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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Alegações finais adiadas para 26 Março

As alegações finais do processo que opõe a Drinkin, dona da fábrica de cervejas Cintra, à tecnológica Novabase foram hoje adiadas para 26 de Março por impossibilidade de agenda de uma das partes.

O processo contra a Novabase foi instaurado pela Drinkin em 2004, ano em que o Tribunal de Santarém arquivou um pedido de falência da cervejeira entregue em Outubro de 2003 pela empresa que implementou o sistema informático para gestão de vários sectores da fábrica.
Nesse processo, a Novabase reivindicava uma dívida de 270 mil euros pela instalação do programa de gestão de recursos da fábrica de Santarém, concretizada entre Setembro de 2001 e Novembro de 2002.
No processo intentado contra a Novabase, a Drinkin exige ser ressarcida, alegando ainda que a imagem da empresa foi "deteriorada junto de alguns clientes" devido ao pedido de falência, o que se terá reflectido nos resultados de 2004.
Construída em 2001 em terrenos vendidos pela Câmara de Santarém a um escudo o metro quadrado, a cervejeira foi vendida por Sousa Cintra ao empresário Jorge Armindo em 2006.
No início deste mês, Jorge Armindo pediu a insolvência da empresa, tendo sido nomeado um administrador judicial que, juntamente com a administração da cervejeira, deverá apresentar um plano de viabilidade.
A fábrica emprega actualmente 115 trabalhadores, estando a assembleia de credores agendada para Abril.
«Lusa»

Em defesa do meio ambiente

Se a Câmara colaborar e houver uma maior consciencialização por parte da população, Alpiarça pode ser menos poluidora do meio ambiente.

Os óleos de cozinha que deitamos fora depois de usados podem trazer consequências devastadoras para o meio ambiente. Se deitados nos esgotos domésticos para além de contribuírem para o entupimento das canalizações, causam problemas graves no tratamento de águas nas ETAR.
As manchas de óleo que por vezes são avistadas nos rios, para além do impacto visual desagradável e do mau odor, afectam toda a flora e fauna envolvente. Dado que a água e o óleo não se mistura, é criada uma barreira que dificulta a entrada de luz e de oxigénio na água.
O crescimento das espécies vegetais é, assim, posto em causa, criando um problema ao nível das cadeias alimentares provocando a morte de muitos seres que têm o rio como habitat.
Vale a pena dar a nossa contribuição para a recolha dos óleos domésticos pois, para além de não poluirmos o meio ambiente, contribuímos para a sua reciclagem, sendo estes aproveitados para a produção de sabão e biodiesel.
O exemplo deve ser iniciado pela Câmara que deve colocar em locais estratégicos “Oleões” para que neles se possa depositar os óleos domésticos.

O que mudou na lei laboral?

O novo Código do Trabalho já entrou em vigor, introduzindo algumas alterações que promovem a adaptação das empresas e penalizam a precariedade laboral.

Apesar de ser ter anunciado a intenção de reunir num único diploma a matéria laboral, a legislação que vai entrar em vigor vai carecer ainda de legislação complementar, pelo que até à aprovação dessa legislação se manterão em vigor algumas das actuais disposições do actual Código do Trabalho.
Leia as principais alterações do Código do Trabalho:


Presunção de contrato de trabalho:
A presunção de contrato de trabalho é reformulada, incluindo-se uma "lista de indícios", cuja verificação faz presumir a existência de contrato face a situações enquadradas pela empresa como sendo de prestação de serviços, os chamados "recibos verdes". Esta alteração permite abranger, na prática, mais situações passíveis de serem consideradas contrato de trabalho.

Comunicação do estado de gravidez:
À trabalhadora grávida, puérpera ou lactante deixa de ser exigido informar o seu estado por escrito com atestado médico, bastando que o empregador tenha conhecimento da situação. (Entra em vigor apenas quando for aprovada legislação complementar)

Aumento da licença parental:
É incentivada a partilha da licença parental (até agora chamada licença de maternidade e paternidade) entre o pai e a mãe, sendo alargada a sua duração inicial, a qual é acrescida em 30 dias, no caso de cada um dos progenitores gozar em exclusivo um período de 30 dias seguidos. Ou seja, a duração passa a 180 dias. A adopção de menor de 15 anos beneficia do regime da licença parental. (À espera de legislação complementar)

Assistência a filho menor:
É aumentada a idade do filho menor até à qual o trabalhador pode faltar até 30 dias/ano para dar assistência inadiável e imprescindível, que passa dos 10 para os 12 anos. O trabalhador passa a poder faltar até 15 dias/ano para dar assistência inadiável e imprescindível a filho com 12 ou mais anos, desde que integre o seu agregado familiar. (À espera de legislação complementar)

Formação contínua:
O dever da empresa assegurar anualmente a formação contínua de 10% dos trabalhadores, que antes só incluía contratados sem termo, inclui agora contratados a termo. Com esta medida haverá anualmente nas empresas um maior número de trabalhadores a receber formação.

Duração do contrato a termo certo:
O contrato de trabalho a termo certo passa a poder ser renovado até três vezes (antes era 2) e a sua duração não pode exceder: a) 18 meses, quando seja pessoa à procura de primeiro emprego; b) dois anos, em lançamentos de nova actividade de duração incerta, início de laboração de empresa ou de estabelecimento pertencente a empresa com menos de 750 trabalhadores, e desempregado de longa duração; c) três anos, nos restantes casos. O cálculo destes 3 anos abrange os contratos de prestação de serviços, a termo e de trabalho temporário executados no mesmo posto de trabalho. A duração máxima do contrato a termo certo é imperativa, não podendo ser aumentada por contrato de trabalho nem por convenção colectiva.

Duração do contrato a termo incerto:
O contrato de trabalho a termo incerto tem um limite máximo de seis anos. Este limite é agora imperativo, não podendo ser ampliado afastado por contrato de trabalho nem por convenção colectiva.

Cessação do contrato a termo:
A cessação de contrato de trabalho a termo por motivo não imputável ao trabalhador, ou seja por decisão da empresa, impede nova admissão ou afectação de trabalhador contratado a termo ou em trabalho temporário cuja execução se concretize no mesmo posto de trabalho ou, ainda, de contrato de prestação de serviços para o mesmo objecto e celebrado com o mesmo empregador ou sociedade que com este se encontre em relação de participações recíprocas, de domínio ou de grupo, antes de decorrido um período de tempo equivalente a 1/3 da duração total do contrato.

Trabalho a tempo parcial:
A definição é alterada, deixando de se considerar que o trabalho a tempo parcial correspondia ao período semanal igual ou inferior a 75% do praticado a tempo completo, para passar a poder ser toda e qualquer redução do tempo semanal. Com esta alteração poderá haver um maior número de situações de trabalho a tempo parcial.

Novos tipos de contratos:
Há dois novos tipos de contratos: de muito curta duração e contrato de trabalho intermitente. O contrato de muito curta duração é uma nova modalidade de contrato a termo e só é permitido para actividade sazonal agrícola ou para realização de evento turístico não superior a uma semana. Este contrato não está sujeito a forma escrita, bastando a comunicação por via electrónica à Segurança Social. A duração total destes contratos de trabalho com o mesmo empregador não pode exceder 60 dias de trabalho no mesmo ano civil. Já o contrato de trabalho intermitente visa a prestação de trabalho intercalada por um ou mais períodos de inactividade É admitido desde que o empregador exerça actividade com descontinuidade ou intensidade variável. Está sujeito a forma escrita, e a prestação de trabalho intermitente não pode ser inferior a 6 meses a tempo completo, por ano, dos quais pelo menos 4 meses são consecutivos. Durante a inactividade o trabalhador recebe 20% da retribuição base e pode prestar o seu trabalho para outros empregadores.

Comissão de serviço:
É alargado o âmbito de aplicação do regime, passando a englobar também os cargos de chefia ou direcção que estejam dependentes de Director-Geral ou equivalente.

Trabalhadores Temporários:
Após 60 dias de prestação de trabalho, é aplicável ao trabalhador temporário o instrumento de regulamentação colectiva de trabalho aplicável aos trabalhadores do utilizador que exerçam as mesmas funções (utilizador é a empresa para a qual o trabalhador temporário desempenha efectivamente o seu trabalho).

Registo dos tempos de trabalho:
O dever do empregador manter um registo dos tempos de trabalho passa a ter um âmbito mais alargado: o registo tem agora de estar em local acessível e por forma a permitir a sua consulta imediata; deve conter a indicação das horas de início e de termo do tempo de trabalho, bem como as interrupções ou intervalos que não se compreendam no tempo de trabalho, por forma a permitir apurar o número de horas de trabalho prestadas por trabalhador, por dia e por semana, bem como as horas de início e de termo do tempo prestado em regime de adaptabilidade quando decorra de contratação colectiva. O empregador deve assegurar que o trabalhador que preste trabalho no exterior da empresa (Comerciais, por exemplo) vise o registo imediatamente após o seu regresso à empresa, ou envie o mesmo devidamente visado, de modo que a empresa disponha do registo devidamente visado no prazo de 15 dias a contar da prestação. Estabelece-se expressamente que o registo dos tempos de trabalho, a declaração expressa do trabalhador que pretende a substituição de uma falta por 1 dia de férias e o acordo de prestação de trabalho para compensação de períodos de ausência do próprio trabalhador, devem ser mantidos durante 5 anos.

Horário Concentrado:
Admite-se agora o horário concentrado, em que período normal de trabalho diário pode ser aumentado até 12h, para concentrar o trabalho semanal até 4 dias consecutivos, não podendo a duração média do trabalho semanal ser superior a 48h no período de referência disposto em Convenção Colectiva, ou até 4 meses se não existir Convenção Colectiva.

Aumento das matérias reguláveis por Convenção Colectiva:
As Convenções Colectivas podem regular em exclusivo maior número de matérias, ou seja sem que essas matérias possam ser ajustadas no contrato de trabalho. Entre essas matérias conta-se a transferência do trabalhador para outro local de trabalho, os bancos de horas e o descanso compensatório remunerado. Os bancos de horas permitem que a organização do tempo de trabalho seja aumentada até 4h diárias, num máximo de 60 horas semanais, até 200 horas por ano, devendo a compensação do trabalho prestado nesse acréscimo, ser feita mediante redução equivalente do tempo de trabalho, pagamento em dinheiro ou ambas as modalidades. Já o descanso compensatório remunerado relativo a trabalho suplementar prestado em dia útil, em dia de descanso complementar ou em feriado (mas não em dia de descanso semanal obrigatório) pode ser compensado pela redução equivalente do tempo de trabalho, pagamento em dinheiro ou ambas as modalidades.

Faltas compensadas com trabalho:
Com o acordo do empregador, permite-se que o trabalhador possa ter ausências ao trabalho remuneradas, compensando essas ausências com trabalho. Este trabalho para compensar a falta não se considera trabalho suplementar, o que tem por efeito não ser devido nenhum acréscimo à retribuição normal recebida pelo trabalhador.

Remuneração com redução do tempo ou suspensão do contrato:
A remuneração do trabalhador com redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho por facto respeitante ao trabalhador tem um novo limite mínimo mensal: montante igual a 2/3 da retribuição normal ilíquida, ou o valor da retribuição mínima mensal garantida correspondente ao período normal de trabalho, consoante o que for mais elevado.

Processos Disciplinares mais céleres:
Nos procedimentos disciplinares prevê-se a eliminação do carácter obrigatório da instrução (realização das diligências probatórias), que passa a ser facultativa, excepto no caso da intenção do despedimento respeitar a trabalhadora grávida, puérpera ou lactante ou a trabalhador no gozo de licença parental. Ou seja, salvo estes casos, o empregador pode decidir não realizar a instrução, ainda que ela seja pedida pelo trabalhador. Não obstante esta alteração, o direito de defesa do trabalhador não fica prejudicado, porquanto pode sempre recorrer a tribunal, e aí impugnar a sanção decidida pela empresa. (À espera de legislação complementar)

Prazo mais curto para recorrer a tribunal:
Reduz-se para 60 dias o prazo para ser intentada acção de apreciação judicial de ilicitude de despedimento, contado a partir da recepção da comunicação de despedimento – antes 1 ano. (À espera de legislação complementar)

Irregularidade do procedimento disciplinar de despedimento:
Quando ocorra uma mera irregularidade formal, fundada em deficiência do procedimento disciplinar, e se forem procedentes em tribunal, os motivos justificativos do despedimento, o trabalhador tem direito a apenas metade da indemnização prevista para a ilicitude de despedimento. Quando a irregularidade não seja meramente formal, mantém-se a regra de que o trabalhador recebe os salários intercalares. (Entra em vigor apenas quando for aprovada legislação complementar)

Caducidade de convenções colectivas:
A cláusula de convenção colectiva que faça depender a cessação da convenção, da substituição por uma outra convenção colectiva caduca decorridos cinco anos. Com as alterações introduzidas, permite-se a efectiva cessação das convenções colectivas, o que poderá contribuir para a celebração de novas convenções, à partida mais actualizadas e mais perto da realidade sócio-económica portuguesa.

Contra-ordenações:
Aumento das situações geradoras de contra-ordenação e ampliação dos escalões de gravidade de algumas contra-ordenações anteriormente existentes. Todas as situações que geram contra-ordenações passam a estar previstas em cada artigo a que dizem respeito, a fim de permitir uma melhor informação a todos aqueles que tem de conhecer a legislação laboral.
«O Ribatejo»
( texto de Diogo Vaz Marecos, especialista em Direito do Trabalho)

Já existe consenso na Comunidade da Lezíria.


Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos a Santarém, são os municípios que constituem a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo que sucede à Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo.
Os representantes dos municípios da Comunidade da Lezíria levaram a efeito a respectiva eleição para a nomeação do novo responsável. Por consenso foi eleita Idália Moniz.

Solicite ajuda ao solicitador para não ver solicitados os seus bens

Mais de 600 solicitadores de execução estão a receber formação para se adaptarem às novas regras da Acção Executiva.

Tendo em vista as alterações legislativas e políticas na área da cobrança de dívidas em Portugal cujo arranque está previsto já para Março próximo, mais de 600 solicitadores de execução começaram a receber cursos de formação, para se adaptarem às novas regras na Acção Executiva.
A formação é uma aposta forte da Câmara dos Solicitadores, com cursos para actualização e consolidação de conhecimentos.
Os solicitadores de execução têm uma experiência ímpar, de seis anos, no terreno, mas, ao formarem-se permanentemente, mostram que são capazes de se adaptar às mudanças e que são actores primordiais – não só na reabilitação da Justiça portuguesa, mas também na reabilitação da precária situação económica do país.
É que quanta mais rápida e eficaz for a cobrança de dívidas, mais a máquina dos tribunais será desbloqueada e mais o país recuperará vitalidade económica.

Deputado comunista visita a Herdade dos Gagos

Com a participação do deputado do PCP ao Parlamento Europeu, Pedro Guerreiro, a CDU realiza no próximo dia 26, pelas 16.30 uma visita à freguesia de Fazendas de Almeirim, à Herdade dos Gagos, para onde está prevista a construção de uma prisão.
Às 21 horas, depois da visita, haverá uma sessão pública sobre o tema "Paços dos Negros e Marianos que futuro? Prisão ou apoios à Agricultura e ao desenvolvimento local?" que se realizará na sala camarária anexa ao "Pórtico do Paço dos Negros".

A Presidente da Câmara de Alpiarça foi nomeada para novo cargo

Vanda Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, foi nomeada, por inerência do cargo que ocupa, para representante da CIMT – Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo na Comissão regional de Economia.

Vanda Nunes toma medidas de apoio aos empresários locais

Vanda Nunes, presidente da Câmara de Alpiarça iniciou medidas para ajudar os empresários do concelho a atravessar a crise.
Para o efeito tem levado a efeito algumas reuniões com os empresários do concelho para o encontro de soluções.
Assinou ainda um protocolo com a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém para que esta possa garantir apoio às empresas do concelho.

Vai ser lançado o serviço “SOS Idoso”

No próximo mês de Março a autarquia vai implementar o designado serviço “SOS Idoso” para apoiar os mais carenciados.

Este SOS mais não é do que ajudar os idosos que precisem de «reparar uma torneira, trocar uma lâmpada, mudar um fechadura ou outras ajudas de conservação mas por «terem pensões baixas não podem pagar a quem lhes presta o serviço». Assim a Câmara disponibiliza toda uma «equipa de apoio» que se deslocará onde for necessário, efectuando o serviço sem ser cobrado qualquer honorário. Uma iniciativa de louvar.

Câmara abriu “Gabinete de Apoio ao Munícipe”


Para dar um melhor apoio aos munícipes a autarquia abriu um novo “Gabinete de Apoio ao Munícipe” que estará aberto diariamente, excepto aos domingos, nas instalações do “Posto de Turismo”.
Para as pessoas que tenham os mais variados problemas, a Câmara coloca à disposição dos utentes, até final deste mês, «um piquete de acção social, com técnicos de serviço social para apoiar as famílias e as crianças».
No mesmo gabinete de apoio poderão ainda ser efectuados pagamentos de água, licenças e taxas, refeições escolares,etc.

27 mil esperam operação aos olhos

Um total de 26 941 portugueses esperava, a 31 de Dezembro de 2008, por uma operação às cataratas, apesar do investimento realizado pelo Governo, que gastou 28 milhões de euros para reduzir, em seis meses, o número de doentes a operar.


Apesar do elevado número de pessoas em lista de espera, o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Saúde, Ana Jorge, classificam os resultados do Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), apresentado ontem em Coimbra, como "um êxito". "
Tínhamos um problema e resolveu-se com o Serviço Nacional de Saúde. Isto envergonhava o País", disse José Sócrates, referindo-se às 83 255 operações realizadas em 2008, mais do que as 56 458 registadas em 2007. O tempo médio de espera está em dois meses e meio.
Satisfeito com o facto de o Governo pôr os médicos a operar mais e a fazer mais consultas, evitando que mais portugueses se desloquem a Cuba, está o presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores. "Quando enviámos 12 doentes a Cuba, Santarém foi o epicentro de um sismo com lóbis a castigarem-nos e a insultarem-nos. Fico feliz porque a nossa provocação fez o Governo reagir e o resultado são os números agora divulgados".
«CM»

Câmaras não pagam juros nos primeiros 30 meses dos empréstimos

Este ano já foram distribuídos cerca de 415 milhões de euros por 69 câmaras de todo País. No total, desde o ano passado, são já 98 as autarquias que beneficiaram do programa "Prazo Médio de Pagamento", ao contraírem empréstimos de 715 milhões de euros para pagar dívidas camarárias de curto prazo a fornecedores.

As taxas de juro, em condições "invejáveis", vão, também, aliviar as tesourarias na maioria das autarquias.Trata-se de um empréstimo do Governo a cinco anos, com bónus, já que nos primeiros 30 meses não liquida juros (taxa de juro a 0%) nem procede a amortizações de capital em dívida. E na segunda metade do empréstimo, paga juros à taxa Euribor - ontem a 1,98%. Junto de três bancos - entre os quais a CGD e o BPI - Moita Flores vai contratar 13 milhões de euros em condições "invejáveis".

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

PCP apresenta propostas para a crise

A Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP está a organizar um ciclo de debates sobre o tema “A crise e as propostas do PCP”.

A iniciativa começa hoje, quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, no Entroncamento, com um debate que contará com o orador Ricardo Oliveira, membro do comité central do partido.
Amanhã, sexta-feira, dia 20, pelas 21 horas, realiza-se outro debate, desta vez no Sindicato dos Curtumes em Alcanena, também com Ricardo Oliveira.
Também hoje, mas na Casa do Brasil em Santarém, pelas 21h30, José Lourenço, economista e deputado do PCP na Assembleia da República abordará o tema.
O ciclo de debates continua na próxima sexta-feira, dia 27, pelas 21 horas, em três localidades. Em Ourém,o debate terá lugar no centro de trabalho do PCP e conta com o orador Sérgio Ribeiro, economista e membro do comité central.
Em Constância, a Biblioteca Municipal recebe Agostinho Lopes, deputado e membro do comité central e em Samora Correia, no auditório do Palácio do Infantado, José Lourenço voltará a falar da crise e das propostas do PCP para a resolver.

Santarém poderá criar um Museu Nacional de Gastronomia

A apresentação do Festival do Magusto teve lugar no dia 16 de Fevereiro, num restaurante de S. Vicente do Paul, no concelho de Santarém.
Estiveram presentes António Valente, vereador do Turismo, Octávio Mendes, da Confraria da Gastronomia do Ribatejo e Armando Fernandes, gastrónomo e vice-presidente da ARESP - Associação de Restauração e Similares de Portugal.
Este lembrou que o Magusto é um dos pratos típicos de Santarém e pediu à autarquia para se preocupar, no futuro, com a divulgação de informação sobre o Magusto, de forma a preservar esta tradição. O Festival do Magusto decorre de 21 de Fevereiro a 8 de Março, em 17 restaurantes do concelho.

A água que bebemos estará boa?


Continuamos a acreditar que a autarquia manda efectuar com frequência as análises da água que distribui pelos sistemas de abastecimento do concelho e destinada ao consumo da população.


Mas é um direito do consumidor, assim está estipulado na legislação (DL 306/2007) ser informado dos respectivos resultados analíticos referente ao líquido que consome da rede pública.
Mas também é um direito do consumidor duvidar da qualidade da água que bebe porque a publicação dos resultados não é feita, nem afixada, na melhor maneira nem publicitada nos locais próprios como ainda a sua divulgação não está é dirigida à generalidade dos consumidores.

Aprovação de candidatura para regularização de dívidas “devolve credibilidade” a Santarém

Aprovação de candidatura para regularização de dívidas “devolve credibilidade” a Santarém
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, anunciou no dia 17 de Fevereiro, em conferência de imprensa, a aprovação por parte do Governo, da candidatura de 23 milhões de euros ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado, que vai permitir “devolver a credibilidade” à autarquia scalabitana, com o pagamento, previsto para os próximos dois meses, de todas as dívidas de médio e curto prazo da autarquia a fornecedores, cumprindo-se deste modo, um dos dois grandes objectivos do seu mandato.
O presidente da Câmara de Santarém afirmou que um dos seus objectivos, era devolver a Santarém “a sua importância e capitalidade”, e que, alcançado este objectivo, vai resolver o “sufoco” em que se encontrava a tesouraria da autarquia, para o qual, muito trabalharam os seus funcionários da Divisão de Contabilidade.
Francisco Moita Flores louvou a iniciativa do Governo, que para além de resolver “o problema gravíssimo” da Câmara de Lisboa, permite que outras autarquias como Santarém consigam regularizar os pagamentos aos fornecedores, permitindo o pagamento a 45 dias, para além de passar a ter condições para negociar melhores preços com os fornecedores.
Segundo o autarca, a Câmara vai contrair junto de três instituições bancárias (BPI, Santander e CGD) o valor correspondente a 60 por cento do empréstimo (cerca de 11,8 milhões de euros), a pagar trimestralmente no prazo de cinco anos. Os restantes 9,2 milhões são concedidos pelo Estado com um período de carência de cinco anos e pagamento em mais cinco anos, com juros de 2 por cento

Santarém poderá criar um Museu Nacional de Gastronomia

A apresentação do Festival do Magusto teve lugar no dia 16 de Fevereiro, num restaurante de S. Vicente do Paul, no concelho de Santarém. Estiveram presentes António Valente, vereador do Turismo, Octávio Mendes, da Confraria da Gastronomia do Ribatejo e Armando Fernandes, gastrónomo e vice-presidente da ARESP - Associação de Restauração e Similares de Portugal.
Octavio Mendes lembrou que o Magusto é um dos pratos típicos de Santarém e pediu à autarquia para se preocupar, no futuro, com a divulgação de informação sobre o Magusto, de forma a preservar esta tradição.
O Festival do Magusto decorre de 21 de Fevereiro a 8 de Março, em 17 restaurantes do concelho. Por sua vez, falou no exemplo da “Carta Gastronómica das aldeias do Xisto”, que investiga a historia da alimentação e a historia da Gastronomia.
O gastrónomo revelou que este é "um prato de necessidade", ao qual de juntou algo. Assim, o bacalhau serve de acompanhamento e o azeite de condimento. O orador propôs que seja criado, em Santarém, um Museu Nacional de Gastronomia, uma vez que a cozinha oral todos os dias perde uma receita, sempre que morre um velho.
Armando Fernandes defendeu também a manutenção destes pratos ao longo do ano nos restaurantes do concelho, lamentando que haja espaços onde não há um único prato de cariz regional ou nacional.
O gastrónomo defendeu que “a cozinha escrita é a dos ricos”, ao passo que a cozinha oral é eminente popular. A terminar, António Valente referiu que o Festival do Magusto é o primeiro do ciclo Saberes & Sabores e um dos mais fortes do calendário anual da autarquia. O autarca frisou que a Câmara Municipal de Santarém aposta na qualidade da gastronomia, seja ao nível dos restaurantes, dos doces , dos azeites ou dos vinhos.

Lar das raparigas da Fundação Andaluz recebe biblioteca


As cerca de 30 crianças e jovens que vivem no lar das raparigas da Fundação Luiza Andaluz tiveram uma grande surpresa na terça-feira. Ao regressarem da escola, tinham a aguardá-las uma biblioteca novinha em folha, e uma pequena festa com o palhaço Pantufa e um lanche oferecidos pelo W Shopping de Santarém.
“Esta biblioteca foi oferecida à Fundação Luiza Andaluz pela cidade de Santarém e resulta de uma campanha de solidariedade organizada pelo W Shopping de Santarém e pela empresa que faz a sua gestão, a Multi Mall Management”, declarou Miguel Kreisler, director-geral do W Shopping Santarém.
A campanha de solidariedade realizou-se durante a quadra natalícia e permitiu ao W Shopping reunir milhares de livros agora oferecidos à Fundação Luiza Andaluz, juntamente com o mobiliário adequado e ainda um computador com ligação à internet.
«O Ribatejo»
ideia nasceu do livro do Gui, distribuído pelo Pai Natal às crianças que visitaram o W Shopping, durante o período de Natal. Pelo segundo ano consecutivo, a Multi Mall Management desenvolveu um projecto inovador – a criação de um livro com carácter pedagógico, oferecido exclusivamente nos Centros Comerciais sob a sua gestão. Esta 2ª edição do livro – “Gui e a descoberta da magia do faz-de-conta” – lançou o desafio aos visitantes dos Centros para doarem livros através das “Bibliotecas Mágicas”, com o objectivo de posteriormente ser construída ou reconstruída uma biblioteca numa escola ou numa instituição em cada uma das localidades onde se localizam os 14 centros comerciais do grupo.
A nível nacional foram recolhidos mais de 20 mil livros, os quais vão agora ser distribuídos pelas várias bibliotecas, beneficiando mais de 5000 crianças. Raquel Pastilha, directora técnica da Fundação Luiza Andaluz, referiu que “esta biblioteca é já um sonho antigo da instituição fundada há 86 anos e que graças à solidariedade da comunidade e do W Shopping foi agora tornado realidade”.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Noticias da Chamusca


Tem decorrido durante os últimos meses várias obras de melhoramentos na Freguesia de Vale de Cavalos, as quais entrarão em fase de conclusão durante o 1.º trimestre de 2009.
As intervenções terão um custo aproximando de 220.000 Euros abrangendo troços de pluviais e passeios em diversos arruamentos da Caniceira, melhoria na zona envolvente à ETAR e depósito de águas de Vale de Cavalos e ainda a 1.ª fase da Vala das Cortes.

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Obras em Ulme concluídas ou em fase de conclusão nesta

Obras 2008 / 2009 Tem decorrido durante os últimos meses várias obras de melhoramentos na Freguesia de Ulme, as quais entrarão em fase de conclusão durante o 1.º trimestre de 2009.
As intervenções em Ulme abrangem os loteamentos de Santa Marta, do Olival do Parreira, troço da Rua do Cemitério, troço do acesso ao Vale das Putegas e 2.ª fase das infraestruturas da Zona Industrial, num custo aproximado de 120.000 Euros.
No Semideiro as intervenções abrangem os acessos do Alto dos Louros, 1.ª e 2.ª fase dos pluviais do Alto dos Louros e acesso pedonal ao cemitério e zona de festas, num custo aproximado de 115.000 Euros. As intervenções terão um custo global aproximado de 235.000 Euros.

Hasta Pública na Chamusca com fins sociais

A Câmara Municipal de Chamusca vai levar a efeito no próximo dia 28 Fevereiro uma "Hasta Pública" para a venda de diverso material.
Os materiais em hasta pública são: mobiliário diverso, cantarias, ferro forjado, material eléctrico, alfaias e utensílios agrícolas, livros usados, portas, publicidade, curiosidades, velharias e peças de coleccionismo.
Os materiais em hasta pública são provenientes de recolhas particulares, de associações, de instalações industriais desactivadas, de demolições de instalações municipais e de ofertas diversas.
A acção será apoiada pelo ATL Sénior da Junta de Freguesia da Chamusca, que assegurará serviço de bar com doces e bebidas tradicionais, cujos fundos revertem para as suas actividades.
O edifício "O Lagar" funciona de terça a sábado em horário normal para vendas directas dos materiais não solicitados em hastas públicas anteriores.
Do total efectuado na Hasta Pública, 25% do valor apurado será afectado a um fundo social para apoio a casos sociais graves.

Sopa da pedra no Parlamento Europeu

Os “eurocratas” de Bruxelas ficaram rendidos à sopa da pedra de Almeirim, na quarta-feira, 18 de Fevereiro.
A convite da eurodeputada Jamila Madeira, que organizou um almoço dedicado a Portugal para os milhares de pessoas que diariamente passam pela cantina do Parlamento Europeu, a Confraria Gastronómica de Almeirim levou à capital belga o prato mais típico da lezíria ribatejana, acompanhado da respectiva caralhota e do vinho “Planície”, da Adega Cooperativa de Almeirim.
A refeição foi confeccionada por Hélia Costa e João Simões, proprietários do restaurante “O Toucinho”, que vestiram o avental na cozinha do parlamento.Além da sopa da pedra, a cantina dos eurodeputados esteve também recheada de laranjas algarvias, dom-rodrigos, estrelas de figo e figuras de massa de amêndoa, porque este almoço serviu também para divulgar a fruta e a doçaria tradicional algarvia. Esta acção de promoção foi organizada pela Região de Turismo do Algarve, a Confraria dos Gastrónomos do Algarve e a Uniprofrutal.
«O Ribatejo»

Abrantes cria «banco social» para apoio a carenciados

A Câmara Municipal de Abrantes anunciou hoje a criação de um «banco social» para «minimizar os efeitos imediatos da crise na vida de cada um», disponibilizando para o efeito uma verba de 50 mil euros.
Segundo o presidente da Câmara, Nelson de Carvalho, este é um pacote de «medidas extraordinárias de apoio centradas nas pessoas e tem o objectivo de apoiar as famílias, minimizando situações de carência, em áreas como o pagamento da renda da habitação, das creches ou infantários, da prestações a bancos, carências alimentares e de saúde».
«Este pacote de medidas anti-crise visa apoiar as famílias vítimas de desemprego conjuntural e que, por isso, estejam a viver em situações de carência», disse Nelson de Carvalho.
«A Câmara contribuirá com um depósito inicial de 50 mil euros e disponibiliza um técnico de serviço social para participar no processo de análise das situações familiares», afirmou.
«DD»

Utente furtou computador portátil da Câmara da Chamusca

Um homem furtou um computador portátil no interior do edifício dos Paços do Concelho da Câmara da Chamusca na tarde da passada sexta-feira, 13.
Segundo explicou o vice-presidente da autarquia, Francisco Matias (CDU) o indivíduo terá entrado no edifício fazendo-se passar por utente à procura de uma informação. Como os serviços técnicos, localizados no piso inferior, e os gabinetes da presidência e assembleia municipal, no piso superior, apenas estão separados por uma escadaria, o homem terá entrado no gabinete da assembleia municipal e retirado o portátil adstrito a este órgão, estimado em cerca de mil euros. Em seguida, terá colocado o portátil dentro de uma pasta, saindo naturalmente com a mesma, debaixo do ombro, sem levantar suspeitas. Nenhum dos funcionários conseguiu reconhecer o autor do assalto. A autarquia participou o caso à GNR mas ainda não formalizou queixa.
«O Mirante»

Mulher morre esmagada por máquina agrícola em Alpiarça

Uma mulher de 65 anos morreu esta manhã em Frade de Baixo, Alpiarça, ao ser colhida por uma máquina agrícola quando trabalhava na apanha de cenouras. Eram cerca de 11h30 na quinta de S. Jorge.

Segundo contou uma habitante da localidade a O MIRANTE, Ludovina Pisco, reformada, mas a trabalhar na apanha da cenoura há dois dias, seguia atrás da máquina de apanhar cenouras. Tinha como missão ir apanhando as cenouras que a máquina deixava escapar pela terra. Uma distracção acabou por ser fatal.
A trabalhadora terá ido apanhar algumas cenouras e voltado a colocar-se atrás da máquina, numa altura em que esta fazia uma manobra de inversão de marcha. Dois ganchos saem da retaguarda para se fixarem na terra enquanto a máquina faz marcha-atrás e roda.
Nesse momento a trabalhadora foi apanhada, tendo morte imediata. Ao local acorreram os bombeiros de Alpiarça, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital de Santarém e GNR. A delegada de saúde de Alpiarça-Almeirim confirmou o óbito, tendo o corpo ficado no campo até perto das 15 horas.
«O Mirante»

38 mil euros, duas casas e um carro são os bens declarados pela Presidente da Câmara


Vanda Nunes é advogada e presidente da Câmara de Alpiarça com o pelouro da Cultura, Turismo e Finanças.


Na declaração de rendimentos entregue ao Tribunal Constitucional relativamente a 2007 apresenta 38 108 euros de rendimento bruto de trabalho dependente.
Possui um andar e um prédio urbano no concelho a que preside. Conduz um Opel Vectra e a nível de empréstimos contam-se 70 mil euros de CGD, 68 mil euros na CCAM, e 22 mil euros no Banco Popular. (CM)
Estas atitudes diginificam quem exerce um cargo público, demonstrando pela transparência que nada existe escondido do cidadão e eleitor, estejamos ou não de acordo com o cargo que exerce.

PJ investiga assalto "estranho" em Santarém

A Polícia Judiciária está a investigar um assalto ocorrido em Santarém, na rotunda de Vale de Estacas, junto ao hipermercado Modelo, com contornos estranhos.
A PSP da cidade, que inicialmente tomou conta da ocorrência, teve várias dúvidas em relação ao que aconteceu. Entretanto o caso foi entregue à PJ por uma das pessoas ter sido agredida e assistida no Hospital de Santarém.
A PSP recebeu uma chamada que dava conta que dois amigos que circulavam em dois automóveis tinham sido assaltados pelo método de carjacking e as viaturas tinham sido levadas por um grupo de seis elementos.
Os assaltados vinham do Algarve, um no seu carro, um Audi, e o outro numa viatura alugada naquela região. O Audi viria a aparecer pouco tempo depois na localidade de Vale de Santarém. O veículo de aluguer desapareceu e até ao fecho desta edição ainda não tinha aparecido. As autoridades estranham que apenas um dos condutores tenha sido agredido e que o alegado assalto tenha sido feito por um grupo, desconhecendo-se as motivações.
«Mirante»

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Drinkin pára produção por falta de matéria-prima

Em declarações ao Económico, Moisés Caetano, dirigente do Sindicato da Alimentação, Bebidas e Tabaco avançou que depois do plenário de esclarecimento ocorrido durante a tarde com os trabalhadores estes "foram informados da necessidade de parar a produção porque não havia CO2 disponível".
O dirigente sindical explicou que a empresa não conseguiu crédito para comprar matéria-prima estando já a enfrentar dificuldades na obtenção de crédito.
No passado dia 10, o actual dono da Drinkin, Jorge Armindo avançou com um processo de insolvência da empresa, na altura justificada como uma forma de garantir a viabilidade da fabricante da cerveja Cintra. Entretanto foi nomeado como gestor judicial o advogado da Marinha Grande Jorge Calvete.
O plenário serviu para tranquilizar os 115 trabalhadores sobre o futuro próximo da Drinkin, empresa criada em 2002 pelo empresário Sousa Cintra. Isto porque na primeira reunião com o gestor judicial este não apresentou qualquer plano de viabilidade e apenas pediu para que os colaboradores arranjassem os advogados para reclamarem créditos.
Moisés Caetano referiu que, nesta fase, os trabalhadores não têm nada a reclamar porque não decorreu ainda a Assembleia de Credores onde se decidirá sobre se avança ou não a falência da Drinkin.
«DiárioEconómico»

Tantos funcionários nos Serviços Administrativos da CMA e tão poucos noutros sectores



Artigo de Opinião

Por: Adam


Mais uma vez aqui estou eu com aquilo a que poderemos denominar de comentário, mas desta vez tal como das outras a intenção é mais intensa, no lugar de um comentário, subscrevo uma opinião simples e isenta de partidarismos ou coisas do género...

Mais informo os prezados leitores de que a partir de hoje vou adoptar o nome de Adam... Não sei porquê mas parece-me bem, talvez por causa de Adam Smith, o maior economista de todos os tempos (na minha opinião)...

É com algum alivio que vejo uma medida verdadeiramente positiva, pois tal como foi referido pela Dr.ª Manuela Ferreira Leite a intervenção do Estado na Economia deve ser feita em sectores denominados “estratégicos” ou então verdadeiramente relevantes para a economia nacional.

A isto as pessoas que tiveram Disciplinas como Finanças Públicas ou Economia, tal como eu, denominamos de Politicas Keynesianas, as Politicas Intervencionistas, ou seja, são políticas do género destas que foram utilizadas por Aníbal Cavaco Silva enquanto Primeiro-ministro para revitalizar a Economia Nacional.

Este género de Politicas tem por fim aumentar os níveis de produtividade do País e ao mesmo tempo diminuir a taxa de desemprego, ou seja em poucas palavras “permitir que o nível de vida da população aumente e o desemprego diminua”, a isto temos de juntar também a diminuição das Importações e aumento das Exportações.

Mas voltando ao assunto que interessa , essa intervenção deve ser sempre feita em sectores denominados estratégicos, pois são esse sectores que permitem uma reanimação mais rápida da Economia Nacional.

É isto que o Governo tem estado a fazer, mas do meu ponto de vista muito mal, pois são as grandes empresas que “comem” grande parte do dinheiro de todos nós.

Para estas medidas serem bem sucedidas, e aí a Dr.ª Manuela Ferreira Leite está certa, elas devem incidir sobre os sectores da Economia que permitam uma recuperação sustentável da Economia Nacional, ou seja deverá ser feita junto das Pme`s, pois estas são na verdade o motor de Economia Portuguesa, ou seja aquilo que faz com que andemos “para a frente”.

Injectar milhões em grandes obras é uma solução, mas na verdade uma solução muito duvidosa e de resultados imprevisíveis, ou seja pode ser mais um meio de, (não quero dizer que seja…) pessoas como o Ministro das Obras Públicas aumentarem o seu vasto Património.

Assim sendo e de maneira a optimizar os recursos disponíveis, o Estado enquanto pessoa de bem, deverá dar meios às Pme`s, de modo a que estas se consigam desenvolver e posteriormente se consigam afirmar como um “verdadeiro motor dinamizador” da Nossa débil Economia.

Os valores hoje divulgados são de facto bastante interessantes de analisar, pois a partir dos mesmos podemos elaborar um rápido diagnóstico das Autarquias, ou seja podemos verificar que a situação afinal não está assim tão boa como era referido pelos nossos Governantes.

Com a rápida injecção dos valores apresentados poderemos assistir a um aliviar da pressão sobre algumas Pme`s, pois como é do conhecimento geral as maiores credoras das Autarquias são de facto as Pme`s, pois estas são na generalidade dos casos aquelas que estão mais aflitas e mais tarde recebem

Para a Câmara Municipal de Alpiarça foi atribuída a verba de 1.854.662 de euros para poder pagar aos credores, estamos neste caso a falar de muito dinheiro para a dimensão do Concelho, são mais de trezentos mil contos…

Se fizermos bem as nossas contas podemos verificar que cada eleitor “deve” cerca de 200€ aos credores da CMA, é muito dinheiro. Não nos podemos esquecer que além desta verba, a CMA tem receitas próprias, para além das transferências do OE.

É certo que se tem feito muita coisa, mas no entanto não creio que o que foi feito nos últimos anos seja a justificação para um volume tão elevado de dívidas.Vamos então aos factos, nunca vi tanto funcionário na CMA como nos dias que correm, mete-me imensa confusão ver tantos funcionários nos Serviços Administrativos e tão poucos noutros sectores da CMA.

Mete-me imensa confusão como é que se gastou tanto dinheiro em tão curto espaço de tempo. É verdade que foram feitas algumas obras importantes, mas não é somente aí que se gastou o dinheiro…

Não nos podemos esquecer dos negócios ruinosos que foram feitos, das estradas arranjadas e partidas passado pouco tempo…. Etc, etc…

Não bastando todos estes exemplos parece que estamos a cair novamente nos mesmo erros, ou seja, mais estradas reparadas à “pressa”, sem qualidade alguma.

Até, parece que o Executivo se esqueceu dos passeios ou até mesmo das marcações na estrada.

Como já é da praxe, penso que este e outros problemas poderão ser fáceis de resolver, como tal basta aumentar a fiscalização das obras municipais, colocar os pedreiros da CMA a trabalhar (pois já deve haver dinheiro para o cimento) e finalmente melhorar drasticamente o controlo dos gastos.

Para terminar à uma coisa que não entendo muito bem, a rede de esgotos, saneamento e abastecimento de água de Alpiarça já tem muitos anos (em alguns locais mais de 40 anos) e segundo alguns técnicos, está a necessitar de ser alvo de obras de melhoramento e ampliação. Não entendo como é que se pode colocar alcatrão novo nalgumas vias e não se reparam e melhoram o saneamento e abastecimento de água….

Queira Deus que eu não tenha razão e que daqui por um ano ou dois as máquinas não estejam a partir o alcatrão que será pago o dinheiro de todos os contribuintes… Até parece que a vida não custa a todos e que o que hoje é demais, amanha não venha a fazer falta….

Tudo por causa do «abelheiro»

Artigo de Opinião

Por: Mariana Teixeira


Gosto muito das “Conversas de Lareira” com “Tia Alice”. Conta-me coisas do passado. Umas verdadeiras, outras: «coisas do povo», outras simplesmente «ditos». Eu acrescento: até constou que nos “Gagos” ia surgir um “Pingo Doce” ou uma «grande área comercial» para depois logo ser público que «apareceu esqueletos» impedindo então a construção, para hoje o terreno estar à venda.
Tem sido assim, que ao longo do tempo, tenho vindo a saber coisas sobre esta encantadora vila a que chamam “Alpiarça, Vila Tranquila; Vila de Qualidade”.
Lembro-me de uma que “Tia Alice” conta, quando quer me dizer algo de concreto.
Houve em tempos um grande comerciante alpiarcense. Pela sua posição e destaque comercial era a ele, que perguntavam pelas «referências desta ou daquela pessoa». A quem o fazia, respondia sempre com um sorriso do tamanho do mundo, com a mesma frase: «É tudo boa gente. Gente trabalhadora. Apenas existe para aí um sacana ou dois, mas não deixam de ser boas pessoas».
Na verdade Alpiarça é uma boa terra. Se a compararmos com outras, temos que admitir que nesta terra vinhateira existe um pouco de tudo – e bom. Começando pela assistência à infância para acabar na terceira idade, de tudo um pouco existe. Aqui melhor, acolá mais ou menos, além pior. As coisas existem e funcionam. Funcionar é que importante. Tomara muitas aldeias deste país implantado à beira mar ter em quantidade e qualidade o que Alpiarça tem.
A diferença é que os naturais nunca estão satisfeitos. Como tal, se não tem nada para dizer mal, inventam.
Nos últimos dias, ouviu-se dizer pelas esquinas que um “abelheiro” quis «encher a carteira dele com dinheiro de outros» quando na verdade o que o homem estava a fazer era levantar dinheiro seu numa caixa de “Multibanco”. Mas como estava todo engalfinhado numa protecção lunar, pouco faltou para ser um «bandido». Não bastasse a «raimona» foi em busca do pacato cidadão. Uma confusão de aparência que levou com que «pessoas sérias» passem a ser uns «safados».
Às vezes até aquelas pessoas ou entidades, das quais, levámos uma vida inteira a pensar que eram «de bem» descobriu-se que afinal estavam todos na falência ou em vias de para lá caminhar».
Não bastasse a estes o «dinheiro que desbarataram em prol do desconhecido e nas maiores falcatruas, que ainda hoje estão por apurar-se, a fim de não serem «prejudicados na imagem» o melhor que o Governo fez para «salvar a sua imagem» foi emprestar-lhes milhões de euros, caso contrário, era o descrédito para os vendedores de dinheiro.
Este pobre «abelheiro» homem sério, como se provou, apenas lhe pediram desculpa pela confusão. Mas quando os abutres financeiros emprestam dinheiro a quem já sabem não lhes pagar, ainda são considerados «salvadores do sistema». Melhor fizesse este pacato cidadão levantar o dinheiro da sua conta e ajudasse a autarquia a pagar as suas dívidas, se as tiver. Tenho as minhas dúvidas.
Se o fizesse, demoraria algum tempo, como os «policiais» teriam tempo de o «apanhar com a boca na botija» e assim os “apontadores de matrículas” já não teriam a trabalho de indicar aos policiais quem vinha mascarado com uma fardeta qualquer. Poderiam ainda ouvir que o «levantador daquilo que é seu» afinal era um «benemérito» pois o valor retirado da «caixa» destinava-se a uma boa acção, ou seja: ajudar a autarquia a pagar a quem deve».
Pela divulgação do “Programa de Regularização de Dívidas” publicado recentemente, só pode haver uma conclusão: a regência do burgo, não deve nada a ninguém, até nem uma simples “Lata de Tinta”. Não há “credores privados” porquanto 741.864 € são para pagar dívidas ao Estado e 1.112.798 € para Instituições de Crédito.
Coisas de pouco valor. Se fosse possível trocar estes «eurozitos por escudos» poucos milhares de contos davam. Talvez – para o «abelheiro” – nem meia dúzia de «colmeias» poderia comprar.
E diz “Tia Alice” que o “Estado” é uma pessoa de bem.
Uma «ova»!
Quando lhe contei a aventura do «homem das abelhas» “Tia Alice” lembrou-se do dito comerciante: «É tudo boa gente, minha filha!»
Eu a pensar que a autarquia do burgo devia uma «pipa de massa» – segundo consta no “Largo da Boneca”, afinal tem as contas em dia.
1.854.662 € de dividas a Instituições de Crédito e ao próprio Estado, nos dias que correm é alguma fortuna?
Agora acredito que Alpiarça tendo uma Câmara sem “calotes” vai deixar de ser a “Aldeia do Astérix” para passar a ser a “Cidade dos Gauleses”. De tal forma que qualquer dia ainda iremos no “Autocarro da Câmara” para a “Praia da Patacão”.


Trabalhadores da Portuleiter com contratos suspensos

Cento e trinta e nove dos 200 trabalhadores da Portuleiter, Produtos Metálicos S.A., em Muge, Salvaterra de Magos, estão com os contratos suspensos até 2 de Março, mas a empresa garante que todos os trabalhadores estão completamente seguros.

Paulo Nunes, da administração da Portuleiter, afirmou hoje que a "redução substancial" das encomendas no final de 2008 obrigou a uma mudança de lay out de uma das empresas do grupo, a fábrica de escadas e escadotes de alumínio, que produzia essencialmente para exportação.
A paragem destas unidades, das três que a Portuleiter possui em Muge e Salvaterra de Magos, obrigou a que 139 trabalhadores tenham ficado em lay-off, adiantou.
O responsável assegurou que, ao contrário do que alega o Sindicato dos Metalúrgicos, o processo de lay-off (suspensão dos contratos por um período de tempo em que a Segurança Social garante o pagamento de 70% do salário) foi devidamente autorizado pelas autoridades competentes.
«Lusa»

Câmara do Cartaxo cria Unidade de Protecção e Promoção do Emprego

Na última reunião de Câmara do Cartaxo, dia 10 de Fevereiro, Paulo Caldas anunciou a criação de uma Unidade de Protecção e Promoção do Emprego, que está a ser preparada e entrará em funcionamento no início de Março.
As dificuldades que, quer as empresas sediadas do concelho, quer outras nos concelhos limítrofes ao Cartaxo - mas que empregam muitos munícipes -, enfrentam, levaram a autarquia a conceber esta Unidade. No Cartaxo, em Muge e no Carregado são já 4 as empresas que têm trabalhadores em lay-off. A Fleximol tem 72 trabalhadores nesta situação, a Impormol tem 100, na Manuel Graça, são 92 pessoas e uma empresa produtora de alumínios e escadotes, tem já cerca 160 trabalhadores em lay-off.

Câmara de Alpiarça ja pode pagar aos credores

A Direcção-Geral do Tesouro e Finanças divulgou a lista das autarquias contempladas com verbas do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado.
Na região, são 11 as autarquias contempladas com verbas destinadas a pagar aos credores: Alcanena (2,9 milhões), Arruda dos Vinhos( 1,5 milhões), Azambuja (2,0 milhões), Entroncamento (468 mil) , Leiria (10,7 milhões) , Nazaré( 12,5 milhões) , Rio Maior (1,1 milhões) , Santarém (23 milhões), Sobral de Monte Agraço (403 mil) , Tomar ( 5 milhões) e Torres Novas (12 milhões). No total do Pais, as 69 autarquias abrangidas irão receber cerca de 415 milhões de euros.
Para a Câmara Municipal de Alpiarça foi atribuida a verba de 1.854.662 de euros para poder pagar aos credores

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vinhos alpiarcenses pelo mundo fora


O Vinho Regional Ribatejano vai adotar a designação Tejo, uma marca que os produtores acreditam ser mais fácil vender, sobretudo no mercado internacional, disse nesta segunda-feira o secretário-geral da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Ribatejo.
João Silvestre afirmou que a decisão foi tomada num Conselho Geral da CVR, no qual os principais produtores da região têm assento, depois de um estudo de mercado que indicou a designação Tejo como sendo a que traria mais notoriedade, tanto em Portugal como no exterior.
A portaria que concretiza a mudança "está em vias de ser publicada", aguardando a CVR Ribatejo pela sua publicação para iniciar uma campanha de promoção da marca, da ordem de 1,3 milhão de euros.
Os alvos da campanha são os mercados nacional, europeu e fora da Europa, incidindo neste caso em quatro países - Brasil, China, Rússia e Angola -, e passará por participação em feiras e por convites a importadores e jornalistas especializados para que visitem a região onde o "Tejo" é produzido.
A nova marca pretende "limpar a imagem não muito positiva" que os vinhos ribatejanos tinham no mercado nacional, uma imagem que vem do passado, quando o vinho da região era vendido a granel, e que ignora a "grande evolução ocorrida, sobretudo na última década", afirmou Silvestre.
Além disso, o nome "ribatejano" é de "pronúncia difícil e demasiado grande" para entrar com facilidade no mercado externo, enquanto "Tejo" é "muito mais fácil de dizer e traz uma associação à região", disse João Silvestre, frisando que as regiões produtoras de vinhos estão geralmente associadas à presença de um grande rio, que acaba por ser um elemento identificador da região, como é o caso.
Segundo ele, a nova direção da CVR Ribatejo está fazendo uma "aposta forte" na promoção e na simplificação do processo burocrático que permita a certificação dos vinhos, frisando que em 2008 houve um crescimento de 15% nas certificações.
"O nosso objetivo é, em cinco anos, duplicar o número de certificações", que em 2008 foi de 9,3 milhões de garrafas, acrescentou.Em janeiro, o número de certificações cresceu 20% em relação ao mesmo mês de 2008, sendo que ainda existem muitos produtores que não certificaram os seus vinhos de mesa.
Atualmente, existem cerca de 60 produtores ativos com vinhos classificados na área abrangida pela CVR Ribatejo, sendo que sete deles adegas cooperativas.
A área de vinha da região é de 19 mil hectares, registrando-se um decréscimo nos últimos anos, devido ao abandono das castas de menos qualidade e à saída de atividade dos produtores mais velhos, acrescentou Silvestre.
Em contrapartida, há novos produtores que apostam na inovação e na qualidade, disse.Produtores como a Quinta da Alorna, Casal Branco e Fiúza (Almeirim), Lagoalva (Alpiarça), Vale de Algares (Cartaxo), Encosta do Sobral (Tomar), Casal Coelheira (Abrantes), Companhia das Lezírias (Benavente) e as cooperativas de Cartaxo e Almeirim são alguns exemplos de vinhos com aceitação no mercado, alguns deles premiados, tanto em Portugal como no exterior.
«Lusa»

Petanca de Alpiarça continua a ganhar



Autarquias sabem hoje que verbas vão ter para pagar a fornecedores

As 79 câmaras que se candidataram ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado, que permite acelerar o pagamento de dívidas aos fornecedores, ficam hoje a saber se os pedidos foram aceites.

Em causa está a injecção de 485 milhões de euros em empresas credoras das autarquias, já que este foi o montante global solicitado e o objectivo é fazer chegar dinheiro às empresas que enfrentam sérias dificuldades de tesouraria.
No entanto, apesar do programa ter disponibilizado um total de 1.250 milhões de euros para as autarquias e regiões pagarem o que devem, as câmaras só pediram 485 milhões.
A Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) divulga hoje a lista das câmaras, aceitando os pedidos que cumpriam as condições do programa e os montantes atribuídos.
A Câmara Municipal de Lisboa foi a que solicitou o maior montante, um pedido que chegou aos 130 milhões de euros. A autarquia de Santarém foi a que entregou o segundo pedido de maior valor (23 milhões de euros), seguida pelos municípios da Guarda (18,6 milhões de euros), Torres Novas (16,5 milhões de euros) e Évora (16,3 milhões de euros).
Este programa não serve para pagar obra nova, mas sim para saldar dívidas já assumidas. Por este motivo, as autarquias que recorrerem ao Progarama de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado não verão o endividamento líquido afectado, por se tratar de uma reformulação da dívida.
As autarquias que virem aceites as candidaturas ao programa podem contar com os primeiros pagamentos a fornecedores ainda este trimestre, garantiu o Ministério das Finanças.
O programa prevê que a autarquia receba o dinheiro para pagar a fornecedores, ficando assim com uma dívida perante o Estado e o banco que aceitar financiá-la. O empréstimo do Estado oferece condições mais favoráveis e o empréstimo será financiado através da emissão de dívida pública.
«Lusa»

Explosão causa pânico

Uma explosão de um posto de transformação da EDP provocou, ontem, em Arripiado, Chamusca, o pânico entre a população, segundo informou fonte do CDOS de Santarém. A explosão ocorreu por volta das 19h00 e foi sentida a cerca de um quilómetro, mas de acordo com a mesma fonte, não provocou feridos.

IGAL inspecciona processos em Almeirim

A Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) vai iniciar uma inspecção aos processos judiciais em que a Câmara de Almeirim está envolvida.
A informação foi transmitida pela IGAL ao vereador Pedro Pisco dos Santos, do PSD, e ao líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Almeirim, João Lopes, na sequência dos muitos pedidos e requerimentos que ambos têm feito junto deste organismo. No presente mandato, há vários anos que estes dois responsáveis do PSD local têm vindo a denunciar o incumprimento do presidente da Câmara, Joaquim Sousa Gomes, em fornecer informações sobre processos judiciais em curso aos eleitos da Assembleia Municipal e da autarquia. “Agora que a IGAL vai finalmente abrir uma inspecção, pode estar descansado que eu já não o chateio com este assunto durante uns tempos”, prometeu Pedro Pisco dos Santos a Sousa Gomes, na última reunião do executivo.
«O Ribatejo»

Bloco quer candidatura de Ana Cristina Ribeiro

O Bloco de Esquerda está disponível para apoiar uma nova candidatura de Ana Cristina Ribeiro em Salvaterra de Magos, a única autarquia do país em que o partido assume a presidência da Câmara. A revelação foi feita pelo próprio líder dos bloquistas, Francisco Louça, à margem da IV convenção do BE, sublinhando que as concelhias terão um papel primordial na escolha dos candidatos. Face à nova legislação, será o último mandato de Ana Cristina Ribeiro, caso a actual presidente da autarquia decida encabeçar novamente uma lista do Bloco.
«O Ribatejo»

Transformista rouba e burla

Um homem de 24 anos, referenciado por roubos e que diz ser transformista profissional, foi condenado pelo Tribunal de Santarém a quatro anos e seis meses de prisão, pelos crimes de furto, falsificação e burla.

O Tribunal de Santarém deu como provado que furtou cinco cheques à proprietária da casa onde residia, em Santarém, em Setembro de 2006, e usou-os para comprar dois carros e levantar dinheiro, falsificando a assinatura.
O transformista, Mário Gaio Ferreira, está em prisão preventiva, em Alcoentre, por suspeitas de envolvimento em vários roubos por carjacking, em que a maioria das vítimas são homossexuais que atraía para sexo.
Mário Gaio Ferreira regressa ao tribunal no dia 4 de Março, para responder em outro processo em que é acusado de dois crimes de roubo em co-autoria com um cúmplice e duas mulheres, alegadamente prostitutas. São acusados do roubo de cem euros e objectos pessoais a dois homens, em Dezembro de 2004, nas traseiras da Igreja de Santa Clara. As duas mulheres, mãe e filha, de 46 e 29 anos, estão acusadas ainda do roubo de um cartão multibanco a um cliente, que utilizaram para comprar telemóveis, gasolina e tabaco.
O transformista foi detido em Maio de 2008, mesmo em frente à esquadra da PSP de Santarém, após ter sido reconhecido por um agente. Na altura, pendia sobre ele um mandado de detenção por roubo de dois carros, um dos quais abandonou na auto-estrada após despiste. É ainda suspeito de assaltar uma gasolineira em Torres Novas
«CM»

Ficou com a faca cravada no pescoço

Um brasileiro, de 21 anos, foi agredido por um compatriota, que lhe deixou uma faca com uma lâmina de vinte centímetros cravada no pescoço, junto à coluna vertebral, em S. Domingos, Santarém.
"Ele foi esfaqueado três vezes, na barriga, no ombro e no pescoço, tendo ficado com a faca espetada junto à coluna", contou ontem o dono da pastelaria Aquazul, Fernando Lopes, onde ocorreu a rixa.
De acordo com o relato do proprietário, a equipa do INEM que socorreu a vítima "ainda tentou remover a faca, que tinha uma lâmina bastante grande [20 centímetros], mas acabou por o levar para o hospital sem a retirar. Ele queixava-se muito com dores".
Segundo Fernando Lopes, a agressão ocorreu "numa fracção de segundos", por volta das 13h00 de sábado. As razões do desentendimento entre os dois brasileiros são desconhecidas, mas, segundo algumas testemunhas, estarão relacionadas com a disputa de mulheres ou com a divisão de um prémio do Euromilhões.
"O que foi esfaqueado vinha a fugir e entrou de repente no café, tentando fechar a porta. O que vinha a persegui-lo partiu o vidro com uma joelhada e empurrou-o", explicou Fernando Lopes. De seguida, desferiu os golpes antes que o dono ou algum dos três clientes que estavam no interior tivessem tempo de reagir.
O autor da agressão, que terá cerca de 25 anos, fugiu imediatamente de carro do local, mas está identificado pela PSP de Santarém.
A vítima "permanece ainda internada, mas está fora de perigo", disse ontem o chefe de equipa do Hospital de Santarém, José Lima, que, no entanto, se recusou a adiantar mais pormenores sobre o estado de saúde da vítima.
Ainda no sábado, duas irmãs do brasileiro, que residem em Setúbal, foram ao Hospital de Santarém mas não puderam estar com ele por não receber visitas. "Elas estiveram aqui e contaram que o irmão não sentia as pernas", disse Fernando Lopes.
«CM»

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Santarém apresenta candidatura para regularizar dívidas

Vânia Neto, adjunta do presidente da Câmara Municipal de Santarém, disse à agência Lusa que o objectivo da autarquia é liquidar todas as facturas a fornecedores e passar a cumprir o compromisso de “pagamento a tempo e horas”, mantendo um prazo de pagamento entre 45 a 90 dias.
Segundo disse, a candidatura permitirá o pagamento de facturas em atraso desde 2005, uma vez que as anteriores foram já abrangidas em acordos de pagamento ou no plano de pagamento aprovado pelo Tribunal de Contas no âmbito da antecipação de oito milhões de euros de receitas da EDP.
“Tal como nesse processo, também aqui teremos que enviar para aprovação do Tribunal de Contas a listagem dos pagamentos a efectuar”, disse, frisando que a parte do empréstimo, a 10 anos, a contratualizar com a banca será repartido por três instituições bancárias.
Os 23 milhões de euros pedidos (a segunda maior verba, logo a seguir a Lisboa, com 130 milhões) enquadram-se na capacidade de endividamento da autarquia, disse, frisando que a taxa de juro “muito baixa”, que nunca conseguiriam num empréstimo normal, praticada neste programa, permite garantir que os compromissos financeiros que têm vindo a ser assumidos “estão controlados”.
«Lusa/Ribatejo»

Milhões de apoio para mulheres empreendedoras


O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros assinou em Abrantes um protocolo de apoio ao empreendedorismo no valor de 10 milhões de euros.


Com a declaração “Compromisso para a Igualdade”, Jorge Lacão delegou nas 54 associações nacionais signatárias, e com projectos já aprovados, um valor comprometido de investimento, "verba que vai abranger cerca de 740 mulheres correspondendo a uma aposta num grupo que continua a ter dificuldades acrescidas na criação do próprio emprego", afirmou.

Jorge Lacão referiu que "hoje já está aberto outro concurso no âmbito do empreendedorismo económico para mulheres, que envolve um pacote de 13 milhões de euros e que vai permitir que os seus projectos sejam majorados em 10 por cento em relação aos subsídios a que venham a ter direito".

«Lusa»

Novos horários para praticar desporto na Zona Desportiva dos Patudos




Pratique Desporto




Coisas de Outros Tempos

Artigo de Opinião
Por: Augusto Gil

Por volta dos anos 50 e recordar, por exemplo, quando os filhos tratavam os pais por Você, o Tu… nunca. Bastava por vezes um olhar e o respeito aparecia, as horas das refeições eram condicionadas e todos tinham que estar à mesa à hora combinada, rezar antes e depois era uma constante, o pai iniciava a refeição servindo-se e de seguida a mãe e depois os filhos; chegar fora de horas a casa sem autorização? Sujeitava-se a dormir na rua; todos tínhamos que aprender as tarefas domésticas “de costas ou de barriga”.
O chapéu era um adorno tirado, por educação, na Igreja, à mesa, em qualquer casa onde se entrasse, bem como na rua para cumprimentar alguém. As mulheres andavam de lenço de cor na cabeça, substituindo-o pelo preto nas missas, funerais e festas religiosas; o vestuário preto era quase obrigatório para viúvas ou viúvos. O homem tinha todos os direitos e dispunha como lhe apetecesse do governo da casa. A mulher era submissa em todos os aspectos e quando desejada, não podia dizer que não (nem com a história da dor de cabeça se safava).
Da fogueira de cepa, sobro, pinho e oliveira que durante anos substituiu os fogões agora existentes para “caldeirar” e mesmo aquecer a casa, aparece o fogareiro a “Pitrol” uma peça revolucionária feito de cobre e umas bombadas e a cabeça aquecida com álcool verde, o espevitador desentupia o buraquinho e zás, era mais rápido; também o ferro de passar aquecia com brasas no seu interior (por vezes, lá caía uma e queimava a roupa) e a famosa braseira sobre a qual se colocava prata para aguentar mais tempo. Também os cigarritos Provisórios e Definitivos sabiam bem quando acesos numa brasa.
As matanças de porco eram uma festa para a família e amigos; a carqueja queimava os pêlos do dito e depois de aberto, enchia-se a bexiga de ar que fazia as delícias dos mais novos usando-a para jogar à bola. A cachola com batatas ou com arroz, o fígado grelhado com alho, azeite e cebola e umas febras, tudo cortado, eram os pratos mais usuais nesse dia. Dias depois as mais idosas, com os cravinhos, cominhos e calda de pimentão, com a carne cortada em pedaços faziam as chouriças, morcelas e farinheiras e, como não havia frigorífico na altura, a carne e o toucinho eram colocadas nas salgadeiras (arcas de madeira com sal), tradição ancestral na qual, mais tarde, o toucinho (mesmo rançoso) era usado nas sopas para dar gosto. A maior parte das casas tinham o forno para cozer o pão ou mesmo para assar uma galinha.Casas de banho? Qual quê! Uma pia ligada a uma fossa no quintal ou, por vezes, o palheiro. E porque não falar das “ciroulhas”? Essa roupa interior vestida pelos homens e por vezes usadas como fatos de banho. Recordo na praia da Nazaré bem cedinho, as mulheres com as camisas de dormir a tomarem banho e depois, ver-se aquelas cuecas e soutiens de gola alta impressionantes! E, para finalizar, em tempos idos, poucos homens tiveram oportunidade de ver as suas mulheres nuas. Mesmo casadas, a vergonha e o respeito eram um dom…Hoje? Vai lá vai

Descobertas centenas de esqueletos em Santarém


Das Portas do Sol aos jardins da República, passando pelo Sá da Bandeira, os espaços verdes da cidade de Santarém estão transformados em estaleiros de obras e campos arqueológicos. No jardim das Portas do Sol, os arqueólogos puseram a descoberto uma cisterna romana do século I e outras estruturas ainda em estudo.
"O jardim está a beneficiar de profundas obras de remodelação que irão permitir musealizar todo um conjunto de achados arqueológicos trazidos à luz do dia ao longo dos últimos 20 anos", explicou Ricardo Gonçalves, vereador das Obras Públicas na Câmara de Santarém.
Segundo o autarca será o primeiro núcleo museológico da cidade e a principal sala de visitas para os turistas. Além da cisterna, os arqueólogos foram ainda surpreendidos com a descoberta de 13 esqueletos humanos, numa necrópole do século XIII que estaria associada à antiga Ermida de S. Miguel, já desaparecida, ou à Igreja de Santa Maria da Alcáçova, fundada por D. Afonso Henriques e recentemente restaurada.
A equipa de arqueologia do Instituto Politécnico de Tomar encontrou mais vestígios do período de ocupação islâmica, assim como materiais de tecelagem ou armas da Idade do Ferro. "Os trabalhos nas Portas do Sol deverão ficar concluídos até ao Verão e incluem a instalação de um miradouro virtual e equipamentos multimedia interactivos num centro de interpretação, que permitirá aos visitantes compreenderem os vestígios arqueológicos e a evolução histórica do local, da Idade do Bronze, Idade do Ferro, períodos de ocupação romana e islâmica até à actualidade."
As obras de requalificação do Jardim da República em Santarém também trouxeram à luz do dia outra grande necrópole, onde já foram descobertos cerca de 90 esqueletos humanos. O Jardim Sá da Bandeira também está em remodelação - toda a área será transformada no Passeio da Liberdade, que inclui um parque de estacionamento subterrâneo e uma zona verde. Junto ao Largo Cândido dos Reis, foram ainda encontradas 640 sepulturas naquele que é considerado o maior cemitério islâmico de Portugal.
«DN»

Homem confundido com assaltante de Alpiarça foi perseguido e tratado como criminoso

Uma tentativa frustrada de assalto à dependência da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) de Alpiarça, provocou ontem o maior susto a um vendedor de tintas que, confundido com o assaltante, se viu envolvido numa aparatosa operação policial.
Segundo testemunhas, cerca das 14:00, um homem vestido com um fato-macaco branco e usando máscara entrou na dependência da CCAM, o que levou o único caixa presente a pensar de imediato que se tratava de um assalto, fugindo para dentro de uma das salas.
Sozinho na parte de acesso ao público, o assaltante acabou por desistir do assalto, abandonando as instalações.
Avisado pelo colega, outro funcionário do banco tentou ainda localizar o assaltante, acabando por comunicar à GNR, por engano, a descrição da viatura conduzida pelo vendedor de tintas.
A carrinha foi interceptada, no meio de enorme aparato, junto à estação da CP na Ribeira de Santarém, gerando o maior dos sustos ao homem, que, assustado, jurava aos agentes que não tinha nada a ver com a tentativa de assalto.
O homem foi mandado embora com um pedido de desculpas, continuando o autor da tentativa de assalto a monte.
»O Mirante»

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Coruche quer realizar a maior prova de vinhos do mundo com sete mil pessoas

Coruche está a preparar a maior prova de vinho do mundo, com 7.000 pessoas, para entrar no Livro dos Recordes do Guiness.
A iniciativa terá lugar em Março e integra um ciclo de novidades apresentadas ontem. A Câmara Municipal de Coruche lançou na Nauticampo, em Lisboa, uma campanha de promoção que visa dar "visibilidade e notoriedade nacional" ao concelho e atrair visitantes, sobretudo da Grande Lisboa.
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Milhões para pagar dividas

A Câmara Municipal de Santarém espera ver aprovada a candidatura de 23 milhões de euros ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado para pagar as dívidas que contraiu para aquisição de bens e serviços e em obras.

Vânia Neto, adjunta do presidente da Câmara Municipal de Santarém, disse à Lusa que o objectivo da autarquia é liquidar todas as facturas a fornecedores e passar a cumprir o compromisso de «pagamento a tempo e horas», mantendo um prazo de pagamento entre 45 a 90 dias.
Segundo disse, a candidatura permitirá o pagamento de facturas em atraso desde 2005, uma vez que as anteriores foram já abrangidas em acordos de pagamento ou no plano de pagamento aprovado pelo Tribunal de Contas no âmbito da antecipação de oito milhões de euros de receitas da EDP.
«Tal como nesse processo, também aqui teremos que enviar para aprovação do Tribunal de Contas a listagem dos pagamentos a efectuar», disse, frisando que a parte do empréstimo, a 10 anos, a contratualizar com a banca será repartido por três instituições bancárias.
Os 23 milhões de euros pedidos (a segunda maior verba, logo a seguir a Lisboa, com 130 milhões) enquadram-se na capacidade de endividamento da autarquia, disse, frisando que a taxa de juro «muito baixa», que nunca conseguiriam num empréstimo normal, praticada neste programa, permite garantir que os compromissos financeiros que têm vindo a ser assumidos «estão controlados».
«Lusa»

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Números do presente com efeitos no futuro:

1815 despedimentos colectivos em 2007;

3300 despedimentos em 2008;

7000 só durante o mês de Janeiro de 2009

Ou pagamos todos…

Artigo de Opinião

Na mesma semana em que os meios de comunicação social noticiavam que um jogador de futebol num acidente destruíra o seu automóvel de 300.000 euros, noticiavam também que uma mulher de oitenta a sete anos, em Lisboa, não tinha meios para comprar um simples aquecedor.
Este é um pequeno sinal do desequilíbrio em que assenta esta sociedade. E tão desequilibrada está que deu de si e mostrou toda a sua nudez. Parece que se voltou de pernas para o ar.
O que vivemos actualmente pode ser o ponto de partida para uma vivência mais justa, e leve a uma distribuição mais equitativa da riqueza. Se assim não for é sinal de que não aprendemos a lição e voltaremos ao mesmo em situação mais agravada e em perigosa instabilidade.
É por isso que os Estados, agora tão pressurosos no socorro a instituições bancárias, não deve, demitir-se do seu dever de intervenção para impedir todos os desmandos do capitalismo global. Agora começamos a perceber o que queriam aqueles que proclamavam a não intervenção do Estado; agora vamos compreendendo o que sonhavam todos aqueles que anunciaram esta sociedade como o fim da história. Como se a humanidade tivesse alcançado um ponto de perfeição do seu percurso, que só precisasse de ser afinado aqui e ali. Agora sabemos que está a pagar os desmandos que outros praticaram.
Não foram os trabalhadores que arrastaram a humanidade para a situação presente. Mas são eles que estão pagar o mais pesado do tributo à crise. Até a tecnologia, como no século XIX, serve para justificar despedimento…
A tecnologia, património da humanidade, fruto de conquista milenar do homem, não pode estar apenas ao serviço de alguns e justificar o desemprego; se a máquina substitui o homem na produção, que todos beneficiem disso e não sirva apenas para uns poucos acumularem lucro.
Não tenhamos ilusões, se não pusermos a economia ao serviço de todos, não conseguiremos uma sociedade equilibrada e continuaremos a caminhar para a violência e a insegurança. E a cair cada vez mais fundo.
Eduardo Bento

Produtores de milho estão à beira da crise.




Os cerca de 55 mil produtores de milho portugueses estão à beira de uma crise.

O alerta foi dado a semana passada, pela Associação Nacional dos Produtores de Milho durante o V Colóquio Nacional do Milho que decorreu em Tomar.
Os custos de produção subiram 50 por cento no último ano e o milho está a ser vendido actualmente ao preço de finais da década de 80, o que origina um momento muito difícil para o sector.
Caso este cenário não se altere, Luís Vasconcelos e Sousa, presidente da ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sogro, garante que muitas culturas podem ser abandonadas em algumas zonas do país. «Chegou a estar a 24 cêntimos o quilo, neste momento anda na ordem dos 16. Essa é a questão de fundo, voltamos a afundar os preços».
Para agravar a situação no sector a ANPROMIS critica a falta de investimento público por parte do Ministério da Agricultura. «Não tem havido ajudas ao investimento o que tem sido uma estratégia totalmente desajustada por parte do Ministério da Agricultura».
Luís Vasconcelos e Sousa relembra ainda que «há famílias que vivem da cultura do milho e que estão a passar por dificuldades. E essa situação vai generalizar-se a outras culturas que não só o milho. Vai ser um ano bastante difícil».

CDU diz que prisão de Almeirim tem "protocolo ilegal"

Segundo a CDU de Almeirim, o protocolo que a Junta de Freguesia das Fazendas assinou com o Ministério da Justiça para a instalação do futuro Estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo na Herdade dos Gagos é “ilegal”.
“A Junta não tem capacidade para decidir sozinha a oneração de património imóvel, a partir de um certo valor. É obrigada a ter a aprovação da Assembleia de Freguesia, onde o assunto nem sequer foi discutido”, denunciou a vereadora da CDU na Câmara de Almeirim, Manuela Cunha, durante uma conferência de imprensa promovida pela coordenadora local do partido, realizada no dia 30 de Dezembro.
Segundo a interpretação que a CDU faz da lei, esta “irregularidade torna o protocolo ilegal”, explicou ainda Manuela Cunha. Segundo a vereadora, todo o processo de construção da prisão revela “trapalhadas atrás de trapalhadas”, em relação ao período de consulta pública, à documentação disponibilizada pela Câmara de Almeirim, a alguns pormenores jurídicos relacionados com a suspensão do PDM, ao estudo de impacte ambiental e mesmo ao abate de sobreiros. Manuela Cunha revelou ainda que os grupos parlamentares da CDU e dos “Verdes” vão exigir a presença do ministro do Ambiente, Nunes Correia, no parlamento para dar explicações sobre todo o processo.
«O Ribatejo»

"Dia dos namorados" com o campeão alpiarcense

O quotidiano de Miguel Arraiolos e Sara Domingos no Centro de Alto Rendimento do Jamor ficou mais «cor-de-rosa» há dois anos, quando o jovem de 20 anos, natural de Alpiarça e estudante de Ciências do Desporto, abraçou a vice-campeã portuguesa de Pentatlo Moderno, 19 anos, das Caldas da Rainha.
«O facto de nos termos conhecido foi uma das coisas boas, foi aqui no Centro de Alto Rendimento, somos os dois atletas, e o facto de estarmos aqui perto facilitava as coisas», enalteceu Miguel Arraiolos, reconhecendo que a união se deve à pratica desportiva: «Se não fosse esta vida da Alta Competição nós nunca nos conheceríamos. Começámos a falar mais, a desenvolver e os rapazes têm de dar sempre o primeiro passo...e a coisa deu-se».
Para o triatleta, «os treinos, a faculdade e o namoro» só são conciliáveis «com muito trabalho», numa opinião partilhada pela namorada, que reconhece que Miguel Arraiolos «não fala só quando não pode».
Já pentatleta e estudante de Medicina Dentária realça a vantagem de poderem treinar em simultâneo: «É bom porque às vezes ele vem comigo treinar, ajuda-me e o facto de treinarmos os dois juntos ajuda bastante». Movida pela paixão, Sara Domingos, tentou a sorte no triatlo, modalidade de eleição do namorado vice-campeão da Europa de sub-23 em 2008, Miguel Arraiolos.
Apesar das presenças regulares em competições internacionais de pentatlo moderno, Sara Domingos foi uma das duas raparigas seleccionadas pela Federação de Triatlo de Portugal, na Detecção de Talentos de 2007, tendo em vista os Jogos Olímpicos 2012-2016.
«O Sol»

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Estabilidade para os Bombeiros alpiarcenses

O poder autárquico alpiarcense esteve vários anos sob a alçada da CDU. Quer queiramos quer não, aceitemos ou não a sua ideologia, a seriedade e a competência dos eleitos não pode ser posta em causa de forma alguma porque não existe algo de que os possamos acusar.

Daquilo que fizeram é bem visível porque está à vista de todos. Agora se estamos ou não de acordo com o que foi feito, é questão discutível. Depende do ponto de vista de cada um.
Mas existe um factor importante na política que é o “compadrio”. Existiu como existe e há-de existir. Basta o cargo da pessoa que ganha por «força de voto» ter o direito de «colocar pessoas de sua confiança nos cargos de responsabilidade». A lógica assim o manda e aconselha. Quem disser o contrário ou não estiver de acordo, está errado.
Fora esta «área de confiança» todo o resto – em termos de CDU – foi baseado na competência e transparência de quem prestava serviço no município. Fosse ou não familiar como tivesse ou não simpatia com a CDU.
Após a derrota de Raúl Figueiredo temos que admitir que as coisas mudaram um pouco.
Exemplifico: a mudança e substituições no “Comando dos Bombeiros Municipais” como a razia de demissões de bombeiros que dedicaram os melhores anos da sua vida à causa pública. Só esta entrega merece-nos o maior respeito.
Já a algum tempo que a situação interna dos bombeiros não funciona da melhor forma. Vejamos, em conformidade com as notícias publicadas recentemente (Rotundas&Encruzilhadas): O então presidente da Câmara, eleito pela CDU, Raúl Figueiredo, nomeou para “Comandante” Rui Luís Oliveira. Exerceu o cargo com competência. Destituído do cargo por Rosa do Céu - novo presidente – é nomeado para comandante a pessoa de Rodrigo Mira. Mais tarde abandonou o cargo (na opinião pública ainda existe a dúvida se o mesmo «abandonou ou se foi destituído»).
Rodrigo exerceu o cargo com uma forma de comandar, um tanto ou quanto anormal. Defensor de um tipo de disciplina interna bastante coesa, levou com que alguns voluntários se demitissem, como fez o 2.º Comandante Mário Favas.
Para substituição deste entra quem já praticamente exercia cargo de chefia, António Pratas Rosa. Por razões desconhecidas exerce o comando poucos meses. Será substituído por Fábio Correia – coincidência ou não, por acaso é o irmão do ex-motorista de Rosa do Céu. Não chegou a aquecer o lugar porque ainda há poucas horas foi demitido por «razões operacionais».
Mantido no cargo lugar por «razões políticas» foi agora destituído. A sua retirada imprevista, mas já planeada, pode ter sido causada pela «pressão socialista» que houve por causa da idade e inexperiência de Fábio Correia.
Faz um certo sentido este poder influenciável dos socialistas se tivermos em conta que recentemente Teresa Freitas foi eleita responsável da “Concelhia do PS”. São acontecimentos curtos demais para uma coincidência dos novos responsáveis políticos, que depois de consultada as bases, foram informados (aqueles que não sabiam) das anomalias existentes.
Surge então toda esta remodelação como o «acabar do mau ambiente que se vive internamente nos “BMA”. Não é por acaso que as coisas acontecem desta forma. Os problemas internos já vinham de traz.
Por opção politica de quem nomeou o último «comandante» o momento existente não era apropriado como a estratégia politica aconselhava a não demitir quem foi nomeado.
Suspenso que foi o mandato e sendo substituído por quem têm poderes para nomear ou destituir, o momento de mudança, quer a nível de autarquia quer de concelhia, chegou agora. A primeira “vítima” foi Fábio Correia.
Todas estas “jogadas politicas” como a «eleição de novos socialistas para os mais diversos cargos» tinha que dar os seus efeitos.
Já a algum tempo estavam esboçados e discutidos na família socialista – temos que aceitar pela simples razão de ser o “PS” que está no poder.
Como o cargo de “Comandante do Corpo de Bombeiros” é um lugar de «confiança politica» logo a destituição de Fábio Correia tinha que ser tomada – no momento certo. Agora se foi por «motivos operacionais» ou outros quaisquer, pouco importa porque já aconteceu aquilo que tinha que acontecer: ser demitido.
Na minha opinião estes casos não deveriam acontecer, mas é lógico, que é um direito que assiste aos políticos instalados. Podem sempre, a qualquer momento, mudar a pessoa que é «de sua confiança politica» mesmo que seja o principal responsável pelos bombeiros.
Os problemas internos que existiam, continuam a existir, mas dificilmente passando para o exterior, porque pela «praxe» tal não é permitido: faz «parte da família».
Não tenho dúvidas que a nova responsável pela “Concelhia do PS” deve saber basicamente como funciona os “BMA”, para além de estar bem informada dos problemas que por lá existem. Em colaboração com a presidente da autarquia e em conformidade com a nova legislação existente, nomeie então para novo “Comandante” a pessoa certa porque o activo dos «homens da paz» precisa de muita estabilidade.

Premiado trabalho de José António Falcão na preservação do património religioso


O antigo conservador da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, viu o seu trabalho reconhecido enquanto líder da equipa responsável pelo património da diocese de Beja.
A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu ao Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, dirigido por José António Falcão, que também tem residência em Santarém, o Prémio Vasco Vilalva para a Recuperação e Valorização do Património de 2008, no valor de 50 mil euros.
Realçando que este é o prémio mais importante na área em Portugal, José António Falcão disse a O MIRANTE que o dinheiro vai ser utilizado para o arranque de um programa de vigilância e conservação das igrejas rurais da diocese. O departamento conta com 12 técnicos num estrutura que assenta essencialmente no voluntariado e mais cerca de 200 pessoas que são responsáveis pelos vários templos, que fazem pequenos trabalhos de pintura e conservação, visitas com turistas, entre outras tarefas.
O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja foi criado em 198 com a missão de inventariar, proteger e valorizar o património dessa zona do baixo Alentejo. José António Falcão destaca a importância deste prémio realçando que foi atribuído por uma instituição muito importante a nível internacional e não por uma entidade estatal, acrescentando que veio distinguir as boas práticas de salvaguarda do património cultual.
«O Mirante»

Alpiarça aceita mais competências na Educação

O processo de transferências de competências do Ministério da Educação para a Câmara de Alpiarça foi acertado na semana passada tendo começado a funcionar na segunda-feira, 2 de Fevereiro.
Segundo a presidente do município, Vanda Nunes (PS), falta ainda definir alguns pormenores com a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) nomeadamente quanto à manutenção do edifício da Escola Básica 2/3 que pertence a esta entidade e, de acordo com a lei, deve ser entregue em bom estado. DREL e autarquia estão a tentar chegar a um acordo.
Vanda Nunes diz que o objectivo da câmara é conseguir servir melhor a comunidade educativa do concelho. “Pensamos que vamos conseguir gerir de uma forma mais adequada os recursos que dispomos uma vez que já temos conhecimentos das escolas”, referiu. Quando todos os pormenores estiverem acertados o assunto será levado a reunião de câmara.
«O Mirante»

Coruche lança campanha de promoção do concelho



A Câmara Municipal de Coruche lança sexta-feira uma campanha de promoção que visa dar "visibilidade e notoriedade nacional" ao concelho e atrair visitantes, sobretudo da Grande Lisboa.




"Consciente das potencialidades naturais do concelho e da nova realidade que se aproxima, com a construção do Novo Aeroporto de Lisboa, a 10 minutos de Coruche", a autarquia vai realizar, ao longo do ano, uma série de eventos que visam "dar maior visibilidade e notoriedade nacional ao município e, simultaneamente, lançar e afirmar Coruche como uma marca de qualidade, num contexto de marketing territorial", afirma uma nota da autarquia.
Segundo o responsável do Gabinete de Comunicação da autarquia, que coordena a campanha em colaboração com a Global Share Eventos, a ideia surgiu depois de um estudo realizado na Área Metropolitana de Lisboa ter mostrado que "muita gente conhece Coruche mas poucos sabem ao certo onde fica".
"A maior parte das respostas colocam Coruche como um lugar distante, a horas de viagem, o que não é verdade. Queremos que nos visitem, que se inspirem na nossa qualidade de vida e que, de uma vez por todas, percebam que estamos realmente muito perto de Lisboa", afirmou Pedro Orvalho.
A campanha tem como público-alvo as jovens famílias acima dos 30 anos e a população acima dos 60 anos e recém-aposentada, visando atrair casais com filhos para viverem num local "mais seguro e tranquilo" e os "jovens seniores" para "aproveitarem de forma mais tranquila e num melhor ambiente a aposentação".
Entre os eventos programados conta-se o que a autarquia designou por Gourmet Sessions, um convite a um chefe de cozinha para se inspirar nas receitas tradicionais de Coruche e as apresentar com "novas roupagens", iniciativa gastronómica a juntar às que já decorrem no concelho, como os Sabores do Toiro Bravo, de 08 a 10 de Maio, e as Jornadas de Gastronomia, em Outubro.
No Verão, ao fim da tarde, vão realizar-se iniciativas como passeios de BTT, a cavalo ou em balão de ar quente, esqui aquático, pesca ou tiro aos pratos, com animação garantida por um DJ, visando dar a conhecer as belezas naturais da região.
A I Feira Internacional da Cortiça (FICOR) vai realizar-se de 29 a 31 de Maio, visando afirmar Coruche como a capital mundial da cortiça, um evento que, além da vertente técnica, vem acompanhado de iniciativas como um desfile de moda "Coruche Fashion Cork", por Ana Maria Lucas, com peças de cortiça assinadas por Luis Buchinho.
A maior prova de vinho do mundo, com 7.000 pessoas, para entrar no Livro dos Recordes do Guiness, é outro dos desafios associado a esse evento, que incluirá ainda a I Corrida de Toiros das Confrarias, passeios de charrete e a cavalo, entre outros.
A 25 e 26 de Julho, a vila acolhe o Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva, "certificando o rio Sorraia como uma pista de pesca de excelência", no final de uma semana que será marcada pelo CCH Festival, dedicado à juventude.
O festival inclui dois concursos de música, dedicados a bandas de garagem e projectos amadores, o RibaRock e o RibaHop.
A autarquia vai ainda apostar num festival dedicado aos anos 1980, com música e outros atractivos, como brinquedos, os Spectrum 48K, os carros, o vinil, recriações e mostras de acontecimentos marcantes dessa época.
As tradicionais Festas do Castelo, dedicadas a Nossa Senhora do Castelo, de 06 a 18 de Agosto, a Feira do Barato e das Oportunidades, em Setembro, a Bienal de Artes Plásticas, no Outono, são outras das iniciativas, a que se juntam actividades como as comemorações do 25 de Abril, a feira do livro ou a semana da mobilidade.



«O Mirante»