"Em estado de choque" com novo corte de pensão
Isabel Lopes já sabia que ia
continuar sem dois subsídios - o de Natal e o de férias. Agora, tem mais um
problema para resolver. Reformada desde 2009, já viu a pensão anual
reduzida em pelo menos 5 mil euros.
"Tiraram, desde 2010 para cá, 80 euros por mês por causa das subidas no IRS. Multiplicado por 14 meses, dá, no meu caso, 1.120 euros. Com os dois subsídios que foram cortados, são cinco mil euros a menos. Isto numa pensão que eu diria razoável", conta Isabel Lopes. A ex-professora não precisa o valor da pensão que aufere, mas esclarece que vai ser penalizada por este novo corte.
"O problema é que isto não vai melhorar. A contracção do poder de compra é tal que até nos livros já cortei, até no comer já cortei. Como é que as pessoas vão desenvolver o país se não têm dinheiro para gastar?"
Isabel Lopes fala ainda nas situações difíceis que tem testemunhado. "Não tenho filhos desempregados, mas na minha idade, há várias de pessoas aposentadas que ainda têm que os ajudar. Temos muitas vezes situações gravíssimas: aposentados entalados entre os filhos desempregados ou em dificuldades e os pais que não têm pensões para sobreviver."
À medida que vai falando, vai-se exaltando. "É uma vergonha autêntica. O país está em dificuldades e não fui eu quem as causou, nem a maior parte dos trabalhadores - foram os banqueiros, os vigaristas, essa gente toda, que fizeram engenharias financeiras, especulativas e esses não pagam nada", diz Isabel Lopes.
"Aliás, ouviu-se o senhor ministro das Finanças, que sabe com clareza que aos aposentados vai tirar dois subsídios e ainda aquilo entre os 3,5% e os 10%, mas não disse quanto ia tirar ao rendimento do capital".
A ex-funcionária pública está pronta para radicalizar o discurso. "Aos pobres também já não podem tirar muito mais, a não ser que os matem de fome." E, para fechar a conversa, um recado a Cavaco Silva: "O senhor Presidente da República, que enche tanto a boca com a preocupação do povo e que disse que não podia haver mais sacrifícios, que tome uma posição. Quero ver o que ele agora vai fazer".
"Tiraram, desde 2010 para cá, 80 euros por mês por causa das subidas no IRS. Multiplicado por 14 meses, dá, no meu caso, 1.120 euros. Com os dois subsídios que foram cortados, são cinco mil euros a menos. Isto numa pensão que eu diria razoável", conta Isabel Lopes. A ex-professora não precisa o valor da pensão que aufere, mas esclarece que vai ser penalizada por este novo corte.
"O problema é que isto não vai melhorar. A contracção do poder de compra é tal que até nos livros já cortei, até no comer já cortei. Como é que as pessoas vão desenvolver o país se não têm dinheiro para gastar?"
Isabel Lopes fala ainda nas situações difíceis que tem testemunhado. "Não tenho filhos desempregados, mas na minha idade, há várias de pessoas aposentadas que ainda têm que os ajudar. Temos muitas vezes situações gravíssimas: aposentados entalados entre os filhos desempregados ou em dificuldades e os pais que não têm pensões para sobreviver."
À medida que vai falando, vai-se exaltando. "É uma vergonha autêntica. O país está em dificuldades e não fui eu quem as causou, nem a maior parte dos trabalhadores - foram os banqueiros, os vigaristas, essa gente toda, que fizeram engenharias financeiras, especulativas e esses não pagam nada", diz Isabel Lopes.
"Aliás, ouviu-se o senhor ministro das Finanças, que sabe com clareza que aos aposentados vai tirar dois subsídios e ainda aquilo entre os 3,5% e os 10%, mas não disse quanto ia tirar ao rendimento do capital".
A ex-funcionária pública está pronta para radicalizar o discurso. "Aos pobres também já não podem tirar muito mais, a não ser que os matem de fome." E, para fechar a conversa, um recado a Cavaco Silva: "O senhor Presidente da República, que enche tanto a boca com a preocupação do povo e que disse que não podia haver mais sacrifícios, que tome uma posição. Quero ver o que ele agora vai fazer".
«RR»

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