II
Jornadas Autárquicas CDU Alpiarça
Biblioteca
Municipal – 26 de Janeiro de 2013, 14 horas
Intervenção
de Mário Fernando Pereira
Camaradas
e amigos,
Caros
convidados,
Saúdo
todos os presentes nestas II Jornadas Autárquicas da CDU em
Alpiarça, num momento muito importante da nossa actividade enquanto
força política empenhada em continuar a gerir os destinos dos
órgãos autárquicos da nossa terra, de acordo com os princípios do
projecto político que defendemos, ao encontro do interesse da nossa
comunidade, acima de quaisquer outros; um projecto político que vai
muito para além do trabalho específico no poder local, e que se
integra numa visão global do mundo, que pretendemos transformar no
sentido da construção de uma sociedade mais justa e solidária.
À
semelhança do que sucedeu nas Jornadas de 2011, também hoje, aqui,
perante os alpiarcenses, iremos continuar a prestar contas da nossa
acção e discutir assuntos e temáticas essenciais à vida da nossa
terra. Daqui sairá fortalecido o modo de funcionamento democrático
da CDU, e será dado, estou certo, um forte alento ao trabalho que
temos pela frente neste ano de 2013.
Na
preparação do encontro de hoje – e como traço identitário da
nossa acção – foi realizado um importante trabalho anterior,
procurando envolver os militantes e activistas, estabelecendo
inúmeros contactos e realizando 7 reuniões de zona que juntaram
várias dezenas de pessoas e um almoço-convívio no Frade de Baixo.
Somos
– não tenho a menor dúvida – a única força política que
adopta esta forma de trabalho de proximidade, prestando contas,
esclarecendo, recolhendo proposta e contributos para a acção,
assumindo as nossas falhas, cara-a-cara, de igual para igual, com a
nossa população.
Esta
é a nossa forma de trabalhar: democrática; apelando à participação
cívica de todos. Na CDU não fazemos política suja, com base em
mentiras, em boatos ou no insulto, anónimo e cobarde; não nos
limitamos a dizer umas “larachas” em reuniões formais ou no
café. Não; vamos ao terreno onde estão as pessoas, os seus
problemas e aspirações, confrontamo-las e somos confrontados por
elas.
Nós
não temos a veleidade de tudo fazer bem, sem erros e sem falhas; não
iludimos as pessoas dizendo que fizemos tudo o que gostaríamos de
ter feito ou tudo o que a nossa população necessita; nem diremos
alguma vez que temos soluções miraculosas para o futuro da nossa
terra, ignorando a realidade concreta sobre a qual exercemos os
nossos mandatos.
Mas,
tendo como referência essa realidade concreta – profunda crise
económica, financeira e social e de ataque sem precedentes ao Poder
local democrático – que fundamentalmente define a nossa capacidade
de realização, estamos convictos que estes eleitos da CDU fizeram o
que tinha de ser feito, no quadro do que tem sido possível fazer;
estamos convencidos de que nenhum dos nossos adversários teria feito
melhor. Muito pelo contrário, porque o que está à vista de todos é
a sua incapacidade de actuar enquanto oposição responsável, no
limiar da completa nulidade e do descrédito, sem ideias, sem
coerência, sem propostas; sobretudo por parte do PS, de quem se
espararia outra atitude. Por isso, temos todas as razões para
confiar numa avaliação positiva por parte da maioria da nossa
população. E porque é justo que assim seja.
A
população de Alpiarça sabe que este executivo CDU está a
recuperar as finanças municipais, a partir da situação
insustentável em que os executivos PS as deixaram em 2009 e, dessa
forma, está a preparar as necessárias condições para o
desenvolvimento futuro da nossa terra;
A
nossa população sabe que fomos obrigados a elaborar um PSF e que o
estamos a cumprir, baixando os níveis de endividamento; baixando a
dívida total do Município em mais de 1 milhão de euros; pagando
todas as dívidas aos fornecedores – dinamizando a economia local e
da região – e pagando agora a tempo e horas;
Sabe
que, assim, estamos a recuperar a credibilidade do Município, e que,
mesmo no quadro negro em que vivemos, de profunda crise económica e
de sucessivos cortes nas transferências a que as autarquias têm
direito, conseguimos prestar serviços com os níveis de qualidade
que os alpiarcenses merecem: ao nível do atendimento dos serviços;
ao nível da limpeza urbana e do cuidado dos espaços verdes e
ajardinados; ao nível das pequenas obras de proximidade no interior
dos espaços urbanos, contribuindo gradualmente para a melhoria, com
estas diversas intervenções pontuais, da qualidade de vida,
apostando num concelho mais limpo e mais bonito.
A
população sabe que, mesmo com muito menos recursos financeiros
disponíveis, a autarquia garantiu uma oferta cultural, desportiva e
de lazer própria de qualidade, e reforçou o apoio ao movimento
associativo – às associações e colectividades culturais,
desportivas e sociais – numa opção política clara que permite um
nível de actividade e de dinamização da vida comunitária que de
outra forma seria impossível, e em contraponto com a prática de
muitas outras autarquias no País, que, perante as dificuldades,
cortaram esses apoios;
Sabe
que temos vindo a investir na melhoria das condições educativas das
escolas,
dando assim prioridade à formação das nossas crianças e jovens,
através de obras várias de melhoramento geral, remodelação de
cantinas, criação de salas para apoio a crianças com necessidades
educativas especiais e da nova Biblioteca Escolar, da construção do
novo telheiro, com a distribuição gratuita de fruta, com o
alargamento dos subsídios escolares e bolsas de estudo a estudantes
do ensino superior;
Sabe
que temos vindo a reforçar o apoio social, sobretudo para este ano
que se prevê vir a criar novos problemas pelo agravamento da
situação social, lançando também o “cartão do idoso”, e
simultaneamente garantindo actividades de qualidade como o
OTL/Páscoa, o OTL/Verão ou as Férias Desportivas, bem como os
Passeios para reformados, pensionistas e idosos, actividades que têm
sido abertas a todos os interessados;
A nossa população sabe
que defendemos – a seu lado – o direito a serviços públicos de
proximidade, dos quais se destaca um serviço de saúde de qualidade
com a colocação dos médicos necessários no centro de saúde,
porque o está em causa é um serviço essencial e o direito à saúde
dos alpiarcenses;
Sabe que, numa parceria
intermunicipal, continuamos a cumprir um plano de investimento de
vários milhões de euros na recuperação e ampliação da rede de
abastecimento de água e saneamento, no âmbito intermunicipal,
dotando o concelho de uma cobertura quase nos 100%; que Alpiarça
abre uma uma Casa-Museu dos Patudos renovada a um cada vez maior
número de visitantes, após investimento de mais de 1 milhão de
euros;
Os alpiarcenses sabem que
apostamos nas nossas Feiras – Alpiagra, Feira do Livro, Festival do
Melão, ArteNatal-Feira do Artesanato –, com custos muito
inferiores aos que eram ditados pelo despesismo anterior do PS, para
mostrar o que temos de melhor, promover o concelho e apoiar os
agentes económicos locais;
Sabem
que, lutando contra um tremendo aperto de tesouraria, conseguimos
realizar obras de referência para as futuras gerações, como a
recuperação do edifício da Casa dos Patudos e a construção do
novo Centro Escolar, obras com financiamento comunitário, atingindo
taxas de execução das mais altas entre os Municípios da nossa
região;
Sabem
que o gravíssimo problema do desemprego – que atinge de forma
dramática todo o País (e mais de 1 milhão de portugueses) – não
é da responsabilidade das autarquias, mas sim o resultado de décadas
de políticas erradas e criminosas do PS, PSD e CDS, de destruição
do aparelho produtivo nacional, no sentido da acumulação do capital
pelos grandes interesses, levando à submissão do País e à
destruição da sua economia, realidade que só será alterada pela
luta dos portugueses e por uma alteração profunda de políticas e a
construção de um rumo alternativo. É por essa transformação que
lutamos.
Foi
desde sempre uma preocupação da CDU a criação de condições para
um relacionamento saudável entre a nossa comunidade, ultrapassando o
ambiente de conflito que marcou os últimos mandatos do PS; temo-lo
conseguido – no relacionamento institucional com as outras forças
políticas; no bom relacionamento mantido com clubes e associações,
com as Escolas, com os pais e Encarregados de Educação, com os
sindicatos, com a comunidade religiosa, com os trabalhadores das
autarquias, com os agentes económicos. Temos as portas abertas a
todos. Se temos conseguido corresponder a todas as solicitações que
nos coloca este relacionamento? Não; é claro que não, mas
conseguimos corresponder a muitas delas, como é reconhecido.
Os
critérios de gestão e a estratégia que temos vindo a seguir
apontam para o cumprimento do objectivo de recuperar o Município;
colocam-nos em condições de avançar, já neste ano, para
investimentos e obras importantes para o concelho – já
apresentadas publicamente –, permitindo-nos aproveitar verbas dos
fundos comunitários que as financiarão a 85%, marcando a
regeneração do espaço urbano neste limiar do Centenário como
concelho. Falo do arranjo dos jardins e da construção do edifício
polivalente no espaço envolvente à Casa dos Patudos; falo da
Construção da nova Praça do Município, regenerando e dignificando
toda a área dos Paços do Concelho.
Outros
projectos estão ou irão ser desenvolvidos nos próximos meses por
forma a podermos enfrentar com sucesso eventuais possibilidades de
novas candidaturas, assim como prepararmos o próximo Quadro
Comunitário.
Camaradas
e amigos, Caros convidados,
Vivemos
num concelho que tranquilamente caminha para o seu primeiro
Centenário – Centenário cujas linhas gerais do programa de
comemorações o Município irá em breve apresentar e que deverá
assinalar com dignidade estes 100 anos de memória de um povo
trabalhador, consciente e resistente; deve ser também um momento de
afirmação da nossa forte identidade e de preparação para o
futuro.
Vivemos
num concelho com constrangimentos, mas com muitas potencialidades:
possuidor de infraestruturas e equipamentos públicos que cobrem a
generalidade das necessidades de toda a população – desde as mais
básicas, às que se prendem com a fruição cultural, desportiva e
de lazer; com a possibilidade de oferta de educação e condições
de apoio a necessidades primárias de saúde, de expansão dos
cuidados e do apoio à população mais idosa; beneficiado por uma
centralidade geográfica que o aproxima das áreas de maior dinamismo
económico do País; numa região onde se encontram as terras mais
férteis, agricultores experimentados e uma produção agrícola
diversificada e de grande qualidade; com uma zona industrial com
larga margem de expansão e de atracção de investimento; com
valioso património edificado para reabilitar; com áreas de vasto
interesse para o desenvolvimento turístico que promova o dinamismo
económico e a criação de emprego.
Cabe-nos
equacionar todas as vertentes desta realidade nos próximos meses,
nos próximos anos.
Ultrapassar
o período muito difícil que vivemos – no País e no Poder Local –
e recuperar o Município são tarefas que levarão tempo e terão de
ser levadas por diante, com rigor na gestão, por gente séria e de
confiança, por quem assuma as funções enquanto autarca sem outro
interesse que não o empenhamento no progresso social e o
desenvolvimento da nossa comunidade.
Conjugar
as características desta terra, das suas gentes e das
potencialidades que encerra, com as necessidades para o
desenvolvimento futuro é uma tarefa para hoje, para a discussão que
iremos fazer ao longo destas II Jornadas; é também uma tarefa para
os próximos meses de preparação do Programa Eleitoral com que a
CDU se irá apresentar às eleições; é certamente uma tarefa que o
colectivo da CDU irá realizar em conjunto com os alpiarcenses ao
longo do próximo mandato, enquanto força política à frente dos
destinos do concelho.
É
também para isso que aqui estamos!
Bom
trabalho.
Vivam
as II Jornadas Autárquicas da CDU!
Texto enviado por um leitor identificado

9 comentários:
que sono
Tomaras tu, ó 12:39, saber dizer alguma coisa de jeito! Dor de cotovelo, ...!
Epá até dá gosto ver um partido organizado. Desde que o António Moreira se demitiu da concelhia do PS que não se sabe de nada nem de ninguém. Não há reuniões nem participações aos miliantes. Assim não dá meus amigos. Ainda me mudo para a Alfredo Lima, pelo menos estes sabem para onde vão e o que se anda a fazer.
a cassete não muda, irra
A politica alpiarcense é uma coisa mais aberrante do que ver um filme francês.
Passam a vida a insultarem-se uns aos outros aqui no blog. A CDU ao PS e o PS à CDU.
depois admiren-se que a malta na altura de votar fique em casa ou que vote nos Independentes.
Que tristeza de gente. Nem sabem fazer politica.
Também acho que o PS anda muito apagado, mas não sabia que o Sr. Moreira tinha-se demitido. Então, quem é que está no PS afinal? A Dra Regina como não foi escolhida certamente que vai ficar de fora, a Dr. Sónia também não podemos contar com ela porque está a preparar-se para o proximo governo, a professora Graciete como é independente também não vai constar nas listas e sei que era uma forte apoiante da Dra. Regina tal como o Dr. Sardinheiro e o Dr Ramalho. Com o Sr. Moreira incompatibilizado com a actual liderança resta-lhes pouca gente de peso além do expresidente da Camara.
Podem sempre ir à reserva e convidar a Dra. Vera e a Dra. Vanda ou o António José Coelho, o Sr. Pais e até o Sr. Espirito Santo.
Vai ser uma bela campanha disso não tenho dúvidas. Para a CDU é claro.
Essa da cassete é usada por quem nem sequer é capaz de pôr 2 ideias seguidas de pé, já repararam? Ignorantes! Cassete usa quem está sempre a usar o argumento da "cassete".... Porque argumentar com ideias, isso não é para qualquer um!
esta malta do PCP usa sempre o mesmo discurso. Seja em Alpiarça, seja na Chamusca, seja na Assembleia da Republica. Agarram nos termos que o Grande Lider ordena, e não passao do mesmo. Irra, que seca. Já estamos no sec.XXI e parecemos que estamos na revolução bolchevique
Coerente no discurso que há anos se repete incessantemente sem atingir nenhum fim. Tão preocupado com a legalidade de tudo o que faz que acaba por não fazer o que podia e devia. Preso ao sistema que ele próprio condenam pelo que acabam por viver no seu seio.
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