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sábado, 8 de setembro de 2012

Sempre que pedir fatura com número de contribuinte, as Finanças vão ter acesso aos seus dados pessoais

 Fisco guarda por quatro anos idas ao cabeleireiro e ao restaurante
Durante quatro anos, a administração fiscal vai guardar os elementos pessoais que constam das faturas dos particulares que queiram abater ao seu IRS 5% do IVA. Findo este período terá de destruí-los. Esta obrigação (que abrange apenas os pagamentos em oficinas, cabeleireiros e restaurantes) deixa de fora todo o volume de faturas que as empresas vão passar a ter de remeter todos os meses ao fisco e que muitas vezes exibem o número fiscal dos clientes, como acontece com as contas da luz, gás, seguros ou do leasing.
O novo sistema de faturação que arranca em 2013 obriga as empresas a enviar (por suporte eletrónico ou através de carregamento manual no site das Finanças) todas as faturas que emitiram no mês anterior. O que significa que muitos dos dados que agora estavam apenas na posse de cada empresa, passam a ser do conhecimento do fisco. E o que quer este saber? A quem foi passada a fatura, em que data e de que valor.
Esta reforma fiscal toca assim no ponto sensível sobre a informação pessoal que passa ser de conhecimento mais alargado. É o que se passará com as contas às quais esteja associado o número de contribuinte do particular (o que acontece com a generalidade dos pagamentos periódicos que envolvam a realização de um contrato). É que muitos prestadores de serviço (água, luz, gás, telecomunicações, seguros) incluem nas faturas o NIF do cliente.
Já o tratamento e a oportunidade de defesa que é dado ao particular que queira aproveitar o IVA pago em determinadas compras (restauração, hotéis, cabeleireiros, oficinas) para abater ao IRS é diferente. Desde logo porque este só fornece o NIF se estiver interessado em beneficiar daquele crédito fiscal. Depois porque estes dados são destruídos ao fim de quatro anos. Ainda assim, se quiser reduzir a conta do IRS com aquelas faturas, sujeita-se a que o fisco saiba quando foi ao cabeleireiro e quanto pagou pelo serviço.
«DV»

1 comentário:

Anónimo disse...

A redução de 8% nas contribuições das empresas para a Segurança Social serve, não para criar emprego, mas para algumas empresas aumentarem os lucros ou para renovarem a frota automóvel de Audi, Mercedes e BMW's.
O ramo automóvel de marcas de luxo acaba por ser a principal beneficiada com as medidas do governo do láparo.
O povinho, o tal que nem com as orelhas consegue sacudir as moscas, vai continuar a votar ora PS, ora PSD para correr com os "maus".
Ainda não percebeu que ambos são a mesmíssima coisa.
Os gregos, povo orgulhoso, soube votar no Syriza, partido que passou de 3 ou 4% para a disputa da governação.
Por cá, continuam invariavelmente a considerar que MUDAR, é votar na outra face da mesma moeda.
Os portugueses acabam por ter o que merecem.