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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Escolhida candidata do PSD



Numa decisão unânime, a comissão política do PSD de Rio Maior endereçou a Isaura Morais, o convite para ser cabeça-de-lista nas próximas eleições autárquicas. Apesar de ser presidente deste órgão, Isaura Morais não esteve presente na última reunião, realizada a 19 de Janeiro, por entender que poderia condicionar a decisão dos membros da concelhia. Apesar de ainda não o ter anunciado oficialmente, Isaura Morais deverá aceitar o desafio.

Chamusca lança plano para empresas



A Câmara da Chamusca lançou também uma série de medidas com vista a atenuar os efeitos da crise no concelho, especialmente dirigido à actividade das pequenas e médias empresas. É o caso da redução da Derrama de 1,5% para 1,25%, ou do desconto de 10% em todas as taxas, tarifas e licenciamentos que dependem exclusivamente do município, uma medida que deverá ter alguma expressão sobretudo a nível do pequeno comércio local. “Nesta fase, estamos dedicados a apoiar as pequenas empresas que geram e sustentam algum emprego. Se a situação se complicar muito, estamos disponíveis para fazer correcções nestas medidas extraordinárias de combate à crise”, disse ao nosso jornal Sérgio Carrinho.A Câmara reduziu também em 10% o licenciamento de loteamentos em edifícios para habitação e actividade económica, e diminuiu o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 0,1%, em ambos os escalões de avaliação. Ainda a nível social, Sergio Carrinho acrescenta já haver taxas reduzidas para alguns serviços municipais, como é o caso das licenças de obras, que agora até podem ser pagas a prestações.
(Na foto: Sérgio Carrinho, Presidente da C.M.Chamusca)
«O Ribatejo»

Autarquias reagem à crise na região

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Em ano de crise profunda e de grandes dificuldades económicas, impõe-se perguntar: o que podem fazer as autarquias para aliviar as carteiras dos munícipes e minorar o impacto da recessão a nível do tecido empresarial? Baixar os impostos directos, casos do Imposto Municipal sobre Imóveis, a Derrama ou a participação em IRS, por exemplo, será uma das respostas possíveis. Mas, olhando para o quadro comparativo destes indicadores, não parece que a maioria das Câmaras Municipais do distrito estejam dispostas a abrir mão desta fonte de receitas e a serem mais "amigas do cidadão".


Começando pelo Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), importa sublinhar que há apenas um município que aplica a taxa mínima aos prédios urbanos avaliados de acordo com o novo código (designado por CIMI); falamos de Ferreira do Zêzere, com 0,2%. Deve também ser referido, pela positiva, que nenhum aplica a taxa máxima (0,5%), mas 15 Câmaras Municipais cobram 0,4%, o que acaba por ser uma factura anual bastante pesada para as famílias, sobretudo no que toca às que possuem imóveis mais recentes.
No que se refere ao IMI para os prédios urbanos não avaliados (que corresponde, na generalidade, a casas mais antigas, com avaliações patrimoniais muito mais baixas, e que não geram tantos lucros para os cofres municipais), 14 concelhos taxam-nos a 0,7%, e Ourém a 0,8%, o limite máximo.
Segundo os dados que recolhemos junto das 21 Câmaras do distrito, apenas sete tiveram sensibilidade para reduzir esta tributação. Mas em todos eles a descida foi de apenas 0,1%, à excepção do Cartaxo, que reduziu o IMI dos não avaliados de 0,7 para 0,4%, mas, na verdade, também não se atreveu a mexer onde arrecada mais receita.
No que se refere à Derrama - o imposto municipal aplicado sobre o lucro tributável das empresas - o panorama geral é sensivelmente o mesmo. Apenas três municípios, Ferreira do Zêzere, Mação e Sardoal, não cobram este imposto, mas refira-se que são concelhos onde a actividade industrial é praticamente nula. Para 2009, apenas as Câmaras do Cartaxo e da Chamusca desceram a Derrama (para 1,35% e 1,25%, respectivamente), e só mais dois concelhos, Rio Maior e Barquinha, não a cobram à taxa máxima, que está nos 1,5%.
Em 14 concelhos do distrito, a derrama é cobrada ao valor máximo legal para as empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros, mas cinco deles – Alcanena, Almeirim, Salvaterra de Magos, Tomar e Torres Novas - têm taxas reduzidas para as empresas que não atingem este volume de facturação. Em Almeirim e Torres Novas, as empresas mais pequenas, vulgo PME’s, ficam mesmo isentas. E falta ainda referir Benavente, que cobra 1,5% às empresas que facturam mais de 250 mil euros, e 0,5% às que não atingem esta fasquia.
A nova Lei das Finanças Locais determina que as autarquias têm uma participação variável no IRS de cada sujeito com domicílio fiscal no concelho. A participação varia entre os 5%, em que as Finanças devolvem à Câmara esta percentagem do IRS de cada contribuinte, e os 0%, em que a Câmara abdica da sua percentagem e permite que ela seja devolvida na totalidade ao contribuinte.
Quanto a esta questão, o quadro é bastante esclarecedor: apenas um terço das autarquias do distrito (7 num total de 21) devolvem aos seus munícipes uma pequena percentagem deste imposto. À excepção do Cartaxo, que aumentou este valor para os 3,75%, Abrantes e Barquinha devolvem apenas 0,5%, e as restantes quatro Câmaras ficam-se pelos 1%: Torres Novas, Alcanena, Almeirim e Constância, concelho que adoptou esta medida no orçamento deste ano.
Câmaras podemajudar de várias formas
Fora destes impostos, têm sido defendidas outras soluções para reduzir o impacto da crise; algumas têm sido implementadas pelos executivos, outras são defendidas pela oposição, mas sem encontrar aceitação junto de quem decide. É o caso da criação de tarifas reduzidas na água e saneamento para agregados familiares numerosos ou com baixos rendimentos, a redução dos preços dos transportes públicos urbanos, ou encurtar os prazos médios de pagamento.
***Para ampliar o mapa, basta carregar.

«O Ribatejo» João Nunes Pepino»

Lavadouro Alpiarcense














Está para breve a conclusão das obras de requalificação do "Lavadouro Municipal."
Práticamente já se encontram colocadas as divisórias em madeira, bem como a iluminação interior e as respectivas pinturas.
Os "tanques" irão ficar como "Memória para o Futuro".
Uma obra efectuada sobre administração directa da Junta de Freguesia de Alpiarça.
(Foto de cima: o que foi o "Lavadouro Municipal"; de baixo: o que vai ser a "Memória do Futuro").

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A última dinastia alpiarcense

Artigo de Opinião
Por: Mariana Teixeira

Tudo em Família

Certa vez um amigo meu, por quem tenho grande estima, levou-me a conhecer Campo Maior.
Uma pequena localidade do interior alentejano que praticamente faz fronteira com a vizinha Espanha.
Partimos bem cedo para que quando chegássemos à “terra do café” pouco movimento houvesse e pudéssemos apreciar a preguiça alentejana em todo o seu esplendor.
Adorei ver este pequeno lugar com as casas pintadas de branco e uma barra azul em rodapé.
Uma coisa que ma chamou a atenção foi que na maioria das “placas publicitárias” quase em todas constava o nome de “Nabeiro”.
“Stand Nabeiro”, “Residencial Nabeiro”; “Nabeiro” para aqui “Nabeiro” para acolá. Tudo tem uma razão.
A família “Nabeiro” em Campo Maior é um das mais importantes. Dá trabalho praticamente a todos os campomaiorenses. Talvez daqui que o “Nabeiro” como o tratam, seja adorado e visto como o «melhor homem do mundo».
Eu não digo que é o «melhor homem do mundo», mas digo é que é uma das melhores pessoas que temos ao cimo da terra como o considero um dos melhores empresários do nosso país. Pena que não haja outros como ele.
Não lhes bastasse este homem é tolerante para com os outros e está sempre pronto a perdoar quem o tente enganar, dando-lhes uma segunda oportunidade para que possam singrar na vida.
Conheço-o pessoalmente e tenho o prazer de ser sua amiga.
É em Campo Maior que está situada a maior fábrica de café do país: os “Cafés Delta” propriedade desta prestigiada família que me merece o maior respeito e admiração quer pelo que fazem pela terra de que são naturais como por todos os residentes.
Passado algum tempo depois, o meu amigo – que adora passear comigo – levou-me a conhecer “Seia” ali para os lados da “Serra da Estrela”. Outra localidade linda mas um pouco diferente da alentejana. Também com os seus encantos e beleza como ainda possuidora de paisagens espectaculares.
Adorei!
Em Seia ao contrário de Campo Maior, não predomina “Nabeiro” mas sim os “Camelo”. O nome de “Camelo” está praticamente a cada esquina. Outra família com grandes tradições.
Estas casualidades fez com que me lembrasse do tempo – já está a mudar, felizmente – que em Alpiarça estava a aparecer uma determinada família que quase tinha o nome e a sua presença em tudo que era sítio, quer social, desportivo para não esquecer o comercial.
Não sei porquê” - ou será por a minha “Tia Alice” não me querer contar? Penso que Alpiarça têm uma certa queda para o «feudalismo». Não bastasse nomes notáveis e poderosos que existiram em Alpiarça (“Duartes”, “Falcões”, “Paciências” e outras afins”) para agora – pouco faltou – quase estivesse a surgir uma nova geração.
Dizem que a «força unida» do poder entregue a uma família não é «bom futuro» como não tem «tendências para dar bons frutos» porque tudo, que é concorrência – segundo estas famílias – é «para abater, e já!» ou então «franqueados sejam os caminhos e as portas» a quem lhes fizer frente.
Existe assim neste meu desabafo uma diferença abismal em Alpiarça entre “Nabeiro” e “Camelo”.
Mais um pouco e….ainda acabávamos todos por depender de uma dinastia.
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Facilidades para o cidadão

Santarém tem a funcionar, a partir de hoje, um Espaço Registos, que disponibiliza os serviços gerais de registo civil, predial, comercial e automóvel e ainda uma série de balcões únicos.
O Espaço Registos de Santarém é o terceiro a entrar em funcionamento no país, depois de o projecto-piloto de Lisboa ter dado bons resultados, levando o Ministério da Justiça a apostar no seu alargamento gradual a todo o país, afirmou o secretário de Estado Tiago Silveira.
Depois de Caminha, na segunda-feira, e de Santarém, hoje, Serpa será a próxima cidade a contar, no início de Fevereiro, com um Espaço Registos.
Com 12 postos de atendimento, o Registos de Santarém tem a funcionar os balcões únicos "Empresa na Hora", "Marca na Hora", "Sucursal na Hora", "Associação na Hora", "Documento Único Automóvel", "Cartão de Cidadão", "Heranças", "Divórcios com Partilhas" e, a partir de Março, "Casa Pronta".
Tiago Silveira realçou o facto de os serviços públicos se anteciparem aos privados na disponibilização de serviços em horário alargado, como acontece com os Espaços Registos, que estão abertos das 09:00 às 19:00, alargando em mais três horas os tradicionais horários das Conservatórias.
"Temos orgulho que isso aconteça", disse, realçando as vantagens deste atendimento, ao reunir, num mesmo espaço, uma série de serviços, com resposta imediata para as situações mais simples e encaminhamento das mais complexas para as respectivas Conservatórias.
O secretário de Estado destacou ainda o facto de estes serviços estarem disponíveis para qualquer cidadão, independentemente do local de residência.
Tiago Silveira afirmou que este é mais um passo na eliminação da burocracia e na transposição de actos da Administração Pública para a Internet.
Como exemplos referiu a criação de empresas pela Internet, que ocorre actualmente a um ritmo de 22 por dia, ou seja, mais de 10% das empresas criadas em Portugal, ou os registos online de novas propriedades automóveis, que já é superior a 30%.
«Lusa»

Despedimentos no Distrito de Santarém

É mais um estrago causado pela crise. A SONAE Indústria vai despedir 42 dos 130 trabalhadores da mobiliária Móvelpartes. A empresa tem actualmente duas fábricas, uma em Vilela, no concelho de Paredes, e outra em Alcanede, Santarém.
Os despedimentos vão, no entanto, ser mais elevados na unidade de Paredes. Informados na passada sexta-feira, os trabalhadores contestam a decisão. Admitem que tem havido um decréscimo na produção de mobiliário, ainda assim, não entendem o porquê dos despedimentos.
A medida, segundo fonte da SONAE indústria, visa garantir a viabilidade da Móvelpartes. Apesar dos despedimentos, os trabalhadores garantem que os seus direitos estão assegurados, ainda assim, não sabem como vai ser no futuro.
Apesar dos despedimentos, a SONAE Indústria já fez saber que o encerramento da Móvelpartes não está em causa.

Volta a Santarém em Ciclismo desce de categoria e deixa calendário internacional


A Volta a Santarém em Ciclismo desceu de categoria e deixa mesmo de integrar o calendário ciclista internacional. Esta decisão foi tomada pela Produção de Actividades Desportivas (PAD), empresa organizadora e Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), e visa sobretudo reduzir os custos de organização.
A proposta dos organizadores foi aceite pela União Ciclista Internacional que baixou também o Grande Prémio Rota dos Móveis para a categoria 2.2. A alteração de categoria destas provas visa também permitir o acesso de equipas de sub-23, que assim ficam com mais opções. “Os jovens ciclistas e as equipas que os suportam passam a ter um calendário mais atractivo”, referiu o director desportivo da PAD, o antigo ciclista Joaquim Gomes.
«O Mirante»

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O antigo “Matadouro Municipal de Alpiarça” encontra-se num estado deplorável


O edifício onde se situa a antigo “Matadouro Municipal” cumpriu durante décadas de anos a missão que lhe foi destinada: a matança de gado para seguidamente a carne deste chegar aos imensos talhos alpiarcenses que existiam na altura, como ainda abastecer outros fora do concelho.


Propriedade da autarquia, actualmente estas instalações encontram-se exteriormente num estado deplorável pela falta de manutenção e conservação.
A Câmara fez e continua a fazer uso do espaço interior para os mais diversos fins, nomeadamente: armazéns, parque de viaturas, assistência veterinária, vacinação aos canídeos e um canil, se ainda funcionar. Usos estes que foram bastantes úteis e necessários.

Durante anos a autarquia continuou e ainda continua a usar todo este enorme espaço. Certo é que, pelo uso e pelo passar do tempo, nunca manteve uma assídua conservação do edifício para apresentar no presente, um estado tão deplorável que parece estar esquecido ou não ter qualquer proprietário. Nem o depósito de abastecimento de água, que existe junto do mesmo escapa ao abandono.
A estrada de acesso, esta então, por causa das últimas chuvadas pouco lhe falta para estar transitável tal é a quantidade e profundidade dos buracos existentes (ver foto).

Municípios ignoram lei sobre estrutura de coordenação da protecção civil

Grande parte das câmaras municipais da região não está a cumprir a obrigação de nomear um comandante operacional municipal para operações de socorro e o Governo não consegue obrigar os municípios a obedecerem à lei.


Alguns até garantem que se puderem não têm qualquer intenção em nomear esta figura que vêem como mais um encargo. O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, disse a O MIRANTE que não pode obrigar os presidentes das câmaras a nomearem os comandantes e limita-se a alertar os autarcas para as responsabilidades que têm ao nível da protecção civil local.
No distrito de Santarém, segundo dados do Governo Civil de Santarém, apenas os municípios de Benavente e Ourém já têm comandantes operacionais. Nos concelhos com bombeiros municipais (Coruche, Cartaxo, Santarém, Abrantes, Sardoal, Alcanena, Tomar e Alpiarça) não se coloca o problema porque os comandantes destas corporações são por inerência os comandantes municipais. Vila Franca de Xira foi dos mais lestos a cumprir a Lei nº 65/2007 de 12 de Novembro, nomeando a meio de 2008 o comandante dos Bombeiros da Póvoa de Santa Iria, António Carvalho, para o cargo.
Sem o cumprimento das autarquias a lei não serve para nada porque também ninguém está obrigado a cumpri-la. O presidente da Câmara de Mação considera que este novo cargo não é uma prioridade para um concelho de alto risco em termos de incêndios florestais porque, sublinha, tem “um bom comandante de bombeiros e um bom assessor na área da protecção civil”. Saldanha Rocha (PSD) encara a existência de um comandante municipal como mais um cargo que vai fazer aumentar os custos da autarquia com pessoal, recordando que por ano gasta mais de 80 mil euros em apoios aos bombeiros, fora a dispensa de funcionários para prestar serviço na corporação.
Saldanha Rocha não tem pejo em dizer que se puder vai protelar a nomeação do comandante até à última. Outros presidentes de câmara também estão a torcer o nariz a este cargo, mas também estão a ter dificuldades em encontrar pessoas que correspondam ao perfil e experiência necessária. É o que acontece em Almeirim onde a autarquia pensou inicialmente numa pessoa que, veio a saber-se depois, não reunia os requisitos necessários. Surgiu também a hipótese de se nomear o actual comandante dos bombeiros voluntários, Jorge Costa, mas este não aceitou acumular estas novas funções, segundo confirmou o presidente do município, Sousa Gomes (PS).
Perante este cenário o secretário de Estado lembra que a ideia é que a estrutura de coordenação vá até à base, uma vez que já existe o comandante nacional e o distrital. E garante que quando pertencia à comissão de acompanhamento de incêndios florestais “uma das grandes reivindicações no distrito de Santarém de vários presidentes de câmara era a de terem a possibilidade de nomearem alguém com capacidade técnica para os auxiliar” enquanto responsáveis máximos pela protecção civil em cada concelho.


«O Mirante»

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Fernanda Asseiceira é a candidata do PS à Câmara de Alcanena



A deputada e actual vereadora da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, aceitou o desafio lançado pelo presidente da Federação de Santarém, Paulo Fonseca, no Congresso distrital realizado no passado mês de Novembro, para ser a candidata do PS à presidência do município de Alcanena.
A deputada e actual vereadora da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, aceitou o desafio lançado pelo presidente da Federação de Santarém, Paulo Fonseca, no Congresso distrital realizado no passado mês de Novembro, para ser a candidata do PS à presidência do município de Alcanena.
A sua candidatura foi confirmada na reunião da Comissão Política Concelhia, de que é presidente, realizada no passado dia 22 de Dezembro.
Fernanda Asseiceira iniciou já contactos com vista a constituir em cada uma das freguesias do concelho as melhores equipas que contribuirão, em articulação permanente com a Câmara, para dinamizar e valorizar o concelho a nível económico, social e cultural.
Um projecto autárquico “renovado e ambicioso” é o compromisso assumido para conquistar o concelho de Alcanena nas eleições autárquicas deste ano.

Combater a resignação


No comício realizado no dia 17, em Alpiarça, Jerónimo de Sousa denunciou o agravamento da situação do País e reafirmou a convicção de que é necessária uma ruptura com a política de direita.O comício realizou-se no final do encontro regional de quadros do distrito de Santarém (ver página 11) que debateu as orientações centrais para o reforço do Partido em 2009. E, para o Secretário-geral do Partido, este é bem necessário, já que a situação do País exige que os comunistas estejam, cada vez mais, onde «não podem deixar de estar», ou seja, na «primeira linha do combate» em defesa das condições de vida dos trabalhadores.Realçando que os trabalhadores e outras camadas da sociedade estão hoje confrontados com a «dramática degradação das suas condições de trabalho e de vida», Jerónimo de Sousa afirmou ser precisamente essa a razão que levou o PCP a lançar a campanha nacional «Sim, é possível uma vida melhor!».Do outro lado, lembrou, estão «os grandes interesses, os seus acólitos e mensageiros», empenhados em «tudo fazer para impor a ideia de que não há alternativa nem rumo possível que não seja o de prosseguir a política de direita». Ou seja, explicitou o dirigente comunista, «querem os portugueses resignados e rendidos à ideia de tal inevitabilidade».Já o Governo, «que durante meses ignorou e subestimou os efeitos da crise», avança agora para a «completa instrumentalização dessa crise para pedir novos sacrifícios aos mesmos de sempre». Antes, era em nome do défice, agora, é em nome da crise. A proposta de orçamento suplementar que o Governo acaba de aprovar prevê um défice de 3,9 por cento e será, seguramente, pretexto para «novas ofensivas contra os direitos sociais dos trabalhadores e das populações», lembrou Jerónimo de Sousa. Para o dirigente comunista, estão a avolumar-se as injustiças sociais, que marcam já o dia-a-dia de milhões de portugueses. Mas, assegurou Jerónimo de Sousa, «é de facto possível viver melhor».Cinismo e hipocrisia«Estamos perante a mais cínica forma de acção política», acusou Jerónimo de Sousa, apontando ao Governo. Trata-se da mesma hipocrisia «que garante que os portugueses vão passar a viver melhor e com mais rendimentos em 2009, apesar da crise e da recessão económica».Na Assembleia da República esteve, recentemente, José Sócrates a «fazer o número do autêntico cavaleiro andante defensor do Serviço Nacional de Saúde», recordou o dirigente comunista. Mas «até onde teriam ido na sua destruição nestes três anos de Governo se não fosse a ampla e vigorosa luta das populações», questionou. Se travaram a ofensiva «é porque a luta lho impôs».Em seguida, o dirigente do PCP traçou um breve retrato da situação no sector. E destacou que «morre gente por falta de assistência»; o Governo prossegue o ataque às carreiras públicas, apesar da falta de médicos, e há 3 mil enfermeiros inscritos nos centros de emprego. O recente surto de gripe «pôs a nu todas as fragilidades da estrutura de saúde, nomeadamente dos Cuidados Primários», denunciou Jerónimo de Sousa.Também em relação à Segurança Social, «a demagogia e o engano não têm limites por parte do Governo», acusou o Secretário-geral do PCP. Mas a «vida vem mostrando a sua verdadeira face». No passado dia 13, lembrou, dois jornais (que não publicaram a posição do PCP e da CGTP-IN sobre a matéria) anunciavam: «Quem se reformar este ano vai ter de trabalhar mais dois a quatro meses» e «Novo corte das reformas, com redução de 13,2 euros em cada mil de pensão já este ano». Para Jerónimo de Sousa, «este é já o resultado da tão cantada reforma da Segurança Social do PS». O dirigente comunista destacou ainda a necessidade que trabalhadores ou reformados «tirem as ilações das responsabilidades» do Governo PS: é o Governo do PS que «lesa o direito a viver a reforma com dignidade» e que «põe em risco a sustentabilidade financeira futura da Segurança Social», acusou.Por toda esta evolução e «perante tanta mistificação», a luta é «inevitável e necessária», realçou o dirigente do PCP, que manifestou o apoio dos comunistas à manifestação nacional do próximo dia 13 de Março, convocada pela CGTP-IN.
«Jornal Avante»

PSP apanha suspeito de traficar haxixe na escola


A PSP deteve na terça-feira, dia 20, um indivíduo de 22 anos por posse de 305,25 gramas de haxixe e de um pequeno vaso com duas plantas de cannabis. A polícia fez um busca domicliária à residência do suspeito e encontrou o haxixe numa mochila e o vaso de cannabis. Nesta busca, a PSP apreendeu ainda materiais eléctricos, informáticos e ferramentas eléctricas, que se suspeita terem sido subtraídos do interior de vários veículos e de residências na cidade.
Quatro dias antes, a PSP deteve também um jovem de 20 anos, estudante, residente nesta cidade, por ter sido encontrado na posse de 92 doses de haxixe. A polícia suspeita que este indivíduo se dedicava à venda directa de haxixe na escola secundária da cidade onde era estudante. O jovem fica obrigado a apresentar-se três vezes por semana na esquadra da PSP de Santarém e não pode ausentar-se do concelho até ser presente a tribunal.
«O Ribatejo»

Brindem com “Espumante Alpiarcense” a vitória de quem ganhar as próximas eleições autárquicas.



Artigo de Opinião

Por: Mariana Teixeira

Agarrei no meu carro e meti-me à estrada com a companhia da minha “Tia Alice”. Fomos até ao Casalinho tomar a “bica” ao “Café Central”, aquele que fica próximo da rotunda.
Enquanto aguardava que nos servissem, agarrei no mensário local que por lá pairava, mais amarelecido que um velho monte de carqueja, deparando com esta noticia:


«A vila de Alpiarça guarda tesouros surpreendentes. E não nos referimos apenas à herança arqueológica de um passado milenar; à beleza da Igreja de S. Eustáquio ou ao fascínio da paisagem ribatejana. Outros sim, à vasta e valiosa colecção artística da Casa dos Patudos, ex-libris de uma região e orgulho nacional.
Em harmonia com a sumptuosidade da Casa Museu dos Patudos e a tradição vinhateira de Alpiarça, a Quinta dos Patudos lança agora uma nova colecção artística – vinhos, espumante, aguardente, azeite e vinagre.


Palavra da apresentação e divulgação da “Quinta dos Patudos” informando que a Agroalpiarça vai produzir espumante, vinagre, aguardente, azeite e vinhos de alta qualidade denominados comercialmente “Quinta dos Patudos”.
Nome sonante e equitativo relacionado com a qualidade da «sua obra de artistas porque só a produção na origem dos terrenos que o próprio nome indica podem garantir uma óptima qualidade.
O segredo das vinhas com boas castas é a razão daquilo que divulgará o nome de Alpiarça pelo país e estrangeiro. Para o efeito, fizeram com que fossem plantadas novas vinhas como investidos milhares de contos.
Assim, temos e vamos ter brevemente no mercado a qualidade de produtos que merecem ”garantia de qualidade” destacando-se o azeite, que será garantido na “denominação de origem” como os vinhos e seus derivados serão de origem controlada.
Quanto ao espumante, guardado está o momento em que saboreá-lo será algo de sublime, não só pela beleza da garrafa que o protege como pela doçura do líquido. Para que o seu sabor possa ser apreciado, até a sua comercialização está guardada para o mês de Dezembro, mês em que a passagem de ano obriga a grandes consumos».


Não sou saboreadora, muito menos consumidora de: vinho, aguardentes e afins. Desconheço se a “Agroalpiarça” vende ou não “vinagre” ou “azeite. Apenas sei que vende vinho.
Parei de saborear o “Delta” para pensar na minha agenda.
“Tia Alice” faz mais um aniversário no próximo mês de Abril. Quero que seja festejado entre as minhas amigas e amigos com “Espumante Quinta dos Patudos”.
Paguei e segui viagem com “Tia Alice” direito a Santarém para correr todas as “capelinhas” em busca do célebre champanhe, que pela data da notícia do tal jornal, já deveria estar colocado no mercado.
Nunca disse à “Tia Alice” o que procurava porque lhe queria fazer uma surpresa. Farta de andar e percorrer tudo que é estabelecimento tive que dar parte de fraca e dizer à minha tia: «Já não aguento mais tia. Estou estafada!». Respondeu-me para dizer o que eu já esperava: «Também filha. Mas que procuras afinal?»
«Espumante alpiarcense minha tia». Riu-se como uma desalmada «Mas quem te falou em semelhante coisa?»
Disse-lhe a noticia que tinha lido no “Café Central”. Olhando-me bem nos olhos, acrescenta-me: «Mas o jornal que tu leste era do início deste século e nós já vamos a chegar ao fim da primeira década». «É verdade! Os dizeres da “Tia Alice estão correctos».
Viemo-nos embora. Ainda hoje quando viajo, tento descobrir onde encontrar à venda a celebridade alpiarcense, marca “Quinta dos Patudos”.
Você amigo leitor, se souber onde encontrá-lo – o espumante – escreva-me a dizer onde, porque quero brindar com os braços bem erguidos o aniversário da “Tia Alice”e a vitória de quem ganhar as próximas eleições autárquicas, bebendo “Espumante Alpiarcense”

Aos meus leitores, informo-os de que já não estou desempregada. Arranjaram-me um «emprego». Não se admirem pois se os meus escritos começarem a diminuírem em quantidade.

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Nas margens do Tejo


O Círculo Cultural Scalabitano vai realizar dois espectáculos que terão lugar nos dias 24 e 25 deste mês. Um destes espectáculos terá como publico convidado, a comunidade avieira da beira Tejo e as pessoas ligadas ao mundo do toiro e das vindimas que neste mesma região se tem dedicado ao longo dos anos a estas actividades.
Depois e para estar-se perto das comunidades das margens do Tejo, o espectáculos irá em digressão por diversas localidades do Ribatejo.
“Mas margem do Rio Tejo, à espera da maré-cheia, no mar do esquecimento, é tema do Sarau com o qual o Círculo Cultural Scalabitano comemora o seu 54.ª aniversário.

Acesso ao subsídio de desemprego vai ser mais fácil


Nova legislação do subsídio dá mais incentivos aos desempregados para regressarem rapidamente ao mercado de trabalho.

O acesso ao subsídio de desemprego vai ser agilizado já a partir de Fevereiro. A alteração faz parte da Iniciativa para o Investimento e o Emprego, aprovada pelo Governo a 13 de Dezembro e que tem vindo a ser conhecida, mais ao detalhe, nos últimos dias. Esta alteração consta de um decreto-lei onde é reforçada a protecção social na situação de desemprego que deverá ser aprovada pelo Governo muito em breve.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Regularizada a situação do Gasóleo Agrícola



O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas emitiu um comunicado com o objectivo de esclarecer algumas questões referentes ao consumo de gasóleo agrícola.


Estas questões davam conta do corte de benefício a agricultores beneficiários sem que a sua situação tributária e contributiva estivesse devidamente regularizada.
Tendo em conta esta situação o Ministério esclareceu que «os beneficiários das isenções e das taxas reduzidas do imposto sobre os produtos petrolíferos devem ter a sua situação tributária e contributiva regularizada. Devem igualmente ter regularizada as suas obrigações declarativas em sede de imposto sobre o rendimento e o imposto sobre o valor acrescentado».

Ou seja, os agricultores foram informados atempadamente que para beneficiar do gasóleo agrícola necessitavam de fazer prova de que não tinham dívidas junto da Segurança Social e Finanças.
Todos que cumpriram estes requisitos estão já a usufruir desta ajuda. Quanto aos outros o Ministério deixa a garantia de que vai apoiar na regularização da situação de cada um prevendo que «as anomalias registadas fiquem solucionadas para todos aqueles que cumpram os requisitos da Lei».

Microchip's do registos de cães e gatos não funcionam da melhor maneira


Mais de 250 mil cães e gatos constam do Sistema de Identificação de Canídeos e Felinos (SICAFE), criado para travar o abandono dos animais, mas que ignora quantos donos recuperaram os seus bichos graças a este registo.


Criado em 2003, este sistema obriga à identificação electrónica (microchip) dos cães e gatos desde Julho de 2008, para os animais nascidos a partir dessa data.
Já antes disso, as juntas de freguesia começaram a receber os registos dos animais e a encaminhá-los para o SICAFE, que é tutelado pela Direcção-Geral de Agricultura (DGV).
Este organismo revelou à Lusa que estão registados no SICAFE 258.930 animais (258.732 cães e 198 gatos). Um número que o presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) considera aquém da realidade.
"As autarquias-freguesia têm uma fraca capacidade de meios para responder de uma forma mais intensa ao registo dos animais", disse Armando Vieira.
Apesar de considerar que um registo com mais de 250 mil animais é "significativo", este número é, contudo, muito inferior ao dos cães e gatos que se estima existirem em Portugal, um valor que falta apurar.
"O cidadão é um pouco avesso a cumprir este tipo de obrigatoriedade", disse.
O papel das freguesias tem sido, por isso, de "identificar e sensibilizar" as pessoas para a importância de registarem os seus animais.
A grande vantagem deste sistema é que, no caso de se perderem ou serem roubados, os animais podem ser identificados através da leitura do chip subcutâneo, onde constam os dados do dono.
Contudo, quando questionada sobre o número de animais que os donos recuperaram graças ao SICAFE, a DGV limitou-se a responder que o mesmo "não está preparado para fornecer dados estatísticos sobre esta matéria, até porque apenas regista os desaparecimentos, nos termos legalmente previstos para o efeito".
Também as juntas de freguesia desconhecem este número. Para o Presidente da ANAFRE, a questão é simples: "Se a DGV não sabe, como é que nós vamos saber?".
O SICAFE facilita, no entanto, o processo, já que se o animal estiver registado na base de dados, as autoridades (DGV, médicos veterinários e forças de segurança) podem consultar as informações que constam do chip e contactar o dono do animal encontrado.
"Os detentores dos animais que não estão registados no SICAFE não dispõem de tal vantagem", segundo a DGV.
O SICAFE não é contudo, a única base de dados que contém a informação dos animais e proveniente do microchip que é colocado sob a pele do animal e tem um número de identificação único no mundo.
Existe ainda a base de dados do Sindicato dos Médicos Veterinários (SIRA). Através desta, as clínicas veterinárias comunicam ou recebem informação sobre os animais desaparecidos ou encontrados.
A coexistência destes dois sistemas tem recebido críticas por parte de veterinários que se queixam do excesso de burocracia.
A Lusa sabe que o sistema deverá em breve ser alterado, uma mudança que visa, nomeadamente, facilitar o preenchimento dos formulários a enviar para as autoridades.
Por Sandra Moutinho, da Agência Lusa


O “Canal de Alpiarça” a que se chama também de “Vale de Alpiarça, encontra-se numa lástima mesmo quando ainda há poucos anos foi limpo e onde se gastou alguns milhares numa comparticipação com a Câmara de Almeirim.

Canal (ou vala) que em tempos foi navegável encontra-se hoje cheio de uma verdura contaminante, conhecida por “jacintos” que em nada beneficia o fulgor e o uso que teve noutros tempos que no estado em que se encontra acaba por não impressiona os poucos visitantes e utilizadores que costuma ter.
Apenas se manteve limpa e conservada, num período após a limpeza. Boa altura para os responsáveis lhe darem um pouco mais de atenção na sua manutenção, mesmo que a autarquia reconheça a existência de outros efeitos como as «descargas poluentes e criminosas para a mesma».
Não bastasse o estado da vala, até a manutenção do trilho que ladeia o canal, com início em Alpiarça acabando em Almeirim, encontra-se num estado de sujidade e degradação. De tal forma que alguns membros da Assembleia Municipal do concelho vizinho debateram o assunto em sessão pelo desagrado em relação ao estado em que se encontra o trilho, mesmo havendo um contrato com uma empresa para manter este caminho nas devidas condições, cujos serviços foram adjudicados através da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo.
No projecto inicial «estava prevista uma hidro-sementeira nas margens para criar policromias nas margens». Algumas plantas nasceram e outras não vingaram». Para agravar esta situação, a empresa responsável pelo serviço «não se tem entendido com as autarquias envolvidas» ou o inverso.
Este canal que é artificial foi feito pela mão do homem, no tempo de Dr. Queiroz Vaz Guedes (“Rua do Jardim”). Começa nos “Aguilhões” à entrada da Chamusca (em frente da Quinta da Murta) e acaba na Foz do Sabugueiro entre Benfica do Ribatejo e Muge. Os trabalhadores que vieram trabalhar para fazer o canal fixaram-se quase todos em Almeirim.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

FANTASMAS

Por: Carlos Céu e Silva

Havia quem conhecia de cor todas as histórias de almas penadas e de fantasmas . Diziam os mais velhos, no tempo em que não havia electricidade, que as noite eram assustadoras. Mas não perigosas, como agora.
Era rara a noite, em que não se via um vulto estranho caminhar pelas ruas, deixando um rasto e um cheiro esquisito que ninguém conseguia definir. Uns diziam ser cera queimada, outras lava, incenso, ou simplesmente água fétida. Mas não havia consenso.
Quanto aos fantasmas, as histórias também eram muitas. Corsários, ladrões sem cabeça, mães desventradas, crianças disformes, homens de corpos bizarros, tudo servia, até os papões, para deixar crianças, adultos e velhos, presos em casa.
E diziam alguns, poucos, que o local escolhido, para o encontro dessas figuras do além, era no coreto. Com lobisomens à mistura. E não faltava música muito afinada, como se fizessem parte de uma imponente orquestra sinfónica.
Eram tocadas músicas muito antigas, sem registo em pautas, gravadas na memória colectiva. Só os mais velhos as conheciam e muito vagamente.
E o resto da noite passava-se assim. O barulho só acabava, um pouco depois dos primeiros alvores da madrugada. Mas, quem por lá passava, logo pela manhã, ainda ouvia a madeira do chão estalar e sentia o bafo morno, que confirmava ter havido ali, grandes festins e muita farra.
Só que, para aquelas festas, ninguém era convidado.
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Investigadores visitam Alpiarça

Especialistas apresentam inovações nas áreas dos medicamentos e alimentação


Especialistas a nível mundial apresentam, entre terça-feira e sexta-feira, em Lisboa, as mais recentes inovações nas áreas da química, engenharia alimentar, desenvolvimento de fármacos, agroquímica e biotecnologia, entre outras.
"Os hidratos de carbono como matérias-primas orgânicas - construindo um futuro sustentável" (CORM V) é o nome do 5.º congresso internacional sobre esta temática, organizado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL-UTL). A conferência reúne especialistas de empresas, de institutos de investigação e do meio académico que desenvolvem tecnologias de ponta para a produção de novos materiais biodegradáveis e inovações nas áreas da química/engenharia alimentar, detergência e coméstica, desenvolvimento de fármacos, agroquímicos, fibras e papel e biotecnologia. "Ao fim de 12 anos, Portugal teve a iniciativa de retomar a organização das conferências sobre hidratos de carbono como matérias-primas para uma diversidade de indústrias - desde a farmacêutica, a cosmética, a alimentar, a agroquímica, fibras e papel e outros materiais inovadores", iniciadas em Darmstadt (Alemanha), em 1990, disse à agência Lusa Amélia Pilar Rauter, coordenadora do Grupo dos Glúcidos do Centro de Química e Bioquímica da FCUL e presidente da comissão organizadora. "O objectivo é reunir a comunidade académica e empresarial, a nível nacional e internacional, e motivar o estabelecimento de novas colaborações e a transferência de conhecimentos em áreas de interesse científico, económico e social, nos quais os hidratos de carbono assumem um papel determinante", afirmou. Jorge Justino, presidente da Escola Superior Agrária de Santarém e membro da comissão organizadora do congresso, salientou a importância da passagem de informação entre profissionais e a forte componente empresarial do evento. Entre as apresentações dos 32 oradores convidados (de Portugal, Brasil, França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Suécia, Polónia, Holanda, Japão, Irlanda e Estados Unidos da América), contam-se a divulgação dos resultados mais recentes e inovadores relativos ao desenvolvimento de vacinas, produção de fármacos e comésticos, entre outros materiais, disse. Quinta-feira, antes do encerramento da conferência, vai ser apresentado o Fórum Euroglyconsciences, cuja adesão de Portugal foi aprovada recentemente e que vai permitir a participação de grupos de investigadores portugueses em projectos internacionais, permitindo a formação de jovens investigadores, realçou Amélia Pilar. A presidente da comissão organizadora do CORM V sublinhou a "estreita colaboração" com França na organização da conferência, que tem o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, como presidente da comissão de honra, a qual integra ainda os ministros do Ambiente, do Ensino Superior, da Economia e dos Assuntos Parlamentares, entre numerosas outras personalidades.


Do programa social do evento faz parte, quinta-feira, uma visita guiada à Casa Museu dos Patudos e um jantar com fados, em Alpiarça.


"Lusa"

O AQUÁRIO


Por: Carlos Céu e Silva
Agora que a campanha eleitoral se aproximava, era preciso oferecer ao eleitorado algo de novo, diferente. Foi o que pensou o candidato a presidente da câmara da cidade. O que lhe faltava eram idéias. Idéias boas e que fossem baratas.
Estava posto de parte, solicitar ao governo central a tão desejada auto-estrada, ou o hospital prometido à décadas, ou o pólo universitário, para não falar das fábricas ou do estaleiro. Qualquer uma obra dessas, daria emprego a muita gente e era vitória garantida.
“Mas, como as pessoas começam a estar fartas de falsas promessas”, pensou, “o melhor é arranjar algo inusitado”.
Depois de muito pensar, após muitos passeios dados a pé pelo município, muitas conversas ouvidas nos cafés, nos supermercados, nas bichas dos serviços públicos, o candidato a presidente da câmara, encontrou uma idéia genial.
Foi dando algumas entrevistas para a rádio e jornas locais, deixando sempre em aberto, o seu projecto. A revelação ficaria para o comício final.
Chegado o dia, ou seja, a grande noite, o candidato a presidente da câmara, eufórico e com a sensação de vitória, apresentou a sua idéia.
Houve quem batesse muitas palmas, mas também houve quem se risse muito. E não foi só a oposição.
E, no dia das eleições, o candidato a presidente, passou a presidente. Cumpriu o mandato e foi reeleito. Mas faltou realizar a obra principal.
Por falta de verbas e apoios, não conseguiu transformar o coreto da praça central, em aquário de espécies aquáticas em extinção.

Quartel da GNR



Muito se falou na construção do “Novo Quartel da GNR” mas o certo é que ainda não foram iniciadas as respectivas obras como nada consta quando serão.


O que se sabe, porque foi divulgado, é que existia um terreno então doado para o efeito, nas proximidades da Escola José Relvas. Se este terreno ainda existe é uma dúvida que alimenta as mais variadas discussões pela polémica que envolveu na altura
Dito que foi em devido tempo por um responsável ministerial que «brevemente vai ser orçamentado a verba para a construção do novo quartel» certo é que tudo continua na mesma e o actual posto continua a funcionar sem as devidas condições.

domingo, 18 de janeiro de 2009

NAMORADOS DE DOMINGO


Por: Carlos Céu e Silva

Pedro era barbeiro de profissão. Elizabete, cabeleira. Os dois diziam-se namorados e os vizinhos achavam-nos muito engraçados. Só que ninguém lhes dava trabalho. Diziam, que não tinham experiência, eram muito novos e faltava-lhes o principal, um salão, unissexo, onde os dois pudessem trabalhar. E namorar, se possível.
Cansados e tesos como andavam, Pedro e Elisabete, calcorreavam, todos os centros comerciais e fora deles, à procura de um lugar que aceitasse os dois. A única condição era que tinham que trabalhar juntos.
Recusa atrás de recusa, desespero e mais desespero, os dois, carregaram no seu reduzido material, e num domingo de fim de primavera, tomaram a decisão das suas vidas. Foram montar o seu estaminé, no coreto próximo à sua casa, que estava abandonado.
Naquele dia, não lhes faltou trabalho. Eram mulheres com sacos de compras, homens de fato de treino, crianças com cães e crianças com play-station, e gente que não acabava mais. A fila, saía do jardim, e como era uma localidade pequena, chegava à povoação vizinha.
Pedro e Elizabete já nem sentiam as mãos. As pernas pareciam postos de electricidade e as cabeças zuniam como um rádio desafinado.
Mas estavam felizes e bem noite, quando o trabalho todo, por fim, tinha acabado, tomaram uma decisão muito séria.
Continuariam a fingir que eram namorados.

Artigo de Opinião



Se voto, logo tenho os meus direitos

Gosto de cumprir o meu dever cívico. Quando há eleições estou sempre presente para colocar o meu voto. Sendo assim, segundo o meu ponto de vista, se «voto, logo tenho direitos» de opinar em quer que seja.


Mas fico decepcionada quando os eleitos não cumprem o seu “programa eleitoral” ou não executam as suas promessas eleitorais, como pessoas de bem que deveriam ser, levando com que às vezes, só me apeteça torcer-lhes o pescoço pelo não cumprimento da palavra ou porque apagam tudo que os “perdedores fizeram” para que as obras futuras possam ter a sua assinatura ou o seu nome, quando na verdade demonstram que «não conseguem encher Alpiarça de gruas».
Lembro-me dos meus tempos de estudante. Uma das matérias que ficou na minha memória foi a “Revolução Bolchevista”. Nem os “czares” não escaparam à morte violenta dos ocupadores. Mas uma coisa ficou assente, nos preparos antecedentes da revolução: «tudo o que seja a nossa história tem que ficar para que se preserve a história russa”.
Sinto-me decepcionada quando espero que a «equipa ganhadora” saiba fazer melhor e diferente que “os outros” e faz o contrário
Sinto-me triste quando vejo uma responsável pela cultura que ao oferecer uma «noite de piano» a todos os alpiarcenses julga que estes deixarão de ser o que são para passar a “eruditos”. Todos sabemos que Alpiarça é um meio rural, logo não se muda as mentalidades de um dia para o outro.
Especialistas que são em «apagar a história» seguem o raciocínio «se foi feito pelos outros» já não presta. Foi assim que saiu do “Calendário Nacional de Atletismo” o “Grande Prémio dos Patudos”,
Esquecendo-se tais iminências que cultura não é só «musica de arpa». Estes tons fazem-me sono.
Estes e estas pelouristas da cultura impingem-nos «música sacra» que custa um dinheirão. Mas esquecem-se de defender o nosso pobre “Património Municipal” vendo-se no pouco existente, as paredes cheias de salitre com o caliço todo a cair, que não levamos com ele na cabeça porque nos desviamos, mas sabem mais do que ninguém como pedir milhões para limpar as ervas do telhado de um qualquer edifício que seja público.
Se ainda dessem uns baldes de cal para caiar algumas paredes por aí encontradas e famintas de algo que lhe mude a cor. Nem isto já é oferecido.
Qual música sacra qual carapuça, o que eu quero, e o povo, é o “Toy” ou o “Emanuel” o resto é tudo música “pimba”.
Ser responsável pelo pelouro da cultura é algo muito complicado. A cultura tem várias vertentes e dispersa-se pelos mais diversas áreas, coisa que os nossos responsáveis desconhecem, ou fingem desconhecer.
Não basta defender apenas a “Casa Museu dos Patudos” O desporto também é cultura mesmo que alguns defensores da cultura lhe chamem de “lazer”
Fui habituada a deitar-me com as galinhas e acordar com o cantar dos galos. Sempre gostei de acordar e ouvir o barulho das pessoas a trabalhar e de ver confusão na estrada que é sinal que algo está em progresso; ir pela rua abaixo e ver os pedreiros a trabalharem no crescimento da minha rua.
Detesto ver o edil que leva os seus dias sentados na secretária sem se aperceber o que se passa cá fora. Vou ao café e gosto de ver o «meu presidente» na galhofa falando com o povo.
Acho caricato um presidente não querer andar nas ruas cheias de pó para não sujar os sapatos e muitos menos andar com o seu automóvel pelas estradas esburacadas. Devia saber o quanto custa pagar os arranjos dos nossos carros por causa dos buracos que as malditas estradas têm e que ninguém lhes liga.
Gosto de pessoas com iniciativa, daquelas que ouvem as opiniões de cada um, sem ameaçá-los com tribunal por não estar de acordo com as suas ideias.
Odeio pessoas que depois de instaladas na “Rua Direita” já nem olham para o semelhante. Muito menos para aqueles que não são da sua cor politica. Parecem “César” no “trono imperial”. Se pretender chegar à fala com eles, tenho que esperar, preencher papéis, explicando o motivo para depois pouco se preocuparem com a minha pessoa, porque sabem de antemão que já não os posso destituir
Esquecem-se é que quando chegar a altura de votar, que lhes faço um “toma”. Eu e muitos outros. Depois dizem que o povo é ignorante.
Agora o que me arrelia mesmo é não serem responsáveis pelas asneiras que fazem. Sejam inimigos do meio ambiente ou da carteira do pacato cidadão.
É isto mesmo: a “carteira do cidadão”. Então quando precisam de mais uns trocos não sabem logo aumentar as taxas e outras mais alcavalas”?
Às vezes até penso que a própria água que consumimos vinda dos confins da terra já aprendeu com os homens, pedir no final de cada ano um aumento para se conservar melhor.
Com estas modernices tudo já é possível.
Desde que vi abertos alguns “concursos públicos” para a execução desta e daquela obra por um determinado valor e finda a mesma, custar o dobro já acredito em tudo.
Deviam era trabalhar para o meu primo Basílio, aquele que construiu a casa da “Rosa”. Fazer um orçamento por cem para a meio da obra ser dito «afinal para acabar a obra os cem já não chegam. São precisos mais mil». Ele dava-lhes era logo com a pá e picareta na cabeça mandando-os de seguida ao escritório receber parte de ordenado enquanto assinavam uma declaração do reembolso do prejuízo por causa do orçamento ter sido mal calculado.
O Basílio, este assinava de seguida uma «carta de recomendação» informando a quem a recebesse que o «portador não é nenhum competente para o cargo a que concorre».
Os políticos não. São uns senhores. Não são responsabilizados pelos «actos políticos» que exercem. Mas eu, pacata e modesta escriba, se meto os pés fora da argola, leva logo «cacetada».
Mas temos que viver com eles e gramá-los.
Até quando? Bem…isto não sei! O que sei é que, segundo a “Tia Alice” «as coisas a continuarem assim, desiludindo-nos dia após dia, isto de certeza que não vai longe».
Fartos que andamos deste tipo de gente, qualquer dia, qualquer dia….
Sinto-me a pessoa mais revoltada quando viajo noutros concelhos e vejo o seu progresso e desenvolvimento.
Alpiarça e Golegã são os concelhos, quanto a mim, que pararam no tempo. A Chamusca também é um marasmo mas soube dotar as freguesias de estruturas, fazendo com que a nossa vila não «lhes chegue aos calcanhares» mesmo sabendo-se que a área deste mete a alpiarcense a um canto.
Os restantes concelhos, mesmo tendo coisas boas e coisas más, andaram para a frente. Cresceram, desenvolveram-se. Com o aumento por causa do seu crescimento, acabaram por se modificar de tal forma que estes três concelhos são uns minúsculos grãos de areia no mapa.
Depois o que detesto é que na altura de eleições são todos uns bons falantes, prometendo tudo e mais alguma coisa. Eleitos que foram passam a ser uns autênticos «marasmos» seguidos por uma corte de seguidores, sabendo estes «que as coisas não são nem estão como se esperava» teimando em dizer que não é «bem assim como dizemos».
Francamente! Mas vou votar em quem?
Serão mesmo todos iguais?
Não sei se sou comichosa demais mas acho que o dever de votar é uma decisão importante. Temos de ter a certeza «onde vamos meter a tal cruzinha».
Já não sei se aqueles que começam a marimbar-se para as votações se têm ou não razão. Pois de estarem tão desacreditados com as pessoas que desempenham cargos políticos e de se sentirem desenganados com estes que mais se pode esperar?
Mas aqui para nós: ainda continuo a acreditar naqueles que foram os primeiros eleitos desde que estamos em democracia. Fizeram obra.
Nunca me desiludiram – aos outros também – do cumprimento das suas promessas. Considero-os uns homens sérios, mas atenção: os outros - agora instalados – mais aqueles que virão, também são sérios.
Falta-me é saber se: «será pessoa para tomar conta do rebanho».
Se soubesse que sim até lhes dava o meu voto, salvo se não for algum trintão com pouca experiência profissional ou politica, porque por «ser bom e filho de alguém que já foi vereadora» não quer dizer que consiga levar o «barco a bom porto».
Tem que ser um «maduro» que mostre alguma obra feita. Não me chega ser um «bom professor» ou um «bom agricultor».
Deve ser ambicioso e ter uma passo de corrida acelerado para chegar primeiro do que os outros e saiba caminhar por cima dos tapetes dos corredores que os levam até aos ministros, tipo “Armindo” que pela calada soube dar a volta ao texto e deixar-nos «obra feita» mesmo se sabendo que de tempos a tempos gostava de uma «canecada no meio da populaça». Chamem-lhe nomes mas a «obra» está aí feita.
A «Vanda» – que foi representante do edil, aquele em quem se votou para um mandato mas que não o acabou – agora é a “Presidente” de todos nós, «digno povo alpiarcense». É minha amiga e conhecida, mas aqui para nós, que ninguém nos ouve: é tão novinha e tem tanta falta de experiência para além de quando exerceu a sua profissão «não ser muito conhecida na praça».
Nestas coisas de responsabilidade como o “votar” separo a amizade e conhecimento. Afinal que fez enquanto Vereadora da Cultura? Penso que esteve sempre abafada pelo “maior” para apenas dar sinal de vida nuns debates, numas sessões cultas e pouco mais (mas agora está em todas, até na televisão!).
O “Bancário”. Uma jóia de pessoa mas pacifico demais. A pessoa errada para o lugar certo, que alguns gostariam que fosse o titular do cargo para o dominarem.
O «farmacêutico? Um óptimo conselheiro de “produtos para a cura de mal feitos” e um pouco pomposo para o cargo, para além de precisar estudar um pouco de modéstia que não lhe ficava nada mal.
Resta a “Sónia”. Apostava nela e até é mulher para desviar o meu voto de uma outra qualquer concorrente.
Têm aquele carisma ofensivo; que não desiste daquilo em que acredita e sabe que consegue vencer.
Têm alma e genica. Mas têm um inconveniente: está no “Real Senado” local das excelências e não acredito muito que troque o palacete pelas paredes frias da sede camarária situada algures ao lado da “Rua Direita”.
Outros? Só se for algum “Campeão de Berlinde” que esteja esquecido ou que o PSD ou PP vá desencantar para mostrar “lista” e trabalho.
Independentes? É a solução: Um “Campeão de Matraquilhos” porque é o que está a dar.
Desconhecidos? Sem comentários.
Estou numa alhada! Em quem votar?
Conhecem alguém que me possam indicar?
Desculpem-me os leitores mas há dias em que preciso desabafar.
Hoje é um deles. Os outros são aqueles em que a minha “Tia Alice” está surda como um porta!
Mariana Teixeira

sábado, 17 de janeiro de 2009

Há vida depois da crise, segundo Jerónimo


O actual governo PS e os acólitos do poder têm montado uma enorme campanha em torno da crise porque querem os portugueses resignados, para lhes exigir mais sacrifícios”, afirmou Jerónimo de Sousa no pavilhão dos “Águias”, em Alpiarça, onde acompanhou os trabalhos da última reunião de quadros distritais do PCP, no dia 17 de Janeiro.
José Sócrates foi o alvo principal das críticas do secretário-geral do PCP, para quem “este governo prometeu muito e anda há quatro anos a apregoar a modernidade da economia portuguesa, mas terminará este mandato sem cumprir uma única das promessas com que enganou toda a gente”.Segundo Jerónimo de Sousa, “Sócrates mentiu ao povo português” porque “quando chegou ao poder colocou-se ao lado dos interesses dos poderosos e não governou em nome dos que lhe deram os votos”. “No início do ano, caiu a propaganda do país de sucesso que ia resistir à crise, mas agora usam-na como desculpa para justificar todas as políticas erradas que destruíram o aparelho produtivo e arruinaram a economia nacional”, afirmou Jerónimo de Sousa, dando como exemplo a revisão suplementar do orçamento, apresentada pelo ministro das Finanças. Sobre Teixeira dos Santos, o líder comunista disse que “é preciso ter lata para dizer que os rendimentos das famílias não vão ser muito afectados, quando já se sabia que o país ia entrar em recessão”. E “a crise não é para todos, porque os que ganharam milhões com este governo PS vão continuar a somar”, declarou ainda Jerónimo de Sousa, dando como exemplo os lucros do ano passado dos nove maiores grupos económicos portugueses, que ultrapassaram os 4 mil milhões de euros. “É um álibi para um governo que não agiu em devido tempo e está agora à espera que venha um milagre não sei de onde”, concluiu.“É preciso mudar de rumo, mas este governo fica sempre preso a esta camisa-de-forças neo-liberal”, acrescentou Jerónimo de Sousa, depois de explicar às cerca de 300 pessoas que compunham a sala que o PCP se prepara para lançar uma grande campanha nacional sob o mote “sim, é possível uma vida melhor”.A acção visa intensificar a intervenção e a luta do partido pela defesa dos direitos dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos, e a preparação para um ano que será marcado por três batalhas eleitorais.“Neste momento, ainda não há nenhum candidato aprovado oficialmente pelos órgãos internos do partido”, garantiu ao nosso jornal Octávio Augusto, explicando que este encontro distrital de quadros serviu apenas para acertar agulhas e preparar as próximas eleições, mas ainda sem nomes já definidos. Segundo o responsável, “ficou decidido que as listas têm que estar prontas até Maio, pelo que devemos começar a anunciar os nossos candidatos a partir de Março”. Nesta reunião, ficou também assente que o PCP vai realizar um grande encontro distrital com militantes e simpatizantes no próximo dia 4 de Abril, na Chamusca, e está ainda a preparar uma grande festa popular para assinalar os 35 anos do 25 de Abril, disse Octávio Augusto.

«João Nuno Pepino- "O Ribatejo"

Tudo ao molho e fé em Deus


Não é fácil obter informação sistematizada sobre o contrato programa assinado entre a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e a Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Alentejo 2007-2013, que delegou na CIMLT a gestão de 72 milhões de euros de fundos comunitários. O nosso jornal pensava que seria simples aceder à informação dos vários projectos previstos para cada um dos 11 municípios da Lezíria do Tejo abrangidos, mas a missão não se tornou fácil.
Depois de alguns contactos lá ficámos a saber, por exemplo, que vão ser construídos 21 centros escolares, cinco variantes rodoviárias, uma biblioteca ou dois polidesportivos. Mas não foi revelado onde, nem quando, nem quais os custos previstos. E nem um requerimento enviado ao presidente da CIMLT, o socialista Sousa Gomes, ajudou a desfazer as dúvidas. O autarca de Almeirim limitou-se diplomaticamente a dizer que no contrato programa não é referida a lista de projectos ou os montantes descriminados por município. É uma espécie de tudo ao molho e fé em Deus na era do Simplex e do Ribatejo Digital.
«O Mirante»

Artigo de Opinião











Comunistas ou Socialistas, eis a questão.

Estamos em ano de eleições autárquicas. Comunistas ou socialistas vão ganhar em Alpiarça porque as outras forças politicas não ganharão de certeza, nem nos próximos anos. Por uma razão simples: têm dificuldade em ter um “cabeça de lista” que consiga dar a volta ao eleitorado.

Mais que pode acontecer é conseguir a oposição eleger um ou dois vereadores para a autarquia. Passarão a ser “simples oposição” que bem controlada até pode acabar ao lado da maioria eleita. Não será agora nestas eleições que a situação irá mudar. Alpiarça é e será nos próximos anos uma terra de esquerda.
É difícil de encontrar alguém que seja bem aceite e que tenha uma boa postura como consiga mostrar ao eleitorado que no seu passado «fez obra». Os poucos que existem deixam muito a desejar. Quanto aos actuais responsáveis pelos partidos existentes localmente (PSD, PP e outros) não apoquentam muito porque o trabalho feito até à data não é por aí além.
A existir, o tal “candidato maravilha” que duvido, terá que alinhar pelas duas maiores forças politicas existentes em Alpiarça (PCP/PS). As “Listas Independentes” apenas fazem alguma mossa aos dois maiores partidos, retirando-lhe votos mas que na prática dificilmente chegam ao poder (como nas últimas eleições) porque não encontram a pessoa certa e que mostre confiança. Poderá ser uma pessoa querida da população mas na hora da verdade separa-se a amizade pela confiança. Todo o resto é uma ilusão. Ficou bem claro na últimas eleições uma candidatura independente que não tinha hipótese alguma de ganhar mas onde a “Cabeça de Lista” é estimada por todos.
A oposição existente, salvo o devido respeito, não consegue obter votos suficientes para destronar os dois maiores partidos com possibilidades de ganhar, a CDU e PS, mesmo que alguns chamem a este último “Alpiarça é a Razão” ou dizerem que a CDU é uma força não partidária de esquerda quando sabemos que é comunista.
Por mim, opino sobre os comunistas porque me merecem confiança e preocupam-se com os problemas do concelho, seja pela maneira partidária ou seja pela disciplina existente neste partido. Têm uma coisa que me interessa muito: a seriedade. Possamos gostar ou não dos comunistas, estes têm uma coisa que me merece toda a credibilidade: são pessoas sérias, talvez pela rigidez partidária.
São homens que estiveram alguns anos no poder instalado e fizeram obra e deixaram algo para as futuras gerações, nomeadamente; como mais importantes: O “Parque Municipal de Campismo” que hoje está entregue ao desleixo; A “Barragem dos Patudos” que é um ex-libris”; a “Urbanização Social dos 46 Fogos”; Urbanização dos 20 Fogos” (traseiras da Câmara); Rede de Esgotos em quase todo o concelho; Prédio de Habitação onde está instalada a Caixa Geral de Depósitos; rede de esgotos no Frade de Cima; Frade de Baixo; construíram o “Quartel de Bombeiros” que orgulha todos os Alpiarcenses; O “Parque Infantil D. Dion”; apoiaram dentro das suas possibilidades o desporto local nunca destrinçando esta ou aquela colectividade; apoiaram e desenvolveram a cultura e recreio nos lugares do concelho;
Lembro-me, que já alguns anos passados, quando a CDU estava na Câmara, de conversar com um responsável desta força politica me dizer «somos defensores de zonas verdes no concelho mas não de qualquer maneira porque tem gastos elevados. Estes gastos geram enormes custos que acaba por prejudicar a população. Zonas verdes a qualquer custo, não!»
Como ponto importante, nunca teve esta força partidária local, o apoio directo ou negociável de qualquer governo. Apresentaram projectos desbravando terrenos e furando pelos corredores dos mais variados ministérios, só terminando quando conseguiam obter a aprovação do então entregue.
Não me consta que algum eleito se aproveitasse do lugar que ocupava para se beneficiar a si próprio ou alguém da família como – que conste – nunca os vi metidos em “trapalhadas”. Por mais pequenas que fossem nem membros da sua família.
Derrotados que foram nas eleições e substituídos pelos socialistas, pouca ou coisa nenhuma fizeram salvo um ou outro melhoramento.
Mais não fizeram do que dar continuidade aos projectos e programas vindos dos eleitos demitidos; para continuarem na rotina, alcatroando esta ou aquela rua, permitindo que a iniciativa privada fizesse umas obras com custos próprios ( Ecomarché e Urbanização Habitacional – onde se situava os armazéns de “Gonçalves Monteiro”; umas rotundas todas embelezadas para os efeitos de algumas não funcionarem; continuaram o desenvolvimento da Zona Industrial, trazendo algumas fábricas que no fundo em nada contribuíram para o crescimento de Alpiarça pois o número da população não aumenta e os problemas que existiam antes continuam praticamente a ser os mesmos. Melhoramentos do dia a dia: um autocarro à disposição da população e pouco mais. Como obras salientes feitas de raízes e de valor ( em parte subsidiadas pelo Estado e CEE) contam-se o novo edifício da Câmara Municipal e da Biblioteca Municipal.
A coisa que mais admiro na obra feita pelos socialistas e que é o “máximo” é o slogan “ Alpiarça, Vila tranquila; Vida de Qualidade” (Puxa!... Acontece cada uma às vezes, como os tiros no Posto da GNR) que não faz sentido algum nem corresponde à verdade se formos visitar algumas zonas de lazer no concelho. Até nos faz doer o coração.
Quanto ao resto: execuções de conservação rotineiras, apenas trazendo benefícios que mais não são do um dever camarário
Como nota negativa (limito-me a dar a minha opinião. De forma alguma desejo que este escrito possa influenciar os estimados leitores e eleitores no próximo acto eleitoral) a polémica em nada abonatória para quem esteve no poder e que tanto criticou o partido da oposição.
Tanta polémica (não tenho conhecimento desde que vivo em Alpiarça de ter acontecido com os comunistas quaisquer controvérsia do género) que acabo por não saber se foi verdade ou mentira porquanto a “matéria-prima” deve ter sido guardada algures.
“Ministério Público”, Tribunais” Relações de Tribunais” Tribunais Administrativos”, “Policia Judiciária”, “GNR” investigações, acusações a pessoas ordeiras mas que tiverem a infelicidade de mandar umas “bocas” contra quem não deviam, denuncias ao “Ministério Público” por “dá cá aquela palha”, ameaças físicas de toda a espécie, falta de liberdade de expressão e sombras de uma ditadura local, desaparecimentos de objectos. Uma confusão de confusões que eu como eleitora nunca imaginei que Aconteceram coisas demais para uma população que é pacífica mesmo que de tempos a tempos goste de mandar a sua garfada.
Votar num partido e numa pessoa que não me dá garantia alguma destas coisas acabarem, então é melhor não votar e sentar-me na “bancada” a ver as restantes cenas do filme porque as surpresas estão reservadas a cada canto da esquina. Dou assim o benefício da dúvida mas não alimento algo parecido com o meu voto no futuro.
Poderia alongar-me mais neste artigo de opinião em cujo espaço me é permitido escrever e opinar seja o fôr, mas não me alongo por uma razão muito simples: não sendo natural de Alpiarça, logo não conheço bem o passado das pessoas, baseando-me apenas, desde que cá habito, naquilo que já vi e ouvi como daquilo que vejo feito pelas duas forças intervenientes. Umas obras foram feitas por uns e outras pelos que estão.
Como diz a minha “Tia Alice” «O povo não é cego. Às vezes engana-se partindo em busca de bom peixe quando o melhor está mesmo na frente da sua casa». Votar nos Comunistas ou Socialistas? Eis a questão.
Mariana Teixeira
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Isto não é homem


Acima dos governos, dos parlamentos, dos juízes, dos jornalistas, dos sindicatos, dos intelectuais, das Igrejas, dos exércitos, dos cientistas reinam os mercados financeiros.
Jean Ziegler

Está provado. Esta organização (global) do mundo fracassou. E fracassou sobretudo devido à capitulação dos poderes democráticos face à ganância de ocultos grupos de interesse. Atente-se na crise que presentemente devasta o sistema financeiro mundial. Na realidade ela não atinge os que têm beneficiado com o sistema, o especulador obcecado pelo ganho. Ela fere sobretudo os que estão na base da pirâmide, os mais pobres. Estes são atirados para o desemprego ou recebem salários de miséria, perdem benefícios sociais, assistem ao corte nas reformas. Enquanto o Estado acorre, solícito, a salvar o especulador ameaçado no seu lucro, deixa ser arrastada para a miséria uma multidão.
Bastaria olhar para o mundo que nos rodeia para verificar que um sistema que gera a mais obscena opulência, cria também a mais inominável das misérias.
Diríamos que estamos perante um sistema terrorista que produz insegurança, angústia e instabilidade social. É um sistema iníquo até porque fecha todos os horizontes ao criar um mundo totalmente imprevisível.
Toda a população sofre esta situação mas são os jovens que mais estão condenados neste mundo fechado. Sujeitos a uma longa escolaridade obrigatória; incentivados a conquistar um diploma para obter um lugar ao sol; desafiados a ter sucesso escolar para só esbarrarem no insucesso de vida, vivem esmagados por uma situação em que lhes é negada toda a possibilidade de traçarem um projecto para o seu futuro. Isto, porque o presente é a precariedade, sem emprego ou com salários que mal dão para sobreviver no dia-a-dia.
Um homem que quer trabalhar e não encontra resposta não é um homem. Não é um homem livre. Vê ser-lhe negada a possibilidade de participar na construção da cidade e de poder decidir acerca do seu destino. Perde a dignidade de ser humano porque é humilhado ao não ter voz activa e ao não poder realizar a essência da sua condição: construir-se e construir o mundo.
Temo que os jovens desempregados estejam a ser atirados para o desespero. Eles vivem numa selva e nenhuma voz se ouve a falar de certezas e de um futuro estável; nenhuma mão se levanta a apontar um rumo. A descrença é um convite a que dificilmente podem fugir.
Eduardo Bento
(Professor de Filosofia)

Milhões de euros para as autarquias



Por causa da crise que atravessamos e para apoiar o investimento público, criando assim desenvolvimento e emprego, passou a ser permitido contratar – sem concurso público - serviços até 206 mil euros e obras públicas até 5, 1 milhões de euros.


Com esta autorização excepcional do Governo todas as entidades públicas, logo as autarquias, já podem «abrir os cordões à bolsa» e fazer obras de maior valor sem ter necessidade de abrir qualquer concurso público, pois as «obras por ajuste directo» passam a ser possível desde que sejam feitas consultas a seis empresas.
Politicamente foi aberto o caminho para as autarquias poderem mostrar obras, aquelas que o queiram fazer, como também da possibilidade de aumentarem o seu endividamento.
Esta concessão em ano eleitoral não deixa de ser algo curiosa quando é permitida por dois anos e logo com inicio num ano de eleições tendo como base sustentável a crise que o país atravessa.
Cinco Milhões a mais do que era permitido é uma verba exorbitante que excede até muitos orçamentos municipais, mesmo que tenha que existir uma criteriosa politica de verificação das empresas por parte das autarquias, não isentando que não haja favorecimentos políticos. O tempo dirá se este «presente» não trará dissabores futuramente.

Homenagem ao Dr.Paninho




O Dr. Manuel Paninho vai ser homenageado pela Junta de Freguesia das Fazendas de Almeirim. É uma figura bem conhecida dos alpiarcenses, não apenas pela profissão que exerce mas também por ser pai de um grande comerciante de automóveis instalado no concelho

A Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim vai realizar uma homenagem a este médico, na passagem do seu 83.º aniversário. No dia 31 de Janeiro, será inaugurado um busto junto à capela das Fazendas de Almeirim seguido de um almoço num restaurante de Almeirim.
A homenagem é justificada pela dedicação, competência e brio profissional que tem demonstrado ao longo da sua carreira, pois este médico abriu o seu primeiro e único consultório nas Fazendas de Almeirim e nunca deixou de prestar os seus préstimos à população como ainda a exerceu nas aldeias de Paço dos Negros e Marianos.

Dois militares da GNR vão a julgamento acusados de “crime de corrupção”



Por alegadamente terem recebido 5 contos em troca de do perdão de uma multa de trânsito, os militares estão agora acusados pelo Ministério Público por “ crime de corrupção”.

Os dois guardas estavam numa acção de fiscalização rodoviária junto à igreja de Benfica do Ribatejo, no Concelho de Almeirim. Um dos condutores fiscalizados acusou uma taxa de alcoolémia de 1,30 g/l, tendo sido de seguida convidado a ir ao Posto da GNR em Almeirim para realizar um segundo teste.
O condutor, que seguia com dois amigos impedidos de conduzir, consentiu que um dos militares guiasse o seu carro, e seguiu sozinho com o outro na viatura da GNR.
Pelo caminho, o guarda começou a dizer-lhe «que não tinha prazer nenhum em multá-lo» e que «tudo se podia resolver». Apercebendo-se da deixa o homem perguntou se os «cinco contos» que tinha na carteira dos documentos seriam suficientes para esquecer o assunto. O militar perguntou-lhe então «se aquela quantia era suficiente para ele ir almoçar com o colega» ou se «seria suficiente para o livrar de uma multa de 40 contos». Como o detido não tinha mais dinheiro consigo acabou por ser sugerido que «deixasse a nota cair para o tapete (do carro da GNR)» Quando chegados informou o “colega de patrulha” do acordo e deixou os três amigos seguirem viagem no carro do condutor apanhado alcoolizado.
Depois do novo teste o homem – e amigos – foi directo ao posto da GNR de Alpiarça onde apresentou queixa contra os dois militares de Almeirim e exigiu que fosse feito um novo teste de balão que até acusou 0.90g/l.
A denúncia deu origem a um processo-crime já julgado por um Tribunal Militar que acabou no absolvimento porquanto não ser da «competência deste tribuna». O Ministério requereu então uma certidão para os acusar os dois militares de «corrupção» nos tribunais civis.

Fonte “Maria Lurdes”


O Casalinho foi o Lugar de Alpiarça que décadas atrás teve a maior indústria do concelho como neste pequeno sítio trabalharam dezenas de pessoas quase todas oriundas do Alentejo, coisa muito pouco conhecido pelas novas gerações.
Vinham trabalhar para a indústria cerâmica que na altura existia. Ainda hoje resta parte daquilo que outrora foi o orgulho de Alpiarça.
Lá se produzia a mais variada qualidade de tijolo e telha e a mão-de-obra existente não chegava para o necessitado já que na sede do concelho pouco havia em virtude de ser um meio, como hoje, muito agrícola, daqui a razão da vinda e assento no local de pessoas vindas do interior do Alentejo e zona pobres de outros concelhos pobres.
O terreno onde se encontram as ruínas da velha fábrica foi propriedade de uma conhecida família alpiarcense (Coutinho). Pela gratidão a uma familiar foi edificada com tijolos da “Cerâmica Alpiarcense” um pequeno fontanário situado na estrada que liga actualmente o Casalinho ao Frade de Cima com o nome de “Maria de Lurdes”.
Colocado na altura em local estratégico matou a sede a quem na fábrica trabalhava como aqueles que circulavam na via pois a mesma era muito frequentada pelas mais diversas camadas sociais da época para além das centenas que pela fonte passavam e satisfaziam a sede com a frescura da água que vinha das entranhas da terra.
Durante alguns anos, mesmo depois da fábrica deixar de ter actividade, o fontanário manteve-se em actividade como era conservado por quem o estimava e a considerava um símbolo marcante.
Por razões desconhecidas, hoje a dita “Fonte de Maria de Lurdes” encontra-se no maior desleixo porque não existe quem dela queira tomar conta como a conservar.
Cercada de erva seca e áspera, suja com as maiores porquices possíveis e imaginárias, encravada abaixo do nível da estrada, este fontanário que foi um símbolo para os residentes e não só, mais não é que um ponto de referência para quem sabe da sua existência.
É pena que ninguém sustente a sua manutenção e conservação porque aos poucos se perde no passar do tempo as poucas páginas que a história alpiarcense têm. Quer queiramos quer não, o bom e o mau é que faz a história.

Apelo de um leitor Alpiarcense



Recebemos como pedido de publicação um apelo de um alpiarcense que passamos a transcrever na íntegra:


«O intuito é mesmo um Apelo a que na toponímia de Alpiarça possa aparecer uma Rua com o nome de António Lopes, homem que muito fez pela formação tanto desportiva como humana pelos jovens de Alpiarça na década de 60.
Obrigado desde já pela vossa atenção
Assinatura: Ilidio Ramos


Nós acrescentamos: António Lopes foi um homem que deu parte do seu tempo à juventude alpiarcense preocupando-se sempre com a sua formação humana e desportiva. Para além de comerciante foi também durante muitos anos o correspondente do Jornal “A Bola”.
Possuía uma elevada formação social e tinha o “dom da palavra”. A sua forma de expressão como o fazer das crianças – na altura – uns homens marcou toda uma geração que deixou as suas marcas ao ponto de não ser esquecido.
Daqui o apelo de Ilídio Ramos e o nosso acrescento para que se forme uma comissão a fim de que as gerações futuras saibam que na sua terra existe uma rua com o nome de “António Lopes” e que foi um grande homem como um grande desportista.
“Jornal Alpiarcense” desde já coloca as suas páginas para a divulgação de noticias sobra esta proposta.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Jovem de Alpiarça morre em despiste de automóvel



Um jovem natural de Alpiarça faleceu na madrugada de domingo, 11 de Janeiro, na sequência de um despiste do automóvel que conduzia. O acidente deu-se na Estrada Nacional 118 junto à Ribeira do Vale Peixe, próximo da fábrica Compal, numa das entradas da cidade de Almeirim.
João Miguel Fernandes Branha, de 19 anos, terá pegado no carro do irmão, que se encontrava a descansar, e saiu para dar uma volta. Por motivos desconhecidos despistou-se, saiu da estrada, embateu em várias árvores e imobilizou-se ficando a viatura dissimulada pelo arvoredo existente no local.
Presume-se que o acidente tenha acontecido por volta das quatro horas da madrugada de domingo, porque nessa altura alguém terá ouvido um estrondo provavelmente causado pelo embate do carro nas árvores. Mas como o carro é preto e estava semi-encoberto pela vegetação, só foi descoberto cerca das oito horas da manhã. Quando o alarme foi dado o jovem já se encontrava sem vida.
João Miguel era natural de Alpiarça e membro de uma família marcada pela tragédia. O seu pai faleceu quando o jovem tinha quatro anos e a mãe morreu há 12 anos. João Miguel foi criado pela avó materna, que o tratava com grande desvelo e carinho. O corpo de João Miguel Branha foi transportado para a morgue do Hospital de Santarém. O funeral realizou-se na segunda-feira para o cemitério de Alpiarça com grande acompanhamento.
«Mirante-15.01.09»

Rico turismo



A recém-criada entidade regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo realizou um convívio de Natal numa unidade de turismo rural em Alpiarça, onde reuniu 78 funcionários. A todos foi oferecido um cabaz de Natal, tendo os filhos dos colaboradores recebido prendas. O Cavaleiro fez as contas e não pode deixar de tomar conta do registo que, pouco mais de um mês após a sua tomada de posse, a comissão directiva desejou a todos os funcionários um Natal atestado de fartura. É caso para dizer: que rico turismo, só é pena que não chegue a todos!
«O Mirante, 15/01/09»

Saiba como se aprecia um bom vinho


Quer seja um apreciador ou não, a verdade é que o vinho se tornou um verdadeiro símbolo de estilo e até de sex appeal. Um homem com conhecimentos sobre o vinho que bebe é alguém que é olhado com respeito e mesmo com admiração. Quer seja num jantar sensual partilhado com alguém, ou mesmo num jantar de negócios, saber apreciar um bom vinho é sempre certo de causar boa impressão. Sirva-se das nossas dicas para saber como ser um verdadeiro expert na arte de saborear um bom vinho e impressione.
Olhe para o vinho especialmente à volta do copo. Movimentar um pouco o copo pode ajudar a ver melhor a cor do vinho a mudar, do centro para as extremidades. Segurar o copo em frente a um fundo branco, como uma parede, é outra boa maneira de ver a verdadeira cor do vinho. Procure observar a cor do vinho bem como a sua claridade. Os vinhos brancos tornam-se mais escuros quanto maior a sua idade; o vinho tinto perde a sua cor avermelhada tornando-se numa cor mais escura e forte, um pouco mais acastanhada, deixando por vezes até um pouco de sedimento no fundo da garrafa. Esta altura é uma boa altura para cheirar o vinho e verificar os odores, que podem indicar que o vinho está estragado.
Gire o vinho no copo. Isto serve para misturar o oxigénio com o vinho, que irá suavizar os taninos (sabores da casca da uva) de um vinho jovem. Também deve espalhar o vinho na superfície do copo, para que o álcool do vinho evapore um pouco.
Enquanto estiver a girar o vinho no copo, repare na viscosidade do vinho, note como o vinho escorre na superfície do copo. Os vinhos mais viscosos dizem-se vinhos com “pernas”, e são normalmente mais alcoólicos.
Cheire o vinho. Inicialmente deve segurar o copo um pouco distanciado do nariz. Depois deve colocar o nariz um pouco dentro do copo, e verificar o que é que o cheiro lhe diz.
Dê um gole no vinho, mas não engula já. Role o vinho na boca, expondo-o a todas as papilas gustativas. Faça isto durante alguns segundos antes de o engolir dando tempo para pensar nos sabores que está a experimentar. Inspire pelo nariz enquanto movimenta o vinho na boca. Isto aumenta o sabor do vinho.
Tome outro gole, mas desta vez induza ar no mesmo. Sorva o vinho (sem fazer barulho). Note as diferenças subtis entre o sabor e a textura.
Note o sabor final que resta na boca quando engole o vinho. Quanto tempo dura esta sabor? Gosta do sabor?
Os vinhos têm 4 componentes básicos: sabor, taninos, álcool e acidez. Muitos enólogos crêem que um bom vinho deve ter um bom balanço destas quatro características. A idade e a decantação suavizam os taninos. A acidez suaviza com a idade de um vinho. O sabor frutado aumenta e decresce durante a vida de um vinho. O álcool mantém-se o mesmo. A junção destes factores contribui para saber quando deve beber ou decantar um vinho.
Fica aqui uma lista de sabores encontrados nas mais comuns variedades de vinhos:
Cabernet – frutos escuros, especiarias verdes
Touriga – aromas florais, ameixa
Merlot –frutos negros, especirias verdes, floral
Zinfandel - frutos escuros (often jammy), especiarias negras
Syrah – frutos negros, especiarias negras.
Pinot Noir – frutos vermelhos, floral, ervas
Chardonnay –Maçã, pêra, pêssego
Sauvignon Blanc – Uvas, lima, melão
O envelhecimento em carvalho causa ao vinho um sabor abaunilhado ou sabor a frutos secos.
Não se esqueça se estiver a servir o vinho, deve de o servir no copo correcto. Os copos mais largos são para os vinhos tintos, e os mais pequenos e estreitos são para os vinhos brancos.
Antes de mais, faça experiências com diferentes alimentos acompanhados com um tipo de vinho e compare a mudança de sabores que os alimentos provocam quando misturados com o vinho. Com os vinhos tintos experimente queijos de boa qualidade, chocolate e bagas. Com vinho branco experimente maçãs, peras e frutos citrinos. Combinar o vinho com certos alimentos é mais complicado do que vinho tinto com “carne” e vinho branco com peixe. Sinta-se livre de beber o vinho que desejar com o tipo de comida que quiser, mas lembre-se que uma combinação perfeita dá muito mais prazer que uma menos perfeita.
Se estiver a servir o vinho em sua casa, saiba que a maioria do vinho depois de aberto não dura mais do que um par de dias; o vinho tornar-se-á em vinagre, tornando o vinho não bebível.