Salazar ser um "pau" mandado foi uma ideia "vendida" no pós 25 de Abril para denegrir o estadista?
Uma
coisa é não deter todo o poder económico, mas daí a achar que tinha a
mínima semelhança com a situação actual é querer comparar o
incomparável.
Lembro-lhe apenas o episódio da vigarice que o
Champallimaud fez na compra de um banco e que Salazar obrigou a desfazer
o negócio.
Hoje em dia isso seria impossível.
O pretenso desenvolvimento que tivemos, serviu a quem?
Autoestradas onde não se pode andar é sinónimo de desenvolvimento?
Autoestradas como a A15 (Santarém-Caldas) que custaram milhões e onde passa 1 carro por minuto podem alguma vez ser viáveis?
O
resultado. dessa e de muitas outras, está à vista. A factura para nós,
os nossos filhos e provavelmente os nossos netos pagarem!
Não se
esqueça que a maior parte das grandes obras que se fizeram (Alqueva,
Sines, etc) estavam projectadas desde esse tempo, e se não foram feitas
foi porque aguardavam financiamento.
Até uma central nuclear em Ferrel estava projectada, para sermos totalmente auto suficientes em termos energéticos.
Vieram
os "democratas" e toca de gastar o dinheiro que não havia
(endividamento descontrolado), ao ponto de hoje não existirmos como País
soberano.
Quem está endividado tem de se sujeitar às exigências dos seus credores, por mais absurdas que sejam.
Dizer que no anterior regime nada foi feito é falsear a história.
Aos
preços actuais quanto custaria a construção da rede de escolas, que
estão todas de pé e que agora foram descartadas como se fossemos um País
rico?
As barragens que foram feitas quanto custariam nos dias de hoje?
Tribunais, casas do Povo, postos de correio, etc..
O
que se pode dizer é que os investimentos eram faseados e que estávamos a
recuperar terreno em relação a países que avançaram por via de
começarem quase do zero devido à II guerra.
Quem começa do zero, pode escolher a melhor via sem ter de remendar o que existe.
Se Salazar não evoluiu na mentalidade, nos tempos de Marcello Caetano começávamos a tomar lentamente outro rumo.
Se Salazar não evoluiu na mentalidade, nos tempos de Marcello Caetano começávamos a tomar lentamente outro rumo.
Começou a falar-se de segurança social e fora dos meios rurais havia trabalho para os jovens que saiam das escolas.
Havia tecido produtivo que empregava quem queria trabalhar.
Hoje
temos o quê? Jovens sem futuro, um exército de gente sustentada pelo
Estado, e inúmeras leis que existem no papel mas não são cumpridas.
Mesmo no capítulo laboral, havia abusos, mas também havia respeito mútuo.
A família não era posta de parte para que as vendas subam 0,1 %.
Há um excelente blog que sem tomar partido nos conta a história.
Como foi construída a Ponte Salazar, Castelo de Bode, a Lisnave, a Sorefame, etc...
São
relatadas situações que nos fazem (ainda) ter orgulho de sermos
portugueses, como a antecipação de vários anos na construção de Castelo
de Bode, ou os parabéns dos americanos à engenharia e construção
portuguesa na construção da Ponte Salazar. Tudo isto sem derrapagens de
prazos, ou financeiros.
Deixo aqui o link de um dos melhores blogs
históricos para que a história seja analisada por factos reais e não por
aquilo que venderam no pós 25 de Abril às gerações mais jovens.
http://restosdecoleccao.
De um comentarista
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1 comentário:
Sobre este comentário apetece-me dizer o seguinte: mas então durante o consulado de Salazar só houve coisas boas? Será que era tudo assim tão bom que este sr."comentarista" poderia fazer na altura os comentários que agora faz livremente? Soube este sr. o que era ser preso, e talvez torturado apenas e SÓ por pensar de maneira diferente? Soube este sr. o que era a pide e as prisões políticas do regime? Soube este senhor o que foi a guerra colonial e todos os seus dramas?
Nada pior do que uma sociedade perder a memória.
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