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quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Câmara de Santarém, acusada de perseguição aos funcionários

“Dizem-nos que terão sido instaurados mais processos disciplinares a funcionários da Câmara de Santarém nestes curtos meses de mandato de Ricardo Gonçalves (foto) do que nos mandatos de Miguel Noras, Rui Barreiro e Moita Flores juntos. A vereadora dos recursos humanos bem tentou negar a perseguição que está a ser movidas aos funcionários, mas o relato feito pelo advogado que os representa remeteu-a ao silêncio comprometedor” noticia o semanário ‘O Ribatejo’.
Segundo o mesmo  jornal, Idália Serrão, vereadora do PS, confrontou Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara (PSD) acusando-o de estar em “prática uma política de medo na Câmara” para ao mesmo tempo querer saber o que está a acontecer na Câmara de Santarém para existir uma “participação ao Ministério Público contra o presidente que em caso de condenação poderá levar à perda de mandato”.

'OPERAÇÃO OUTONO' na 'Música'


No âmbito do projecto "Ver bons filmes com a Música", a Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro vai projectar o filme "Operação Outono", em colaboração com a Câmara Municipal de Alpiarça e integrado no programa das comemorações do 40º aniversário da revolução de 25 de Abril.
Esta projeção terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Alpiarça, no dia 26 de Abril às 21,30 horas.
OPERAÇÃO OUTONO é um thriller político sobre a cilada que levou ao assassínio do General Humberto Delgado pela PIDE em 13 de Fevereiro de 1965, em Los Almerines, perto da fronteira portuguesa. O filme baseia-se em factos verídicos recentemente revelados por Frederico Delgado Rosa, biógrafo e neto de Humberto Delgado, no seu livro Humberto Delgado, Biografia do General sem Medo.
A acção decorre entre Portugal, Espanha, Argélia, Marrocos, França e Itália, no período entre 1964 e 1981, desde a preparação da cilada de Badajoz pela PIDE, com o nome de código «Operação Outono», até ao julgamento dos implicados no Tribunal de Santa Clara, já depois do 25 de Abril.

"TONS DE ABRIL"



Orfeão Sfa Primeiro Dezembro convida a todos para assistirem ao espectáculo "TONS DE ABRIL" - breve antologia de autores de Abril, 

integrado nas comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril, 
a realizar na próxima sexta após a Assembleia Municipal às 20h30
A entrada é gratuita!
«CMA»

No primeiro trimestre, as receitas fiscais atingiram os 8,46 mil milhões de euros

A receita fiscal do Estado chegou aos 8,46 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano face ao período homólogo, o que corresponde a um aumento de 366,8 milhões de euros que os contribuintes tiveram de pagar em impostos.
No total, "Portugal cumpriu o limite para o défice orçamental estabelecido no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF)", pode ler-se no comunicado do Ministério das Finanças. O défice provisório das Administrações Públicas foi de 825 milhões de euros, ou seja 845 milhões abaixo do limite.
Do lado da receita, o crescimento foi de 4,5%, acima do previsto no Orçamento do Estado para 2014 (OE/14), que estimava um crescimento da receita fiscal de 2,1%. A receita dos impostos directos como os que incidem sobre o rendimento (IRS e IRC) subiu 7,8%, enquanto nos indirectos como o IVA, Imposto Sobre Veículos ou Imposto Único de Circulação (IUC), por exemplo, a receita cresceu 2,2%.

As previsões do OE/14 eram de 2,8% e de 1,5%, respectivamente. Já do lado da despesa, registou-se um crescimento de 2% explicado, "maioritariamente pela evolução dos juros e outros encargos e das transferências", pode ler-se no comunicado.
«DE»

OPINIÃO: Portugal, quem te vendeu a alma?

Por: Anabela Melão
Dados do INE: + de 1,9 milhões portugueses em risco de pobreza. + mais de 35 mil crianças para uma situação de carência alimentar.
Descolonização portuguesa: guerras civis e fome nas ex-colónias. 
Economicamente, em termos relativos, Portugal na cauda Europa. Endividamento externo em termos absolutos extremo. Crescimento anémico. Desemprego quadriplicou. Emigração forçada voltou.
Famílias sob um rolo compressor fiscal.
Estado Social falece.
Comunicação social a soldo. 
Fomos de derradeiro império colonial europeu orgulhosamente só até PIIG.
Bom aluno sob protectorado. 
Sequestrados por credores internacionais.
Administrados por politicos colaboracionistas.
Politicamente, regime falido. 
Felizmente (ainda) amanhã julgo que não irei presa pelo que aqui e agora escrevo.
Liberdade de expressão. Ó pifia consolação! 
40 anos depois Abril falhou.
Portugal, quem te vendeu a alma? 

"Qualidade dos partidos é baixa" por isso estão "desacreditados"


O antigo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, faz no passado  domingo, em entrevista à rádio TSF e Diário de Notícias, um diagnóstico negativo da política portuguesa, considerando que “o regime está desgastado” e os “partidos desacreditados”. Em causa está, na opinião de Rio, “a qualidade baixa dos partidos” e das instituições, desde “a Assembleia da República, ao Governo, tribunais, autarcas”.
“Temos as instituições a perder credibilidade. Não vou dizer que não têm nenhuma, mas estão profundamente abaladas no seu prestígio. A Assembleia da República, o Governo, os tribunais, os autarcas… Restava uma, (…) a Presidência da República [mas] hoje, já nem essa resta. Também era impossível permanecer sozinha como uma ilha num oceano.
A afirmação pertence ao social-democrata Rui Rio, antigo presidente da Câmara do Porto, que esclarece, porém, nesta entrevista ao programa ‘Estado da Nação’ da rádio TSF e Diário de Notícias, que ao dizê-lo refere-se “sempre às instituições”. “Quando digo Governo não falo deste primeiro-ministro, nem do anterior, nem do próximo, e quando digo Presidência da república não digo este Presidente”.
Com a crise, sustenta, “é evidente que tudo se degradou” e, avisa, “à medida que o tempo avança não podemos esperar que fique melhor, só podemos esperar que fique pior se não introduzirmos alterações”.
Rui Rio considera que atualmente “a qualidade dos partidos é baixa” e a “falta de credibilidade vai avançando”, o que “afasta as pessoas da política”. E, prossegue, “se a área de recrutamento é menor, é lógico que depois o output também é de pior qualidade. Se todo o país estivesse disponível para cargos políticos (…) podiam ser escolhidas pessoas sem qualidade mas, na média, o resultado seria muito superior ao afunilamento que existe hoje”.
“Era prestigiante ser deputado há 30 anos. Hoje, é quase desprestigiante ou anda lá próximo”, conclui o social-democrata, por muitos apontados como o sucessor de Passos na liderança do PSD.
Nesta entrevista, o ex-autarca da Invicta comenta também a possibilidade avançada por Durão Barroso de um candidato presidencial apoiado pelo arco da governação, PSD, PS e CDS, sustentando que “esse entendimento, dada a relevância do Presidente da República para este efeito, passasse por uma situação em que o candidato é comum, como foi o general Ramalho Eanes”.
“Não quero dizer que deve ser e tem de ser. Agora dentro daquilo que é forma como eu gostaria que fossem os próximos anos de reformas do regime cabe um Presidente com essas características”, comenta.
«NM»

quarta-feira, 23 de Abril de 2014

FÉRIAS DESPORTIVAS PÁSCOA 2014


Com o recomeço das aulas terminaram as Férias Desportivas Páscoa 2014. Durante as duas semanas deste programa da autarquia, os jovens alpiarcenses puderam praticar várias modalidades desportivas e de lazer, utilizando os diversos espaços e equipamentos disponíveis no concelho. Este ano, a novidade foi o intercâmbio entre Alpiarça e Alcanena (ambos os concelhos estão a comemorar o Centenário); no passado dia 16 de Abril, as crianças e jovens de Alcanena (participantes no programa local de Férias Activas) visitaram Alpiarça depois de, na semana anterior, os alpiarcenses das Férias Desportivas terem estado em Alcanena, também com actividades durante todo o dia.


Participaram cerca de 50 crianças e jovens das duas autarquias; nesse dia de manhã fizeram um chalenger, praticando um conjunto de actividades, como descida em carro de rolamentos, tiro com arco, basquetebol, mini-golfe e futebol.


Os almoços foram na cantina da EB1/JI de Alpiarça; após o almoço, disfrutaram da albufeira dos Patudos, com prática de canoagem, e visitaram da Reserva Natural do Cavalo Sorraia, onde conheceram todas as suas valências.



 «CMA»

III Encontro de Folclore "Albandeio".



Realizou-se no passado dia 20 de Abril (Domingo de Páscoa) o III Encontro de Folclore Albandeio, integrado no programa de comemorações "Alpiarça, Concelho Centenário 1914-2014" e dos 40 anos do 25 de Abril.


Este Encontro, para além dos grupos nacionais, contou com a presença de 2 grupos internacionais, da Colômbia e da Holanda, que se encontram a participar no FIFCA.


Actuaram o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares "Albandeio", infantil e adulto, o Grupo Folclórico de S. Catarina do Bispo (Tavira), o Grupo Folclórico "as Peixeiras" da Vieira (Vieira de Leiria), a Escola de Formação em Danças, de Cumbé (Colômbia).


O espectáculo, inicialmente previsto para a Praça José Pinhão, foi transferido para o Pavilhão de Espectáculos da Feira, devido a condições climatéricas adversas, contou com a presença de muito público alpiarcense.

«CMA»

Aterro da Raposa é encerrado e resíduos podem ir para a Chamusca


O aterro da Ecolezíria na Raposa, em Almeirim, vai ser encerrado até ao final do ano, confirmou ao nosso jornal um dos administradores, o ex-presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes. O aterro está a chegar ao fim da sua vida útil e necessitava de ser alargado. Os resíduos provenientes dos seis municípios da Ecolezíria – Almeirim, Coruche, Alpiarça, Benavente, Salvaterra de Magos e Cartaxo – devem passar a ser enviados para a Resitejo, na Chamusca. Mas o encerramento deste aterro dependerá também das negociações dos municípios com os privados que compõem a estrutura acionista da empresa Ecolezíria, nomeadamente, a Lena Ambiente e a SUMA (empresa do grupo Mota-Engil). Está no entanto previsto que a empresa Ecolezíria se mantenha em funcionamento para continuar a gerir a recolha dos resíduos nestes municípios, ainda que estes passem a ser tratados por uma entidade externa.
Pedro Ribeiro, presidente da Câmara de Almeirim e da Resiurb, parceiro público que detém 51% da Ecolezíria, confirma o encerramento do aterro e frisou que as autarquias não estão interessadas em avançar para a construção de uma segunda célula no aterro da Raposa, embora refira que os privados estavam interessados nesse projeto.
O autarca não adianta para já se a empresa vai mesmo enviar os resíduos para a Resitejo, mas confirma que é, até agora, a opção mais barata. Garantido é que a empresa Ecolezíria não vai encerrar, até porque vai manter a sua estrutura de recolha de resíduos dos concelhos associados, assim como vai manter uma operação de centro de triagem no atual aterro da Raposa.
«O Ribatejo»

Portugueses convencidos que vem aí um novo programa cautelar

Quase metade dos portugueses que responderam a um inquérito julga que Portugal vai precisar de um novo programa cautelar depois da saída da troika (43%), mas mais de um terço (35%) acredita numa «saída limpa».
Os restantes 22% dizem ser incapazes de prever o que vai suceder, de acordo com os dados do barómetro de abril, realizado pelo CESOP da Universidade Católica para o DN, JN, Antena 1 e RTP.
O mesmo estudo apurou que o PS aumenta a sua distância em relação aos sociais-democratas, se hoje se realizassem eleições legislativas. E ainda que o PSD e CDS concorressem em coligação, o PS teria mais votos, noticia o DN.
«NM»

terça-feira, 22 de Abril de 2014

25 DE ABRIL - 40 ANOS

PROGRAMA DE COMEMORAÇÕES DO 40º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL EM ALPIARÇA



25 DE ABRIL - 40 ANOS
PROGRAMA DE COMEMORAÇÕES DO 40º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL EM ALPIARÇA

Abril – Alpiarça 2014
25 de Abril - 40 anos

23 de Abril

Dia Mundial do Livro
Comemorações do 25º aniversário da Biblioteca Municipal,
7º aniversário no novo espaço

10h00 | “Histórias de Sonho”, pela livraria “Aqui há Gato”
Crianças do Pré-Escolar
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

16h30 | Apresentação do livro “Dependo de ti”
de Beatriz Lima, editora Alphabetum
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

18h00 | Apresentação dos “IV Jogos Florais de Alpiarça”
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

18h30 | Apresentação da “BMA-Digital”
(Biblioteca Municipal de Alpiarça – Digital)
Biblioteca Digital com participação na RNOD e Europeana
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

21h30 | “Ceia de Contos”, pela equipa da Biblioteca Municipal
Anfiteatro exterior da Biblioteca Municipal
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça
22h00 | Banda “Gritos Mudos” – tributo aos Xutos & Pontapés
Anfiteatro exterior da Biblioteca Municipal
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

24 de Abril

22h00 | Espectáculo “Até amanhã Abril”
Espectáculo musical de homenagem às músicas
de intervenção e em particular às músicas de José Afonso
Ao Vivo Produções
Local: Praça do Município

00h00 | Hastear da bandeira
Com a presença da Banda da Sociedade Filarmónica
Alpiarcense 1º de Dezembro
Corpo de Bombeiros de Alpiarça
Local: Praça do Município

25 de Abril

12h00 | Cerimónia comemorativa
Concentração no Largo Salgueiro Maia
(Junto ao monumento do cravo)
- Homenagem ao dia 25 de Abril
de 1974 e aos Capitães da Revolução
- Actuação da Banda da Sociedade
Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro,
com algumas músicas de Abril
Org. Comissão do 25 de Abril

13h00 | Almoço Comemorativo do 25 de Abril
Local: Pavilhão da feira
Org.: Comissão do 25 de Abril

14h30 | Prova de Ciclismo na Pista
Na Pista de Ciclismo de Alpiarça
Org.: ACS/CMA

17h00 | Abertura da exposição
“O trabalho Alpiarça - 100 anos - 101 fotografias”
Local: Mercado Municipal

20h30 | Sessão solene da Assembleia Municipal
Comemorativa do 25 de Abril

"TONS DE ABRIL"
Uma breve antologia de autores de Abril
Um espectáculo do Orfeão da SFA 1º de Dezembro
Dirigido pelo Maestro Miguel Galhofo
Com a participação de Milly Barreiros (Poesia),
João Correia (Guitarra) e Luís do Vale (Piano)
Local: Auditório/ Edifício Polivalente Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça

26 de Abril

15h30 | Lançamento da autobiografia
“Cadernos Culturais n.4 – Memórias lembradas”
Autor Manuel Mendes Colhe
Edições A.I.D.I.A
Local: Mercado Municipal

Espectáculo Musical com ArreGaita
Local: Mercado Municipal

16h30 | “Sábados a Contar”, pela equipa da Biblioteca Municipal
“O Homem da Gaita” de José Afonso e Rui Lourenço,
com utilização de Realidade Aumentada
Local: Biblioteca Municipal de Alpiarça

21h30 | “Ver bons filmes com a música”
Sessão de cinema “Operação Outono” de Bruno de Almeida
Local: Auditório Mário Feliciano – Biblioteca Municipal
Org.: Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro

27 de Abril

10h00 | Passeio VespÁguias
Partida: Clube Desportivo “Os Águias”
Org.: Vespáguias / Apoio CMA
«CMA»

ALPIARÇA, CONCELHO CENTENÁRIO 1914-2014


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALPIARÇA

25º ANIVERSÁRIO



Programa do 25º Aniversário da Biblioteca Municipal de Alpiarça
......
23 de Abril
Dia Mundial do Livro
...
10h00 – “Histórias de Sonho”, pela livraria “Aqui há Gato”
Crianças do ensino Pré-Escolar

16h30 - Apresentação do livro “Dependo de ti”
de Beatriz Lima, editora Alphabetum...

18h00 - Apresentação dos “IV Jogos Florais de Alpiarça”

18h30 - Apresentação da “BMA-Digital”
(Biblioteca Municipal de Alpiarça – Digital)
Biblioteca Digital com participação na RNOD e Europeana .

21h30 - “Ceia de Contos”, pela equipa da Biblioteca Municipal
Anfiteatro exterior da Biblioteca Municipal

22h00 - Banda “Gritos Mudos” – tributo aos Xutos & Pontapés
Anfiteatro exterior da Biblioteca Municipal
26 de Abril

16h30 - “Sábados a Contar”, com participação da equipa da Biblioteca Municipal
“O Homem da Gaita” de José Afonso e Rui Lourenço,
com utilização de Realidade Aumentada 

«CMA»

BLIOTECA MUNICIPAL DE ALPIARÇA

"Aqui há gato" visita-nos de novo, com histórias de encantar e ... contar 

bem vinda Sofia!


«CMA»

As Bandeiras da C.M. de Alpiarça.

Foto Nogueira

OPINIÃO: Presidente da Câmara ‘à perna’ com a ‘Provedoria da Justiça’

Se bem compreendo o comentarista (ler:  Francisco Cunha quer espaço no boletim e no site d...") o vereador do TPA solicitou ao Provedor de Justiça (PJ) um parecer para saber se tem ou não direito ao seu ‘tempo de antena’ no site da Câmara.
Um direito que lhe assiste como assiste a qualquer cidadão reclamar perante o provedor que o esclareça daquilo que ele pode entender com uma violação de direitos ou violação da lei.
Estranho é ter o TPA um ‘Gabinete de Estudos’ - do qual deve fazer parte grandes ‘cérebros’  conhecedores nas mais diversas áreas – e requerer um parecer à Provedoria da Justiça quando esta apenas dá pareceres e não decisões deliberativas.
Está visto que o vereador do TPA quer ter a todo o custo o seu ‘ tempo de antena’ no próprio site da Câmara para criticar ou opinar  no mesmo a própria Câmara da qual o dito vereador faz parte.
Tendo em atenção o fim da PJ caberá sempre ao executivo da CMA a decisão final e que segundo tudo indica jamais autorizará que o TA tenha e seu espaço publicitário caso contrário passamos a viver numa ‘República de Bananas’.
E porque não instalar em Alpiarça uma rádio já que o Vereador Cunha é um homem do capital para além de ser um óptimo gestor de empresas?
Assim venderia o seu produto e anunciaria livremente a sua obsessão de querer ser presidente.
Ainda bem que temos no executivo autárquico pessoas que sabem com que linhas podem coser porque se fossem todas da mesma guisa qualquer dia a minha terra era pior do que o Texas.
Com este recurso à Provedoria da Justiça por parte do Vereador do TPA com o parecer do seu ‘Gabinete de Estudos’ (que nome pomposo) as minhas conclusões só podem ser:
- O TPA quer anunciar os seus produtos no site da Câmara já que não tem audiência suficiente no seu blogue;
- O Vereador quer anunciar o ensinamento da plantação de nabos, rabanetes e outros produtos agrícolas na criação de hortas comunitárias ou fazer valer os seus pontos de vista;
- O executivo da Câmara não cumpre a legislação ao impedir o espaço publicitário do TPA.
Continuamos a ter assim os lideres da oposição a fazer da politica local uma autêntica   ‘farra e cowboiada’  onde impera a ameaça e o recurso a instâncias superiores para amedrontar quem foi eleito pelo maioria do povo alpiarcense  como se esta dirigisse os destinos de Alpiarça num ‘mundo do faz-de-conta’

A minha terra merecia melhor sorte!

Ceia da Silva: ‘Alentejo e Ribatejo são marcas completamente distintas’

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, que agrega, desde 2012, também parte do distrito de Santarém, revela, em entrevista ao Tinta Fresca, os pontos fortes desta vasta região situada entre o Oeste e o Algarve, onde a beleza da paisagem, o património arqueológico, o turismo de natureza, a gastronomia, o Tejo, o touro e o cavalo são os principais símbolos identitários. António Ceia da Silva, técnico de turismo de formação, considera que o Alentejo e Ribatejo são dois destinos e duas marcas completamente distintas, com enormes recursos turísticos que merecem ser trabalhados.
Com  formação inicial académica na área do Direito, mas com formação na área de turismo concluída nos últimos anos, António Ceia da Silva está ligado ao setor turístico há 30 anos. “Eu sou um homem que vive turismo, costumo dizer que o meu partido é o turismo, a minha vivência é o turismo. Considero-me um técnico de turismo que assume as funções de presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo”, sublinha.

   Tinta Fresca – Como é trabalhar duas realidades turísticas como o Alentejo e o Ribatejo?
Ceia da Silva -
 É muito interessante trabalhar duas realidades turísticas diferentes. É uma experiência nova que me tem proporcionado os melhores momentos do ponto de vista profissional ao longo destes seis meses de trabalho com esta região, a interagir com o território, os agentes, os empresários e os autarcas.

Desde a primeira hora que assumimos que é uma Entidade, mas dois destinos e duas marcas completamente distintas. Alentejo é Alentejo e Ribatejo é Ribatejo. Temos procurado envolver todos os agentes da zona. Já visitámos os concelhos todos da região, e temos como objetivo um contato muito estreito entre Entidade de Turismo, autarcas e empresários.

Foi interessante verificar que esta zona é uma zona com enormes potencialidades. As primeiras pessoas que têm de valorizar o território e ter autoestima são aqueles que habitam no território e esse trabalho começa exatamente pelos habitantes da região, que têm de considerar que a sua região é uma zona bonita, com potencialidades e não pensar que a dos outros é melhor. Temos vindo a incutir nas pessoas essa tarefa de valorizar as regiões.

   Tinta Fresca – Que projetos já foram concretizados? 
Ceia da Silva - 
Do ponto de vista de comunicação, criámos o site Visite Ribatejo http://www.visitribatejo.pt/pt/. Estamos a criar uma nova base de dados e um banco de imagens do território, que nos vai permitir elaborar folhetos concelhios, filmes, vários spots de comunicação, entre outros.

   Tinta Fresca – Que os projetos irão ser desenvolvidos futuramente?
Ceia da Silva –
 Temos em estudo um projeto de cultura avieira e outro de falcoaria. A nível da valorização e da estratégia de transformação de recursos em produtos turísticos, apresentámos já o Plano Operacional para o Turismo Náutico, que terá o centro nevrálgico no Rio Tejo. O Rio Tejo é o eixo fundamental nas dinâmicas e nos recursos turísticos do território e pode ser uma âncora fundamental nesta zona.

Em relação à gastronomia, temos em desenvolvimento até ao final do ano um trabalho de reestruturação da carta gastronómica do Ribatejo e também a certificação dos restaurantes. Numa terceira fase, queremos fazer roteiros gastronómicos, roteiros da terra ao prato que possam levar o turista a visitar uma quinta, onde podem ver como funciona a produção de um determinado produto e depois apreciar a gastronomia do local. Ou seja, pretendemos associar também a componente agrícola ao turismo.
Por outro lado, estamos a trabalhar em torno do turismo equestre. Em maio, na Golegã iremos realizar uma primeira reunião para anunciar o Cavalo e o Toiro como ex-libris desta região.

Estamos também a estudar e a criar documentos operacionais estratégicos para projetos a desenvolver no próximo QREN. Também temos projetos na área do Turismo de Natureza, com projetos de birdwatching, cicloturismo, BTT ou percursos pedestres. Estamos a concluir uma primeira fase de abordagem, de esquematização do trabalho, para podermos cimentar nos próximos anos e infraestruturar o território de produtos e marcas. 

   Tinta Fresca – O que falta na sua opinião nesta região para ter o produto turístico ideal?

Ceia da Silva – Eu estou satisfeito com os recursos, aliás, esses mesmos recursos surpreenderam-me muito positivamente. Esta é uma região muito interessante, com recursos turísticos que merecem ser trabalhados, agora é preciso criar produtos turísticos, estruturar as ofertas, criar pacotes turísticos, afirmar a marca. Esse é um trabalho diário e diria que estou sempre insatisfeito porque quero sempre fazer melhor.

Tinta Fresca – Qual é a estratégia de promoção da região? Quais os mercados em que vão apostar?
Ceia da Silva –
 Nós não trabalhamos mercados externos, isso é da competência da Agência de Turismo. A nós compete-nos o mercado nacional, reestruturar produto, trabalhar a sistematização de oferta, a marca, o branding, toda a montagem da estratégia turística, o planeamento turístico, a sinalética. Não nos compete a promoção externa, que compete à Agência, que irá também começar a trabalhar brevemente no território.

Tinta Fresca – Quais são os principais pontos fortes da região?
Ceia da Silva –
 O ponto número um é a questão da identidade, porque o que vende hoje em dia não é o melhor castelo, o que vende é aquilo que é único. Este território tem uma identidade muito forte. O Ribatejo tem a identidade mais forte do país, associada ao touro, ao campino, associada à terra, ao cavalo, há uma identidade muito forte de tradições e de valores.

Em segundo lugar toda a componente de riqueza ambiental, ancorada no Tejo, no turismo de natureza, e num conjunto de outras valias muito interessantes como por exemplo as Salinas de Rio Maior, que considero um ex-libris desta região. É de facto uma riqueza ímpar.

Em terceiro lugar, a componente do património que tem um papel muito importante, nomeadamente no turismo religioso, tendo nesta área Santarém um peso muito forte.

Depois temos também toda uma componente associada aos recursos endógenos, a componente agroalimentar, a componente de ligação do desenvolvimento rural à dinâmica do turismo, com o aproveitamento de sinergias na área dos roteiros endo-gastronómicos.

Por fim, temos de valorizar muito a animação turística, que será fundamental para aumentar a taxa de permanência dos turistas na região.

   A região do Turismo do Alentejo

O Alentejo situa-se no sul de Portugal, entre o rio Tejo e o Algarve. A leste faz fronteira com Espanha e a oeste é banhado pelo Oceano Atlântico. É uma extensa região, essencialmente rural e escassamente povoada, que ocupa cerca de um terço do território nacional. A beleza da paisagem e a qualidade do seu património arqueológico, monumental, arquitetónico e etnográfico, a par da excelência da sua gastronomia e vinhos, conferem-lhe condições de exceção para uma descoberta que associe o turismo de natureza e o turismo cultural.

Fazem parte desta região concelhos como Évora, Portalegre, Sines, Beja, Aljustrel, Ferreira do Alentejo, Alvito, Serpa, Portel, Santiago do Cacém, Ourique, Castro Verde, Odemira, Estremoz, Redondo, Arronches, Borba, Monforte, Campo Maior e muito mais.

Já o Ribatejo pode considerar-se, pela sua localização, o coração de Portugal. Cruzada pelas melhores vias rodoviárias e ferroviárias, é nesta região que se encontra o Portugal de Norte a Sul, tendo o Rio Tejo como elo de união. Com uma centralidade geográfica única, abrindo-se ora às montanhas das Beiras, ora à brisa do mar do Oeste, ora às planícies do Alentejo, o Ribatejo faz fronteira a norte com o Pinhal Litoral e com o Médio Tejo, a leste com o Norte Alentejano, a sul com o Alentejo Central e a Península de Setúbal e a oeste com a Grande Lisboa e o Oeste.

À beleza desta miscelânea de paisagens aliam-se o património monumental e arquitetónico e as tradições ribatejanas, onde são presença obrigatória o touro, o cavalo, o campino e o fandango. Tudo isto acompanhado pela sua deliciosa gastronomia e os vinhos de excelência. Constituem o Ribatejo os concelhos de Santarém, Rio Maior, Cartaxo, Alcanena, Constância, Abrantes, Tomar, Ourém, Entroncamento, Golegã, Almeirim, Alpiarça, Chamusca.

 Por:   Mónica Alexandre/Tinta Fresca

Reequilíbrio da economia portuguesa continua em risco


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou  que o reequilíbrio da economia portuguesa continua em risco, devido às importantes necessidades financeiras e à manutenção de estrangulamentos ao crescimento e à competitividade.
O alerta consta do comunicado que o FMI divulgou depois de aprovar a 11.ª avaliação ao programa designado de assistência económica e financeira a Portugal e o desembolso correspondente, de cerca de 851 milhões de euros.
O primeiro subdiretor-geral e principal responsável em exercício do FMI, David Lipton, fez o aviso depois de salientar “a continuação da melhoria da perspetiva macroeconómica de curto prazo e a manutenção da trajetória do programa” [de assistência].
Acrescentou que “as autoridades permanecem empenhadas com a disciplina orçamental e especificaram as medidas necessárias para alcançar o objetivo orçamental em 2015”, salientando também que “prosseguem os esforços para reforçar os balanços dos bancos”.
Depois dos elogios, veio o alerta: “Portugal porém continua a precisar de resolver importantes desafios, uma vez que as grandes necessidades financeiras deixam o país sensível à volatilidade dos mercados e os estrangulamentos ao crescimento e à competitividade podem adiar o necessário reequilíbrio da economia.”
Com o pagamento desta tranche, o valor total do empréstimo já concedido pelo FMI a Portugal ascende a cerca de 25,68 mil milhões de euros, de um total de 26,58 mil milhões que o Fundo tinha acordado para o país.
O dirigente do FMI aconselhou Portugal a manter “os esforços de consolidação orçamental” para colocar a dívida “em trajetória descendente”, acrescentando que “o sólido registo das autoridades em aplicar medidas extraordinárias oferece garantias importantes”.
Porém, insistiu, “continua a ser necessário uma monitorização estreita da evolução orçamental e mais progressos na reforma das pensões e da administração pública, bem como em áreas orçamentais estruturais”.
David Lipton qualificou um “compromisso permanente com uma agenda estrutural” como “crítico para aumentar o potencial de crescimento de Portugal”.
A este propósito, particularizou que, “em muitas áreas, as reformas têm ainda de se traduzir em mudança efetiva, o que apela para uma estratégia de médio prazo para eliminar as dificuldades que permanecem no mercado de produto e de trabalho, ao mesmo tempo que se melhora o clima de negócios”.
Lipton apelou ainda a “uma vigilância contínua do setor financeiro”, elogiando as iniciativas recentes do Banco de Portugal e relembrando o “papel central” do sistema de bancos centrais da zona euro no alívio dos constrangimentos de financiamento.
Por fim, o dirigente do FMI destacou, como “essenciais”, as “políticas de gestão de crises na zona Euro, incluindo o compromisso pelos líderes europeus de apoiarem Portugal até que seja restaurado o acesso pleno ao mercado”.
«Lusa»

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

1974 - Primeiro 1º de Maio em liberdade.

Zona da Casa do Povo, actual Largo 1º de Maio

 (Foto de Emidio Sardinheiro)

Francisco Cunha quer espaço no boletim e no site da Câmara de Alpiarça para a oposição

O presidente da Câmara de Alpiarça considera que os meios de comunicação do município têm uma linha condutora e devem "falar a uma só voz". Mário Pereira (CDU) respondeu desta forma à pretensão do vereador da oposição, Francisco Cunha, do Movimento Todos por Alpiarça, apoiado pelo PSD, que exigiu na última reunião do executivo ter um espaço no boletim municipal.

Apresentação do livro 'Memórias Lembradas' de Manuel Colhe

A autobiografia de Manuel Mendes Colhe (Balsa) irá ser apresentada no próximo dia 26 de Abril, no Mercado Municipal de Alpiarça, pelas 15H30.
A edição é da AIDIA e tem o apoio da CMA e da JFA.
Nela iremos poder ler a história do despertar de um jovem para as injustiças da vida, os compromissos para a luta, as vitórias, as derrotas e os amargos que a vida às vezes nos prega.
Mas também o renascer das cinzas e a vontade empenhada de lutar.
Nos 40 anos de Abril, memórias de outros tempos e os princípios de sempre.

Numa semana Estado despendeu quatro milhões (só) em assessorias

Segundo uma análise feita pelo jornal i ao Portal Base, o Estado português despendeu mais de quatro milhões de euros com contratualizações de serviços de consultoria e de assessoria, e isto só na passada semana. De fora destas contas ficam ainda as despesas com sistemas e tecnologias de informação.
No período compreendido entre o dia 10 e as 13h00 do dia 17 de abril, dos cofres públicos saiu uma quantia superior a quatro milhões de euros só para consultoria/assessoria, revela a edição desta segunda-feira do jornal i, que consultou os dados disponibilizados no portal Base.
Deste bolo, relata a mesma publicação, uma fatia de quase meio milhão de euros destinou-se ao pagamento de serviços jurídicos, uma outra, de 295,5 milhões a auditorias, a que se somam mais 114,3 milhões de euros gastos em estudos.
Ora, tamanhas despesas chocam de frente com as indicações para 2015 anunciadas, justamente na passada semana, pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, no que aos cortes de 320 milhões de euros na área da consultoria diz respeito, nomeadamente no que toca à área das tecnologias da informação (TIC).
Saliente-se que só no primeiro trimestre deste ano, o Estado despendeu 26,3 milhões de euros em consultoria/assessoria, e sem contar com as despesas nas TIC, o que se traduz num aumento de 2,5 milhões face aos três últimos meses de 2013.
As empreitadas de obras públicas lideraram o ranking de gastos na semana passada (31,2 milhões de euros), seguidas pelos medicamentos (10,1 milhões). A fechar o pódio, e ainda na rubrica da saúde, surgem as despesas com material clínico e dispositivos médicos (3,3 milhões), sendo que no quarto lugar desta lista posiciona-se a contratação de médicos a empresas privadas cujo montante aplicado fixou-se em 361,7 mil euros.

II Festival Intrenacional de Flocore em Alpiarça ,20 de Abril de 2014





OPINIÃO: A agricultura devia ser apoiada ainda mais e melhor por forma a ser a nossa principal atividade

Por: Tiago Rodrigues
Exportação Vs. Produção

Muito se tem falado de Exportação, Governo, Associações, Confederações e até mesmo Autarquias. No nosso concelho e no sector agrícola ainda mais, já que muitos acham e com razão que essa é a única forma de escoamento de alguns produtos que tem melhor valor de mercado em países onde o poder de compra das populações é maior.
Casos dos Vinhos ou azeite, onde os resultados líquidos das empresas que conseguem exportar subiram consideravelmente, quer seja pela oportunidade de escoamento em maiores quantidades de stock, quer em termos económicos.
Mas será assim tão linear dizer se que Exportar mais significa um futuro melhor para a nossa Agricultura?
Essa foi durante anos a fio a Politica da PAC, mas e será que nos beneficiou?
O nosso país tem batido recordes de importação no que respeita  aos produtos alimentares, e em 2010 chegou mesmo ao valor máximo de 6.915M€ pagos na importação de alimentos.
Mas como é que se explica que num pais de grande tradição Agrícola se atinja valores desta ordem de grandeza?
Em produtos tão tradicionalmente relacionados com a nossa alimentação como o Tomate, cebola, alho, batata, pimento e pepino chegamos aos 40% de importação sobre o valor total consumido. Na Maçã, Laranja, importamos cerca de 50% do valor total consumido. 
Nos cereais importamos 80% de Trigo e de Milho 70%. 
No sector animal por exemplo importamos em carne de bovino cerca de 372M€ e exportamos apenas 15M€, e neste caso porque é que exportamos?
Então e haverá necessidade aumentarmos exportações?
Uma certeza existe, a agricultura devia ser apoiada ainda mais e melhor por forma a ser a nossa principal atividade, a nossa maior riqueza, mas sem pensarmos nas restrições de Bruxelas.

Mais de 7.500 famílias pedem ajuda à Deco por dificuldades financeiras

Mais de 7.500 famílias pediram ajuda à Associação de Defesa do Consumidor (Deco) por dificuldades financeiras, mas só 900 tinham capacidade para renegociar os encargos, disse à Lusa a coordenadora do serviço de apoio ao sobre endividado.
"Nos primeiros três meses de 2013 tivemos números de solicitações idênticos aos deste ano, mas conseguimos abrir mais processos, 1.100, enquanto este ano só abrimos 900, isto mostra claramente que a situação financeira das famílias se está a agravar, pelo menos aquelas que nos estão a pedir ajuda", adiantou Natália Nunes, em declarações à Lusa.
De acordo com a responsável, a Deco só abre o processo se as famílias apresentarem "viabilidade de renegociação de créditos e reorganização do orçamento familiar", sendo que a maior parte das famílias que chega à Defesa do Consumidor " já não apresenta qualquer capacidade de restruturação".
Segundo Natália Nunes, quando a Deco iniciou o projecto de apoio ao sobre endividado, em 2000, as principais causas que levavam as famílias a pedir ajuda tinham a ver com situações de desemprego, doença e divórcio, actualmente vieram juntar-se a estes factores a deterioração das condições do trabalho, as penhoras e os fiadores como causas para o pedido de ajuda.
"Uma das causas que gera situações de endividamento, que já verificamos no ano passado e este ano, tem a ver com a penhora dos rendimentos e dos bens, mas não conseguimos identificar se são levadas a cabo pelo fisco ou pela Segurança Social", explicou.
Embora não consiga identificar se a penhora de bens àqueles que pedem ajuda na instituição é feita pelo Estado, através do Fisco, ou pela Banca, Natália Nunes reconhece que os bens penhorados, maioritariamente os salários, têm vindo a aumentar.
«Lusa»

domingo, 20 de Abril de 2014

Há 50 anos em Alpiarça

Outros tempos, outras músicas.


«De: Ricardo Hipólito»

Cem Anos de Solidão

Por: Isabel Faria
Gabriel Garcia Marquez, nasceu há 87 anos o lugar de Aracataca na Colombia e faleceu esta Quinta-Feira na Cidade do México.
Entre uma data e outra, escreveu das maiores obras literárias de todos os tempos, teve que penhorar o aquecedor para poder enviar o original de Cem Anos de Solidão a um editor argentino, ganhou o prémio Nobel da Literatura, percorreu mundo, vibrou com revoluções, foi jornalista, perseguido pela CIA nos EUA, pelos seus laços de amizade com Fidel e a sua admiração pela Revolução Cubana, amou, teve filhos e um dia, há uns anos, perdeu a memória. 
Durante todo este tempo,  sempre mais vivos cada vez que voltamos a Macondo, a pequena aldeia imaginária do seu livro maior, Gabo encheu o nosso mundo de Buendias e Aurelianos, que foram passando dos nossos pais para nós, de nós para os nossos filhos, numa teia fantástica de imaginação e magia.
Crónica de Uma Morte Anunciada (1981), O Amor em Tempos de Cólera, (1985) ou O General no Seu Labirinto (1989) foram outras das suas obras com as quais muitos de nós se fizeram e aprenderam a "ler".
Em 1975, ano em que foi editado o livro que ele haveria de considerar o seu melhor livro, "O Outono do Patriarca", Garcia Marquez esteve em Portugal a fazer uma reportagem sobre a Revolução dos Cravos, para a revista Alernativa, jornal de Bogotá, fundado por si e por outros jornalistas de Esquerda.


É uma relato emocionado e entusiasmado sobre o Verão Quente. Gabo fala dos portugueses que com tanta alegria deixaram de "parar nos semáforos",  dos encontros com Vasco Gonçalves  "o coronel, Primeiro-Ministro" que não sabia "de ciência certa se era comunista", descreve Lisboa como a maior aldeia do mundo, onde "toda a gente fala e ninguém dorme" (aliás, acaba por vacinar que se a Revolução falhar é por causa da conta da eletricidade, pois as luzes do escritórios, das casas e dos Ministérios, ficam acesas a noite toda!) e termina a sua última crónica afirmando que está convencido que os portugueses conseguirão inventar e fazer o "socialismo à portuguesa".
Há uma altura, numas destas suas reportagens para a Alternativa em que questiona "o que pensará de tudo isto o povo?".
Muitos anos antes, em 1967, termina assim os Cem Anos de Solidão: à familia Buendia "não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra". 
Possivelmente a nós também não. De qualquer forma poderemos sempre contar aos nossos netos que o homem que aprendeu a escrever com a sua avó Tranquilina que lhe contava histórias mágicas de fantasmas e almas penadas e com o seu avô Nicolás que lhe contava histórias nada mágicas de guerra e mortes, um dia escreveu que acreditava em nós. Que nós éramos capazes.
Quanto a Gabo, a esta hora deve estar com Saramago e com Blimunda a ouvir Aureliano Buendia contar do dia em que, ainda menino, descobre que o gelo queima. ou de como se voltou a lembrar disso, muitos anos depois, perante o pelotâo de fuzilamento.

Apresentação do livro "Dependo de ti..."


"Dependo de ti" , de Beatriz Lima, uma das mais jovens escritoras portuguesas fará a apresentação da sua mais recente obra, na nossa biblioteca. Compareçam
«CMA»

Quatro em cada 10 pessoas «de direita» querem mudar Constituição


Quatro em cada 10 dos portugueses com convicções políticas de direita e inquiridos para um estudo sobre os 40 anos do 25 de Abril consideram que a Constituição deve ser alterada e dizem-se insatisfeitos com a democracia.
De acordo com os resultados de um inquérito conduzido pelo Instituto das Ciências Sociais e hoje apresentado na conferência "25 de Abril, 40 anos", 40% dos portugueses que preferem os partidos actualmente no Governo querem que a lei fundamental do país seja mudada.
Mariana Costa Lobo, que apresentou o estudo na conferência organizada pelo Instituto de Ciências Sociais, pelo semanário Expresso, pela SIC Noticias e pela Fundação Calouste Gulbenkian, adiantou que os dados revelam que há uma insatisfação com a democracia actual.
A Constituição da República foi aprovada a 2 de Abril de 1976 e sofreu sete revisões desde essa data, três mais abrangentes e quatro mais curtas, relacionadas com a adesão a tratados internacionais.
Na última revisão, em 2004, as principais alterações visaram dar mais autonomia às regiões autónomas, substituindo o "ministro da República" por "representante da República" e dando mais poderes às assembleias regionais.
Segundo o estudo, para o qual os inquiridos foram questionados acerca dos legados da Revolução de Abril e a actual conjuntura, os portugueses com convicções mais à esquerda acham que a troika está a destruir o regime.
O inquérito revela também que a imagem do 25 de Abril tem sofrido com a crise económica que actualmente se vive, além de demonstrar que há uma clivagem política entre esquerda e direita quanto aos ideais de Abril.
Em 2004, altura em que foi realizado um estudo semelhante, o resultado mostrava que as diferenças entre partidários de esquerda e de direita não eram tão notórias.
De acordo com o estudo, metade dos inquiridos são de opinião que os objectivos do 25 de Abril passaram pela instauração de um regime democrático, enquanto 45% acreditam que se queria acabar com a guerra colonial.
Trinta e nove por cento considera a modernização e o desenvolvimento do país como um objectivo da Revolução dos Cravos, enquanto 36% acredita que se queria promover mais a justiça social no país.
Este ano, 11% dos inquiridos salientou que se queria instaurar no país um regime de tipo comunista, quando que, em 2004, somente 5% pensava desta forma.
Realizada em parceria pela Gulbenkian, o Instituto de Ciências Sociais, o jornal Expresso e o canal SIC Notícias, a conferência ‘25 de Abril, 40 anos’ visa analisar os resultados de um inquérito aos portugueses sobre a revolução de Abril de 1974, além de debater os legados e os protagonistas.
Será também debatida hoje a visão do 25 de Abril a partir de Espanha e a questão de saber se valeu a pena fazer a revolução, num ciclo de debates que conta com a presença dos antigos presidentes da República Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, com o ex-primeiro-ministro e empresário Francisco Pinto Balsemão e o antigo chefe de Governo espanhol Filipe Gonzalez.
«Lusa»

sábado, 19 de Abril de 2014

Propostas do Vereador do TPA à espera de 'melhores dias'


O vereador do TPA/PSD criticou na última reunião de Câmara o executivo da CDU por não ter em consideração os “requerimentos que apresenta”  visto que nem sequer são levados às reuniões da Cãmara  para discussão.
Mostrando interesse pelo desenvolvimento de Alpiarça, nomeadamente para com as hortas comunitárias que começam a surgir em muitos dos concelhos da região e que JA noticiou em devido tempo, Francisco Cunha também se mostrou desapontado com a falta de interesse quanto às suas propostas apresentadas ao longo de várias reuniões que nem sequer são trazidas para cima da mesa de forma a poderem ser  discutidas.
Uma situação que não agrada ao representante do TPA  porque o executivo da CDU não tem qualquer  consideração pelo seu trabalho.
A continuar esta ‘impasse’  o vereador pondera tomar “outras medidas” contra o executivo de forma a que nada fique no esquecimento e muito menos para que possa a vir a  ser acusado  futuramente de não  apresentar quaisquer  propostas ou requerimentos.
«Foto: CMA»