O presidente da Câmara não gostou da “primeira noticia” (se noticia se pode chamar) que hoje publicamos (Os protestos dos Alunos) . Um direito que lhe assiste e informou-nos em “termos intimidatórios” que fosse corrigida, o que fizemos reconhecido que foi o erro pelo responsável deste jornal (a pessoa que responde e é responsável por tudo que aqui é publicado) por não corresponder aos factos mas não estar longe da verdade porquanto a manifestação existiu e foi feita de uma outra forma, não como aquele que noticiamos.
Às vezes alguns colaboradores (não comentaristas) deste jornal não têm noção da responsabilidade e interpretam as coisas ao contrário pelo que na leva a ter um enorme cuidado na veracidade dos factos não isentando que algumas informações nos “passem ao lado”.
No entanto detectada a “ inversão” do acontecimento, a pedido do presidente e da informação prestada por este, rapidamente foi corrigida porque a “dialogar é que nos entendemos”.
Estas situações não aconteceriam se Mário Pereira e o seu gabinete de apoio estivessem mais aberto para o exterior como na informação prestada e antecipada aos acontecimentos cujas razões não sabemos explicar, porque ninguém nos explica.
De qualquer forma não deixamos de lamentar e criticar a atitude que presidente teve para com o responsável deste jornal que mais uma vez e num tom “supostamente de muito nervoso” nos voltou a “ameaçar” se não lhe fizéssemos o que ele queria: a correcção da notícia com uma “ameaça” se dentro de “vinte minutos” não a publicássemos.
Até o fizemos porque estávamos junto do computador. Se estivéssemos ausentes ou em reportagem os tais 20 minutos passariam e se calhar a esta hora o administrador deste jornal já estaria “preso” para ter que prestar contas à justiça.
O Senhor presidente deve julgar que temos de andar com o computador ao pescoço para lhes fazer a vontade quando entende mas fique ciente que nem sempre pode ser assim.
Pelos “puxões de orelhas” que nos tem dado e outros por via de terceiros só podemos chegar à conclusão de que Mário Pereira não gosta do Jornal Alpiarcense (ou do seus responsável) mas o jornal gosta do presidente da Câmara tanto que as suas páginas estão sempre à disposição dos eleitos da CDU.
Mas a falar-nos da maneira que nos falou e de como nos quis impor ordens como se o JA fosse propriedade da autarquia qualquer dia deixamos de gostar do presidente.
Defendemos e somos apologistas que é no diálogo que nos entendemos e não sobre pressão porque esta não nos leva a lado nenhum.
Afinal Mário Pereira até um homem de diálogo e que gosta de dialogar e não é com ameaças como: o “caso está entregue ao nosso gabinete jurídico” que resolvemos as coisas e muito menos nos entendemos.
Não fica bem a um presidente de Câmara não saber dialogar para resolver um equívoco (que se resolve a falar) ou de “corrigir uma critica”e vir com “ameaças de gabinetes jurídicos e advogados”.
Salvo o devido respeito e no nosso entender isso são métodos de “quero, posso e mando” onde a liberdade de expressão não pode existir.
Não é a primeira vez que nos “puxam as orelhas” e que nos “tentam calar o bico”. O Sr. Presidente sabe muito bem que estamos a dizer a verdade como o seu Chefe de Gabinete o pode testemunhar.
Se alguém pensa que nos impede de noticiar, ameaçando-nos com advogados e gabinetes jurídicos, mesmo quando reconhecemos que erramos para depois rectificar o erro, desenganem-se porque estas ameaças são tudo menos DEMOCRACIA e para quem lutou (os comunistas) para termos a liberdade de expressão que temos e agora nos virem ameaçar com “tribunais” resta-nos dizer que é para o “lado que dormimos melhor” e que deixemos de ter o mínimo de consideração para quem gere os destino de uma autarquia onde ser criticado é como o “diabo fugir da cruz”.
Mesmo levando alguns “puxões de orelhas” como já é habitual, gostamos de saber que ao contrário do foi afirmado por um responsável político local que o JA não é ignorado mas sim uma referência e que às vezes até incomoda.
Pela nossa parte, como pode ver, Sr. Presidente, a “sua vontade” foi satisfeita (ver “Esclarecimento” na coluna do lado direito) e conforme o seu desejo de forma a ser reposto o “equívoco” e sem necessidade ou ameaças deste jornal ter que entregar o assunto a um advogado.
Como vê, o diálogo e reposição da verdade resolve-se sem haver necessidade de ”ameaças”.
Quanto à sua “exigência” que nos fez para dar destaque ao “Esclarecimento” é que não foi feita dentro dos “20 minutos” impostos por você porque os compromissos editoriais não permitiram nem o momento era o mais indicado por razões de estatística e estratégias comerciais.
Mas o destaque foi dado na coluna do lado direito que para nós é igual e tem o mesmo impacto ao local que exigia.
Se fizer questão que seja feito e colocado, conforme sua vontade, conte connosco que estamos aqui para o servir.
Como também pode ver, Sr. Presidente, a “questão” foi resolvida a grado das duas partes sem recorrermos a “gastos jurídicos” que seriam pagos pelo erário público e pelos seus eleitores – pela sua parte, que pela nossa, tínhamos que recorrer a um reles estagiário que os nossos rendimentos não vem dos contribuintes e muito menos do erário público.
Quanto a querer que lhe digamos quem foi o colaborador que enviou a notícia, isto nunca o faremos, quer por uma questão de ética quer por sigilo profissional. O senhor não divulgaria um “segredo” de um amigo em quem confiava pois não?
Pela nossa parte, esclarecida e encerrada está a questão do seu desagrado.
Passe bem Sr. Presidente e mande sempre.
O Administrador