No
dia 23 de Abril de 1974, Portugal crescia à media de 4% ao ano, dívida
pública 2,8%, tínhamos 800 toneladas de ouro e estávamos em guerra há 14
anos, Construíamos as nossas carruagens de comboios e os famosos
Chaimites na Sorefame e exportávamos algumas para o continente africano e
sul americano, Tínhamos uma fábrica de material de guerra que mantinha
os três ramos das forças armadas e ainda vendíamos armas e munições,
tínhamos fábrica de pólvora de Moscavide, no Tramagal construíamos a
Berliet, UMM e também as exportávamos, tínhamos a Siderurgia Nacional
para a transformação da matéria prima, cobre e aço para a industria
naval. A fábrica da Cordoaria Nacional que fabricava todo o cordame para
a Marinha e os navios Portugueses. O Alentejo era o celeiro de Portugal
e ainda exportávamos cereais, na guerra civil de Espanha
contrabandeavam pão e conservas por café, porque tínhamos a industria
conserveira das melhores do mundo, nenhum presidente de uma empresa
publica podia ganhar mais que qualquer cargo ministerial. Veio o 25 de
Abril e os vigaristas que estavam escondidos em França, Rússia e Argélia
voltaram e as consequências foram 3 bancarrotas, pagava-se para abater
barcos uma Nação com a maior cota de mar da Europa, ridículo,
presidentes de empresas publicas que ganham 18 vezes o ordenado do
Presidente da Republica, pagaram para não produzirmos, aumentaram os
impostos em 300%, um desemprego que há mais de 80 anos não tem
referência, o povo na miséria com uma emigração aos níveis dos anos 30
do Século passado e apenas 280 toneladas de ouro porque não lhes podem
mexer, divida publica acima de 100%, consumiram os milhares de milhões
de euros que entrou em Portugal deixam o País dependente de todos, sem
pescas, agricultura, industria, mas os vigaristas enriqueceram de uma
forma escandalosa passaram de pelintras a multimilionários às custas de
um povo burro que nem com o rabo e as orelhas sabem enxotar as
moscas.
Não sou saudosista mas as verdades são para se dizerem.------------------------------
Em termos económicos e financeiros é uma análise na mouche!
A outra face, a da política repressiva, da guerra colonial, etc, levaram ao 25 de Abril.
Embora 1974 não tivesse nada a ver com os anos 50/60, período do pós-guerras (Espanha e 2ª Guerra Mundial)
Muitas pessoas hoje começam a fazer o balanço de, se valeu a pena?
Enviado por um
colaborador
Comentário retirado de uma caixa de comentários do "Sol"
(Portugalix 07.09.2012 - 22:08 )

5 comentários:
Será que este quer o regresso ao passado. Quando não tinhamos água, luz, esgotos, estradas nem liberdade?, ara nao enunciar aqui outras coisas que temos hoje.
Uma guerra de 14 anos que deixou milhares de mortos a estropiados por uma causa sem sentido. Um País isolado de todo mundo. Orgolhosamente sós. Claro que se cometeram muitos erros. Mas porque os deixaram cometer. Todo o Português tem a sua cota parte. Porque se alheou de votação ou porque votou mal. O país nunca foi governado pela esquerda e muito menos por "ESQUERDELHOS". Para mim é uma tristeza muito grande quando tomo conhecimento de desabafos assim. Compreendo que haja muito descontentamento. Mas então se culpe quem de direito. Nunca uma acção que era irreversivel. O Estado Novo caiu de Maduro.
Pois é camarada comentarista das 11.14. Tem que se adequar às mudanças do tempo. Como o caro continua a gostar da esquerda outro ainda gostam de Salazar e do que ele fez por este país. Mas acima de tudo respeitar as ideias dos outros coisas que a "esquerdelha" tem dificuldade em aceitar como se tivéssemos todos que ser comunistas
Pois é camarada comentarista das 11.14. Tem que se adequar às mudanças do tempo. Como o caro continua a gostar da esquerda outro ainda gostam de Salazar e do que ele fez por este país. Mas acima de tudo respeitar as ideias dos outros coisas que a "esquerdelha" tem dificuldade em aceitar como se tivéssemos todos que ser comunistas
"O Estado Novo caiu de Maduro." porque não soube fazer como estes grandes "democratas": dar privilégios aos militares.
O governo da altura governava e não fingia governar para se manter à tona.
De resto, a "luta" era uma falácia.
Não fossem os militares estarem descontentes e ainda hoje teríamos o PS e PCP na clandestinidade.
Há circunstâncias que se aceitam, e outras que se negoceiam.Alguns negócias muito maus.Nestes comentários aqui publicados, retirei algo de interessante. Quando um comentarista diz que era Salazar que mandava,não as multinacionais e grandes grupos, deve conhecer mal o que passava no antes 25 de Abril.Salazar era um Pau mandado nas mãos das grandes empresas e de seus tentáculos, que eram os seus ministros e outras pessoas influentes no seu governo.Uma CUF um BES, os Cupretinos de Miranda, Champaulemou e tantos outros grupos, ditavam as ordens: económicas e socais. Quem não se lembra da intervenção do estado no Sindicato dos Bancários e Sindicato de Escritórios e Serviços de Lisboa. Já muito próximo de
1974.Era Salazar que mandava nessas intervenções?.
Voltando ao pós 1974, alguns dos comentaristas que aqui estão insastifeitos, (e com muita razão)devem se lembrar que com a entrada de Portugal para a CEE hoje EU, pode-se dizer que o Pais foi vendido à Europa. Quase que perdemos a nossa soberania.Para vir para cá carradas de Marcos, depois Euros, foi preciso vender a Alma ao Diabo. E quem fêz isso não foi a esquerda nem os esquerdelhos. Sabemos bem quem foi.Então passamos a ser manietados, por quem nos comprou. Natural que os Senhores da Europa queiram as contra partidas que negociaram.Essa é a grande diferença para a tal mão do salazar, e a mão dos actuais governantes. Não que eu os defenda, mas só para justificar as diferenças.Como toda gente assina anonimo, como eu, não sei se algum desses comentaristas teriam sido beneficiados com essas carrada de Euros que desembarcaram no Terreiro do Paço. Mas uma coisa sei, se não usofruiram individaulmente, usofruiram colectivamente. Onde Portugal teria dinheiro para fazer tantos km de auto estrada, estradas, ruas, etars, aterros sanitários controlados. Mas houve muita gente que usofruiu indidalmente do dinheiro dessas obras. Fui contra a entrada na EU, mas também fui beneficiado, mas tinha a consciência de que estávamos a hipotecar o futuro de nossos filhos nossos netos e toda uma geração. Hoje quando se fala de Países com divida externa baixa, caso dos países da America Latina, (alguns) caso do Brasil, costumo analisar que esses países podem não ter crise, mas não tem dinheiro nem nada feito.os países europeus tem crise, e grande mas tem quase tudo feito, em infraestruturas. Talvez tenham dado o passo maior que a perna. Daí as consequências da crise nomeadamente o desemprego, que é o maior flagelo da Europa
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