Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Depois...foi o que se viu. Algo correu mal no processo. Mas uma coisa parece certa: Também não será este o melhor caminho para a maioria do Povo português. Será eventualmente para alguns um eldorado. Para outros será uma situação de mais aflição e carência do que o 23 de Abril de 1974. Leia mais em: OS FACTOS: estamos como estamos. Tecnicamente fali...

O mundo dos compadrios

A sensação que nos fica é a de que vivemos num país adiado desde há quase quarenta anos. Em que a liberdade não tem sido acompanhada pela responsabilidade. Em que a cultura não cresceu. Em que se incentivou demasiado o Direito em detrimento do Dever. As propostas foram apenas no sentido económico e todos pensaram viver à grande. Criou-se um mundo de compadrios e facilitismo calc...

PS não é alternativa à actual gestão camarária

Ou o PS arrepia caminho (coisa que não acredito) e apresenta candidatos a quem a população reconhece algum mérito e trabalho feito, ou estará a dar a vitória de mão beijada à CDU. Em relação À CDU, basta ver a sua convivência com a crítica, ou com meras opiniões para saber que a veia stalinista continua lá. Se uma câmara, por um artigo lido por centenas, ameaça com um processo-crime PAGO pelo ERÁRIO PÚBLICO, imaginemos o que faria se por exemplo fosse governo. Leia mais em: Algumas figuras do PS merecem confiança zero

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

A alucinação das reformas miseráveis

As declarações do presidente da república surpreenderam os mais incautos e provocaram uma onda de indignação. Afirmou, o chefe da nação “democraticamente” escolhido por 23% dos portugueses, que uma das suas reformas, no valor de 1300 euros, não dava para pagar as suas despesas (sendo que o dito tem mais algumas que somam cerca de 10.000 euros). E ainda teve o descaramento, ou a ingenuidade (quero acreditar que foi ingenuidade), de acentuar o número “ouviram bem, 1300 euros!”. Nós ouvimos, ouvimos bem, não queremos é acreditar que, num país onde existem reformados que não ganham 200 e num país onde o ordenado médio (não a reforma, o ordenado mesmo para viver a “juventude”) não chega aos 900 o seu chefe da nação afirme que 1300 euros é pouco. E não digo com isto que seja muito, o que digo é que, no contexto deste país, no “contexto Portugal”, 1300 euros é um rico ordenado e uma fantástica pensão de reforma... É triste que assim seja, mas é. E a última pessoa que pode afirmar o contrário é aquele que representa a república. Afinal de contas as repúblicas são-no para que tenhamos o “privilégio” de ter a representar-nos “um de nós”, alguém que vem do povo e depois envereda na vida política e torna-se naquilo que um presidente é, um representante do povo que deixou de compreender, em vez de alguém que é ensinado, desde pequenino, a representar e compreender esse mesmo povo e, desde pequenino, convive com o mesmo, nunca precisando de se afastar porque nasce aquilo que é, sem disfarces, nem manias, nem necessidades de mentir para ter aprovação, porque já nasce o que é.
Mas é isto que temos. Temos um representante do povo que vive num alheamento total, para quem 1300 euros são uma pensão miserável que nem dá para pagar as suas despesas... o que faria este senhor com o ordenado mínimo? Será que sabe quanto é?
O que choca nas declarações acima nem são tanto os valores da queixa e sim a alucinação na qual vive o presidente da república, a queixa em si. Choca que o chefe de estado, aquele que deveria ser o representante máximo do povo, não faça a mais pequena ideia dos sacrifícios que esse povo está a passar. É caso para perguntar: Afinal para que elegemos “um de nós”?
Por: Sara Jofre

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