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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

IDEIAS PARA O PARQUE DE CAMPISMO: "Não somos um concelho rico que nos possamos dar ao luxo de abandonar um espaço público"


Não sei se a solução é esta, mas não custando dinheiro ao erário público não custa tentar.
Como está, a degradar-se de dia para dia é que não.
Mas pode haver outras ideias para por o Parque a funcionar de novo.
Há alguns parques pelo País que pertencem a sindicatos.
O SITAVA e os bancários pelo menos, têm dois parques a funcionar.
Alguns organismos do Estado, nomeadamente os militares (até deu origem a uma música do Mário Mata) e a GNR idem...
Havendo ideias claras sobre o que se quer fazer, há viabilidade para encontrar alternativas em parceria.
Mesmo cedendo o espaço a custo zero por exemplo por 10 anos, o município ganharia mais em tê-lo aberto que fechado.
São turistas que nos visitam, são turistas que consomem, são empresas geradoras de emprego e de IRC e IRS.
O que me parece é que as ideias não abundam, ou os neurónios estão ocupados a tratar de assuntos partidários.
Em relação à oposição PS, acho que umas linhas num boletim partidário, não são suficientes para obrigar a Câmara CDU a reactivar o Parque.
Há muito que na assembleia municipal deveria ter sido perguntado ao executivo CDU o que pensa fazer do espaço.
Exigir em cada sessão respostas claras.
Não somos um concelho rico que nos possamos dar ao luxo de abandonar um espaço público que custou largos milhares de euros, e que se deprecia de dia para dia.

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"ALPIARÇA: "Como está é que não pode continuar"": 

Encontro Regional de Canoagem na Albufeira dos Patudos



A Albufeira dos Patudos em Alpiarça foi o local escolhido pelas escolas da região para o primeiro encontro de desporto escolar na modalidade de canoagem e contou com o apoio do Município de Alpiarça.

Cerca de 50 participantes de 5 escolas 
estiveram presentes nesta importante atividade que possibilita uma maior exploração das potencialidades da Albufeira e pretende ser um incentivo para os jovens alpiarcenses que queiram iniciar a prática da modalidade.

O Agrupamento de Escolas de Alpiarça também esteve presente com 8 representantes através do núcleo de canoagem que se criou recentemente.

Através da Escola todos os interessados poderão experimentar a prática da modalidade, integrada nas aulas de desporto escolar que têm lugar na Albufeira todas as quartas às 14h, junto ao cais.

O próximo encontro regional está já marcado para o mês de Abril de 2013.
«CMA»

PSD Distrital “repudia eleição do aposentado Rosa do Céu” para o Turismo


A Comissão Política Distrital do PSD “repudia eleição do aposentado Rosa do Céu na Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo”. As eleições realizaram-se na passada sexta-feira, para os órgãos sociais da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, onde apenas se apresentou a sufrágio uma lista, encabeçada, para a direção, pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Joaquim Rosa do Céu.
Em comunicado, a Comissão Política Distrital do PSD de Santarém, presidida pela presidente da Câmara de Rio Maior Isaura Morais, manifesta o seu “repúdio por esta manobra tática do Partido Socialista, a qual apenas pretende eternizar nos cargos os militantes daqueles partidos, como é caso paradigmático o de Joaquim Rosa do Céu, que apesar de reformado e com ausência de trabalho realizado, no último mandato, na defesa da identidade da nossa região, e bem sabendo que existe já aprovada em Conselho de Ministros uma Proposta de Lei que altera o Regime Jurídico das ERT e, consequentemente, os métodos de eleição dos órgãos, não se inibiu, fruto da sua ambição desmedida, de desencadear um processo eleitoral ao abrigo da Lei, que embora vigente, tem morte anunciada a muito breve prazo”.
O comunicado afirma que “o PSD não se revê em atos inúteis, despesistas, estéreis e, sobretudo, atos que apenas têm como único objetivo a manutenção de cargos e estatuto, com a eternização no poder de pessoas que não têm provas dadas na área do turismo e que nunca podem servir os interesses da região e do país”.
Para o PSD, “o desconhecimento que a maioria dos agentes diretamente envolvidos tinha sobre este processo é indiciador do não envolvimento dos órgãos políticos autárquicos nas decisões, que se impunha”.
O PSD Distrital considera que “apenas a manutenção dos lugares pode justificar que uma parte significativa dos autarcas de toda a ampla região, desde o PSD ao PCP, e até passando pelo PS, tenham sido mantidos fora das orientações e decisões da ERT”.
O PSD promete “promover a discussão da Proposta de Lei e está focalizado na dinamização da área do turismo, como motor para o desenvolvimento regional e nacional, quer na perspectiva económica, quer na social e cultural”.
«O Ribatejo»

ALPIARÇA: "Como está é que não pode continuar"

Pelo que li, a crise é uma inevitabilidade e só nos resta esperar a morte, sentados e calmos.
Outra coisa não seria de esperar, quando quem gere os destinos da autarquia, e faz oposição, viveram décadas agarrados ao empregozito na função pública.
Vou-vos dar um simples exemplo de inevitabilidade.
Uma coisa que foi criada no governo do Armindo Pinhão, chamada Parque de Campismo.
Gastaram-se milhares de contos (moeda da altura) e posteriormente milhares de euros numa obra que uma empresa ligada ao Dr. Santana Lopes achou que não era viável.
Quem está habituado a viver à conta de dinheiros públicos, não consegue imaginar alternativas diferentes.
O PS, entregou a gestão ao que se denomina em gíria "um artista", e partiu-se para o pressuposto de que se com "um privado" não funciona, então não é viável.
O que é um facto é que o espaço é PATRIMÓNIO PÚBLICO. Deixar degradar (ainda mais) o espaço só leva a esbanjamento de dinheiros públicos e a agressão ecológica.
Assistimos a um silêncio ensurdecedor por parte do executivo e da oposição quando o tema é abordado.
Pois bem, estamos em crise, é verdade.

 
 Mas a crise trás também oportunidades e real dimensionamento das empresas.Uma empresa com 10 colaboradores não é viável, mas com 3 ou 4 pode ser.
  
Mas a crise trás também oportunidades e real dimensionamento das empresas.
Uma empresa com 10 colaboradores não é viável, mas com 3 ou 4 pode ser.
Sabemos também que por esse País fora, quadros de multinacionais, da banca e de outros sectores de serviços foram despedidos.
O know how, os hábitos de trabalho e criação de riqueza não os abandonaram pelo facto de estarem desempregados.
Gerir um negócio em contacto com a natureza é um sonho para quem sofreu elevadas cargas de stress.
Não seria alternativa publicar um anúncio nacional cedendo a exploração do espaço, unicamente tendo como contrapartidas a reactivação e recuperação do espaço?
É difícil um casal, sem alternativa de emprego, pegar num espaço "feito", e tentar criar o seu posto de trabalho?
O que perdia o município? No meu entender, nada! Só teria a ganhar.
Não investia um cêntimo.
Se o projecto andasse, seriam criados postos de trabalho, fixar se iam pessoas de fora, e em caso de sucesso, arrecadariam receitas de IRC.
Caso contrário, voltaria à estaca zero, mas o erário público não era utilizado.
No entanto, já estou a imaginar que se alguém se mostrasse disponível, o caderno de encargos seria insuportável para qualquer investidor.
Como o parque funcionava, admito que não é viável. Mas pode sempre ser criado um cluster.
Se existem parques na orla marítima que estão vocacionados para acolher praticantes de surf, o nosso pode servir como base de praticantes de BTT, ou de qualquer outra actividade do género.
Mais... !
Ainda que em território nacional não apareçam interessados, a comunidade europeia é grande e há gente com muito boas ideias e capacidade de avançar com projectos.
Como está é que não pode continuar.
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Fragmentos da História de Alpiarça - A Praça de Jorna

Por: José João Pais
Muita gente fala da Praça de Jorna mas muitos desconhecem a sua génese, sobretudo a gente mais nova que, felizmente, não viveu essa época. Julgo ser pertinente falar dela. Contar. Dizer como funcionava. Faz parte da história da nossa terra.
Era o grande centro de emprego de Alpiarça, verdadeiro supermercado do trabalho, local de muitas lutas, de verdadeiras guerras, no sentido literal da palavra, pois foi local onde morreu gente, onde muitos ficaram feridos e donde muitos outros foram para a prisão. Dum lado, os compradores – os lavradores, ou os seus representantes, os feitores e capatazes – que pretendiam comprar barato, do outro estavam aqueles que vendiam a sua força de trabalho, pretendendo fazê-lo a um preço tanto mais alto quanto possível. Era uma luta desigual e brutal. Estamos a falar da Praça de Jorna que decorria ao Domingo, na chamada Praça Velha, antigo Jardim do Chorão.
Soeiro Pereira Gomes, escritor e militante comunista, definia o que era a praça de jorna:
“A praça de trabalho ou praça de jorna, é pois um mercado de mão-de-obra, a que vão assalariados e proprietários rurais (ou os seus delegados: os capatazes), e em que os primeiros, como vendedores, oferecem a sua força de trabalho, e os segundos, como compradores, oferecem o salário ou jorna, que é a paga de um dia de trabalho (jornal).
Daí a designação de praça de jorna, ou praça de trabalho, mais apropriada do que a praça de homens, como já se tem chamado, visto que não são propriamente os homens que estão à venda no mercado, mas sim a sua força de trabalho, isto é, o conjunto das suas faculdades físicas e intelectuais utilizadas na produção”.
Para o autor de “Esteiros” esta situação que se vivia na Praça de Jorna era “bem menos humilhante do que ver estar um só homem de chapéu na mão no pátio de um lavrador, muitas vezes a suplicar trabalho por qualquer preço”, pois que naquela, “o trabalhador sente a força da união dos seus companheiros, levanta a voz, teima, defende os seus direitos. Ao passo que no pátio do patrão, ou na sua casa, porque está isolado, o trabalhador sente-se fraco, cala-se com um copo de vinho, trai os seus interesses e dos seus companheiros”.
No entanto, a “Praça” de Alpiarça nem sempre funcionou na “Praça Velha”. Assim, entre 1910 e 1920, funcionou de um modo um pouco desordenado na Rua Direita, onde agora é o Jardim Público. A grande afluência de pessoas naquele local levou a que Presidente da Comissão Executiva da Câmara, João Augusto dos Mártires Falcão, enviasse a 13 de Fevereiro de 1921, uma carta ao Administrador nos seguintes termos:
“Sendo prejudicial para o transito de veículos e peões e ainda para a moral pública, a praça dos trabalhadores rurais realizar-se na Rua Direita, a Comissão Executiva deste Município, conforme preceitua o artigo 134 do Código de Posturas deste Concelho, resolveu que a mesma praça se realize além da Igreja Velha, não se podendo efectuar entre a torre (torre da igreja velha) e a Rua Direita, para também não prejudicar o mercado. Em virtude desta resolução, venho rogar a V.Ex.ª se digne mandar cumprir o que está preceituado naquele artigo e nos seguintes até ao n.º 136, inclusive, do mesmo Código de Posturas, a bem do serviço público”.
O Tenente Serafim da Fonseca, comandante do Posto da G. N. R. de Alpiarça e Administrador do Concelho, na sequência daquele pedido, sugere ao Presidente da Junta de Freguesia, no dia 14 de Fevereiro de 1921, o seguinte:
“Sendo hábito antigo nesta vila, a reunião de trabalhadores na Rua Direita, desta vila e Concelho, onde fazem a sua praça, rua de maior trânsito e mais central, sendo muito prejudicial a continuação dessa reunião naquele local, não só por impedir o trânsito,
como até se torna prejudicial à moral, não podendo por ali transitar senhoras, venho solicitar de V.Ex.ª se permitia que se conservassem abertas as portas do largo da igreja, onde podia ter lugar a referida praça, evitando assim o que deixo exposto.”
Manuel Duarte, então Presidente da Junta, responde a no dia 16 de Fevereiro:
“Estando esta Junta perfeitamente de acordo, e desde há muito, com o que V.Ex.ª expõe, resolve mandar abrir, nos dias e durante as horas próprias da praça dos trabalhadores rurais, os portões do largo da Igreja, se for necessário, mandar-se-ão tirar os referidos portões, o que em tempo (1917) outra Junta fez para facilitar a execução dos desejos de V.Ex.ª., desejos justificadíssimos. V.Ex.ª mandará avisar o Vice-Presidente desta Junta, o cidadão Joaquim Lourenço Fernão Pires, de quando deseja que se dê começo ao assunto deste ofício.”
Temos as opiniões do Administrador, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, falta saber a posição de uma das partes, talvez a mais interessada – os trabalhadores rurais. Vamos então conhecer o que pensa a Associação dos Trabalhadores Rurais de Alpiarça, porta-voz dos interesses da classe mais numerosa no concelho. Em carta datada de 4 de Março de 1921 e dirigida ao Administrador do Concelho, Tenente Serafim da Fonseca, o Presidente da Assembleia-geral da Associação, António Justino Amendoeira, escreve o seguinte texto:
“Exmo. Sr. Administrador do Concelho de Alpiarça
Comunico que reuni esta associação em assembleia-geral extraordinária para escolher o local para a praça aos domingos. Como esta localidade não tem uma praça no seu centro, competente para esse efeito, nem mesmo para o comércio, foi resolvido expor a V.Ex.ª que é da opinião desta coletividade expropriar-se imediatamente a propriedade do Sr. João dos Mártires Falcão para a dita praça, e enquanto essa expropriação se não fizer, tomar-se a praça no largo que vai do Sr. Joaquim Duarte Barreira até ao Sr. Joaquim da Silva Catraio e junto ao chafariz.”
A 19 de Março o Tenente José Serafim da Fonseca manda publicitar um Edital, onde reafirma que a praça dos trabalhadores rurais é feita no Largo da Igreja Velha em todos os Domingos das 12 às 17 horas, de forma que não prejudique o funcionamento da venda de peixe e o mercado da vila. Depois das 17 horas a praça terminava e não eram permitidos ajuntamentos, como também não eram permitidos ajuntamentos na segunda-feira. Os prevaricadores estavam sujeitos às multas constantes do código de posturas.
Resta pois transcrevermos os artigos do Código de Posturas referentes à praça de jorna, objecto desta troca de correspondência, e que fica como documento a que todos se obrigam a cumprir e a fazer cumprir:
Código de Posturas Municipais do Concelho de Alpiarça.
Artigo 134ª – O ajuste para os trabalhos rústicos será feito ao Domingo, das 12 às 17 horas, nas freguesias do Concelho de Alpiarça, nos lugares do costume ou onde a Câmara designar na vila e a Junta de Freguesia na respectiva freguesia rural.
§ Único – Aos trabalhadores que faltarem ao cumprimento desta disposição, aplicar-se-á uma multa, que será de 1$00 para o trabalhador, 2$00 para o capataz e 10$00 para o patrão, se assistir à praça.
Artigo 135ª – O trabalhador que tiver bebido vinho ao patrão que o ajustou, directa ou indiretamente, sendo a bebida de vinho (molhadura), neste caso, a prova usual do contrato, é obrigado, sob pena de 2$00 de multa, a não faltar ao trabalho para que se ajustou.”
Este documento originou alguma contestação a principio, o que levou o Tenente Serafim da Fonseca, comandante do posto e Administrador do Concelho, a temer mais desacatos na vila, pelo que em carta enviada ao Governador Civil de Santarém no dia 3 de Março solicitava “que seja reforçada com 10 praças de Cavalaria o posto de
Alpiarça, no próximo dia 6, retirando as mesmas nesse mesmo dia, a fim de poder fazer cumprir que a praça dos trabalhadores rurais se faça no lugar para isso determinado, e não na via pública e evitar alterações de ordem e desacatos à moral pública, mais solicito de V.Ex.ª. 7 praças de infantaria para o mesmo fim, para a freguesia de Vale de Cavalos onde espancaram o regedor da freguesia na última praça.”
Apesar de uns trabalhadores rurais quererem a realização da praça no Largo da Igreja, outros no Largo da Igreja Velha e outros ainda na Rua Direita, junto de umas casas pertencentes ao Presidente da Câmara, José Augusto dos Mártires Falcão, para as quais a Associação dos Rurais pede a expropriação, como já referimos, o Administrador determina que o local designado pelas autoridades é no Largo da Igreja Velha. Para fazer cumprir esta determinação pede o reforço de 18 praças de cavalaria durante 4 ou 5 domingos até que a situação se normalize, tanto em Alpiarça como na outra freguesia do concelho de Alpiarça – Vale de Cavalos fazia então parte do concelho desde 1919.
Não é por acaso que encontramos no Jornal Correio da Extremadura de 2 de Abril de 1921 o seguinte comentário: “as patas dos cavalos da Guarda Republicana mudaram a praça dos trabalhadores em Alpiarça, para lugar mais conveniente.”
O Largo da Igreja Velha não seria por muito mais tempo o local da Praça de Jorna. Depois de alguma reflexão sobre este assunto, as autoridades administrativas e militares chegam à conclusão que haveria um local mais apropriado e que oferecia melhores condições. Assim, a 30 de Março de 1921 a Câmara Municipal deliberou que a praça se passasse a realizar definitivamente na Praça Velha “visto que o antigo local não ser apropriado para tal fim”, e ainda que sobre os capatazes que ajustassem homens fora do lugar “haverá procedimento contra os mesmos por desobediência à autoridade.”
A Praça Velha, ou Largo Vasco da Gama voltou, anos mais tarde, a ser confirmada oficialmente como local da Praça de Jorna, em reunião de Câmara realizada em 22 de Junho de 1950, a pedido da Guarda Nacional Republicana. Esta decisão veio na sequência dos graves acontecimentos ocorridos nos primeiros dias de Junho desse ano, em que no confronto entre trabalhadores rurais e praças da GNR houve vários ferido e a morte de Alfredo Lima, como havemos de referir de um modo mais detalhado em capítulo próprio. Aí se manteve até ao seu desaparecimento completo nos princípios da década de 70, se bem que a sua importância tenha começado a decair alguns anos antes.
Uma das pessoas que tentou enquadrar politicamente a actuação dos trabalhadores agrícolas e pôr alguma ordem e organização no modo como se deviam comportar nas Praças de Jorna, foi Soeiro Pereira Gomes, a quem já fizemos referência neste capítulo. Depois de entrar na clandestinidade, o que aconteceu após as greves de 1944, viu-lhe ser confiada a responsabilidade política do Alto Ribatejo. No jornal clandestino “Ribatejo”, publica em Agosto de 1946 um trabalho sobre as Praças de Jorna, onde avança com uma sugestão inovadora, que era a formação de uma comissão de praça, funcionando como uma verdadeira comissão de trabalhadores, que centralizava as reivindicações salariais e o preço do trabalho a apresentar aos “manajeiros”, “capatazes” ou “feitores”, que representavam os patrões nas praças.
“O que é então uma Comissão de Praça?” Perguntava Soeiro Pereira Gomes, para logo responder “É composta por 4 a 8 ou até mais elementos (conforme o número daqueles que vão à praça) nomeados por todos ou pela maioria como os mais honestos, mais firmes e mais combativos, capazes de unir os seus companheiros na praça”. Referia depois que a sua missão seria “tratar de todas as condições de trabalho dos camponeses em praça; ajuste de salários ou jornas; modo de execução de certos trabalhos; horário de trabalho (hora de ferra e desferra); hora de sesta; dia de praça; quantidade de molhadura”. Politicamente eram também dadas instruções às comissões de praça que deveriam “estudar a situação da luta diária ou semanal, e saber quando
deve recuar ou avançar, em defensiva e ofensiva. Assim, estudando a natureza dos trabalhos em curso (cavas, podas, etc.), ou a urgência do patronato devido ao estado do tempo (sulfatagem ou curas, conserto de valados), ou a falta de braços em períodos de trabalho intensivo (ceifas, vindimas), a Comissão tentará um aumento nas jornas – prepara uma ofensiva. Estudando a falta de trabalho no campo ou a concorrência da maltesaria (gaibéus e ganhões), a Comissão evitará que as jornas desçam muito e depressa – prepara uma defensiva. Ofensiva e defensiva que se podem dar ao mesmo tempo, como por exemplo: sabendo-se que no fim das sementeiras haverá crise de trabalho, a Comissão de praça força a subida das jornas no começo da faina”.
Finalmente sugere o modo de actuação conforme a reivindicação em causa, “se o objectivo é as jornas, a Comissão combina em conjunto, depois de conhecer a opinião nos ranchos, qual a jorna que se deve exigir. Em seguida, lança a palavra de ordem, por boca ou por escrito nas paredes, tal como: “Amanhã a praça deve sair a 30$00”. Finalmente na praça, depois de “aberto o preço” pelos capatazes, cada elemento da Comissão “aguenta” um grupo de companheiros na defesa da jorna combinada”1.
Este conjunto de regras, escrito por Soeiro Pereira Gomes em Agosto de 1946, foi um importante contributo para que as lutas desenvolvidas nos campo e nas praças de jorna, passem a ter uma componente organizacional que lhe havia faltado até então.
Refira-se como curiosidade, que o jornal copiografado “Ribatejo”, onde vinham explanadas estas ideias, cujo editor era o próprio Soeiro Pereira Gomes, foi feito em Alpiarça, pelo menos alguns números, numa casa do pai de António Cavaca Calarrão, no Vale do Rato, tendo a tipografia sido instalada dentro do patamar onde se pisavam as uvas. Ao mesmo tempo a casa servia de ponto de apoio importante, talvez o mais importante em Alpiarça, para as pessoas que viviam na clandestinidade, algumas delas quadros importantes do Partido Comunista, como era o caso de Soeiro Pereira Gomes, nessa altura membro do Comité Central.
Mais tarde, nas décadas de 50/60, as comissões de praça foram ganhando uma importância crescente, como Soeiro previra, já que os trabalhadores não podendo socorrer-se das suas organizações de classe – os sindicatos livres – sentiram necessidade de se organizarem de um modo mais eficaz nas praças de jorna, através dessas comissões que se regiam pelas regras atrás apontadas. Eram elas que davam as palavras de ordem em plena praça, sendo os primeiros a correrem o risco de serem presos pela Guarda. Quando a agitação subia de tom e a G. N. R. era chamada a intervir e detinha os mais interventivos. Aliás, para evitar estas situações repressivas, Soeiro P. Gomes, preconizava que as Comissões tivessem “carácter legal, isto é, serem conhecidas e aceite pelo patronato. Todavia não convém que a maioria dos seus elementos seja conhecida como dirigente da praça. Evitar-se-ão assim represálias dos patrões sobre este ou aquele elemento da Comissão, ou mesmo a violência das autoridades, em casos de luta mais acesa”. Muitas vezes para salvar a “cabeça da organização” contactavam-se outros trabalhadores, que não tinham qualquer missão de responsabilidade dentro da comissão, para dinamizar e agitar a praça de jorna, o que tinha que ser feito com algum cuidado de modo a evitar detenções. Estas comissões delineavam a sua estratégia antecipadamente em reuniões clandestinas e consideradas subversivas, muitas delas efectuadas em pleno campo, ou em casas de pessoas de confiança. O 25 de Abril de 1974 marca, definitivamente, o fim da história das Praças de Jorna.
1 “Praça de Jorna” de Soeiro Pereira Gomes. Edição “Organização dos Técnicos Agrícolas da Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português.

João Semedo acredita que milhões do BPN financiaram partidos

O coordenador do BE, que participa, esta sexta-feira, numa conferência sobre corrupção, organizada pela associação cívica Transparência e Integridade, considerou "extraordinário que, em duas comissões de inquérito, nenhum dos deputados tenha nunca puxado por esse fio de novelo".

Embora tenha feito uma autocrítica, porque integrou as comissões de inquérito, ressalvou que "é muito difícil conhecer, averiguar os circuitos do dinheiro". O que o levou a questionar se existem os meios necessários de investigação.

Já à saída, admitiu que estava a referir-se em concreto ao PSD. E explicou: "Era o partido que estava mais próximo dessa realidade, por via dos seus antigos ministros".

No painel subordinado ao tema "Novos desafios à regulação e supervisão do financiamento dos partidos políticos e campanhas eleitorais", João Semedo defendeu o atual modelo de financiamento, com receitas próprias e do Estado, mas chamou a atenção para a necessidade de fiscalizar campanhas internas.

"É importante que os partidos percebam que têm de prestar contas e que têm de ser fiscalizados", rematou.
«JN»
 Enviado por um colaborador

ESCLARECIMENTOS: " caía o Carmo e a Trindade e a estátua do Lenine em Alpiarça"

Acho que alguem se está a esquecer de uma coisa muito importante:
Se o tal de Santiago votasse contra a taxa maxima do IMI e o PSD (que eu sei que também votaria contra) e o PS votassem em bloco contra a taxa maxima.
Teriamos:
7 votos a favor da CDU pela taxa maxima
6 votos contra do PS
1 voto contra do Santiago
São 8 a 8. Pelo que eu conheço de regulamentos das assembleias, o Presidente tem voto de qualidade (a propria Vera Noronha fez uso disso no anterior mandato).
 Ou seja, a proposta da CDU era reprovada e ai é que caia o Carmo e a Trindade e a estátua do Lenine em Alpiarça.
Querem que explique novamente, ou estão todos esclarecidos ?
 Noticia relacionada:
 "CDU: cedeu "ao terceiro puxão de orelhas"":

AFIRMAÇÕES: " nada mais transparente ou aberto que aquilo que o PS/MAR está a fazer"

Os candidatos que se apresentam a eleições pelo PS/MAR são aqueles que se apresentaram à concelhia com vontade de o fazer.
Que eu tenha conhecimento, o Sr. Marques Pais nunca demonstrou tal vontade ou disponibilidade. Por isso, não vejo a utilidade dessa afirmação ( "CDU: cedeu "ao terceiro puxão de orelhas""), pois de outra forma podemos listar aqui mais dez ou vinte nomes que serão alternativas válidas e que se alinham com o PS/MAR mas que naturalmente não estão interessados ou têm vontade de o ser.
Não se esqueça que no PS/MAR os candidatos aparecem por vontade e por sua auto-criação, sujeitando-se ao escrutínio interno. Não há nada mais correcto do isto, e nada mais transparente ou aberto a qualquer militante, ou independente, do que aquilo que o PS/MAR está a fazer.

CDU: cedeu "ao terceiro puxão de orelhas"


Haja paciência. Não seja tão selectiva naquilo que lê!  (DÚVIDAS:" A população elegeu elementos do PS para ...": )
Também são apresentadas propostas, releia o texto! Mas na maioria das vezes basta um puxão de orelhas porque o que está para fazer está à vista de todos. Você sabe, Eles sabem, e Nós sabemos o que tem de ser feito. 
De puxão de orelhas em puxão de orelhas eles vão fazendo alguma coisa. O IMI já está. Infelizmente foi só ao terceiro puxão que cederam. Mas mais estão na calha. Do lado da CDU estão ainda duas propostas da oposição a serem analisadas. Também não sei porque demoram tanto tempo, mas aceito que há sapos mais difíceis de engolir que outros. 
A CDU com um programa eleitoral tão extenso, construído com pelo menos 12 anos de reflexão  apesar de no fim colar-se ao programa do PS/AR, não terá falta de ideias. O que tem minha cara é falta de iniciativa e talvez ande demasiado embrulhada nos seus próprios enredos que já perdeu o trilho.
Respondendo à sua questão, a população de Alpiarça elegeu o executivo da CDU para governar e por consequência, o PS para balizar a actuação do primeiro, para que na sua governação estes fossem chamados à responsabilidade sempre a sua actuação comprometa os interesses da população.

DÚVIDAS:" A população elegeu elementos do PS para quê, afinal?"

Quem tem responsabilidade de apresentar iniciativas ao desenvolvimento do concelho é só a maioria??? Desde quando? Mas que visão é esta da democracia? 
A população elegeu elementos do PS para quê, afinal? 
E está o PS entregue a estas pessoas?!!! 
Primeiro apresentam dois candidatos que escusam mais palavras, depois aparecem-me com um boletim que é uma vergonha e um deserto de ideias e agora dizem que não têm responsabilidades junto de quem os elegeu. 
Mas que amadorismo é este? 
Acordem e entreguem os rumos da acção do PS aquem o saiba fazer. 
Comecem por repensar os candidatos escolhidos, senão antevejo uma desgraça eleitoral. 
Oxalá esteja enganado. 
 Noticia relacionada:
 "FRUSTAÇÃO: "CDU é uma frustração e um deserto de ...":

Pedro Ribeiro, candidato a presidente da Câmara de Almeirim pelo PS


 Pedro Miguel Ribeiro (foto) actualmente vice-presidente da Câmara de Almeirim, assumiu ontem a sua disponibilidade para ser o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Almeirim.
Transcrevemos o seu “compromisso público” dirigido aos munícipes:
“Como em tudo na vida há momentos próprios para decidirmos o que pretendemos. O meu foi este, pois entendo que posso ser útil ao concelho onde nasci, vivo e trabalho. Quem me conhece sabe que não sou pessoa de promessas fáceis nem de projectos impossíveis. Quero trabalhar honestamente com todos as forças vivas deste concelho, pois só em conjunto será possível ultrapassar o momento difícil que Portugal atravessa. "Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias. Eu tenho uma ideia clara do que quero para o nosso concelho para a próxima década. Espero implementa-lá com a ajuda de todos aqueles que acreditarem em mim e na equipa que vier a escolher, sempre com uma certeza: Nada se faz sozinho, nem somos os donos da verdade.”
Um candidato com experiência autárquica e com ideias claras e bem definidas para o concelho  de Almeirim na próxima década e com uma enorme visão quanto ao futuro.

FRUSTAÇÃO: "CDU é uma frustração e um deserto de ideias"

 No seu entendimento ("LEITOR COMENTA: "o PS tudo fez para perder" as el...":) a oposição faz uma opção ténue... talvez preferisse que andassemos todos à paulada ? Ou isso seria uma oposição assim assim?
Pois, mas não é esse o nosso entendimento do que é fazer oposição em democracia. As sessões publicas da assembleia são para tratar de assuntos pré-agendados e que dizem respeito à actividade do executivo.
Pelo que tenho assistido no periodo antes da ordem do dia recorrentemente são apresentados assuntos do interesse geral umas vezes com propostas, outras vezes sem propostas.
Relativamente à falta de iniciativa do PS, permita-me informa-lo que quem tem responsabilidade de apresentar iniciativas ao desenvolvimento do concelho é o Executivo da CDU, e por conseguinte é a ele que deve dirigir a sua frustração de ver apenas um deserto de ideias.
De qualquer forma fico-lhe grato e até envaidecido de reconhecer em nós a fonte de iniciativas para o desenvolvimento do concelho.

ALPIARÇA: a "nova capital dos fenómenos"

Diz o comentarista ("LEITOR COMENTA: "o PS tudo fez para perder" as el...") que Alpiarça continua no mesmo marasmo de sempre, sem qualquer crescimento económico. Tem razão, não sei como é possível uma coisa dessas nos tempos prósperos que vivemos.
Mas eu tenho uma solução para os problemas da falta de investimento na nossa terra. Alpiarça devia intitular-se de nova capital dos fenómenos, substituindo assim o Entroncamento. E vocês perguntam como é isso possível? Bem, muito fácil. Começávamos a apregoar que Alpiarça é a única (teria que se reforçar que é a única porque seria a nossa verdade, atenção) terra do país que não está a ser assolada pela crise, onde há mais emprego, onde abrem empresas com fartura. Pronto, e passávamos a ser a nova capital dos fenómenos. Tão simples como isto, de certeza que se fixariam cá mais pessoas, os casais teriam mais filhos, não haveria tanta emigração, aumentava a população (que tem decrescido um pouco por todo o lado) e ajudávamos até a resolver o problema do país.
Agora, falando a sério, pergunto: onde pára a honestidade intelectual e a inteligência desta gente? Acho muito bem que se defenda o movimento independente, mas façam-no apresentando nomes, pessoas que o podem encabeçar, sem meias palavras. Parece-me sempre que quem o defende são pessoas (ou mesmo uma só pessoa) que lançam o anzol para ver se alguém se lembra deles para a liderar. Eu próprio gostava de saber em quem é que se pensa quando se fala dos independentes. Quem sabe não pode ser uma candidatura interessante, nem que seja para dividir os potenciais votos que seriam do PS. Só não me defendam nomes de possíveis candidatos que mais valia dedicarem-se à pesca, como alguns que foram aqui trazidos à meses e não percebem nada disso. E já agora, também não pensem em ressabiados que só sabem é estrebuchar.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PONTO DE VISTA: "Coitados do Osório e do Brasileiro que não têm formação"

Toda a gente acha que a governação da câmara de Alpiarça nunca mais foi o que era, de há uns tempos a esta parte e culpa-se o Osório e o Celestino, claro.
Mas o que todos se esquecem é de uma peça fundamental em termos de trabalho económico e financeiro que há já uns largos meses abandonou a assessoria ao presidente da câmara nestas duas áreas. Falamos como é óbvio do Marcelino.
Coitados do Osorio e do Brasileiro que não têm formação nestas áreas e andam num correrio entre as funções na câmara, as funções no PCP e as funções nas várias colectividades para onde foram empurrados.
Vá lá foram corridos pelo Mário Santiago dos Dadores de Sangue senão ainda era mais "um tacho" e o tempo disponível ainda era menos.
Por falar nisso, a assembleia municipal deveria poder funcionar como a assembleia da fundação Relvas onde os 40 maiores contribuintes delegam os poderes em 2 ou 3 "testas de ferro". Como só o Celestino ou o Osorio é que falam nas assembleias o que estão lá a fazer os restantes eleitos?

LEITOR COMENTA: "o PS tudo fez para perder" as eleições


 Já votei CDU, e já votei PS, e em outros actos eleitorais, nem votei.


Por isso não tomo o partido para nenhum dos lados.
Não vejo o actual presidente com um carisma ou com uma imagem tão boa como a que quer transmitir, ou com a que é promovida neste jornal pelos seus camaradas de partido.
Tem sido uma governação apagada, a normalmente designada: "q.b." (quanto basta).
Passaram 3 anos e Alpiarça continua no mesmo marasmo de sempre.
Continua a ser uma vila marginal, sem qualquer crescimento económico, e embora as condições fossem adversas, esperava-se que pelo menos o nível económico anterior se mantivesse.
Nada disso aconteceu. 
Alpiarça, apesar da vinda de dezenas (centenas?) de romenos, ainda perdeu habitantes.
A economia local recuou, por todo o lado encerraram espaços comerciais, e Alpiarça continua a ser mais conhecida pela força política que a governa, do que por qualquer outra actividade relevante.
Há alguns pontos positivos, não por terem demonstrado grande capacidade de mudança, mas porque, e apenas, a anterior vereação tinha deixado chegar o município à estaca zero.
Por isso, ganharam as eleições. Ou melhor, o PS tudo fez para as perder...
No que respeita ao PS, a situação pouco ou nada evoluiu em relação à altura das passadas eleições.


Os socialistas nada promovem, não tomam uma iniciativa, e limitam-se a fazer uma oposição ténue na Assembleia Municipal.


Nada fazem, nada promovem, não tomam uma iniciativa, e limitam-se a fazer uma oposição ténue na Assembleia Municipal.
Durante 3 anos, ninguém deu por eles...
Aproximam-se as eleições e começam a sair debaixo das pedras.
O PS, como partido burguês, encapotado de socialista, privilegia sempre quem apresente uns títulos académicos, ainda que não se lhes reconheça grande capacidade de liderança, de carisma pessoal ou de elevada popularidade.
Os outros, os que trabalham e a quem de alguma forma a população reconhece mérito, limitam-se a ficar em lugares secundários.
Os denominados "carregadores de piano".
Por isso concordo consigo. Qualquer um dos nomes que apontou é melhor do que os que se perfilam para sair o eleito.
Atrevo-me até a dizer que o Pais seria o melhor candidato que o PS apresentaria para concorrer com o candidato comunista.
É uma pessoa cordata, culta, ponderada e que recolhe a simpatia da população.
Não foi por acaso que embora as pessoas continuem a votar nos partidos, na eleição para a Junta de Freguesia, houve pessoas que nele votaram individualmente.
Não seria mau que aparecesse uma lista de independentes. Cada vez há mais gente que não se revê em qualquer das duas forças políticas, e seria uma forma de experimentarmos políticos diferentes.
Por muito que não agrade a quem está habituado a dividir votos, uma terceira força política poderia de alguma forma alterar o modo como Alpiarça tem sido governada.

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O reconhecimento de Joaquim Rosa do Céu à frente da Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo



Não poderíamos deixar passar a oportunidade de felicitar o Dr. Joaquim Rosa do Céu pela sua reeleição como Presidente da Região de Turismo de Lisboa e Vale do tejo. O ilustre socialista, que já presidiu à Câmara Municipal de Alpiarça, confirma a assim a sua competência e profissionalismo ao ser eleito por 27 entre 28 votos possíveis. Desejamos o maior sucesso para mais um mandato à frente da RLVT.
“Os novos órgãos sociais da Turismo de Lisboa e Vale do Tejo expressam a diversidade das instituições, das associações e das empresas que fazem do turismo um sector absolutamente decisivo para o futuro da região”, anunciou a Entidade Regional de Turismo (ERT).”
De:
Movimento Alpiarça é a Razão/Partido Socialista


Taxa Mínima de IMI "Arrancada a Ferros"!


A 28 de Novembro de 2012, reuniu-se mais uma vez a Assembleia Municipal de Alpiarça, desta vez em sessão extraordinária tendo em conta o limite legal de aprovação das taxas de IMI para 2013 que termina a 30 de Novembro.
Relativamente às polémicas taxas de IMI, agora aprovadas, não pudemos deixar de expressar a nossa satisfação e agradecimento em nome do Partido Socialista/ Movimento Alpiarça é a Razão e da População em geral pela lucidez do executivo em recuar nas intenções anteriormente declaradas e propor à votação as taxas de IMI aplicáveis a prédios urbanos pelo seu valor mínimo, ou seja 0,3%.
Relativamente ao não menos polémico processo que culminou com a proposta pela taxa mínima não pudemos deixar de expressar o nosso constrangimento pela enorme trapalhada que assistimos por parte do executivo ao avançar com taxas máximas sem confirmar se a alternativa era possível, de voltar a aprovar em sessão de câmara taxas intermédias sabendo de antemão que não incorreria numa ilegalidade, por via do Plano de Saneamento Financeiro (PSF), e vê-lo recuar novamente para no final ir ao encontro do que a oposição defendeu desde o inicio.
Esta enorme indefinição do executivo deixa-nos preocupados pois faz notar uma total apatia e insensibilidade perante as delicadas condições económicas de muitos Alpiarcenses, que serão agravadas pelo enorme aumento de impostos em 2013.
O PS/MAR na sua condição de partido da oposição e elemento fiscalizador da actividade do executivo assume também as suas responsabilidades nesta matéria. De facto, assumimos que o PSF obrigava a aplicação das taxas máximas, mas nunca nos ocorreu que, confirmada a não ilegalidade de aplicar outra taxa que não a máxima, o executivo da CDU propusesse algo que ficasse aquém das suas possibilidades financeiras e que não fosse a favor da População.



O próprio Presidente confessou durante 
a assembleia de ontem ter tido “receio das contas do PS pois soube que tínhamos lá estado a falar com o chefe de finanças, e que eles próprios estiveram lá”, assumo que posteriormente




Constatando o entendimento do executivo sobre esta matéria e a proposta de taxas intermédias aprovadas em sessão de câmara e imediatamente anunciadas nos jornais e outros meios de comunicação, deslocámo-nos à Repartição de Finanças de Alpiarça e de lá não saímos sem ter em nosso poder os números que desde o primeiro momento nos disseram não existirem e que revelam o encaixe financeiro extraordinário que a CMA irá auferir.
O próprio Presidente confessou durante a assembleia de ontem ter tido “receio das contas do PS pois soube que tínhamos lá estado a falar com o chefe de finanças, e que eles próprios estiveram lá”, assumo que posteriormente.De facto, é constrangedor reconhecer que Alpiarça não tem um rumo definido, que não pedíamos que levasse a grandes conquistas mas que pelo menos encontrasse um bom porto. Constatamos sim, que o receio dos números do PS, dos blogs e das próximas eleições autárquicas, ditam a actuação do executivo. A prova disso está na última assembleia e respectiva alteração de última hora da taxa de IMI para o seu valor mínimo. Acto que agradecemos humildemente em nome da população, mas que nos faz pensar que há tanto mais que pode ser feito por Alpiarça e que na sua esmagadora maioria está à distância de um “click-de-bom-senso”.

De:
Movimento Alpiarça é a Razão/Partido Socialista

PENSAVA QUE O SEU VOTO NÃO CONTAVA PARA NADA?


Não vai votar? Vote, que por cada voto são 3 euros e quinze por ano para o partido.
Coitados...
Quatro anos de mandato são mais de 12 euros.
Vote branco ou vote nulo, eles recebem sempre!
E se votar num partido pequeno, continuará a encher os cofres dos partidos grandes (basta que tenha menos de 25000 votos)


".../ Se as próximas legislativas se aproximarem das últimas no número de votos expressos (5,5 milhões) os vários partidos vão receber nos próximos quatro anos qualquer coisa como 69,8 milhões de euros. Durante a última legislatura o PS recebeu anualmente 7,1 milhões; o PSD 4,5; a CDU 1,19; o CDS 1,14; o Bloco de Esquerda um milhão.

Além destes cinco partidos, as próximas eleições legislativas podem trazer uma novidade em termos de financiamento partidário. É que, com as alterações agora introduzidas à lei do financiamento, os partidos que obtenham mais de 25 mil votos podem aceder à subvenção estatal - até agora a barreira estava nos 50 mil.
O que significa que se o PCTP/MRPP de Garcia Pereira e o Partido da Nova Democracia (PND) repetirem os resultados de 2005, terão direito a financiamento. Os 48 mil votos do PCTP valem este ano 151 mil euros; os 40 mil do PND darão direito a 127 mil euros."

CRITICAS: "São estas pessoas que desgraçam a classe politica"

Isso é pergunta que se faça ? acumulam as funções porque querem receber dos dois lados que só de um não chega. Ou pensam que esta gente é diferente dos Socrates, dos passos Coelho e daqueles que só andam lá para se encherem.
Perguntem lá ao Osorio quanto é que ele ganhava antes nas Finanças e quanto ganha agora nos muitos cargos que tem acumulado ai por Alpiarça.
Perguntem lá ao Celestino que andava sempre à rasca e se não fosse o pai já andava possivelmente ai todo desgraçadito e quanto é que ganha agora.
Mas voces querem que eu lhes faça um desenho ? Não sou professora de desenho, mas sei fazer contas como toda a gente.
São estas pessoas que desgraçam a classe politica e que fazem que todos os jovens como eu cada vez se afastem mais da politica e se estejam a cagar para as eleições.
Há 3 anos dei o beneficio da duvida. Para o ano, fico em casa ou vou até á praia, nem que seja do Patacão.
Vão todos chular o partido que a mim já me andam a chular com a falta de trabalho e cada vez mais impostos.
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CONCLUSÕES: " O Mário Pereira e o PCP saiem completamente chamuscados de toda esta história do Imposto de Imoveis Municipais"

Uma coisa é certa. O Mário Pereira e o PCP saiem completamente chamuscados de toda esta história do Imposto de Imóveis Municipais. Teve de haver oposição dentro do próprio PCP, e isso aconteceu não apenas com o Santiago. Aconteceu também nas reuniões do partido onde eram muitas as vozes discordantes.
Isto só prova que no fundo o PCP e a CDU são os defensores do povo, mas que estão infestados por pessoas que não têm competência para representar o partido em Alpiarça.
Se não fosse o Presidente da Assembleia e depois os militantes em muitas reuniões mais ou menos alargadas no Centro de Trabalho do PCP em Alpiarça, a taxa máxima teria ido a votação e teriam prejudicado toda a população Alpiarcense.

 Já é tempo de pôr ordem na casa (PCP) nem que para isso se tenha de fazer algum «sangue» e afastar algumas pessoas que andam há mais de dois anos a desacreditar a CDU em Alpiarça.

 Já é tempo de pôr ordem na casa, nem que para isso se tenha de fazer algum «sangue» e afastar algumas pessoas que andam há mais de dois anos a desacreditar a CDU em Alpiarça.
Ainda este fim de semana no Gasómetro, juntou-se meia dúzia de malta a falar de varias coisas e depois veio á conversa o Imposto dos Imóveis e posso vos garantir que dessas pessoas que lá estavam mais de metade tinham votado na CDU nas ultimas eleições.
Agora disseram que CDU nunca mais e para as próximas, ou ficam em casa ou votam numa lista de independentes que tenha pessoas novas e com outra visão.
 
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OBERVAÇÃO DE UM LEITOR: "Depois não queiram que os simpatizantes do PS / AR façam milagres"

Por razões que não interessa aqui explanar, farei uma observação neste blog uma única vez e não o farei directamente a determinadas pessoas. Razões que só a mim dizem respeito, peço desculpa. É o seguinte:
Faz-me confusão o estado das coisas e da política em Alpiarça. Como é que é possível que o meu partido desde o tempo em que o meu pai me ensinou o que é ser socialista e me iniciou na ideologia que passei a ter e tenho até hoje, caia nesta campanha e nas opções que tem tido. Este não é o PS de Mário Soares. Faz-me confusão que, em vez de escolher um candidato forte à câmara para derrubar os comunistas, me apresente os dois nomes que são públicos e que merecem todo o meu respeito mas não têm "estaleca" nenhuma para levar a bom porto esta luta que se adivinha difícil.
Há uma mão cheia de pessoas em Alpiarça que serviriam melhor o propósito, por exemplo o Pais ou o Moreira, só para dizer dois inquestionáveis.
Assim, meus amigos, com a popularidade do actual presidente apesar de tentarem contrariar essa realidade neste blog, com candidatos destes não é possível fazer nada. Depois não queiram que os simpatizantes do PS / AR façam milagres. Não há campanha nenhuma, nestas condições, que convença os alpiarcenses de que os comunistas devem ser afastados da autarquia.
Acho que é preciso repensar alguns aspectos e ainda vamos a tempo de o fazer. Afinal, falta um ano para as eleições. Para quê tanta pressa? 
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LEITOR DESAFIA: "A população aguarda as vossas explicações"


Já aqui foi dito e é bom relembrar que o PCP só alterou a taxa de IMI pressionado.
Tudo o que seja dito depois são desculpas esfarrapadas.
Desafio-os a PROVAR que se não fosse a oposição, inclusive a interna (Mário Santiago) os Alpiarcences em 2013 iriam pagar a taxa máxima de IMI.
A população aguarda as vossas explicações sobre a forma como há 2 meses atrás pensavam aplicar a taxa que foram obrigados a aprovar.
Sejam sérios! Não falam para miúdos, nem para pessoas incultas.
Há cidadãos que em termos de cultura e de cidadania vos ganham de goleada.
Por uma vez na vida reconheçam que pelo menos na questão do IMI fizeram um erro e dos piores.
Saber reconhecer os erros não está ao alcance de qualquer um 

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LEITOR OPINA: O "Presidente faz as delicias de qualquer oposição e sai de lá massacrado"


Há uma coisa que sobressaiu e que eu já tinha ouvido falar e que pude comprovar. O Sr. Presidente da Câmara demonstra ser uma pessoa que se enerva muito facilmente, achando que está constantemente a ser atacado. Não gosta de ser criticado e para dar uma simples resposta, tem que contar história interminável, pouco clara, sempre se desculpando com o passado, com o governo, insinuando que os deputados que estão lá para o atacar. Era bom que o Sr. Presidente de Câmara pensasse que tem que agir como um politico e não pode demonstrar que se sente atingido por qualquer acusação mesmo que seja injusta. Há que saber estar, e por vezes desarmar a oposição e desculpe-me Sr. Presidente, mas o senhor faz as delicias de qualquer oposição e sai de lá massacrado.
Melhores Cumprimentos,
Atenciosamente
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LEITORES: "Preocupem-se em escolher o candidato certo para o PS"

  Pelo que já ouvi hoje dizer da assembleia de ontem, era bom toda a gente poder assistir à assembleia municipal para verem quem é que manda. Mas não querem. E percebe-se porquê. É que assim podem continuar a mentir aqui descaradamente sobre o presidente da câmara na tentativa de convencer os alpiarcenses. Mas são tudo pessoas que não lhe chegam aos calcanhares e que vivem da mentira e da calúnia. Só não perceberam ainda é que, para alem de serem poucos e não terem o apoio da população, esse tipo de campanha volta-se, já se voltou e continuará a voltar contra eles.
Deixo uma pergunta no ar para que todos pensem sobre ela: com tantos dias de preparação de uma manifestação na reunião de ontem e tantas linhas sobre ela aqui escritas, porque é que hoje, até agora, ainda ninguem falou de como correu a dita cuja?
 Vá, falem agora disso! 
Vão tentar saber como correu, como se portaram e costumam portar os vários intervenientes e com honestidade falem disso aqui. 
Ou então calem-se. 
Preocupem-se em escolher o candidato certo para o PS, já que há tantas dúvidas internas sobre isso. Sempre é melhor e mais proveitoso do que insistir numa campanha suja que não leva a lado nenhum. 
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REPORTAGEM: Assembleia Municipal – “Afinal a montanha pariu um rato”



 Como se esperava e após a divulgação antecipada da alteração da Taxa do IMI a Sessão da Assembleia Municipal levada a efeito ontem para aprovação da “Taxa Mínima do IMI” decorreu com toda a normalidade.
Até a tão badalada manifestação contra a câmara à porta da Assembleia Municipal não deu em nada. 
Aliás já previsível porque o Executivo tinha aprovado a taxa mínima de IMI para 0,3% e talvez porque o cidadão comum já se acostumou à ideia que os próximos anos irão ser de massacre financeiro. (ler: APROVAÇÃO DA TAXA MINIMA DO IMI: A noite vai ser calma e o povo já está sereno
 De destacar a intervenção de dois munícipes, Eduardo Costa e Francisco Cunha que apresentaram os seus “pontos de vista” quanto à descida do valor da taxa.
Eduardo Costa foi à assembleia dizer no início da mesma o que "tinha escrito numa carta aberta ao presidente da Câmara", carta essa publicada no jornal local e também aqui no Jornal Alpiarcense e "desconhecia afinal que a taxa a aprovada era de 0,3% e não de 0,4% como estava anteriormente acordado". Foi afinal apanhado de surpresa!
Francisco José Cunha (foto) fez a sua intervenção no final da reunião apoiando a decisão da taxa de IMI por ter descido para os 0,3% opinando ainda  que num "ano de tantos impostos e dificuldades para os portugueses era a única decisão que poderia ser tomada"
O empresário não deixou de criticar  a forma como se comportavam os "políticos em Alpiarça" para acrescentar   "que deveriam trabalhar todos no sentido de melhorar as receitas da câmara em vez de andarem a discutir a dívida, quem a tinha feito e quem a andava a pagar".
Quanto à ordem de trabalhos, o costume: "muita parra e pouca uva". Uma assembleia que se iniciou pelas 21 h e se prolongou para lá da meia-noite, marcada por grande
clivagem entre bancadas PS e CDU e entre bancada PS e presidente da câmara.

1. ponto aprovado por unanimidade


2. ponto aprovado com a abstenção do PS


3. ponto aprovado por maioria com abstenção do PSD


4. ponto aprovado por maioria com 4 abstenções do PS


5. ponto aprovado por unanimidade


6. ponto retirado da ordem de trabalhos, para voltar a uma próxima sessão.

( "Ponto 6" que foi retirado:  - Apreciação e votação da Informação nº 68/AS/2012 – Regulamentos Municipais – " Regulamento do cartão Sénior Municipal e Regulamento Municipal de atribuição e gestão de habitações sociais do Município de Alpiarça” - Término dos prazos de consulta pública.)
 
Por: L.A.