As câmaras municipais estão a gastar cerca de 5,6 milhões de euros anuais com o fornecimento extra de refeições destinadas às crianças mais carenciadas do 1.º ciclo, segundo uma estimativa da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Além das habituais refeições destinadas aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico, as câmaras municipais passaram a distribuir refeições fora dos horários e períodos lectivos, para combater a fome nas escolas.
A ANMP estima agora que, "anualmente, com o fornecimento das refeições escolares fora dos horários e períodos lectivos, o conjunto dos Municípios atinja os 5,6 milhões de euros".
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da ANMP, Artur Trindade, deu como exemplos os pequenos-almoços e lanches reforçados que passaram a ser distribuídos pelos mais novos.
"As autarquias são, pois, indubitável e inquestionavelmente, o verdadeiro Ministério da Solidariedade e Acção Social de uma grande faixa de alunos nacionais, não sendo despiciendo sublinhar e enfatizar que o seu investimento social abarca, ainda, complementos vários de apoio aos idosos, também para além das suas competências próprias", conclui a associação em comunicado enviado para a Lusa.
Questionado pela Lusa, o secretário-geral recusou-se a comentar o caso das duas escolas primárias em Braga, onde todos os pais têm de pagar 18 euros para ajudar a junta de freguesia local a manter o serviço de almoço.
Lusa/SOL

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