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sábado, 6 de abril de 2013

Conselho de Ministros tem hoje "missão impossível"

O Conselho de Ministros extraordinário convocado para este sábado vai debruçar-se sobre o chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado para este ano. Ministros consideram uma “missão impossível” contornar o problema causado pela decisão dos juízes.
 Antes de ser conhecida a decisão do Tribunal Constitucional, Passos Coelho colocou os seus ministros de prevenção e convocou um Conselho de Ministros extraordinário. Depois de os juízes terem dito de sua justiça, o gabinete do primeiro-ministro enviou um comunicado às redacções onde referiu que “o teor do acórdão do Tribunal Constitucional” será “apreciado” na reunião de hoje. Recorde-se que o Constitucional chumbou o corte do subsídio de férias para o sector público, pensionistas e contratos de docência e investigação, bem como a criação de uma taxa sobre o subsídio de doença e desemprego.
 Passos Coelho tem agora um problema entre mãos. Depois da demissão de Miguel Relvas, muitas foram as vozes que pediram também a demissão do primeiro-ministro, mas o chefe do Executivo apressou-se logo a dizer que não estava em causa uma crise política. No entanto, uma remodelação governamental, pedida há muito tempo, pode estar em cima da mesa. Aproveitando a saída de Miguel Relvas, um dos ministros mais contestados, Passos Coelho pode levar a cabo uma mudança no Executivo, ou pelo menos é isso que se espera do primeiro-ministro. Tendo em conta que o chumbo Constitucional representa cerca de 1320 mil milhões de euros, os ministros terão de encontrar formas de compensar este valor de forma a que sejam cumpridas as metas do défice acordadas com a troika.
Depois de conhecida a decisão do Constitucional, foram vários os ministros que desabafaram com o semanário Expresso. “Isto fica muito acima de qualquer especulação” ou “é uma missão impossível” foram algumas das frases que vários membros do Governo proferiram ontem à noite.
Teresa Leal Coelho deu a voz pelo PSD e acusou os juízes de um “certo alheamento do contexto económico e financeiro do País”. A vice-presidente dos social-democratas disse ainda que o partido está “perplexo e muito preocupado” com as consequências que a decisão dos magistrados pode trazer para o País.
«NM»

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