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domingo, 7 de agosto de 2011

O fascista e o prepotente parece-me que é aquele que não aceita opiniões que não sejam as suas...

O negócio que custou não três mil, mas cinco mil milhões foi viabilizado a sua nacionalização pelos partidos de esquerda. Ou seja, da extrema-esquerda à direita TODOS os partidos ganharam com o BPN. Quem perdeu, como sempre, foi o POVO.
Essa será a história que um dia será desvendada...
Por isso, não me venha com falsos moralismos e como detentor da verdade.
Essa "verdade" é a SUA (Todos conhecemos gente que trabalhou anos e anos n...) que respeito, mas não ponha palavras nem conceitos que não leu.
Deixo-lhe aqui textualmente o que escrevi sobre os "outros tempos":
"Não basta dizer que as pensões são baixas
Admito que quem viveu "noutros tempos" não tenha tido a possibilidade de criar a sua reforma e por isso merece o apoio da sociedade"
Penso que não preciso de lhe dizer mais nada.
O fascista e o prepotente parece-me que é aquele que não aceita opiniões que não sejam as suas...
Também eu sou contra todas essas golpadas e saques ao erário público que referiu no fim do seu comentário, mas não me venha com a teoria que só os grandes agricultores são maus, e os trabalhadores são todos puros e castos.
Se antes do 25 de Abril não havia possibilidade de acautelar a reforma, depois do 25 de Abril eram os operários ligados à construção civil e agrícola os primeiros a tentarem não descontar.
Alguns deles, recebendo permanentemente subsídio de desemprego (um roubo a quem fazia os seus descontos e trabalhava) e trabalhando sem descontar um cêntimo.
Pergunte lá a tiradores de cortiça, qual deles descontava para a Seg. Social e Fundo de Desemprego.
E, certamente sabe que não ganhavam propriamente o ordenado mínimo.
Por isso não me venha com as teorias dos pobres operários explorados e dos patrões exploradores.
Há bons e maus, honestos e desonestos dos dois lados.
E se um dia quiser discutir quem favorece a exploração dos emigrantes, procure as razões nos partidos favoráveis à entrada dessa gente.
Não será a emigração livre e desordenada uma forma de arranjar mão-de-obra barata e escrava, sem capacidade de reivindicação para os tais "exploradores"?
Deve começar por rever os seus conceitos em vez de aplicar chavões sem qualquer sentido.
Esclarecimento de um leitor 

Agricultura: Ministra quer pagar o mais cedo possível bonificações dos créditos de desendividamento

A ministra da Agricultura disse no Bombarral que tenciona pagar “o mais cedo possível” as bonificações em atraso de juros aos agricultores que concorreram a linhas de crédito de desendividamento.
“Estamos a trabalhar afincadamente junto do Ministério das Finanças de forma a termos verbas para pagar o que está em falta o mais cedo possível”, afirmou Assunção Cristas.
A ministra falava aos jornalistas à margem da inauguração do Festival do Vinho e da Feira da Pêra Rocha, que começa hoje e decorre até domingo no Bombarral.
O Estado deve sete meses de bonificações de juros aos agricultores que concorreram a linhas de crédito de desendividamento, mas que, devido aos atrasos, estão com a situação financeira agravada, denunciou hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).
“O Estado não está a pagar a bonificação dos juros desde janeiro” relativos a linhas de crédito de desendividamento, afirmou João Machado, presidente da CAP.
O dirigente agrícola explicou que o Ministério da Agricultura abriu linhas de crédito destinadas a desendividar os agricultores, assegurando parte da bonificação dos juros, e desde o início do ano, em vez de os agricultores melhorarem a sua situação financeira, estão a agravá-la.
“Como as bonificações dos juros não estão a ser pagas aos agricultores, eles estão a pagar o que lhes compete e o que compete ao Estado, o que está a trazer graves problemas financeiros e há empresas com grandes dificuldades de tesouraria”, sustentou.
«Lusa»

sábado, 6 de agosto de 2011

A pobreza escondida

Num País onde o salário médio líquido anda perto do 800 euros e qualquer cidadão neste patamar já é espremido pelo Fisco, perdendo neste Natal parte do subsídio, a linha de separação da pobreza é muito ténue.
Aliás, se não fosse a mão do Estado haveria mais de 4 milhões de pobres em Portugal. O plano ontem apresentado é cheio de boas intenções e mitiga algumas situações de emergência. No entanto, há milhões de portugueses que ficarão fora deste apoio. Famílias com filhos em que ambos os cônjuges ganham pouco mais do que o salário mínimo, que já fazem um esforço descomunal para esticar o salário, dificilmente terão algum apoio. E se alguém se preocupa com emergência social não pode esquecer essa pobreza escondida.
Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto, Correio da Manhã (este artigo foi-nos enviado por um leitor)

Muitos agricultores da nossa praça pagam mal a estes trabalhadores (romenos) fazem-nos trabalhar sem horário e algumas vezes nem lhes pagam

 São questões muito complexas estas dos descontos, sobretudo para a segurança social. Apesar de todos lamentarmos a invasão de emigrantes de leste e de muitos não quererem trabalhar, a verdade é que muitos estão a ser escravizados, principalmente na agricultura onde é difícil fiscalizar-se seja o que for. Como diz e bem o autor do comentário (ler:
Até muita gente de esquerda e extrema-esquerda fic...) muitos agricultores da nossa praça pagam mal a estes trabalhadores, fazem-nos trabalhar sem horário e não raras as vezes nem lhes pagam.
É uma pouca-vergonha.
Claro que por estas e por outras as pessoas fogem dos trabalhos do campo como do diabo da cruz.
De um comentarista
 

A revolta começa a ganhar forma e qualquer dia vai ser o bom e o bonito

É só demagogia não vai fazer nada, e se está preocupado com os gastos, o porquê de nem uma palavra sobre os vencimentos dos gestores da CGD, José de Matos 19,2 mil euros/mês, Faria de Oliveira - 16,3 mil euros/, Nogueira Leite - 13,4 mil euros/mês e Nuno F.- Thomaz - 13,4 mil euros/mês, fora os outros 7 que totalizam 63,5 mil euros/mês.
Mas a direita continua a fazer passar a mensagem que a culpa do estado do país é dos funcionários que ganham 487,46 euros por mês, e também dos ciganos, romenos, brasileiros, russos, e todos os outros estrangeiros, e já me esquecia e do rendimento mínimo, do subsidio de desemprego, do abono de família.
Já não há pachorra para aturar isto.
 A revolta começa a ganhar forma e qualquer dia vai ser o bom e o bonito.
Esperem pela pancada e vão ver.
Por: Lino Soeiro
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Rescisões no BPN podem custar 47 milhões ao Estado

É apenas uma estimativa e contempla os cerca de 800 trabalhadores que não deverão ser integrados pelo BIC.
A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, considera prematuro fazer estimativas sobre os custos das rescisões dos trabalhadores do BPN, visto que "há muitos que têm rescindido por mútuo acordo com a instituição" o que, acredita a responsável, deverá continuar a acontecer até o processo estar finalizado.
No entanto, afirmou a governante, "há estimativa de que o custo dos despedimentos seja de 47 milhões de euros, para a totalidade dos trabalhadores. Estes custos estão todos considerados no valor total estimado para os 2,8 mil milhões de euros", garantiu.
Maria Luís Albuquerque foi ouvida na Comissão de Orçamento e Finanças, a pedido do CDS, do PSD e do BE, para esclarecer os contornos da venda do BPN ao BIC Português.
«E»

Reformados europeus podem render dois mil milhões a Portugal

O ministro da Economia anunciou que o governo está a trabalhar no Programa Reforma ao Sol, com vista a atrair reformados europeus para Portugal, dinamizando o turismo residencial.
E segundo os promotores de imobiliária turística, captar compradores de segunda habitação para o país, sobretudo vindos do Norte da Europa, Reino Unido e Alemanha, pode render dois mil milhões de euros por ano.
«É fundamental fazer promoção internacional para aumentarmos a nossa quota de mercado dos actuais 3% para 10% em cinco anos. Se o fizermos, em vez de vendermos 3.000 casas, passamos a vender 10.000. Se tiverem preços de 200 mil euros, o turismo residencial cria dois mil milhões de euros de exportações por ano», contabiliza o presidente da Associação Portuguesa de Resorts (APR), Diogo Gaspar Ferreira, em entrevista recente ao SOL.
«Nunca fomos [a Florida da Europa] porque não houve uma estratégia organizada a dez anos para que tal fosse atingido», analisa o responsável que, além de mais promoção a nível internacional, pede «mecanismos fiscais que dêem vantagens fiscais a estrangeiros que comprem segunda habitação em Portugal».
Reduções no imposto de mais valia e baixas nas taxas de IMT ou no IRS a proprietários estrangeiros de casas de férias são sugestões deixadas pelo presidente da APR, que inclui grupos como a Sonae, Vale do Lobo, Espírito Santo, Quinta do Lago ou Pestana.«Dentro de meses lançaremos um programa que será chamado de Reforma ao Sol», afirmou o Ministro da Economia.
A intenção é atrair «reformados abastados do Norte da Europa para vir apanhar sol», incentivando-os para que «tragam as suas poupanças», detalhou Álvaro Santos Pereira, que acredita que Portugal pode transformar-se na Florida de Europa
«Sol»

Na verdade, ser solidário é pactuar com o negócio do ano?

O BPN CUSTOU-NOS QUASE RÊS MIL MILHÕES DE EUROS E FOI VENDIDO POR QUARENTA MILHÕES

Concordar com as pensões dos Trabalhadores Agrícolas, como prova a sua (de um leitor. Ler mais em: Todos conhecemos gente que trabalhou anos e anos n...) justificação altamente Hipócrita, para não dizer FASCISTA!
Todos sabemos que antes da Revolução do 25 de Abril nenhum patrão agrícola descontava fosse o que fosse em benefício do respectivo Trabalhador, tal como hoje muitos hoje o fazem em relação a emigrantes de leste, onde são tratados como escravos. Esta é a solidariedade de alguns agricultores da nossa praça, que nunca fizeram nada na vida, para além de receber fundos comunitários em proveito próprio não os aplicando na modernização da AGRICULTURA. Vivendo à grande como no antigamente, ou seja, há custa da exploração desenfreada sobre todos aqueles que lhe vendem a sua força do trabalho, não descontando também nada para ninguém, em prol das suas brutas vivendas, casas de praia, carros de topo de gama, como também vidas cheias de dividas!
- As reformas antecipadas e algumas acumuladas com ordenados da classe política ?
- As taxas não aplicadas às grandes fortunas?
- O Asilo deixado por José Relvas para os pobres de Alpiarça, transformado em negócio de ricos?
- O Subsidio Eleitoral aos partidos políticos, como também aos candidatos a Presidente da República?
- Os ordenados milionários dos gestores públicos?
- A corrupção desenfreada, como no caso Face Oculta, como tanto em outros casos que ocorreram neste país?
- ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE, A SERIEDADE, A JUSTIÇA, NESTE PAÍS?
VAMOS A ISTO??
Opinião de um leitor
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Todos conhecemos gente que trabalhou anos e anos na candonga e que nunca quis criar a sua reforma

Não basta dizer que as pensões são baixas

Admito que quem viveu "noutros tempos" não tenha tido a possibilidade de criar a sua reforma e por isso merece o apoio da sociedade.
Mas existe muito boa gente que trabalhava e não lhe falassem sequer em descontar.
Todos conhecemos gente que trabalhou anos e anos na candonga e que nunca quis criar a sua reforma.
Os outros que pagassem, o "Estado que pagasse". Pagar impostos e segurança social é que não!
Queriam lá ver, então o Estado ia levar-lhe 100 ou 200 euros que faziam falta para beber uns copos, ou fazer um crédito para um carro novo.
É preciso saber separar o trigo do joio! As formigas não têm de alimentar as cigarras, por muito agradável que seja o seu canto.
E quanta "trabalhadora" que toda a vida foi doméstica recebe pensões razoáveis por 5 anos de descontos?
E a verdade é que as "formigas" vão-lhe pagar durante 30 ou 40 anos uma reforma para a qual matematicamente não existe suporte.
É por essas e por outras que sou favorável a planos individuais de reforma, em que cada um assegure em devido tempo o seu futuro.
Ser solidário não é esgotar todos os recursos comuns com aqueles que não contribuem, nem querem contribuir para a sociedade.
Opinião de um leitor

Até muita gente de esquerda e extrema-esquerda fica envergonhada com a prática deste ministro

Este Ministro (foto) é a pedrada no charco dos políticos portugueses.
A sua vivência anglo-saxónica cria-lhe alguns embaraços neste País da treta e do formalismo.
Por isso é criticado quando diz aos jornalistas por o tratarem por Álvaro...
Foi politicamente incorrecto quando disse que no seu ministério é só mordomias e viaturas de alta cilindrada que não são compatíveis com o estado do País.
Até tem o desplante de comer no refeitório dos trabalhadores e levar o tabuleiro do self service.
Por isso, gosto deste ministro!
Agora, até demonstra que se está a marimbar para os lobby das petrolíferas e avança com a ideia dos low cost.
Claro que 99% de nós não precisa de áreas de serviço com cafés a 95 cêntimos, sandes a 3 e 4 euros e gasolina 10% mais cara.
Queremos é combustível barato e instalações espartanas e funcionais.
É a lufada de ar fresco em quase 40 anos de políticos cinzentos, corruptos e com gastos milionários nos seus ministérios.
Um bom exemplo do que são os governos em verdadeiras democracias avançadas em que respeitam os dinheiros públicos.
Até muita gente de esquerda e extrema-esquerda fica envergonhada com a prática deste ministro.
Apregoam uma coisa, e praticam outra.
De um comentarista
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Estado paga 500 mil euros a patrões e sindicatos por reuniões de concertação social

A rádio Renascença revela que a verba em causa está inscrita nos Orçamentos do Estado e serve para “apoiar o trabalho técnico exigido na preparação dos encontros, onde além do Governo participam quatro confederações e duas centrais sindicais.”
A cada três meses as confederações recebem 20.544 euros, e os sindicatos arrecadam 24.653 euros, adianta a Renascença.
A rádio contactou João Machado, da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que realçou que estas verbas não são novas e que servem para ajudar os parceiros sociais, “uma vez que não têm receitas próprias”.
O responsável adianta que “estamos a falar de verbas, que apesar de terem algum volume, são muito pequenas para cada um dos parceiros socais: de cerca de 80 mil euros por ano, mas se dividir isso por dois ou três técnicos, que têm de trabalhar em permanência na concertação, não dá um grande vencimento. Essa verba não pode ser reduzida, há outras mais importantes no Orçamento de Estado onde se pode cortar”.
As reuniões de concertação social servem para que Governo, patrões e sindicatos negoceiem aumentos salariais e alterações, por exemplo, às regras laborais.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Voluntariado ? Câmara Municipal - Gabinete de Apoio Social ? E quem ajuda os carenciados da nossa terra?

Em Janeiro de 2011, Portugal registava 2.194.611 pensionistas de invalidez e velhice na Segurança Social. A pensão média destes pensionistas era de 391,62 euros, um valor inferior ao limiar da pobreza que era, em 2010, de 406,5 euros. O valor das pensões do regime regulamentar rural era de 227,43 euros, e as do regime de pensão social e do regime rural transitório de 189,52 euros.
Como se sabe em Alpiarça existe muitas famílias com estes recpectivos rendimentos, para além de alguns como o caso do Armando, compreendo que não esteja de acordo com o Volutariado para Limpar o Patacão - E PARA AJUDAR AS FAMÍLIAS E PESSOAS CARENCIADAS DA NOSSA TERRA ?
Ou está-se do outro lado da "BARRICADA", OU SEJA: CONTRIBUÍ, OU TERÁ CONTRIBUÍDO PARA A POBREZA REFERIDA ?
VAMOS SER SOLIDÁRIOS COM OS MAIS POBRES DA NOSSA TERRA !
VAMOS A ISSO ??
De um comentarista

Eu não alinho em voluntariados políticos!

Isso do voluntariado é muito bonito se fosse de facto voluntariado com todo o significado que a palavra expressa.
A questão é que este tipo de voluntariado tem cariz político.
Querem usar a vontade de ajudar de manter os bens públicos e comunitários para benefício político.
Nestes casos assola-me um pensamento: Em vez de pedirem as populações colaboração voluntaria na limpeza de um bem comum, porque não pedir aos centros de emprego os milhares de desempregados que estão a receber subsidio de desemprego e rendimento mínimo sem fazerem nada de benéfico para a sociedade, muitos deles já com falta de hábitos de trabalho.
Boa forma de estes prestarem então esse voluntariado, afinal é o próprio Estado (do qual faz parte a autarquia) que lhes paga os rendimentos mensais (sub-desemprego).
Ora aqui estaria uma boa medida política e solidária com todos inclusivamente com aqueles que estão nestas condições e que estão desejosos de mostrar vontade de trabalhar.
Vamos a isso?
Eu não alinho em voluntariados políticos!
De um leitor
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Executivo quer mais bombas 'low cost'

O ministro da Economia quer mais postos de combustíveis 'low cost'.
Falando na Comissão de Economia e Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira disse que o Governo está "empenhado em prosseguir e aumentar a possibilidade de existirem combustíveis 'low cost' em outras partes do País".
Actualmente existe uma bomba 'Galp Base' em Setúbal, criada pela petrolífera portuguesa para combater a concorrência dos hipermercados que vendem combustíveis a cerca de 10 ou 12 cêntimos mais baratos que os postos tradicionais.

Região do Médio Tejo em destaque no suplemento do DN

O suplemento do Diário de Notícias “Férias à volta dos nossos rios” é dedicado ao rio Tejo
O Diário de Notícias inclui hoje um suplemento de 24 páginas dedicado ao rio Tejo, com destaque para a região do Médio Tejo, onde se incluem municípios ribeirinhos como Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha, Golegã, Alpiarça, Almeirim, Santarém, etc.
“A solidão do nosso rio grande” é o título desta publicação que tem como base “Férias à volta dos nossos rios”.
O suplemento inclui referências a pontes e barragens, onde comer e onde dormir e a produtos regionais do artesanato à gastronomia, numa espécie de roteiro turístico dedicado ao rio Tejo.

«O Templário»

Passeio para Idosos, Reformados e Pensionistas do Concelho de Alpiarça

Visita às Festas do Povo em Campo Maior - 29, 30 e 31 de Agosto e 1 e 2 de Setembro
«CMA»

Alpiagra 2011

Em Alpiarça - de 10 a 18 de Setembro - Alpiagra 2011 - XXIX Feira Agrícola e Comercial


«CMA»

Vamos Limpar o Patacão

No próximo dia 6 de Agosto, com promoção da AIDIA, apoio da Junta de Freguesia e Câmara Municipal, e a participação de Associações e Colectividades de Alpiarça.
«CMA»

Embora isto agora não esteja bom, nada é comparável com outros tempos

Tudo verdade. O Serviço de Finanças é implacável. É certo que muitos cidadãos pelo seu comportamento do deixa andar, do viver à grande e não pagar nada a ninguém, não merecem outra coisa mas, a verdade, é que acabam por pagar os justos pelos pecadores.
Também sou do tempo dessas medidas do alqueire e da rasoura.
O meu pai, camponês que também fazia essas searas de partilha, falava muitas vezes da maneira como eram tratados pelos feitores, abegões e capatazes desses senhores. Muitos roubavam mesmo às claras para o patrão na hora de repartir as colheitas já nas eiras. O meu pai falava-me que faziam searas ao terço. Eram dois terços para o patrão que dava normalmente a terra e as sementes e um terço para quem cultivava, trabalhando de sol a sol.
Por isso, vivíamos numa miséria franciscana. E os ricos faustosamente.
Embora isto agora não esteja bom, nada é comparável com esses tempos.
De Uma leitora
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O imposto vai sempre para o lado que mais pesar

630 milhões de fundos comunitários para Portugal

Projectos orientados para o emprego e crescimento poderão beneficiar de taxas de co-financiamento mais generosas. Comissão Europeia espera que novas regras, aplicáveis a seis países, possam trazer rapidamente para Portugal 629 milhões de euros.
A Comissão Europeia propôs hoje ao Parlamento Europeu e aos Estados-membros que aprovem um expediente extraordinário para facilitar a absorção dos fundos prometidos pela União Europeia em seis países.
Não se trata de mais dinheiro, mas de alterar as regras de co-financiamento de modo a permitir que os países cujas finanças públicas estão mais apertadas pelo “garrote” da austeridade possam ter condições para usar as verbas comunitárias programados nos respectivos QREN, que correspondem aos planos nacionais de desenvolvimento regional apoiados pelos fundos estruturais.
Nos cálculos de Bruxelas, a proposta de aumentar a taxa de co-financiamento europeu para um máximo de 95% deverá permitir, no caso de Portugal, que sejam rapidamente executados projectos no valor de 629 milhões de euros.
«JN»

O que está a "dar" é não ter nada e viver à conta do Estado e das IPSS

O que está a "dar" é não ter nada e viver à conta do Estado e das IPSS.
Antigamente comprava-se uma casa para ter um tecto onde morar, independentemente do resto e das agruras da vida.
Hoje compramos uma casa e trás anexo um senhorio, e logo dos piores: o Estado-Finanças.
O pior de tudo é que esse senhorio não é obrigado a arranjar a canalização, a electricidade, os esgotos.
Esse mesmo senhorio, só lucra!
Soubesse há uns anos o que sei hoje e o meu património seria zero.
O mesmo se passa quando se pretende criar um negócio.
Sem ser convidado arranjamos um sócio a mais de 50%.
Mesmo que o IRC seja 20, 25%, as exigências legais por parte do Estado (o modelo de contabilidade, o PEC, a Taxa Social Única, o extintor que é obrigatório, o seguro, etc.) vão somando parcelas que excedem os 50% dos lucros e que desincentivam o investimento.
Chegamos a um ponto em que só investe em património ou negócio, quem for louco ou não pense cumprir obrigações fiscais.
Opinião de um leitor
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O imposto vai sempre para o lado que mais pesar

"Fisco está a avaliar casas acima do preço de mercado"

Que o diga um cidadão morador em Alpiarça que ao adquirir um pequeno escritório por determinado valor ao dono anterior, pagou em cheque frente ao notário que celebrou a escritura, de acordo com a lei e liquidou o respectivo IMT...
Um ano depois recebe um aviso das Finanças para pagar mais uma quantia igual à que havia pago há um ano atrás, por que o avaliador das Finanças concluiu que o imóvel, pequeno e sem divisões, apenas com uma pequena casa de banho, valia o dobro.
Quando o munícipe se dirigiu à Repartição de Finanças a contestar a atribuição daquele valor ao imóvel propondo até a venda imediata a quem avaliou o dito cujo, oferecendo ainda um desconto de 40% (!) foi-lhe respondido que as Finanças estavam ali para cobrar impostos e não para comprar imóveis.
E esta hein!
Foi-lhe todavia dada uma "especial" oportunidade: Reclamava, iria ao local uma comissão técnica de avaliação e, se fosse confirmado aquele valor já atribuído ( o preço efectivo acordado (e pago) entre comprador e vendedor não interessa nada) teria de pagar o valor anteriormente apurado + a deslocação dos técnicos avaliadores que, não se sabe ao certo quanto seria mais.
Bom, no fundo, qualquer pacato cidadão desiste logo à partida de tão amável proposta ao calcular aquilo que o espera.
E o curioso da história é que, se porventura o adquirente tivesse comprado por mais dinheiro do que o avaliado pelas Finanças o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) incidiria no valor efectivo da compra e não no valor atribuído pelo avaliador das Finanças.
Sendo assim, parece haver aqui de facto, dois pesos e duas medidas.
O imposto vai sempre para o lado que mais pesar.
Lembra-me a divisão feita pelos feitores dos grandes senhores que "davam" a terra aos camponeses ribatejanos para cultivar de parceria em que o melhor grão era para o dono da terra bem como o rasar das medidas que era diferente para um e para outro. Para o dono da terra, a rasura era sempre um dedo acima da medida.
Por: M. Ramos
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Desemprego em Portugal cai pela primeira vez este ano

A taxa de desemprego em Portugal fixou-se em 12,2% no mês passado.
A taxa de desemprego em Portugal no mês de Junho foi de 12,2%, o que correspondeu a uma redução de 0,2 pontos percentuais em relação a Maio, segundo números do Eurostat divulgados.
Desde Janeiro que o gabinete de estatística da União Europeia (UE) regista uma taxa de desemprego de 12,4% para Portugal, com os números de Junho a representarem a primeira quebra desde o começo do ano.
Também no que respeita o desemprego entre os jovens portugueses se registou uma redução da taxa, que, para a faixa etária abaixo dos 25 anos, passou de 27,8% em Maio para 26,8 em Junho.
No que toca à Zona Euro, a taxa de desemprego fixou-se nos 9,9% em Junho deste ano, o mesmo valor do mês anterior, enquanto em termos da UE a 27 o valor foi de 9,4%.
"Comparado com Maio de 2011, o número de pessoas desempregadas caiu em 38 mil na UE a 27, mas aumentou em 18 mil na Zona Euro", refere o comunicado do Eurostat publicado hoje, acrescentando que, em termos homólogos, deu-se uma redução de 706 mil desempregados na União Europeia e de 346 mil nos países do euro.
As taxas de desemprego mais baixas foram registadas na Áustria (quatro por cento), indica o gabinete de estatística da UE, na Holanda (4,1%) e no Luxemburgo (4,5%), enquanto a Espanha registou a mais elevada nos 21%.
Em relação ao desemprego junto dos menores de 25, este foi de 20,3% na zona euro e de 20,5 na UE, com a Espanha a voltar a encontrar-se no topo da tabela com 45,7% de desempregados com menos de 25 anos, logo acima da Grécia que registou 38,5% de jovens sem trabalho no primeiro trimestre de 2011.

Fisco está a avaliar casas acima do preço de mercado

A desvalorização do imobiliário está a aumentar as diferenças, o que significa pagar mais impostos.
As Finanças estão a avaliar imóveis, para efeitos de cálculo do IMT e do IMI, por valores que ultrapassam o que o mercado lhes atribui. O resultado são impostos acima daquilo que os proprietários estão à espera, incluindo "mais-valias virtuais" em caso de a venda se fazer abaixo do valor decidido pelas Finanças. Há já vários casos a correr em tribunal à espera de decisão.
«JN»

Isabel dos Santos é a 18ª figura mais poderosa da economia portuguesa


A compra do BPN é mais um passo na caminho largo de investimento em Portugal. A empresária angolana é dona de vários negócios, sócia noutros e parceira de muitos poderosos portugueses, em Lisboa ou Luanda. BPI, Zon, Galp, BIC, a lista é grande. Quase sempre com dinheiro... português.
Aos 38 anos, Isabel dos Santos tem todos os atributos de uma líder de eleição: é dura quando é necessário, flexível quando isso é eficaz. Quem a conhece fica fascinado pelo poder que irradia: inteligente, dinâmica e eficaz. E fria. Quem controla a situação detém o poder. E, de forma pausada e estratégica, é isso que a empresária angolana tem feito em Portugal.(JN).
Salientamos que Isabel dos Santos é filha de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola.
Curiosamente está a fazer grandes investimentos em Portugal quando em Angola a miséria e as injustiças são uma constante para além de Angola ser considerada por alguns entendidos como uma dos «paises mais corruptos do mundo»
Já é proprietária de grandes propriedades na região do Ribatejo e está interessada em comprar a "Companhia das Lezirias" quando esta for privatizada.

A ADSE financia em 200 milhões de euros anuais os serviços de saúde privados e pode ser “um embrião” para o financiamento da saúde em Portugal

A ADSE financia em 200 milhões de euros anuais os serviços de saúde privados e pode ser “um embrião” para o financiamento da saúde em Portugal, sector que corre o risco de colapsar, segundo o presidente da Associação de Hospitalização Privada.

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa da Hospitalização Privada (APHP), Teófilo Ribeiro Leite, sublinhou o volume de financiamento da ADSE (Direção-Geral de Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública) aos privados, na ordem dos 200 milhões de euros anuais, e que resulta da sua cobertura a 13 por cento da população.

Sem queixas sobre os prazos de pagamento da ADSE às unidades de saúde privadas, Teófilo Ribeiro Leite sublinha que este sistema é “um bom pagador”, logo a seguir aos seguros privados, os quais já cobrem 20 por cento da população portuguesa.

Para este dirigente, a ADSE deve ser vista como “um embrião do que pode ser a evolução do sistema em Portugal”.

“A ADSE cumpre uma função de financiamento de cuidados de saúde que tem sido elogiada e que revela que consegue melhor qualidade e melhor preço do que no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, disse.

Teófilo Ribeiro Leite garante que os beneficiários da ADSE “sentem-se muito satisfeitos” com a resposta que encontram nos serviços de saúde privados.

Sobre as possíveis alterações do sistema de saúde, que considera estar “em risco de entrar em colapso” se continuar como está, o dirigente sublinha: “O SNS que garante cuidados de saúde gratuitos ou tendencialmente gratuitos aos cidadãos é uma ilusão. Primeiro, porque existem co-pagamentos e, segundo, porque é financiado por impostos”.

Defende, por isso, um debate profundo em torno de alternativas como o modelo holandês, com o qual concorda “inequivocamente” e em que o cidadão escolhe uma companhia de seguros, que não pode rejeitar qualquer cidadão, cabendo ao Estado a cobertura dos que não têm rendimento para tal.

“Portugal tem já um bom exemplo de uma seguradora nacional (ADSE) e outras privadas que apresentam igualmente boas condições”, disse.

Teófilo Ribeiro Leite rejeita liminarmente a ideia de que avançar para uma alternativa destas signifique o fim do SNS, afirmando que este “é uma parte integrante do sistema e ele próprio beneficiaria” com a mudança.

A mudança, garante, “seria pacífica se explicada aos portugueses” e presumiria alterações, como a redução dos impostos que os cidadãos pagam para o sector da saúde e que deveriam ser aplicados no seguro de saúde.

O mercado daria depois a sua resposta: “A concorrência levaria a mais qualidade dos serviços prestados”.

Ideia que a APHP apresentou já ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, sobre quem o presidente da associação destaca que o governante tem vindo a enfatizar que tutela o sistema e não apenas o SNS.

Da parte do sector privado, Teófilo Ribeiro Leite acredita que as perspetivas são de crescimento, estando prevista a abertura de mais unidades este ano e nos próximos.

Em 2010, os 1.000 milhões de euros de faturação prevista foram já “ultrapassados” e o setor privado assegura agora 50 por cento das consultas, 25 por cento dos internamentos, 15 por cento das camas e cinco por cento dos episódios de urgência, segundo dados da APHP.
«Lusa»

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Câmara não tem conhecimento do caso “Armando”

Segundo informações que obtivemos do “Gabinete de Apoio ao Presidente” (GAP) a situação do munícipe Armando que recorreu através de familiares ao Gabinete de Apoio Social (GAS) pedindo apoio devido à sua doença e fracos recursos monetários por estar a dormir no chão do seu modesto quarto «não é de conhecimento da autarquia».
Salientamos que em conformidade com a notícia publicada «o referido Gabinete ficou em resolver o problema mas já passaram quase dois meses e o Armando continua a dormir no chão do seu modesto quarto».
Para o efeito contactamos o "GAP" para saber do andamento do processo e ficamos a saber que não existe  «conhecimento de qualquer “caso Armando”» pelo que deve estar ainda a ser analisado pelo “GAS”.
Noticia relacionada:

Governo enfrenta Agosto quente com plano da ‘troika’

A missão internacional quer resultados. Ao mesmo tempo, há mais três medidas de peso para aplicar. Uma delas é definir a estratégia orçamental.
Agosto só tem 31 dias e é habitualmente um mês de férias. Mas o tempo será curto para Portugal passar pelas provações da ‘troika'. Em quatro semanas e meia, o Governo terá de demonstrar que implementou todas as medidas previstas até Julho e, ao mesmo tempo, resolver três dossiers espinhosos: avaliar as PPP, definir a estratégia orçamental, e apresentar um levantamento de todos os pagamentos em atraso.
Quando Vítor Gaspar aceitou ser ministro das Finanças já conhecia a agenda para o Verão. Mas agora trata-se de implementá-la. Desde logo,  será o arranque oficial da primeira avaliação que a ‘troika' faz da aplicação das medidas prometidas por Portugal, em troca do empréstimo de 78 mil milhões de euros que evitou a bancarrota do País. Serão duas semanas de fogo: os peritos do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu vão passar a pente fino as contas públicas e a legislação aprovada em Junho e Julho.
Estão em causa 17 medidas, das quais quatro são consideradas fundamentais para desbloquear a próxima tranche de financiamento. Destas últimas, há três que estão concluídas: o fim das ‘golden shares', a definição de um programa para inspecções à qualidade da informação prestada pela banca sobre o seu capital e a apresentação à Assembleia da República de uma proposta de alteração da legislação laboral para reduzir as indemnizações por despedimento.
Contudo, há uma que deixa dúvidas: a finalização de um estudo sobre o corte da taxa social única (TSU). Passos Coelho garantiu na sexta-feira, durante o debate no Parlamento que o Governo já tem nas mãos o relatório sobre a TSU, ou seja, o trabalho de campo está praticamente concluído, mas o primeiro-ministro ainda não apresentou quaisquer resultados.
Outro sinal de alerta é a falta de avanços no pacote de medidas para as finanças públicas. Em quatro, há três que estão por fazer: o anúncio de limites de endividamento mais restritos para as empresas públicas a partir do próximo ano, a apresentação de planos concretos de cortes de 15% nos custos operacionais destas empresas e um relatório anual sobre os riscos orçamentais que representam.
Três medidas que se arrastam para Agosto e se juntam a outros três dossiers de peso. É que este mês o Governo também tem de apresentar a estratégia orçamental que pretende seguir para os próximos quatro anos, com a análise de suporte, os pressupostos subjacentes às previsões e os custos das novas decisões de política.
Além disso, tem de realizar e publicar um levantamento completo de todos os pagamentos das administrações públicas que estavam em atraso, com referência ao mês de Junho.
Estas duas medidas são consideradas estruturais e fazem parte do conjunto de metas que não podem ser falhadas. A terceira iniciativa programada para este mês é avaliar, pelo menos, as 20 parcerias publico-privadas e concessões mais significativas.
A somar a esta mão-cheia de preocupações, Vítor Gaspar terá ainda de explicar o desvio de dois mil milhões de euros nas contas públicas. Recorde-se que o memorando de entendimento diz expressamente que não é preciso falhar os objectivos definidos no programa para ter de aprovar medidas de austeridade adicionais. Basta uma desconfiança: "Se os objectivos forem falhados ou se se esperar que sejam falhados, serão tomadas medidas adicionais", lê-se no acordo. Vítor Gaspar já anunciou uma sobretaxa do IRS para garantir 840 milhões de euros de receitas extraordinárias. Mas isso não chega e restam apenas cinco meses para arrecadar os restantes 1.160 milhões de euros.
«E»

Se continuássemos governados pelos comunistas (PCP/CDU) hoje não saberíamos se estaríamos melhor ou pior

Por: António Centeio
Temos que admitir que antes do “25 de Abril” havia muitas famílias pobres e humildes e outras que viviam numa autêntica miséria e exploração. Tudo estava entregue a “meia dúzia” de famílias e destas dependia a maioria dos alpiarcense para sobreviverem porque só estas lhe davam trabalho e sustento.
Mas muita coisa mudou após o “25 de Abril”.
A evolução foi uma delas em todos os sentidos.
Em Alpiarça muita coisa mudou e muita coisa aconteceu.
Recordemos algumas, como exemplo: a Câmara de Alpiarça que após o 25 de Abril” mudou drasticamente o concelho:
Quando da tomada de posse da “Comissão Administrativa” em finais de pleno século XX na Câmara apenas havia um só telefone para toda a Secretaria; uma só tesoura; um só agrafador; uma mota para o encarregado; uma bicicleta para o fiscal; tractores para irem buscarem brita a Almoster, etc.
Nos dias que correm esta “pobreza Franciscana” que havia, até parece uma “aberração”.
Foi com Joaquim Matias e Olímpio Francisco de Oliveira, (PCP/CDU) presidentes da autarquia que tudo começou a mudar e, de que maneira.
Justiça lhes seja feita e reconhecido que seja o trabalho que fizeram.
Foram eles que fizeram a “rede de águas dos esgotos” o início dos alcatroamentos das muitas ruas de Alpiarça; os “46 Fogos” para seguidamente Armindo Pinhão (PCP/CDU) seguir o trabalho vindos dos mandatos anteriores que deu seguimento a outras empreendimentos que devem orgulhar os alpiarcenses, nomeadamente a “Barragem dos Patudos” o “Parque de Campismo”, o “Quartel dos Bombeiros”, etc., tudo feito, como alguém já disse, com “meia dúzia de gatos pingados” nos serviços administrativos.
Como durante anos fomos governados pelos comunistas nunca saberemos se hoje estaríamos melhor ou pior.
Mas os “vinte anos” do domínio comunista e o trabalho feito não foram suficientes nem reconhecidos pelos alpiarcenses porque assim que chegou ao poder, por via das eleições, os "socialistas" o objectivo foi: gastar à “GRANDE E À FRANCESA".
De tal forma que hoje temos um parque subterrâneo (mal construído e às moscas) que se deram ao luxo de construir como autorizaram a construção de um “mamarracho” de três andares (Largo Vasco da Gama) o que contrata com o mandato de Raul Figueiredo (PCP/CDU) que segundo consta não era defensor de prédios acima dos “2 andares”.
Mas mesmo assim os socialistas deixaram obra feita, onde se destaca a “Fábrica do Leite” e a “Monliz” a Biblioteca Municipal, o edifício da Câmara e um “montão de dívidas” .
Mas foi o comunista Armindo Pinhão que esteve 3 mandatos na autarquia, que se destacou entre os restantes porquanto no tempo em que não havia fundos comunitários e “fazendo obra” com a prata da casa” talvez seja o presidente a quem Alpiarça mais deve.
Com a extinção do Fomento de Fomento de Habitação, a dívida foi passada para a Caixa Geral de Depósitos que a empolou contabilisticamente com juros e "jurinhos".
Raul Figueiredo estava a negociar a redução da dívida, mas ao perder as eleições, Rosa do Céu assume o controlo e reduz esta dívida para menos de metade.
O que se questiona é se Rosa do Céu com os conhecimentos que tinha não conseguiria o perdão total, como aconteceu com outras câmaras, uma vez que o dinheiro pedido ao Fundo de Fomento foi efectivamente para construir Habitação Social.
Os comunistas fizeram e deixaram “património” aos alpiarcenses.
Com os socialistas as dívidas aumentaram cujas consequências daqui advindas estarem a ser pagas a “peso de ouro”.
Mas quer os comunistas quer os socialistas ambos deixaram património para os alpiarcenses devendo ser dado o devido valor aos comunistas que sem ter receitas e ajudas de quem quer que seja conseguiram tirar Alpiarça do atraso em que se encontrava.
Também pode ser lido em:


Entre Um Par de Meias Por Mês E Um Imposto Municipal!

Na verdade o Estado andou, estes anos todos, a subsidiar a economia, publica e privada, toda ela, auxiliando à redução dos Custos com Pessoal, com os baixos preços dos transportes públicos, por via do passe social e dos baixos preços dos bilhetes de transporte!

Ainda que alguns entendam que, com tal, se andou a auxiliar as Famílias, como parece que se pensa no Ministério da Economia, de facto, o Estado, o que tem feito mesmo, é auxiliar as empresas.

Porque a contestação social, a negociação colectiva de trabalho, têm, desde que existe passe social, sido, uma controlada, a contestação social e outra bem beneficiada, a negociação colectiva, com os Impostos de todos nós, pobres, remediados, classe média, ricos e muito ricos.

E diga-se que, genericamente bem, pois uma parte substancial das empresas, as micro e pequenas empresas, são empresas em média descapitalizadas e que sobrevivem com os baixos salários que praticam - mas gerando também a mais larga fatia do emprego privado em Portugal

De facto, ter, como Portugal tem, mais de 95% das empresas a serem micro e pequenas empresas, só pode originar esta necessidade - a de se ter de pagar baixos salários e, claro a de se terem medidas publicas de apoio à empregabilidade de baixo custo económico!

Obviamente que as restantes, as muito grandes e grandes empresas, ou as medias empresas também, claro, têm beneficiado largamente desta situação!

Porque se reduz a concorrência salarial na componente não qualificada do factor trabalho, o que reduz a pressão social para que as componentes mais qualificadas se sintam distinguidas na sua relação laboral!

Façamos assim as contas, bem por baixo - salário médio em Portugal (700 eurosx14meses)/12, (e esqueçamos impostos...) = 816,7 euros. Refeições à hora de trabalho = 6 euros x 22 = 132 euros. Refeições fora da hora de trabalho 3x30 = 90 euros + 3x16= 48 euros. Renda da casa = 400 euros. Subtotal = 146,7 euros!

Se o passe social, pois trata-se de um salário médio e não de alguém de "baixos rendimentos", passar a ser de 47,39 euros, o cidadão, por estar vivo e trabalhar, fica com 99,31 euros para pagar a água, a luz, e talvez um par de meias por mês, para o frio do Inverno!

Este é o problema real da economia real do país!

Um país que tendo estes rendimentos do trabalho consegue ter os Américos Amorins e os Belmiros e os Alexandres dos Santos a estarem entre os 800 mais ricos do Mundo segundo a americana revista FORBES!

Eis porque o Estado, gerido pelo CDS, pelo PSD e pelo PS, (mas nos municípios também pelo PCP e BE), teve funções sociais, não só de redistribuição da riqueza mas sobretudo de contenção de custos organizacionais, o que foi essencial para que a economia portuguesa apresentasse ao Mundo uma aparência de riqueza, que na verdade inexistia!

A ideia de indexar os passes sociais aos níveis de rendimentos é uma ideia curiosa.

Porque feita por quem imagina que a economia real é feita à "função publica", (sem ofensa para estes trabalhadores que na verdade se situam na parte media superior dos rendimentos), quando no sector privado os salários não são os do Estado.

Porque são bem inferiores.
É claro que é uma ideia caridosa, tal qual foi a ideia de fazer surgir o passe social a ser pago por todos nós e que, para se manter com uma função social, teve de empurrar as empresas de transportes, públicos e privados, para a subsidiação do Estado, como todas elas, vivem na verdade!

E evidentemente, para o crescente endividamento das empresas publicas de transportes, pois o Estado as usou para se endividar externamente se que o endividamento fosse formalmente dele, em decisões PSD e PS relevo.

Na verdade, a subsidiação das empresas de transportes deveria ser feita pelas organizações empregadoras em geral, tal como foi sugerido há largos anos pela FETESE, federação sindical liderada pelas tendências socialista e social democrata, ao tempo do leader sindical que foi António Janeiro.

Enquanto imposto municipal e tendo em conta sobretudo a já bem deficitária situação do METRO e da CARRIS, endividamento que era usado como desculpa nas negociações salariais para baixar o peso dos aumentos salariais defendidos pelos sindicatos e pela FETESE claro, onde eu, à época trabalhava com bastante gosto!

“O aumento dos 15% não resolve o problema, é apenas um passo”, disse o ministro da Economia.

Pois sem duvida, mas este passo que foi dado, mais uma vez, abateu-se sobre o lado mais fraco, o trabalhador, o de baixos e médios rendimentos, e esqueceu, (e parece querer continuar a esquecer…), as organizações empregadoras, que na verdade, são quem necessitam do trabalhador no seu espaço, a tempo e horas, para laborar, racionalmente.

Eis porque não vale a pena fugir a esta realidade – a visão caridosa estatista, entalou o Estado, ajudando ao seu actual endividamento, mas ao que parece a visão caridosa privatista pretende “desentalar” o Estado à custa dos mais carenciados, no plano dos rendimentos!

Para ambas visões existem alternativas, no contexto da economia de mercado, e no contexto de uma lógica de efectiva Responsabilidade Social !

Há de facto mais Pensamento de Esquerda que este caritativismo estatista usual, como existe certamente mais Direita que este neo liberalismo, pois a sugestão deste imposto municipal passou em Paris por uma decisão municipal de um executivo de Direita!

Por: Joffre Justino
Também pode ser lido em:
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Um mês para publicar um levantamento dos pagamentos em atraso de entidades das Administrações Públicas e empresas públicas

Governo tem de publicar pagamentos em atraso e avaliar PPP até 31 de Agosto
O Governo tem um mês para publicar um levantamento dos pagamentos em atraso de entidades das Administrações Públicas e empresas públicas e avaliar, pelo menos, 20 parcerias público-privadas (PPP).
No âmbito do memorando de entendimento assinado com a 'troika' em Maio, o Governo tem até ao final de Agosto para "realizar e publicar um levantamento completo de pagamentos em atraso de entidades das Administrações Públicas e empresas públicas, abrangendo todas as categorias de despesa com referência a Junho de 2011".
O dia 31 de Agosto é também a data limite para o executivo publicar um documento de estratégia orçamental para as Administrações Públicas.
Este documento, lê-se no memorando de entendimento, terá de incluir «previsões económicas e orçamentais a quatro anos, análise de suporte, pressupostos subjacentes e os custos a quatro anos das novas decisões de política».
No campo das infraestruturas, o Governo terá de fazer, com a «assistência técnica» da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional, «uma avaliação inicial de, pelo menos, as 20 mais significativas PPP e contratos de concessão, incluindo as parcerias das Estradas de Portugal mais importantes, e abrangendo um leque alargado de sectores».
Recorde-se que, no âmbito do memorando de entendimento, ficou suspensa a concretização de novas PPP, o novo aeroporto de Lisboa deixou de contar com fundos públicos e a linha de alta velocidade ferroviária Lisboa-Porto ficou suspensa durante o programa de ajuda a Portugal, ou seja, até 2013.
«E»

VAMOS LIMPAR O PATACÃO


"Sábado, dia 6 de Agosto junta-te a nós nesta acção de limpeza de uma das zonas mais bonitas da nossa Vila".

Pode-se ler este apelo no site da Junta de Freguesia da nossa Vila.

É evidente que depois da iniciativa Limpar Alpiarça (onde este espaço foi limpo) englobado no movimento Nacional - Vamos Limpar Portugal no ano passado, a sua preservação não foi cuidada pela Câmara Municipal como comprova este apelo, como também um ou outro alerta de alguns comentaristas neste blog.

A noção de serviço público na protecção da Natureza em particular neste ESPAÇO foi esquecida pelo executivo da Câmara e, pelo seu GAP, facto tão criticado pela CDU nos 12 anos de maioria socialista na nossa Autarquia.

Prova a data deste apelo, como também quem o promove, ou seja, mais uma vez a Câmara Municipal a reboque da Junta de Freguesia e de outras associações da nossa vila.

Cá estaremos para ver as fotografias desta iniciativa no site da Câmara Municipal, como foi no Festival do Melão !!!
De um comentarista

Portugal recebeu 5 milhões de euros em compensações europeias

Portugal recebeu cinco milhões de euros em compensações da União Europeia, que somou 17 milhões suplementares aos 210 milhões já prometidos a alguns países europeus pelos danos causados pela epidemia da bactéria E.coli.
Esta verba suplementar permite à Comissão Europeia cobrir a totalidade dos pedidos de compensações, sublinha o executivo, em comunicado, noticiado pela AFP.
Assim, dos 227 milhões de euros que Bruxelas atribuiu em compensações pela epidemia, Espanha recebe 70,97 milhões, a Polónia 46 milhões, Itália 34,6 milhões, a Holanda 27,18 milhões, a Alemanha 16 milhões, a Bélgica 3,6 milhões e França 1,6 milhões.
A Comissão garantiu aos comerciantes lesados compensações de pelo menos 50 por cento dos preços dos legumes retirados do mercado, com base nos preços dos últimos quatro anos. Os que estiverem integrados em organizações de produtores (cerca de 35 por cento dos produtores europeus) vão beneficiar de mecanismos de compensação suplementares, até 70 por cento das perdas.
A bactéria E.coli matou 50 pessoas na Alemanha e uma na Suécia. Ignorando inicialmente a origem da epidemia, as autoridades alemãs tinham lançado um alerta sobre lotes de pepinos espanhóis e desaconselhou o consumo de pepinos, tomates e saladas.
Finalmente, a fonte da virulenta e mortífera bactéria foi identificada em sementes germinadas importadas do Egito.
«Lusa»

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os responsáveis da crise

Por: Ilda Figueiredo *

No momento em que, em Portugal, começa a chegar, com mais violência, ao bolso dos contribuintes os efeitos do agravamento da situação financeira, económica e social, é bom que se reflicta sobre os seus responsáveis.
A especulação capitalista e bolsista que esteve na origem próxima da actual crise que se vive em diversos Estados-Membros da União Europeia, poderia ter sido impedida. Pelo menos desde 2008 que essa especulação deveria ter sido travada com medidas de fundo que pusessem cobro à liberdade de funcionamento dos mercados financeiros, mesmo que não acabassem com o sistema económico e político que lhe está na base, o capitalismo.
Algumas dessas medidas chegaram a ser anunciadas, incluindo no Parlamento Europeu, designadamente: pôr fim aos paraísos fiscais, taxar os movimentos de capitais, com especial incidência sobre os especulativos, baixar a taxa de referência do BCE, acabar com os mercados secundários ou, pelo menos, os seus títulos especulativos, sobretudo os swaps de risco de incumprimento sobre as dívidas soberanas, a criação de títulos de dívida pública a nível europeu (eurobondes), a desvalorização do euro.
Claro que, embora minoritariamente, também se tem defendido a alteração dos objectivos e funcionamento do BCE - ser ele a emitir os títulos de dívida, a emprestar directamente aos Estados-membros, a incluir o objectivo do emprego e não apenas a estabilidade de preços – para já não falar da substituição do Pacto de Estabilidade por um Pacto de Progresso e Desenvolvimento Social, acabar com o reconhecimento das agências de notação de créditos, pôr fim ao “Pacto para o euro mais”. Mas estas últimas têm sido, fundamentalmente, propostas nossas, que até agora não obtiveram o apoio da maioria do PE.
Mesmo quando um ou outro ponto foi aprovado nalguma resolução do PE, nada passou do papel.
O que aproveitaram foi o pretexto da crise para maiores aprofundamentos do federalismo, da ingerência em estados soberanos, da concentração do capital e da destruição de direitos sociais e laborais, numa autêntica regressão civilizacional, que está a chegar a Portugal com governos que fazem o papel de defensores dos interesses dos grupos económicos e financeiros, não só portugueses mas também alemães, franceses e outros que comandam a União Europeia.
Por isso, continuamos a luta por outra política que ponha cobro a estas injustiças, promova a produção, o emprego com direitos e a verdadeira coesão económica e social, o que implica uma ruptura com as políticas actuais e a luta determinada dos trabalhadores e do povo.
* Deputada do PCP no PE
http://noticiasdoribatejo.blogs.sapo.pt/

Governo não confirma redução para 10 dias nas indemnizações

Executivo diz que no futuro também haverá mudanças nos contratos de trabalho existentes, mas recusa-se a adiantar mais.
O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, admitiu no Parlamento, que "num futuro mais ou menos próximo", o valor das indemnizações por despedimento dos actuais contratos de trabalho também será alterado. Porém, recusou-se a revelar se a redução será dos actuais 30 para dez dias.
"Num futuro mais ou menos próximo, também irão ser alteradas as compensações para os contratos existentes", tal com ficou definido no memorando assinado com a 'troika', disse Pedro Martins aos jornalistas, no final do debate parlamentar sobre as alterações à lei laboral.
Questionado, o governante recusou-se contudo a avançar se as indemnizações por despedimento para os actuais trabalhadores serão de dez dias de salário por cada ano de antiguidade, tal como avançava hoje o Jornal de Negócios.
Pedro Martins referiu que existem vários estudos que estão a ser desenvolvidos mas que "não há qualquer indicação sobre esse aspecto específico [os dez dias], há várias abordagens".
«E»

Ministro reconhece "problemas pontuais" nas forças de segurança mas que não afectam o essencial do seu trabalho

O ministro da Administração Interna reconheceu "problemas pontuais" nas forças de segurança, mas que não significam qualquer constrangimento para o essencial do seu trabalho.
Miguel Macedo comentava, desta forma, a notícia divulgada pelo jornal Público dando conta de dificuldades financeiras por que estão a passar a PSP e a GNR, as quais obrigam estas forças de segurança a poupar água, eletricidade ou material consumível.
"Não há, no essencial do trabalho das forças de segurança, nenhum constrangimento maior daquele que ocorre da situação de constrangimento financeiro que ocorre no país", disse o ministro, à margem da apresentação de uma campanha de segurança rodoviária dirigida aos veículos de duas rodas.
Questionado sobre a alegada falta de vencimentos no Ministério da Administração Interna, Miguel Macedo disse que no seu ministério não falta empenhamento, dedicação e a garantia de segurança e da ordem pública.
A propósito dos incêndios florestais e das previsões de subida das temperaturas, Miguel Macedo disse estar a seguir o trabalho das autoridades e congratulou-se com o facto de, apesar de existirem mais ignições desde o início do ano, a área ardida ser, para já, menor do que em 2010.
"Se as coisas não estão a correr muito bem, também não estão a correr muito mal", afirmou.
« Lusa»

"Probabilidade de Portugal sair do euro é de 30%"

O economista Noriel Roubini considera que Portugal e Irlanda estão insolventes. "A probabilidade de a Grécia ou Portugal saírem da zona euro é de 30%", declarou Roubini ao jornal alemão Die Zeit.

Para Roubini, que é uma voz influente nos mercados por ter previsto a crise financeira com origem nos EUA, o novo resgate a Atenas não colocará um ponto final na crise europeia.
"Dentro de poucos anos o plano actual de resgate a Portugal vai colapsar. O mesmo é válido para a Irlanda", diz Roubini. Os líderes da zona euro poderão viver na indecisão "por mais uns cinco anos" mas chegará o dia de "tomar decisões muito difíceis", concluiu.
«E»

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Incêndio destrói sete bares na Foz do Arelho


Um incêndio que esta madrugada destruiu sete bares, no cais da Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha, provocou um prejuízo estimado em centenas de milhares de euros e a perda de mais de 20 postos de trabalho, noticia a Lusa.
«Os prejuízos ainda não estão contabilizados, mas serão na ordem das centenas de milhares de euros», disse à Lusa Miguel Machado, proprietário do «Zofcaffé», um dos sete bares destruídos pelas chamas na Foz do Arelho.
Só Miguel Machado estima ter perdido «cerca de 250 mil euros» em máquinas, equipamentos e recheio do bar que explora desde 2006.
«Aqui trabalhávamos quatro pessoas e nos outros seis bares, além dos proprietários, também todos tinham funcionários», afirma o comerciante que estima que se tenham perdido «seguramente mais de 20 postos de trabalhos directos e cerca de mais uma dezena indirectos».
Maria da Luz Barros, proprietária do bar «Rainha da Filhós», é outra das comerciantes com perda total no estabelecimento que explora há 19 anos, nove dos quais nas instalações de madeira que agora arderam.
«Temos seguro, mas por agora ficámos sem nada e não sabemos como será o futuro, mas o verão está acabado», lamenta.
Os bombeiros receberam o alerta para o incêndio às 5:10, através de um pescador que terá dado a indicação de que estariam dois bares a arder.
Trinta bombeiros das corporações das Caldas da Rainha, São Martinho do Porto e Óbidos, apoiados por dez viaturas, estiveram no local onde as chamas se propagaram aos sete bares existentes no local.
«No início julgámos que eram apenas cinco, porque são todos encostados uns aos outros e com as chamas não se conseguia diferenciar e só no final conseguimos contabilizar sete estabelecimentos», disse à Lusa José António Silva, comandante dos Bombeiros das Caldas da Rainha.
Os bares são propriedade da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo e foram construídos em madeira, sob um estrado sintético que ardeu também parcialmente.
A intervenção dos bombeiros impediu que as chamas chegassem a sete quiosques de venda de produtos de praia, localizados próximos dos bares.
«É um revés com consequências incalculáveis para a Foz do Arelho onde o verão já estava a ser muito fraco e agora ainda vai ser pior», sublinhou o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho.
No local estão ainda duas viaturas e bombeiros da corporação das Caldas da Rainha que aguardam a chegada da Polícia Judiciária que investigará as causas.
«TVI»

PSP sem dinheiro para lavar carros nem ver televisão

A austeridade está a obrigar a lavar os carros da PSP com água da chuva e a ligar as televisões nas esquadras só à hora dos telejornais.
As restrições constam de um despacho da Direcção Nacional da PSP emitido a 30 de Setembro de 2010.
Além do "aproveitamento das águas fluviais, designadamente para lavagem de viaturas e rega" e das televisões ligadas só na hora dos telejornais, são ainda sugeridas outras medidas de redução de custos, como a colocação de "dispositivos em instalações sanitárias de forma a reduzir o caudal das descargas [dos autoclismos]" e a "substituição da comunicação interna via fax por correio electrónico".
Segundo o Público, no início desta semana, na 3ª Divisão do Porto terá sido dada a indicação para que os carro-patrulha não circulem mais do que 20 a 25 quilómetros em cada acção, existindo ainda ordens para que, no período de trabalho de seis horas, os ocupantes dos carros parem os mesmos e façam parte do trabalho a pé.

O NEGÓCIO DO ANO: O BPN custou-nos quase três mil milhões de euros e foi vendido por 40 milhões

Luís Mira Amaral, CEO do BIC Portugal, considera que o montante de 40 milhões oferecido pela compra do BPN é "adequado".
"O valor [40 milhões de euros] que propusemos é inteiramente adequado à situação do banco. Nós fizemos as contas de acordo com as metodologias do sector bancário", afirmou Mira Amaral, em entrevista à SIC Notícias, lembrando que a alternativa era a liquidação do banco(E).
Claro que para Mira Amaral o negócio foi rentável, especialmente para a entidade que representa e mais rentável quando o Governo Socialista disponibilizou quase 3 mil milhões de Euros para o BPN para depois ser comprado por 40 milhões de euros.
Chama-se a isto um “negócio da China” feito com o dinheiro dos portugueses e cujo diferencial negativo em nada beneficia o PSD e muito menos Passos Coelho que demonstra assim não saber fazer negócios porquanto é inadmissível vender um banco por 40 milhões de euros quando no mesmo se meteu quase trem mil milhões de euros.
Compreende-se esta coincidência no negócio: Mira Amaral foi um “delfim” de Cavaco Silva e seu ministro (Ministro da Industria) como é um destacado militante do PSD.
Com negócios deste género Portugal tem tendência a sair brevemente da crise em que se encontra.

Sobretaxa de IRS penaliza mais os funcionários públicos

Presidente do STE alerta que a nova sobretaxa vai penalizar mais os funcionários públicos do que os trabalhadores do sector privado.

Em declarações do Correio da Manhã (CM), o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, alerta que o Governo não tem em conta os descontos para a ADSE e, por isso, acaba por penalizar mais os trabalhadores da Administração Pública quando à sobretaxa de IRC que vai incidir sobre o subsidio de Natal.

"O Governo tem em conta o desconto para a Caixa Geral de Aposentações e para a Segurança Social, assim como as deduções de IRS, mas em relação à administração pública esqueceu-se do desconto obrigatório que a generalidade tem com a ADSE", denunciou.

E acrescentou: "Estamos a alertar o Governo para esta falha na esperança de ir a tempo de fazer a devida correcção".

Segundo as contas do CM, um funcionário público com um subsídio de Natal de 550 euros leva para casa 479 euros após a aplicação do imposto extraordinário, ou passo que um funcionário do sector privado fica com 487 euros.

O homem que quebrou o Banco de Inglaterra reforma-se


George Soros abandona gestão de ‘hedge funds’ para evitar regras mais apertadas do regulador dos EUA.
George Soros, 80 anos, vai retirar-se da gestão de fundos, quatro décadas depois de se ter iniciado no mundo dos investimentos, segundo a Bloomberg. Numa carta aos investidores do seu ‘hedge fund', o Quantum Fund, é referido que no final do ano será devolvido o valor das aplicações dos seus clientes. O motivo para o fim da carreira oficial do investidor, que levou o Banco de Inglaterra a um ataque de nervos em 1992, são as novas regras do regulador financeiro norte-americano, a SEC, que pretende mais informações dos gestores de ‘hedge funds'.
Como a grande parte dos 25,5 mil milhões de dólares geridos por Soros fazem parte da sua riqueza pessoal e de património dos seus familiares, o milionário decidiu deixar de gerir dinheiro de investidores para escapar ao crivo do regulador. Mas o especulador, que lucrou mil milhões de dólares às custas do Banco de Inglaterra, continuará no mercado, a gerir os investimentos da sua família. O regulador norte-americano irá exigir, a partir do próximo ano, que as gestoras de ‘hedge funds' divulguem informação sobre os seus funcionários, activos e os conflitos de interesses dessas entidades.
Apesar de ter conseguido a fama no mundo financeiro com o ataque que lançou à libra, a reputação de Soros foi alcançada graças aos retornos consistentes do seu fundo. Segundo a Bloomberg, o Quantum Fund teve retornos na ordem dos 20% ao ano nas últimas quatro décadas. Além disso, a gestão de Soros conseguiu passar incólume à tempestade financeira de 2008, com o fundo a render 8% enquando quase todas as classes de activos ficaram soterradas com a crise do ‘subprime' e com a derrocada do Lehman Brothers.
Apesar do sucesso no mundo financeiro, Soros tentou nos últimos anos livrar-se da etiqueta do especulador. Além do episódio com a libra, onde Soros utilizou o poder de fogo do seu fundo para ganhar com a queda da divisa e obrigou a Inglaterra a abandonar o sistema de câmbios europeu, há quem o acuse de ter ajudado a provocar a crise asiática de 1997. O procedimento foi o mesmo. Ataque forte à moeda tailandesa, que acabaria por desvalorizar e pressionar as divisas asiáticas. O enfraquecimento das moedas levou a uma subida do endividamento externo dos países da região, o que obrigaria à intervenção do FMI e a uma crise económica na região que acabou por se sentir um pouco por todo o mundo. A estratégia ter-lhe-á rendido 750 milhões de dólares.
Mas ao investidor agressivo, sucedeu um Soros mais ligado a causa filantrópicas. No seguimento da crise asiática, o mercado russo também viveu uma crise severa. A descida dos preços das matérias-primas, fonte da riqueza de Moscovo, colocou problemas à economia do país e levou a uma desvalorização da moeda. Apesar disso, e apesar de ter previsto essa crise, Soros investiu em força em acções e obrigações russas. Um antigo director-geral da empresas de Soros disse que "ele sentiu que se estivesse investido na Rússia, outros o seguiriam e os fluxos de capitais transformariam a sociedade. Existe um lado filantrópico do George que começou a interferir com a sua faceta especulativa".
Lei Dodd-Frank
Até ao fim de Março de 2012, todos os fundos abertos a investidores têm de se registar na SEC (Securities and Exchange Commission). E então tem de enumerar alguns detalhes como quem são os investidores, os empregados, activos e potenciais conflitos de interesses
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Fundos de pensões nacionais com o pior desempenho

Os fundos de pensões portugueses tiveram o pior desempenho entre todos os países da OCDE no ano passado.
Em 2010, os fundos de pensões nacionais perderam em média 8,1%, um número que coloca Portugal no último lugar entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Mas nem todos os fundos de pensões portugueses registaram um desempenho negativo. E neste particular o fundo público distinguiu-se dos fundos privados. É que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social conseguiu um ganho de 7,14%, acima também da média dos ganhos de 3,98 dos fundos públicos de países da OCDE.
De acordo com a edição de 2011 do relatório anual da OCDE, "Pension Markets in Focus", além do português, também os fundos de pensões gregos, islandeses, espanhóis e checos registaram prejuízos no último ano.
No entanto, os fundos de pensões da maioria dos países da OCDE registaram um retorno líquido de 2,7%, recuperando cerca de 80% do dinheiro que tinham perdido desde 2008, revela um relatório hoje divulgado.
Em termos de retornos líquidos, estes cresceram a uma média de 2,7% em termos reais na maioria dos países da OCDE.A Nova Zelândia (10,3%), o Chile (10%), a Finlândia (8,9%), o Canadá (8,5%) e a Polónia (7,7%) foram os países que tiveram melhor desempenho.
Até Dezembro, o fundo de pensões nos países da OCDE passou de 3 biliões de dólares (2,08 biliões de euros) para 3,4 biliões de dólares (2,36 biliões de euros), a primeira recuperação desde 2008, segundo a OCDE.
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Ministro da Saúde será 'indiferente ao ruído'

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou que não se move por uma «execução cega pelos números» no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que «é para preservar», mas advertiu que será «indiferente ao ruído» sobre as reformas.
«Em mãos temos o desafio de estancar e sarar uma dívida actual [no Serviço Nacional de Saúde] de cerca de três mil milhões de euros e um défice orçamental de 2010 que se aproxima dos 450 milhões», afirmou Paulo Macedo em Viana do Castelo, durante uma visita oficial como ministro da Saúde.
Acrescentou a necessidade de «termos contas sustentáveis na Saúde para garantir o futuro do SNS», que afirmou ser o «principal compromisso que o Governo assume com os portugueses».
«É esta a nossa visão, aquela que vamos seguir, atentos ao percurso mas indiferentes ao ruído que apenas pretenda perturbar sem contribuir de forma construtiva para as mudanças que inexoravelmente vamos implementar», afirmou Paulo Macedo.
«Temos toda a legitimidade necessária para governar. É isso que nos é exigido. E vamos fazê-lo», disse ainda.
Anunciou que dentro de três meses será conhecida «a dieta» a aplicar ao Ministério da Saúde ao nível dos cargos dirigentes.
«Emagrecer as estruturas, em termos de dirigentes e também nos próprios serviços. Nos próximos três meses esperámos ter conclusões claras», afirmou.
«Lusa»