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| Por: Anabela Melão |
“O
que propomos é um contributo equitativo, um esforço de todos por um objetivo
comum, como exige o Tribunal Constitucional. Mas um contributo equitativo e um
esforço comum que nos levem em conjunto para cima, e não uma falsa e cega
igualdade que nos arraste a todos para baixo. O orçamento para 2013 alargará o
contributo para os encargos públicos com o nosso processo de ajustamento aos
trabalhadores do sector privado, mas este alargamento tem diretamente por
objetivo combater o crescimento do desemprego. Como sabemos, é esta a grande
ameaça à nossa recuperação e é esta a principal fonte de angústia das famílias
portuguesas. Foi com este duplo propósito que o Governo decidiu aumentar a contribuição
para a Segurança Social exigida aos trabalhadores do sector privado para 18 por
cento, o que nos permitirá, em contrapartida, descer a contribuição exigida às
empresas também para 18 por cento. Faremos assim descer substancialmente os
custos que oneram o trabalho, alterando os incentivos ao investimento e à
criação de emprego. E fá-lo-emos numa altura em que a situação financeira de
muitas das nossas empresas é muito frágil.
A
subida de 7 pontos percentuais na contribuição dos trabalhadores será
igualmente aplicável aos funcionários públicos e substitui o corte de um dos
subsídios decidido há um ano. O subsídio reposto será distribuído pelos doze
meses de salário para acudir mais rapidamente às necessidades de gestão do
orçamento familiar dos que auferem estes rendimentos. Neste sentido, o
rendimento mensal disponível dos trabalhadores do sector público não será, por
isso, alterado relativamente a este ano. O corte do segundo subsídio é mantido
nos termos já definidos na Lei do Orçamento de Estado para 2012. No caso dos
pensionistas e reformados, o corte dos dois subsídios permanecerá em vigor. A
duração da suspensão dos subsídios, tanto no caso dos funcionários públicos,
como no dos pensionistas e reformados, continuará a ser determinada pelo período
de vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira.”
“A
fome não é um dever constitucional”, diz Adriano Moreira. Qualquer Governo “é
responsável pelo programa que assina e pelo imprevisível”, afirma. “Estou
preocupado” com a situação do país e “a fome não é um dever constitucional”.
Bem dito. Enquanto nós defendemos o direito ao pão, já existem países que
querem elevar o direito à felicidade como um direito constitucional.
O
constitucionalista Jorge Miranda receia que "continue a haver falta de
equidade" na distribuição de sacrifícios, no âmbito das medidas de
austeridade ontem anunciadas.
Pode
ser o fim da abstenção violenta?! Carlos Zorrinho diz que o PS concluiu ontem que
os novos aumentos de impostos ultrapassam "todos os limites admissíveis"
e que é altura de dizer "basta".
É
a alteração do paradigma do combate à austeridade através do corte dos
direitos, com incidência nos mais fracos? Para quando o anunciado corte das
“gorduras”!? Oposição inerte e coligação desgovernada … ! Sobre(viver) é a
meta! Viver é o sonho desvanecido!

1 comentário:
Doze vezes 7% de contribuição para a Seg. Social dá 84%.
Se considerarmos 7% vezes 14 meses (com os subsídios) dá 98%.
Como o Estado nunca diminui a receita, antes pelo contrário, prevê-se que para atingir 100% (como mínimo) ou 107, 110%, a reformulação dos escalões do IRS, apresentada como técnica, vai obter a restante receita fiscal.
Por isso, meus caros pagadores de impostos (tal como eu) , esperem que o vosso escalão ou taxa de IRS aumente entre 2 a 12 %.
Último recado... façam como os professores e alguns funcionários públicos que votaram PSD para "correr" com o PS e que agora se preparam para votar PS para "correr" com o PSD.
Daqui a 200 anos ainda andarão a votar, ora PS, ora PSD, para correr com o "mau" que estiver no governo.
Enquanto não tiverem a coragem de votar nos Nacionalistas, no MRPP, no Partido dos Animais e Natureza, no PPM, não votar, ou votar em branco, continuarão a ser os eternos masoquistas que gostam de se queixar, mas que nada fazem para mudar o rumo da história.
Quando será que percebem que disseminar votos é não permitir que um dos GANGS tome conta do aparelho de Estado.
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