.

.

.

.

sábado, 15 de junho de 2013

CGTP marca manifestações para todas as capitais de distrito e ilhas na greve geral

A comissão executiva da CGTP decidiu hoje marcar, para a greve geral de dia 27, concentrações em todas as capitais de distrito e nas regiões autónomas, considerando que a “ofensiva que está neste momento em desenvolvimento é contra todos”.
A decisão foi transmitida à agência Lusa pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, no final de uma reunião da comissão executiva da central sindical, em Lisboa, onde foi verificado que há “uma grande disponibilidade” para realizar “uma grande greve geral no próximo dia 27 de junho”.
De acordo com Arménio Carlos, esta greve geral será acompanhada “de um conjunto muito vasto de concentrações” em todas as capitais de distrito e nas regiões autónomas, maioritariamente da parte da tarde, “onde os trabalhadores mas também outras camadas da população – jovens, desempregados, reformados e pensionistas – se podem associar”.
O dirigente sindical explicou ainda que esta greve tem “uma componente profundamente” inter-solidária, já que “a ofensiva que está neste momento em desenvolvimento é contra todos” e “não exclui ninguém da participação e também do protesto e da reivindicação”.
Arménio Carlos adiantou ainda que, no caso de Lisboa, a concentração terá lugar no Rossio, às 14:30, seguindo depois para S. Bento.
No caso do Porto, a manifestação está marcada para a Batalha.
“Ainda hoje estivemos a analisar o relatório que recentemente o FMI [Fundo Monetário Internacional] divulgou e o que nós constatamos é que há o reconhecimento do fracasso de uma política e que, embora a ‘troika’ reconheça o que se está a passar de mal em Portugal, todas as propostas que apresenta vão no sentido de dar sequência e noutros casos até acentuar essa política”, criticou.
Na opinião do sindicalista, “os relatórios sucedem-se e os sacrifícios continuam sem fim à vista”.
“São mais que razões para nós dizermos que também por esta via é necessário travar a política que condena o povo e o país a uma morte lenta que nós não aceitamos”, concluiu.
«Lusa»

Sem comentários: