"Funeral de Portugal" leva à demissão do comandante da GNR
A peça da polémicaCoronel
Matos Gonçalves teve a responsabilidade directa de autorizar a cedência
de militares para a peça de teatro em que um caixão com o formato do
território nacional foi a enterrar.
O comandante territorial de Braga
da GNR, coronel Matos Gonçalves, foi exonerado do cargo. É a
consequência mais significativa até ao momento da participação de
militares da Guarda numa peça de teatro intitulada "O Funeral de
Portugal".
O comandante-geral da GNR, Newton Parreira, ordenou
quinta-feira a abertura de um processo de averiguações com natureza
urgente. Antes mesmo da conclusão do processo, recebeu em audiência o
comandante de Braga, tendo decidido exonerá-lo do cargo.
O coronel
Matos Gonçalves, a quem coube a responsabilidade directa de autorizar a
cedência dos militares para a peça de teatro, abandona funções de
imediato, sendo substituído pelo actual segundo comandante de Braga.
O caso foi revelado quarta-feira pela Renascença e passou-se nas ruas de Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura.
Os
militares participaram fardados e armados e até disparam uma salva de
tiros quando um caixão com o formato do território nacional foi a
enterrar.
Ouvida pela Renascença, a associação que denunciou este
caso mostra-se satisfeita pela sanção exemplar que foi aplicada ao
principal responsável pelo insólito caso ocorrido a 17 de Agosto.
O
presidente da ASPIG José Alho diz que era a única solução tendo em conta
a gravidade do caso. “Por ser uma peça teatral, não significa que a GNR
participe nestas fantochadas. Nós estávamos à espera que houvesse
consequências. Como militar que fez o juramento à bandeira, eu
recusava-me terminantemente a enterrar o meu país, pelo qual o jurei com
o sacrifício da própria vida”, defende.
Enviado por um
colaborador
1 comentário:
Depois das medidas anunciadas ontem pelo governo devia de se fazer um grande funeral de Portugal em frente aos Jerónimos.
Se fossemos um povo com coragem, nesse "funeral" estariam presentes milhões de portugueses e portuguesas a despedir-se de uma das mais velhas nações do Mundo.
Foi assassinada por todo o tipo de escroques que venderam a história dos antepassados por tuta e meia para benefício pessoal.
Quando os mais jovens e mais capazes emigram para outras paragens e em seu lugar importamos gente desqualificada sem qualquer ligação cultural a este cantinho, que podemos esperar do futuro?
Vivermos em clãs como nos Balcãs em que as etnias muçulmana, cigana, e branca se envolveram numa guerra fraticida?
É o que nos espera.
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