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sábado, 8 de setembro de 2012

Salazar era um "pau mandado" nas mãos das grandes empresas e de seus tentáculos

 Há circunstâncias que se aceitam e outras que se negoceiam. 
Alguns negócios muito maus. 

Nestes comentários aqui publicados, retirei algo de interessante. Quando um comentarista diz que era Salazar que mandava, não as multinacionais ou os  grandes grupos, deve conhecer mal o que passava no antes 25 de Abril. 

Salazar era um "pau mandado" nas mãos das grandes empresas e de seus tentáculos que eram os seus ministros e outras pessoas influentes no seu governo. 

Uma CUF, um BES,  Cupretino de Miranda, Champalimaud e tantos outros grupos,ditavam as ordens: económicas e socais. 

Quem não se lembra da intervenção do Estado no Sindicato dos Bancários e Sindicato de Escritórios e Serviços de Lisboa?

Já muito próximo de  1974:

Era Salazar que mandava nessas intervenções?

Voltando ao após 1974 alguns dos comentaristas que aqui estão insatisfeitos (e com muita razão) devem se lembrar que com a entrada de Portugal para a CEE hoje EU pode-se dizer que o Pais foi vendido à Europa. 

Quase que perdemos a nossa soberania. 

Para vir para cá carradas de Marcos, depois Euros, foi preciso vender a Alma ao Diabo. 

E quem fez isso não foi a esquerda nem os esquerdelhos. 

Sabemos bem quem foi. 

Então passamos a ser manietados por quem nos comprou. 

É natural que os Senhores da Europa queiram as contra partidas que negociaram. 

Essa é a grande diferença para a tal mão do Salazar e a mão dos actuais governantes. 

Não que eu os defenda mas só para justificar as diferenças. 

Como toda gente assina anónimo, como eu, não sei se alguns desses comentaristas teriam sido beneficiados com essas carrada de Euros que desembarcaram no Terreiro do Paço.

 Mas uma coisa sei: se não usufruíram individualmente, usufruíram colectivamente. 

Onde Portugal teria dinheiro para fazer tantos kms de auto-estradas, estradas, ruas, etar’s, aterros sanitários controlados?

 Mas houve muita gente que usufruiu individualmente do dinheiro dessas obras. 

Fui contra a entrada na EU, mas também fui beneficiado. Mas tinha a consciência de que estávamos a hipotecar o futuro de nossos filhos nossos netos e toda uma geração.

 Hoje quando se fala de Países com divida externa baixa, caso dos países da América Latina, (alguns) caso do Brasil, costumo analisar que esses países podem não ter crise mas não tem dinheiro nem nada feito. 

Os países europeus têm crise, e grande, mas tem quase tudo feito em infra-estruturas. 

Talvez tenham dado o passo maior que a perna. 

Daí as consequências da crise nomeadamente o desemprego que é o maior flagelo da Europa 

De um comentarista

Noticia relacionada:
""A democracia Portuguesa dos Esquerdelhos Falhados...": 

1 comentário:

Anónimo disse...

Acredita mesmo que Salazar era um pau mandado, ou foi uma ideia "vendida" no pós 25 de Abril para denegrir o estadista?
Uma coisa é não deter todo o poder económico, mas daí a achar que tinha a mínima semelhança com a situação actual é querer comparar o incomparável.
Lembro-lhe apenas o episódio da vigarice que o Champallimaud fez na compra de um banco e que Salazar obrigou a desfazer o negócio.
Hoje em dia isso seria impossível...
O pretenso desenvolvimento que tivemos, serviu a quem?
Autoestradas onde não se pode andar é sinónimo de desenvolvimento?
Autoestradas como a A15 (Santarém-Caldas) que custaram milhões e onde passa 1 carro por minuto podem alguma vez ser viáveis?
O resultado. dessa e de muitas outras, está à vista. A factura para nós, os nossos filhos e provavelmente os nossos netos pagarem!
Não se esqueça que a maior parte das grandes obras que se fizeram (Alqueva, Sines, etc) estavam projectadas desde esse tempo, e se não foram feitas foi porque aguardavam financiamento.
Até uma central nuclear em Ferrel estava projectada, para sermos totalmente auto suficientes em termos energéticos.
Vieram os "democratas" e toca de gastar o dinheiro que não havia (endividamento descontrolado), ao ponto de hoje não existirmos como País soberano.
Quem está endividado tem de se sujeitar às exigências dos seus credores, por mais absurdas que sejam.
Dizer que no anterior regime nada foi feito é falsear a história.
Aos preços actuais quanto custaria a construção da rede de escolas, que estão todas de pé e que agora foram descartadas como se fossemos um País rico?
As barragens que foram feitas quanto custariam nos dias de hoje?
Tribunais, casas do Povo, postos de correio, etc..
O que se pode dizer é que os investimentos eram faseados e que estávamos a recuperar terreno em relação a países que avançaram por via de começarem quase do zero devido à II guerra.
Quem começa do zero, pode escolher a melhor via sem ter de remendar o que existe.
Śe Salazar não evoluiu na mentalidade, nos tempos de Marcello Caetano começávamos a tomar lentamente outro rumo.
Começou a falar-se de segurança social e fora dos meios rurais havia trabalho para os jovens que saiam das escolas.
Havia tecido produtivo que empregava quem queria trabalhar.
Hoje temos o quê? Jovens sem futuro, um exército de gente sustentada pelo Estado, e inúmeras leis que existem no papel mas não são cumpridas.
Mesmo no capítulo laboral, havia abusos, mas também havia respeito mútuo.
A família não era posta de parte para que as vendas subam 0,1 %.
Há um excelente blog que sem tomar partido nos conta a história.
Como foi construída a Ponte Salazar, Castelo de Bode, a Lisnave, a Sorefame, etc...
São relatadas situações que nos fazem (ainda) ter orgulho de sermos portugueses, como a antecipação de vários anos na construção de Castelo de Bode, ou os parabéns dos americanos à engenharia e construção portuguesa na construção da Ponte Salazar. Tudo isto sem derrapagens de prazos, ou financeiros.
Deixo aqui o link de um dos melhores blogs históricos para que a história seja analisada por factos reais e não por aquilo que venderam no pós 25 de Abril às gerações mais jovens.
http://restosdecoleccao.blogspot.pt/