Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Depois...foi o que se viu. Algo correu mal no processo. Mas uma coisa parece certa: Também não será este o melhor caminho para a maioria do Povo português. Será eventualmente para alguns um eldorado. Para outros será uma situação de mais aflição e carência do que o 23 de Abril de 1974. Leia mais em: OS FACTOS: estamos como estamos. Tecnicamente fali...

O mundo dos compadrios

A sensação que nos fica é a de que vivemos num país adiado desde há quase quarenta anos. Em que a liberdade não tem sido acompanhada pela responsabilidade. Em que a cultura não cresceu. Em que se incentivou demasiado o Direito em detrimento do Dever. As propostas foram apenas no sentido económico e todos pensaram viver à grande. Criou-se um mundo de compadrios e facilitismo calc...

PS não é alternativa à actual gestão camarária

Ou o PS arrepia caminho (coisa que não acredito) e apresenta candidatos a quem a população reconhece algum mérito e trabalho feito, ou estará a dar a vitória de mão beijada à CDU. Em relação À CDU, basta ver a sua convivência com a crítica, ou com meras opiniões para saber que a veia stalinista continua lá. Se uma câmara, por um artigo lido por centenas, ameaça com um processo-crime PAGO pelo ERÁRIO PÚBLICO, imaginemos o que faria se por exemplo fosse governo. Leia mais em: Algumas figuras do PS merecem confiança zero

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Abalo em Alpiarça (por causa do Sr. Abalada)

Recebemos uns oportunos comentários do sempre acutilante Cidadão Abt sobre o post aqui reproduzido ontem, acerca dum incidente em Alpiarça.

O Cidadão abt disse sobre não se deve bater em ciganos na Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012 às 21:39:

 Comentário oportunamente enviado para o blogue visado: (http://jornalalpiarcense.blogspot.com/)

O senhor D’Abalada não se esqueça onde vai...

Numa primeira impressão é-nos passada a idéia de quatro prepotentes géninhos que resolveram aplicar um valente par de murros e pontapés, em dois menores indefesos mas com mais de quarenta quilos que afinal acabaram por revelar que não eram apenas dois mas que havia mais na zona a praticar delinquência juvenil...

Neste seu post é-nos revelada uma forte emotividade sobre o assunto vertido.

15 anos é uma excelente idade para um jovem se iniciar na delinquência, senhor D’Abalada!

Em Abrantes havia três menores com mais de quarenta quilos que sob a demissão dos familiares e o abrigo da impunidade e inimputabilidade, se dedicavam a circular pelas ruas com umas aceleras em escape livre pondo em perigo os transeuntes e falta de respeito poer quem queria sossego, sem que alguém lhes fosse à mala.

Como terá conhecimento, esta prática na via publica de condução de veiculo sem habilitação legal incorre em infração às regras do código da estrada.

Os anos passaram e os putos cresceram num ambiente sem regras sociais, normas de civismo ou conduta.

Decerto o senhor D’Abalada não ignorará um chavão referindo de que “a nossa liberdade termina onde começa a dos outros.”

A partir de determinada altura estes menores passaram a admoestar as pessoas mais frágeis, nomeadamente crianças, mulheres e idosos, extorquindo-lhes dinheiro e bens materiais e mais tarde recorrendo a extrema violência gratuita.

Foram crescendo e como eram de famílias problemáticas, com eles foi crescendo o grau de violência ao ponto de passarem ao roubo sistemático de veículos e de habitações. 
Como eram menores, coitados, ninguém lhes podia tocar... 
Foram responsáveis por parte da enorme insegurança que se viveu no concelho de Abrantes e concelhos limítrofes.

Ao fim de umas centenas de assaltos, lá atingiram a maior idade e tantas fizeram até chegado o dia em que foram presos e julgados por roubarem um jipe, uma bicla e um computador à presidente da camara cá do sítio e responderam por um cadastro invejável. 
Dois estão a ver o sol aos quadradinhos, respetivamente com 11 e 7 anos de efetiva e o terceiro anda a monte até que seja agarrado!

Será isto que deseja como futuro para os jovens de Alpiarça?

Em Abrantes também havia um outro grupo de jovens a pesarem mais de 30 quilos que em idade menor se dedicavam a fugir à guarda e à polícia, encavalitados numa mota 125cc, em escape livre. 
Como eram menores, coitados, não se lhes podia fazer grande coisa. 
Vivendo no sentimento de impunidade, um de etnia cigana e os outros de famílias problemáticas, aumentaram o seu grau de modus-operandi passando à prática de extorsão pela violência e outro tipo de delinquência, e assim foram crescendo até chegar o dia em que numa madrugada de Julho de 2010 assassinaram à facada um camionista na área de serviço da A23, em Mouriscas.

Nesse dia o pai de um deles, tornando-se num VERDADEIRO HERÓI agrediu violentamente os agentes que procediam à detenção dos coitadinhos ex-menores...

Hoje um deles está de cana a cumprir 18 anos e outros dois vão regressar à barra do tribunal para se apurarem os factos... 

Histórias com tristes fins.
O que entende o senhor Abalada, que valerá mais?

Um par de açoites na altura certa que não deixem lesões físicas ou a capitulação da vida de um ser humano e passarem o resto das vidas atrás das grades?

Para si, naturalmente que o par de açoites em tempo oportuno será o mais grave das duas hipóteses.
     
Seis jovens que por não terem alguém que na adolescência lhes pregasse umas bordoadas nos lombo, e lhes fizesse mostra o rumo certo, técnica mais conhecida por terapia de psicologia aplicada e única entendível por aqueles que tendem a viver à margem da lei, e hoje seriam uns homenzinhos válidos, integrados na sociedade e não se teriam desperdiçado bens e vidas pelo caminho...

Alias cá o Cidadão abt lida diariamente com dezenas de jovens em que muitos se reconhecem terem mudado de vida graças a umas bordoadas dadas por alguém a tempo certo.

Questiona-se o senhor D’Abalada se de facto os pais ou tutores desses menores que de um passaram a dois e de dois a uma data deles, não estarão à altura de lhes incutirem educação suficiente de modo a evitar essas situações constrangedoras dos agentes de autoridade se terem que fazer substituir nesse papel de educadores?

Enfatiza a heroicidade desses quatro agentes da autoridade e em bom tempo o faz, tempo este em que professores, auxiliares e até agentes da autoridade são frequentemente sovados pelos pais de jovens corrécios, senão mesmo pelos próprios jovens.
Foram uns verdadeiros heróis na medida em que prestaram um excelente serviço público a bem da sociedade e da segurança das populações locais, poupando-as a uma possível escalada de delinquência juvenil.

Finalmente, o caso da viatura de ciganos sem cinto e fazendo óbvio, a presunção de falta de documentos, que fica por explicar como o senhor Abalada disso tem conhecimento também seriam motivo de sua manchete se a GNR os intercetasse?

Senhor D’Abalada:

Parece ter sido precipitada e um tanto emotiva sua decisão em publicar um post com este teor.

Passe bem, senhor Abalada.


Nota de Marcello de Noronha: a discussão no Jornal Alpiarcense foi animada e já vai em 22 comentários, naturalmente com a salutar indignação do Senhor Abalada contra os ''anónimos''.

Dei uma vista de olhos a este blogue (a malta tinha reproduzida a notícia a partir do ''Notícias do Ribatejo'', blogue que faz uma recolha da publicidade camarária da região e das bocas dalguns blogues mais correctos politicamente) e encontrei um genial post anti-comunista chamado

JOÃO OSÓRIO: Um plano bem ou mal delineado?



que nos elucida sobre os meandros da lutas internas do PCP naquela vila da Borda de Água, tradicional bastião bolchevique.

O post está assinado pelo sugestivo nome de ''Comuna Insider'' e teve direito a 20 comentários.

Naturalmente o ''insider'' é tão ''outsider'' como o Armando Fernandes era Edite.....


 


O blogue é do baril, vai já direito aos nossos links......


Marcello de Noronha

destaques a vermelhos, nossos,
retrato do armandinho made in Ribatejo 

Pode ler mais em:
http://porabrantes.blogs.sapo.pt/1150906.html


2 comentários:

Anónimo disse...

Esse Osório é uma anedota

Anónimo disse...

Anedota não, porque as anedotas fazem-nos rir e põe-nos bem dispostos...