O presidente da Associação
Nacional de Sargentos defendeu hoje que as transformações nas Forças
Armadas não podem ser feitas "à revelia" dos militares e pediu ao
ministro da Defesa "menos discursos bonitos" e mais "procura efetiva de
soluções".
Os sargentos, que têm agendadas para hoje
"concentrações de desagrado" pela política do Governo para a Defesa
Nacional, "em tese, não podem deixar de estar de acordo" com a posição
assumida na segunda-feira à noite pelo ministro José Pedro
Aguiar-Branco, em defesa de uma maior equilíbrio orçamental entre as
verbas destinadas às operações e as destinadas a gastos com pessoal.
"As
nossas Forças Armadas (FA) têm de ter mais produto operacional e de
despender menos com a dimensão pessoal. As Forças Armadas existem para
operar, para terem maiores e melhores capacidades e nível de prontidão
mais forte", disse o governante, à margem de uma sessão sobre política
Defesa Nacional, na Maia.
O problema, entende o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Lima Coelho, está na forma como se gere o orçamento.
"A
pergunta é: como é que isso se faz? Com os militares ou contra os
militares? Como é que se faz esse tipo de gestão e transformação se não
se ouvem as partes envolvidas, aqueles que no terreno sentem, de facto,
onde estão as dificuldades? Se muitas das matérias são tratadas à
revelia dos interessados? É bom que o senhor ministro, para além desses
discursos bonitos em atos oficiais e formais, passe a uma procura
efetiva de soluções", defendeu.
Lima Coelho entende que uma boa
gestão não pode ser direcionada às elites militares, nem beneficiar
apenas "interesses particulares e corporativistas", em defesa de um
"espírito de quintinha".
Fonte:«Lusa»
Enviado por um colaborador

Sem comentários:
Enviar um comentário