Opinião
Desde que Mário Pereira tomou posse como presidente da Câmara Municipal de Alpiarça que tem vindo a ser fortemente criticado quer pela oposição que não lhe dá tréguas quer por muitos alpiarcenses que estão insatisfeitos com a sua actuação.
Criticas estas que continuam a agravar-se conforme o tempo vai passando para deduzirmos que a vida começa a não estar fácil para o presidente em cuja pessoa os alpiarcenses apostaram para agora começarem a sentir-se defraudados pela falta de iniciativa.
Não bastasse, começam agora a aparecer umas “vozes obscuras” para o perseguirem e acusá-lo de alguns “devaneios” ao ponto de dizerem que «nem sempre os panfletos da CDU dizem a verdade» porque o «actual executivo fez questão de apresentar no fecho das contas em 2009 a totalidade das dívidas e “não dívidas” para «incluir tudo no mesmo saco.»
Não chegasse estas acusações, acrescentam os tais “brados” que o «executivo CDU não poderia ter feito nada para que isso acontecesse. Mesmo que quisesse, não podia. (Claro que não quereria, porque foi o que aconteceu em Dezembro de 2009, cujo objectivo foi aumentar ao máximo o valor da dívida.)» “Devaneios” estes que Mário Pereira não é capaz de desmentir o que logo as acusações são verdadeiras.
Para acrescentar toda “esta novela” até já consta que o presidente é «um “bonacheirão” que nada decide para não contrariar os seus camaradas e que não sabe dizer “não” às ordens que vêm do Comité Central».
Para ajudar a “festa” já se fala que o seu «Gabinete de Apoio que é provavelmente o pior Gabinete de Apoio desde o 25 de Abril».
É público que o «professor Mário é um acérrimo defensor da política comunista, que defende até à exaustão com o famoso discurso da cassete». Daqui o problema de Alpiarça não ter projectos nem o presidente ter «capacidade para implementar qualquer medida em tempos de vacas magras».
Certamente não seria expectável que «em tempos de crise generalizada, o município de Alpiarça estivesse em boa situação financeira» mesmo quando «Rosa do Céu foi eleito e foi deixada obra que se pode ver e que não deixa Alpiarça envergonhada ao lado das terras vizinhas» o que provavelmente não acontecerá com Mário Pereira e daqui toda esta onda negativa que paira sobre a sua cabeça e o executivo a que preside.
Já alguém disse que não há «desculpa para a inércia, o marasmo, falta de iniciativas próprias ou colectivas».
Não há paciência!
Meio mandato já lá vai e nada que se veja.
Mário Pereira, “Márito” para os mais “chegados” está a cair no emaranhado da “noite negra” em que nem o seu “cavalo branco” o poderá ajudar e por inerência quem o circunda ou «segue».
Mário Pereira não merece do que o acusam, mas….Mário Pereira tem o que merece.
E porque tem o que merece?
Porque permite que tudo isto aconteça e continua a «fazer de faz-de-conta» que não há nada dizer ou para fazer levando assim a que o «véu da nuvem» nos leve a pensar e dizer aquilo que nunca pensamos vir a acontecer: o marasmo que assentou no burgo.
Mário Pereira, deveria esclarecer os alpiarcense, depois das críticas que lhe estão a cair em cima.
Se pouco ou nada faz é porque não «consegue introduzir reformas na comunidade alpiarcense» em virtude de quem o acompanha estar a ajudá-lo na «ida para o abismo» ou dizer aos alpiarcenses que tudo o que está a acontecer não é culpa sua mas sim da «situação catastrófica que o país atravessa»; da falta de receitas da autarquia e da incapacidade de criar projectos de inovação que possam modificar Alpiarça, quando estes projectos constam no seu «projecto eleitoral».
Mas Mário Pereira não acredite muito neste “sereno momento” porque a oposição poderá de um momento para o outro levantar obstáculos porque já não tem pachorra para ouvir os argumentos do professor e as suas desculpas esfarrapadas que mais não passam de evasivas de quem não sabe como resolver a situação que o próprio esta a criar.
Até já há quem tenha razões para pensar: «se não fosse a operação desencadeada a partir de Grândola não teriam sido apreendidos os portáteis e televisores LCD que foram roubados pela quadrilha, em Alpiarça tudo continuaria na mesma, porque até hoje e depois do sucedido ainda ninguém tomou conhecimento de alguma iniciativa que o presidente tomasse sobre todos estes e outros problemas que teimam em não deixar de sobrevoar Alpiarça»
De tudo o que aconteceu em Alpiarça: os roubos os assaltos, a falta de policiamento; a falta de segurança, os efeitos das etnias que assentaram arraiais em Alpiarça e das consequências advindas; o aparato policial, etc., etc., nem uma pequena satisfação foi dada aos alpiarcenses pelo Presidente: onde o presidente nem sequer teve a “graça” de lançar um “comunicado” para acalmar os ânimos a quem foi vitima ou quem assistiu ao desenrolar dos acontecimentos.
Mas o presidente foi capaz de “exigir” por intermédio de um semanário que os «vereadores da oposição lhe pedissem desculpas» por terem feito divulgar «um verso» onde acusavam a «Câmara de não ter os seguros em dia» como se a divulgação de um pequeno “calote” (como se a Câmara não tivesse nenhum) fosse mais importante que lançar um “panfleto” dizendo que estava ao lado dos alpiarcenses e interessada em resolver este caos em que vivemos.
Mas não: foi mais importante a “exigência” do desmentido do “verso”.
Ficamos com a sensação que a Câmara nos “desamparou” neste momento difícil ou que não esteve ao lado de nós quando mais necessitávamos de saber que «podíamos contar com ela» ou pura e simplesmente “borrifou-se” para quem tanto espera e confia nos eleitos
È chegado o momento de Mário Pereira se justificar perante todos os alpiarcenses em local a determinar, das razões do que está a acontecer e daquilo que não consegue fazer, mesmo que tenha dar as “mãos à oposição”.
Que nos diga porque não esclarece as duvidas dos alpiarcenses e que nos explique bem explicado qual a razão de já estar quase a meio do mandato e nada ainda ter feito.
Se o cerne da questão está nas pessoas que fazem parte da “equipa” que estas sejam substituídas; se o problema estiver no Gabinete de Apoio que os seus elementos sejam dispensados.
Mas que Mário Pereira, venha ao “terreiro” contar da sua justiça e nos explicar aquilo que por ai consta e das acusações que a oposição o acusa: da sua equipa não ser capaz de fazer seja o que for, excepto, caiar umas paredes, tapar uns buracos, arranjar e pouco mais.
Faça um “Sessão de Esclarecimento” e esclareça a população de uma vez por todas de forma a acabar com o que por aí se diz e pelo que se inventa.
Quando as pessoas não estão esclarecidas e ouve dizer tanta coisa é um direito que lhe assiste de duvidar de tudo e de todos e até de inventar.
Diga, mas diga de uma vez por todas, as razões da sua passividade; as razões do que prometeu mas que ainda não conseguiu realizar; as razões de não ter projectos para o futuro; as razões daquilo que gostaria de fazer mas que não consegue, mas acima de tudo e com convicção; as razões das causas e dos efeitos.
Seja sincero e diga-nos a razão daquilo que não sabemos. Então talvez seja perdoado o seu silêncio e a sua falta de acção.
Acredite que o que por aí se tem dito e inventado, não lhe é nada favorável.
Acabe com esta situação de uma vez por todas.
Mas não se esqueça de ir bem documentado e credenciado porque o «partido da oposição» não está disposto a perdoar-lhe “falhas” mesmo que diga o contrário.
Como grande parte da população, a “oposição” já está a ficar cansada da sua “pachorra” em resolver as coisas e de não conseguir fazer nada pelo “burgo”.
Afinal já é presidente da Câmara com tempo suficiente de fazer alguma coisa.
“Terreiro” este que seja (por exemplo) na “Praça Vermelha de Alpiarça” (titulo dado pela Camarada Jerónimo de Sousa, quando da sua vinda a Alpiarça para um célebre comício na campanha eleitoral das autarquias) e não nos auditórios públicos porque as pessoas pensam que Alpiarça tornou-se numa «coutada vermelha».
Ou então:
Que deixe de mandar espalhar “panfletos” e outros meios de publicidade que pouco ou nada nos dizem, excepto acusar os socialistas de tudo e mais alguma coisa e lance um “Comunicado” onde conste a verdade deste enredo terrível que cercou o concelho fazendo com que o mesmo não passa da “cepa torta”.
Se por acaso tiver outras razões que sejam desconhecidas de todos nós mas que possam ser o motivo do marasmo que teima e não nos largar que dê o lugar que ocupa a outro (não confunda com “demitir-se) mesmo que seja provisório, ou: vá de “férias” para ter a possibilidade de pensar numa solução já que o caro Mário Pereira está a contribuir para que aconteça um descalabro em Alpiarça, no bom sentido, claro.
Se não o fizer, não tenhas dúvidas que o seu fim vai ser a dar aulas porque o povo alpiarcense não lhe perdoará a herança que lhe deixou.
Como nota final e se for de “vacances” aconselho a imprimir as centenas de comentários publicados neste jornal e levá-las consigo.
Talvez encontre nos comentários as soluções que tanto precisa para fazer Alpiarça andar para a frente.
Acredite que os mesmos, sumariamente, têm por objectivo o progresso.
Nos mesmos ninguém diz mal do camarada Mário. Apenas o criticam duramente porque ninguém lhe quer mal e muito menos para com a nossa terra.
Por: António Centeio