O Leme e a Tormenta

 Por: Capoulas Santos *

A história explicará um dia o que foi a crise económica e financeira que assolou o mundo e atingiu Portugal no início do século XXI.
E registará quem segurou o leme no meio da tempestade.
Duvido contudo que alguém se lembre dos que buscaram abrigo em terra, aguardando que a tormenta passasse, com a esperança de poder vir a segurá-lo, após certificação de que a nau estava em condições de navegar.
Não se trata de história trágico-marítima mas de uma imagem que ilustra bem a actual situação politica portuguesa.
Houve eleições em Portugal há pouco mais de um ano, depois da mais vergonhosa e sistemática campanha para abater um primeiro-ministro de que há memória. Contra tudo e contra todos, o PS, ainda que apenas com maioria relativa, ganhou folgadamente.
O primeiro gesto do vencedor foi lançar convite aos demais partidos para avaliar a possibilidade de se abrir uma negociação visando criar condições de governabilidade e de estabilidade politica absolutamente necessárias face à situação politica internacional e às suas consequências internas. É aliás o que sucede em toda a Europa como foi recentemente demonstrado no Reino Unido, onde até existe um sistema eleitoral que facilita a obtenção de maiorias, e onde, há muitos anos, não se verificava um situação de maioria relativa no parlamento. Em poucos dias, liberais e conservadores puseram-se de acordo, abdicando ambos de aspectos importantes dos respectivos programas eleitorais, para dar estabilidade ao país em momento de crise.
Entre nós, a resposta foi o que sabe. Todas, sem excepção, desde a oposição retórica até à que pretende ser responsável e alternante, disseram simplesmente não e tudo têm feito desde então para dificultar a acção governativa.
O mais recente e ridículo episódio foi a novela do orçamento de Estado. Sem coragem para uma recusa categórica e para assumir a responsabilidade da abertura de uma crise politica que seria a sua consequência lógica, o principal partido da oposição ficou-se pelo suspense e pelo descarte de responsabilidades.
Surpreendeu-me a cedência à chantagem e até a quase humilhação a que o Ministro das Finanças, desnecessariamente, se sujeitou.
Ultrapassada a falsa “crise do orçamento”, voltou a carga de cavalaria. Enquanto “comentaristas” escolhidos a dedo de entre as fileiras da oposição ou de ressabiados da situação, de que o ex-ministro das Finanças Campos e Cunha é o maior expoente, “colunistas” e outros que tais, continuam, até ao enjoo, a sua cruzada em tudo o que é jornal, estação de rádio ou canal de televisão.
E uma nova solução para os problemas do país, em diferentes variações, parece ter sido agora encontrada por alguns notáveis da nossa praça como Paulo Portas, Pacheco Pereira ou António Capucho: uma coligação do PS com um ou mais partidos da direita mas com outro primeiro-ministro. Um, obviamente ao seu gosto, e por eles escolhido. Isto é, pondo a mexer, precisamente, a única pessoa que cometeu o pequeno pecado de ganhar as eleições.
Enquanto isso, as exportações cresceram mais do que o previsto, o crescimento do PIB excedeu as previsões do Governo e da OCDE e o país continua a resistir às investidas dos mercados financeiros. E vários líderes mundiais reconheceram em Lisboa, aquando da Cimeira da NATO, a justeza e a coragem das medidas de contenção que estão a ser executadas.
Quando a tempestade amainar, os portugueses saberão bem quem esteve firme no leme. E também espero que não esqueçam as patrióticas gaivotas que preferiram ficar seguras em terra.

* Eurodeputado do PS e colaborador periodico deste jornal

“Águas do Ribatejo” vai aumentar a água em dez por cento

A empresa inter-municipal “Águas do Ribatejo” vão aumentar em 2011 e 2012 a água dez por cento. Por consequência as taxas de saneamento básico também sofrerão o mesmo aumento

GREVE GERAL - Transportes, escolas e hospitais são os mais afectados

Na primeira vez, desde 1988, a que se juntam a uma só voz os protestos do sector público e privado contra medidas do Governo, as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, que convocaram a greve geral de hoje, prometem a maior adesão de sempre por parte dos trabalhadores e ameaçam parar o País. Transportes, saúde e educação deverão ser os sectores mais afectados, os primeiros já com efeitos a fazer sentir-se desde o final do dia de ontem.
Transportes
No Metropolitano de Lisboa, os últimos comboios saíram dos terminais ontem às 23.30 e o serviço só retoma à 01.30 de amanhã. Já o metro do Porto servirá um máximo de duas passagens por hora, entre as 07.00 e as 22.00, e apenas em duas linhas. Na CP, começaram já ontem à tarde os atrasos e supressões de comboios. Só nas linhas regionais foram 15, mais dois intercidades e um alfa pendular. Carris, Transtejo e STCP não têm sequer serviços mínimos fixados, ao contrário da CP e da Soflusa, mas que a CGTP impugnou.
Educação
A Federação Nacional da Educação (FNE) prevê que pelo menos 21 escolas fechem por falta de professores e auxiliares. Na lista estão as escolas S. Pedro, Camilo Castelo Branco, Diogo Cão, EB 2/3 de Murça, EB 2/3 Vila Pouca de Aguiar, todas em Vila Real. Mais a sul deverão fechar as EB 2/3 Matilde Araújo, Sofia de Mello Breyner, Rui Grácio (Montelavar), Francisco Manuel de Melo, Miguel Torga, Padre Alberto Neto, António Ataíde, Paulo da Gama (Amora), Quinta do Conde, José Afonso (Seixal), Marquesa de Alorna (Almeirim), EB 2/3 Cartaxo, EB 2/3 Marinhais, EB 2/3 Alpiarça, Alexandre Herculano (Santarém) e Secundária de Grândola.
«Diário de Noticias»

Somos isso e muito mais

Por: Pedro Miguel Gaspar

Começaram por ser vozes dispersas como pequenas acendalhas, abafadas e espezinhadas por uma multidão de optimismo. Há uns anos, aqui e ali, surgiam saudosistas a evocar Salazar. A multidão, essa, marchava impávida e desatenta rumo a uma terra prometida de sonhos e ilusões. Liberdade, Igualdade e Fraternidade diriam os Franceses. Carros, Casas e férias nas Caraíbas pensaram os Portugueses. Salazar? O povo é sereno, era apenas fumaça.
Hoje, de ouvidos preocupados, percebo que existe, de facto, não só fumaça, mas um foco de um qualquer fogo que pode estar para vir. Sou envolvido num negrume maior quando absorvo a transversalidade desta evocação. Portugueses de todas as classes, idades, ideologias, crenças ou em total descrença e aparente alienação vão-se multiplicando em apelos a um ente que “ponha mão de ferro nisto”. “Só lá vamos à cachaporra”, “ O Salazar é que devia cá estar” são frases vociferadas, meio a sério, meio a brincar, por cada vez mais portugueses. Preocupa-me a parte do meio a sério.
Acredito, no entanto, com excepção dos crónicos, que essa evocação é apenas um grito de desespero e que ninguém, tenha ou não vivido a 2ª República, anseie pelo regresso do presidente do conselho. Acredito, na mesma proporção, que o grito de revolta é genuíno e pasmo a minha própria alma na cedência virginal que concedo a Alberto João Jardim pela sua homilia à 4ª Republica. Não é que alguma coisa tenha de mudar, é que tudo tem mesmo que mudar.
Hoje, dia 24 de Novembro de 2010, uma greve geral irá paralisar o Pais. A sua utilidade rima com nulidade. Sou acérrimo defensor do direito à greve mas já estamos paralisados há anos a mais. Percebo, com mágoa, que esta greve nada vai acrescentar e nada vai produzir para além da promoção das mesmas serôdias figuras que encabeçam os principais sindicatos e os mesmos actores dos diferentes partidos num reinado, alguns, quase tão prolongado cronologicamente como o do presidente do conselho. Até na forma e conteúdo deste tipo de greves estamos 20 anos atrasados.
Freitas do Amaral escreveu, sabiamente como é seu uso costume, sobre as 5 crises que atingem o País e o mundo.
Ted Sorensen, falecido no passado dia 31 de Outubro, mentor e executor dos discursos de J.F. Kennedy, escreveu para a tomada de posse do presidente dos EUA, fará 50 anos em Janeiro de 1961, o apelo “Não perguntem o que o País pode fazer por vós, perguntem o que podem vocês fazer pelo País”.
As crises têm a virtuosidade de serem um crivo onde, inevitavelmente, o joio cairá desamparado. O trigo, esse, germinará com mais força que nunca. E os Portugueses são trigo, e trigo da melhor selecção mas que tem sido esmagado por um joio secular. È tempo de darmos valor a nós próprios, de encher o peito de orgulho nas suadas de um pai que entrega o pão do dia a seu filho, de uma mãe que quebrou as barreiras do Patriarcado Social com a conquista do seu sonho profissional realizado, de um irmão que leva o nosso mais precioso produto exportável, a inteligência, a todos os cantos do mundo.
È o tempo de acreditar que somos muito melhores do que aquilo que alguns, por não o serem, nos têm feito acreditar. A essa acção já se chamou propaganda.


Pedagogia do desporto

Com os patrocínios da Câmara Municipal de Tomar, do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, do Convento de Cristo e do Instituto Politécnico de Tomar, vai ter lugar na cidade banhada pelo rio Nabão nos dias 26, 27 2 28 de Novembro, no Hotel dos Templários, o 1.ª Congresso da Sociedade Cientifica de Pedagogia do Desporto.
A Sociedade Cientifica de Pedagogia do Desporto (SCPD) nasceu com o objectivo de promover o estudo e a investigação na área da Pedagogia do Desporto, contribuindo assim para o desenvolvimento dos aspectos pedagógico-didácticos do desporto, tanto no plano prático como no teórico. Neste âmbito, a SCPD pretende cooperar com colegas, sociedades e instituições de formação portuguesa e estrangeiras interessadas na edição e produção de publicações de interesse para a associação e no apoio a projectos de investigação e desenvolvimento (I&D).
A SCPD prevê igualmente efectuar, a titulo complementar, actividades próprias necessárias à satisfação das suas necessidades e dos seus membros, organizando ou participando em reuniões, congressos, seminários e cursos de aperfeiçoamento e actualização.
José Rodrigues, ex-director da Escola Superior de Desporto de Ri Maior, integra a Comissão Organizadora.
«Região de Rio Maior»

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Banksters, os verdadeiros culpados da crise


“Fui levado a escrever este livro depois de ter ouvido uns senhores dos bancos a dizerem que a culpa da crise é de todos, na verdade uns são mais culpados do que outros, e para isso tive de recuperar a palavra banksters, que resulta da mistura de banqueiros com gangsters”, afirmou José Manuel Rolo, autor do livro “Labirintos da Crise Financeira Mundial” (2007-2010), apresentado no sábado, no salão nobre do Governo Civil de Santarém, numa sessão que incluiu um debate com os deputados do PSD, PCP e Bloco de Esquerda e representantes do PS e do CDS/PP, com moderação do director do jornal O Ribatejo Joaquim Duarte.

Publicado pelas Edições Cosmos, de Joaquim Garrido, o livro “Labirintos da Crise Financeira Internacional” explica como, “em apenas dois anos, se passou de uma descuidada euforia a uma crise generalizada e profunda cuja solução não está à vista”.

Professor universitário do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, José Manuel Rolo disse que foi levado a escrever este livro quando ouviu “os senhores dos bancos dizerem numa reunião que somos todos culpados desta crise; este livro serve também para mostrar que uns são mais culpados do que outros, e para isso tive de recuperar a palavra “banksters”, inventada na Grande depressão de 1930, e que resulta da mistura de banqueiros com gangsters”.

José Manuel Rolo sublinha que “esta crise resultou do triunfo das ideias liberais na década de 80, nos EUA e Inglaterra, com a subida ao poder de Reagan e de Tatcher, que conduziu à desregulamentação dos mercados”.

Sobre a situação de Portugal, o professor considera que “algo não está bem quando dos últimos quatro primeiros-ministros, dois saltaram lá para fora e os outros dois eram comentadores da televisão…” Critica os “antigos ministros e responsáveis políticos, que acumulam ordenados e duas ou três reformas, agora transformados em artistas de variedades como comentadores da televisão, e que ainda pedem a vinda do FMI”. Sublinha que “o apoio do FMI à Grécia foi no montante da dívida aos bancos alemães e franceses e isso diz tudo sobre o papel do FMI”. Em Portugal, desta vez, “o FMI só vai deixar maior pobreza e mais recessão; como não pode desvalorizar a moeda vai-se atirar aos suspeitos do costume, isto é, aos funcionários públicos, aos trabalhadores por conta de outrem, aos pensionistas e outros que não se podem defender, a não ser fazer umas manifestações”.

O autor considera que “esta crise, que não dá sinais de querer abrandar, além dos incalculáveis prejuízos que provocou por esse mundo fora, teve três consequências fundamentais: decretou, espera-se, a falência do capitalismo financeiro liberal e desregulado de raiz anglo-saxónica com sede em Wall Street e na City de Londres, e ramificações nas restantes principais praças financeiras mundiais; confirmou ou fez emergir outros modelos de organização da vida económica, todos de raiz capitalista, que se perfilam como alternativas à economia de casino e que vão desde o modelo liberal regulamentado aos modelos nórdicos, à economia social de mercado alemã e ao modelo chinês de capitalismo de Estado com larga participação da iniciativa privada; e provocou o primeiro grande abalo da supremacia do Ocidente e da hegemonia dos EUA no mundo em favor da China e de mais dois ou três países emergentes

No debate que se seguiu à apresentação, Tiago Leite, do CDS/PP de Santarém, recordou que “dantes o meu banco só me emprestava dinheiro para a casa se eu tivesse 20% do valor, depois veio a desregulação, as pessoas endividaram-se para o que precisavam e o que não precisavam e isso foi o princípio do fim”.

O deputado António Filipe, do PCP, afirmou a sua perplexidade sobre como é que esta crise foi possível e como é que se aceita esta situação de termos o poder político submetido ao poder económico e mediático, o pensamento único a dominar os meios de comunicação, esquecendo que foi o dinheiro dos contribuintes que salvou os bancos e são ainda os contribuintes que vão pagar os impostos e o resto por causa de uma crise de que não tiveram culpa”. António Filipe considera que “esta não é a primeira e não será a última crise do capitalismo, mas é a prova do falhanço do capitalismo que não é a solução para os problemas da humanidade”.

“Ouvimos todos os dias que os trabalhadores que recebem o ordenado mínimo e os beneficiários do rendimento mínimo andam a gastar à tripa forra e, por isso, é que estamos em crise”, ironizou o deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda. “A necessidade de regulamentação dos mercados financeiros é consensual, só não se percebe porque não se tomam medidas de controlo dos movimentos financeiros, de proibição da transformação das dívidas em títulos, e por aí além”, defendeu José Gusmão, citando uma frase do livro atribuída ao filósofo Montaigne: “entre o fraco e forte, a liberdade oprime e a lei liberta”.

Nélson Carvalho, do PS, defendeu que a solução para a crise deverá passar por um reforço da integração na União Europeia.

O deputado Vasco Cunha, do PSD, referiu que “esta crise coloca em causa o modelo social e de desenvolvimento do ocidente e, ironicamente, são antigos países do bloco comunista que estão a fazer o seu caminho, imunes à crise, com taxas de crescimento económico altas”.

«Jornal O Ribatejo»