Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Tudo caminhava no rumo certo, mas….

Depois...foi o que se viu. Algo correu mal no processo. Mas uma coisa parece certa: Também não será este o melhor caminho para a maioria do Povo português. Será eventualmente para alguns um eldorado. Para outros será uma situação de mais aflição e carência do que o 23 de Abril de 1974. Leia mais em: OS FACTOS: estamos como estamos. Tecnicamente fali...

O mundo dos compadrios

A sensação que nos fica é a de que vivemos num país adiado desde há quase quarenta anos. Em que a liberdade não tem sido acompanhada pela responsabilidade. Em que a cultura não cresceu. Em que se incentivou demasiado o Direito em detrimento do Dever. As propostas foram apenas no sentido económico e todos pensaram viver à grande. Criou-se um mundo de compadrios e facilitismo calc...

PS não é alternativa à actual gestão camarária

Ou o PS arrepia caminho (coisa que não acredito) e apresenta candidatos a quem a população reconhece algum mérito e trabalho feito, ou estará a dar a vitória de mão beijada à CDU. Em relação À CDU, basta ver a sua convivência com a crítica, ou com meras opiniões para saber que a veia stalinista continua lá. Se uma câmara, por um artigo lido por centenas, ameaça com um processo-crime PAGO pelo ERÁRIO PÚBLICO, imaginemos o que faria se por exemplo fosse governo. Leia mais em: Algumas figuras do PS merecem confiança zero

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Apontamento


Por: Anabela
Melão
Esta matéria sempre me deixou com pele de galinha. Espanto o meu quando em carreiras de alto nível, próprias de serviços de supervisão e de controlo, me deparei com esta bizarra "permissão"! Os regulamentos internos davam o beneplácito a "recompensas" desde que limitadas a determinado valor. Até cheguei a assistir a cenas de demandar o valor de um presunto ou de um cesto de queijos e fruta. Do mal o menos! Sabendo, naturalmente, que a suposta "declaração" das "prendas" recebidas só acontecia ... nunca! Ora, em tempo de crise em que se aguarda o aumento da evasão fiscal e da corrupção, vem o Governo aunicar que se dispõe a criar uma lei-quadro que sirva de referência à criação de códigos de conduta e ética em "todos os órgãos e entidades" que "desempenhem serviços públicos". A proposta de lei já está avançada e prevê, pela primeira vez, qual deve ser a actuação dos funcionários públicos – e políticos – quando recebem "prendas". O Executivo estabelece o valor de 1.505 euros como limiar: acima dele, as prendas têm que reverter para os respectivos serviços; abaixo, podem ficar em posse de quem as recebe. Todas têm que ser declaradas, qualquer que seja o valor. O João Candido da Silva, hoje, no Jornal de Negócios, conclui "Comprado numa lota, um quilo de robalo de dimensões dignas poderá custar em redor de 15 euros. A simples aritmética permite calcular que cem quilos deste peixe, muito apreciado em meios suspeitos de corrupção, terá um custo de 1.500 euros." Ou seja, numa época em que muitas famílias têm dificuldades acrescidas em pôr o alimento diário na mesa há famílias que poderão contar com 100 kg de robalo a cada refeição, já que o "valor" limite das ditas prendas é por "prenda" e não por hora, dia, semana ou mês. Que lógica extraordinária! Para já arrisco afirmar que, à semelhança do que já acontecia, nenhuma "prendinha" será declarada - ai que inveja o colega do lado ter mais prendas! será que a avaliação de desempenho ainda vai premiar o funcionário que tiver a sorte de satisfazer clientes mais generosos? Coitados - como sempre - dos funcionários que só atenderem clientes mal educados e ingratos! Definitivamente, estes gajos são uns piegas!

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