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terça-feira, 5 de junho de 2012

SOCIEDADE: Sargentos contra mudanças feitas à revelia

O presidente da Associação Nacional de Sargentos defendeu hoje que as transformações nas Forças Armadas não podem ser feitas "à revelia" dos militares e pediu ao ministro da Defesa "menos discursos bonitos" e mais "procura efetiva de soluções".
Os sargentos, que têm agendadas para hoje "concentrações de desagrado" pela política do Governo para a Defesa Nacional, "em tese, não podem deixar de estar de acordo" com a posição assumida na segunda-feira à noite pelo ministro José Pedro Aguiar-Branco, em defesa de uma maior equilíbrio orçamental entre as verbas destinadas às operações e as destinadas a gastos com pessoal.
"As nossas Forças Armadas (FA) têm de ter mais produto operacional e de despender menos com a dimensão pessoal. As Forças Armadas existem para operar, para terem maiores e melhores capacidades e nível de prontidão mais forte", disse o governante, à margem de uma sessão sobre política Defesa Nacional, na Maia.
O problema, entende o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Lima Coelho, está na forma como se gere o orçamento.
"A pergunta é: como é que isso se faz? Com os militares ou contra os militares? Como é que se faz esse tipo de gestão e transformação se não se ouvem as partes envolvidas, aqueles que no terreno sentem, de facto, onde estão as dificuldades? Se muitas das matérias são tratadas à revelia dos interessados? É bom que o senhor ministro, para além desses discursos bonitos em atos oficiais e formais, passe a uma procura efetiva de soluções", defendeu.
Lima Coelho entende que uma boa gestão não pode ser direcionada às elites militares, nem beneficiar apenas "interesses particulares e corporativistas", em defesa de um "espírito de quintinha".
Fonte:«Lusa»
Enviado por um colaborador

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