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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As remunerações não ultrapassam o salário do Presidente da República

Por: Tiago Leite *
CDS-PP anunciou na passada quinta-feira que propôs restrições às remunerações dos dirigentes da administração pública e do sector empresarial do Estado, impondo como tecto máximo o salário do Presidente da República.

Esta proposta de aditamento ao Orçamento do Estado para 2011 prevê a nomeação, pelo Governo, de um grupo de missão que deve entregar até 30 de Abril propostas de alteração ao regime remuneratório dos gestores públicos.

Segundo o diploma do CDS-PP, as alterações àquele regime devem garantir que as remunerações não ultrapassam o salário do Presidente da República.

"Alguma coisa está mal quando o presidente da TAP ganha tanto ou mais que o presidente dos EUA, quando o governador do Banco de Portugal ganha tanto ou mais que o governador da Reserva Federal dos EUA, e quando o presidente CTT, Metro ou Estradas de Portugal ganham mais ou as vezes o dobro do Presidente da República", afirmou o líder do CDS-PP, Paulo Portas na apresentação das propostas centristas.

O líder democrata-cristão disse que as alterações ao regime remuneratório dos cargos dirigentes da administração e do sector empresarial do Estado devem entrar em vigor "antes do final da próxima sessão legislativa".

O CDS-PP propõe ainda, nesta matéria, a fixação de "limites objectivos e universais para as demais formas de remuneração, fixas ou variáveis, em dinheiro ou em espécie" e a supressão da acumulação de prémios de gestão até 2013 inclusive.

Para Paulo Portas, a medida "reduz um pedacinho a despesa mas o essencial é aumentar a confiança dos cidadãos no Estado".
* Presidente da Concelhia de Alpiarça do CDS-PP

Portugal atrasou-se a perceber uma crise que era antecipável

O ex-ministro João Cravinho lamenta que os governantes tenham demorado demasiado tempo a perceber as implicações da crise. "Portugal pensou que poderia não ser atingido pela crise, e levou até Março de 2010 para perceber o problema da dívida soberana, mas tudo isto era perfeitamente antecipável", acusou João Cravinho.
Em declarações à comunicação social à margem de uma conferência promovida pela Câmara Municipal do Porto, João Cravinho sublinhou que "Portugal atrasou-se, não compreendeu, levou quase dois anos a perceber as implicações da crise, e ainda hoje há muito boa gente com altíssimas responsabilidades que ainda não percebeu aquilo que devia ter sido percebido no fim de 2008".
João Cravinho foi, com António Barreto, um dos oradores da conferência ‘A qualidade da democracia: ciência, política, ética", de um ciclo organizado pela câmara do Porto, que decorreu ontem à noite na Biblioteca Municipal Almeida Garret.
«Diário Económico»

Para que serve um governo civil?

A SIC transmitiu ontem uma reportagem intitulada “O estado a que o Estado chegou” onde aborda o tema dos governos civis e de alguns dos mega negócios do Estado com entidades privadas.
Tendo como pano de fundo a possibilidade de extinção dos governos civis e o dinheiro que o estado poupava com essa medida, a SIC tentou falar com vários governadores civis sobre a relevância do cargo. Apenas um aceitou falar.
A Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, que ocupa o cargo há um ano (tomou posse a 27 de Novembro 2009), recusou a entrevista.
O Governo Civil de Santarém abrange os municípios de Abrantes, Alcanena, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Ourém, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
De: «Jornal O Templário»
Saiba mais em:  http://www.otemplario.pt/ultimahora/noticia/?id=4953

Alpiarça Solidária

A Câmara Municipal de Alpiarça, aceitou a proposta da Associação Humana (ONG) para a colocação de 5 contentores de recolha de resíduos têxteis no concelho.
A Associação Humana é uma Organização não governamental que faz recolha de resíduos texteis (roupas, sapatos, roupas de cama) e outros (livros escolares, brinquedos).
Foram colocados na passada Sexta-Feira (dia 12 de Novembro) 4 contentores, com as seguintes localizações:
Alpiarça
- Junto ao Mercado Municipal
- Perto da Escola EB 2/3 na Rua do Eucaliptal
Frade de Cima
- Junto ao Jardim de Infancia e à Associação
Casalinho
- Junto à Escola EB 1 do Casalinho
Na próxima semana será colocado o quinto contentor, no Frade de Baixo, junto à Escola/Jardim de Infancia.
«CMA»

“EM CASOS PONTUAIS JUSTIFICADOS” – O PRESERVATIVO – AINDA A POSIÇÃO DA IGREJA


Por: Anabela Melão
Morrem, por ano, mais de 2,7 milhões de pessoas com o vírus da sida, de forma mais marcante na África subsariana. O último relatório da Organização Mundial de Saúde e a avaliação do programa de luta contra a sida das Nações Unidas indiciam que a epidemia está a estabilizar à escala global, mas apuram, também, que o impacto da crise económica dificulta a concretização dos programas de prevenção e de tratamento, em, pelo menos, 22 países de África, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico. Com a África do Sul está na linha da frente dos portadores do vírus VIH no mundo, com 11,6% (5,7 milhões) da população (de 49 milhões). Em África a população flagelada é de 22,4 milhões. Viram-se agora os olhos das autoridades mundiais de saúde para o Leste Europeu e para a Ásia Central, em que se constatou um aumento do número de novas infecções.

Joseph Ratzinger tem vindo a apregoar que a acção humana tem de ser vista em conjunto com uma dimensão moral, que, embora, se baseie nos fundamentos que constituem o vértice do catolicismo apostólico romano, tem de se adaptar ao momento histórico. E, terá sido, com base nessa sua ideia que o Papa veio flexibilizar o uso do preservativo, apenas em "casos pontuais, justificados". No livro Luz do Mundo, a lançar em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI dá como exemplo para um desses "casos pontuais justificados”, a utilização do preservativo por quem pratica a prostituição, com o argumento de esta pode moralizar aquela (?!). Acrescenta que o uso do preservativo não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH", e defende que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". O que, no fundo, equivale a dizer que a utilização do preservativo só se justifica por questões de saúde e não de contracepção.

Em Portugal, como em todo o mundo, os ecos ouviram-se.

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, diz que está "muito feliz" com a decisão de Bento XVI, o que é coerente com a posição que ele próprio tomou aquando das declarações do Papa na visita a África, não se coibindo de afirmar que as palavras do Papa "chegam atrasadas" e de manifestar alguma hesitação e prudência dizendo que aguarda que Bento XVI assuma as mesmas perante os fiéis. "Se me pergunta se é um estrondo, sem cairmos em excessos, nem em exageros, é indiscutível que é. É indiscutível que é um "volte face", com o qual rejubilo", mas reconhecendo que a prática dos cristãos há muito assumiu essa opção em nome da responsabilidade e de princípios éticos e morais, tal como admite estar "muito satisfeito" com as palavras do Papa, tendo em conta que as mesmas se destinam a situações de risco reais, em que se "joga a vida" e em que estão em causa "princípios éticos". "A vida não pode ser infectada, a vida não pode ser assassinada", afirma, enfatizando que a "verdade pode aparecer um pouco alongada no tempo", mas que "quando é dita tem sempre lugar marcado". Mostrando, ainda, alguma relutância em crer que, ipsis verbis, terá sido isso que o Papa quis mesmo dizer, acrescenta que faz votos para que não venha a aparecer uma "contra corrente" a argumentar que Bento XVI disse sem dizer, ou seja, que terá sido mal interpretado, ou corrigindo a frase com uma retificação, atendendo a que há precedentes nestas reviravoltas.

O padre Carreira das Neves crê que a posição "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos", e que é, sem dúvida, "um avanço", "um passo em frente" da Igreja. Já o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, preferiu remeter-se ao silêncio, no que foi acompanhado pelo porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que se limitou a dizer que "não há voz mais autorizada que a do Papa". Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, afirma que "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas." D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre" e que é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz". Já no ano passado, o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, tinha defendido, meio à revelia da doutrina predominante e oficial, "o uso do preservativo por doentes com sida", entendendo-a como uma medida "aconselhável e obrigatória".

Perante uma realidade dura e crua como a dos atingidos pelo vírus da sida, quer alguns cristãos, nas suas vidas privadas, e, dentro de portas, usavam o preservativo, até para fins de anticoncepção, e eram abençoados pelos padres das suas paróquias e compreendidos pelos seus confessores. Tal como já os técnicos afectos aos programas mundiais de luta contra a SIDA o recomendavam e tinham a aderência de alguns padres locais e regionais, o que não retira o valor das declarações de Joseph Ratzinger.

Mas creio que evidencia ao mundo esta triste realidade: que a Igreja, só quando se vê intimidada pela pressão dos media e só quando constata a calamidade como facto consumado, é que abre ligeiramente as janelas do seu pensamento. E, por isso, compreendo os que se movimentam já, exigindo um pedido de desculpas de Bento XVI ao mundo, pelos que morreram e pelos que estão enfermos.

Na Primeira Carta de São João, capítulo 4, versículos 8 e 10, lê-se que “…. Deus é amor” e que “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.”, e esta é a maior lição da entidade divina cristã.

Então fica sempre a inquietação.

Porque será que aquela que se apelida de “mão de Deus”, de “voz de Deus”, não agiu prudentemente, de acordo com os deveres de cuidado a que estão obrigados os pais perante os filhos, e não acautelou, não preveniu, e apenas remediou. E, creio, que, a existir uma forma de Deus, lá do alto, o juízo que faria das posições de quem se diz seu mandatário seria bastante critico. E, aquela que me parece a grande conclusão, é a de que, nesta matéria, se confirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), porque, nós, por cá, também somos profundamente críticos em relação à imprudência e à negligência da Igreja. Deus é de amor, mas a Igreja é alicerçada em dogmas que nem sempre se coadunam com uma postura de amor. E isso dá que pensar! E deixa-nos profundamente apreensivos e, até mesmo, tristes

Faço greve dia 24, pois está claro!


Por: Ramiro Marques

Tenho falado com alguns colegas que estão muito hesitantes em relação à greve do próximo dia 24, por se sentirem defraudados com os sindicatos, segundo dizem. Repetem que não vale a pena perder um dia de ordenado, quando ainda por cima vamos sofrer um corte significativo e que a luta se perdeu quando os sindicatos assinaram o famigerado acordo de princípios.
Como é sabido, nunca concordei com a assinatura deste acordo e nunca entendi por que os sindicatos mais representativos dos professores pensaram que tal acordo fosse uma mais-valia para a classe, mas daí até desistir da legítima luta dos professores pela educação, vai um passo grande demais que não quero dar. Além disso, por muito que tenha discordado da assinatura do acordo, e embora os sindicatos tenham o seu lugar próprio e sejam a estrutura que nos representa, momento houve em que a luta avançou depois de uma acordo realizado. E avançou-se porque os professores não concordaram e os sindicatos tiveram que ceder.
Posso entender que se discorde dos sindicatos mas tenho dificuldade em perceber por que os outros são desculpa para o que deixámos de fazer. Além disso, por muito que os sindicatos tenham errado, as políticas deste governo estão a matar o país e se todos nós temos obrigação cívica de nos manifestarmos e de exigirmos políticos competentes para o desempenho de todos os cargos, quanto mais não o devemos fazer quando em causa estão dos mais altos cargos do país!

domingo, 21 de novembro de 2010

MAIS 10 MILHÕES PARA O COMÉRCIO TRADICIONAL

Abre dia 22 de Novembro, 2ª feira, a 6ª fase de candidaturas ao Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio – MODCOM. Com uma dotação de 10 milhões de euros, esta nova fase destina-se a candidaturas aprovadas não seleccionadas nas fases anteriores.
O incentivo financeiro do MODCOM a micro, pequenas e médias empresas contempla apoios a três tipos de acções:
Acção A - Lojas individuais e conjuntos de modernização comercial;
Acção B – Lojas em rede, ou seja, empresas que pretendam, por exemplo, adoptar uma insígnia comum ainda que a propriedade seja individual, que utilizem a mesma plataforma informática ou que se abasteçam na mesma central de compras;
Acção C – Estruturas associativas do sector do comércio, com vista à promoção dos centros urbanos.
Os projectos de investimento contarão com uma taxa de incentivo a fundo perdido de 45% das despesas no caso das lojas individuais, de 50% nos projectos empresariais integrados e de 60% para as associações comerciais.
Nas cinco fases anteriores do MODCOM o Governo disponibilizou um total de 134 milhões de euros a fundo perdido para a revitalização do comércio tradicional, tendo sido seleccionados cerca de 4.600 projectos empresariais e associativos. Os postos de trabalho resultantes deste investimento foram mais de 7.000 mil.
«GI/GCS»

RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL DOS TITULARES DE CARGOS POLITICOS, na visão de RUI RANGEL



Por: Anabela Melão
O artigo merece ser aqui trazido pela relevância da voz que o expõe. É do Rui Rangel e intitula-se "Realidades indissociavéis", de 18-Nov-2010
"Rui Rangel - Ainda a propósito da minha última crónica sobre a responsabilidade civil e penal dos políticos. Nas sociedades democráticas e nos tempos que correm, não existem princípios imutáveis e puros. Tudo está em mutação ou em renovação. O aumento dos níveis de responsabilização é uma necessidade e uma exigência dos tempos, sendo um sinal de transparência e de crescimento das democracias.
Hoje, as responsabilidades política, civil e penal dos titulares de cargos públicos constituem realidades indissociáveis. A mera responsabilidade política é insuficiente e não oferece garantias de boa governação da coisa pública. Até porque os níveis de abstenção nos sucessivos actos eleitorais e as cifras negras elevadas de analfabetismo existentes têm enfraquecido e fragilizado a responsabilidade política.
Já não existe uma genuína responsabilidade de quem exerce cargos políticos. Ninguém cumpre as promessas eleitorais, governa-se em função dos interesses partidários e dos ciclos eleitorais e não à dimensão e às necessidades do País. Aumenta a responsabilidade política no dia em que quem estiver no poder governar para perder as eleições. E nesse dia ganham Portugal e a democracia. Mas como estamos longe desse dia, é necessário encontrar, por via legislativa, outros patamares de responsabilidade.
Não é populismo nem demagogia defender a responsabilidade civil e penal dos titulares de cargos políticos. É normal e lícito em democracia existirem políticos incompetentes e a prática do erro. Esta não confere nenhum título de qualidade nem certifica a competência. Mas ninguém ousará contestar que a democracia e o Estado de Direito certificam a verdade, a transparência, a lealdade e não pactuam com o erro grosseiro. A legislação que já existe sobre a matéria, particularmente a Lei nº 34/87 de 16 de Julho, que trata dos "Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos", é vaga, imprecisa, generalista e muito branda. Em termos de prevenção, não tem o mais pequeno pingo de dissuasão.

O crime compensa desde que seja de bolsos cheios. A margem na lei criminal existente é nula ou quase nula e não é por falta de capacidade judicial para a aplicar. Esta lei fraca e tímida mostra que não é nenhum crime à democracia defender essa responsabilidade. O que se queria era uma lei exigente e mais clara e objectiva. Mas como são os políticos que as fazem, é sempre assim, para que fique tudo na mesma.
Então, o titular de cargo político que de forma grosseira autorize despesas sem cabimento, gaste mais do que aquilo que o País pode suportar, faça grandes obras públicas em momentos de completa ruptura económico-financeira, afunde as finanças, endivide o Estado até à exaustão, escondendo esta realidade e a seguir venha pedir sacrifícios às famílias e às empresas, não merece ser responsabilizado civil e criminalmente? Claro que sim.
Não é de agora nem por causa desta crise ou de certos processos judiciais que envolvem políticos que defendo o aumento dos níveis de responsabilização. A responsabilidade civil e penal, por erro grosseiro, na violação de regras orçamentais é uma necessidade das democracias modernas e uma salvaguarda dos bons políticos, devendo, por isso, ser alargada." (Rui Rangel Correio da Manhã 18.11.2010)
Ainda bem que o Rui Rangel se pronunciou porque quando teci criticas à Lei 34/87, havia quem entendesse (vide, p. ex. revista Sabado da semana passada) que esta era quanto bastava para responsabilizar criminalmente os titulares de cargos políticos - e com isso louvasse a "descoberta" de Pedro Passos Coelho, mas, de facto, não é. Fazer uma nova lei é uma exigência inquestionável! Façam-nos o favor!!

NATO, mentiras e blindados

Por: António Filipe *

Já agora, deixo umas brevíssimas notas à margem, porque relativamente laterais, sobre a cimeira da NATO.

1.ª – A cobertura mediática sobre a realização da cimeira da NATO em Lisboa foi um exemplo de escola de “lixo tóxico” em matéria informativa. Vimos 500 reportagens sobre a aterragem do Air Force One na Portela. Vimos milhares de reportagens sobre os blindados da PSP que vinham mas não vieram e que eram para a Cimeira, mas afinal não eram. Vimos outros milhares de reportagens sobre o perigo de atentados terroristas, sobre os milhares de arruaceiros de aquém e de além-mar que assentariam arraiais em Lisboa para fazer distúrbios e partir montras, sobre a preparação de corpos especiais, grupos de intervenção, serviços secretos e toda uma panóplia policial preparada a enfrentar um Bin Laden em cada esquina. Vimos 50 reportagens sobre a ementa do almoço de Cavaco Silva com Obama. Vimos e ouvimos centenas de especialistas e comentadores a repetir até à náusea que a Cimeira foi um momento histórico, porque sim, porque sim e porque o que é bom para os Estados Unidos é bom para todos e o que é bom para todos é bom para Portugal.
O que é evidente, ou seja, que a NATO é uma organização de carácter agressivo, destinada a conferir suporte político à hegemonia militar dos Estados Unidos e às suas ambições de dominar militarmente o planeta para impor o seu domínio político e económico, ameaçando tudo e todos os que tenham a veleidade de resistir a essa hegemonia, não é coisa que possa ser dita porque poria em causa o brilho de tão lustrosa cimeira.
A generalidade da informação sobre a cimeira da NATO não passou de lixo tóxico.
2.ª – A forma como foram tratados na comunicação social os cidadãos dispostos a contestar a realização da Cimeira da NATO em Portugal, foi verdadeiramente insultuosa e intimidatória. Foram sistematicamente tratados como arruaceiros, senão como terroristas. Segundo a comunicação social, estariam a ser preparadas acções de desobediência civil, distúrbios de toda a espécie, porventura atentados. Foi anunciada a entrada em Portugal das mais sinistras organizações e somar a outras não menos sinistras já existentes ou infiltradas em Portugal.
Não ignoro que em outros países se tenham manifestado contra a NATO, grupos ditos anarquistas que semeiam distúrbios e cuja promiscuidade com a provocação policial tem feito correr alguma tinta. Mas também não ignoro, e ninguém ignora, que esses grupos não têm qualquer expressão entre nós, e que as manifestações promovidas pelas forças progressistas portuguesas assumem grande dimensão e são sempre, sublinho sempre, pautadas por um civismo exemplar. A manifestação que juntou 30 mil pessoas em Lisboa é um exemplo disso mesmo.
O que aconteceu foi que a Cimeira da NATO foi antecedida de uma guerra suja, na qual a comunicação social dominante se envolveu em pleno, visando intimidar e desmobilizar os cidadãos de se manifestarem contra a Cimeira, semeando aos quatro ventos a ideia de que qualquer manifestação daria lugar a distúrbios e a confrontos com a polícia. O sucesso da manifestação contra a NATO, pela sua amplitude, derrotou essa campanha. Porém, não faltaram noticiários que, omitindo a dimensão e o significado da manifestação, se limitaram a referir a ausência de distúrbios e a ouvir responsáveis policiais que se referiam a esse facto como uma proeza sua.
3.ª – Uma última nota para a irresponsabilidade e incompetência do MAI. Primeiro semeou o alarmismo: Portugal correria sério perigo de atentados terroristas. Depois justificou despesas inadmissíveis com a “segurança” da Cimeira: os nossos aliados faziam exigências que nos levariam a gastar 20 milhões de euros em novos equipamentos securitários, mas o Governo, ciente das dificuldades, gastaria “apenas” 5 milhões retirados, como de uma cartola, do Governo Civil de Lisboa.
Segundo informação dada na Assembleia da República, esses 5 milhões destinar-se-iam a comprar seis viaturas pesadas blindadas, seis viaturas para transporte de detidos, um canhão de água, uma viatura pesada e mais seis ligeiras para remoção de obstáculos, 45 carrinhas tácticas anti-motim, e outros equipamentos como escudos, viseiras e bastões. Essas seriam as exigências mínimas para a segurança da Cimeira. Tudo apontaria portanto para a ocorrência de gravíssimas alterações da ordem pública por ocasião da Cimeira, coincidindo com a campanha mediática em curso, complementada aliás com extensas e repetidas reportagens sobre a intensa preparação de corpos de intervenção dispostos a intervir em situações de quase estado-de-sítio.
Quando se tornou evidente que os célebres blindados não viriam, como não vieram, a tempo da Cimeira, o MAI operou um passe de mágica, e os equipamentos indispensáveis para a Cimeira passaram a ser indispensáveis para outras finalidades, como sejam a intervenção em bairros problemáticos.
De tudo isto resultam várias conclusões inevitáveis: em primeiro lugar, a incompetência absoluta do MAI, dado que a Cimeira passou e os blindados não vieram. Se os blindados fossem indispensáveis para a segurança da Cimeira, como se dizia, então a segurança da Cimeira tinha sido grave e irresponsavelmente posta em causa. Se os blindados não eram para a Cimeira, então o MAI mentiu, ao afirmar reiteradamente que o eram, embora, passada a Cimeira, pudessem ter outras utilizações.
Em todo o caso, estamos perante uma inadmissível trapalhada. Provavelmente os blindados chegarão para a Cimeira, depois da Cimeira. Vão custar milhões de euros ao bolso dos contribuintes e destinam-se evidentemente a ser utilizados contra os próprios contribuintes, caso estes decidam protestar com veemência contra um Governo que os anda a roubar.
* Deputado do PCP na Assembleia da República e colaborador periódico deste jornal

Alpiarça no programa "Portugal Português" da TVI24

O Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça participou hoje, dia 19 de Novembro, no programa “Portugal Português” da TVI 24 apresentado pela jornalista Paula Magalhães.
Esta entrevista a este programa, contou também com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Cuba, e incidiu sobre as Autarquias e os problemas dos Autarcas e Munícipes, e é transmitido aos Domingos, às 15 horas e às Terças-feiras às 13 horas
«CMA»


sábado, 20 de novembro de 2010

A Câmara de “velho faz novo”

Assim está a acontecer. O espaço existente na frente do Banco “Millenium” (Rua João Sousa Falcão/Rua José Relvas) onde permaneceu durante muitos anos um velho prédio sofreu obras de remodelação destinadas a um parque de estacionamento para automóveis. A Câmara soube, e bem, aproveitar este espaço que nada de útil tinha e por via da demolição do prédio que ali existia agora lhe deu um novo destino que bastante beneficiará os futuros utilizadores já que ali poderão estacionar as suas viaturas

Comissão Politica de Alpiarça vai receber hoje a visita do Gabinete Autárquico do CDS

O Gabinete Autárquico do CDS visita hoje o Distrito de Santarém para reunir com as Comissões Políticas Concelhias e Autarcas, com a presença do Coordenador Autárquico Deputado Hélder Amaral e a Presidente Distrital Margarida Netto.
A Comissão Politica de Alpiarça do CDS será representada pelo seu presidente: Tiago Leite.
Por: Margarida Netto.

Os desafios alimentares do planeta


De: Capoulas Santos
O convite do Instituto de Estudos e Investigação Económica de Bolonha, NOMISMA, ao Deputado Europeu Capoulas Santos foi um dos oradores convidados na Mesa Redonda sobre “Agricultura e sustentabilidade: pessoas, ambiente, economia e o desafio de alimentar o planeta”, que reuniu em Roma vários especialistas internacionais. Participaram no painel Monsenhor Sanchez Artondo, Chanceler da Academia Pontifícia de Ciências, o Embaixador, Pirzio-Biroli, ex-chefe de Gabinete de Franz Fishler, Paolo de Castro, Ex-Ministro da Agricultura de Itália e actual Presidente da Comissão de Agricultura do P.E., Paolo Bruni, Presidente do COGECA, Hussein Hassan, Ministro da Agricultura do Líbano e Kostas Stamoulis, Presidente do Centro de Altos Estudos Agrícolas Mediterrânicos.

Estiveram em discussão os cenários para a sustentabilidade mundial tendo em conta as mais recentes previsões, segundo as quais, até 2050, será necessário fazer crescer as produções animal e vegetal em cerca de 70%, assim como os contornos previsíveis das futuras politicas publicas para a sustentabilidade na Europa e no mundo.

O Deputado português, Relator do Parlamento Europeu da última reforma intercalar da PAC e Coordenador Agrícola do Grupo dos Socialistas e Democratas, exprimiu o seu ponto de vista sobre as prioridades a ter em conta na futura PAC no horizonte 2020, bem como sua articulação com as politicas publicas dos principais concorrentes e parceiros da Europa. A política agrícola dos Estados Unidos da América, as negociações no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC) e a recente reabertura do diálogo com o Mercosul em matéria agrícola, mereceram especial destaque. Capoulas Santos focalizou a sua intervenção nas respostas politicas e tecnológicas que considera necessárias para conciliar a garantia de produção e distribuição justa de alimentos, à escala mundial, com a protecção e valorização sustentada dos recursos naturais, num mundo cada vez mais afectado pelas alterações climáticas, a cujas consequências considerou necessário, para as mitigar, conferir idêntica prioridade politica.

* Capoulas Santos é um dos colaboradores habituais deste jornal, cujos textos aqui publicados podem ser lidos na página pessoal do eurodeputado

BLOGUE DE ALPIARÇA PLAGIA TAMBÉM SEMANÁRIO REGIONAL

Um blogue de Alpiarça, que só sabe dizer mal das pessoas e onde o seu administrador e responsável  permite que “tudo” seja publicado porque o seu blogue esconde-se no anonimato; onde a falta de princípios e a falta de ética é comum para além de permitir a publicação de ofensas pessoais; onde são acusadas pessoas sem que seja dada a possibilidade de se defenderem das acusações que lhes fazem, divulgou com algum destaque que Teresa Freitas fez plágio de um artigo que escrever neste jornal.
Mas como não tem escrúpulos não diz aos seus leitores que também plagiou um artigo que publicou na íntegra, denominado “Um exemplo a seguir”
O blogue de Alpiarça que tanto defende a moral e que tanto acusa as pessoas como o fez para com Teresa Freitas, fez exactamente o mesmo, (mesmo tendo razão) plagiou um artigo de outro jornal e publicou como seu fosse, tendo apenas alterado o título
A isto chama-se COPIANÇO
Texto que foi copiado e publicado no blogue de Alpiarça (tendo apenas mudado o titulo) e nem sequer se dignou citar a fonte, “O Mirante”
«Um Exemplo a Seguir
Projecto cívico foi iniciado por Júlio Lobo que hoje conta com a ajuda de quatro amigos.
Os amigos que limpam a Vala de Alpiarça e fazem passeios turísticos de barco.
Quando as causas são importantes e as pessoas que as promovem são pessoas interessantes, fazem-se amizades e conquistam-se boas vontades.
Júlio Lobo é um apaixonado pelos desportos náuticos. É piloto de motonáutica e decidiu pôr a sua paixão ao serviço da população de Alpiarça. Nas horas livres do trabalho como bombeiro na corporação municipal da vila onde executa também as funções de mergulhador, faz passeios de barco gratuitos na vala real como forma também de promover o turismo no concelho. Mas não se limita a isso. Para que o curso de água tenha um bom aspecto, o bombeiro perde horas do seu tempo a fazer limpeza no leito e nas margens. A sua dedicação acabou por cativar outras pessoas e hoje tem a ajuda de quatro amigos.
Foi em 1993 que começou a levar pessoas a passear na vala num dos seus barcos. Foi no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de Junho. “Não havia nenhuma actividade para envolver os jovens e a população que os envolvesse com a vala”, conta. Nessa altura as margens da vala estavam cheias de mato. Pediu umas canoas emprestadas, arregimentou o filho para o ajudar e fez o primeiro passeio náutico. Ao deparar-se com a falta de limpeza do curso de água logo surgiu a ideia de começar também a tratar do assunto.
Hoje Júlio Lobo conta com a ajuda do marinheiro Armindo Leite, encarregado do estaleiro do Instituto de Socorros a Náufragos que morava em Vila Franca de Xira e costumava ir à pesca para a vala. O trabalho de Júlio cativou Armindo que aderiu à causa. Hoje tem casa em Alpiarça e diz-se um apaixonado pela vala. Do grupo faz também parte Amílcar Machacaz, Fábio Correia e Rui Luís, que é o comandante dos Bombeiros Municipais de Alpiarça. O grupo costuma juntar-se na oficina onde Júlio Lobo repara os barcos e onde se definem as estratégias de trabalho em prol da comunidade à volta de um petisco.
É frequente a câmara e outras entidades pedirem ao grupo para fazerem passeios de barco na vala quando Alpiarça recebe convidados ou grupos de jovens. A autarquia dá a gasolina, mas todo o trabalho é do grupo. E não é só o tempo, a dedicação e o esforço que os cinco amigos dão. Muitas vezes acabam por ter despesas. Ainda há pouco tempo uma hélice de um dos quatro barcos ficou danificada. Um prejuízo de 200 euros. Júlio Lobo considera que este grupo é como um oásis num deserto que é a generalidade da população que hoje em dia não dá sequer um pouco do seu tempo para ajudar a terra e os outros.
O esforço muitas das vezes é manchado pela sujidade que invade a vala. “Muitos dias nos sentimos frustrados porque andamos a fazer um esforço para ter a vala em condições e depois há descargas poluentes”, refere Armindo Leite, 52 anos. Ainda há pouco tempo, recorda Júlio Lobo, “fizemos um passeio com um grupo de estudantes chineses que estavam na região com o professor Cândido Azevedo. Já estávamos a tirar os barcos da vala quando começa a aparecer o mau cheiro da poluição”. “O nosso grande inimigo é a poluição e já por várias vezes chamámos a GNR e denunciámos situações à câmara municipal”, acrescenta.
Júlio Lobo diz que o que move o grupo é “a muita dedicação” e a afectividade à vala onde antes os miúdos tomavam banho. Armindo Leite interrompe para dizer que assim “poupamos muito dinheiro no ginásio e no psicólogo porque fazemos uma coisa que gostamos e temos a satisfação de estarmos a fazer algo pelos outros, sem qualquer interesse”. “Há pessoas que gostam de caminhar, de correr, de ir para o café e nós gostamos da vala”, reforça Júlio Lobo.
O bombeiro e piloto de motonáutica tem uma vida muito ocupada e o trabalho por turnos nos bombeiros não lhe permite dar ainda mais tempo pelo projecto cívico que iniciou, mas ressalva que arranja-se sempre umas horas livres que são retiradas ao convívio familiar. Pelo menos, realça Armindo Leite, “temos a satisfação de que pelo menos contribuímos para a valorização da vala e a promoção turística de Alpiarça”.»
O artigo plagiado no “original” publicado no Jornal “O Mirante”
«Projecto cívico foi iniciado por Júlio Lobo que hoje conta com a ajuda de quatro amigos
Os amigos que limpam a Vala de Alpiarça e fazem passeios turísticos de barco
Quando as causas são importantes e as pessoas que as promovem são pessoas interessantes, fazem-se amizades e conquistam-se boas vontades.
Júlio Lobo é um apaixonado pelos desportos náuticos. É piloto de motonáutica e decidiu pôr a sua paixão ao serviço da população de Alpiarça. Nas horas livres do trabalho como bombeiro na corporação municipal da vila onde executa também as funções de mergulhador, faz passeios de barco gratuitos na vala real como forma também de promover o turismo no concelho. Mas não se limita a isso. Para que o curso de água tenha um bom aspecto, o bombeiro perde horas do seu tempo a fazer limpeza no leito e nas margens. A sua dedicação acabou por cativar outras pessoas e hoje tem a ajuda de quatro amigos.
Foi em 1993 que começou a levar pessoas a passear na vala num dos seus barcos. Foi no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de Junho. “Não havia nenhuma actividade para envolver os jovens e a população que os envolvesse com a vala”, conta. Nessa altura as margens da vala estavam cheias de mato. Pediu umas canoas emprestadas, arregimentou o filho para o ajudar e fez o primeiro passeio náutico. Ao deparar-se com a falta de limpeza do curso de água logo surgiu a ideia de começar também a tratar do assunto.
Hoje Júlio Lobo conta com a ajuda do marinheiro Armindo Leite, encarregado do estaleiro do Instituto de Socorros a Náufragos que morava em Vila Franca de Xira e costumava ir à pesca para a vala. O trabalho de Júlio cativou Armindo que aderiu à causa. Hoje tem casa em Alpiarça e diz-se um apaixonado pela vala. Do grupo faz também parte Amílcar Machacaz, Fábio Correia e Rui Luís, que é o comandante dos Bombeiros Municipais de Alpiarça. O grupo costuma juntar-se na oficina onde Júlio Lobo repara os barcos e onde se definem as estratégias de trabalho em prol da comunidade à volta de um petisco.
É frequente a câmara e outras entidades pedirem ao grupo para fazerem passeios de barco na vala quando Alpiarça recebe convidados ou grupos de jovens. A autarquia dá a gasolina, mas todo o trabalho é do grupo. E não é só o tempo, a dedicação e o esforço que os cinco amigos dão. Muitas vezes acabam por ter despesas. Ainda há pouco tempo uma hélice de um dos quatro barcos ficou danificada. Um prejuízo de 200 euros. Júlio Lobo considera que este grupo é como um oásis num deserto que é a generalidade da população que hoje em dia não dá sequer um pouco do seu tempo para ajudar a terra e os outros.
O esforço muitas das vezes é manchado pela sujidade que invade a vala. “Muitos dias nos sentimos frustrados porque andamos a fazer um esforço para ter a vala em condições e depois há descargas poluentes”, refere Armindo Leite, 52 anos. Ainda há pouco tempo, recorda Júlio Lobo, “fizemos um passeio com um grupo de estudantes chineses que estavam na região com o professor Cândido Azevedo. Já estávamos a tirar os barcos da vala quando começa a aparecer o mau cheiro da poluição”. “O nosso grande inimigo é a poluição e já por várias vezes chamámos a GNR e denunciámos situações à câmara municipal”, acrescenta.
Júlio Lobo diz que o que move o grupo é “a muita dedicação” e a afectividade à vala onde antes os miúdos tomavam banho. Armindo Leite interrompe para dizer que assim “poupamos muito dinheiro no ginásio e no psicólogo porque fazemos uma coisa que gostamos e temos a satisfação de estarmos a fazer algo pelos outros, sem qualquer interesse”. “Há pessoas que gostam de caminhar, de correr, de ir para o café e nós gostamos da vala”, reforça Júlio Lobo.
O bombeiro e piloto de motonáutica tem uma vida muito ocupada e o trabalho por turnos nos bombeiros não lhe permite dar ainda mais tempo pelo projecto cívico que iniciou, mas ressalva que arranja-se sempre umas horas livres que são retiradas ao convívio familiar. Pelo menos, realça Armindo Leite, “temos a satisfação de que pelo menos contribuímos para a valorização da vala e a promoção turística de Alpiarça”.

Mas não é apenas o mencionado blogue de Alpiarça e outros a plagiar. António Mendonça, Ministro das Obras Públicas também.
António Mendonça repete discurso do seu secretário de Estado
O ministro das Obras Públicas, António Mendonça e o secretário de Estado, Paulo Campos, repetiram hoje o mesmo discurso a abrir e a fechar o último dia do congresso da APDC»

Resta-nos informar de que este jornal não recusa o "direito de resposta" a quem quer que seja e muito menos de publicar comentários.
A diferença deste blogue para com outros locais é que não se esconde no anonimato nem publica comentários anónimos. Mas se os comentários forem enviados para a nossa caixa de correio (jornalalpiarcense@gmail.com) serão todos publicados cujos autores se identifiquem, temos muito prazer am fazê-lo.
Aqueles que querem acusar, sem provar o que dizem ou que gostam de dizer mal de tudo e de todos, então que o façam sobre o anonimato para os outros blogues.
Por parte deste jornal encerramos a matéria sobre "plagios" e não voltaremos a dar satisfações a quem escreve ao abrigo do anonimato.
Por estas e outras razões é que somos diferentes
.Deixamos o velho provérbio para que cada um entenda o que entender: «Quem é filho de boa gente e não se sente.........»

O alpiarcense João Céu e Silva vai ser o moderador do debate “Cidades solidárias”

“Cidades solidárias – que Futuro?” é o tema da sessão pública que irá reunir um conjunto de personalidades que se propõem debater e reflectir sobre a importância da cidadania e da solidariedade como elemento chave da coesão social necessária à consolidação do crescimento económico e competitividade da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Esta sessão sucede no âmbito do Evento Local dos Open Days 2010 e decorre no próximo dia 26 de Novembro, pelas 15h00, na Sala do Arquivo, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), decorre de uma liderança da CCDR-LVT que, pela quarta vez consecutiva, integrou um conjunto de entidades parceiras na Semana Europeia das Regiões e Cidades - OPEN DAYS 2010, evento que decorreu em Bruxelas entre 4 e 7 de Outubro, sob o tema Europa 2020: Competitividade, Cooperação e Coesão para todas as Regiões e que preconiza uma replicação local.

Teresa Almeida, Presidente da CCDR-LVT, preside à sessão de abertura, em conjunto com Manuel de Brito, Vereador do Pelouro da Acção Social na CML. Os eurodeputados Edite Estrela e Nuno Teixeira dão o seu contributo no primeiro painel da sessão, subordinado ao tema “Uma nova agenda para a coesão no espaço europeu”. “Governação de proximidade – a política social que se impõe?” é o segundo espaço de reflexão, que decorre pelas 15h45, e conta com a intervenção do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Rui Cunha, e do Presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho.

Pelas 16h15 entra em discussão, em mesa redonda, o tema “Cidades Solidárias e Desenvolvimento Sustentável”, com a participação de Henrique Joaquim, Professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, em representação do Centro Social Paroquial do Campo Grande; Gustavo Brito, responsável pelo Empreendedorismo/Iniciativa Bairros Críticos - Operação Cova da Moura, Paula Guimarães, responsável pela área de Responsabilidade Social da Fundação Montepio e Guilherme Collares Pereira, Director de Inovação Social da Fundação EDP. A moderação desta mesa redonda estará a cargo do jornalista João Céu e Silva..
«CCDR-LVT»
* O alpiarcense João Céu e Silva, é jornalista do “DN” e também escritor.





JUIZES: PRIMEIRO A GREVE DEPOIS O “RESTO”

Por: Anabela Melão
A Justiça tornou-se um tema recorrente. A última semana trouxe-nos indicadores preocupantes.
Primeiro, devido ao facto de a criminalidade em Portugal estar a aumentar, segundo os dados da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, destacando-se, sobretudo, o aumento da criminalidade fiscal e na área da corrupção. Quase metade dos novos inquéritos que deram entrada este ano respeitam a crimes fiscais (fraude fiscal, abuso de confiança fiscal, e outros). Desde empresas que retém verbas para a Segurança Social e que não entregam o dinheiro ao Estado a pessoas singulares que prestam falsas declarações de rendimentos ao fisco. Quanto à corrupção, a PGDL registou 166.002 novos inquéritos na área da sua jurisdição, até Setembro, abrangendo todo o distrito de Lisboa, grande parte do distrito de Leiria, algumas comarcas de Santarém, duas da Margem Sul e as regiões dos Açores e Madeira. Preocupante também, embora estatisticamente estável, é a criminalidade participada por tráfico de droga, com uma ligeira diminuição do número de crimes contra o Estado e a emissão de cheques sem cobertura.
"A criminalidade reflecte a violência que existe na sociedade", afirma Francisca van Dunem, que entende que se pode voltar aos índices de criminalidade verificados em 2008, o que significa que, depois de uma baixa na criminalidade citada no relatório anual de segurança interna, pode vir a verificar-se uma inversão com uma nova subida.
Ora, tudo isto vem a propósito da greve do dia 24. De um lado, a Procuradoria Geral da República decide assegurar os serviços mínimos, tendo sido a adesão decidida pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público que avisou o ministro. Uma atitude nunca antes vista. Uma decisão comunicada à hierarquia do Ministério Público por Isabel São Marcos, a recentemente eleita vice-procuradora-geral, dois dias depois de o sindicato apresentar o pré-aviso aos ministérios da Justiça e do Trabalho. A procuradora-geral determinou que os procuradores-gerais distritais, o coordenador do Ministério Público no Supremo Tribunal de Justiça e a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal assegurem, por turnos, o serviço urgente, nomeadamente casos de prazos máximos de prisão preventiva e providências urgentes de menores em perigo.
A decisão levantou polémica no Ministério Público, primeiro, porque não está prevista a intervenção sindical na definição dos serviços mínimos e porque espelha a posição própria de cada magistrado, na decisão de adesão à greve e, segundo, porque nunca se tomou uma medida destas ao nível da magistratura. A que acresce que as leis gerais que regulam o exercício do direito à greve prevêem o acordo entre os funcionários e as entidades patronais quanto à forma e duração dos serviços mínimos, sendo que, em regra, são os representantes dos trabalhadores a definir quem efectuará os serviços mínimos, com a excepção de, se os sindicatos nada decidirem até 24 horas antes do início da greve, a entidade patronal defini-os ela mesmo.
Relativamente aos funcionários do sector da Justiça, há que ter em conta o entendimento subscrito num parecer do Conselho Consultivo da PGR, de 1999, que reconhece que as associações sindicais têm de ser auscultadas quanto a serviços mínimos. O que fomenta o antagonismo entre as partes. Com o Sindicato dos Magistrados (ASMP) a garantir que vai definir os serviços mínimos com o Governo, porque não reconhece à PGR o direito a impô-los unilateralmente. A agravar pela circunstância de afirmar (a ASMP) que o Governo não está a negociar de boa fé a lei do Governo que visa rever o Estatuto dos Magistrados Judiciais, estabelecendo uma conexão (?!) entre as condições de independência necessárias às decisões judiciais os subsídios e a jubilação.
Para uns casos, os juízes arrogam-se os protagonistas de um órgão de soberania independente, numa situação de supremacia. Para outros, exigem ter os direitos dos trabalhadores “normais”. Esquecidos ficam os índices de criminalidade a subir decorrentes, alguns deles, nas palavras dos próprios juízes, da crise financeira. Crise financeira que não se coíbem de agravar aderindo a uma greve que em nada apoia a recuperação económica do País. Vestem-se e despem-se as togas, conforme as conveniências. E, abaixo de tudo, fica o interesse do País. Uma atitude que obriga ao desapontamento. Que provém da imagem que antes se tinha de uma classe que se supunha acima de lutas partidárias! Uma imagem dificilmente recuperável face ao recente protagonismo negativo dos vários interlocutores e representantes da classe. Provavelmente, fomos todos nós que errámos: elevamo-los a um púlpito imerecido

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sónia Sanfona em “Campanha de Fiscalização”


A Governadora Civil de Santarém acompanhou a GNR, numa operação de fiscalização de trânsito, na rotunda de Stº Estevão, concelho de Benavente, na intercepção da Estrada Nacional 10, com a Estrada Nacional 119.
Esta acção de Segurança Rodoviária, realizada na tarde de 16 de Novembro de 2010, incidiu na fiscalização de diversas normas e procedimentos, regulamentados no Código da Estrada, que por vezes não são observados, tais como: velocidade, álcool, seguro e inspecção em dia, uso de cinto de segurança, uso indevido do telemóvel, entre outros.
A vila de Benavente recebe no próximo dia 21 de Novembro de 2010, o programa do Governo Civil que assinala na região o "Dia da Memória", que lembra todos aqueles que pereceram na estrada
«GI/GCS»

Há 68500 licenciados e mestres no desemprego

Por Ramiro Marques

Se estes números não comovem os portugueses, isso quer dizer que o grau de insensibilidade atingiu um nível preocupante.
Quando as gerações mais velhas, regra geral bem instaladas na vida e a gozarem as delícias dos direitos adquiridos, não têm sensibilidade para os constrangimentos políticos que estão a condenar os jovens licenciados, mestres e doutores ao desemprego prolongado, não há futuro para o nosso país.
Se os portugueses não aceitarem uma redução das funções do Estado, um recuo do Estado na economia e na sociedade, leis laborais mais flexíveis, prolongamento da vida activa e redução da carga fiscal, o fenómeno do desemprego prolongado de jovens licenciados, mestres e doutores não cessará de se agravar.
O Estado Social faliu. Querer mantê-lo é impedir a criação de ambientes favoráveis ao investimento, criação de riqueza e emprego.
O futuro dos jovens licenciados, mestres e doutores foi capturado pelo presente das gerações mais velhas: as gerações que tudo quiseram, tudo tiveram e só deixaram dívidas.
Também os licenciados tiveram um péssimo Verão. A taxa de desemprego entre as pessoas com curso superior disparou 21,5% entre Julho e Setembro, existindo agora 68,5 mil desempregados com estas qualificações - eram 54,8 mil no segundo trimestre

Capoulas Santos considera “a nova PAC uma oportunidade para Portugal”


O Deputado Capoulas Santos considera o documento de orientação sobre o futuro da PAC “tão positivo nos objectivos quanto ambíguo nas medidas concretas para os alcançar“, opinião que expressou hoje na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, em Bruxelas, por ocasião da apresentação pelo Comissário da Agricultura, Dacian Ciolos, do documento adoptado também hoje pela Comissão Europeia.
“O documento constitui uma boa base de trabalho, incorpora algumas das sugestões e prioridades dos socialistas europeus e pode ser bastante melhorado pelo Parlamento Europeu“, afirmou o eurodeputado e coordenador dos socialistas europeus para as questões agrícolas. “Devemos aproveitar esta oportunidade para tornar a PAC mais justa e equitativa entre Estados-membros e agricultores“, acrescentou.
Quanto aos aspectos positivos, Capoulas Santos salientou o fim do critério histórico para a atribuição das ajudas e a criação de novos critérios mais justos e abrangentes baseados nomeadamente em critérios ambientais. Congratulou-se ainda com a intenção da Comissão Europeia de apoiar mais activamente os pequenos agricultores e de estabelecer tectos máximos por exploração para o recebimento de ajudas directas.
Por outro lado, Capoulas Santos teceu críticas relativamente à “ambiguidade quanto à forma de proceder ao reequilíbrio dos apoios entre Estados-membros e agricultores“, considerando ainda “decepcionante a indefinição quanto a alguns conceitos fundamentais tais como a futura forma de cálculo das ajudas“. O eurodeputado classificou ainda de “tímidas” as propostas avançadas pela Comissão Europeia em matéria de mecanismos de mercado, uma vez que, considera, “à excepção de um novo instrumento, insuficientemente explicado, nada inova quanto aos instrumentos de política conhecidos“. Capoulas Santos afirmou ainda que, dada a situação vivida no sector do leite, “aconselhar-se-ia maior prudência na declaração da irreversibilidade do fim das quotas leiteiras em 2015“

Para quando o Arquivo Histórico Municipal?

Alpiarça está carregada de “história” que passa de boca em boca mas que se vai perdendo ao longo dos anos como se vai desconhecendo por razões várias tudo que é «fotografias do concelho» quer em termos culturais como desportivos.
«Constituir o Arquivo Histórico e Fotográfico Municipal, com documentos de origem municipal, pública e privada de interesse histórico, promovendo a investigação e o conhecimento da história local» é uma necessidade absoluta como obrigação é defender toda a história de Alpiarça.
Urge então aos responsáveis autárquicos com saliência para o responsável do Pelouro da Cultura tomar ou mandar tomar as devidas medidas para que este arquivo passe a ser uma realidade e que seja publicitado de forma a que a população tenha ao seu alcance os mais variados registos para que esta «história» local não se perca no tempo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Projecto de combate à pobreza em Alpiarça parado por falta de resposta da Segurança Social

O projecto de combate à pobreza do concelho de Alpiarça, que deveria ter arrancado em Setembro de 2009, continua parado porque desde Agosto que aguarda uma resposta da Segurança Social que permita avançar com o projecto. Em causa está o facto da Câmara de Alpiarça ter proposto que fosse a Arpica (Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alpiarça) a coordenar o projecto no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS). A Segurança Social terá que decidir se a instituição tem condições para assumir e desenvolver o projecto.


Saiba mais em:
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=470&id=69851&idSeccao=7525&Action=noticia

Projecto cívico foi iniciado por Júlio Lobo que hoje conta com a ajuda de quatro amigos

Foi em 1993 que começou a levar pessoas a passear na vala num dos seus barcos. Foi no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de Junho. “Não havia nenhuma actividade para envolver os jovens e a população que os envolvesse com a vala”, conta. Nessa altura as margens da vala estavam cheias de mato. Pediu umas canoas emprestadas, arregimentou o filho para o ajudar e fez o primeiro passeio náutico. Ao deparar-se com a falta de limpeza do curso de água logo surgiu a ideia de começar também a tratar do assunto.
Saiba mais em:
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=470&id=69719&idSeccao=7545&Action=noticia

Roubaram a Sonda do Deposito de Água do Frade de Cima

A sonda da bomba de água do depósito aéreo de abastecimento de água do Frade de Cima foi roubada esta noite o que fez com que este lugar deixasse de ter água na rede.
Logo que a “Águas do Ribatejo” tomou conhecimento do sucedido, por via da informação de um residente, tomou de imediato as devidas medidas para a respectiva substituição.
Da informação que conseguimos obter junto da empresa, este roubo que foi levado a «efeito durante a noite por desconhecidos»  cuja justificações encontradas  só pode ter sido  « tirarem o   cobre que a sonda possui».

Desemprego sobe para 10,9% e já afecta mais de 600 mil portugueses

A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para o valor recorde de 10,9% no terceiro trimestre. Há agora 609 mil desempregados.
O valor acaba de ser divulgado pelo INE e compara com os 10,6% registados no trimestre anterior e os 9,8% observados em igual período do ano passado.
Diz o INE que até Setembro existiam 609,4 mil desempregados em Portugal, um acréscimo de 11,3% face ao trimestre homólogo e de 3,3% em relação ao trimestre anterior.
No que diz respeito à população empregada, o INE contabilizou uma redução de 53,9 mil postos de trabalho em um ano e 28 mil face aos três meses anteriores.
Os números hoje divulgados pelo INE ficaram acima das estimativas do Governo, que na proposta de Orçamento do Estado para 2011 indica que a taxa de desemprego se situaria nos 10,6% este ano e nos 10,8% em 2011.
Jovens são os mais penalizados
O desemprego de longa duração - pessoas inscritas nos centros de emprego há mais de um ano - subiu 33,9% face ao período homólogo, enquanto o número de pessoas inscritas há menos de um ano caiu 7,6%.
Por género, foram as mulheres que mais sofreram, com o desemprego a crescer 12,4% neste grupo e 9,6% nos homens. Além disso, foi entre os jovens até aos 25 anos que o desemprego mais aumentou - em 14,1% - enquanto que entre os adultos 35 aos 44 anos desceu - em 6,4%.
Do ponto de vista regional, o desemprego subiu em quase todas as regiões do país, principalmente no Norte, com um acréscimo de 13,2%, e no Algarve, com uma subida de 12,8%.
«Diário Económico»

O eurodeputado português Luis M. Capoulas Santos adere à EUBrasil como membro honorário da Associação

O eurodeputado português Luis M. Capoulas Santos adere à EUBrasil como membro honorário da Associação
Luis Manuel Capoulas Santos (1951, Montemor-o-Novo) integra o Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas.
Encargos no Parlamento Europeu: Vice-Presidente
Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana
Membro
Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural 
Delegação à Comissão Parlamentar Mista UE-México 

Membro suplente
Comissão das Pescas 
Delegação para as Relações com os Países do Mercosul
Curriculum vitae (seleção): Licenciatura em Sociologia. Professor do ensino secundário. Diretor do Centro Regional de Reforma Agrária de Évora. Alto funcionário da Direção Regional de Agricultura do Alentejo.
Presidente da seção de Montemor-o-Novo do PS; membro da Comissão Política Distrital de Évora do PS; membro do Secretariado Executivo e presidente da Federação Distrital de Évora do PS; membro da Comissão Nacional do PS (1993-2004); membro da Comissão Política do PS (1995-2004).
Vereador da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo (1976-1979); membro da Assembleia Municipal de Montemor-o-Novo (1979-1995); presidente da Assembleia Municipal de Évora (desde 2001). Deputado à Assembleia da República (1991-1995 e 2002-2004).
Secretário de Estado da Agricultura (1995-1998); ministro da Agricultura e das Pescas (1998-2002).
* Capoulas Santos é  colaborador habitual deste jornal

Marques Pais deve-se estar a rir do “apelo patriótico”

Marques Pais que gostava de ter o “cofre da junta” sempre bem recheado mas que agora anda vazio por “causa da crise” e das “contenções de despesas” e falta de receitas, deve-se “rir” (ou lamentar-se) como um desalmado por saber que a ”sua” junta não tem dinheiro para comprar alimentação para os cães que estão no canil, ao ponto de estar a fazer «um peditório para ajudar os animais do canil de Alpiarça no café dos ”Águias” onde há uma lata para quem quiser dar uma ajuda» e até já existir uma página nas redes sociais que intitulada: “Queremos em Canil Municipal em Alpiarça com qualidade” onde se pode ler a seguinte frase: «o canil que funciona no antigo matadouro que visitei há muitos anos atrás» continua a ser o mesmo canil que foi sem qualquer diferença, excepto: animais fechados que esperam pela morte. Foi apenas isto que mudou».
Marques Pais, então presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça, mesmo levando o seu tempo livre escrevendo os seus “apontamentos” nunca permitiu que estas situações acontecessem. Dificilmente se poderia ler frases com esta: «a nossa vila que é bem bonita merecia um canil municipal com condições para os animais abandonados serem bem acolhidos» mesmo que cães abandonados «de raça hasky siberiano custe entre 800 a 1000 euros e num país em crise ainda há pessoas que deitam para o lixo ou seja: abandonam este tipo de animais para além de não terem amor aos animais e ao dinheiro» para acabarem por andar por ai abandonados, como diz a leitora Maria Silva na mencionada página.
Acrescenta ainda a mesma: foi o que aconteceu à «“Lady” que foi abandonada em Alpiarça. É linda, meiga muito dedicada e fiel. Olha-nos fixamente num olhar tímido mas cheia de amor. Deseja muito um lar» mas a sua “casa” continua a ser ( ou foi) no Canil de Alpiarça.
Que a bondade das pessoas ajude a encher a “lata” porque em nome da crise e da falta de verbas os cofres do município já não chegam para tudo. Até alimentar e cuidar dos animais abandonados.
Para que possamos deixar de ler: «o que «mudou foi os animais fechados apenas esperam pela morte» e para continuarmos a acreditar que: para além da “crise” e “falta de verbas” os cães abandonados que aguardam “melhores dias” no Canil, que o apelo da Junta de Freguesia conte com muitos “gestos de boa vontade” por parte da população.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sónia Sanfona, assistiu à assinatura do contrato de financiamento do "Centro de Alto Rendimento da Golegã – Desportos Equestres", no valor de 3,2 milhões de euros


O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, na presença do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, e da Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona, assinou no dia 13 de Novembro de 2010 na Golegã, o contrato de financiamento do "Centro de Alto Rendimento da Golegã - Desportos Equestres", no valor de 3,2 milhões de euros.
O projecto conta com apoio comunitário, através do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e será importante para o desenvolvimento do desporto equestre, da Golegã e da região.
Foi ainda realizada uma visita à 35ª Feira Nacional do Cavalo - 12ª Feira Internacional do Cavalo Lusitano
«GI/GCS»

Nomeações aos molhos com um traço em comum: amizades

Por: Carina João *

Não questionando o mérito de bons profissionais ou da sua competência, curioso é que há nomeações aos molhos, para muitos e vários sítios, sempre com um traço comum: amizades. Ainda esta semana se deu conta de um caso (há-os multiplicados por n) de amigos de um Secretário de Estado nomeados para a administração dos CTT, que tinham por origem a sociedade de uma antiga empresa em comum com aquele governante. (a empresa chamava-se Puro Prazer…nome sugestivo..). Por cá o staff político também aumentou consideravelmente na câmara municipal. Pura necessidade?

A este respeito apenas quero dizer que quanto maior o Estado, mais cargos para amigos haverá. Por isso se pede, não maior, mas melhor Estado. Era este um dos princípios que norteava a revisão constitucional do PSD: eficiência dos serviços do Estado naquilo que for atribuição do Estado, sem margem para estruturas gordas, redundantes e inoperantes. E o Estado não tem que estar em todo o lado.

Uma última nota a propósito de prioridades. Geralmente quando não há dinheiro não há vícios, não há grandes festas nem foguetes. Não imaginam as festas que se fazem por este país fora para assinar um protocolo, para anunciar 2 e 3 vezes a mesma obra (que ainda não passou do papel), para oferecer uns croquetes a anúncios de projectos de projectos, para cortar fitas (com mais ou menos tenda) para a foto, para a revista…enfim, um mundo de propaganda do anúncio, da promessa e da imagem, onde está tudo tratado…mas nada resolvido. Coincidências?...

“Todos querem viver à custa do Estado, mas o Estado vive à custa de todos” – Frederic Bastiat

* Deputada do PSD na Assembleia da República e colaboradora deste jornal

Joana Amendoeira em dueto com Roberto Leal

 A fadista ribatejana Joana Amendoeira completou recentemente uma digressão de cinco dias pelo Brasil, onde efectuou quatro concertos no estado de São Paulo. O momento mais marcante, aplaudido de pé pelo público presente, foi o dueto com Roberto Leal, um dos maiores embaixadores da cultura portuguesa no Brasil.

Joana e Roberto cantaram, lado a lado, “Uma casa portuguesa”, um sucesso de Amália Rodrigues, acompanhado quase em uníssono pelos muitos emigrantes portugueses que enchiam o restaurante Marquês de Marialva, propriedade do cantor. Na sala estavam também bastantes brasileiros, que vibraram com esta música e com as canções de Sétimo Fado, o último trabalho de Joana Amendoeira, que também interpretou alguns fados do seu reportório mais antigo.

O sucesso desta digressão fez com que muitos “exigissem” que a fadista ribatejana voltasse em breve ao Brasil, tendo ficado prometida nova digressão que, em princípio, se realizará no primeiro semestre de 2011. Joana Amendoeira esteve acompanhada por Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola de fado) e Davide Zaccaria (violoncelo). A digressão teve também uma componente social, uma vez que os lucros de dois dos concertos reverteram para o lar de idosos da Provedoria da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo.

Sétimo Fado ao vivo na FNAC
Entre os vários concertos de Joana Amendoeira previstos para o mês de Novembro destacam-se, nos dias 25 e 26, as participações no Dia Aderente FNAC, datas em que aquela conhecida cadeia de lojas, comercializa a maior parte dos artigos com dez por cento de desconto, registando-se sempre enorme afluência de público. Os espectáculos estão marcados para as 18h30 na FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama (dia 25) e Colombo (dia 26).

Faz hoje 50 anos que Portugal aderiu ao FMI

Um decreto-lei promulgado pelo então presidente Américo Thomaz dava há meio século a luz verde para a entrada de Portugal no Fundo Monetário Internacional, que desde o início nunca deixou de criar polémica na vida portuguesa.
"O Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte: É aprovado, para adesão, o acordo relativo ao Fundo Monetário Internacional", referia o texto do Decreto-Lei 43.338, de 21 de Novembro de 1960, assinado por Américo Thomaz e, logo de seguida, pelo presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar.
"Para ser publicado no Boletim Oficial de todas as Províncias Ultramarinas", acrescentava Vasco Lopes Alves, então ministro do Ultramar.
Portugal aderia assim ao fundo, num processo de que a ditadura teve tanto medo que gerasse polémica que até se esforçou por fazer passar desapercebido, segundo Pedro Lains, economista e investigador de história económica do Instituto de Ciências Sociais.
"Para o Estado Novo, anunciar estas aberturas era chamar a atenção da opinião pública para a relação mais íntima com democracias, e isso não convinha. Convinha era divulgar a ideia de que Portugal era um país que não precisava dos outros - orgulhosamente sós - e que o Governo estava era a velar pelos interesses nacionais e pelo interesse do Império", diz o investigador.
"A ditadura tinha de se legitimar e a forma de se legitimar, que não eram as eleições, como é óbvio, era a preservação e a defesa do império", acrescenta.
Com a chegada da democracia a polémica manteve-se, desta vez não porque o Portugal entrou no FMI mas porque, em 1977 e 1983, o FMI entrou em Portugal.
Mário Soares era o primeiro-ministro numa altura em que Portugal tinha ainda de lidar com as consequências da descolonização e com a autoridade de um Conselho da Revolução. Em 1976, o défice tinha sido de 13%. Bens como o pão, o açúcar e o arroz eram racionados, faltava a gasolina, o escudo desvalorizou 20% entre 1977 e 1979.
"Era uma economia que tinha que resolver vários problemas: um sector agrícola demasiadamente grande, tendo em atenção a futura integração nos mercados internacionais, inclusivamente na CEE, um pais muito mais pobre, um governo muito menos capaz de governar, inclusivamente do ponto de vista institucional, um estado social ainda bastante básico, níveis de educação muito inferiores", lembra Pedro Lains.
Portugal não tinha dinheiro para importar bens essenciais como petróleo ou cereais, e os mercados tinham secado, ninguém emprestava sem o aval do FMI. E O FMI entrou, com uma programa que tinha como objectivo diminuir o défice da balança de pagamentos.
A receita foi amarga: aumentam os preços dos bens subsidiados, mexidas nos salários dos funcionários públicos, desvalorização do escudo, investimento público congelado, entre outros.
O programa resultou, mas os custos sociais foram enormes, a começar pelos cerca de cem mil trabalhadores com salários em atraso, empresas a falir o desemprego a aumentar e um medo do FMI que ficou até aos dias de hoje.
«Lusa»

Viniportugal lança campanha "A Copo"

Campanha tem o objectivo de renovar a imagem do vinho a copo e de criar uma nova tendência de consumo
A ViniPortugal acaba de apresentar a campanha "a copo", uma iniciativa que tem como principal objectivo criar uma nova tendência de consumo. Para o efeito a organização está a sensibilizar os sectores da hotelaria, restauração, bares e wine bares de todo o país e participar em acções promocionais para o público final.
Esta campanha, orçamentada em 100 mil euros até ao final do ano, será a principal acção da ViniPortugal no mercado nacional, que espera multiplicar por cinco este investimento em 2011.
"Este é um forte investimento da ViniPortugal numa época em que se pretende um consumo de vinho moderado e responsável e em que as exigências dos consumidores são cada vez maiores devido ao seu estilo de vida. Para atrair novos consumidores achamos essencial desmistificar o vinho e simplificar a mensagem a ele associada." Refere Francisco Borba, Presidente da ViniPortugal.
Apadrinhada por João Pires, o único Master Sommelier da Península Ibérica, a campanha "a copo", da ViniPortugal, aposta na formação dos profissionais do sector realizando diversas acções de formação e workshops, disponibiliza um Manual de Boas Práticas (no serviço de Vinho a Copo), da autoria do escanção Manuel Moreira e promove os estabelecimentos com a garantia de uma oferta de qualidade através dos Selos "a copo" (diferenciados para restaurantes e bares) e da presença no site da campanha www.acopo.pt.
A ViniPortugal define a comunicação desta campanha em quatro mensagens chave para o consumidor:
- "Descobertas Únicas": poder consumir vinhos raros e premium a um preço acessível
- "Em qualquer momento": promover um consumo em diferentes momentos do dia e da vida do consumidor
- Acompanha as tuas escolhas: permitir degustar diferentes tipos de vinho numa mesma ocasião
- "À tua Medida": incentivar um consumo moderado e saudável
Segundo Francisco Borba, Presidente da ViniPortugal " O serviço de bebidas é uma das componentes mais importantes de um estabelecimento de hotelaria e restauração. O vinho é importante pelo valor de negócio que origina e o serviço de vinho a copo, se for executado com qualidade: bom serviço associado a uma oferta variada e de qualidade pode tornar-se numa fonte de receita importante e uma forma de fidelizar o consumidor".
Desta forma a campanha dirige-se ao consumidor final, dando a entender o vinho como um produto quotidiano, cujo consumo pode ser feito de forma descontraída e saudável, entre família ou amigos, à mesa ou a acompanhar uma simples conversa, criando uma nova tendência de consumo.
«Fonte: YoungNetwork»

Afinal as peças do Museu Etnográfico não “desapareceram” apenas estiveram entregues ao “desleixo”


Hoje sabe-se que “os objectos e roupas doados pela população em 1983 com o intuito de criar um Museu Etnográfico em Alpiarça “ não foram “deitadas fora” como não “desapareceram” e muito menos houve por parte dos eleitos de então “desconsideração” por quem doou os objectos.
O que aconteceu, talvez por razões desconhecidas, foi os ditos objectos mudarem de sítio e os novos eleitos (após as eleições) não tomarem na devida altura medidas para averiguar o paradeiro dos objectos por conveniência ou desta forma poderem “culpar os outros” por tal desleixo já que o Museu Etnográfico tinha sido «desmantelado no mandato de Rosa do Céu».
Mas não é bem assim!
Foi preciso um munícipe denunciar numa sessão da assembleia Municipal que as “coisas” tinham “desaparecido”
O “ alerta” estava dado. De tal forma que a partir deste rebate todas as “regras do jogo” foram alteradas
Assim, não estamos perante um “caso de polícia” mas sim na presença de uma “questão politica”.
E “politica” porque temos quase a certeza de que não foi Rosa do Céu a trazer pela “calada da noite” os objectos para os colocar numa das adegas da AgroAlpiarça.
Na verdade a “questão politica” apresenta-se quando Mário Pereira confirmou a um semanário da região que quando «tomou posse em 2009» o então executivo socialista tinha desmantelado todo o «espólio do museu etnográfico» para a «construção do pólo Enoturístico».
O munícipe, que alertou o problema, considera e com razão que passou a haver a «mais profunda desconsideração para com os munícipes que doaram os objectos, que tinham grande valor afectivo, para a constituição do museu» levando o mesmo a denunciar o acontecido e “culpando” Rosa do Céu por este «desleixe» quando na verdade, pelo que se confirma nas declarações do actual edil ao tal semanário que tinha «conhecimento do sucedido».
Perante estas contradições também gostaríamos de saber porque Mário Pereira sabendo desta «profunda desconsideração» não tomou as devidas medidas para só se iniciarem após o “alerta” do munícipe em sessão da assembleia municipal.
Nesta “trapalhada” toda não deixa de ser curioso o silêncio dos responsáveis da AgroAlpiarça que nunca deram a conhecer aos responsáveis autárquicos a existência de tão valioso espólio numa das adegas (se o fizeram então não se compreende o despoletar do sucedido acontecer só após denúncia na assembleia) como gostaríamos de saber também, cuja autarquia tendo conhecimento do sucedido não mandou tomar as medidas.
Curioso também é sabermos agora que «desde há duas semanas» andam dois «funcionários da autarquia» a fazer «o trabalho de limpeza no espaço onde estão as peças» quando já há muito tempo os actuais responsáveis autárquicos sabiam da existência das «peças»
Na verdade esta “questão politica” não deixa de ser estranha porquanto já quando da tomada de posse, Mário Pereira sabia deste «imbróglio» como supostamente os responsáveis da cooperativa também o deveriam saber e todos deixaram continuar esta «profunda desconsideração» para quem doou os “objectos” Não fosse o “alerta” do munícipe e talvez tudo continuasse na mesma.
Curioso também é o facto de não estar apurado quais os funcionários que trouxeram o “espólio” como estranho é também os mesmos nunca denunciarem a existência do mesmo perante os superiores.
Como estamos perante uma “questão politica” e como politica que é não há nem pode haver culpado.
Conheça  os fundamentos e as bases  para esta crónica e  mais detalhes em:
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=41813&idSeccao=479&Action=noticia

Santarém assinala Dia Europeu do Enoturismo com prova de vinhos

O Dia Europeu do Enoturismo, foi assinalado pela Câmara Municipal de Santarém (CMS) este domingo, dia 14, pelas 15 horas na Casa do Brasil em Santarém, com uma prova de vinhos acompanhada por azeites, doces e queijos da Região. Esta iniciativa, promovida pela Rede Europeia das Cidades do Vinho e pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho, realizou-se em 22 cidades do País e tem como objectivo a promoção do vinho e do turismo nacionais.
Na celebração do Dia Europeu do Enoturismo, conduzida por Vítor Varejão, adjunto do presidente da CMS, marcarão presença dezenas de personalidades scalabitanas, entre elas, António Valente, vereador da CMS, que afirmou a importância do vinho nas economias locais e a qualidade dos vinhos portugueses, apesar de internacionalmente a oferta e a notoriedade serem reduzidas. O Vereador mostrou ainda que o Município estará sempre disponível para apoiar os seus produtores, bem como este tipo de iniciativas que considera serem de grande importância.
Como de vinhos se tratava, as atenções centraram-se no Engº Romeu Gonçalves, enólogo da Adega Cooperativa de Almeirim, que falou das características que tornam os Vinhos do Tejo distintos e a sua evolução histórica. Foram degustados seis vinhos do Tejo, dois brancos e dois tintos, que foram experimentados, sob a sua orientação do enólogo, com queijos, negro, chouriço, azeites e compotas tradicionais, para comprovar que certos vinhos podem ser a opção correcta com determinado tipo de produtos.
Para terminar, Romeu Gonçalves deu algumas sugestões no tocante à temperatura a que os vinhos devem ser servidos, dependendo do ano de produção. O enólogo refere a necessidade de decantar vinhos com mais de dois anos, meia hora antes de serem consumidos, para poder se obterem todos os sabores que uma garrafa de vinho pode oferecer.
De referir que a Comissão Vitivinícola Regional Tejo, privilegiou para esta prova os vinhos do Município de Santarém os néctares Vale de Lobos da Quinta da Ribeirinha e Terras do Paço da Adega Cooperativa de Alcanhões, acompanhados por produtos tradicionais da Associação Caminhos do Ribatejo que foram servidos pelos alunos da Escola de Hotelaria de Santarém

ALPIARÇA TURISTICA

Caracterização
Povoada desde o Paleolítico, são numerosos os achados arqueológicos, contando com as estações arqueológicas da Quinta da Goucha e da Quinta dos Patudos. Local desde sempre agradável para horas de lazer, era procurado pela aristocracia, no séc. XIV, para a caça (na coutada junto á Vala Real ou Rio Alpiarça) e mais tarde, no séc. XVIII, também para repouso e touradas. No séc. XIX Alpiarça foi cenário de revolução e de episódios violentos, tornando-se contudo, a partir do final desse período, uma povoação calma e aprazível que se veio a tornar sede de concelho em 2 de Abril de 1914. Situada ao sul do Tejo, numa das mais ricas zonas agrícolas portuguesas - a lezíria ribatejana, Alpiarça é servida por estradas excelentes que a ligam rapidamente ás principais vias de tráfego nacionais.
Monumentos
Do património histórico fazemos destaque aos seguintes monumentos: igreja paroquial de Alpiarça - a sua construção data do séc. XIX (1889) e foi inaugurada por D. José - Cardeal Patriarca de Lisboa. Todo o seu recheio foi oferecido: altares, imagens, paramentos e quadros, provenientes de vários locais. A igreja é um templo de uma só nave e capela-mor e conta com seis capelas laterais, com painéis pintados nos retábulos. Todo o templo é vasto e claro, com tectos altos de estuque; o Museu José Relvas (Casa dos Patudos) - são de grande valor as colecções de azulejaria, mobiliário, porcelanas e faianças preciosas, tapeçarias orientais e de Arraiolos e ainda as peças de escultura e quadros, dos quais se destaca "A virgem, Jesus e S.João", de Leonardo da Vinci, um "Cristo" de Albretch Dürer, obras de Delacroix, José Malhoa e as quatro tábuas do políptico de S. Francisco de Évora do Séc. XVI.
Gastronomia
Na gastronomia temos a famosa sopa da pedra, destacando-se ainda o carneiro guisado à moda de Alpiarça (antigo pequeno almoço especial, servido tradicionalmente aos convidados na manhã do casamento) e as migas fervidas (prato que era tradicionalmente preparado pelos trabalhadores agrícolas para o seu almoço). Nas sobremesas são de realçar as broas de Alpiarça, os quadradinhos de Alpiarça, as ferraduras (bolos de noivo ou Parrameiros), os "SS" de amêndoa e o pão-de-ló de Alpiarça.
Feiras, Festas e Romarias
Das festas locais, escolhemos: a Feira do Vinho, em Maio, com provas de vinho, concurso de vinhos e muita animação popular (desporto, folclore e música); a Feira do Livro, em Novembro - tem por objectivos a divulgação do Livro e o incentivo à leitura. É de realçar o crescente interesse das gentes da terra e forasteiros por esta Feira, que é já uma tradição na vida cultural de Alpiarça. Conta também regularmente, com a presença dos mais prestigiados editores e livreiros do país; A ALPIAGRA - Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça, que se realiza em Setembro.
Lazer
Para além de um parque de campismo, Alpiarça tem actualmente um hotel, duas hospedarias e muito particularmente um Posto de Turismo onde poderá obter algumas informações úteis para as suas expedições. A Rota do Vinho, a Vala Real, a Casa dos Patudos, o Vale da Adiça e o Complexo Desportivo dos Patudos são óptimas sugestões para bons momentos de lazer, quer para o repouso, o passeio ou o desporto ao ar livre
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Comissão de Alpiarça do PSD com o apoio da juventude social-democrata está a trabalhar em força.

De tal forma que já criou uma página nas "redes sociais" cujos resultados ultrapassaram o previsto e tem por objectivo de crescer « junto dos nossos conterrâneos de Alpiarça» para que o lema do partido continue a aumentar no sentido de "Quantos mais formos, mais força teremos".A política local está a efervescer e a juventude a arregaçar as mangas.
O PSD/Alpiarça promete mais novidades para breve onde a «discussão pública» passará a ser obrigatóri.