Tudo caminhava no rumo certo, mas….

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Depois...foi o que se viu. Algo correu mal no processo. Mas uma coisa parece certa: Também não será este o melhor caminho para a maioria do Povo português. Será eventualmente para alguns um eldorado. Para outros será uma situação de mais aflição e carência do que o 23 de Abril de 1974. Leia mais em: OS FACTOS: estamos como estamos. Tecnicamente fali...

O mundo dos compadrios

A sensação que nos fica é a de que vivemos num país adiado desde há quase quarenta anos. Em que a liberdade não tem sido acompanhada pela responsabilidade. Em que a cultura não cresceu. Em que se incentivou demasiado o Direito em detrimento do Dever. As propostas foram apenas no sentido económico e todos pensaram viver à grande. Criou-se um mundo de compadrios e facilitismo calc...

PS não é alternativa à actual gestão camarária

Ou o PS arrepia caminho (coisa que não acredito) e apresenta candidatos a quem a população reconhece algum mérito e trabalho feito, ou estará a dar a vitória de mão beijada à CDU. Em relação À CDU, basta ver a sua convivência com a crítica, ou com meras opiniões para saber que a veia stalinista continua lá. Se uma câmara, por um artigo lido por centenas, ameaça com um processo-crime PAGO pelo ERÁRIO PÚBLICO, imaginemos o que faria se por exemplo fosse governo. Leia mais em: Algumas figuras do PS merecem confiança zero

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Amor dos Políticos à Humanidade, aos Pobres e à Causa Pública

Edgar Morin,Antropólogo, sociólogo e filósofo francês
 

 Há amor genuíno, na política: amor à causa pública, aos pobres, a ideias de sociedades mais perfeitas. Há muitas revoluções a inscreverem-se nestes princípios de amor colectivo. Milhares de políticos inspiraram-se em ideias revolucionárias, desejando mudar e melhorar o mundo.
Como diz Morin:
São inúmeros os actos políticos inspirados pelo amor à cidade e à humanidade, pela dedicação, pela vontade de edificar um mundo melhor.
E. Morin, sociólogo e filósofo francês, As Grandes Questões Do Nosso Tempo
Mas como ele diz também, na mesmo obra:
Como na tragédia de Goethe, em que as boas intenções de Fausto provocam a perda de Margarida, e em que as más acções de Mefistófeles acabam por a salvar, também em política de boas intenções está o Inferno cheio.
As razões para tal são obviamente muito diversas, e algumas delas bastante específicas. Mas de entre elas, uma emerge, como particularmente poderosa: o amor presente na alma dos políticos – quando existe e é genuíno – não deixa também de ser um amor a ideias, e a projectos pessoais, quase sempre com pouco de racional e longe da realidade concreta.
Por detrás do amor dos políticos e dos seus apoiantes há a arrogância de quem julga ter a verdade. Há mil utopias, totalmente desfasadas. Há porventura o desconhecimento do que o homem é. Ou de como as sociedades e as economias funcionam.
E isso depressa esvazia o amor político, multiplicando problemas, dificuldades, resistências sociais, falhanços. O que acaba por fechar cada homem – e nomeadamente os políticos - no seu mundo e nos seus interesses.
De um  leitor
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