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sábado, 15 de junho de 2013

o executivo anterior (PS) deixou uma dívida colossal

Lembro que o executivo anterior (PS) deixou uma dívida colossal, como um dos outros executivos (CDU) manteve anos e anos a dívida do FFH a acumular juros e negligenciando qualquer resolução.
Nenhum dos presidentes estava nessas listas, como nada me diz que quem consta actualmente nas mesmas só por si signifique que vá gerir mal a câmara.
Há uma coisa chamada benefício da dúvida, e até prova em contrário todos são merecedores de respeito.
Por isso respeito quem tomou essas decisões porque o que pode ser considerado mau em determinados enquadramentos, noutros pode ser sofrível, ou justificável perante certas circunstâncias.
Há que analisar, e fazer essa análise na posse de todos os elementos.
Também me lembro de um certo presidente de câmara PS, que foi executado pelo banco relativamente a um empréstimo (notícia do Mirante), e vi mensagens de apoio no Facebook de camaradas seus, alguns de Alpiarça.
Não consta que por via dessa execução, tivesse perdido o mandato ou a câmara fosse particularmente mal gerida.
Mas ainda há outra coisa. As decisões, nomeadamente empréstimos camarários têm de ser aprovados por um orgão colectivo, onde se sentam pessoas eleitas pela mesma força política, mas também da oposição.
Acredita realmente que é possível contornar essa fiscalização?
Como vimos, é muito mais fácil um executivo com maioria absoluta ratificar toda e qualquer decisão, ao abrigo da solidariedade e fidelidade partidária, do que uma força política em que todos vimos que as pessoas sabem pensar pela sua cabeça, fazê-lo.
O que gostava mesmo era de ver os tais debates públicos, e o candidato ser confrontado com as acusações, mas também ter hipótese de se defender e justificar o porquê das coisas.
Enquanto isso não acontecer, vai-se tentando cozinhar em lume brando, uma acusação "inocente" aqui, outra ali, um "deve a toda a gente", mas sem sabermos propriamente quem são os credores "toda a gente".
Não gosto, nunca gostei, nem gostarei de ver ninguém (seja qual for o partido) queimado na fogueira como no tempo da Inquisição em julgamentos sumários e declarado culpado sem qualquer hipótese de defesa.
 
Por: Manuel do Ó

7 comentários:

Anónimo disse...

Tenho pena de pessoas solitárias que, com estas ligações a está lista, só se estão a isolar cada vez mais.

Anónimo disse...

Paternalismos a esta hora? Meu caro, tenha pena de si. Há alturas que o povo diz e com razão: "antes só que mal acompanhado".Sabe o que é respeitar todas as opiniões? É o primeiro passo contra o isolamento.Bom fim de semana.

José Carvalho disse...

Boa noite Sr. Manuel do Ó,

Desta vez... vou mudar a disposição: apresentação por pontos.

1) O facto de outros responsáveis locais e nacionais não é garantia per si que não venham a fazer, desculpe-me, asneirada. No entanto, o histórico é isso mesmo... um indicador. Acha que Eur. 25.000 a 50.000 como pessoa singular às Finanças é pouco? Lembre-se... o primeiro credor a ser pago deve ser sempre as Finanças. Se as Finanças estão assim... como estará o resto? Não digo que seja a mesma pessoa... ainda ninguém da respectiva lista me informou se a tal pessoa é o tal candidato... posso assumir que sim? Agradeço que me responda... parece-me bem informado;
2) A sugestão das dívidas à banca, às finanças e segurança social era (e é) extensível a todos os candidatos. Ninguém respondeu... o que acho mal. É o princípio da transparência...
3) Quanto ao presidente de câmara do PS que foi executado... não faço ideia de quem seja. Se me puder esclarecer, agradeço.
4) Já disse e vou voltar a dizer: não sou militante ou simpatizante do PCP. O meu único cartão partidário foi da JS. Não confunda as coisas, embora haja gente com o mesmo nome que o meu por aí. A menos que, ao referir-se a camaradas meus, se esteja a referir aos meus colegas da faculdade que são de Aveiro, Leiria, Ansião, Lisboa, Almada e Águeda. É a isso que se refere?
5) Ao nível da contratualização de empréstimos e afins... tendo maioria, qual é a dificuldade de aprovação? Se bem que, desta vez, parece que há 3 forças políticas aí. Logo a probabilidade de maioria é relativamente baixa.
6) As questões que aqui coloquei carecem de confirmação. Daí ter solicitado a colaboração de quem de direito. Como digo, não obtive resposta. O Sr obteve alguma? É que a única resposta foi de um colega de ciclo e o que me disse (antes de achar a tal listagem) foi que apenas existiam "rumores". Após a lista, não voltou a opinar... mas, lá está, aguardo esclarecimentos (eu e muitos alpiarcenses - alguns até já me disseram que concordam mas que não podem dar a cara). Pode o Sr dar os tais esclarecimentos? Agradeço
7) Não é julgamento sumário. Apenas pedi esclarecimentos. Gosto de votar informado. O Sr não?
8) Não me chegou a responder sobre a questão levantada por si... sobre os empresários que nos anos 80 e 90 com "vinte e tais anos" (para usar a sua expressão) que se endividaram desmesuradamente. Respondi-lhe posteriormente o que achava (e acho) sobre o assunto mas não obtive feedback da sua parte.

Sem mais assunto,

Os melhores cumprimentos,

José Carvalho

José Carvalho disse...

Só mais uma questão... não acha estranho eu ser a única pessoa que está identificada com o seu nome real? Pelo que sei... esse não é o seu nome. E provavelmente... até me está a confundir com outra pessoa... daí as suas associações do meu nome ao PCP... Tem de se informar melhor sobre mim...

Anónimo disse...

1- O sr.José Carvalho insiste nesse ponto, e eu no meu. O facto de alguém ter dívidas à banca ou finanças é sinónimo de que como presidente de câmara ou vereador vá prosseguir na mesma senda num organismo público que tem regras apertadas de gestão e orçamentos a cumprir? Não acha que é diferente gerir uma empresa privada, dependente de vendas, recebimentos e outros factores, e uma câmara que tem um tipo de gestão diferente e que normalmente é feita por um director financeiro.
Lembro-lhe só que este executivo teve um assessor (ex-bancário) que planificou a recuperação. Será isso exclusivo só de um? Penso que não.
Em relação ao visado, que seja a mesma pessoa, mas não posso garantir, nem isso me preocupa. As minhas informações limitam-se a acompanhar o que se vai publicando e o que diz pela "caserna".
O sr. insiste nesse ponto (1 e 2), mas não me respondeu. O presidente da Madeira que fez o maior buraco financeiro em termos de contas públicas regionais consta das referidas bases de dados? Penso que não. Pode garantir que quem consta faça uma gestão pior do que os que durante 40 anos não constaram?
Tenho sérias dúvidas...
3- Como afirmei em relação ao ponto 1, sei apenas o que a imprensa publica:

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=589&id=89684&idSeccao=10074&Action=noticia

E também li apoios partidários no facebook a este senhor.

Mas, tal como no ponto 1 não acho relevante a vida privada de um candidato, neste também penso que os seus problemas privados não prejudicam a gestão da causa pública.

4- Eu nunca tive, nem penso vir a ter cartão partidário de nenhum partido. Os exemplos valem o que valem e não pretendem atingir ninguém em particular.
Eles servem apenas para demonstrar que neste e noutros casos não há "superioridades morais" de ninguém. Todos cometem erros, todos têm os seus rabos de palha e não há garantias absolutas de seriedade, ou da falta dela de ninguém.
5-6-7-8 - Acho que não vale a pena prolongar o assunto. Não sou quem pretende atingir, não tenho mandato para a sua defesa, não faço parte da sua lista, nem sou seu apoiante oficial.
O que lhe digo é que com tantas dúvidas, se fosse um candidato do PS ou da CDU, seria eu a tomar iniciativa para propor os debates. Se há rabos de palha, nada como esclarecer isso publicamente.
Pelo menos quem é visado tem o direito de se defender, e justificar cara-a-cara.
A não ser que os rabos de palha de uns façam uma chama maior.
Estar aqui a "lavar roupa" que não me pertence seria uma perda de tempo para ambos. Não conheço a situação, nem sequer estou interessado nela.
LEGALMENTE, penso que a lei eleitoral não impede a candidatura de ninguém que conste nas referidas bases de dados. Se a lei não impede é porque os legisladores consideram não ser relevante. Se não é relevante, é um "não assunto".
Se o senhor acha relevante e como tem um privilégio que eu não tenho, pertencer a um partido, nada como propor à sua estrutura que o assunto seja debatido e alterado na Assembleia da República.
Eu nem isso posso fazer individualmente.
Cumprimentos

Manuel do Ó disse...

P.S: Sr. José Carvalho, gosto de preservar a minha identidade, e não me preocupa os nomes das pessoas com quem troco ideias. Quando as mesmas são feitas com educação e elevação, sem ofender ninguém, estou sempre disposto ao debate. Tem sido esse o caso. Noutros casos, nem daria resposta. Sei também que quando as leituras são públicas, há quem respeite as ideias e há quem parta para o ataque pessoal primário e básico em que tudo serve de argumento.


José Carvalho disse...

1) Talvez, se estivéssemos na Islândia, o tal artista da Madeira estaria preso... não concorda? Directores Financeiros conheço muitos. Mais do que possa imaginar! E se uns são bons... outros nem tanto. Depende de quem for... e de quem gerir (uma coisa é o que o director financeiro diz, outra é o que o gestor faz).
3) Quanto ao processo em questão, que desconheço... só espero que seja condenado de forma EXEMPLAR. Ele e todos os outros. Sou defensor que detentores de cargos públicos deviam ser duplamente responsabilizados...
4) Cartões partidários, hoje em dia, servem sobretudo para autopromoção e pouco mais... aliás, Alpiarça é exemplo disso mesmo.
5, 6, 7 e 8) Não quero atingir ninguém. Só quero esclarecimentos. Ou não é suposto haver uma campanha "limpa"? Cara-a-cara? Não tenho problemas com isso. Mas talvez o Jornal ou outra entidade devia pedir contas a todos os candidatos. Assim era possível comparar as propostas e credenciais.

Relativamente ao seu comentário que aqui transcrevo:

"Se o senhor acha relevante e como tem um privilégio que eu não tenho, pertencer a um partido" - Que privilégio é que eu tenho? Não tenho partido nem pretendo fundar um... Não olhe cegamente para o nome. Mais uma vez... está a confundir pessoas.

Não acha particularmente gravoso que ninguém (tirando eu e o Sr. António Centeio) use o seu verdadeiro nome ou assine como anónimo? A pequenez de Alpiarça é assustadora. Todos sabem (ou pensam que sabem) mas ninguém - mesmo tendo certeza do que diz - dá a cara por isso mesmo. Mais que os candidatos, preocupa-me isso. Ganhe quem ganhar, Alpiarça vai sempre perder enquanto as pessoas andarem a virar casaca e não assumirem quem são e o que pensam.

Não se preocupe... sei quem o Sr. é. Pelos vistos, você é que não sabe quem eu sou (o que, de certo modo, tem piada dado que é você e outros que se escondem atrás de pseudónimos). Irónico, não?

Dou o assunto como arrumado. Ninguém das campanhas me respondeu. E os comentários que obtive são de gente que se incomoda em identificar. Logo, é perda de tempo da minha parte.

Boa noite