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sábado, 8 de setembro de 2012

"Funeral de Portugal" leva à demissão do comandante da GNR

A peça da polémicaCoronel Matos Gonçalves teve a responsabilidade directa de autorizar a cedência de militares para a peça de teatro em que um caixão com o formato do território nacional foi a enterrar.
O comandante territorial de Braga da GNR, coronel Matos Gonçalves, foi exonerado do cargo. É a consequência mais significativa até ao momento da participação de militares da Guarda numa peça de teatro intitulada "O Funeral de Portugal".
O comandante-geral da GNR, Newton Parreira, ordenou quinta-feira a abertura de um processo de averiguações com natureza urgente. Antes mesmo da conclusão do processo, recebeu em audiência o comandante de Braga, tendo decidido exonerá-lo do cargo.
O coronel Matos Gonçalves, a quem coube a responsabilidade directa de autorizar a cedência dos militares para a peça de teatro, abandona funções de imediato, sendo substituído pelo actual segundo comandante de Braga.
O caso foi revelado quarta-feira pela Renascença e passou-se nas ruas de Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura.
Os militares participaram fardados e armados e até disparam uma salva de tiros quando um caixão com o formato do território nacional foi a enterrar.
Ouvida pela Renascença, a associação que denunciou este caso mostra-se satisfeita pela sanção exemplar que foi aplicada ao principal responsável pelo insólito caso ocorrido a 17 de Agosto.
O presidente da ASPIG José Alho diz que era a única solução tendo em conta a gravidade do caso. “Por ser uma peça teatral, não significa que a GNR participe nestas fantochadas. Nós estávamos à espera que houvesse consequências. Como militar que fez o juramento à bandeira, eu recusava-me terminantemente a enterrar o meu país, pelo qual o jurei com o sacrifício da própria vida”, defende.
 Enviado por um colaborador
 
 

1 comentário:

Anónimo disse...

Depois das medidas anunciadas ontem pelo governo devia de se fazer um grande funeral de Portugal em frente aos Jerónimos.
Se fossemos um povo com coragem, nesse "funeral" estariam presentes milhões de portugueses e portuguesas a despedir-se de uma das mais velhas nações do Mundo.
Foi assassinada por todo o tipo de escroques que venderam a história dos antepassados por tuta e meia para benefício pessoal.
Quando os mais jovens e mais capazes emigram para outras paragens e em seu lugar importamos gente desqualificada sem qualquer ligação cultural a este cantinho, que podemos esperar do futuro?
Vivermos em clãs como nos Balcãs em que as etnias muçulmana, cigana, e branca se envolveram numa guerra fraticida?
É o que nos espera.