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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

II Jornadas Autárquicas CDU Alpiarça


II Jornadas Autárquicas CDU Alpiarça
Biblioteca Municipal – 26 de Janeiro de 2013, 14 horas

Intervenção de Mário Fernando Pereira


Camaradas e amigos,
Caros convidados,

Saúdo todos os presentes nestas II Jornadas Autárquicas da CDU em Alpiarça, num momento muito importante da nossa actividade enquanto força política empenhada em continuar a gerir os destinos dos órgãos autárquicos da nossa terra, de acordo com os princípios do projecto político que defendemos, ao encontro do interesse da nossa comunidade, acima de quaisquer outros; um projecto político que vai muito para além do trabalho específico no poder local, e que se integra numa visão global do mundo, que pretendemos transformar no sentido da construção de uma sociedade mais justa e solidária.

À semelhança do que sucedeu nas Jornadas de 2011, também hoje, aqui, perante os alpiarcenses, iremos continuar a prestar contas da nossa acção e discutir assuntos e temáticas essenciais à vida da nossa terra. Daqui sairá fortalecido o modo de funcionamento democrático da CDU, e será dado, estou certo, um forte alento ao trabalho que temos pela frente neste ano de 2013.

Na preparação do encontro de hoje – e como traço identitário da nossa acção – foi realizado um importante trabalho anterior, procurando envolver os militantes e activistas, estabelecendo inúmeros contactos e realizando 7 reuniões de zona que juntaram várias dezenas de pessoas e um almoço-convívio no Frade de Baixo.
Somos – não tenho a menor dúvida – a única força política que adopta esta forma de trabalho de proximidade, prestando contas, esclarecendo, recolhendo proposta e contributos para a acção, assumindo as nossas falhas, cara-a-cara, de igual para igual, com a nossa população.

Esta é a nossa forma de trabalhar: democrática; apelando à participação cívica de todos. Na CDU não fazemos política suja, com base em mentiras, em boatos ou no insulto, anónimo e cobarde; não nos limitamos a dizer umas “larachas” em reuniões formais ou no café. Não; vamos ao terreno onde estão as pessoas, os seus problemas e aspirações, confrontamo-las e somos confrontados por elas.

Nós não temos a veleidade de tudo fazer bem, sem erros e sem falhas; não iludimos as pessoas dizendo que fizemos tudo o que gostaríamos de ter feito ou tudo o que a nossa população necessita; nem diremos alguma vez que temos soluções miraculosas para o futuro da nossa terra, ignorando a realidade concreta sobre a qual exercemos os nossos mandatos.

Mas, tendo como referência essa realidade concreta – profunda crise económica, financeira e social e de ataque sem precedentes ao Poder local democrático – que fundamentalmente define a nossa capacidade de realização, estamos convictos que estes eleitos da CDU fizeram o que tinha de ser feito, no quadro do que tem sido possível fazer; estamos convencidos de que nenhum dos nossos adversários teria feito melhor. Muito pelo contrário, porque o que está à vista de todos é a sua incapacidade de actuar enquanto oposição responsável, no limiar da completa nulidade e do descrédito, sem ideias, sem coerência, sem propostas; sobretudo por parte do PS, de quem se espararia outra atitude. Por isso, temos todas as razões para confiar numa avaliação positiva por parte da maioria da nossa população. E porque é justo que assim seja.

A população de Alpiarça sabe que este executivo CDU está a recuperar as finanças municipais, a partir da situação insustentável em que os executivos PS as deixaram em 2009 e, dessa forma, está a preparar as necessárias condições para o desenvolvimento futuro da nossa terra;

A nossa população sabe que fomos obrigados a elaborar um PSF e que o estamos a cumprir, baixando os níveis de endividamento; baixando a dívida total do Município em mais de 1 milhão de euros; pagando todas as dívidas aos fornecedores – dinamizando a economia local e da região – e pagando agora a tempo e horas;

Sabe que, assim, estamos a recuperar a credibilidade do Município, e que, mesmo no quadro negro em que vivemos, de profunda crise económica e de sucessivos cortes nas transferências a que as autarquias têm direito, conseguimos prestar serviços com os níveis de qualidade que os alpiarcenses merecem: ao nível do atendimento dos serviços; ao nível da limpeza urbana e do cuidado dos espaços verdes e ajardinados; ao nível das pequenas obras de proximidade no interior dos espaços urbanos, contribuindo gradualmente para a melhoria, com estas diversas intervenções pontuais, da qualidade de vida, apostando num concelho mais limpo e mais bonito.

A população sabe que, mesmo com muito menos recursos financeiros disponíveis, a autarquia garantiu uma oferta cultural, desportiva e de lazer própria de qualidade, e reforçou o apoio ao movimento associativo – às associações e colectividades culturais, desportivas e sociais – numa opção política clara que permite um nível de actividade e de dinamização da vida comunitária que de outra forma seria impossível, e em contraponto com a prática de muitas outras autarquias no País, que, perante as dificuldades, cortaram esses apoios;

Sabe que temos vindo a investir na melhoria das condições educativas das escolas, dando assim prioridade à formação das nossas crianças e jovens, através de obras várias de melhoramento geral, remodelação de cantinas, criação de salas para apoio a crianças com necessidades educativas especiais e da nova Biblioteca Escolar, da construção do novo telheiro, com a distribuição gratuita de fruta, com o alargamento dos subsídios escolares e bolsas de estudo a estudantes do ensino superior;

Sabe que temos vindo a reforçar o apoio social, sobretudo para este ano que se prevê vir a criar novos problemas pelo agravamento da situação social, lançando também o “cartão do idoso”, e simultaneamente garantindo actividades de qualidade como o OTL/Páscoa, o OTL/Verão ou as Férias Desportivas, bem como os Passeios para reformados, pensionistas e idosos, actividades que têm sido abertas a todos os interessados;

A nossa população sabe que defendemos – a seu lado – o direito a serviços públicos de proximidade, dos quais se destaca um serviço de saúde de qualidade com a colocação dos médicos necessários no centro de saúde, porque o está em causa é um serviço essencial e o direito à saúde dos alpiarcenses;

Sabe que, numa parceria intermunicipal, continuamos a cumprir um plano de investimento de vários milhões de euros na recuperação e ampliação da rede de abastecimento de água e saneamento, no âmbito intermunicipal, dotando o concelho de uma cobertura quase nos 100%; que Alpiarça abre uma uma Casa-Museu dos Patudos renovada a um cada vez maior número de visitantes, após investimento de mais de 1 milhão de euros;

Os alpiarcenses sabem que apostamos nas nossas Feiras – Alpiagra, Feira do Livro, Festival do Melão, ArteNatal-Feira do Artesanato –, com custos muito inferiores aos que eram ditados pelo despesismo anterior do PS, para mostrar o que temos de melhor, promover o concelho e apoiar os agentes económicos locais;

Sabem que, lutando contra um tremendo aperto de tesouraria, conseguimos realizar obras de referência para as futuras gerações, como a recuperação do edifício da Casa dos Patudos e a construção do novo Centro Escolar, obras com financiamento comunitário, atingindo taxas de execução das mais altas entre os Municípios da nossa região;

Sabem que o gravíssimo problema do desemprego – que atinge de forma dramática todo o País (e mais de 1 milhão de portugueses) – não é da responsabilidade das autarquias, mas sim o resultado de décadas de políticas erradas e criminosas do PS, PSD e CDS, de destruição do aparelho produtivo nacional, no sentido da acumulação do capital pelos grandes interesses, levando à submissão do País e à destruição da sua economia, realidade que só será alterada pela luta dos portugueses e por uma alteração profunda de políticas e a construção de um rumo alternativo. É por essa transformação que lutamos.

Foi desde sempre uma preocupação da CDU a criação de condições para um relacionamento saudável entre a nossa comunidade, ultrapassando o ambiente de conflito que marcou os últimos mandatos do PS; temo-lo conseguido – no relacionamento institucional com as outras forças políticas; no bom relacionamento mantido com clubes e associações, com as Escolas, com os pais e Encarregados de Educação, com os sindicatos, com a comunidade religiosa, com os trabalhadores das autarquias, com os agentes económicos. Temos as portas abertas a todos. Se temos conseguido corresponder a todas as solicitações que nos coloca este relacionamento? Não; é claro que não, mas conseguimos corresponder a muitas delas, como é reconhecido.


Os critérios de gestão e a estratégia que temos vindo a seguir apontam para o cumprimento do objectivo de recuperar o Município; colocam-nos em condições de avançar, já neste ano, para investimentos e obras importantes para o concelho – já apresentadas publicamente –, permitindo-nos aproveitar verbas dos fundos comunitários que as financiarão a 85%, marcando a regeneração do espaço urbano neste limiar do Centenário como concelho. Falo do arranjo dos jardins e da construção do edifício polivalente no espaço envolvente à Casa dos Patudos; falo da Construção da nova Praça do Município, regenerando e dignificando toda a área dos Paços do Concelho.

Outros projectos estão ou irão ser desenvolvidos nos próximos meses por forma a podermos enfrentar com sucesso eventuais possibilidades de novas candidaturas, assim como prepararmos o próximo Quadro Comunitário.


Camaradas e amigos, Caros convidados,


Vivemos num concelho que tranquilamente caminha para o seu primeiro Centenário – Centenário cujas linhas gerais do programa de comemorações o Município irá em breve apresentar e que deverá assinalar com dignidade estes 100 anos de memória de um povo trabalhador, consciente e resistente; deve ser também um momento de afirmação da nossa forte identidade e de preparação para o futuro.
Vivemos num concelho com constrangimentos, mas com muitas potencialidades: possuidor de infraestruturas e equipamentos públicos que cobrem a generalidade das necessidades de toda a população – desde as mais básicas, às que se prendem com a fruição cultural, desportiva e de lazer; com a possibilidade de oferta de educação e condições de apoio a necessidades primárias de saúde, de expansão dos cuidados e do apoio à população mais idosa; beneficiado por uma centralidade geográfica que o aproxima das áreas de maior dinamismo económico do País; numa região onde se encontram as terras mais férteis, agricultores experimentados e uma produção agrícola diversificada e de grande qualidade; com uma zona industrial com larga margem de expansão e de atracção de investimento; com valioso património edificado para reabilitar; com áreas de vasto interesse para o desenvolvimento turístico que promova o dinamismo económico e a criação de emprego.
Cabe-nos equacionar todas as vertentes desta realidade nos próximos meses, nos próximos anos.

Ultrapassar o período muito difícil que vivemos – no País e no Poder Local – e recuperar o Município são tarefas que levarão tempo e terão de ser levadas por diante, com rigor na gestão, por gente séria e de confiança, por quem assuma as funções enquanto autarca sem outro interesse que não o empenhamento no progresso social e o desenvolvimento da nossa comunidade.

Conjugar as características desta terra, das suas gentes e das potencialidades que encerra, com as necessidades para o desenvolvimento futuro é uma tarefa para hoje, para a discussão que iremos fazer ao longo destas II Jornadas; é também uma tarefa para os próximos meses de preparação do Programa Eleitoral com que a CDU se irá apresentar às eleições; é certamente uma tarefa que o colectivo da CDU irá realizar em conjunto com os alpiarcenses ao longo do próximo mandato, enquanto força política à frente dos destinos do concelho.

É também para isso que aqui estamos!
Bom trabalho.

Vivam as II Jornadas Autárquicas da CDU!

Texto enviado por um leitor identificado

9 comentários:

Anónimo disse...

que sono

Anónimo disse...

Tomaras tu, ó 12:39, saber dizer alguma coisa de jeito! Dor de cotovelo, ...!

Anónimo disse...

Epá até dá gosto ver um partido organizado. Desde que o António Moreira se demitiu da concelhia do PS que não se sabe de nada nem de ninguém. Não há reuniões nem participações aos miliantes. Assim não dá meus amigos. Ainda me mudo para a Alfredo Lima, pelo menos estes sabem para onde vão e o que se anda a fazer.

Anónimo disse...

a cassete não muda, irra

Anónimo disse...

A politica alpiarcense é uma coisa mais aberrante do que ver um filme francês.

Passam a vida a insultarem-se uns aos outros aqui no blog. A CDU ao PS e o PS à CDU.

depois admiren-se que a malta na altura de votar fique em casa ou que vote nos Independentes.

Que tristeza de gente. Nem sabem fazer politica.

Anónimo disse...

Também acho que o PS anda muito apagado, mas não sabia que o Sr. Moreira tinha-se demitido. Então, quem é que está no PS afinal? A Dra Regina como não foi escolhida certamente que vai ficar de fora, a Dr. Sónia também não podemos contar com ela porque está a preparar-se para o proximo governo, a professora Graciete como é independente também não vai constar nas listas e sei que era uma forte apoiante da Dra. Regina tal como o Dr. Sardinheiro e o Dr Ramalho. Com o Sr. Moreira incompatibilizado com a actual liderança resta-lhes pouca gente de peso além do expresidente da Camara.
Podem sempre ir à reserva e convidar a Dra. Vera e a Dra. Vanda ou o António José Coelho, o Sr. Pais e até o Sr. Espirito Santo.

Vai ser uma bela campanha disso não tenho dúvidas. Para a CDU é claro.

Anónimo disse...

Essa da cassete é usada por quem nem sequer é capaz de pôr 2 ideias seguidas de pé, já repararam? Ignorantes! Cassete usa quem está sempre a usar o argumento da "cassete".... Porque argumentar com ideias, isso não é para qualquer um!

Anónimo disse...

esta malta do PCP usa sempre o mesmo discurso. Seja em Alpiarça, seja na Chamusca, seja na Assembleia da Republica. Agarram nos termos que o Grande Lider ordena, e não passao do mesmo. Irra, que seca. Já estamos no sec.XXI e parecemos que estamos na revolução bolchevique

Anónimo disse...

Coerente no discurso que há anos se repete incessantemente sem atingir nenhum fim. Tão preocupado com a legalidade de tudo o que faz que acaba por não fazer o que podia e devia. Preso ao sistema que ele próprio condenam pelo que acabam por viver no seu seio.