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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A EMIGRAÇÃO DOS PORTUGUESES – NECESSARIAMENTE UM DRAMA?


Por: Anabela Melão
 
Todos conhecemos alguém que sai do País para trabalhar. No último ano, saíram do País 697 962 portugueses para trabalhar, o que equivale ao dobro dos 454 191 estrangeiros que cá vivem, e o que significa que se está perante uma terceira vaga da emigração, com níveis próximos dos anos 60 e 70, a que acresce que esta pode ainda ter efeitos mais graves e perduráveis para a economia nacional, já que, desta vez, inclui uma fuga de cérebros, o que, a par da baixa natalidade, alguns classificam de bomba-relógio para a sustentabilidade da Segurança Social. Ao certo, só com os Censos de 2011 se saberá. Os países de destino são a Suíça, a Espanha, o Reino Unido, o Luxemburgo e Angola. Sublinhe-se, contudo, que, contrariamente à emigração dos anos 60-70, esta é de carácter mais temporário. Os que saem para Espanha, por exemplo, chegam a ir e vir todas as semanas ou de 15 em 15 dias. E os que saem para Angola, têm deslocações com ida e volta, e, nos primeiros anos, concede-se-lhes apenas um visto de três meses.
Relativamente à fuga de cérebros, 1 em cada 13 portugueses com curso superior emigrou em 2000, considerando um total de 90 mil emigrantes, no mesmo ano, segundo o Observatório da Emigração. Um número elevado mas não desenquadrado face ao fenómeno europeu de mobilidade, com a Eslováquia a chegar aos 14% e a Irlanda aos 23%. Há, ainda que incluir nestes dados o número de portugueses que concluí a formação superior nos países de destino, que representam 20 %. Segundo os autores de “Portugal: Atlas das Migrações Internacionais”, publicado pela Gulbenkian, os principais destinos, em termos absolutos, são os EUA, o Canadá, a Alemanha e a França, e, em termos relativos, o Reino Unido, a Bélgica, a Holanda, a Suécia e a Itália. "À excepção da França [apenas 4% são licenciados], em todos os países referidos a percentagem de emigrantes portugueses com formação superior situava-se entre um mínimo de 20% (EUA) e um máximo de 40% (Reino Unido)".
É obvio que a actual conjuntura de crise, que, ao contrário do que muitos afirmam, não é de agora, de que decorrem os números crescentes do desemprego constituem um indicador preocupante.
Têm-se feito da questão um bicho papão. É verdade que a crise empurra dramaticamente a grande maioria dos emigrantes para fora, mas também convém não esquecer que os paradigmas de cultura se alteraram e que a mobilidade, pelo menos a que ocorre dentro do espaço Schegen, está mais facilitada. Mas também é verdade que as classes mais jovens encaram a sua saída – concretamente ao nível dos mais qualificados – como uma hipótese de interagirem com novas culturas e de valorização curricular. O incómodo de sair é, em muitos casos, atenuado pelo domínio das línguas do país de destino e até compensado com a multiculturalidade adquirida. Sem prejuízo de se reconhecer que, para outros, é a única solução, para uns, será a melhor solução.
As mentalidades mudaram e até, eu própria, à beira dos cinquenta anos, não vejo, agora, qualquer drama em aceitar uma oferta de emprego fora de portas. O que é curioso porque sou uma matriarca responsável pela sustentação de um projecto empresarial com um irmão quinze anos mais novo, que, igualmente, se dispõe a ir para onde os negócios o aconselharem, e que assumo o acompanhamento dos meus pais, na faixa dos setenta, que manifestam toda a disponibilidade em me acompanhar, se isso fosse necessário. Até as minhas filhas, a mais velha advogada na área do direito público de uma conceituada firma de advogados e a outra à beira de entrar na faculdade, uma já independente e a outra, em custódia partilhada com o pai, nada vêm de trágico na ideia de viverem e trabalharem fora do País. E, há uns bons anos, quando as oportunidades surgiram afastei-as sem hesitar. A Europa, como os países lusófonos, estão hoje no nosso horizonte territorial de vida, porque as nossas perspectivas sociais e culturais se alteraram.
A ideia enraizada dos nossos pais de que, quase tudo, era para toda a vida, desvaneceu-se, senão mesmo, faleceu. Começando na casa, no emprego e na família. Não há, julgo eu, que exorbitar as causas do fenómeno. Talvez haja mais, isso sim, que nos preocuparmos com as suas consequências. Como o fazem outros países que sofrem do mesmo. Como sempre, preferencialmente, apelando à razão sem nos deixarmos tolher pelo coração. Porque, basicamente, também o mundo da abrangência no espaço dos próprios afectos se alterou. E, com as novas tecnologias, a nostalgia e o distanciamento decorrente da distância minimizaram-se. Como dizia um amigo meu: - “falo mais agora com a minha filha (em Angola) e acompanho mais a vida dela e dos meus netos do que quando morava ao fim da minha rua.”
Tornámo-nos cidadãos do Mundo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Fernando Lopes-Graça

Fernando Lopes-Graça, nasceu em Tomar, a 17 de Dezembro de 1906 e faleceu na Parede, Cascais, a 27 de Novembro de 1994), compositor, pianista, regente e musicógrafo é considerado um dos principais compositores portugueses do século XX. Com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos "arranjos" dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina. Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais). Em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor o maior pianista português de todos os tempos: Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt).Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano “A Acção”. Em 1931, conclui o Curso Superior de Composição com a mais alta classificação, concorrendo de seguida a professor do Conservatório, em piano e solfejo, o que lhe viria a ser vedado devido à sua oposição ao regime político, sendo inclusivamente preso e desterrado para Alpiarça. Leccionaria na Academia de Música de Coimbra, vindo a colaborar na Revista Presença, um dos esteios da poesia em Portugal. Em 1937 ganha uma bolsa de estudo para Paris, a qual contudo lhe seria igualmente recusada por motivos políticos. Não obstante, decide partir para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin. É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, bem como as canções.

Desemprego jovem atinge os 23,4%


Por: Ramiro Marques

O Estado Social (ista) criou dois tipos de portugueses: os mais velhos, regra geral bem instalados na vida, gozando da protecção do Estado, com empregos para toda a vida, e as novas gerações, com vidas marcadas pelo desemprego, precariedade e baixos salários.
As gerações mais sacrificadas são as que têm maiores habilitações e qualificações. Leis laborais excessivamente protectoras dos instalados são hostis à criação de emprego e ao investimento.
Resultado: 23,4% dos jovens estão desempregados. Desses, mais de 60 mil são licenciados e mestres
Não fosse a emigração em massa de jovens licenciados e mestres e a situação seria ainda pior.
Para Portugal, isto é uma tragédia: saem os melhores, os mais jovens e mais qualificados. Ficam os moles, os menos qualificados e os instalados.
Portugal envelhece e acomoda-se ao empobrecimento.
Isto é a tragédia em directo promovida, há mais de 15 anos, pelo Estado Social

1.º Congresso Distrital do PSD em Alpiarça

A Concelhia do PSD de Alpiarça, vai levar a efeito  a apresentação pública   do seu 1º Congresso Distrital do Partido Social Democrata.
Esta conferência irá realizar-se no dia 29 de Novembro de 2010, pelas 21 horas no ginásio auxiliar do clube desportivo do ”AGUIAS DE ALPIARÇA”.
As áreas temáticas em discussão serão as seguintes:
1º) Estado, (Regionalização; Poder Local; Governo Civil; Obras Públicas; etc.);
2º) Economia, (Agricultura, Turismo; Ambiente, etc.);

3º) Social, (Educação, Sustentabilidade Social; Saúde, Trabalho e Emprego, etc.);
4º) Novos desafios, (Ordenamento do Território, Cultura e Média; Juventude; Desporto; etc.)
Este Congresso vai contar com a presença de: Isaura Morais, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior; Jorge Nogueira, Liliana Pinto e o advogado Ramiro Matos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Apresentação do livro “Miasmas”


A apresentação de Miasmas terá lugar este Domingo, dia 28 de Novembro, pelas 16h, no Clube Desportivo "Os Águias", no contexto da Feira do Livro de Alpiarça, e estará a cargo da Prof. Doutora Fernanda Gil Costa, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Imediatamente a seguir à apresentação decorrerá um Encontro de Poetas, organizado pela Cosmorama, com a participação dos poetas Jorge Milícias, José Rui Teixeira e Fernando de Castro
"Miasmas! é de autoria do alpiacense João Moita

Depois de uma década de despesismo, dez anos de austeridade e empobrecimento


Por: Ramiro Marques

Passei hoje algumas horas a ver os noticiários da BBC, CNN, Sky e Fox News. A BBC e a CNN dedicaram ampla atenção à situação financeira na Irlanda e em Portugal. O assunto da greve geral em Portugal foi recorrente ao longo dos noticiários da BBC.
Os analistas internacionais são unânimes em duas coisas: Portugal vai ter de ser resgatado pelo FMI e pelo FEEF, tal como foi a Grécia e está a ser a Irlanda; vem aí uma década de sucessivos pacotes de austeridade e empobrecimento dos portugueses.
Falta saber, no entanto, se o empobrecimento vai tocar a todos os portugueses, tornando as medidas de austeridade menos penosas para cada um e mais aceitáveis para todos ou se os sacrificados serão apenas os professores, médicos e magistrados no activo, como está neste momento vergonhosamente a acontecer.
É que, se os cortes salariais não forem distribuídos por todos os portugueses, incluindo os aposentados com pensões elevadas, o pacote de austeridade não terá resultados palpáveis na redução do défice e da dívida pública.
Estou certo de que os portugueses serão capazes de aceitar cortes salariais e redução das prestações sociais caso verifiquem que não há excepções na distribuição dos sacrifícios.
Não é isso que está a acontecer. A aprovação, ontem, pelo Parlamento, de uma proposta que isenta de cortes salariais algumas empresas públicas, entre elas a CGD, é uma vergonha nacional e uma afronta inaceitável. E é a prova de que Portugal não consegue sair do atoleiro com a actual classe política, inteiramente corrupta e afastada da realidade.
Temo, por isso, que, por culpa da elite política, despesista, corrupta e incompetente, os planos de austeridade e o empobrecimento de alguns sectores da população portuguesa, sejam em vão e que, daqui a meia dúzia de anos, estejamos ainda a culpar os bancos e os credores internacionais pelos problemas que nós criámos e não sabemos resolver.



Ganhos eleitorais

Pior do que o défice das contas públicas ou o défice da balança comercial é o défice de esperança de que sofre a generalidade dos portugueses, que os leva a não ter esperança no futuro e a aceitar as asneiras dos políticos como uma fatalidade nacional.
Os portugueses aceitam um OE brutal e se for feito um inquérito à população é muito provável que uma boa parte deles esteja convencida de que para o ano sofrerão novo corte no seu rendimento. Os funcionários públicos sabem depois de um corte nos vencimentos seguir-se-á outro, os trabalhadores do sector privado receiam com razão de que a impossibilidade de ajustamentos cambiais levará a reduções salariais, se não forem decididas por acordos colectivos serão aceites perante a chantagem do encerramento das empresas.
Olham para a classe política e assistem a debates e jogos de poder que mais parece um jogo de matraquilhos, o país afunda-se na bancarrota e os partidos estão mais empenhados em ganhos eleitorais do que na resolução dos problemas. As propostas umas vezes são manhosas, outras são pouco realistas, a bola passa de uns para outros sem que ninguém explique os sacrifícios que vão ser-lhes exigidos, uns ignoram a realidade e resumem tudo a uma política, outros dizem-lhes que foi uma fatalidade inesperada.
Aceitam aumentos de impostos e cortes nos vencimentos sabendo que todo esse dinheiro corresponde ao que o país enterrou num banco inventado para enriquecer um grupo de amigos, um deles até pertencia ao Conselho de Estado e está algures, não se sabe bem onde. Roubaram mais de 4.000 milhões de euros ao país e os juízes estão mais preocupados com as despesas dos ministros.
O Presidente da República vai bocejando e gerindo a crise de forma a que o OE não lhe estrague os planos da apresentação oficial da candidatura, candidatura que revela tanta consideração pelos seus eleitores que até foi divulgada por recado num programa televisivo.
Teremos rendimentos para cumprir com os compromissos que assumimos, teremos emprego para o ano, teremos emprego no próximo mês, os cursos que os nossos filhos tiram nas escolas vão servir de alguma coisa, teremos pensão quando nos reformarmos? Não temos resposta para as mais elementares da nossa vida enquanto cidadãos, e a única certeza que Sócrates nos garante é que teremos TGV. Bardamerda para o TGV, porque para emigrarmos para Espanha não precisamos de ir tão depressa, dantes íamos a pé e atravessava-se a fronteira a salto.
Esta falta de esperança corrói-nos a alma enquanto povo, destrói-nos os valores, tira-nos a confiança na democracia, leva-nos a desistir enquanto nação e ao salve-se quem puder individual. Não há solidariedade nacional, os ricos escondem o dinheiro em off-shores, a burguesia política assobia para o ar, a classe média verga-se perante os impostos e a ausência de desenvolvimento funciona como um supremo tribunal que confirma a sua condenação à miséria eterna.
Por: P.J.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PAC com menos burocrática

Por: Capoulas Santos *
“Não compreendo como é possível que tenham tratamentos burocráticos e controlos diferenciados medidas que podem ser integradas num único sistema de pagamento, como sejam os pagamentos directos, as medidas agro-ambientais ou as indemnizações compensatórias das zonas com desvantagens naturais”, afirmou Capoulas Santos perante o Comissário Europeu da Agricultura no debate da passada Terça-Feira, 22 de Novembro, no Parlamento Europeu reunido em sessão plenária em Estrasburgo.

Chamando a atenção de que é preciso simplificar a vida aos agricultores, Capoulas Santos referiu-se à necessidade de tornar a PAC menos burocrática como um objectivo que está ainda muito longe de ser alcançado, e defendeu que “simplificação não pode ser entendida como qualquer abertura ao facilitismo ou ausência de rigor em termos de controlo ou fiscalização de ajudas públicas. Nenhum pretexto pode ser invocado para contornar essa elementar exigência de transparência.”

Em resposta, o Comissário Europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, reafirmando o objectivo de simplificação na medida do possível para garantir o uso adequado dos fundos públicos, mencionou ainda a sua decisão de criar um grupo de trabalho técnico entre a Comissão Europeia e os Estados-Membros, no contexto da elaboração das propostas legislativas para o futuro da PAC, com vista precisamente a garantir que estas não representarão maiores encargos burocráticos.

* Colaborador do Jornal Alpiarcense

O que os autarcas e a maçonaria tem em comum? Tudo e nada.

Os autarcas e a maçonaria em pouco diferem, ou talvez não?
Tudo, se formos do partido e se dissermos “sim” a tudo” e que nunca os possamos criticar e, muito menos dizer mal deles na “Praça Pública”, mas sim “dizendo que são maiores e os melhores”.
Nada, se: formos do lado oposto (entenda-se de outras ideias politicas) porque aqui é que o “caldo se entorna”. Nunca nos dizem “não” a nada mas complicam-nos a vida de uma forma tão difícil que só temos duas hipóteses:
Alinhamos nos seus ideais ou desistimos daquilo que queremos ou precisamos
Uma terceira possibilidade viável mas nem sempre realizável, é: pura e simplesmente somos ignorados.
E porquê?
Porque temos que comungar dos seus ideais e não estar na linha do adversário, caso contrário seremos sempre olhados de lado como se um “ateu” fossem.
Como somos de uma linha maçónica daquela que quem detêm poder, tudo o que queiramos saber ou obter começa a ser difícil de conseguir.
A conversa fiada de que: «depois de eleito, tratarei todos os cidadãos por igual» mais não é do que uma treta como treta costuma ser aquelas que os políticos nos impigem quando menos esperamos.
Menos esperamos, é: quando pedimos algumas palavras e durante meses continuamos à espera da «resposta» porque caminhamos por atalhos diferentes.
A mesmas coisa que: maçónicamente pertença a um templo de “Jeovás” e pretenda os préstimos serviços de um “Católico”.
Bem posso esperar sentado.
Razão tinha uma leitora (comentarista) quando disse: «para arranjarem o meu «largo» (Vasco da Gama) tenho que ir à “Manifestação do Partido”?».
Que esperem sentados.
Vem esta lenga-lenga, a propósito do: meu “chefe ter-me incumbido de obter uma mensagem de um político do burgo sobre as comemorações do “25 de Abril de 2010” que na altura se iriam festejar cá no sítio e, ainda hoje estou à espera da mesma.
A diferença é que continuo de pé e não sentado como talvez fosse (ou continua a ser) seu desejo

DRE custam 5 milhões de euros só em despesas de funcionamento


Por: Ramiro Marques

A extinção das cinco direcções regionais da educação representaria uma redução anual de cinco milhões de euros em despesas de funcionamento, sem contar com o que se pouparia em salários.
As cinco direcções regionais de educação gastam cinco milhões de euros apenas em telecomunicações, material de escritório, rendas, despesas de manutenção, limpeza, combustível e electricidade.
Não é possível saber quanto se pouparia em salários porque as despesas com vencimentos de pessoal estão integradas no orçamento da Secretaria Geral do Ministério da Educação.
O Ministério da Educação tem duas direcções gerais: a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e a Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação.
A bem dizer, a primeira não serve para nada. Não se admite que, num país democrático e pluralista, exista uma direcção geral para dar orientações pedagógicas às escolas.
A DGRHE é a única direcção geral com justificação. É por ela que passam os concursos nacionais de recrutamento de professores e todo o processo de gestão das carreiras do pessoal docente.
As poucas competências das direcções regionais da educação podem ser transferidas para os directores que passariam a lidar directamente com a DGRHE para a resolução de problemas com a gestão de pessoal docente.
A extinção da DGIDC e das DRE poderia gerar uma redução da despesa pública na ordem das muitas dezenas de milhões de euros.
Com o País na bancarrota e à espera de ser resgatado pelo FMI e pelo FEEF essa redução na despesa não é nada desprezível.
Os portugueses têm de perceber que quanto mais serviços e estruturas do Estado houver menos dinheiro haverá nos bolsos dos portugueses.
Os polacos, suecos, dinamarqueses, holandeses, checos e eslovenos já perceberam isso há algum tempo e é por isso que as economias desses países estão a crescer mais de 3% ao ano.
Ao contrário do que os socialistas querem fazer crer, a Europa não está em crise. Quem está em crise é Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. E a economia mundial está a crescer mais de 5% ao ano com a Índia, África e a China a crescerem 10% ao ano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Crise oferece Natal menos iluminado nas cidades e vilas da região

A  Câmara de Alpiarça vai mais longe, não oferecendo os cabazes de Natal aos funcionários e não realizando o espectáculo tradicional de fogo-de-artifício. A iluminação vai ser menos ostensiva, reduzindo-se às entradas da vila dos lados de Almeirim, Santarém e Chamusca e dos lugares de Casalinho, Frade de Cima, Frade de Baixo e Gouxaria. Segundo o vereador Carlos Jorge Pereira (CDU), prevê-se gastar cerca de dois mil euros em iluminação de Natal, ao contrário dos 11 mil euros que a câmara gastou em 2009. “Com os cortes anunciados do Governo às autarquias e com a dívida da câmara temos que poupar em tudo o que podemos poupar”, acentua.
Saiba mais em:
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=471&id=69998&idSeccao=7546&Action=noticia

Sónia Sanfona vai estar hoje presente na Casa Museu dos Patudos para assistir à assinatura de um protocolo


Será assinado hoje pelas 16 horas em Alpiarça, no Pólo Enoturístico da Casa Museu dos Patudos, um protocolo entre o Governo Civil de Santarém e a RUTIS - Associação das Redes de Universidades da Terceira Idade da Região para sensibilização e formação no âmbito da Prevenção e Segurança Rodoviária. O acto será integrado no Encontro distrital da RUTIS, que ali decorre ao longo do dia com diversas actividades. A Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona estará presente.
«GI/GCS»

Presidente da Nersant defende redução dos salários


O presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant, José Eduardo Carvalho, defendeu hoje a redução nominal de salários como um dos mecanismos para o aumento de liquidez das empresas.

Falando no âmbito do 4º Fórum Empreendedorismo da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, o dirigente da Nersant e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), defendeu também a redução a descida da taxa social única (TSU) e criação de mecanismos de consolidação dos passivos fiscal e bancários das empresas.

“No passado, não achava que fosse necessário baixar os salários, mas com a deterioração da economia acho que, infelizmente, não vamos passar sem isso”, afirmou José Eduardo Carvalho.

O dirigente empresarial acrescentou ainda que, se tivesse havido já a descida da TSU, juntamente com o aumento do IVA, “teria permitido a redução dos custos operacionais das empresas sem ser necessário baixar os salários”.

Para o presidente da Nersant, a percentagem de redução dos salários deveria ser definida de acordo com cada sector, assim como a questão do salário mínimo nacional.

José Eduardo Carvalho seria também necessário fazer a consolidação do passivo fiscal e bancários das empresas. “Empresas viáveis e com dívidas ao fisco e Segurança Social entre 2008 e 2010 deviam poder fazer a consolidação dos seus passivos através do sistema de garantia mútua”, propôs ainda o dirigente empresarial.

A legislação laboral também foi alvo das críticas de José Eduardo Carvalho, que contestou a rigidez dos horários e os custos dos despedimentos. “A rigidez da legislação laboral enviesou a relação entre sectores de bens transacionáveis e não transacionáveis porque as empresas do sector dos bens transacionáveis têm que incorporar custos da rigidez laboral nos bens que vendem para o estrangeiro e competir com outras empresas de países mais flexíveis”, afirmou.

Também as associações empresariais não escaparam à análise de José Eduardo Carvalho, que as acusa de “estarem de cócoras perante o Governo” e “de não encararem estes assuntos com frontalidade”.

“Faço parte de uma geração que levou o país à insolvência e vivemos um momento de crise de representatividade no mundo empresarial”, afirmou o dirigente da AIP, lançando um repto: “quem não está disposto a encarar estes assuntos vá para casa”.
«O Ribatejo»

Exigimos custos sem extras

Em 2011, a factura da electricidade irá pesar mais no orçamento dos con¬sumidores. Face ao clima de crise e às fortes medidas de austeridade do Go¬verno, qualquer acréscimo num serviço público essencial é difícil de suportar pelas famílias.
Em Outubro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs um aumento, em média, de 3,8 por cento. Na factura de electricidade, a parcela dos “Custos de Interesse Geral” resulta de opções políticas e medidas legis¬lativas. O seu crescimento tem sido constante e exponencial. Prevê-se, em 2011, algo como 2,5 mil milhões de euros, um aumento de mais de 30% face a 2010. Trata-se de custos acrescidos, alguns sem relação directa com a pro¬dução e distribuição de energia eléctrica. É indispensável e urgente repensar a política de taxas e sobrecustos que recai nas nossas facturas.
A DECO alerta há muito para a situação e exige medidas para uma adequada sustentabilidade do sector eléctrico e protecção dos interesses dos consu¬midores.
 Na factura dos consumidores, em 2010, 31% traduzem os custos de pro¬dução de energia e 27% o uso das redes que conduzem a electricidade até nossas casas. A componente mais pesada, os “Custos de Interesse Geral” (42%), inclui verbas, entre outras, como o fomento às renováveis, rendas aos municípios e a amortização do défice tarifário. Há ainda a acrescentar os Cus¬tos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual e os Contratos de Aquisição de Energia.
Segundo a DECO, o Governo deveria aplicar medidas para restabelecer um equilíbrio mais justo na formação do preço a pagar por 6 milhões de consu¬midores. É possível, de forma progressiva, reduzir em várias áreas: energias renováveis, custos para a manutenção do equilíbrio contratual, renda dos municípios, contratos de aquisição de energia eléctrica, renda dos terrenos e garantia de potência, entre outros. A DECO simulou o impacto de uma dimi¬nuição de 10% nas rubricas dos custos de interesse geral e concluiu que, em vez de depararmos com a proposta de aumento para 2011, tal levaria a uma redução nos preços próxima de 5 por cento.
Se nada for feito, as más perspectivas serão agravadas, em 2012, com au¬mentos insuportáveis do ponto de vista social, muito provavelmente superio¬res a 10 por cento.

Façam greves, protestem, reivindiquem, mas deixem-me trabalhar

Deixem-me trabalhar
O direito à greve, está contemplado na Constituição Portuguesa. Todos temos direitos, mas, e não menos importante, todos temos deveres.
Não é a primeira vez, e com certeza não será a última, que, e a propósito de greves, fico verdadeiramente indignado.
Calculo o caminho que vou entrar, mas não me esquivo de dizer bem alto o que penso.
O direito à greve, está contemplado na nossa Constituição. É um direito legitimo e, embora quase sempre seja pouco eficaz, proporciona aos trabalhadores uma forma de reivindicarem os seus direitos.
É verdade que, dizem os entendidos, antes de partirem para a greve, haverá porventura outras formas de luta mais convincentes e mais eficazes, mas é inquestionável, a greve pode e é feita com toda a legitimidade.
A minha indignação, surge a favor dos que não tencionam ou, pura e simplesmente, não querem aderir à greve.
Os motivos podem ser diversos, por exemplo, não concordar com a reivindicação em curso, não concordar com os métodos e forma de luta, ou, e ainda mais habitual, ao contrário de dirigentes sindicais, um dia de greve, pode ser oneroso no orçamento e salário de um trabalhador.
Desta forma, e aqui é que reside a minha indignação, não é leal, justo e aceitável, impedir trabalhadores de trabalharem por não aderirem à greve. Tanto direito assiste a um trabalhador de fazer greve, como assiste a outro de querer trabalhar.
Bloquear e impedir colegas de trabalharem, só porque não alinham na luta em curso é indigno e, com todas as letras, merece da minha parte, haverá mais gente com certeza, o total repúdio e indignação.
Quem acha, que a coberto de um direito Constitucional, pode impedir a Liberdade de escolha do outro, procede mal e deve por isso ser chamado à razão.
Façam greves, protestem, reivindiquem, mas deixem-me trabalhar.

«http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?mode=thread&fokey=ae.stories/7398&va=264187&p=stories&op=view»

Limpeza e Inventariação de Peças do Museu Etnográfico


Estão a decorrer os trabalhos de limpeza e tratamentos específicos das peças e objectos que fazem parte do espólio do antigo Museu Etnográfico, que se encontravam amontoadas numa adega do Município.
Este trabalho está a ser realizado em parceria com a Associação de Amigos da Casa Museu dos Patudos, que, após o restauro das peças pelos funcionários ao serviço da autarquia, procederá à sua inventariação e catalogação.
È intenção da Câmara Municipal, eventualmente em colaboração com outras entidades, procurar um local adequado para a constituição do Museu Municipal/Etnográfico.
«CMA»

XVIII Feira do Livro de Alpiarça

Sábado, dia 27 de Novembro, pelas 16h00, inauguração da XVIII Feira do Livro com a presença da escritora Patrícia Reis, autora do livro "Diário do Micas - Mistério na primeira República".

17h00 - Lançamento do projecto "Alpiarça aLer+" Com a presença da Dr.ª Filomena Cravo e Dr.ª Ana Bela Martins, coordenadoras nacionais do Plano Nacional de Leitura.

18h00 - Sábados a Contar - "História da República" Sessão de Contos para toda a família

Pela Biblioteca Municipal de Alpiarça

21h00 - Apresentação do livro "Câmara de reflexão"

Com a presença de José Carlos Ramalho (RTP) e Rui do Ó (SIC)

«CMA»

Greve afectou mais função pública no distrito

Feito balanço final da greve geral no distrito, constata-se que foi essencialmente na função pública, e sobretudo em algumas autarquias do sul da região e os hospitais, que se verificou uma maior adesão.
Segundo os sindicatos, as autarquias de Coruche (PS), Alpiarça (CDU), Benavente (CDU) e Rio Maior (PSD) foram aquelas onde se registou uma maior adesão dos funcionários públicos, havendo serviços municipais que não chegaram sequer a funcionar durante todo o dia.
Também o Hospital de Santarém admite que o bloco operatório e as consultas externas foram serviços bastantes afectados. Mas o administrador salientou ao nosso jornal que, “como se tratava de uma greve já há muito programada” o hospital organizou-se de forma a cumprir os serviços mínimos, sobretudo nas urgências, que funcionaram sem problemas.
A nível das empresas privadas, a CGTP referenciou uma maior adesão nalgumas fábricas de multinacionais, como os casos da Mitsubishi do Tramagal (Abrantes), que teve a produção quase parada, a João de Deus&Filhos (Benavente) com uma adesão a rondar os 80 a 90 por cento, e ainda a Robert Bosch (Abrantes) onde a adesão terá também sido “muito elevada”, segundo os sindicatos.
A Nersant contrapõe estes dados e, no levantamento que fez durante do dia da greve a mais de 70 empresas da região, regista apenas uma – a JJM Esperança (Asseisseira, Tomar) – com uma adesão superior a 50 por cento. A associação empresarial identifica apenas mais cinco empresas com adesões entre 20 a 50%: Mitsubishi Fuso Truck (Abrantes), Postejo (Benavente), Olimar (Alcanena), Companhia Nacional Fiação e Tecidos (Torres Novas) e Metalúrgica Costa Nova (Torres Novas). José Eduardo Carvalha frisa que estas são empresas “com histórico” de greves, sublinhando a ideia de que “esta foi essencialmente uma greve da função pública”, no caso do distrito de Santarém.
No sector dos transportes, fonte da direcção financeira da Rodoviária do Tejo, referiu que a direcção operacional de Torres Novas – que inclui os concelhos de Torres Novas, Abrantes e Chamusca – foi onde se registou a maior adesão à greve (cerca de 70 por cento), com 75 funcionários a não comparecerem ao serviço, num universo de 107 trabalhadores. Na direcção operacional de Santarém -que inclui os concelhos de Santarém, Almeirim, Rio Maior e Alcoentre – a adesão foi de 29 por cento. Segundo Orlando Ferreira, administrador executivo da empresa, no concelho de Santarém “houve várias carreiras urbanas a circular quase sem passageiros” e “os primeiros serviços de expressos para Lisboa saíram da estação com dois ou três passageiros
«O Ribatejo»

DIA INTERNACIONAL DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA


Por: Anabela Melão

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher. Julgo que todos reconhecemos que esta é uma causa de cada um e de todos. Independentemente de ser física e/ou sexual, psicológica, por meio de coação, constrangimento, ameaça, de subtil ou explícita. Independentemente de condições sociais, étnicas, estéticas ou etárias. A violência contra a mulher assenta na própria condição feminina, e é mais ou menos bem suportada e tolerada pela construção de valores e papéis sociais que, ao longo da história, vêm submetendo as mulheres a relações desiguais, interferindo negativamente no desenvolvimento da sua autonomia e na conquista da sua emancipação.
A última das causas que congregou a comunidade mundial foi a da iraniana Sakineh Mohammadi Ashitianí, condenada à lapidação até à morte por adultério e cumplicidade no homicídio do marido. Parece que a sua vida está, literalmente, por um fio, embora, já hoje, um alto funcionário do regime de Teerão tenha afirmado que está a ser estudada a possibilidade de comutação da pena, recordando que a sua execução ficou em suspenso devido à campanha realizada por países ocidentais e organizações de direitos humanos contra a concretização da sentença, sem esquecer o papel determinante do Conselho de Direitos Humanos do Irão. Hoje, também, uma notícia sobre a situação das mulheres nos Emirados Árabes Unidos, dá conta da aprovação recente de um parecer, emitido pelo Supremo Tribunal, que reconhece ao homem o direito de “disciplinar” (leia-se agredir) mulher e filhos, desde que não deixe marcas físicas visíveis. Uma “legalização” que ocorreu depois do julgamento de um caso de violência doméstica cometido por um cidadão de Sharjah, que agrediu a estalo e pontapé a mulher, deixando-lhe ferimentos na cara e na boca, e a filha, com ferimentos na mão e no joelho. E, segundo o tribunal, os ferimentos nas duas mulheres relevam, apenas, porque provam que o pai abusou do seu direito na sharia, sobretudo, relativamente à filha, de 23 anos, que já seria velha demais para receber uma punição do pai, dado que, de acordo com a sharia, a puberdade determina o estado de adulta. Felizmente, a decisão do Supremo Tribunal suscitou a indignação das entidades que lutam por uma maior abertura e modernização do país, afirmando que a aplicação da sharia mancha a imagem dos Emirados Árabes Unidos, até porque a sua população é maioritariamente estrangeira.
É tempo - está-se sempre a tempo - de se agitarem as consciências e de se trabalhar para conseguir a mobilização geral da comunidade, nacional e internacional, contra a violência sobre as mulheres.
Trata-se de uma situação assumidamente chocante e em que todos os meios servem para se combater este flagelo. Amanhã, não é, pois, dia de celebrar, é, sim, dia de se chorar, porque, ainda, há muito em que se reforçar a luta pelo fim desta maleita social, pela formação e pela informação. O conceito da sentença dos Emirados Árabes Unidos, de que “disciplinar” vale, desde que não haja marcas visíveis, é, por acção e omissão, “permitido” em muitos estados democráticos, sabendo-se que há casos em que essa é uma recomendação dada por alguns advogados aos seus “ilustres” clientes. E falo por experiência própria.
Mas, se as marcas físicas exteriorizam os maus tratos, não esqueçamos, peço-vos o encarecido favor, que as marcas da alma nunca se apagam e delas quase nunca se recupera. E, quando perguntam, a quem já a sofreu na pele, porque não arrisca e porque não se “deixa levar” e tenta ser feliz, a resposta é pragmática: não se trata de não arriscar, ainda que pela primeira vez, a felicidade, mas de não arriscar, mais nenhuma vez, a infelicidade. Porque é bom que só uma vez chegue para se dizer “basta”!



Apoios aos Centros Sociais do Concelho

«Apoiar a Fundação José Relvas e a ARPICA/”Cantinho do Idoso” no trabalho assistencial à infância, aos idosos e a cidadãos portadores de deficiência, com especial relevância em eventual projectos de construção de novos espaços de creches, lares ou centros de dia» são uma necessidade básica e que requer um constante apoio.
É a Fundação José Relvas e a ARPICA os centros, também os únicos, que merecem todo o apoio por parte das entidades institucionais, devendo haver uma inter-colaboração entre estas duas entidades de formas a que haja melhores condições para os seus utentes e não a divisão entre as mesmas como destrinça na quantidade de apoio, ore beneficiando uma para prejudicar outra, ficando o cidadão às vezes com dúvidas naquilo que é feito como aconteceu recentemente com o projecto da pobreza atribuído à Fundação José Relvas para depois ser entregue à ARPICA.
E, porque não criar dependências nos lugares quem também tem os seus idosos e necessitam de apoio?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

95% dos Bombeiros Municipais aderiram à greve e os de Alpiarça também

O Corpo de Bombeiros Municipais de Faro aderiu a 95% à Greve Geral, nos turnos das 00h00 às 8h00 e das 8h00 em diante, revelou a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais
De acordo com os dados da ANBP, os corpos de bombeiros municipais de Loulé, Tavira e Olhão registaram uma taxa de adesão à greve de 65%, o mesmo número registado nos Bombeiros Profissionais das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Algarve.
No geral, os bombeiros profissionais de todo o país e da Região Autónoma da Madeira aderiram à Greve Geral, tendo-se registado adesões entre os 60% e os 100% (Sapadores de Coimbra e municipais de Viana do Castelo, Figueira da Foz e Alpiarça).
«www.barlavento.pt»

Almeirim acolhe o 1º Fórum de Participação do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo

Que Tejo quer no futuro?
A ARH do Tejo, I.P. - Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P, vai promover um conjunto de Fóruns destinados a mobilizar todos os interessados a participarem na elaboração do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.
A água tem um papel essencial. Dela depende a vida e proporciona desenvolvimento de actividades económicas, bem estar e lazer.
O 1º Fórum de Participação Pública realiza-se em Almeirim, no dia 25 de Novembro, pelas 18 horas, no Complexo Desportivo dos Bombeiros Voluntários.
Não deixe os outros decidirem por si! Venha dar a sua opinião e apresentar as suas ideias. Coloque as suas dúvidas e receba respostas... claras como a água!
Participe neste Fórum e divulgue-o junto dos seus amigos, familiares, conhecidos e colegas de trabalho.
A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia.
Para mais informações, consulte www.planotejo.arhtejo.pt

O Leme e a Tormenta

 Por: Capoulas Santos *

A história explicará um dia o que foi a crise económica e financeira que assolou o mundo e atingiu Portugal no início do século XXI.
E registará quem segurou o leme no meio da tempestade.
Duvido contudo que alguém se lembre dos que buscaram abrigo em terra, aguardando que a tormenta passasse, com a esperança de poder vir a segurá-lo, após certificação de que a nau estava em condições de navegar.
Não se trata de história trágico-marítima mas de uma imagem que ilustra bem a actual situação politica portuguesa.
Houve eleições em Portugal há pouco mais de um ano, depois da mais vergonhosa e sistemática campanha para abater um primeiro-ministro de que há memória. Contra tudo e contra todos, o PS, ainda que apenas com maioria relativa, ganhou folgadamente.
O primeiro gesto do vencedor foi lançar convite aos demais partidos para avaliar a possibilidade de se abrir uma negociação visando criar condições de governabilidade e de estabilidade politica absolutamente necessárias face à situação politica internacional e às suas consequências internas. É aliás o que sucede em toda a Europa como foi recentemente demonstrado no Reino Unido, onde até existe um sistema eleitoral que facilita a obtenção de maiorias, e onde, há muitos anos, não se verificava um situação de maioria relativa no parlamento. Em poucos dias, liberais e conservadores puseram-se de acordo, abdicando ambos de aspectos importantes dos respectivos programas eleitorais, para dar estabilidade ao país em momento de crise.
Entre nós, a resposta foi o que sabe. Todas, sem excepção, desde a oposição retórica até à que pretende ser responsável e alternante, disseram simplesmente não e tudo têm feito desde então para dificultar a acção governativa.
O mais recente e ridículo episódio foi a novela do orçamento de Estado. Sem coragem para uma recusa categórica e para assumir a responsabilidade da abertura de uma crise politica que seria a sua consequência lógica, o principal partido da oposição ficou-se pelo suspense e pelo descarte de responsabilidades.
Surpreendeu-me a cedência à chantagem e até a quase humilhação a que o Ministro das Finanças, desnecessariamente, se sujeitou.
Ultrapassada a falsa “crise do orçamento”, voltou a carga de cavalaria. Enquanto “comentaristas” escolhidos a dedo de entre as fileiras da oposição ou de ressabiados da situação, de que o ex-ministro das Finanças Campos e Cunha é o maior expoente, “colunistas” e outros que tais, continuam, até ao enjoo, a sua cruzada em tudo o que é jornal, estação de rádio ou canal de televisão.
E uma nova solução para os problemas do país, em diferentes variações, parece ter sido agora encontrada por alguns notáveis da nossa praça como Paulo Portas, Pacheco Pereira ou António Capucho: uma coligação do PS com um ou mais partidos da direita mas com outro primeiro-ministro. Um, obviamente ao seu gosto, e por eles escolhido. Isto é, pondo a mexer, precisamente, a única pessoa que cometeu o pequeno pecado de ganhar as eleições.
Enquanto isso, as exportações cresceram mais do que o previsto, o crescimento do PIB excedeu as previsões do Governo e da OCDE e o país continua a resistir às investidas dos mercados financeiros. E vários líderes mundiais reconheceram em Lisboa, aquando da Cimeira da NATO, a justeza e a coragem das medidas de contenção que estão a ser executadas.
Quando a tempestade amainar, os portugueses saberão bem quem esteve firme no leme. E também espero que não esqueçam as patrióticas gaivotas que preferiram ficar seguras em terra.

* Eurodeputado do PS e colaborador periodico deste jornal

“Águas do Ribatejo” vai aumentar a água em dez por cento

A empresa inter-municipal “Águas do Ribatejo” vão aumentar em 2011 e 2012 a água dez por cento. Por consequência as taxas de saneamento básico também sofrerão o mesmo aumento

GREVE GERAL - Transportes, escolas e hospitais são os mais afectados

Na primeira vez, desde 1988, a que se juntam a uma só voz os protestos do sector público e privado contra medidas do Governo, as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, que convocaram a greve geral de hoje, prometem a maior adesão de sempre por parte dos trabalhadores e ameaçam parar o País. Transportes, saúde e educação deverão ser os sectores mais afectados, os primeiros já com efeitos a fazer sentir-se desde o final do dia de ontem.
Transportes
No Metropolitano de Lisboa, os últimos comboios saíram dos terminais ontem às 23.30 e o serviço só retoma à 01.30 de amanhã. Já o metro do Porto servirá um máximo de duas passagens por hora, entre as 07.00 e as 22.00, e apenas em duas linhas. Na CP, começaram já ontem à tarde os atrasos e supressões de comboios. Só nas linhas regionais foram 15, mais dois intercidades e um alfa pendular. Carris, Transtejo e STCP não têm sequer serviços mínimos fixados, ao contrário da CP e da Soflusa, mas que a CGTP impugnou.
Educação
A Federação Nacional da Educação (FNE) prevê que pelo menos 21 escolas fechem por falta de professores e auxiliares. Na lista estão as escolas S. Pedro, Camilo Castelo Branco, Diogo Cão, EB 2/3 de Murça, EB 2/3 Vila Pouca de Aguiar, todas em Vila Real. Mais a sul deverão fechar as EB 2/3 Matilde Araújo, Sofia de Mello Breyner, Rui Grácio (Montelavar), Francisco Manuel de Melo, Miguel Torga, Padre Alberto Neto, António Ataíde, Paulo da Gama (Amora), Quinta do Conde, José Afonso (Seixal), Marquesa de Alorna (Almeirim), EB 2/3 Cartaxo, EB 2/3 Marinhais, EB 2/3 Alpiarça, Alexandre Herculano (Santarém) e Secundária de Grândola.
«Diário de Noticias»

Somos isso e muito mais

Por: Pedro Miguel Gaspar

Começaram por ser vozes dispersas como pequenas acendalhas, abafadas e espezinhadas por uma multidão de optimismo. Há uns anos, aqui e ali, surgiam saudosistas a evocar Salazar. A multidão, essa, marchava impávida e desatenta rumo a uma terra prometida de sonhos e ilusões. Liberdade, Igualdade e Fraternidade diriam os Franceses. Carros, Casas e férias nas Caraíbas pensaram os Portugueses. Salazar? O povo é sereno, era apenas fumaça.
Hoje, de ouvidos preocupados, percebo que existe, de facto, não só fumaça, mas um foco de um qualquer fogo que pode estar para vir. Sou envolvido num negrume maior quando absorvo a transversalidade desta evocação. Portugueses de todas as classes, idades, ideologias, crenças ou em total descrença e aparente alienação vão-se multiplicando em apelos a um ente que “ponha mão de ferro nisto”. “Só lá vamos à cachaporra”, “ O Salazar é que devia cá estar” são frases vociferadas, meio a sério, meio a brincar, por cada vez mais portugueses. Preocupa-me a parte do meio a sério.
Acredito, no entanto, com excepção dos crónicos, que essa evocação é apenas um grito de desespero e que ninguém, tenha ou não vivido a 2ª República, anseie pelo regresso do presidente do conselho. Acredito, na mesma proporção, que o grito de revolta é genuíno e pasmo a minha própria alma na cedência virginal que concedo a Alberto João Jardim pela sua homilia à 4ª Republica. Não é que alguma coisa tenha de mudar, é que tudo tem mesmo que mudar.
Hoje, dia 24 de Novembro de 2010, uma greve geral irá paralisar o Pais. A sua utilidade rima com nulidade. Sou acérrimo defensor do direito à greve mas já estamos paralisados há anos a mais. Percebo, com mágoa, que esta greve nada vai acrescentar e nada vai produzir para além da promoção das mesmas serôdias figuras que encabeçam os principais sindicatos e os mesmos actores dos diferentes partidos num reinado, alguns, quase tão prolongado cronologicamente como o do presidente do conselho. Até na forma e conteúdo deste tipo de greves estamos 20 anos atrasados.
Freitas do Amaral escreveu, sabiamente como é seu uso costume, sobre as 5 crises que atingem o País e o mundo.
Ted Sorensen, falecido no passado dia 31 de Outubro, mentor e executor dos discursos de J.F. Kennedy, escreveu para a tomada de posse do presidente dos EUA, fará 50 anos em Janeiro de 1961, o apelo “Não perguntem o que o País pode fazer por vós, perguntem o que podem vocês fazer pelo País”.
As crises têm a virtuosidade de serem um crivo onde, inevitavelmente, o joio cairá desamparado. O trigo, esse, germinará com mais força que nunca. E os Portugueses são trigo, e trigo da melhor selecção mas que tem sido esmagado por um joio secular. È tempo de darmos valor a nós próprios, de encher o peito de orgulho nas suadas de um pai que entrega o pão do dia a seu filho, de uma mãe que quebrou as barreiras do Patriarcado Social com a conquista do seu sonho profissional realizado, de um irmão que leva o nosso mais precioso produto exportável, a inteligência, a todos os cantos do mundo.
È o tempo de acreditar que somos muito melhores do que aquilo que alguns, por não o serem, nos têm feito acreditar. A essa acção já se chamou propaganda.


Pedagogia do desporto

Com os patrocínios da Câmara Municipal de Tomar, do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, do Convento de Cristo e do Instituto Politécnico de Tomar, vai ter lugar na cidade banhada pelo rio Nabão nos dias 26, 27 2 28 de Novembro, no Hotel dos Templários, o 1.ª Congresso da Sociedade Cientifica de Pedagogia do Desporto.
A Sociedade Cientifica de Pedagogia do Desporto (SCPD) nasceu com o objectivo de promover o estudo e a investigação na área da Pedagogia do Desporto, contribuindo assim para o desenvolvimento dos aspectos pedagógico-didácticos do desporto, tanto no plano prático como no teórico. Neste âmbito, a SCPD pretende cooperar com colegas, sociedades e instituições de formação portuguesa e estrangeiras interessadas na edição e produção de publicações de interesse para a associação e no apoio a projectos de investigação e desenvolvimento (I&D).
A SCPD prevê igualmente efectuar, a titulo complementar, actividades próprias necessárias à satisfação das suas necessidades e dos seus membros, organizando ou participando em reuniões, congressos, seminários e cursos de aperfeiçoamento e actualização.
José Rodrigues, ex-director da Escola Superior de Desporto de Ri Maior, integra a Comissão Organizadora.
«Região de Rio Maior»

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Banksters, os verdadeiros culpados da crise


“Fui levado a escrever este livro depois de ter ouvido uns senhores dos bancos a dizerem que a culpa da crise é de todos, na verdade uns são mais culpados do que outros, e para isso tive de recuperar a palavra banksters, que resulta da mistura de banqueiros com gangsters”, afirmou José Manuel Rolo, autor do livro “Labirintos da Crise Financeira Mundial” (2007-2010), apresentado no sábado, no salão nobre do Governo Civil de Santarém, numa sessão que incluiu um debate com os deputados do PSD, PCP e Bloco de Esquerda e representantes do PS e do CDS/PP, com moderação do director do jornal O Ribatejo Joaquim Duarte.

Publicado pelas Edições Cosmos, de Joaquim Garrido, o livro “Labirintos da Crise Financeira Internacional” explica como, “em apenas dois anos, se passou de uma descuidada euforia a uma crise generalizada e profunda cuja solução não está à vista”.

Professor universitário do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, José Manuel Rolo disse que foi levado a escrever este livro quando ouviu “os senhores dos bancos dizerem numa reunião que somos todos culpados desta crise; este livro serve também para mostrar que uns são mais culpados do que outros, e para isso tive de recuperar a palavra “banksters”, inventada na Grande depressão de 1930, e que resulta da mistura de banqueiros com gangsters”.

José Manuel Rolo sublinha que “esta crise resultou do triunfo das ideias liberais na década de 80, nos EUA e Inglaterra, com a subida ao poder de Reagan e de Tatcher, que conduziu à desregulamentação dos mercados”.

Sobre a situação de Portugal, o professor considera que “algo não está bem quando dos últimos quatro primeiros-ministros, dois saltaram lá para fora e os outros dois eram comentadores da televisão…” Critica os “antigos ministros e responsáveis políticos, que acumulam ordenados e duas ou três reformas, agora transformados em artistas de variedades como comentadores da televisão, e que ainda pedem a vinda do FMI”. Sublinha que “o apoio do FMI à Grécia foi no montante da dívida aos bancos alemães e franceses e isso diz tudo sobre o papel do FMI”. Em Portugal, desta vez, “o FMI só vai deixar maior pobreza e mais recessão; como não pode desvalorizar a moeda vai-se atirar aos suspeitos do costume, isto é, aos funcionários públicos, aos trabalhadores por conta de outrem, aos pensionistas e outros que não se podem defender, a não ser fazer umas manifestações”.

O autor considera que “esta crise, que não dá sinais de querer abrandar, além dos incalculáveis prejuízos que provocou por esse mundo fora, teve três consequências fundamentais: decretou, espera-se, a falência do capitalismo financeiro liberal e desregulado de raiz anglo-saxónica com sede em Wall Street e na City de Londres, e ramificações nas restantes principais praças financeiras mundiais; confirmou ou fez emergir outros modelos de organização da vida económica, todos de raiz capitalista, que se perfilam como alternativas à economia de casino e que vão desde o modelo liberal regulamentado aos modelos nórdicos, à economia social de mercado alemã e ao modelo chinês de capitalismo de Estado com larga participação da iniciativa privada; e provocou o primeiro grande abalo da supremacia do Ocidente e da hegemonia dos EUA no mundo em favor da China e de mais dois ou três países emergentes

No debate que se seguiu à apresentação, Tiago Leite, do CDS/PP de Santarém, recordou que “dantes o meu banco só me emprestava dinheiro para a casa se eu tivesse 20% do valor, depois veio a desregulação, as pessoas endividaram-se para o que precisavam e o que não precisavam e isso foi o princípio do fim”.

O deputado António Filipe, do PCP, afirmou a sua perplexidade sobre como é que esta crise foi possível e como é que se aceita esta situação de termos o poder político submetido ao poder económico e mediático, o pensamento único a dominar os meios de comunicação, esquecendo que foi o dinheiro dos contribuintes que salvou os bancos e são ainda os contribuintes que vão pagar os impostos e o resto por causa de uma crise de que não tiveram culpa”. António Filipe considera que “esta não é a primeira e não será a última crise do capitalismo, mas é a prova do falhanço do capitalismo que não é a solução para os problemas da humanidade”.

“Ouvimos todos os dias que os trabalhadores que recebem o ordenado mínimo e os beneficiários do rendimento mínimo andam a gastar à tripa forra e, por isso, é que estamos em crise”, ironizou o deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda. “A necessidade de regulamentação dos mercados financeiros é consensual, só não se percebe porque não se tomam medidas de controlo dos movimentos financeiros, de proibição da transformação das dívidas em títulos, e por aí além”, defendeu José Gusmão, citando uma frase do livro atribuída ao filósofo Montaigne: “entre o fraco e forte, a liberdade oprime e a lei liberta”.

Nélson Carvalho, do PS, defendeu que a solução para a crise deverá passar por um reforço da integração na União Europeia.

O deputado Vasco Cunha, do PSD, referiu que “esta crise coloca em causa o modelo social e de desenvolvimento do ocidente e, ironicamente, são antigos países do bloco comunista que estão a fazer o seu caminho, imunes à crise, com taxas de crescimento económico altas”.

«Jornal O Ribatejo»

São inquietantes os dados da execução orçamental

Por: Tiago Leite *

CDS-PP considera como inquietantes os dados da execução orçamental, sublinhando que a despesa corrente continua a subir, contra uma receita insuficiente para a compensar e o rendimento das famílias e empresas a não comportar mais impostos.

Assunção Cristas disse esta terça-feira que o CDS continua "a ver a despesa corrente a subir – subiu 4,3 por cento. Continuamos a ver uma receita que sobe, sobe 3,2 por cento, mas não é suficiente para compensar a despesa corrente".

Para a deputada centrista, a execução só não é pior a este nível e a despesa efectiva fica em 2,8 por cento porque "há um corte muito substancial no investimento – menos 17,3 por cento", que "equilibra um bocadinho".

Porém, o CDS-PP considera preocupante que o país continue a ter uma receita que "não é suficiente para a despesa normal estrutural do próprio Estado".

Por outro lado, acrescentou a deputada, a receita cresce "à conta dos impostos indirectos", nomeadamente do IVA e não do IRS ou IRC: "Isto quer dizer que o rendimento das famílias, das pessoas e das empresas, está muito ressarcido e já não comporta mais imposto".

Assunção Cristas frisou que o IRS subiu, mas a receita fiscal "desceu em relação ao ano passado, em sede de IRS e também de IRC", o que significa que "já não há rendimento disponível para fazer face a mais um aumento de impostos" e para o ano "tende a agravar-se"

A parlamentar destacou ainda que os juros começam "a pesar muito" na execução orçamental.

"O que foi gasto com juros foi mais 4,9 por cento do que no ano passado e essa é uma das nossas maiores fragilidades, com o financiamento do país cada vez mais caro e mais difícil", alertou Assunção Cristas, indicando que a tendência nesta rubrica é também de agravamento para o próximo ano.

"No orçamento está essa previsão e preocupa-nos, naturalmente", avançou.

Sobre a eventual necessidade de ajuda externa, Assunção Cristas escusou-se a avançar cenários por considerar que há factores externos imprevisíveis, nomeadamente a forma como os mercados colam ou não Portugal à Irlanda.

"Aquilo que Portugal tem de fazer é concentrar-se no que pode fazer: executar melhor os orçamentos. Esta execução orçamental continua a não ser um exemplo de uma boa execução orçamental", defendeu.

"Temos de dar estímulos ao crescimento económico se esse é o nosso maior problema. Não temos um problema no sistema bancário, mas temos um problema de crescimento económico e devemos naturalmente contrair o endividamento porque é o endividamento que nos fragiliza e nos expõe às variações do mercado", advogou.

Para Assunção Cristas, o Estado pode aí "dar sinais mais claros", não se comprometendo com grandes obras públicas, que "agravam o endividamento" do país e "retiram crédito disponível para as empresas fazerem a economia funcionar.
 
*Presidente da Comissão Concelhia de Alpiarça do CDS-PP

“Lembrar os mortos, sensibilizar os vivos”


O Governo Civil de Santarém assinalou em Benavente, no dia 21 de Novembro de 2010, o “Dia da Memória”, no âmbito da sua atribuição da Prevenção e Segurança Rodoviária, homenageando os que perderam a vida nos acidentes rodoviários do distrito e sensibilizou os vivos, para uma prática de condução mais segura e mais preventiva.

Estiveram presentes, a Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, o Presidente da Câmara, António José Ganhão, o Cmdt Distrital de Operações de Socorro, Joaquim Chambel, o Cmdt Distrital da GNR de Santarém, TC Vítor Lucas, o Comissário Mesquita em representação do Comando da PSP de Santarém, entre outras autoridades do concelho e da região, e populares que se associaram.

O Presidente da Câmara sublinhou que as autarquias têm à sua responsabilidade um maior número de quilómetros de estrada, do que o Plano Rodoviário Nacional, e por isso também devem fazer a reflexão sobre a prevenção de acidentes.

Benavente é atravessado por vias importantes e com bastante tráfego, e sublinhou a sensibilidade das Estradas de Portugal pela apresentação de um plano de obras na EN 118, entre o limite do distrito com Alcochete e Samora Correia, apesar das dificuldades que o país está a viver, e ser necessário estabelecer prioridades, com poucos recursos, referindo que “o mais importante da acção política, têm de ser os cidadãos, a preservação da sua vida e da sua segurança”.

A Governadora Civil falou na necessidade da continuação de campanhas de sensibilização e prevenção, que o Governo Civil tem vindo a desenvolver em diversas frentes e com entidades, junto de crianças e de adultos/automobilistas.

O Road Show do CGS, campanhas de abordagem directa, o protocolo recentemente assinado com a GNR, PSP, escolas de condução e associações motorizadas, e brevemente com Universidades Seniores, para sensibilização rodoviária, ou reflexões permanentes sobre o fenómeno, como a reunião regular da Comissão Distrital de Prevenção e Segurança Rodoviária, são algumas das acções.

Pretende-se alertar os condutores para evitar comportamentos de risco, que por vezes são permanentes, “com vista à minimização da sinistralidade, apesar de ser impossível acabar com o flagelo, numa relação homem-máquina, onde sempre reside o perigo”, disse.

Quanto aos números sobre os acidentes, em comparação com o período homólogo, na nossa região “os dados são animadores, mesmo assim não nos deixam felizes, mas são francamente melhores do que em relação ao ano passado”, afirma, apesar da redução de vítimas mortais, ainda são elevados os números de acidentes e de feridos.

Para esta melhoria também contribuiu o papel das forças de segurança e de socorro, na prevenção ou nos momentos, quando é preciso acorrer aos sinistros para reduzir o sofrimento.
«GI/GCS»

ÁGUAS DO RIBATEJO,DECO E QUERCUS PROMOVEM SEMINÁRIO SOBRE USO RACIONAL DA ÁGUA


No âmbito do plano de educação/sensibilização ambiental que a ÁGUAS DO RIBATEJO está a desenvolver nos seis municípios onde intervém, estamos a organizar um Seminário sobre Consumo Racional de Água dirigido aos alunos e professores das Universidades Seniores de Almeirim e Alpiarça no dia 26 de Novembro (sexta-feira) às 15h00, no Cine-Teatro de Almeirim.

Os oradores convidados são:
Engª Ana Rita Antunes, coordenadora do projecto nacional ECOCASA e dirigente da Associação Ambientalista QUERCUS que abordará as “Estratégias para racionalização dos consumos”
Dra. Sofia Antunes, jurista da DECO que irá abordar questões de ordem jurídica na prestação de serviços de abastecimento de água e tratamento de águas residuais e a importância da poupança da água por razões económicas .
Engª José António Moura de Campos, Director-geral da ÁGUAS DO RIBATEJO que fará uma apresentação da empresa e dos investimentos a realizar na região numa abordagem sobre as vantagens de um sistema intermunicipal.
Presidentes das Câmaras Municipais de Almeirim e Alpiarça, Dr. José Sousa Gomes e Dr. Mário Pereira com testemunhos enquanto autarcas que representam dois municípios “accionistas” da ÁGUAS DO RIBATEJO.
O guião do seminário é o seguinte:
15h00 Actuação do Coro da Universidade Sénior de Almeirim
15h15 Abertura do seminário pelos representantes da Universidade Sénior de Almeirim (USAL) e da ASAL
15h30 Intervenção dos representantes das Câmaras Municipais de Almeirim e Alpiarça
15h55 Intervenção do representante da ÁGUAS DO RIBATEJO
16h10 Intervenção do representante da Associação Ambientalista QUERCUS
16h25 Intervenção do representante da Associação de Defesa do Consumidor DECO
16h40 Debate com colocação de questões por parte dos alunos e professores aos oradores na mesa

Torneio de Abertura de Pista Coberta

ATLETAS DE ALCANENA ABREM ÉPOCA A VENCER

Foi na Nave Desportiva de Alpiarça que a Associação de Atletismo de Santarém deu inicio à época desportiva de 2010-2011, com a realização do Torneio de Abertura de Pista Coberta. Esta competição contou com a participação de 180 atletas em representação de 12 clubes. Entre os clubes presentes esteve a Casa do Povo de Alcanena (CPA-S) com 30 participações, havendo a destacar a obtenção de muitos recordes pessoais (RP) e de duas vitórias.
Jorge Oliveira e Pedro Santos venceram na Abertura em Alpiarça.
Jorge Oliveira com uma vitória no Lançamento do Peso e Pedro Santos com uma vitória no Salto em Altura, foram os representantes da CPA-S em maior destaque na tarde do passado sábado em Alpiarça. Jorge Oliveira, para além da vitória obteve um novo RP ao lançar o engenho de 4 Kgs a 12,31 mts, tendo ainda sido finalista nos 60 mts onde obteve a 7ª posição com a marca de 7,83 seg, marca que passa a constituir igualmente novo RP, depois de na eliminatória ter feito 7,89 seg. Pedro Santos venceu a prova de Salto em Altura com a agradavel marca, para inicio de época, de 1,83 mts, sendo ainda 4º na final dos 60 mts com a marca de 7,53 seg. Interessante este inicio de época para um atleta que por esta altura da época passada se encontrava lesionado, havendo por isso uma motivação acrescida relativamente aos resultados obtidos.
17 Recordes Pessoais obtidos pelos atletas de Alcanena
Bem se poderia dizer que a tarde do passado sábado em Alpiarça, foi a tarde dos recordes pessoais (RP) para os atletas de Alcanena. Por nada mais nada menos do que 17 vezes alguns dos atletas presentes bateram os seus RP. Para além dos já referidos, obtidos por Jorge Oliveira, a prova de 60 mts foi a mais produtiva, senão vejamos:
Daniela Pinote por duas vezes (8,95 na 1ª elim e 8,93 na final), Bernardo Malaca por duas vezes (7,71 na 2ª elim e 7,69 na final), Alexandre Gameiro por duas vezes (7,55 na 1ª elim e 7,51 na final), Pedro Ferreira por duas vezes (7,60 na 1ª elim e 7,57 na final), Fábio Oliveira (7,67 na 2ª elim), Miguel Santos (8,13 na 1ª elim), Zenaide Alves (9,90 na 2ª elim), Ana Marina Neto (9,19 na 1ª elim) e Valter Pinto (7,78 na 2ª elim).
Os outros RP foram obtidos no Salto em Altura, por Alexandre Santos com 1,65 mts e por Ana Marina Neto com 1,30 mts.
Estreantes Ana Marina Neto e Valter Pinto dão boa conta de si
Dois atletas fizeram a sua estreia em competições oficias com as cores de Alcanena, foram eles, a Juvenil Ana Marina Neto e o Senior Valter Pinto. Em ambos os casos verificou-se algum nervosismo proprio de quem se estreia, mas mesmo assim com bons desempenhos.
As classificações dos atletas da Casa Povo Alcanena foram as seguintes:
Peso (4,0 Kg)
Jorge Oliveira - 12,31 RP
Altura
Pedro Santos - 1,83
Carlos Santos - 1.80
60 metros
Alexandre Gameiro - 7,51 RP
Altura
5ª Ana Marina Neto 1,30 RP
Comprimento
5º Bernardo Malaca 5,49
8º Alexandre Santos 5,20
10º Miguel Santos 5,05
13º Rafael Rangel 4,66
60 mts Final Iniciados
4º Bernardo Malaca 7,69 RP
7º
Jorge Oliveira 7,83 RP
60 mts Final
7ª Daniela Pinote 8,93 RP
60 mts Final
4º Pedro Santos 7,53
5º Pedro Ferreira 7,57 RP
7º Fábio Oliveira 7,69 (7,67 RP na elim)
Altura
5º Alexandre Gameiro 1,65
6º Alexandre Santos 1,65 RP
60 mts 2ª Eliminatória
4º Valter Pinto 7,78 RP
5º Carlos Santos 7,80
60 mts
5ª Zenaide Alves 9,90 (2ª elim iniciadas)
60 mts
4ª Ana Marina Neto 9,19 (1ª elim)
60 mts
4º Miguel Santos 8,13 RP (1ª elim iniciados)
5º Rafael Rangel 8,67 (2ª elim iniciados)
«http://cpalcanena.blogspot.com»



Volta a haver exame de Filosofia no secundário


Por: Ramiro Marques

O Ministério da Educação garantiu à Sociedade Portuguesa de Filosofia o regresso do exame de Filosofia no secundário. O fim dessa prova, em 2007, provocou, como seria de esperar, uma desvalorização da disciplina e uma grande desmotivação dos alunos. Por seu lado, a Filosofia deixou de ser pedida pelas Universidades como disciplina de ingresso.

Não se sabe ao certo se o Programa de Filosofia vai ser alterado. Devia sê-lo. Mas receio que essa alteração acentue o enfoque em temas actuais anulando ainda mais o pouco que ele tem de História da Filosofia.

A disciplina de Filosofia só teria a ganhar com o regresso aos programas existentes na década de 70, fortemente ancorados na História da Filosofia, no estudo dos grande filósofos e das grandes teorias, sempre numa perspectiva diacrónica.

Dessa forma, a disciplina ganharia força como espaço de inquérito, pensamento racional e cultural geral. O conhecimento do pensamento filosófico através dos tempos é essencial na prossecução dos estudos e na compreensão das questões contemporâneas.

Reforma da PAC: para uma agricultura europeia competitiva e sustentável

De: Capoulas Santos *

A Política Agrícola Comum da UE tem de responder melhor às expectativas da sociedade para não perder credibilidade, afirmou o comissário europeu Dacian Ciolos, durante a apresentação da sua proposta de reforma da PAC, no dia 18 de Novembro. Os membros da comissão parlamentar da Agricultura do PE congratularam o objectivo de reforçar a competitividade e a sustentabilidade da agricultura europeia. “Escolher entre competitividade e sustentabilidade é um falso dilema”, defendeu Ciolos, que explicou que a reforma tem por objectivo alargar o âmbito da Política Agrícola Comum e permitir que a mesma passe a incidir não apenas na produção alimentar mas também na gestão dos recursos naturais.

A sociedade europeia espera que a Política Agrícola Comum gere riqueza e qualidade alimentar, garantindo, simultaneamente, um desenvolvimento sustentável e justiça para as pequenas e grandes explorações agrícolas. Dispomos de apoio financeiro para a PAC, comete-nos agora justificar esse apoio.

“A PAC é a mais importante política europeia”, defendeu o eurodeputado italiano Paolo de Castro (S&D), presidente da comissão parlamentar da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que relembrou o reforço dos poderes do Parlamento Europeu nesta matéria, nos termos do disposto no Tratado de Lisboa.

Intervenções de deputados ao Parlamento Europeu

Albert Dess (Alemanha, PPE): “Temos de garantir que o dinheiro da PAC é utilizado em investimento produtivo e não em despesas administrativas”. No que se refere a importação de alimentos, referiu Dess, “é necessário que as importações respeitem as normas ambientais, de bem-estar dos animais e de segurança alimentar “.

Luís Manual Capoulas Santos (Portugal, S&D): defendeu que acabar com as quotas leiteiras em 2015 não é uma boa medida e que é necessária maior clareza na definição de agricultores activos e de pequenas explorações agrícolas.

George Lyon (Reino Unido, ADLE): sublinhou a importância da justiça relativamente aos novos Estados-Membros e defendeu que a sustentabilidade deve estar no centro desta reforma a par da competitividade, uma vez que é necessário garantir que não acabamos com uma agricultura pouco competitiva.

James Nicholson (Reino Unido, CRE): lamentou o excedente de burocracia resultante de todas as tentativas de simplificação da PAC e o facto de a mesma não ser uma política social nem ambiental.

Martin Hausling (Alemanha, Verdes/ALE): referiu que é fundamental que a PAC seja mais justa e verde, pois caso contrário não é uma política aceitável do ponto de vista social. Por outro lado, referiu, se os agricultores receberem auxílios, têm de desenvolver e proteger a biodiversidade.

Patrick Le Hyaric (GCEUE/ENV): sublinhou a importância dos mecanismos de protecção e acrescentou que o acordo de importação de carne da América do Sul pode significar uma catástrofe para algumas regiões europeias.

Lorenzo Fontana (Itália, ELD): defendeu mais apoio às pequenas explorações agrícolas e, no que se refere à importação de alimentos, lamentou a concorrência desleal que a mesma representa para os agricultores europeus, que são obrigados a respeitar critérios de qualidade muito mais exigentes.

* Capoulas Santos é Eurodeputado do PS no PE e é um habitual colaborador deste Jornal. O artigo publicado também pode ser lido na página pessoal do autor

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PSD/Alpiarça e o 1.º Congresso Distrital

Concelhia do P S D de Alpiarça, convida todos os militantes, simpatizantes e demais interessados, a assistir à apresentação pública do lançamento do 1º Congresso Distrital do Partido Social Democrata.

Esta conferência irá realizar-se no dia 29 de Novembro de 2010, pelas 21 horas no ginásio auxiliar do clube desportivo dos”AGUIAS DE ALPIARÇA”.

As áreas temáticas em discussão serão as seguintes:

1º) Estado,

2º) Economia,

3º) Social,

4º) Novos desafios.

Contamos com a sua presença e o seu apoio.

Concelhia do P S D de Alpiarça

Mário Noronha Santos, (Presidente).