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| Por: L.D.I. |
A verdade é que a "cultura do coitadinho" está bem patente no PS e na CDU, e o povo vai/foi atrás.
Não estou com isto a dizer que desrespeito a vontade da maioria, mas sublinho o grande sectarismo que existe em Alpiarça.
A grande maioria não separou o trigo do joio, votou de olhos fechados na cor politica, não olhou para as pessoas, fixou-se apenas no partido e nada mais.
Prova disso é o equilíbrio de votações entre os vários órgãos autárquicos.
Pergunto-me do que terá valido a pena ao Santiago lutar por uma taxa de IMI mais baixa, incompatibilizando-se com o próprio partido arranjando inimizades e dando azo a perseguições na família, se depois na hora da verdade ninguém reconhece o esforço e a dedicação?
Mário Pereira “não mexeu uma palha” para informar a população sobre como resolver, reclamar e corrigir as avaliações erradas para efeitos de IMI. O que fez foi lançar um infomail autopromovendo-se junto da população, tentando encobrir a sua incompetência e do seu staff direto claro, na resolução desta dor de cabeça da população.
Na Assembleia Municipal a CDU mete mais um elemento, apesar de a sua bancada ter votado a favor da taxa máxima de IMI, apesar de durante os últimos 4 anos dois elementos do GAP terem presença no órgão fiscalizador da atividade do executivo (a ética é uma falácia), apesar desses mesmos membros terem feito duas das mais tristes figuras que tenho memória e que envergonham qualquer representante autárquico, nomeadamente, i) participar num piquete de greve numa das industrias aqui instaladas , ii) ir para terra alheia vaiar o Presidente da República. Acrescenta-se a isto o facto de nos últimos 4 anos 80% dos elementos da bancada CDU não ter aberto a boca uma única vez.
Alpiarça é profundamente sectária, ou de maioria sectária. Apoiam-se os partidos em detrimento das pessoas, independentemente do esforço que estas fazem para elevar a qualidade de vida da população. Tenho extrema dificuldade em apoiar e congratular quem executa obras de fachada num tempo de “vacas magras” , num tempo em que andamos com uma mão atrás e outra à frente, e que ainda promete mais obras de fachada sem valor para a população (campo de treino do casalinho). São obras que fazem de Alpiarça uma terra mais pobre, porque estas em nada mudam o rumo apostado por este executivo que não apresenta qualquer medida de criação de postos de trabalho a não ser para os seus “boys”.
Valerá a pena lutar por Alpiarça?
Claro que vamos todos dizer que sim, nunca tal coisa nos passará pela cabeça. Mas se tudo se desvanece no tempo, o melhor é seguir o exemplo do gasparzinho que em 2009 andou a fazer campanha pelo PS de Salvaterra e nunca mais foi visto por estas terras até ao desvaneio de se apresentar a eleições em 2012. O sectarismo também mora ali. E todos aqueles que falam em verticalidade e espinha dorsal, pergunto-me: porque será que se vergam tanto? Muitos desdeem, criticam e repudiam as atitudes, mas na hora H revelam-se sectários e votam contra aquilo que eles próprios defendem. Outros valores se levantam ou a minha limitada capacidade humana não me permite tamanha clarividência.
Não posso deixar de prestar a minha homenagem ao grupo de pessoas lideradas pelo Francisco Cunha que se apresentou a eleições este ano. Apesar da campanha suja e desumana (patrocinada pelo JA) , que fizeram contra o Francisco Cunha e alguns elementos do Movimento (independente mas a precisar de aval e dinheiro do PSD), este grupo extraordinário de pessoas todas elas extraordinárias manteve-se unido e cada vez mais forte à medida que os ataques batiam com cada vez mais força.
Questionaram-me várias vezes como é que tantas pessoas o apoiaram e como continuavam a apoiar esta candidatura depois de tudo. A resposta era mais que evidente mas a oposição nunca quis vê-la. A verdade é que estávamos, e estamos, com o Francisco Cunha por amizade e respeito mas principalmente por ALPIARÇA! Esta força maior que é esta terra ofusca quem vive dentro dos casulos partidários e que não é nada nem ninguém sem o partido por trás. Esta admirável força interior própria de quem luta com dignidade por uma causa maior que o próprio e que vai muito além do umbigo dos partidos chega a causar náuseas aos adversários ou não questionavam tantas vezes “porquê que eles não desaparecem?”
Na sede do TPA os discursos da praxe no final do dia foram tão emotivos quanto os abraços sentidos. Esta energia fez atrair até os adversários à porta da sede do TPA, não sei com que sentido, depois da mais macabra e suja campanha no anonimato, talvez precisassem de um abraço de perdão que aquecesse o frio que lhes corria na espinha.
Antecipando qualquer desvio ao verdadeiro sentido desta opinião, confirmo desde já que este não é mau perder, é apenas o início da oposição ao sectarismo que se vive em Alpiarça, ao despesismo e à cultura de desinformação da população!
Não nos podemos esquecer que o debate entre os protagonistas políticos for marcado na última semana, num local longe da população, e cancelado de véspera e já quase à meia-noite pelos dois adversários ao Movimento TODOS POR ALPIARÇA!