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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Palmas e cravos vermelhos para réus absolvido no caso de "A Filha Rebelde"

Não resta senão absolver os arguidos”, concluiu o juiz António Passos Leite, dando por terminado o julgamento do processo relativo à peça de teatro “A Filha Rebelde”, depois de 14 audiências em que foram ouvidas cerca de 20 testemunhas.
“A crítica pública deve ser um direito e não um risco”, frisou o magistrado na sentença que foi lida, esta tarde, no tribunal criminal de Lisboa.
Julgado ao longo de 14 audiências desde o passado dia 3 de Maio, o caso opôs os sobrinhos do ex-director da PIDE/DGS, Silva Pais, aos responsáveis pela peça de teatro “A Filha Rebelde” que esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II em 2007: a autora do argumento, Margarida Fonseca Santos e dois dos administradores do Teatro Nacional, Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira, acusados de difamação e ofensa à memória de Silva Pais.
A peça é a adaptação ao teatro do livro “A Filha Rebelde” (editora Temas e Debates) da autoria de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz. A família do ex-director da PIDE considerou que algumas das falas da peça eram ofensivas ao nome e memória de Silva Pais, nomeadamente por lhe ser atribuído o homicidio de Humberto Delgado e decidiu processar os seus responsáveis.
O tribunal encheu-se de pessoas para ouvir a sentença: elementos da Associação 25 de Abril, entre os quais Vasco Lourenço e muitos antifascistas, como Alípio de Freitas.
A notícia da absolvição foi recebida na sala de audiências com salvas de palmas, gritos de “abaixo a PIDE” e cravos vermelhos distribuídos aos presentes.
O juiz sublinhou o “direito à manifestação artística” e “à história” e referiu-se à doutrina sobre os direitos do Homem sublinhando a importância da liberdade de expressão como “uma das condições das sociedades democráticas”.
À saída, Margarida Fonseca Santos definiu a sentença como “histórica”, José Manuel Castanheira disse que gostaria que “estes temas estivessem mais presentes na criação artística e Carlos Fragateiro lamentou o “medo da memória” que ainda existe na sociedade portuguesa relativamente à sua história recente.
Recusando-se a prestar declarações aos jornalistas, a sobrinha do ex-director da PIDE, Berta Silva Pais e a sua advogada abandonaram de imediato o tribunal logo que a audiência acabou, sem dizer se tencionam ou não recorrer da decisão. Os familiares de Silva Pais exigiam aos arguidos uma indemnização de 30 000 euros.
Presentes na audiência Iva Delgado e Frederico Delgado Rosa, a filha e o neto do general Humberto Delgado consideraram que a sentença faz história. Em declarações aos jornalistas, Frederico Rosa frisou que hoje foi um “dia histórico” que marcou a “reconciliação com a memória” do seu avô,
A peça de teatro, “A Filha Rebelde" conta a história da filha de Silva Pais, Annie Silva Pais, casada com um diplomata suíço com quem foi viver para Havana, Cuba, no início da Revolução. Apaixonada por Che Guevara, Annie acabou por deixar o marido e aderir à causa cubana.
O Ministério Público decidiu não acompanhar a acusação atendendo a que não se tratava de um crime público e na fase das alegações finais do julgamento, o procurador Abel Matos Rosa pediu a absolvição dos arguidos, tal como os advogados de defesa, Lucas Serra e Victor Ferreira .
“Se calhar, ainda bem que tudo isto aconteceu”, disse Margarida Fonseca Santos à saída do tribunal, explicando que esta foi “uma forma de falar aos mais novos “de uma época em que não havia liberdade”, de “mobilizar as pessoas” e de “trazer a história do país para o teatro”.
O mesmo entendimento foi manifestado por Fragateiro. Ao levantar a questão, os sobrinhos de Santos Pais acabaram por “fazer um favor à democracia”, considera.
«Público»

Banco de Portugal optimista com novo acordo europeu

O governador do Banco de Portugal não encontra motivo para os mercados não acreditaram que Portugal vai corrigir o défice das contas públicas.

Na primeira reacção aos resultados da cimeira extraordinária da Zona Euro, que aprovou um segundo resgate à Grécia, Carlos Costa disse que não é possível Portugal entrar em incumprimento.

O governador do Banco de Portugal mostra-se satisfeito com os resultados da cimeira que, no seu ponto de vista, criou mecanismos que permitem uma maior tranquilidade.
«DE»

O espectáculo das ilusões falará mais alto ou o "cartão do partido"?!..

O Estado deixou de ter um papel social e a demência que considera todos os que não têm cartão do partido no poder como “vidas sem valor” é autofágica: acabará por tornar o Estado desnecessário, a política inútil e a democracia negativa.
Perante esta tendência, só há uma solução: unir os descartáveis em torno de quem defenda o papel social do Estado, contra os "boys" que vivem do oportunismo e ficam muito caros ao orçamento do Estado.
Será que isso vai acontecer ou o espectáculo das ilusões falará mais alto?!..
Opinião de um leitor
Noticia relacionada:

Fisco passa a cobrar dívidas das portagens

A Direcção-Geral dos Impostos já começou a fazer a cobrança coerciva das dívidas dos utentes que não pagam as taxas de portagens.
Até agora, a cobrança era feita através da instauração de acção executiva nos Tribunais Comuns, "com as condicionantes inerentes ao processo judicial", diz o ministério das Finanças em comunicado.
Esta alteração decorre de um protocolo assinado hoje entre a DGCI, a DGITA e o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias (InIR).
No âmbito deste protocolo, a cobrança coerciva das dívidas - taxa de portagem, coimas e custos administrativos - passa a ser feita pela DGCI, através dos seus serviços de finanças e do sistema de cobrança coerciva, nomeadamente o sistema de penhoras e o sistema de leilão electrónico dos bens penhorados.
Sempre que um utente passa numa portagem e não paga a taxa respectiva, incorre numa infracção que, se não for regularizada depois da notificação das concessionárias rodoviárias, dá origem à instauração de um processo de contra-ordenação, explica o ministério.
Caso o utente não pague a contra-ordenação, o InIR instaura um processo de execução de dívida.
O Ministério das Finanças explica que, "após a instauração dos processos de execução pelo InIR, a DGCI procede à citação dos devedores e à penhora de bens, nomeadamente a penhora electrónica de veículos automóveis que, após o registo, passarão imediatamente para a fase da apreensão e da venda".
Logo que penhorados os veículos, acrescenta, "estes são carregados por via electrónica na rede informática da PSP e da GNR para apreensão" e, uma vez apreendidos, serão removidos do local onde forem encontrados pelas forças policiais para depósitos das entidades que procederão ao seu leilão e venda.
O ministério salienta que a DGCI dará sempre prioridade ao pagamento voluntário das dívidas pelos devedores.
«DE»

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quatro portugueses na etapa de Londres do Mundial

João Silva (Sporting), Bruno Pais (Benfica), Duarte Marques (Águias de Alpiarça) e João Pereira (Alhandra) vão representar Portugal na quinta etapa do Campeonato do Mundo (WCS), que vai ser disputada em Londres, a 7 de agosto.
Após quatro etapas, João Silva é 10.º no Mundial, Bruno Pais  é 44.º e Duarte Marques é 90.º.
No site oficial, a Federação de Triatlo de Portugal (FTP) anunciou ainda que João Silva vai estar presente na prova de Lausanne, Suíça, sexta etapa do WCS, que se disputa a 20 de agosto.
A FPT revelou igualmente a lista de convocados para os campeonatos do Mundo de duatlo, que se disputam a 24 e 25 de agosto, em Gijon, Espanha, com André Guimarães (Perosinho), Sérgio Silva (Camarnal) e Lino Barruncho e Luís Almeida (CO Oeiras) a serem os elites.
Nos Sub-23 masculinos, vão competir João Amorim (Alhandra), José Estrangeiro (Académica), José Veiga (CO Oeiras) e Miguel Arraiolos (Alpiarça).
Filipe Azevedo (CO Oeiras), Hugo Alves (Fundão), João Ferreira (NS Golegã), Miguel Fernandes e Rafael Ribeiro (Alhandra) e Ricardo Calado (Alpiarça), nos masculinos, e Rita Maria Lopes (Amiciclo), femininos, serão os juniores presentes.
Na Taça do Mundo de Tiszaujvaros, na Hungria, a 14 de agosto, vão estar Bruno Pais, Duarte Marques e João Pereira.
Por fim, foi ainda anunciada a convocatória para os campeonatos da Europa jovens, que se vão disputar em Tours, França, a 27 de agosto.
No setor masculino, vão representar Portugal Alexandre Nobre e Luís Ferreira (Alhandra), David Luís (individual), Francisco Machado (Col. Vasco da Gama), Pedro Gaspar (NS Golegã) e Ricardo Jorge (Alpiarça).
Luísa Condeço (Alpiarça) e Melanie Santos e Sara Tenrinho (Alhandra) são as atletas femininas, enquanto Andreia Ferrum e Ricardo Calado, ambos do Alpiarça, são os dois suplentes.
«Record»

Produtores de melão falam em crise mas não procuram soluções

Apesar dos produtores de melão dizerem que o sector atravessa uma grande crise, e que estão a perder dinheiro, não fazem nada para melhorar a situação. São os próprios que admitem não querer criar uma associação para escoar os produtos e negociar melhores condições de venda. Uns por não terem vontade outros por acharem que é tempo perdido.
Produtora de melão há mais de quatro décadas, Fernanda Batista foi uma das dezenas de produtores de melão e melancia que marcaram presença na segunda edição do Festival do Melão que se realizou no fim-de-semana passado no Parque do Carril, em Alpiarça. A agricultora não pretende integrar nenhuma associação porque diz não haver “solidariedade” entre os produtores de melão.
“Aqueles que vão para as associações são os primeiros a roubar. Não me interessa integrar uma associação porque fui uma vez a uma reunião para se tentar formar uma associação mas percebi que as vantagens eram todas para os grandes produtores. Não vale a pena”, refere a produtora.
Durante a apresentação do Festival do Melão, o presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira (CDU), admitiu que o associativismo não chegou a fazer escola entre os produtores do concelho. O autarca defendeu a importância da criação de uma associação para ajudar os produtores e está empenhado em dar uma ajuda. “É nosso objectivo contribuir para criarmos uma associação de agricultores para que possam escoar melhor os seus produtos e reforçar os laços entre si através do associativismo”, referiu Mário Pereira
Leia mais em:
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=46449&idSeccao=481&Action=noticia

Gatunos autorizados...

Um dia um amigo meu dizia-me que a Banca, os Seguros, e certas Empresas Públicas, Semi-Públicas e Organismos estatais não são mais que ladrões autorizados.
Os exemplos que lemos todos os dias na imprensa e que JA tem feito algum eco, deixam-nos desesperados e ao mesmo tempo impotentes contra tanta injustiça, tanta desigualdade, tanta..., tanta...
Hoje cortam-nos 50% do Subsídio de Natal, para o ano provavelmente cortam os 100%. Um dia chegará a vez do Subsídio de Férias. A desculpa é sempre a mesma é preciso gerar receitas para contrabalançar as despesas do Estado. É preciso cortar nas "Gorduras" dizem eles.... Repare-se que neste momento os ex- Presidentes da República estão todos vivos, todos têm uma reforma do estado por terem desempenharem o cargo, um Gabinete, um automóvel, um motorista e um polícia à porta de casa. Pelos vistos aos ex-presidentes da Assembleia da República (substitutos legais dos PR é-lhes são-lhes atribuídas iguais honrarias. Até quando um país tão pobre, onde o ordenado mínimo liquido são 431,65 euros, aguenta (sem se revoltar) sustentar tantos ladrões autorizados?

Desfile de Moda em Alpiarça

Desfile de moda em Alpiarça. 30 de Julho, Sábado, pelas 22H30. Integrado no Programa Miss&Mister Ribatejo.

Governo reduz indemnizações por despedimento nos novos contratos

A compensação por cessação de contrato de trabalho baixa de 30 para 20 dias de salário base por ano de trabalho.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o novo sistema de compensação pela cessação do contrato de trabalho" é aplicável "apenas aos novos contratos".
Esta alteração ao Código de Trabalho estava prevista no memorando de entendimento do anterior Governo com a 'troika', tendo sido definido o terceiro trimestre deste ano como prazo de concretização.
Perante as questões dos jornalistas, Marques Guedes explicou que a renovação de um contrato de trabalho actual, por um novo contrato, continuará a estar regido pela lei "antiga", ou seja, a prever o pagamento de uma compensação de 30 dias de salário base por ano de trabalho.
Em relação à entrada em vigor das novas regras, o governante sublinhou que essa é uma competência da Assembleia da República, sinalizando contudo que "é possível" ter a legislação aprovada até ao final de Agosto.
O Conselho de Ministros aprovou também legislação que prevê a criação de um fundo de compensação de base empresarial, a ser constituído e suportado pelos empregadores.
"A negociação não está completa. Tem que ser completada em sede de concertação social", afirmou o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Marques Guedes adiantou que "a matéria do fundo [de compensação] começará a ter o desenvolvimento necessário em sede de concertação social, na próxima semana, para o cumprimento do memorando" com a 'troika'.
"Espero que haja um consenso entre os parceiros sociais para o compromisso assumido com a 'troika' ser cumprido", declarou.
Neste sentido, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros escusou-se a adiantar um prazo até à entrada em vigor do fundo, realçando que não ousa "determinar 'timings' que não são da responsabilidade do Governo".
«E»

Presidente da Assembleia da República atribuiu gabinete e pessoal a Mota Amaral


A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir a Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.
O despacho é assinado por Assunção Esteves, e remete para o articulado que regulamenta o funcionamento dos serviços da Assembleia da República, a Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março.
O facto está a ser divulgado na Internet, e está a ser apresentado como uma prova de que a Assembleia da República não aplica a si mesma os cortes que, na atual crise, o governo tem vindo a impor aos portugueses.
Os e-mails que já correm na Internet sobre este assunto apresentam como título "Poupar????? É só para alguns....."
Transcreve-se o despacho em causa:
"Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011

Saiba o que muda nas indemnizações por despedimento



O Governo aprovou alterações às compensações por despedimento e no dia 28 de Julho a proposta é discutida no Parlamento.

A proposta de lei entregue hoje no Parlamento para reduzir as compensações em caso de despedimento ou cessação de contrato deverá ter de ser alterada para cumprir os propósitos do Governo.

O Governo quer reduzir as compensações por cessação de contrato de 30 para 20 dias de retribuição-base e diuturnidades por ano de antiguidade, mas apenas no caso de futuros trabalhadores. Para isso, cria um novo artigo no Código do Trabalho que explica as regras a aplicar a futuros contratos - o artigo 366.º-A.

No entanto, a proposta esquece-se de estender esta novidade aos casos de cessação de comissão de serviço e de resolução do contrato em caso de transferência de local de trabalho que cause prejuízo sério ao trabalhador. Mas este deverá ser um objectivo do legislador, já que, logo na exposição de motivos, a proposta diz que a redução das indemnizações também abrange estas situações, tal como, aliás, previa o entendimento assinado em Março entre parceiros sociais.

De acordo com Fraústo da Silva, da Uría Menéndez - Proença de Carvalho, trata-se de uma omissão. Pelo menos, a exposição de motivos não condiz com o articulado, diz o professor Monteiro Fernandes.

Mas há outra situação que poderá gerar confusão. O diploma também não acrescenta o novo artigo no caso das compensações devidas em caso de despedimento por extinção de posto de trabalho ou por inadaptação. Mas pode chegar-se a esse entendimento por remissão, diz Pedro Romano Martinez, salientando que o novo diploma deixa claro que o despedimento será ilícito se a empresa não pagar a compensação de 30 ou 20 dias, consoante o caso. Ou seja, permite o recurso a ambas soluções, consoante se trate de trabalhador já em funções ou de contrato celebrado após a entrada em vigor da nova lei. Fraústo da Silva também admite esta interpretação mas defende que o diploma deve ser clarificado.

E há espaço para isso, já que a proposta ainda vai ser submetida a apreciação parlamentar.

Saiba o que muda nas indemnizações por despedimento

Empresas incorrem em contra-ordenação grave se não aderirem ao fundo de despedimentos, quando este for criado.

• Que situações são abrangidas?

Todas as situações de cessação de contrato mas apenas no caso de futuros contratos. O regime abrange a caducidade de trabalho temporário ou contrato a termo, despedimento colectivo, despedimento por extinção de posto ou por inadaptação. E também atinge as situações em que o contrato caduca por morte do empregador, extinção de pessoa colectiva ou encerramento da empresa. À partida, também serão abrangidas situações de cessação de comissão de serviço e resolução do contrato por parte do trabalhador quando está em causa transferência definitiva de local de trabalho que lhe cause prejuízo sério. Esta ideia está contemplada na exposição de motivos do diploma mas não consta do articulado ainda. No entanto, estas situações já estavam contempladas no acordo tripartido assinado em Março (sem a CGTP).

• Qual será o valor da compensação?

Para os actuais contratos, nada muda para já. No caso de futuros, o valor baixa de 30 para 20 dias por retribuição-base e diuturnidades, por cada ano de antiguidade. O mesmo será aplicado de forma proporcional aos contratos a termo e ao trabalho temporário. Actualmente, nestes casos, o valor da compensação é de três ou dois dias por mês, consoante o contrato seja, respectivamente, inferior ou superior a seis meses. Mas a troika já disse que quer uma convergência das regras entre antigos e futuros trabalhadores e exige a apresentação de uma proposta neste sentido ainda este ano.

• Há mais tectos?

Sim, nos novos contratos, a indemnização não pode superar 12 meses de retribuição-base e diuturnidades, com um limite de 240 salários mínimos (116.400 euros). E com o novo regime, o valor-base da retribuição e diuturnidades resulta da divisão por 30 do valor mensal.

• Quando será criado o fundo?

O Governo também prevê a criação de um fundo empresarial para financiar parte destas compensações a aplicar aos futuros contratos. No acordo tripartido, previa-se que o fundo pagasse metade das indemnizações na maior parte dos casos e isso implicaria um financiamento até 1% dos salários, a suportar pela empresa. A proposta entregue hoje garante que o fundo será criado mas diz que enquanto este não existir, "compete exclusivamente ao empregador o pagamento integral da compensação". Quando o fundo existir, o empregador terá de incluir essa informação nas informações obrigatórias a que o trabalhador tem direito. E tem de comunicar à entidade inspectiva sempre que contratar novo trabalhador vinculado ao fundo.

• Há contra-ordenações?

Depois de criado, as empresas que não adiram ao fundo incorrem em contra-ordenação grave. E isto constitui sanção acessória no caso de empresa de trabalho temporário, que pode ficar proibida de continuar actividade nos dois anos seguintes em caso de reincidência. Mas o fundo ainda vai ser objecto de negociação tripartida.
«DE»

Portugal sai com melhores condições para cumprir programa


Portugal viu "aumentadas as condições de sucesso" para cumprir o seu programa, afirmou o primeiro-ministro português.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera que Portugal saiu  de Bruxelas com melhores condições para cumprir com sucesso o seu programa de assistência financeira, na sequência da resposta "robusta" dada pela cimeira extraordinária da Zona Euro.
No final de uma reunião dedicada a um segundo programa de ajuda para a Grécia e ao combate ao risco de contágio da dívida soberana, Passos Coelho disse que, "de uma assentada", os líderes da Zona Euro acordaram as condições para resolver, de uma forma credível, a questão da Grécia e alcançar uma reforma a nível europeu que, inequivocamente, permitem a Portugal e Irlanda verem "aumentadas as condições de sucesso" dos seus programas.
Segundo o chefe de Governo, as agências de notação e os mercados não terão mais razões para duvidar das condições de sucesso do programa de Portugal, que até pode aspirar a regressar mais cedo aos mercados.
Passos Coelho disse todavia não desejar que as boas notícias com que Portugal sai hoje de Bruxelas constituam "qualquer pretexto para que se pense que se pode abrandar o ritmo de aplicação do programa" ou "ter menos exigência", reafirmando que os tempos que o País enfrenta são "extremamente exigentes e difíceis".
Contudo, admitiu que é obviamente positivo para Portugal "o facto de ser estendido a Portugal e à Irlanda o mesmo tipo de condições que foram acordadas agora" para a Grécia.
"As condições mais favoráveis que foram obtidas para a Grécia no âmbito do novo programa serão também aplicadas em Portugal e isso é igualmente importante (...) Poderemos dispor também de mais tempo no que respeita aos reembolsos da assistência que estamos a receber e passaremos também a poder beneficiar de um nível de juro que tornará o caminho que estamos a fazer mais sustentável", disse, referindo-se à extensão do prazo máximo dos empréstimos de sete anos e meio para 15 anos, e à redução da taxa de juro para valores próximos dos 3,5 por cento.
Segundo o primeiro-ministro, estas medidas não só contribuem para um mais eficaz cumprimento do programa pelos países, como "favorecem uma leitura por parte dos mercados" de que as reformas que vão ser feitas "apontam para um nível de sustentabilidade da dívida publica e regresso a um crescimento económico sustentável, que era questionado por algumas agências de rating, e que agora será mais difícil de sustentar".
A propósito, apontou que quando a Moody's cortou o 'rating' de Portugal, fê-lo "em razão do possível contágio que a partir da Grécia pudesse chegar ao mercado português", e as medidas hoje acordadas afastam esses receios, não só porque se arranjou uma solução "credível" para o caso grego, como também este foi "isolado".
Para o primeiro-ministro, "foi muito importante que todos estes países tivessem concordado em que a situação grega é única e não tem paralelo em qualquer outro país europeu, nem sequer naqueles países que, como Portugal e Irlanda, estão ao abrigo de programas".
Por fim, Passos Coelho afirmou: "Saímos hoje de Bruxelas mais tranquilos quanto ao caminho que vamos ter de fazer, com um compromisso de coesão dentro da Europa muito mais forte do que aquele que tínhamos quando aqui chegámos e com um sentimento de grande empenhamento, quer da Comissão, quer do BCE, quer do FMI, mas sobretudo de todos os governos, para tornar mais robusta a resposta europeia à crise", concluindo que hoje foi "um dia bom, que acabou bem".
«E»

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Direcção da DRAPLVT na Deslocação da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território a Santarém

A Direcção da DRAPLVT acompanhará a Senhora Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, na visita que fará à região de Lisboa e Vale do Tejo, no próximo dia 26 de Julho.
De acordo com o programa, visitará as instalações da DRAPLVT onde será efetuada uma apresentação dos procedimentos de verificação do sistema parcelário das ajudas directas (IFAP), bem como uma visita à sala de parcelário com verificação dos trabalhos em curso.
De seguida visitará uma exploração agrícola para observação de controlo físico in loco.
A visita terminará com um almoço na Companhia das Lezírias com organizações de agricultores que assinaram o protocolo para a realização da revisão do parcelário.

Casa-Museu dos Patudos encerrada ao público a partir de hoje


A Casa-Museu dos Patudos, legado do republicano José Relvas ao concelho de Alpiarça, vai estar encerrada ao público a partir de hoje, no âmbito das obras de reabilitação de que está a ser alvo desde 2009.
Mário Pereira, presidente da câmara municipal de Alpiarça, disse hoje à agência Lusa que a intervenção no interior da casa museu se vai estender provavelmente até setembro, mês em que espera reabrir o espaço ao público, já com o novo percurso e áreas expositivas.
A Casa-Museu dos Patudos – que além do edifício, uma obra de referência do arquiteto Raul Lino, alberga uma das mais importantes coleções particulares de arte a nível nacional – está a sofrer obras, a decorrer em duas fases, orçadas em 2,55 milhões de euros, num projeto financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, sendo a comparticipação da autarquia da ordem dos 800.000 euros.
As obras passam por uma “intervenção global a todos os níveis”, para recuperar as áreas degradadas, abrir novas zonas expositivas, devolver os “circuitos tradicionais da casa”, criar um Centro de Documentação e Investigação.
A intervenção passa ainda pela criação de condições de acessibilidade para pessoas de mobilidade limitada, de uma receção e de uma loja, que ajude na obtenção de receitas.
Um dos objetivos da autarquia, num processo iniciado pelo executivo anterior, é conseguir a integração na Rede Portuguesa de Museus.
Mário Pereira afirmou que a fase que hoje se inicia inclui a pintura de salas inicialmente não prevista, a reposição de equipamento, mobiliário e peças, a organização de espaços e percursos de visitação, a definir pela equipa liderada pelo conservador do museu, Nuno Prates, em parceria com as personalidades envolvidas no projeto desde o seu início.
Segundo disse, finda esta fase, ficam ainda por concluir os arranjos exteriores, uma vez que a candidatura ao QREN teve que ser reformulada.
«Lusa»

Isenção nas taxas moderadoras só para quem ganhar salário mínimo

A isenção vai acabar para quem ganhar mais que o salário mínimo, avança o “i”. Governo diz que ainda não está nada decidido.
O jornal ‘i' avançou que o Governo prepara-se para alterar as regras das taxas moderadoras na Saúde em Setembro e que vai ter como critério os rendimentos dos utentes.
Segundo apurou o jornal, apenas as pessoas com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional ficarão isentas daquelas taxas.
Recorde-se que actualmente, grávidas, crianças, desempregadas, doentes crónicos e dadores de sangue estão isentos de taxas moderadoras.
Contactado pelo Económico, fonte do Governo garantiu, contudo, que "ainda não esta nada decidido" sobre as taxas moderadoras, acrescentando que "o Governo vai cumprir o memorando com a Troika".
O documento afirma que "as taxas moderadas serão aumentadas até Setembro de 2011, indexadas à inflação, e as isenções substancialmente reduzidas", sublinhando que, "de forma a proteger os mais vulneráveis", serão colocados no terreno mecanismos de compensação.
A mesma fonte confirmou que "as alterações serão decididas até Setembro".

ESCLARECIMENTO DE JOANA SERRANO, PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE ALPIARÇA

Publicamos o seguinte  pedido de esclarecimento de Joana Serrano, presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça:

Agradeço que publique um pequeno esclarecimento sobre a minha entrevista publicada no Jornal “O Mirante” no dia 21 de Junho de 2011 e que tem sido o pretexto para as mais diversas manipulações e especulações.
Aconselho todos os que quiserem emitir opinião sobre o assunto, que o façam com base naquilo que eu efectivamente disse e que está publicado no referido jornal e não ponham na minha boca aquilo que eu não disse e que pelos vistos algumas pessoas gostariam que eu tivesse dito.
Não tenho no meu horizonte político o objectivo de me candidatar à Câmara Municipal de Alpiarça nas próximas eleições. Quero, em conjunto com toda a equipa da CDU, neste momento e até ao fim do meu mandato, desempenhar as minhas funções da forma mais sensata e correcta que conseguir.
Na entrevista que dei referi que seria uma experiência interessante mas com isso não quero dizer que pretendo candidatar-me.

Revejo-me neste projecto político da CDU e é este projecto que pretendo levar até ao fim na Junta de Freguesia.
Enfrentamos dias difíceis e com imenso trabalho pela frente. Procuramos, apesar das grandes limitações financeiras, na Junta de Freguesia e na Câmara Municipal, honrar os compromissos que assumimos com a população do nosso concelho.
Agradeço que não confundam naturais diferenças de opinião com divergências e com roturas na força política que integro.
Agradeço igualmente que não utilizem o meu nome e aquilo que eu efectivamente não disse para procurarem criar divisões e clivagens que beneficiam os adversários políticos do PCP e da CDU no concelho de Alpiarça.
Obrigada,
Os melhores cumprimentos.
Joana Serrano



Há menos notas falsas a circular em Portugal

Foram retiradas de circulação em Portugal oito mil notas contrafeitas nos primeiros seis meses de 2011.
A probabilidade de alguma nota falsa lhe ir parar à mão diminuiu. Um comunicado emitido hoje pelo Banco de Portugal informa que no primeiro semestre de 2011 foram retiradas da circulação, em Portugal, 7.928 notas contrafeitas.
Esta quantidade representa uma diminuição de 21% em relação às apreensões do semestre anterior (10.150).
As notas de 20 e de 50 euros são as mais falsificadas. Já as notas de 5 e de 500 euros são as menos contrafeitas.
A nível europeu os números também são animadores. No primeiro semestre de 2011 foi retirado de circulação um total de 295.553 notas de euro contrafeitas.
Este valor representa uma diminuição de 18.8% relativamente à quantidade de contrafacções apreendidas nos seis meses anteriores, informou o Banco Central Europeu (BCE).
«DE»

domingo, 24 de julho de 2011

Governo desiste do fundo para os despedimentos

O governo já não vai avançar com o fundo para pagar parte das indemnizações por despedimento.
A informação foi avançada ao Económico pelo secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, no final de um encontro com o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins.
Segundo Luís Mira, o governante avançou contudo que a compensação por despedimentos pode baixar de 30 dias por ano de antiguidade para 20, tal como tinha ficado acordado em concertação social. No entanto, o acordo anterior dizia que desses 20 dias, 10 seriam financiados por um fundo empresarial a criar, que exigiria um desconto de 1% por parte das empresas sobre cada novo contrato.
A criação deste fundo para financiar os custos dos despedimentos foi proposta aos parceiros sociais pela anterior ministra do Trabalho, Helena André, e cai agora por terra com Álvaro Santos Pereira. Os patrões sempre contestaram este fundo, argumentando ser um momento pouco oportuno para aumentar os descontos das empresas.
«E»

Antecipar ou adiar subsídio de Natal não evita novo imposto

Mesmo que o contribuinte peça o subsídio de Natal em Setembro, por exemplo, a retenção é feita no momento do pagamento.

Depois de o Governo explicar o imposto extraordinário que vai implicar um corte no subsídio de Natal, muitos contribuintes podem ter pensado em antecipar ou adiar o 13º mês, de forma a fugir ao pagamento da nova taxa. No entanto, quem pedir a antecipação do subsídio de Natal a partir do momento em que a legislação entre em vigor, sofre na mesma a retenção de parte do subsídio.

O Governo acautelou esta possibilidade na proposta de lei que entregou na Assembleia da República na passada quinta-feira. Segundo o documento, em caso de o subsídio ser pago antecipadamente, a retenção na fonte é feita "no momento do seu pagamento ou colocação à disposição dos respectivos titulares". Isto é, mesmo que um contribuinte peça ao empregador que o subsídio de Natal seja pago em Setembro, a retenção ser-lhe-á feita nesse mês. Já se os contribuintes pedirem o adiamento, para que o subsídio seja pago em Janeiro ou Fevereiro do próximo ano, a retenção continuará a ser feita em Dezembro. É que a proposta de lei diz que a retenção é feita "no momento em que os rendimentos se tornam devidos".

Mas e para aqueles que já receberam o 13º mês? Neste caso, estes contribuintes só pagam o imposto no próximo ano, quando entregarem as suas declarações de IRS, uma vez que não podem ser feitas retenções em montantes já pagos. Se for este o caso, então, em 2012 o impacto será maior, já que o imposto terá de ser pago na totalidade - sem o efeito da retenção de parte do subsídio de Natal que serve de ‘adiantamento'. De acordo com as simulações feitas pela consultora KPMG para o Diário Económico, um solteiro que ganhe mil euros por mês e que receba o subsídio de Natal em Novembro terá uma retenção na fonte de 157,50 euros. Depois das contas feitas pelas Finanças, no próximo ano, este contribuinte terá direito a 48,79 euros de reembolso. Outro contribuinte com os mesmos rendimentos mas que já tenha recebido o 13º mês, não terá qualquer retenção na fonte em Dezembro. No entanto, no próximo ano terá de pagar 108,71 euros.
«E»

Processo Face Oculta começa a ser julgado no quatro trimestre deste ano no Tribunal de Aveiro

Em declarações à agência Lusa, o juiz presidente da Comarca do Baixo-Vouga, Paulo Brandão, disse que o juiz Raul Cordeiro, que presidirá ao coletivo de juízes que vai julgar o caso, irá marcar marcar na terça-feira a data do início do julgamento.
No entanto, o mesmo responsável avançou que o caso deve começar a ser julgado "entre o final de outubro e o início de novembro, para dar tempo para que as pessoas sejam todas notificadas e que decorra o prazo de contestação e apresentação de provas".
O julgamento, segundo Paulo Brandão, irá decorrer no Tribunal de Aveiro, sendo que a maior sala de audiências será sujeita a obras de adaptação para receber os 34 arguidos singulares e duas empresas e respetivos advogados.
O magistrado espera que o julgamento, que deverá ter sessões todos os dias da semana, não prejudique o andamento de outros processos que estão a correr no Tribunal de Aveiro.
"Vamos fazer tudo para que os outros julgamentos não sejam afetados. Já conseguimos a nomeação de três juízes para substituir os membros do coletivo que estarão dedicados a este caso e estamos a tratar de criar uma outra sala de audiências para substituir esta que vai estar todos os dias ocupada", explicou.
O caso Face Oculta teve início numa operação desencadeada em outubro de 2009 pela PJ de Aveiro, na sequência de investigações a alegados crimes fiscais atribuídos ao empresário e arguido Manuel Godinho.
O sucateiro de Ovar foi o único arguido preso preventivamente neste processo, tendo a sua prisão expirado a 28 de fevereiro. É acusado de 60 crimes, designadamente de associação criminosa, corrupção, tráfico de influências, furto qualificado, burla qualificada, falsificação de documentos e perturbação de arrematações.
O ex-administrador do BCP e antigo ministro socialista Armando Vara irá a julgamento responder por três acusações de tráfico de influências, as mesmas que o gestor Lopes Barreira, empresário e fundador da Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária, entretanto extinta.
José Penedos, ex-presidente da REN-Redes Energéticas Nacionais, é acusado de corrupção e participação económica em negócio, enquanto o seu filho Paulo Penedos, advogado e ex-assessor jurídico da PT, irá responder pelo crime de tráfico de influências.
Lusa

António José Seguro eleito líder do PS


António José Seguro venceu a eleição para o cargo de secretário-geral do PS com 67,98% dos votos.
Com uma vitória esmagadora, António José Seguro obteve 23.903 votos, correspondentes a 67,98%, contra 11.257 do candidato adversário, Francisco Assis, percentagem de 32,02%, tendo sido registados 216 votos brancos e 151 nulos, segundo os dados oficiais divulgados pela Comissão Organizadora do Congresso (COC) do PS.
Na eleição de delegados para o XVIII Congresso Nacional do PS, que se realiza entre 9 e 11 de Setembro, as listas subscritas por António José Seguro conseguiram uma vantagem ainda maior do que na eleição do secretário-geral, já que venceram por larga margem em todas as federações do país, incluindo no Porto, considerado um bastião de Francisco Assis.
Num total de 1.857 delegados, as listas de Seguro elegeram 1.346 delegados, contra 511 de Francisco Assis.
«Lusa»

Custos das contas bancárias têm de ser mais transparentes

O comissário europeu responsável pelos serviços financeiros, Michel Barnier, deu  até meados de Setembro aos bancos da União Europeia para apresentarem novas propostas para melhorar a transparência dos custos de gestão das contas correntes.
«Os bancos têm dois meses para melhorar as suas propostas», afirmou Michel Barnier, durante uma conferência de imprensa, em Bruxelas, citado pela AFP.
Casos os bancos não avancem, «agiremos pela via legislativa» com uma proposta para regulamentar o sector, ameaçou.
O comissário europeu sublinhou que todos os consumidores europeus devem ter acesso a «uma informação disponível e comparável», referindo que existe uma grande discrepância entre os Estados-membros.
Cerca de 30 milhões de pessoas na Europa não têm uma conta bancária, segundo dados citados pela AFP.
Lusa/SOL

sábado, 23 de julho de 2011

"Gostaria que o Euro fosse mais fraco para que os países fossem mais competitivos"

O Presidente da República, Cavaco Silva, alertou que na União Europeia, "às vezes, emergem mesmo alguns espíritos nacionalistas".

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse que "gostaria que o Euro fosse mais fraco para que os países da Zona Euro fossem mais competitivos", alertando que na União Europeia, "às vezes, emergem mesmo alguns espíritos nacionalistas".

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita a Caminha, citado pela agência Lusa, o Presidente da República salientou algo "um pouco irónico", considerando que se fala "muito da crise da Zona Euro mas o Euro é a moeda mais forte de todo o mundo", afirmando que gostaria que este "fosse mais fraco para que os países da Zona Euro fossem mais competitivos".

"Quando comparo com os tempos em que eu fui primeiro-ministro e participava nos Conselhos Europeus, eu noto que, com alguma frequência, hoje na União Europeia, vêm ao de cima os egoísmos nacionais, que os movimentos eurocéticos têm vindo a ganhar algum peso, que às vezes emergem mesmo alguns espíritos nacionalistas", enfatizou.
«E»

FESTIVAL DO MELÃO

Pode ver em:
http://www.omirante.pt/
Comentário obtido na nossa página do Facebook: (http://www.facebook.com/antoniocenteio)
De Miguel Moreira

"Pois bem acabei de vir da festa do Melão.............um movimento interessante. No entanto acho que é pouco faço um novo apelo visitem a festa do melão, o melão está muito bom e infelizmente a bom preço para o comprador, já que na minha opinião está a ser vendido a muito baixo preço, amanhã voltarei lá e a minha pequena também irá visitar a festa já que merece conhecer o que é nosso. Mais um desabafo!!!!!!!!!!!"

Transferências para o fundo das pensões paradas há quatro meses

As transferências que a Segurança Social faz para o fundo que garante o pagamento das pensões no futuro pararam há quatro meses.

De acordo com o relatório que quantifica a carteira do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social em Maio, a que a Lusa teve acesso, as transferências que o Estado faz para assegurar o pagamento das pensões e a sustentabilidade da segurança social no futuro pararam em Março, mês em que o valor transferido foi de 1,2 milhões de euros, e em Janeiro já não houve lugar a qualquer poupança - em Fevereiro foram transferidos 139 mil euros.

No ano passado, as transferências somaram 223 milhões de euros, o que compara com o valor de 515 milhões em 2009 e 1.091 milhões no ano anterior, quase o dobro da soma de 2007 (633 milhões de euros), de acordo com os documentos a que Lusa teve acesso.

Olhando para as transferências feitas nos últimos 48 meses, constata-se que nunca houve uma ausência de movimentações durante quatro meses seguidos, como acontece actualmente. A única altura em que o FEFSS esteve dois meses sem receber verbas destinadas a assegurar o pagamento das pensões no futuro foi em Janeiro e Fevereiro de 2007, sendo que em Março desse ano foram transferidos quase 370 milhões de euros.

A Agência Lusa tem tentado, desde quinta-feira, falar com o responsável do Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Baganha, mas sem sucesso até ao momento.

Já o Ministério liderado por Luís Pedro Mota Soares evitou comentar em concreto este caso, apostando numa resposta mais genérica: "No ministério estamos a fazer um acompanhamento muito próximo dos organismos que estão na nossa dependência", afirmou o secretário de Estado Marco António Costa, quando questionado pela Lusa, no domingo, em Esposende.

Carteira com dívida pública 'perdeu' 20% em Maio

A rentabilidade da carteira de títulos de dívida pública detida pelo instituto que gere as poupanças da Segurança Social desceu 19,95% em Maio face ao período homólogo.

Segundo o relatório com a "Carteira do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social" relativo a Maio, as poupanças totais da Segurança Social ascendiam a mais de 9 mil milhões de euros, o que representa uma perda de rentabilidade homóloga de 7,41%, mas ainda assim abaixo das perdas potenciais de 19,95% que seriam alcançadas se fossem vendidos os quase de 4,37 mil milhões que o fundo tem em títulos de dívida portuguesa.

Em Dezembro do ano passado, já depois da Grécia ter pedido ajuda financeira internacional e numa altura em que cresciam as especulações sobre se mais países iriam pedir ajuda, as aplicações do Fundo em títulos de dívida da República portuguesa tinham um valor de mercado que rondava os 4,7 mil milhões de euros, registando uma 'perda' homóloga calculada em 8,14% se os títulos fossem sido vendidos nessa altura aos preços que o mercado exigia então para negociar os títulos de dívida pública nacional.

No ano anterior, ou seja, em Dezembro de 2009, quando a crise da dívida soberana não tinha ainda deflagrado na zona euro, a rentabilidade tinha sido positiva em 4,5%, um valor que compara a rentabilidade de 9% do mesmo mês de 2008 e com a de 4,68% alcançada em Dezembro de 2007.

Instituto quer 'fugir' à dívida portuguesa

O presidente do Instituto que gere os fundos da Segurança Social apresentou este mês uma proposta que permitia a esta entidade 'fugir' à compra de títulos de dívida portuguesa e apostar em títulos dos países da OCDE.

De acordo com a proposta do responsável pelo Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Baganha pretendia alterar a alínea A do número 3 do artigo 4º, que afirma que o Fundo que garante o pagamento das pensões tem de ser constituído por um "mínimo de 50% em títulos representativos de títulos de dívida pública portuguesa ou outros garantidos pelo Estado português".

Ao invés, Manuel Baganha defendia que os activos desse fundo passem a ser constituídos por um "mínimo de 50% em títulos representativos de dívida pública ou garantida pelos Estados membros da OCDE".

Na prática, isto significa que o Instituto deixaria de ficar 'agarrado' aos títulos de dívida portuguesa, e poderia apostar de forma mais incisiva em títulos de dívida que não corram o risco de se desvalorizar por causa da desconfiança dos mercados na capacidade dos Estados periféricos da zona euro cumprirem os compromissos financeiros assumidos.
«DE»

Respeito pelo erário público e respeito com a pobreza


O projecto inicial punha em 2º ou 3º plano os verdadeiros pobres e em 1º plano os políticos.
Além de ordenados indignos para um "combate à pobreza" e que serviam para pagar favores políticos, existiam outras verbas inscritas que não seriam para "dar pão aos pobres".
É ver quanto estava previsto mensalmente em tipografia...
Que eu saiba, os pobres não precisam de lêr folhetos, e os contribuintes estão mais interessados em que as verbas cheguem aos destinatários e não sejam comidas pelo caminho.
Um gestor, ao contratar técnicos para integrar um projecto tenta racionalizar os custos com pessoal.
Duvido que sejam precisos dirigentes e técnicos a tempo inteiro para o concelho de Alpiarça a não ser por outras razões...
Alguém que respeite o erário público contrataria os técnicos em regime de avença e através de concurso público, sem afilhados e sem boys.
Quem tem de ficar a tempo inteiro são funcionários (as) que pouco ganham mais que o ordenado mínimo.
Ou seja, com o que seria gasto em apenas 2 ordenados poder se iam contratar 10 pessoas (ou mais) para actuarem no terreno.
Começa logo aí o combate à pobreza ao permitir que 10 pessoas (ou mais) tenham emprego.
Se a maioria dessas pessoas até for contratada entre os que foram ajudados, melhor compreendem o problema e são menos pobres a necessitar de ajuda.
O que me revolta é que o projecto foi chumbado (E MUITO BEM) em Alpiarça por razões evidentes.
No entanto, o que foi proposto por cá, passou em muitas zonas do País, engordando muito boy, deixando o erário público mais pobre e os pobres na mesma.
Acrescento que no fundo este esbanjamento de dinheiros públicos indirectamente ainda cria mais pobres.
Ao sair do orçamento do Estado, e sendo os contribuintes que no final pagarão, as verbas envolvidas vão obrigar a aumento de impostos que serão pagos pelos ricos, pelos remediados e pelos pobres. Todos ficarão com menos dinheiro nas contas e na carteira.
Opinião de um leitor
Noticia reclacionada:
A presidente da Junta de Freguesia lamenta a “poli...
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A presidente da Junta de Freguesia lamenta a “politiquice” na luta contra a pobreza em Alpiarça

Segundo a entrevista publicada no "O Mirante" para Joana Serrano, presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça a «politiquice» e a «burocracia» não deixam funcionar o sistema.
A presidente vê o «arrastar do processo de luta contra a pobreza em Alpiarça» como uma «situação péssima».
No seu entender, há outros projectos que existem em Portugal que têm pernas para andar e não andam devido à burocracia, por desentendimentos, por rivalidades. Este (o projecto da pobreza em Alpiarça) é um projecto muito específico e, para ser sincera, não o conheço a cem por cento. Mas sinto que é teórico, como tantas outras coisas, e que posto em pratica ajudaria muitas mais pessoas».
Também pode ler esta noticia em:

Presidente da Junta de Alpiarça (CDU) desiludida com alguns camaradas


Um exemplo a seguir pela nossa juventude. Ela sempre deu a cara por aquilo que pensa ser o melhor para todos, pena que outros jovens não tenham reparado que durante estes 30 anos a alternância de poder de 2 partidos políticos levou a isto a que estamos a assistir agora.
A Junta de Freguesia de Alpiarça está bem servida por todos os elementos que a integram portanto penso que com o passar do tempo ela vai adquirir mais experiência e será sempre uma mais valia para o concelho. A desilusão resolve-se em sede própria. Como camarada da Joana estou com ela nos bons e principalmente nos maus momentos. Assim fossem todos os jovens Alpiarcenses.
De:Manuel Carapinha
Leia mais em:
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=46404&idSeccao=541&Action=noticia

Agente alvo de inquérito por criticar PSP no Facebook


O caso é inédito. A PSP abriu um inquérito disciplinar contra um agente que publicou no Facebook comentários sobre questões de serviço e críticas a colegas e superiores hierárquicos.
Revoltado por não lhe ter sido concedida uma folga num dos feriados de Abril, o agente em causa, de 42 anos e a trabalhar no departamento de investigação criminal, escolheu esta rede social para manifestar a sua indignação. «Infelizmente o estado da Polícia é este» – escreveu em Maio passado o agente principal, frequentador, ao que o SOL apurou, da blogosfera, dos sites de informação e das redes sociais.
«É este o tipo de oficiais que temos», disse, sem poupar nas palavras: «Só não parto para a violência porque não quero agravar o problema».
O Comando de Santarém resolveu abrir um inquérito para apurar até que ponto esta atitude violou normas internas, mas a PSP garante que o caso foi arquivado por «não existir matéria disciplinar».
A verdade é que este tema tem sido objecto de discussão no seio da instituição, apesar de, até à data, a PSP nunca se ter pronunciado oficialmente nem tomado uma medida de natureza disciplinar, como o fez agora. Não é, de resto, a primeira vez, sabe o SOL, que membros da corporação divulgam no Facebook informação sobre operações policiais antes de estas terem acontecido.
PSP diz não interferir na vida pessoal
«O uso pessoal desta e de outras redes sociais por parte dos agentes não está nem nunca esteve em causa, pois a PSP não interfere nem monitoriza a vida particular» dos seus elementos, disse ao SOL o comissário Fábio Castro, da Direcção Nacional da PSP, questionada directamente sobre os limites ao uso destas ferramentas.
O que não impede, frisa o Comissário, que, «sempre que são difundidas, por qualquer meio, informações de carácter reservado ou confidencial, estas matérias sejam alvo de processo de averiguações para apuramento da responsabilidade disciplinar».
Para Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, «as redes sociais são importantes para expressar opiniões e divulgar iniciativas, mas a liberdade de expressão tem limites».
Reconhecendo a importância de um assunto que se prende com o «futuro», o dirigente diz que «o trabalho da Polícia pode ser posto em causa se se divulgarem estratégias e informação operacional». Mesmo as críticas, sublinha, «devem ser construtivas e não ofensas pessoais sem consistência só para denegrir a imagem de alguém ou da instituição.
«Sol»

ÁGUAS DO RIBATEJO NO II FESTIVAL DO MELÃO DE ALPIARÇA

A Empresa Municipal ÁGUAS DO RIBATEJO marca presença no II Festival do Melão, que irá decorrer, no Parque do Carril, em Alpiarça neste fim de semana, dias 23 e 24 de Julho, com uma organização da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Alpiarça.

Este certame de promoção e valorização do melão de Alpiarça surge num momento em que já foi iniciado o processo de certificação do melão de Alpiarça “Manuel António”. Os autarcas pretendem incentivar um maior envolvimento na produção e comercialização do produto produzido nos campos do concelho.

Durante o fim-de-semana haverá animação no recinto do festival do melão com a participação de diversos agentes culturais de Alpiarça.

No programa, destaque para provas de melão, tasquinhas com gastronomia regional, fados, ranchos folclóricos e um baile. Haverá ainda um passeio de carros e bicicletas antigas.

A parceria da ÁGUAS DO RIBATEJO insere-se no âmbito da responsabilidade social da empresa que pretende continuar a promover a aproximação às comunidades que servimos nos seis Municípios onde intervimos no sistema de abastecimento de água e saneamento

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Feira Alpiagra realiza-se entre 10 e 18 de Setembro

A XXIX edição da Feira de Alpiagra realiza-se de 10 a 18 de Setembro, no Largo da Feira, em Alpiarça. O município decidiu manter os valores do aluguer dos espaços sendo que o ano passado já tinha baixado tendo em conta a “situação económica e financeira das empresas”, referiu o presidente da câmara, Mário Pereira (CDU), em reunião camarária.
As bancas de doçaria e o espaço no salão de actividades económicas custam 100 euros o aluguer. O preço do aluguer das bancas das tasquinhas custam entre 350 e 800 euros dependendo do tamanho do espaço a alugar. No salão de artesanato um espaço de nove metros quadrados custa 75 euros.
Leia mais em:
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=46379&idSeccao=479&Action=noticia

O “Melão de Alpiarça” precisa de uma boa promoção

Assim o entende e defende Joana Serrano, presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça, na entrevista que deu ao semanário “O Mirante”
«As pessoas muitas vezes não têm a noção da importância da publicidade para a divulgação de um produto. São pessoas que sempre trabalharam no campo, com escolaridade baixa e têm dificuldade em perceber o alcance do festival na promoção do melão. SE um produto não for conhecido não pode ser muito vendido. E o melão, se tiver uma boa promoção, uma boa imagem de marca, acaba por escoar muito mais facilmente».
Também pode ler esta noticia em:
http://www.facebook.com/?ref=home#!/profile.php?id=100000638794050

A economia verde gera mais emprego que os combustíveis fósseis

Um relatório realizado nos Estados Unidos, pela instituição Brookings, revelou que a economia verde gera mais emprego que toda a indústria dos combustíveis fósseis. Por outro lado, os trabalhadores de baixa e média qualificação têm salários mais altos neste sector.
Este estudo foi realizado pela instituição Brookings, organização política pública sem fins lucrativos, sediada em Washington, que tem como missão a realização de investigações independentes para fornecer recomendações práticas aos decisores políticos.

 O relatório, intitulado Sizing the Clean Economy: A National and Regional Green Jobs Assessment, revela alguns dados surpreendentes sobre a economia verde, sector da economia que produz bens e serviços que geram benefícios ambientais.
Embora a economia limpa cresça mais lentamente do que a economia global, no período 2003-2010 empregou cerca de 2.7 milhões de trabalhadores, o que é mais do que toda a indústria dos combustíveis fósseis.
Cerca de 36% dos empregos verdes estão localizados na produção de bens, em oposição aos 9% estimados nos outros sectores económicos. Por outro lado, o valor de bens exportados por trabalhador é mais do dobro do que acontece nos outros empregos típicos dos Estados Unidos.
Outro dado importante é a criação de mais oportunidades com melhores salários para os trabalhadores com baixas e médias qualificações. Os salários médios da economia limpa são cerca de 13% mais altos que a média dos salários americanos com um número desproporcional destes postos de trabalho ocupados por trabalhadores com “educação relativamente pouco formal em ocupações moderadamente bem remuneradas.”
Fonte: DE/http://www.treehugger.com/, http://www.brookings.edu/

A possibilidade de Joana Serrano dar a entrevista a um semanário foi o “momento exacto” para a exprimir publicamente as suas convicções

De facto foi este o momento exacto para a Joana exprimir as suas convicções.

Com efeito com a Festa do Melão, a Joana, que foi quem tratou sozinha de tudo afinal, quem andou com a festa para frente, foi a Junta que pagou uma boa parte das despesas graças à sua boa situação financeira, quem falou com os meloeiros, quem anda a tratar da certificação e das exportações de melões.
A festa dá-lhe o protagonismo público necessário para esta arrancada inicial e de afastamento, sobretudo dos seus colegas de executivo.
Ela é bem clara na sua entrevista ao Mirante em atingir os seus colegas Orlando e António Júlio, senão vejamos as suas palavras, quando fala da desilusão causada pelos seus colegas que trabalham directamente consigo:
Diz ela,"São pessoas que estão directamente ligadas a mim, ao meu trabalho, ao trabalho da CDU e do PCP, é verdade. São pessoas que estão no nosso trabalho colectivo, no nosso trabalho diário. Sim, tenho tido algumas desilusões".
Porquê?
Tínhamos uma esperança muito grande, trabalhamos todos em conjunto para conseguirmos estar à frente da junta de freguesia e da câmara municipal e as pessoas perderam um pouco esse espírito de união".
Com efeito a Joana é que faz tudo na Junta, daí expressar a sua desilusão e por isso assumiu essa rotura. Chega a uma altura em que tem que se dizer basta.
Foi esta a hora de denunciar publicamente os comportamentos pouco éticos dos seus camaradas que deveriam ter vergonha dessas situações em continuam apostados.
Opinião de um leitor
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A ortodoxia “Stalinista” do PCP é muito forte em Alpiarça e decerto haverá “acerto de contas” com Joana Serrano por causa da sua coragem e das afirmações que fez


Stalinismo: Uma ditadura Socialista!
O Mário Santiago, como independente não tem de tentar mudar as estruturas e a política do PCP/CDU.
Como tal, utilizou o LOCAL PRÓPRIO, como disse anteriormente, olhos nos olhos para confrontar os dois deputados CDU (João Osório e Celestino Brasileiro)
Isso sim, demonstra CORAGEM, independência e a forma correcta de estar na política.
Os visados tiveram hipótese de se defender e explicar os seus pontos de vista e do partido que representam.
Ainda que o Mário Santiago fosse militante do PCP/CDU a sua posição deve ser de clara independência perante todas as forças políticas.
Evidentemente que não coloco as duas situações no mesmo patamar.
A presidente da Junta de Freguesia foi eleita nas listas da CDU como sua militante, e não cabe à presidente da J.F. comentar politicamente assuntos que não são do seu pelouro.
A ingenuidade política paga-se e penso que criou uma situação interna no partido em que milita que terá consequências futuras.
A ortodoxia Stalinista do PCP é muito forte em Alpiarça e decerto haverá acerto de contas.
Opinião de um comentarista
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