Memorando assinado com a "troika" refere que o Estado poupa mais de 400
milhões de euros com a medida. Pensionistas voltam a ser penalizados,
depois do corte dos dois subsídios
O Governo anunciou esta terça-feira que vai ser aplicada uma "redução
adicional às pensões, correspondente à redução aplicada aos funcionários
públicos em 2011". Na prática, o corte vai ser entre 3,5% e 10% para
os vencimentos brutos superiores a 1.500 euros e entra em vigor em 2013.
Ou
seja, os pensionistas vão perder os dois subsídios - férias e de Natal -
e vão ainda ser penalizados por esta decisão. O corte é
progressivo: quem tem pensões mais altas tem corte percentual maior,
quem tem pensões mais baixas tem perdas percentuais menores.
"Trata-se agora de aplicar uma medida já prevista no memorando de entendimento com a 'troika' desde o seu início", justificou o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, durante a conferência de apresentação da quinta avaliação da "troika", em Lisboa.
"Trata-se agora de aplicar uma medida já prevista no memorando de entendimento com a 'troika' desde o seu início", justificou o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, durante a conferência de apresentação da quinta avaliação da "troika", em Lisboa.
"Em 2011,
os funcionários públicos tiverem uma redução nas pensões entre 3,5% e
10%. Essa medida estava para ser aplicada aos pensionistas em 2012",
acrescentou o secretário de Estado.
Ao que a Renascença apurou, este novo corte abrange os reformados do sector privado, além dos pensionistas do sector público. A Renascença está ainda tentar obter mais esclarecimentos.
Segundo
o memorando assinado com a "troika", um dos objectivos inscritos é a
redução de "pensões acima de 1.500 euros, de acordo com as taxas
progressivas aplicadas às remunerações do sector público a partir de
Janeiro de 2011, com o objectivo de obter poupanças de, pelo menos, 445
milhões de euros".
RR

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