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segunda-feira, 5 de abril de 2010

13 Atletas do C.D. "Os Águias" de Alpiarça, participaram no passado dia 1 de Abril na 1ª Fase da Detecção de Talentos.

Essa 1ª Fase realizou-se em Rio Maior, palco habitual para estágios da Selecção Nacional de Triatlo, tendo participado sessenta e nove jovens de vários Clubes.
Cinquenta e dois rapazes e dezassete raparigas participaram, quinta-feira, 1 de Abril, nos testes de natação (400 metros) e de corrida (3000 metros). João Serrano (SR Camarnal/Seguros Contacto/Hilzy) destacou-se, ao obter o melhor parcial da natação (04m26s) e o melhor tempo acumulado (13m45s), com 09m19s na corrida.
O mais rápido a completar as sete voltas e meia de corrida foi Gil Maia, jovem atleta do Clube Fluvial Vilacondense, com o tempo de 09m03s. José Veiga (Clube Olímpico de Oeiras) gastou mais quatro segundos, enquanto Miguel Fernandes, também do Olímpico, terminou com 09m11s.
Na natação, atrás de João Serrano ficou Pedro Mendes (C.D. "Os Águias" de Alpiarça) com 04m33s, menos um segundo que João Amorim (Alhandra Sporting Club). Ricardo Teixeira (Sporting Clube de Portugal) e Filipe Azevedo (C.D. "Os Águias" de Alpiarça), também ficaram separados por um segundo, 04m36s e 04m37s, respectivamente.
No sector feminino, 16m15s foi o melhor tempo acumulado e pertenceu a Melanie Santos (Alhandra Sporting Club), que cumpriu a natação em 05m04s (segundo melhor parcial) e a corrida em 11m11s (o melhor parcial). Na natação, a mais rápida foi Helena Carvalho com 04m50s. Ana Beatriz Lopes (CAPGE) alcançou o terceiro melhor tempo, com mais um segundo que Melanie Santos.
Na corrida, Ana Catarina Machado (Alhandra Sporting Club) obteve o segundo melhor registo (11m15s) e Luísa Condeço (C.D. "Os Águias" de Alpiarça) o terceiro (11m20s).

Resultados dos atletas do C.D. Águias de Alpiarça na Detecção Talentos de 26DEC2009 e 01ABR2010

Femininos

Nome26DEC2009Clas.01ABR2010Clas.
Luísa Condenço16m33s316m38s4
Erica Cardigo17m24s1017m19s9
Vitória Oliveira17m48s1417m51s13
Maria Vidigueira19m34s2418m54s15
Stephanie Rodrigues19m12s23--

Masculinos
Nome26DEC2009Clas.01ABR2010Clas.
Pedro Mendes13m43s213m51s3
Filipe R Azevedo14m35s1114m16s7
Pedro Afonso Gaspar14m16s1014m26s9
Guilherme Marques--14m46s15
Ricardo Calado15m27s2114m54s18
Ricardo Jorge15m18s2015m04s20
Afonso Claudino16m34s3115m43s25
Pedro Amaral15m37s2416m28s34

A Fase 1 da Detecção de Talentos iniciou-se a 21 de Dezembro de 2009, com a presença de 71 promissores talentos.

TESTES – FASE 1
Na primeira fase de avaliação, os testes contemplam dois segmentos: a natação e a corrida.
Na natação, os jovens atletas cumprem 400 metros em piscina de 50 metros, no estilo crol, procurando efectuar o menor tempo possível. A partida é feita com salto do bloco.
Em relação à corrida, três quilómetros é a distância a completar em pista sintética de 400 metros. Os atletas dão 7,5 voltas à pista com o objectivo de alcançar o menor tempo possível.

FASE 2
A Fase 2 decorre até final de Junho, com as competições de observação a serem diferenciadas em função do ano de nascimento devido às distâncias competitivas regulamentares para cada escalão. As provas seleccionadas são simultaneamente as que integram os critérios de Selecção para os Campeonato da Europa de Juniores e Juvenis.

Para os Jovens Nascidos em 1995 e 1996:
• Campeonato Nacional de Triatlo Juvenis - Abrantes, 02 Maio 2010
• Campeonato Nacional de Triatlo Juvenis - Sines, 16 Maio 2010
• Campeonato Nacional de Triatlo Juvenis - Aveiro, 30 Maio 2010

Para os Jovens Nascidos entre 1991 e 1994:
• Taça de Portugal de Triatlo - Alpiarça-Santarém, 21 Março 2010
• Taça de Portugal de Triatlo - Quarteira, 10 Abril 2010
• Taça de Portugal de Triatlo - Coimbra, 09 Maio 2010
• Campeonato Nacional de Grupos de Idade/Campeonato Nacional Juniores - Peniche, 06 Junho 2010

Brevemente será lançado o dossier de candidatura aos Centros de Alto Rendimento do Jamor e Montemor-o-Velho para o ano lectivo 2010/2011.

A acção dirige-se a jovens tanto do sexo feminino como masculino, nascidos entre 1991 e 1996, motivados e com aptidão para o treino de Alto Rendimento de Natação, Ciclismo e Corrida.
É fundamental que os atletas se sintam motivados para o treino desportivo, para as actividades competitivas e para a possível integração num Centro de Alto Rendimento.
A vontade de fazer parte de novos projectos e desafios é outro dos requisitos, assim como pertencer à faixa etária estipulada para este projecto.

PROJECTO COM 3 FASES
A iniciativa “Temos Talentos 2010” é composta por três fases. Vamos conhecer cada uma:
Fase1:
-26 de Dezembro de 2009 e 01 de Abril de 2010
-Testes de Natação e Corrida
-Complexo Municipal de Rio Maior
Fase 2:
-Abril a Julho 2010
-Observação Competitiva – as provas escolhidas serão posteriormente divulgadas
Fase 3:
-Integração no Projecto Olímpico 2016-2020

OBJECTIVOS
Com a Detenção de Talentos, a Federação de Triatlo de Portugal pretende descobrir os novos valores do triatlo/duatlo nacional, tendo em vista a integração no Projecto Olímpico 2016-2020.
O reforço das selecções nacionais de juvenis e de juniores é outras das finalidades, sendo possível a participação nos Campeonatos da Europa de Triatlo do escalão juvenil a partir de 2010, se os critérios de selecção traçados pela Direcção Técnica Nacional forem atingidos.
Aos jovens serão ainda proporcionadas a integração no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho ou do Jamor e ainda a participação em estágios e competições que façam parte do plano de preparação do Projecto Olímpico 2016-2020.

Informação da Federação Portuguesa de Triatlo.

Sónia Sanfona nos festejos da "Nossa Senhora da Boa Viagem"

Sónia Sanfona, na qualidade de governadora civil de Santarém vai estar hoje presente na chegada das embarcações das localidades ribeirinhas da Constância, onde vai estar também o Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summaville.

Vem do século XVIII a devoção da vila de Constância à Nossa Senhora da Boa Viagem, época em que foi construído, na actual Igreja Matriz, o altar onde se colocou a imagem que continua a sair na procissão para abençoar os barcos e os homens em cada Páscoa. Durante estas festas, as ruas de Constância enfeitam-se de flores, num esforço conjunto dos moradores que iniciam estes trabalhos muitos meses antes das celebrações, produzindo um espectáculo de cores e formas que se renova todos os anos.

J.A.

José Mário Ribeiro, do Águias de Alpiarça vence Triatlo X-Terra no seu escalão e apura-se para o Mundial no Hawaii.

A Figueira da Foz recebeu no dia 3 de Abril, a terceira etapa do circuito mundial X-Terra, Triatlo em BTT, nas distâncias de 1500m de natação, 35km de BTT e 10km de corrida.
Debaixo de chuva e com baixas temperaturas, a prova de Btt foi efectuada em percurso muito sinuoso e técnico, terminando a prova com a corrida no areal da Praia da Figueira.
Numa prova marcada pela presença maioritária de atletas estrangeiros muitos dos quais profissionais na modalidade, José Mário Ribeiro, único representante do Águias de Alpiarça nesta exigente competição venceu no seu escalão, ganhando assim lugar para o Mundial X-Terra que se realiza em Novembro no Hawaii, Ilha Maui.
Apesar de não ter ainda recuperado totalmente de um problema contraído num joelho, o atleta do Águias de Alpiarça José Mário fez mesmo assim uma excelente prova com uma recuperação fabulosa, registando o 22º melhor tempo no Btt e o 19º na corrida, depois ter saído da natação em 89º lugar. Graças a esta recuperação o atleta do Águias que foi o 5º português, acabaria no 26º lugar da geral entre os 148 participantes.
O vencedor da competição foi o francês Franky Batelier, vencedor do Euro Tour 2009, seguido do Benfiquista Bruno Pais e, a fechar o pódio o Vice-Campeão do Mundo Nicolas Lebrun de França.
José Mário Ribeiro além de atleta é o treinador do Olímpico Duarte Marques com quem se transferiu esta ano do SR Camarnal, para o CD Águias de Alpiarça.
«CDA/JA»

A falta policiamento durante a noite cria insegurança e começa a atormentar alguns alpiarcenses

Por causa da falta de policiamento nocturno ultimamente tem-se vindo a verificar algumas situações que começam a atormentar a população.

Recentemente apareceram alguns contentores voltados ao contrário por causa de falta de civismo e na semana passada algumas caixas de “Multibanco” foram impedidas de funcionar porque «alguém tentou mexer nas mesmas» desconhecendo-se os fins, conforme nos foi garantido por um leitor deste jornal que viu de «madrugada um grupo de jovens a entrar no recinto da caixa aos murros à máquina para fazerem o mesmo noutras».

Durante o pequeno espaço de tempo que a «testemunha” «assistiu a esta cena» não se apercebeu da «presença de agentes de autoridade». Com «paciência» de investigador andou com a sua viatura por várias «ruas de Alpiarça e nunca viu qualquer força policial e muito menos a viatura da “guarda”».

Ao acontecido há a acrescentar os furtos no interior dos automóveis conforme já foi noticiado neste jornal.

J.A.

Comissão Concelhia do PSD de Alpiarça

Passo Coelho venceu em vinte Concelhos do Distrito de Santarém. O que aconteceu à Comissão Concelhia de Alpiarça do PSD que ainda não foi capaz de tornar público os resultados das eleições dos candidatos à presidência do PSD.

Não levaria a efeito as eleições?

Estará esta comissão fechada para balanço ou só voltará a abrir para as próximas eleições autárquicas?

É que segundo consta, parece que os poucos militantes que haviam, retiraram-se todos para não continuarem a ser humilhados após a estrondosa derrota que sofreram em Alpiarça.

domingo, 4 de abril de 2010

A Câmara tem suficiente autoridade mas nem sempre a usa

Acabei de ler o comentário do anónimo que diz:” Se for propriedade privada não podem querer que este ou aquele vereador (ou qualquer elemento responsável da câmara) lá vá obrigar o homem a acabar com aquilo, que como é óbvio ele não o vai fazer…) e confesso que, se o tivesse lido há um ano atrás possivelmente estaria de acordo com ele.

Hoje, da forma como as coisas já foram debatidas e esclarecidas não me parece que sejam liminarmente assim.

A história da "propriedade privada" é muitas vezes referenciada e destacada para encobrir a falta de coragem que se tem para meter mãos à obra e cumprir com as respectivas obrigações em questões de direito consignado na Lei e em que o agente tem poderes para agir em conformidade. A Lei também confere poderes a um normal cidadão para deter outro cidadão apanhado em flagrante delito até ser entregue às autoridades competentes. Portanto, não venham alguns agentes administrativos dizer que só o Tribunal tem competência para agir em acções que foram previamente delegadas nos agentes administrativos.

É evidente que estas coisas dão sempre chatices e não tomando qualquer acção é no fundo muito mais cómodo e seguro para quem tem a responsabilidade de tomar decisões administrativas ou outras.

Hoje, é certo e sabido que a Câmara Municipal tem suficiente autoridade para despoletar os processos que têm a ver com lixeiras ou depósitos de sucatas, obras ilegais etc., mesmo estando localizadas em terrenos particulares, com maior força quando estas lixeiras, sucatas ou obras ilegais prejudiquem de alguma forma, outros munícipes, como no caso em concreto.

Quando a Câmara entende que não se deve meter em certos assuntos, por qualquer motivo, tem sempre a faculdade de chamar outras entidades competentes para o fazer, solicitando se assim o entender, o devido aconselhamento ao seu departamento jurídico.

O que não deve é cruzar os braços, quando conhece os problemas, como forma de ser boazinha por não tomar qualquer iniciativa ou decisão, à espera de agradar a Gregos e Troianos ao mesmo tempo.

Isso é que não poderá fazer nunca.

Nos Tribunais podemos encontrar uma frase latina, que vem do direito romano antigo, dizendo:

"Dura Lex Sed Lex" (A Lei é dura, mas é Lei).

Assim fosse para todos, no mesmo pé de igualdade – digo eu.

Por: Português PT

O país é mais ou menos como este mundo

A páscoa dos portugueses continua a ser dias de consumo desmedido, com dinheiro que não têm para gastar, não produzindo para os poder pagar e esperando que se vão pagando. Mais ou menos como as opções do governo.

Mas a pascoa dos portugueses vai ficando mais pobre a cada ano que passa. A crise vai desculpando umas coisas, mas começa a não ser motivo para umas tantas outras coisas. O tempo tem vindo a dar razão ao PSD. Mas isso também não interessa nada, porque afinal, se tínhamos assim tanta razão, os portugueses não conseguiram ver isso. Lamentavelmente verão de outras formas.


Falando de cinema, estreou há tempos o filme “Alice no país das maravilhas”. Um mundo encantado onde a Alice vai conhecendo uns personagens fantásticos, que esticam e encolhem, que se perdem no tempo, etc..


O país é mais ou menos como este mundo. Umas vezes estica, outras encolhe, não se sabendo muito bem até onde vai a realidade. Sabemos sim, que as maravilhas não são muitas. Cada vez menos. E cada vez mais as alices desta vida vão acordando das realidades em que se julgavam… Mas como diria João Pinto, crítico do primeiro Porto campeão europeu, prognósticos deste país? só no fim do filme!


Nesta Páscoa: Alfa e Ómega, ou Deus como o principio e o fim de tudo. O sacrifício de 1 pelo todo. A vida que retorna e se renova em cada etapa. Uma Santa e Feliz Páscoa para todos, com a vontade genuína e igual à de muitos portugueses que ainda acreditam que a realidade supera qualquer ficção. E a realidade constrói-se dia a dia e com o esforço de todos. Mas de forma concreta e real, com poucas alices e ainda menos maravilhas.


Por: Carina João

sábado, 3 de abril de 2010

Nada como uma caminhada pelos “Trilhos dos Patudos”

A iniciativa denominada “Caminha pelo Campo” realizada recentemente contou com a participação de quase meia centena de participantes para um percurso fácil de sete quilómetros que teve início junto à Albufeira dos Patudos. Passaram os “caminhantes ainda pela Reserva, seguindo depois pelo Paul da Gouxa e Alto Castelo.

De tal forma que o Pelouro da Cultura e Desporto da Câmara pensa realizar um “Passeio Pedestre” pelos “Trilhos dos Patudos” que Rosa do Céu mandou fazer mas que dado o seu mau estado nunca mais foram usados.

Com este passeio e depois da experiência adquirida com o “Limpar Portugal” onde alguns caminhantes participaram e adquiriram alguma experiencia nestas coisas de conservar o património local, quem sabe se os mesmos com o alto patrocínio da autarquia não vão limpar os trilhos dos Patudos de forma a que a Câmara ainda consiga apresentar alguma candidatura ao PRODER de forma que o percurso seja reconstruído

A Câmara Municipal como autoridade administrativa não sabe nada sobre as "lixeiras" que continuam a causar incêndios?

Então a Câmara Municipal, como autoridade administrativa, alertada como está para os factos pelos próprios moradores que pagam os seus impostos, não pode tomar a iniciativa de contactar essas entidades com competência para resolver o assunto?
Têm de ser os cidadãos que muitas vezes não sabem aonde se dirigir?
Então a Câmara Municipal é só para receber o dinheiro dos impostos destes cidadãos?
E quem pagará as intervenções dos nossos bombeiros municipais naquela espelunca?
Pelo menos, quatro ou cinco incêndios já lá deflagraram!
Alguns deles (os mais recentes) foram tornados públicos pelo Jornal Alpiarcense.
E o curioso é que outros jornais sabendo do sucedido e da perigosidade para toda a vizinhança, ninguém ousou escrever uma palavra sequer a relatar os factos. Mesmo com fotografias do fumo negro que subia pelos céus e o pânico dos moradores limítrofes!
É caso para dizer:" Aqui há gato!"
Então o problema com outras lixeiras em terreno particular foi resolvido e este não pode ser?
E o outro depósito de sucata junto à cabine telefónica da PT e Escola C+S José Relvas do mesmo Sucateiro-Mor também não tem importância nenhuma?
Haja bom senso e coragem para resolver os problemas onde eles existem e não se brinque só ao “apanha-apanha” para dar lições de civismo a quem, se não for por outra forma, nunca saberá o que isso é.
Por: M.Ramos
Saiba mais em: Não há pachorra que aguente

O que Álvaro Cunhal tem a ver com Alexandre Herculano

Artigo de Opinião
Assinalaram-se, no dia 27 de Março, os 200 anos do nascimento de Alexandre Herculano. O homem sepultado na Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos, ao lado de Camões e Pessoa, foi o fundador da historiografia moderna em Portugal, isto é, dedicou toda uma vida de trabalho intenso a introduzir no nosso país a análise e relato dos factos passados sob um ponto de vista científico.


É extraordinário que, em apenas cinco anos, tenha redigido os quatro volumes da sua História de Portugal. Igualmente revelador da grandeza de Alexandre Herculano é o facto de os seus trabalhos terem mantido o estatuto de referências incontornáveis na formação dos historiadores até aos anos 80 do século XX.


Mas Alexandre Herculano não foi apenas o pesquisador dos acontecimentos históricos. A história como a poesia, os romances, a defesa de uma corrente estética ou os ensaios sobre as mais diversas questões, presentes ou passadas, mas sempre atravessados por uma sólida autoridade ética, eram também formas de intervenção política e social.

No tempo que viveu, Alexandre Herculano foi amplamente reconhecido como uma das figuras mais marcantes da sua época. Alguns anos depois da sua morte, quando o republicanismo havia já triunfado, o centenário do seu nascimento foi festejado com admiração pela obra que deixou e com respeito pelo seu combate ao lado dos sectores liberais.

Há 59 anos, numa carta dirigida à família em que aborda o livro Herculano e o Liberalismo em Portugal, de António José Saraiva, Álvaro Cunhal argumentava (1), manifestando apenas «impressões de leitor bastante ignorante na matéria versada», que «a história de Portugal do século XIX está por estudar e por escrever», que nenhum historiador havia até então respondido «aos muitos e muitos “porquês?”». Isto é, ainda nenhum havia sido capaz de «estudar todo esse atordoador emaranhado de conflitos que é o século XIX; determinar as linhas fundamentais da evolução nesse período; definir em que sentido e como se operam as transformações da sociedade portuguesa; arrumar e classificar os homens não apenas segundo as suas palavras e intenções declaradas, mas segundo os reais resultados da sua actuação (incluindo naturalmente a ideológica) e os interesses por esta servidos».

«É um traço característico do movimento da burguesia na primeira metade do século desdenhar da realização histórica que ela própria estava fazendo».

Como era trabalho que, acrescenta Álvaro Cunhal, estava por fazer, tornava-se, então, «completamente impossível formar uma ideia da história do pensamento português no século XIX e ajuizar das ideias dos homens (não em relação com os dias de hoje, mas em relação com o próprio século XIX) sem conhecer e compreender com clareza a realidade social em que germinaram».

A falta de conhecimento sobre Alexandre Herculano e o período histórico que abarca todo o século XIX em Portugal parece ser hoje dominante. Mesmo que nas décadas seguintes à carta escrita por Álvaro Cunhal no cárcere, alguns passos tenham sido dados para matar «aquilo que a ansiedade de saber exige»; mesmo que o estudo da história portuguesa tenha já passado «a primeira infância», como frisava então o secretário-geral do PCP, fica a impressão de que muito do que dela importa em relação à vida e obra de Herculano, bem como ao contexto social e político mais profundo em que se insere, fica por divulgar.

As evocações oficiais de Alexandre Herculano no ano do bicentenário do seu nascimento têm sido muito mais que apagadas. Com evidentes insuficiências, este suplemento é, sobretudo, um esforço para contrariar o rolo compressor da ideologia dominante, ingrata para com a história e algumas das suas destacadas personalidades, quando não a histórica e empenhada em reescrever o passado ao sabor dos seus interesses vorazes, como bem sabem e conhecem os comunistas.

Por: Hugo Janeiro/Rosa Margarida Antunes

O “Águias” que ofereça uma equipa de futebol à população

Já que se fala de desporto, porque não "oferece" o “Águias” uma equipa de futebol a população.

Se a malta joga de borla em Vale de Cavalos e na Parreira, de certeza que não se importarão de jogar futebol de borla nos “Águias”.

Só era necessário saber falar com as pessoas certas e ter directores competentes para se interessarem por isso.

Gosto muito da equipa de triatlo, e acho bem todo o apoio que a câmara da num projecto com futuro, mas acho que o futebol sempre fez parte desta terra e está-se a perder aos poucos e a caminho do esquecimento...

De um leitor

Defender e regionalização para reforçar a coesão do distrito, é uma ambição de Sónia Sanfona

Sónia Sanfona defende a organização do território em regiões porque pode ser uma mais valia para o desenvolvimento sustentado.

Considera ainda Sónia que uma das grandes vantagens da «regionalização é obrigar-nos a todos a trabalharmos em conjunto para criarmos sinergias, com objectivos comuns».

Acrescenta ainda na entrevista que deu o mês passado a um semanário da região que existe alguma dificuldade para que se realize a curto prazo, porquanto o «país está muito concentrado em fazer face às dificuldades que estamos a atravessar e que não são exclusivamente nossas».

J.A.

Não há pachorra que aguente

Concordo com o leitor atento. Esta pouca vergonha (Última Hora- Incêndio no depósito do "Sucateiro-Mor") é conhecida por todos mas, poucos parecem ter consciência do real perigo que isto representa. Por outro lado, os moradores daquela zona estão fartos de se queixar a quem de direito. De alertar para o perigo que estão expostos. Mas ninguém lhes liga importância.

Como eles dizem, só quando acontecer uma tragédia irreparável é que lá vão chorar sobre o leite derramado.

Não há pachorra que aguente a irresponsabilidade de quem tem o dever de cuidar e resolver estes actos que atentam contra os bens e vida dos cidadãos.

É vedado a qualquer cidadão, mesmo na sua propriedade, provocar actos que possam ferir ou lesar sob todas as formas os direitos dos demais vizinhos.

E há pessoas a receber dinheiro do erário público, resultante portanto dos nossos impostos, para cuidar destas situações colaborando com a Lei. Mas, como estas coisas dão sempre alguma chatice para o interveniente, o melhor mesmo é virar a cara e fingir que não se viu.

Por isso é que de quando em vez temos de inventar um dia para limpar outro dia para reivindicar e mais não sei quantos para isto e para aquilo.

Haja vergonha!

Leitor do JA

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Vergonhoso os elementos do PS Alpiarça absterem-se numa votação de valorização de homens e mulheres

De facto considero vergonhoso os elementos do PS Alpiarça absterem-se numa votação de valorização de homens e mulheres desta terra por terem dado o corpo ao manifesto na luta contra a ditadura, terem a coragem de resistir.
Ainda se fosse uma história não conhecida.
Não se está a valorizar só comunistas, quem lutava era o povo e luta, mas quem era as pessoas que iam presas por liderar a luta?
Não quer dizer que fossem só comunistas mas a esmagadora maioria o era.
Porquê o PS não propôs outros, ninguém o impede e era melhor!
Vivemos em liberdade diz o PS, eu penso que podemos falar e pouco mais, comer pouco, empregos pouco, saúde pouca, e tudo pouco e para o grande capital tudo muito e muito lucro, muitos milhões de euros, para o povo pouco.
Não sejam hipócritas
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Por: Rosa Margarida Antunes (Colaboradora do JA)

Última Hora- Incêndio no depósito do "Sucateiro-Mor"

Deflagrou mais um incêndio no depósito do "Sucateiro-Mor" junto à Mepral, eram cerca das 20:00 de hoje.
Desta vez, houve intervenção apenas dos Bombeiros Municipais de Alpiarça.
Há pouco tempo ainda se viam os vizinhos na rua em grande agitação, perguntando onde estão afinal os responsáveis da Câmara Municipal que tanto se preocupam com as lixeiras e outras entidades como Ministério do Ambiente que permitem esta pouca vergonha junto a suas casas onde têm todos os seus haveres e o trabalho de toda uma vida.
Este será o quarto ou quinto incêndio que temos aqui à nossa porta com a intervenção de várias corporações de bombeiros das redondezas e ninguém faz nada - comentam.
"Afinal o dia de "Vamos Limpar Alpiarça" não chegou aqui..."
"Quando houver uma tragédia das grandes e que dê nas vistas, é que alguém se lembrará de nós".
Mais desenvolvimentos nas próximas horas.
O olheiro

Morar juntinho a Alpiarça, é um orgulho e uma coerência pessoal

Como fundadora da Academia de Estudos Laicos e Republicanos, ser de Vale de Cavalos, ali juntinho a Alpiarça, é um orgulho e uma coerência pessoal.

José Relvas é o vulto que associamos ao Partido Republicano. Em termos políticos, foi no Congresso de 1909, em Setúbal, que se distinguiu. Entre as duas opiniões sobre como acabar com a monarquia, uma que defendia a via eleitoral e pacifica, de Afonso Costa e Bernardino Machado, e outra que achava que a monarquia só poderia cair pela via revolucionária armada, de José Relvas e Eusébio Leão. Curioso porque Relvas era um homem cordato, um “gentleman”, que “alinhou na ala mais radical da política durante o período da propaganda republicana”. A última tese venceu e Relvas e os seus apoiantes tomaram em mãos o Directório do Partido Republicano. Como tarefa prioritária, impunham-se a organização da revolução. A José Relvas foi confiada a tarefa de, com Magalhães Lima, viajar para França e Inglaterra, a fim de elucidar a classe política para os ideais do Partido Republicano e solicitar o seu apoio às mudanças que pretendiam operar em Portugal. Em Alpiarça, JR arregimentou amigos leais, como Ricardo Durão e Manuel Duarte, e preparou-os para a batalha final. Foram estes três magnifícos de Alpiarça, com outros elementos do Directório do Partido Republicano, que fizeram a vigília na noite de 4 para 5 de Outubro, nos “Banhos de Sº Paulo” e depois no Hotel Europa, por cima dos Grandes Armazéns do Chiado, organizando politicamente a insurreição que poria um ponto final à monarquia. Foi também este grupo de alpiarcenses, passados 3 anos, que lutou pela elevação da vila de Alpiarça a concelho. A revolução vingara. No País e em Alpiarça. Preparava-se a independência da freguesia de Alpiarça do concelho de Almeirim. Com a passagem do Dr. Guilherme Nunes Godinho de Presidente da Câmara para Administrador do Concelho de Almeirim, o Dr. Ricardo Durão ocupa a presidência da mesma, continuando Manuel Duarte a ocupar o seu posto de vereador, enquanto que nos corredores da Assembleia da República se começa a preparar a formação do novo concelho. Em 1913 os vereadores eleitos por Alpiarça, José Maria Leal e Joaquim Lima Coito Calado, já não ocupam os cargos para que foram eleitos, significando com as suas ausencias permanentes, que o cordão umbelical estava para ser cortado muito em breve. Em 2 de Abril de 1914, assinou-se o decreto que elevava a freguesia de Alpiarça a concelho. A influência de José Relvas foi notória e os alpiarcenses devem-lhe muito, destacando-se por se ter insurgido com a relutância dos deputados em fazê-lo, argumentando que estava em estudo um novo Código Administrativo e que, já que as duas terras não viviam em harmonia, não se devia criar um novo concelho. Quando sente que a criação do concelho estava em perigo, José Relvas ergue-se e faz um discurso vibrante, contrapondo com a capacidade financeira de Alpiarça, que lhe bastava para ser elevada a concelho. Relvas foi, inquestionavelmente, uma das pessoas mais influentes na vida política da 1ª República, abraçando o ideal republicao com uma entrega notável e desinteressada, por convicção. (Extractos do Livro “Gente de Outro Ver” de José João Pais) Um alpiarcense do coração. Convicção e coração, propriedades da gente daquelas bandas! Alma e sangue daquelas terras! Comos todos os meus!

Por: por Ventur'Ana (aperscrutadora.blogspot.com)

ALPIARÇA ESQUECE-SE DE JOSÉ RELVAS, O SEU MAIOR BENEMÉRITO

Estamos no ano das "Comemorações do Centenário da República”.
Está a fazer cem anos que José Relvas disse “Se voltar a desfalecer, sussurrem-me ao ouvido: Viva a República! Se já não responder, é porque morri”.
Todos os dias encontramos na imprensa noticias sobre José Relvas.
Já se realizaram as mais diversificadas iniciativas referentes ao “Homem da República”. Até no vizinho concelho de Santarém já se podem contar os eventos que a respectiva autarquia levou (e vai levar) a efeito sobre o maior benemérito alpiarcense.

Já se encontra no mercado livreiro os mais diversos livros sobre José Relvas. Ainda a semana passada houve várias palestras sobre a biografia deste ilustre homem e na próxima semana vai ser lançado na “Casa do Brasil” um fotobiografia de José Relvas.


Vários colóquios estão a realizar-se por este país fora e até as mais variadas academias focam os mais variados temas deste grande homem que se chamou José Relvas.


«Coleccionador atento e de sentido apurado, transformou a sua casa dos Patudos num museu cujo espólio deixou por herança ao concelho de Alpiarça».


Até este modesto jornal já publicou vários artigos referentes ao ano das “Comemorações da República” e outros de José Relvas. Não é obrigação deste jornal sobrepor-se a quem quer que seja e muito menos à Câmara que herdou por “testamento” toda a fortuna do benemérito.


O executivo da CDU tem muito pouco para divulgar sobre as “Comemorações do Centenário” que deveriam ter um papel ponderante em Alpiarça.


Continuamos assim a ver outros concelhos a adiantarem-se no tempo e nas iniciativas para continuarmos a aguardar o que irá acontecer em Alpiarça ou estará o executivo camarário à espera apenas do dia 5 de Outubro?


O responsável pelo “Pelouro da Cultura” tem vindo a demonstrar falta de capacidade para levar a efeito iniciativas. Ainda não foi capaz de organizar um programa para se dilatar ao longo do ano ou um programa cíclico dedicado a José Relvas, quando tem tanta matéria – até matéria-prima – para realizar as mais variadas discussões, tais como: «a célebre viagem de José Relvas com Magalhães Lima a Paris para prepararem o governo»; «A situação do país enquanto Ministro das Finanças»; «o coleccionismo particular de José Relvas»; «a faceta de empresário de José Relvas»; «como a sua casa agrícola se tornou num exemplo para a região», etc., etc.


Ao longo dos últimos anos, os vários executivos nunca conseguiram «acertar o passo» porque não foram capazes e, assim vamos continuar.


Com tudo isto, não estamos a dizer que o Pelouro da Cultura não seja capaz de fazer alguma coisa. Apenas estamos a dizer que está inoperante, porque nem sequer ainda foi capaz de editar uma pequena brochura sobre a ligação de José Relvas a Alpiarça e divulgá-lo pelo Pais e estrangeiro para que todos saibam que existe uma grande interligação entre José Relvas e Alpiarça.


É lamentável que sejam outros a fazê-lo.


Não acreditamos que haja razões políticas por causa da actual administração da Fundação.

J.A.

A Criação do Próprio Emprego

ARTIGO DE OPINIÃO

Como sabem numa sociedade em constante modificação, a criação do próprio emprego é sempre uma forma de ultrapassar a grande falta de emprego que actualmente existe. Inspirei-me na leitura de uma entrevista intitulado ‘Ser despedido foi a melhor coisa que me aconteceu’ em que contava a história de pessoas que criaram o seu próprio emprego após o seu despedimento de empresas que faliram para elaborar este artigo.

Desde logo existem grandes vantagens na criação do próprio emprego, o facto de existir um elevado grau de autonomia no desempenho das tarefas (podendo mesmo criar o seu próprio método e tempo de execução do trabalho) por outro lado ultrapassa a grande dificuldade de encontrar o emprego que desejamos na altura certa.

Virão apoios, actualmente tanto o IEFP, ANG e outros organismos públicos continuam a apoiar a criação do próprio emprego, no entanto é fundamental um grande espírito de sacrifício. Muitas das vezes para avançarmos com a nossa ideia inovadora temos que deixar estes apoios de lado e avançar-mos com empréstimos bancários.

Sabiam que o contexto económico é difícil, pois não estamos num ano de crise, mas sim uma crise de anos, pelo que as empresas tiveram de se adaptar a este nova vida, sendo certo que quem conseguir sobreviver a este contexto consegue estar mais forte num novo ciclo económico mais favorável.

Mesmo assim acharam que era o tempo de investir em nichos de mercado mal explorados, sendo este o ambiente de exigência e de crescimento ideal para quem quer desenvolver o seu negócio, sendo uma oportunidade para puder mudar a sua vida.

Não se esqueceram do lema ‘as oportunidades estão no ar, apenas temos que saber apanhar a oportunidade certa’.

Estavam reunidas todas as condições para montar o seu negócio e pronto avançaram sem medos e hoje têm objectivos ainda mais ambiciosos para as suas empresas.

Gostaria de referenciar algumas das características que considero importantes para os novos investidores são: Espírito de Sacrifício, Trabalhador; Dinâmico; Inovador; Conhecedor de Técnicas Especificas; Visionário e por fim uma grande Capacidade de Autocrítica. Não é obrigatório ter todas estas características, mas convém ter algumas.

Acabo com uma ideia muito importante, é que embora exista uma forte necessidade de apoiar os desempregados, o facto é que ainda existem um conjunto de empregos na área da agricultura, indústria e serviços que não são aproveitados por as remunerações serem inferiores ao subsídio de desemprego, o que pode ter levado estas pessoas a investir. Penso que seria de repensar a forma de funcionamento este fundo de desemprego, mas isto é uma questão a abordar noutra altura.

Por: Paulo Mendes da Paz

Os socialistas não vão atrás de manipulações

Os elementos da bancada do PS votam de acordo com as suas consciências e não atrás de manipulações obscuras e politiqueiras como foi a destas homenagens. Há muitos homens e mulheres alpiarcenses que lutaram antes de Abril pela liberdade e que não foram indicados para serem homenageados. Só comunistas. Porquê votar a favor? Votámos de braço no ar e com muita consciência. Não porque alguns não merecessem a homenagem, mas porque muitos outros a mereciam e a CDU, mais uma vez, não fez jogo limpo.

Alpiarça é a Razão e PS estão na Assembleia e na Câmara com o mesmo espírito - fazer o melhor por Alpiarça. Só há desentendimentos na cabeça de quem não sabe trabalhar colaborativamente e esses não interessam, nem ao PS, nem ao Movimento Alpiarça é a Razão.

De um leitor

Tudo depende da posição










Fazê-lo parado fortalece a coluna,

de barriga para baixo estimula a circulação do sangue,

de barriga para cima é mais agradável,

fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta,

em grupo pode ser divertido,

no w.c. é muito digestivo,

no automóvel pode ser perigoso…

Fazê-lo com frequência

desenvolve a imaginação,

a dois, enriquece o conhecimento,

de joelhos, torna-se doloroso…

Enfim, sobre a mesa ou sobre a secretária,

antes de comer ou à sobremesa,

sobre a cama ou numa rede,

despidos ou vestidos,

na relva ou sobre o tapete,

com música ou em silêncio,

entre lençóis ou no roupeiro:

Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento

Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem a posição económica...

Ler é um prazer!!!!

Por: Paulo Espírito Santo

Rancho Folclórico da Casa do Povo está esquecido

Um leitor escreveu-nos elogiando a «organização do programa do 96.º Aniversário do Concelho». Ao mesmo tempo lamenta que as entidades responsáveis pelos eventos que se realizam em Alpiarça deixem de fora outras colectividades como foi agora o caso do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça que não participa nas comemorações.

Pergunta o mesmo leitor em tom de desabafo ou de lamentação a quem tem responsabilidade na execução dos respectivos programas «porque não foi convidado o Rancho Folclórico».

«Onde está o folclore da nossa terra» ou o «mesmo já acabou?» Questiona o mesmo leitor

Na verdade o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpiarça tem sido o embaixador de Alpiarça nos países em que tem participado porque leva o nome de Alpiarça bem longe.

Não estar presente no aniversário do Concelho poderá ter sido um lapso mas que pode ser corrigido a qualquer altura. Basta para o efeito uma maior presença do rancho noutros eventos que se venham a realizar em Alpiarça.

Afinal temos um rancho folclórico em Alpiarça.

E ainda dizem que são todos iguais!

Concelho de Alpiarça

PS vota contra propostas do PCP

PSD e CDS abstêm-se…

O PCP tomou a iniciativa de apresentar um conjunto de propostas para inclusão no Orçamento de Estado para 2010 que a serem aprovadas, permitiriam minorar alguns dos efeitos mais negativos deste Orçamento de Estado no concelho e no distrito.

António Filipe, deputado do PCP, afirmou que “ não bastam lamentos e palavras de circunstância por parte dos responsáveis políticos pelo que desafiamos os outros deputados eleitos pelo distrito de Santarém, para que usem a sua influência e o seu voto, contribuindo dessa forma para que as legítimas aspirações das populações sejam contempladas no Orçamento de Estado e no PIDDAC para 2010.”

Propostas apresentadas pelo PCP:

- Construção do quartel da GNR em Alpiarça;

- Construção de ETAR na Zona Industrial de Alpiarça;

- Limpeza da Vala de Alpiarça;

- Construção e equipamento de lar de idosos, “Cantinho do Idoso”;

- Casa Museu dos Patudos – Recuperação do Museu Etnográfico Municipal com vertente arqueológica – Alpiarça;

- Construção do IC3

Estas propostas foram todas chumbadas na Assembleia da República!

O PS votou contra!

PSD e CDS abstiveram-se!

PS, PSD e CDS não apresentaram uma única proposta relativa ao distrito de Santarém!

Como se vê, não são todos iguais.

Há forças políticas que honram os seus compromissos e que se preocupam com os problemas das populações e há outras para quem os problemas das daqueles que os elegeram não passam de instrumentos de campanha eleitoral.

E eles ainda falam da necessidade de aproximar os eleitos dos eleitores

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FAZ FALTA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL O "ALPIARÇA É A RAZÃO" PARA ENSINAR AO "PS" COMO SE FAZ POLITICA

Também achei alguma piada ver os Socialistas terem de se submeter à exposição pública de levantarem o braço ao não votarem favoravelmente à proposta de homenagem aos anti-fascistas.

E até me pareceu que houve uma certa malandrice do Presidente da Assembleia ao obrigar que os nomes fossem votados individualmente. Parecia que o pesadelo nunca mais acabava para a Bancada Socialista.

Também por isso, compreendo a azia do PS, porque não lhes permitiram esconderem-se perante com o anonimato da votação secreta. Assim sempre poderiam dizer que até votaram a favor e na verdade votar contra.

Este PS na Assembleia Municipal deveria ir mais bem preparado para depois não serem papados por quem ainda por cima nem tinha qualquer experiencia na Assembleia Municipal.

Mais valia alguns abdicarem do cargo e darem lugar a outros que ficaram de fora por a Dra. Sónia Sanfona não os querer em lugares elegíveis.

Faz lá falta o Alpiarça é a Razão para ensinar ao PS como se faz politica.

De um leitor

Que tipo de sociedade justa nos apregoam os políticos quando um gestor de uma empresa (EDP) ganha quase nove mil euros por DIA

O presidente da EDP auferiu em 2009 mais de 1,3 milhões de euros, relativamente a remunerações fixas e variáveis. Sobre este valor, António Mexia vai ainda receber mais 1,8 milhões de euros, referentes a um prémio plurianual, que será entregue depois da assembleia-geral da empresa marcada para 16 de Abril.

Segundo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), António Mexia recebeu no ano passado 600 mil euros em salários fixos e 700 mil euros em remunerações variáveis, que dependem dos objectivos atingidos.

A estes valores já pagos, juntam-se ainda três prémios de 600 mil euros (num total de 1,8 milhões) que entram nas contas de 2009.

Em termos absolutos, a EDP foi a empresa portuguesa que melhor remunerou o seu presidente durante o ano passado. O valor total de 3,1 milhões de euros corresponde a 0,19 por cento dos lucros da EDP em 2009, que se fixaram em 1,024 mil milhões de euros.

Em comparação com os presidentes de outras empresas nacionais, António Mexia auferiu um valor líquido superior, mas se o cruzamento de dados for feito em termos de percentagem de lucros a remuneração é inferior. No caso da Galp, o presidente Manuel Ferreira de Oliveira recebeu no ano passado um total de 1,573 milhões de euros, correspondentes a 0,74 por cento dos lucros da empresa energética, que foram 213 milhões de euros.


O mesmo acontece quando é feita a comparação com o então presidente da REN. José Penedos auferiu um total de 621 mil euros, que representam 0,46 por cento dos lucros da empresa (134 milhões de euros).


A Portugal Telecom (PT) e o BES são outras empresas cotadas no PSI-20 da Bolsa de Lisboa que pagaram mais de um milhão de euros aos seus gestores. À frente da PT, Zeinal Bava auferiu no ano passado um total 1,505 milhões de euros, o que absorve 0,22 por cento do lucro da empresa. Já o presidente do BES, Ricardo Salgado, recebeu 1.053 milhões de euros, correspondentes a 0,20 por cento dos resultados líquidos.

«Correio da Manhã»

Sónia Sanfona no “Territoria Ordinum”

A Governadora Civil de Santarém, Dr.ª Sónia Sanfona, participou na sessão de abertura do I Seminário Ibérico sobre o Desenvolvimento Rural, Turismo Cultural e Património das Ordens Militares e Cavalaria, que decorreu no Convento de Cristo em Tomar.
A Governadora
deu as boas vindas aos 65 seminaristas, portugueses e espanhóis, realçando aquilo que pode ser o contributo e as vantagens para o distrito, no âmbito do tema, pelo património existente e pela sua cultura, e potencialidades excelentes nesta área.
A organização coube à ADIRN - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, representada por Dr. Pedro Ferreira.
O Seminário foi inserido no projecto de cooperação transnacional "Territoria Ordinum", criado no âmbito do PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural.
A Directora do Convento de Cristo, Dra. Iria Caetano, sublinhou a importância da partilha de experiencias no seminário, e aludiu para o projecto comum de preservação do património e desenvolvimento cultural, entre a região de Santarém e de Castilla la Mancha.
A oferta e procura do turismo associado às Ordens Militares, daquela região espanhola, foram apresentadas pela respectiva Delegada de Turismo, Carmen Teresa Olmedo.
Estiveram ainda presentes o Presidente da Câmara de Tomar, Dr. Corvelo de Sousa, e o representante do Turismo de Portugal, Dr. Pedro Morais.
Durante o encontro foram apresentados diversos painéis referentes às ordens militares e turismo cultural dos territórios aderentes deste Projecto de cooperação.
Foram realizadas visitas técnicas e culturais ao Convento de Cristo e centro histórico de Tomar, apresentados alguns elementos do património das ordens Militares do território das seis Associações de Desenvolvimento Local parceiras do projecto, assim como assinados os respectivos protocolos, entre: Campo de Calatrava; Adema; Tierras de Libertad; Promancha; Desteque; ADIRN-Ribatejo.

GI/GCS

Polis Rios: plano estratégico de requalificação do Tejo pronto em Setembro

O rio Tejo irá ser o case study para o Polis dos Rios, sendo que será o primeiro a ser intervencionado e, como tal, servirá de guião para a implantação do programa noutros rios. A vice-presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo , Simone Pio, revelou ontem,, na 5ª Grande Conferência do Jornal Arquitecturas, que o plano estratégico de requalificação do Tejo estará pronto em Setembro.

O despacho nº 5185/2010, de 23 de Março, criou o grupo de trabalho que irá elaborar o plano, sob coordenação de José Pinto Leite, também coordenador do Programa Polis. Entre os objectivos está a identificação, delimitação e caracterização de áreas a intervencionar; definição de um conceito de médio e longo prazo para intervenção no Tejo; quantificação do investimento e o planeamento físico e financeiro; e uma proposta de solução institucional adequada à implantação do plano e preparação dos instrumentos legais necessários para o efeito.

A elaboração do plano será acompanhada por uma comissão consultiva, sob coordenação do Ministério do Ambiente, que irá integrar representantes do Instituto da Água, Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Reginal de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, Núcleo Empresarial da Região de Santarém e representantes de 14 municípios (Abrantes, Alenquer, Almeirim,Alpiarça, Azambuja,Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha).

Na conferência subordinada ao tema “Valorizar os Territórios Litorais”, Simone Pio sublinhou que, relativamente ao Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo, geograficamente começa quando o Polis dos Rios e a publicação está prevista para Setembro de 2011. As metas passam por garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos, a gestão integrada das águas de transição com as águas interiores e costeiras confinantes, e assegurar o funcionamento sustentável dos ecossistemas estuarinos, entre outros objectivos.

«O Tejo é o maior estuário de Portugal e o grande objectivo é definir regras de utilização desse mesmo estuário. É preciso balizar, para não ser mais um plano onde tudo parece possível», defendeu a responsável da ARH Tejo.

Vale de Cavalos: terra da minha gente!

"Vale de Cavalos, Uma Terra Disputada", de José João Marques Pais.

A ler por quem tem paixão por terras ribatejanas. O autor fala do arquivo de algumas cartas do espólio de José Relvas, com “a questão de Vale de Cavalos” abordado em cartas que o proprietário do Solar dos Patudos dirigia à esposa. Quando após José Relvas ocupou o cargo de Chefe do Governo, foi possível anexar a freguesia de Vale de Cavalos ao concelho de Alpiarça, retirando-a do domínio da Chamusca (1919). "A notícia caiu como um trovão entre a população chamusquenha. A partir daí desencadearam todos os mecanismos possíveis para anular esta resolução. No imediato isso não aconteceu e tiveram que esperar até 2 de Setembro de 1926, para, com uma situação política mais favorável, reaverem a freguesia de Vale de Cavalos, o que ocorreu no meio de grandes manifestações de sinal contrário. Em Alpiarça, as águas agitaram-se sob a batuta de José Relvas, tendo ocorrido recontros sangrentos que envolveram trabalhadores de Vale de Cavalos. Por outro lado, no concelho da Chamusca, o tempo era de festa sob a direcção do Dr. Rafael Duque!" - digo eu, para quem o meu avô trabalhou, como capataz - "um dos grandes responsáveis pelo volte-face nas decisões governamentais." Alguns dados menos conhecidos sobre Vale de Cavalos. Terra que foi de D. Sancho I. Era Vila de Rei. Com ela alargou-se o paul e o vale. Em 1379, já se falava de val de cavalos. Consta das partilhas das duas filhas de Pero Esteves do Cazal. A Constança coube Vila de Rei com o val de cavalos, que entra no convento de St.ª Clara, ficando os casais na tutela deste. O casal de val de cavalos tem menção no códice de 1382, com Vila de Rei ainda em sobreposição. Vila de Rei com val de cavalos são emprazados a Fernão Gonçalves Çafom, e dele para os filhos e neto, Álvaro Fernandes de Carvalho, ficando na família até 1462. Confirma-se a mercê de coutada na quintã e paul de Vila de Rei com o infante D. Henrique. Após esse ano, ficam nas mãos do chanceler-mor, conde palatino, presidente da Casa da Suplicação e do conselho do rei, o Doutor Rui Gomes de Alvarenga. Vila de Rei e Val de Cavalos são comprados aos direitos à viúva e mãe dos Carvalho e coube a Fernão de Melo. O morgado não fica nas mãos do seu filho bastardo, mas nas de uma sobrinha do pai, filha de Gomes Soares, o primogénito do Dr. Rui Gomes de Alvarenga, D. Margarida Soares, que casa com o fidalgo castelhano, D. João Alarcón, vindo para Portugal na comitiva de D. Maria de Castela por altura do casamento com D. Manuel I, como filho da aia da rainha. Vila de Rei foi título dos varões primogénitos do casal que assinavam “senhores de Vila de Rei”. Terras que ficam de fora das terras do morgado de Vila de Rei, e ficam emprazadas a rendeiros. Sobrevivendo às vicissitudes políticas - à perda da independência em 1580 e à restauração em 1640 - os senhores de Vila de Rei mantém-nas até que o 8.º dos senhores se passa de livre vontade para Espanha, depois de ser nomeado por D. João IV governador de Ceuta. Circunstância danosa para o nome da família, com o decretamento do arresto dos bens de Vila de Rei e Val de Cavalos. O património foi reivindicado pelo 1.º conde de Avintes, D. Luís de Almeida, em 1658, e foi-lhe reconhecido o direito em 1677, no tempo de D. António, vindo da relação familiar entre aquele e os Soares Alarcão, por linha feminina. O conde de Avintes dá de subrogação parte dos bens do morgado, onde entravam Vila de Rei, o seu paul e Val de Cavalos, pela quantia de 24$000 cruzados. Foi um seu filho e sucessor, André Lopes de Lavre, que celebrou a escritura do contrato de subrogação em 1719, integrando Vila de Rei e Val de Cavalos…

Ah! Como o meu avô, Zé Melão, ficaria contente por recordarem a sua terra e dela dizerem tão bem. E com tanta paixão! É ou não uma terra de encantos?! E é a da minha gente!

Publicado por Ventur'ana

aperscrutadora.blogspot.com