Abebe Selassie diz que
"se houver apenas austeridade", a economia portuguesa "não vai
sobreviver" e revela que a ideia de cortar o salários dos trabalhadores
do privado foi do Governo e não uma exigência da troika.

A
troika recusa a ideia de que a decisão do Governo em cortar o salários
dos trabalhadores do privado, para reduzir a taxa social única (TSU) das
empresas, tendo sido uma imposição da troika.
Em entrevista ao
“Público”, cujo excerto foi esta noite antecipado no site do diário,
Abebe Selassie diz que os cortes salariais foram uma ideia do Governo e
que qualquer outra medida geraria o mesmo debate.
Para o chefe de missão do FMI
em Portugal, o aumento da contribuição dos trabalhadores é uma forma
“criativa” de resolver o problema do défice e da competitividade. Quanto
ao impacto no salário dos trabalhadores do sector privado, Selassie
admite que a medida “tem de ser calibrada, para que o impacto sobre os
pobres seja tido em conta”.
No parlamento esta tarde o Ministro
das Finanças também assumiu a paternidade do programa de ajustamento,
depois da troika dizer que o programa não era seu.
Na entrevista
ao “Público”, o responsável do FMI alerta também que “se o programa for
apenas austeridade, a economia não vai sobreviver”, sendo por isso que
foi dado mais um ano a Portugal para o País atingir um défic.
«Jornal de Negócios»
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